Navegando por Autor "SILVA, Amanda Cristina Medeiros da"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Obtenção de hemateno a partir de minério de ferro especularítico da região de Caitité-Bahia(Universidade Federal do Pará, 2025-10-19) SILVA, Amanda Cristina Medeiros da; PAZ, Simone Patrícia Aranha da; http://lattes.cnpq.br/5376678084716817; https://orcid.org/0000-0002-5880-7638; ALBUQUERQUE, Alan Rodrigo Leal de; PEREIRA, Andreia Cardoso; http://lattes.cnpq.br/6365736603862580; https://orcid.org/0000-0002-1081-5970A ciência e as inovações tecnológicas concernentes a nanomateriais têm impulsionado o estudo de materiais bidimensionais obtidos a partir de fontes minerais naturais, com potencial para aplicações ambientais e energéticas. A hematita de forma especularita (também conhecida como micácea ou laminar), encontrada na região brasileira de Caetité (Bahia), apresenta morfologia que a torna um precursor estratégico para o processo de esfoliação líquida visando à obtenção de hemateno, um nanomaterial 2D. Neste contexto, buscou-se obter hemateno a partir do minério de ferro especularítico de Caetité-BA por meio sonoquímico contendo dimetilsulfóxido e citrato de sódio. A caracterização foi realizada por Difração de Raios-X (DRX-Rietveld), Fluorescência de Raios-X (FRX), Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier na região do médio (FTIR Middle), Microscopia Eletrônica de varredura (MEV-EDS) e Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET). Os resultados revelaram a redução expressiva do tamanho de cristalito, o aumento da microdeformação e a presença de folhas nanométricas translúcidas e de contorno irregular, confirmando a formação de estruturas lamelares 2D. A comparação entre a hematita especularita (MF-E) de Caetité e a hematita maciça de Carajás (MF-C) demonstrou a importância da anisotropia cristalina no processo de delaminação, reforçando a escolha da matéria-prima utilizada. Concluiu-se que usando a metodologia proposta por Motlagh, (2023), com modificação no tempo de ultrassom, com 48 horas a menos do que métodos anteriores, e quantidade 3ml de Dimetilsufoxido (DMSO) para 0,03g de hematita e 0,06g de citrato de sódio, foi possível obter hemateno com menor custo e menor impacto ambiental.
