Navegando por Autor "SOUSA, Raissa Lennon Nascimento"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A construção da imagem da mulher no cinema de ficção produzido na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2016-03-01) SOUSA, Raissa Lennon Nascimento; COSTA, Luciana Miranda; http://lattes.cnpq.br/1310961057480638O objetivo principal dessa pesquisa foi analisar a construção da imagem da mulher presente nos filmes de ficção produzidos na Amazônia paraense, a partir dos discursos constantes nas tramas e de seus principais elementos icônicos. Entende-se que a presença da mulher no cinema é muito significativa, assumindo personagens relevantes na contemporaneidade. Desse modo, foram selecionados filmes contemporâneos que as colocam como sujeito principal das tramas. O corpus de análise é composto por curtas-metragens lançados em um período de efervescência do cinema paraense, entre os anos de 2010 e 2012: "Matinta" (2010), de Fernando Segtowick; "Ribeirinhos do Asfalto" (2011), de Jorane Castro; “Pássaros Andarilhos e Bois Voadores” (2011), de Luiz Arnaldo Campos; e “Juliana Contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista” (2012), de Roger Elarrat. Autores ligados à área da Comunicação e, especialmente, do Cinema, além da Linguística e Filosofia foram utilizados na construção analítica do corpus escolhido, como Michel Courtine (2005), Jacques Aumont (2002; 2008), Walter Benjamin (1994), Michel Pêcheux (1995; 1997) e Michel Foucault (2000; 2008). Tendo por base os quatro filmes analisados podemos concluir que a imagem da mulher amazônida contemporânea no cinema de ficção é a de mulheres, que apesar de manterem elementos de submissão em relação ao homem, conquistam com enfrentamento, coragem, trabalho, sedução e feminilidade, espaços de atuação e emancipação nos ambientes que vivem (urbanos ou rurais).Tese Acesso aberto (Open Access) Entrelaces da resistência: comunicação e práticas emancipatórias de mulheres negras trançadeiras da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-06-13) SOUSA, Raissa Lennon Nascimento; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248A pesquisa tem enfoque nas práticas emancipatórias de mulheres negras trançadeiras que vivem na Amazônia paraense (Belém/Pará). Compreendemos a atividade trancista como experiência comunicativa de resistência, autonomia econômica e superação das opressões que atingem mulheres negras amazônidas. O trançado, para negras e negros, não é apenas uma questão de estética ou vaidade, representa um encontro com a ancestralidade africana e com a afirmação de uma identidade que é relegada historicamente em uma sociedade racista. Para Nilma Lino Gomes (2019), o cabelo e o corpo podem ser considerados expressões da identidade negra brasileira, uma vez que são símbolos de relações de violência e de desigualdades étnico-raciais. O objetivo deste trabalho é entender, à luz da comunicação e das ciências sociais, os atravessamentos que as mulheres trançadeiras vivem no referente a questões como racismo, identidade negra, colonialidade, ancestralidade, territorialidade e resistência. Entendemos que a cultura do trançado na Amazônia possibilita formas singulares de comunicação divergentes da lógica do sistema patriarcal branco capitalista e colonialista. Como caminhos metodológicos com inspiração em Kilomba (2019), utilizamos uma investigação centrada nos sujeitos, por meio de entrevistas não diretivas (em profundidade) com mulheres negras trancistas, que trabalham em Belém do Pará. A partir dos relatos extraídos desse diálogo, entrelaçamos uma epistemologia descolonial e afrodiaspórica, no qual as narrativas das mulheres é que nos mostram os caminhos da pesquisa. Somos amparados pela noção da organização do vínculo e do “comum” de Muniz Sodré (2014), na teoria crítica de Paulo Freire (2018), nas reflexões de raça e gênero de Grada Kilomba (2019), bell hooks (2017) e Nilma Lino Gomes (2019), e na perspectiva da negritude na Amazônia de Zélia Amador de Deus (2019) e Vicente Salles (1971), entre outros. As práticas emancipatórias das mulheres trançadeiras acontecem por meio da superação das dificuldades econômicas, na solidariedade, na valorização de uma identidade racial negra, feminista e amazônida e, sobretudo, na relação comunicativa de ancestralidade negra promovida pelo trançado.
