Navegando por Autor "SILVA, Paulo Vilhena da"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O aprendizado de regras matemáticas: uma pesquisa de inspiração wittgensteiniana com crianças da 4ª série no estudo da divisão(Universidade Federal do Pará, 2011-03-01) SILVA, Paulo Vilhena da; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da; http://lattes.cnpq.br/3588315106445865Neste trabalho, investigamos o aprendizado de regras matemáticas no contexto da sala de aula, com ênfase, principalmente, nas discussões sobre a linguagem. Nosso objetivo principal foi pesquisar as dificuldades de ordem lingüística, enfrentadas pelos alunos no decurso do aprendizado das regras matemáticas, em especial, o conceito/algoritmo da divisão. Para tanto, discutimos, entre outras coisas, o tema “seguir regras”, proposto pelo filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein em sua obra Investigações Filosóficas. Nosso trabalho e nossas análises foram fundamentadas, principalmente, na filosofia deste autor, que discute, entre outros temas, a linguagem e sua significação e os fundamentos da matemática, bem como nas reflexões do filósofo Gilles-Gaston Granger que analisa as linguagens formais. Realizamos uma pesquisa de campo que foi desenvolvida na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará, em uma turma da quarta série do ensino fundamental. As aulas ministradas pela professora da turma foram observadas e, posteriormente, foi solicitado aos alunos que resolvessem problemas de divisão verbais e não-verbais, seguido de uma breve entrevista, na qual indagamos, entre outras questões, como os alunos resolveram os problemas envolvendo a divisão. Em nossas análises destacamos algumas dificuldades dos alunos, percebidas nas observações e em seus registros escritos ou orais: alguns alunos, em suas estratégias de resolução, inventam novas “regras matemáticas”. Há ainda aqueles que “confundem” os contextos na resolução de problemas matemáticos verbais, bem como a dificuldade de compreensão de problemas que trazem informações implícitas.Tese Acesso aberto (Open Access) Qual o sentido de estudar matemática na escola? o que dizem professores e alunos(Universidade Federal do Pará, 2016-04-15) SILVA, Paulo Vilhena da; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da; http://lattes.cnpq.br/3588315106445865; http://orcid.org/0000-0002-3147-9478Não é novidade que o aprendizado da Matemática é problemático. Assim, há algum tempo, como alternativa a essa dificuldade, os pesquisadores da Educação Matemática têm buscado considerar a cultura e os costumes de diferentes grupos no ensino da Matemática, investigando como usar esse conhecimento extraescolar no ensino escolar da referida disciplina, com o intuito de tornar o aprendizado mais interessante, mais útil, mais contextualizado, mais crítico, mais significativo, etc. Posto que na literatura deste campo de estudo é muito comum encontrarmos afirmações de que o professor deve contextualizar o que ensina, utilizando-se situações concretas da vida dos estudantes, isto é, problemas reais da vida do aprendiz. Embora essa possa ser uma boa estratégia, se levada ao extremo, dá a entender que somente o que é imediatamente aplicável à vida dos estudantes deve ser ensinado. Esse é um olhar ingênuo e romântico para a prática pedagógica e torna-se atraente ao sugerir que os estudantes seriam mais felizes, mais livres e mais criativos aprendendo na escola a Matemática que vivenciam em seu cotidiano. Um discurso sedutor que deixa nas entrelinhas, de maneira consciente ou não, que o aluno pobre deve manter seu lugar social. Partimos da hipótese de que essa concepção também está presente na opinião da comunidade escolar, assim, nosso objetivo neste trabalho foi analisar qual a concepção de alunos e de professores sobre o sentido de estudar Matemática na escola. Para tanto, pedimos aos sujeitos, alunos e professores de escolas públicas da região metropolitana de Belém que respondessem o questionamento acima. As análises apontam que alunos e professores concordam, assim como grande parte dos pesquisadores da Educação Matemática, que o sentido de estudar matemática traduz-se em sua utilidade prática imediata. Ao contrário, em nossa argumentação, feita à luz da Pedagogia Histórico-crítica, defendemos que não se estuda matemática apenas para utilizá-la em atividades práticas imediatas do cotidiano, mas sim como parte do processo de humanização dos indivíduos: a formação de cidadãos críticos capazes de compreender e modificar as contradições que os rodeiam, entendendo sua realidade de maneira mais elaborada, enriquecendo seu universo de significados, ultrapassando os limites da observação direta.
