NMT - Núcleo de Medicina Tropical
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Epidemiological, clinical and evolutionary aspects of tuberculosis among elderly patients of a university hospital in Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-02) CHAVES, Emanuele Cordeiro; CARNEIRO, Irna Carla do Rosário Souza; SANTOS, Maria Izabel Penha de Oliveira; SARGES, Nathália de Araújo; NEVES, Eula Oliveira Santos dasObjetivo: Avaliar os aspectos epidemiológicos, clínicos e evolutivos da tuberculose em idosos em um Hospital Universitário na cidade de Belém, Pará. Método: Trata-se de um estudo do tipo transversal, realizado em um hospital universitário, onde foram analisados 82 prontuários de casos de tuberculose em idosos. Os dados foram analisados através da aplicação do Teste G, admitindo-se nível α=0,05 (5%) e valor de p≤0,05. Resultados: A maioria dos idosos era do sexo masculino (64,6%), com faixa etária de 60 a 69 anos, mais destacadamente entre os homens (64,2%), casos novos de tuberculose (95,1%), apresentando forma clínica pulmonar (75,6%), agravos associados (69,5%) e tempo de internação superior a 21 dias. Febre (67,1%), dispneia (64,6%), emagrecimento (61,0%), tosse produtiva (59,8%) e dor torácica (51,2%) foram os principais sinais e sintomas. Em relação ao tratamento, houve elevado percentual de reações adversas (50%), predominando as manifestações gastrointestinais (70,7%). A maioria dos pacientes curou (59,8%), contudo, o óbito por tuberculose foi considerado alto (15,9%). Quanto às variáveis de exposição e o desfecho, houve diferença estatisticamente significativa apenas para a faixa de idade (p=0,017), tempo de internação (p=0,000) e reação adversa (p=0,018). Conclusão: a apresentação clínica e manejo terapêutico da tuberculose no idoso é diferenciado, fazendo-se necessário o fortalecimento de estratégias que propiciem a identificação precoce dos idosos suspeitos de tuberculose na comunidade, o que deve ocorrer principalmente através da Atenção Básica.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) HCV infection through perforating and cutting material among candidates for blood donation in Belém, Brazilian Amazon(Universidade Federal do Pará, 2014-12) VALOIS, Rubenilson Caldas; PEREIRA, Luciana Maria Cunha Maradei; CRESCENTE, Jose Angelo Barletta; OLIVEIRA FILHO, Aldemir Branco de; LEMOS, José Alexandre Rodrigues deEste estudo avaliou fatores epidemiológicos para infecção pelo HCV associados ao compartilhamento de instrumentos cortantes e perfurantes em candidatos à doação de sangue (CDS) na cidade de Belém, Pará, Amazônia Brasileira. Duas definições de infecção pelo HCV foram utilizadas: positividade por anti-HCV detectada por EIA, e HCV-RNA detectado por PCR. CDS infectados e não-infectados preencheram questionário sobre possíveis fatores de risco associados com o compartilhamento de instrumentos cortantes e perfurantes. As informações foram avaliadas usando regressão logística simples e múltipla. Entre maio e novembro de 2010, 146 (1,1%) indivíduos com anticorpos anti-HCV e 106 (0,8%) com HCV-RNA foram detectadas entre 13.772 CDS em Belém. Os fatores de risco associados à infecção pelo HCV baseado em resultados de EIA (modelo 1) e PCR (modelo 2) foram: uso de agulhas e seringas esterilizadas em casa, uso compartilhado de lâminas em casa, compartilhamento de lâminas em barbearias, salões de beleza, etc., e compartilhamento de material de manicure e pedicure. Os modelos de infecção pelo HCV associados com o compartilhamento de instrumentos cortantes e perfurantes devem ser considerados pelas autoridades de saúde local e regional e de países com práticas culturais semelhantes, a fim de fornecer informações uteis para direcionar estratégias e políticas públicas de controle da transmissão do HCV.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Prevalence of human papillomavirus infection and cervical cancer screening among riverside women of the brazilian Amazon(Universidade Federal do Pará, 2017-07) DUARTE, Daniel Valim; VIEIRA, Rodrigo Covre; BRITO, Elza Baía de; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; MONTEIRO, Jeniffer do Socorro Valente; VALENTE, Mário Diego Rocha; ISHIKAWA, Edna Aoba Yassui; FUZII, Hellen Thais; SOUSA, Maísa Silva deObjetivo: o objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência global e tipo-específica da infecção pelo papilomavírus humano (HPV) entre mulheres que vivem em comunidades ribeirinhas do estado do Pará, Amazônia oriental, Brasil. Estas comunidades são habitadas por pessoas de baixa renda, e são acessíveis somente por meio de pequenos barcos. A citologia cervical e os fatores de risco para a infecção por HPV também foram avaliados. Métodos: amostras cervicais de 353 mulheres de comunidades selecionadas foram coletadas para a análise citológica e para a detecção do HPV. A prevalência global e tipoespecífica dos HPV-16 e HPV-18, principais tipos oncogênicos no mundo, foram avaliadas por meio de reação em cadeia de polimerase (PCR) convencional e PCR em tempo real. Os fatores de risco para a infecção por HPV foram avaliados a partir de questionários epidemiológicos. Resultados: a idade média das participantes foi de 37 anos (desvio padrão [DP] ± 13,7). A maioria era casada ou tinha um parceiro sexual fixo (79%) e baixo nível de escolaridade (80%) e de renda familiar mensal (< U$ 250; 53%). A prevalência global do HPV foi de 16,4% (n = 58), com 8 casos de HPV-16 (2,3%) e 5 casos de HPV-18 (1,4%). Aproximadamente 70% das mulheres entrevistadas nunca tinha realizado o exame preventivo de Papanicolau. Os resultados citológicos anormais foram encontrados em 27,5% (n = 97) das amostras, com taxas mais altas da infecção por HPV de acordo com a severidade das lesões (p = 0,026). Conclusões: as infecções por HPV-16 e HPV-18 não foram predominantes em nosso estudo, apesar da alta prevalência global da infecção por HPV. No entanto, o potencial oncogênico desses tipos e a baixa cobertura do exame de Papanicolau entre mulheres de comunidades ribeirinhas demonstram um risco potencial para o desenvolvimento de lesões cervicais e sua progressão para o câncer de colo do útero, uma vez que o acesso a essas comunidades é difícil e, na maioria dos casos, estas mulheres não têm acesso aos serviços de atenção primária e de saúde pública.
