Navegando por Autor "SIQUEIRA, Deis Elucy"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Divisão sexual do trabalho e relações de gênero em contexto estuarino-costeiro amazônico(Universidade Federal do Pará, 2013-06) COSTA, Norma Cristina Vieira; SIQUEIRA, Deis Elucy; ALMEIDA, Marcella Cristina Ever de; GOMES, MariaO artigo discute resultados de pesquisas realizadas, de forma articulada, pelo grupo de pesquisa Estudos Socioambientais Costeiros/UFPA, em várias comunidades de populações tradicionais na região da Reserva Extrativista Marinha de Caeté Taperaçu/Bragança/PA. São destacadas as maneiras como a divisão sexual do trabalho e o acesso ao trabalho remunerado, sobretudo o beneficiamento do caranguejo, atualizam a persistência sócio-histórica das desigualdades de gênero. Interessa salientar que a reflexão desta estabilidade se apoia nas mudanças que vêm se dando nas relações entre homens e mulheres: construção de flexibilidades estratégicas no sentido de recriação de práticas e de valores que, simultaneamente, mantêm o sistema de gênero. Identifica-se a inflexibilidade da representações sociais hierárquicas e assimétricas de gênero ancoradas na capacidade reprodutiva das mulheres.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Pescadoras: subordinação de gênero e empoderamento(Universidade Federal do Pará, 2012-12) MANESCHY, Maria Cristina Alves; SIQUEIRA, Deis Elucy; ÁLVARES, Maria Luzia MirandaCresce o número de estudos abordando o setor pesqueiro sob uma perspectiva de gênero, indicando que esse é fundamental para se entender como mulheres e homens participam da pesca e vivenciam os riscos ligados às recentes mudanças do setor. Contudo, políticas setoriais ainda têm dificuldade em incorporar a dimensão de gênero. Este texto evidencia dois argumentos principais. Primeiro, o silêncio sobre a questão feminina articula-se à situação de vulnerabilidade, característica de grande parte das comunidades pesqueiras, em países no "norte" e no "sul". Segundo, movimentos de mulheres pescadoras têm contribuído para questionar o status quo e inscrevê-las em políticas de empoderamento, sobretudo no que toca a espaços e direitos sociais. Ao mesmo tempo, esses movimentos buscam recuperar a capacidade que sistemas locais comunitários de gestão de recursos naturais têm demonstrado de adaptação à complexidade socioambiental e de respeito ao protagonismo feminino. O processo de empoderamento não é linear, mas complexo e marcado por contradições.
