Navegando por Autor "SILVA NETO, Carlos Aguiar Ferreira da"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Lesões esportivas em paratletas brasileiros de paraesgrima: estudo epidemiológico durante um campeonato nacional no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) SILVA NETO, Carlos Aguiar Ferreira da; SILVA , Marília Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; MORAES , Suellen Alessandra Soares de; DUARTE, Edison; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/9024804718504149; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-4337-8065Com o desenvolvimento da paraesgrima ao longo dos últimos anos, a modalidade tem evoluído rumo ao esporte de alto rendimento. Esse progresso intensificou a demanda por treinamento dos paratletas, o que pode resultar em um aumento na incidência de lesões esportivas. No entanto, há poucos estudos sobre as lesões esportivas específicas em paratletas de paraesgrima. Este estudo teve como objetivo analisar a epidemiologia das lesões esportivas em paratletas brasileiros de paraesgrima durante os campeonatos nacionais da temporada 2024. Foi realizada uma pesquisa epidemiológica descritiva e observacional, com abordagem transversal e quantitativa. Participaram do estudo 74 paratletas, de ambos os sexos, durante uma temporada nacional. A coleta de dados foi feita por meio de um formulário eletrônico baseado no Protocolo de Lesão Esportiva no Esporte Paralímpico (PLEEP), contendo informações sobre o perfil do paratleta e o registro das lesões ocorridas durante os eventos esportivos da temporada nacional. Os dados foram analisados por estatística descritiva. A maioria dos paratletas era do sexo masculino (59,46%) e pertencia à categoria A (64,86%). A média de idade dos paratletas foi de 34,37 ± 10,87 anos, com tempo médio de prática na modalidade de 5,56 ± 6,09 anos. A maioria dos paratletas era das regiões Sul (33,78%) e Sudeste (33,78%). Em relação à origem da deficiência, 60,80% apresentavam deficiência adquirida, principalmente decorrente de acidentes de trânsito (40%), enquanto 39,30% possuíam deficiência congênita. Quanto ao tipo de deficiência, 71,60% eram de base neurológica, com diagnósticos relacionados a distúrbios na medula espinhal (20,70%). As deficiências de base musculoesquelética acometeram 28,40% do grupo, com o principal diagnóstico clínico de deficiência em membro (25,68%). Quanto ao treinamento, os paratletas realizaram, em média 2,78 ± 1,01 sessões semanais de paraesgrima, com duração de 2,22 ±0,80 horas por sessão. O treinamento físico e/ou outras modalidades ocorria 2,96 ± 1,32 vezes por semana, com duração de 1,46 ± 0,64 horas. Durante a temporada nacional, foram registradas 52 lesões esportivas. Das lesões registradas 30,13% foram novas lesões. A lesão mais comum foi distúrbio muscular induzido pelo esforço (53,86%), relacionado, principalmente, a movimentos repetitivos (44,73%). Os mecanismos mais frequentes foram movimento repetitivo - início súbito - sem contato (48,08%). O membro superior (84,62%) foi a região mais acometida, com os ombros (38,46%) sendo a área mais afetada. A prevalência de lesões durante a temporada foi de 26,24%, com uma incidência de 0,34 e uma taxa de prevalência de 113,17 por 1.000 atleta-dias. Os resultados demonstraram elevadas taxas de incidência e prevalência de lesões em paratletas de paraesgrima durante a temporada nacional, evidenciando a necessidade de ações de diferentes níveis de prevenção. Essas ações devem envolver confederações, entidades esportivas, comissões técnicas e paratletas, com objetivo de reduzir riscos e garantir um ambiente esportivo mais seguro.
