Teses em Neurociências e Biologia Celular (Doutorado) - PPGNBC/ICB
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2390
O Doutorado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Biologia Celular (PPGNBC) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Teses em Neurociências e Biologia Celular (Doutorado) - PPGNBC/ICB por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA::FARMACOLOGIA BIOQUIMICA E MOLECULAR"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Caracterização do mecanismo de ação antiinflamatória do flavonóide BAS1 isolado da planta Brosimum acutifolium(Universidade Federal do Pará, 2011-08-02) MORAES, Waldiney Pires; SILVA, Anderson Manoel Herculano Oliveira da; DINIZ, Domingos Luiz Wanderley Picanço; http://lattes.cnpq.br/9601463988942971Inflamação é a resposta do organismo a injúria e perigo. Apesar de a inflamação ser um mecanismo de defesa do organismo, a intensidade e/ou a persistência desta resposta pode ser maléfica para o indivíduo. Neste contexto, os produtos naturais, são importantes fontes de moléculas biologicamente ativas, e é considerado, um recurso promissor para a descoberta de novos fármacos. Baseado em estudos etnofarmacológicos, foi isolado da planta Brosimum acutifolium, popularmente conhecida como “Mururé da Terra-Firme” o flavonóide BAS1 (4’-hidroxi,7,8-(2’’,2”-dimetil-pirano)-flavana), ainda não descrito na literatura anteriormente. Diante disso, o presente trabalho caracterizou o mecanismo de ação antiinflamatória do flavonóide BAS1, em macrófagos murinos estimulados. Macrófagos foram ativados com LPS e IFN-γ. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio do MTT, os níveis dos mediadores inflamatórios foram determinados por ELISA (TNF-α, PGE2, IL-10), através da reação de Griess (NO) e a expressão de proteínas por Western blot. Nossos resultados demonstraram que BAS1 apresentou efeito citotóxico apenas para altas concentrações (100 μM), inibiu a produção de NO (95%), inibiu a expressão de NOS-2, reduziu a produção de TNF-α (39%) e PGE2(57%), mas não alterou a produção de IL-10 em macrófagos ativados. Dessa forma, uma importante contribuição deste estudo, foi evidenciar o efeito farmacológico do flavonóide BAS1, bem como, fundamentar o uso da planta Brosimum acutifolium, como antiinflamatória em nossa região. Somado a isso, a produção de extrato desta planta poderia fornecer um antiinflamatório eficaz e com menor custo para a população local. O presente trabalho, também pode contribuir para a determinação de nova classe de agente antiinflamatório, baseado em flavonóides naturais, como BAS1.Tese Acesso aberto (Open Access) Exposição à concentração subletal de metilmercúrio: genotoxicidade e alterações na proliferação celular(Universidade Federal do Pará, 2015-04-01) MALAQUIAS, Allan Costa; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265O mercúrio é um metal que se destaca dos demais por se apresentar líquido em temperatura e pressão normais. Este xenobiótico se apresenta como a maior fonte de poluição em várias partes do mundo e tem como característica ser altamente tóxico ao Sistema Nervoso Central (SNC). O despejo é na forma líquida diretamente no solo e leito dos rios. Este metal pesado é complexado com vários elementos presentes no solo ou sedimentos sendo convertido à metilmercúrio (MeHg) pela microbiota aquática. O MeHg apresenta a capacidade de se acumular ao longo da cadeia trófica, um evento conhecido como biomagnificação, o qual afeta diretamente a vida humana. Nesse sentido, a Região Amazônica se destaca por possuir todos os componentes necessários para a manutenção do ciclo biogeoquímico do mercúrio, além de populações cronicamente expostas a este metal pesado, sendo este fato considerado um problema de saúde pública. Tem-se conhecimento que este xenobiótico após a exposição aguda a altas doses promove desordens relacionadas ao surgimento de processos degenerativos no SNC, entretanto, os efeitos a baixas concentrações ainda não são totalmente conhecidos. Nesse sentido, se destacam as células gliais que atuam como mediadores no processo de neurotoxicidade desse metal, principalmente em baixas concentrações. Apesar de este tipo celular exibir um importante papel no processo de intoxicação mercurial, a ação deste metal sobre as células glias é pouco conhecida, principalmente sobre o genoma e a proliferação celular. Desta forma, este trabalho se propõe a avaliar o efeito da exposição a este xenobiótico em baixa concentração sobre o material genético e a proliferação celular em células da linhagem glial C6. As avaliações bioquímica (atividade mitocondrial – medida pelo ensaio de MTT –) e morfofuncional (integridade da membrana – avaliada pelo ensaio com os corantes BE e AA –) confirmaram a ausência de morte celular após a exposição ao metal pesado na concentração de 3 μM por um intervalo de 24 horas. Mesmo sem promover processos de morte celular, o tratamento com esta concentração subletal de MeHg foi capaz de aumentar significativamente os níveis dos marcadores de genotoxicidade (fragmentação do DNA, formação de micronúcleos, pontes nucleoplásmica e brotos nucleares). Ao mesmo tempo, foi possível observar uma alteração no ciclo celular através do aumento do índice mitótico e uma mudança no perfil do ciclo celular com aumento da população celular nas fases S e G2/M, sugerindo um aprisionamento nessa etapa. Esta mudança no ciclo celular, provocada por 24h de exposição ao MeHg, foi seguida de uma redução no número de células viáveis e confluência celular 24h após a retirada do MeHg e substituição do meio de cultura, além do aumento no tempo de duplicação da cultura do mesmo. Este estudo demonstrou pela primeira vez que a exposição ao metilmercúrio em concentração baixa e subletal é capaz de promover eventos genotóxicos e distúrbios na proliferação celular em células de origem glial.Tese Acesso aberto (Open Access) Novas ferramentas terapêuticas contra a convulsão e o comportamento tipo depressivo: ensaios pré-clínicos com açaí clarificado(Universidade Federal do Pará, 2016-09-28) MONTEIRO, José Rogério Souza; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265O açaí (Euterpe Oleracea Mart.) é uma palmeira típica do norte do Brasil, rica em compostos fenólicos e antocianinas, substâncias com elevada atividade antioxidante, anti-inflamatória e de comprovados efeitos benéficos à saúde. O estresse oxidativo e a inflamação estão envolvidos na geração e propagação de crises convulsivas, principal característica clínica da epilepsia, e na patogenia da depressão. Neste trabalho investigamos o potencial efeito neuroprotetor, anticonvulsivante e antidepressivo de amostras comerciais de açaí clarificado (AC). Apenas 4 doses de AC foram suficientes para aumentar as latências para crises convulsivas mioclônicas e tônico-clônicas e para diminuir a duração total das crises tônicoclônicas induzidas pelo Pentilenotetrazol (PTZ). Alterações eletrocorticográficas induzidas pelo PTZ foram prevenidas de forma significativa pelo AC. Já no modelo de comportamento tipo depressivo induzido pelo lipopolissacarídeo (LPS), o AC reduziu o tempo de imobilidade e aumentou significativamente o consumo de sacarose dos animais, indicando que o AC possui atividade preventiva sobre o aparecimento de comportamentos que são característicos da depressão clínica. Tanto no modelo de PTZ quanto de LPS o AC exibiu potente atividade preventiva em relação ao estresse oxidativo. O AC preveniu a peroxidação lipídica e a elevação dos níveis de nitritos no córtex cerebral, hipocampo, estriado e córtex pré-frontal. Estes resultados demonstram pela primeira vez que o açaí é uma fruta que exerce potente atividade protetora frente ao desenvolvimento de crises convulsivas, do comportamento tipo depressivo e do estresse oxidativo, o que representa uma proteção adicional para indivíduos que consomem essa fruta.
