Navegando por Autor "SILVA, Marley Antonia Silva da"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A extinção da companhia de comércio e o tráfico de africanos para o estado do Grão Pará e Rio Negro (1777 – 1815)(Universidade Federal do Pará, 2012) SILVA, Marley Antonia Silva da; LAHON, Didier André Roger; http://lattes.cnpq.br/1360485249187891Nosso propósito foi estudar o tráfico de africanos para o Estado do Grão-Pará e Rio Negro no período de 1777 a 1815. Para alcançar nosso intento, utilizamos as informações contidas na Base de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos (BDCTE), a documentação compilada do Arquivo Público do Pará por Anaíza Vergolino e Napoleão Figueiredo no livro “A presença Africana na Amazônia Colonial: uma notícia histórica”, cruzamos com os documentação do Projeto Resgate – AHU, além disso, consultamos a bibliografia. No primeiro capítulo elaboramos uma apreciação da historiografia para identificar a percepção da mesma acerca do tráfico de africanos para o Grão-Pará, apresentando, questionando e articulando os principais argumentos sobre a questão, além disso, identificamos a produção e as perspectivas da historiografia que trata sobre o tráfico no Estado do Maranhão. Em seguida buscamos apontar os elementos que permitiram a continuidade do comércio de cativos oriundos da África, estando extinto o monopólio comercial. Abordamos alguns aspectos políticos e econômicos experimentados pelo Estado do Grão-Pará. Neste cenário foi possível identificar os impactos do fim do exclusivo comercial, por meio das reações de moradores e administradores do Grão-Pará, expresso nos discursos produzidos pelos mesmos. No final nos detemos em identificar dinâmica e organização do tráfico, os aspectos quantitativos do mesmo. Além disso, observamos que pouquíssimo foi dito pela historiografia sobre os responsáveis em dar continuidade neste comércio após a CCGPM, por isso identificamos quem eram os “homens de negócio”, quem financiava o tráfico para o estado em questão, ressaltando a participação dos moradores do Grão- Pará, como custeadores deste comércio.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O tráfico de africanos na Amazônia colonial: abordagens historiográficas(Universidade Federal do Pará, 2015-06) SILVA, Marley Antonia Silva daOs estudos sobre escravidão africana são volumosos na historiografia brasileira. É indubitável a relevância da obra de Gilberto Freyre, publicada em 1933, na qual a escravidão no Brasil foi caracterizada pela brandura entre senhores e escravos. Além disso, a obra sistematiza o que depois será chamado de democracia racial, questão que, aliás, causou dissenso e contestação nas décadas posteriores . De acordo com Stuart Schwartz (2001, p. 23), o trabalho do sociólogo pernambucano foi um marco na interpretação histórica do Brasil, considerando que foi depois de Casa Grande e Senzala que a escravidão e o negro passaram a ter papel fundamental na narrativa histórica do Brasil. Entretanto, a escravidão é uma questão ampla que abrange uma série de temas e métodos. No Brasil, as pesquisas sobre tal temática têm avançado e se refinado bastante. O estudo sobre o tráfico de africanos é uma das temáticas sobre a qual têm se debruçado muitos estudiosos, e cada vez mais novos métodos, fontes e teorias têm ampliado o debate sobre o trânsito de homens cativos de África para o Brasil . Cientes de que outros trabalhos já se ocuparam de maneira eficiente do debate historiografia sobre a escravidão e suas muitas dimensões no Brasil, neste espaço nossa atenção se volta para debates historiográficos mais específicos. Nosso intuito nas linhas que seguem é identi ficar a percepção da historiografia que versa sobre o tráfico de africanos
