Navegando por Autor "TORRES, Priscila Ferreira"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Do jirau aos quintais: saberes e usos de plantas medicinais a luz do Coletivo Mãe Preta - sementes da ancestralidade na Comunidade Quilombola do Itacuruçá, Abaetetuba(PA)(Universidade Federal do Pará, 2026-02-27) TORRES, Priscila Ferreira; CAÑETE, Voyner Ravena; http://lattes.cnpq.br/9961199993740323; https://orcid.org/0000-0001-8528-3086; CARVALHO, Luciana Gonçalves de; DIAZ, Rafael Paiva de Oliveira; MOURA , Edila Arnaud Ferreira; CAÑETE, Thales Maximiliano Ravena; http://lattes.cnpq.br/9870905738650852; http://lattes.cnpq.br/0071623721470815; http://lattes.cnpq.br/2154370107837866; http://lattes.cnpq.br/6291249974166783; https://orcid.org/0000-0001-7916-9092; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-0093-8464; https://orcid.org/A construção desta dissertação reflete minha experiência como sujeito de pesquisa e expressa o amadurecimento por mim vivido, por meio dos caminhos por mim percorridos, uma quilombola que busca ser antropóloga. O objetivo geral desta pesquisa consiste em compreender como os conhecimentos associados para acesso e uso de ervas e plantas medicinais figuram como estratégia de enfrentamento às pressões da sociedade do entorno e resiliência diante às mudanças socioambientais sobre o território quilombola do Itacuruçá. E como objetivos específicos: descrever os conhecimentos tradicionais de ervas e plantas medicinais por conta das pressões sobre o território quilombola de Itacuruçá; descrever as estratégias de enfrentamento ao apagamento do conhecimento tradicional vinculado às práticas ancestrais da comunidade do Itacuruçá; registrar o conhecimento tradicional de ervas e plantas medicinais para acessar outras formas de políticas públicas relacionadas a direitos culturais. A pesquisa se caracteriza como sendo de cunho qualitativo. Inicialmente se, debruça sobre uma pesquisa bibliográfica e documental acerca da historicidade da comunidade locus da pesquisa, e na sequência se propõe a realizar uma etnografia colaborativa (Clifford, 2011) sobre o coletivo Mãe Preta: sementes da ancestralidade, projeto que trata de práticas e saberes de mulheres quilombolas no uso e prática voltados a ervas e plantas medicinais. Os resultados demonstram que os saberes atrelados às plantas medicinais por si só não existem se não estiverem interligados a um conhecimento ecologicamente local. É através das variadas formas de cuidar e entender o universo em que se apresentam o cenário da temática que fazem esses saberes serem pulsantes no viver cotidiano do povo local. A comunidade por sua vez vem avançando em enfrentamentos diante dos obstáculos vividos pela degradação socioambiental e cultural impostos pela sociedade hegemônica, por meio das estratégias desses conhecimentos específicos construídos na coletividade para a gestão de seu território.
