Navegando por Autor "SILVA, Luiz de Jesus Dias da"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Pedra do Peixe: redes sociais na circulação do pescado do Ver-o-Peso para a cidade de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-12) SILVA, Luiz de Jesus Dias da; RODRIGUES, Carmem IzabelEste artigo tem por objetivo apresentar uma etnografia sobre a rede social envolvida no processo de circulação do pescado que chega diariamente ao mercado do Ver-o-Peso, principal entreposto pesqueiro da região amazônica, e é distribuído por toda a cidade de Belém do Pará. Diariamente, o pescado in natura, capturado e trazido em embarcações pesqueiras, entra na área urbana pela Pedra do Peixe, marco espacial e simbólico do mercado do Ver-o-Peso,no qual é vendido e distribuído na cidade e para outras praças do estado e do país, para chegar aos consumidores finais, que o encontram nas feiras, mercados, supermercados e outros pontos de venda, assim como nos restaurantes diversificados, em forma de pratos regionais preparados para os muitos apreciadores do produto. Essa extensa rede de comercialização do pescado apresenta aspectos econômicos, sociais, culturais, regras, informalidades e conflitos, que fazem com que a circulação do pescado em Belém permaneça, até a atualidade, com muito vigor, tendo a Pedra do Ver-o-Peso como centralidade do seu fluxo cotidiano, através das redes de relações e das práticas socioculturais incorporadas por trabalhadores e fregueses que circulam diariamente por esse espaço central da cidade.Tese Acesso aberto (Open Access) Pedra, redes e malha na circulação do pescado do Ver-o-Peso ao meio urbano de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-03-08) SILVA, Luiz de Jesus Dias da; RODRIGUES, Carmem Izabel; http://lattes.cnpq.br/5924616509771424Esta tese tem o objetivo de etnografar a rede social envolvida no processo de circulação do pescado que chega diariamente na Pedra do peixe do Ver-o-Peso e é distribuído na malha urbana da cidade de Belém do Pará. O problema enfrentado é compreender como essa comercialização permanece, presentemente, central no maior mercado popular da cidade e à própria cidade, uma vez que foi iniciada, ainda, no período colonial brasileiro. A etnografia local assume importância cultural, histórica e econômica para a vida social de Belém; os sujeitos nesse mercado atuam, entre água e terra, em um conjunto de espaços coletivos onde há interpenetração da história com a cultura local, que se transformam em práticas e atualizam sentidos. Metodologicamente houve a pesquisa com dados secundários para embasamento teórico e a pesquisa etnográfica, com observação direta e observação participante, uma vez que ao ser aceito no campo pude, por vezes, auxiliar na comercialização do pescado na Pedra, na feira da Marambaia e em outro ponto de venda na cidade. O Ver-o-Peso, foi pesquisado como mercado popular, sistema simbólico e importância cultural à cidade de Belém. Houve a investigação quanto a origem desse espaço de entreposto pesqueiro, como lugar de inter-relações, suas especificidades, conflitos locais, leis ou regimentos tácitos e quanto a preparação da tripulação de embarcações pesqueiras para uma nova jornada que, pois, ao tempo que encerra a venda de uma carga de pescado, a ser é distribuído em Belém e outras localidades, finaliza um ciclo, e se inicia de modo concomitante, o preparo da próxima viagem em busca de peixe para venda nesse local, novamente. O pescado distribuído em Belém chega in natura aos consumidores finais que o encontram nas feiras, mercados, supermercados e outros pontos de venda da malha urbana da cidade, e mais, ainda, nos seus restaurantes diversificados, em forma de pratos regionais preparados aos muitos apreciadores. Nas considerações finais houve uma reflexão quanto à rede de comercialização do pescado e seus aspectos econômicos, sociais, culturais, suas regras, informalidades e seus conflitos, respondendo o que faz com que a circulação do pescado em Belém permaneça até a atualidade com muito vigor, tendo aquele locus do Ver-o-Peso como centralidade do seu fluxo, além de proposições advindas dos trabalhadores que lá atuam do dia-a-dia, quanto sua permanência, onde está.
