Dissertações em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Mestrado) - PPGTPC/NTPC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2333
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 1987 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), que integra o Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento(NTPC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Mestrado) - PPGTPC/NTPC por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA EXPERIMENTAL"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adesão ao tratamento anti-retroviral por cuidadores de crianças e adolescentes soropositivos de uma Unidade de Saúde do Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2007-02) BRANCO, Caroline Mota; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723O tema da adesão ao tratamento tem recebido muita atenção dentro da Psicologia da Saúde nos últimos anos. Estudos nessa área revelam que os pacientes que não aderem ao tratamento podem não se beneficiar dos ganhos trazidos pela intervenção terapêutica. A literatura sobre adesão ao tratamento anti-retroviral revela que é o cuidador que geralmente assume a responsabilidade pelo gerenciamento do tratamento de crianças e adolescentes soropositivos. O objetivo principal do presente estudo foi descrever o padrão de adesão ao tratamento de cuidadores de crianças e adolescentes soropositivos que vivem no Estado do Pará, identificando as variáveis que interferem na adesão. Buscou-se, ainda, revelar os tipos de estratégias de enfrentamento utilizadas para lidar com as condições adversas trazidas pela soropositividade. Para tanto, realizou-se um estudo descritivo, de corte transversal, com 30 cuidadores, matriculados na Unidade de Referência Materno-Infantil e Adolescente do Estado do Pará (UREMIA), utilizando como instrumentos de coleta de dados, junto aos cuidadores, um roteiro de entrevista que investigava aspectos sociodemográficos, clínicos e psicossociais das crianças e adolescentes e a Escala Modos de Enfrentamento de Problemas (EMEP). Em relação à adesão pelos cuidadores, observou-se que algumas condições facilitaram o seguimento do tratamento. Essas condições estiveram relacionadas a variáveis de organização familiar (como o número de pessoas que moravam na residência), à história de interrupção do tratamento e ao auto-relato dos cuidadores sobre o padrão de desempenho a ser emitido mediante o sucesso (ou insucesso) da adesão. A influência dessas variáveis demonstrou a influência do controle do comportamento mediante regras, pois os cuidadores emitiram o desempenho classificado como adesão para evitar entrar em contato com as conseqüências aversivas do não seguimento do tratamento. Em relação às estratégias de enfrentamento, foi demonstrada maior média para o Fator 3, demonstrando a ênfase no uso de estratégias focalizadas em práticas religiosas e/ou pensamentos fantasiosos. Este trabalho propôs que os cuidadores da amostra lidaram com o problema da soropositividade de maneira a esquivar-se de pensar no problema do modo como ele realmente se constituiu diante dos mesmos, utilizando pensamentos religiosos ou mágicos para continuar lidando com a rotina diária de enfrentamento das questões que envolviam a condição de soropositividade da criança e/ou do adolescente. A partir dos dados encontrados, indica-se a realização de estudos que investiguem questões relacionadas ao papel exercido por contingências sociais sobre o comportamento dos cuidadores de crianças e adolescentes que vivem no Pará, bem como a investigação sobre aspectos relacionados à revelação do diagnóstico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da investigação dos determinantes do comportamento homossexual humano(Universidade Federal do Pará, 2005-07-21) MENEZES, Aline Beckmann de Castro; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463O debate sobre os determinantes do comportamento perdura desde a Antiguidade, sendo usualmente estruturado dicotomicamente. A tendência atual de compreensão de determinação comportamental direciona-se para o interacionismo, analisando as influências genéticas, biológicas e ambientais sobre o produto final. Várias pesquisas empíricas têm sido conduzidas para identificar a quais fatores se deve a emissão de um comportamento específico. Em virtude da impossibilidade de estudar por completo os determinantes do comportamento humano, optou-se pelo recorte de um padrão específico o comportamento homossexual. Desde a antiguidade até a atualidade, os determinantes do comportamento homossexual têm sido alvo de debates. Além disso, este é um tema relacionado a um número expressivo de indivíduos na população e possui implicações sociais importantes a partir dos achados científicos na área. O presente trabalho objetivou analisar quais as evidências empíricas existentes acerca da determinação do comportamento homossexual, a partir de três etapas gerais: (1) a evolução histórica do debate sobre a determinação do comportamento, destacando as principais metodologias empregadas nessa trajetória; (2) apresentação e discussão das principais linhas de pesquisa sobre determinação do comportamento homossexual, enfatizando a análise crítica dos dados obtidos; (3) discussão das implicações das pesquisas apresentadas e possíveis encaminhamentos empíricos. Foi realizado um amplo levantamento bibliográfico, com ênfase em trabalhos empíricos abordando os determinantes do comportamento homossexual. Foram identificadas seis linhas de pesquisa principais, categorizadas como: medidas hormonais, efeitos hormonais, genética, funcionamento cerebral, modelos animais e efeitos ambientais. A metodologia e os resultados de cada pesquisa apresentada foram analisados. A partir da análise realizada, pôde-se discutir as influências políticas na pesquisa científica, as implicações éticas da divulgação dos resultados e organizar os dados existentes em uma proposta de compreensão do fenômeno. Espera-se contribuir para uma descrição do panorama geral do estudo dos determinantes do comportamento homossexual bem como para uma postura crítica frente às metodologias utilizadas e as conclusões veiculadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do comportamento de crianças seus acompanhantes e auxiliares de enfermagem durante a punção venosa em sessão de quimioterapia ambulatorial(Universidade Federal do Pará, 2007-03-29) LEMOS, Isabela Porpino; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723A punção venosa para a administração de quimioterapia é um dos procedimentos invasivos mais comuns no tratamento do câncer em crianças. É frequente que nessa situação o paciente apresente reações comportamentais e fisiológicas condicionadas de dor e/ou ansiedade, como choro, gritos e rigidez muscular, as quais são denominadas de distresse comportamental. A literatura aponta que os comportamentos apresentados pelos adultos (acompanhante e auxiliar de enfermagem) durante o procedimento invasivo podem desencadear na criança comportamentos indicativos de distresse comportamental ou, então, comportamentos de colaboração; no entanto, não especifica de forma clara que comportamentos são esses. Considerando a carência de estudos que abordem essa temática, a presente pesquisa propôs-se a caracterizar o repertório comportamental exibido por pacientes pediátricos com câncer, por seus acompanhantes e pelos auxiliares de enfermagem durante um procedimento invasivo de punção venosa para administração de quimioterapia em ambulatório. A amostra incluiu catorze pacientes pediátricos com diagnóstico de câncer, com idade entre 4 e 12 anos, que estavam em quimioterapia em ambulatório no Hospital Ofir Loyola (PA) há menos de um ano, bem como seus respectivos acompanhantes e auxiliares de enfermagem. A coleta de dados foi realizada através da observação direta do comportamento dos participantes, da aplicação do Inventário de Ansiedade de Beck (IAB), de uma Escala Facial e de uma entrevista semi-estruturada. Os comportamentos típicos emitidos pelos acompanhantes, pelos pacientes e auxiliares de enfermagem foram definidos operacionalmente, categorizados e agrupados em classes. Os resultados mostraram que os pacientes pré-escolares e escolares não apresentaram um padrão de comportamentos diferenciado durante o procedimento invasivo, porém as interações que os acompanhantes desenvolveram com os mesmos nesse contexto variaram conforme a faixa etária da criança, com acompanhantes de crianças mais novas tendo um maior número de interações com o paciente do que acompanhantes de crianças mais velhas. Observou-se, também, que os comportamentos apresentados pelos acompanhantes e auxiliares de enfermagem durante o procedimento invasivo constituíram uma contingência ambiental que ajudou a manter comportamentos concorrentes no repertório comportamental do paciente, bem como contribuíam para a ocorrência de comportamentos não concorrentes no paciente. O nível de ansiedade apresentado pelo acompanhante no IAB não mostrou correspondência com o nível de distresse exibido pelo paciente durante a punção venosa, assim como o auto-relato de dor do paciente não correspondeu com o distresse observado nele nesse momento e com o relato do acompanhante sobre a dor sentida pelo paciente durante a punção venosa. Sendo assim, os resultados da atual pesquisa sugerem a importância de se realizar estudos que investiguem o efeito do treinamento de acompanhantes e auxiliares de enfermagem em técnicas cognitivas e comportamentais de manejo do distresse sobre o repertório apresentado pelo paciente da oncologia pediátrica durante a punção venosa para a administração de quimioterapia, tendo em vista a relevância clínica do planejamento de intervenções psicológicas sistemáticas que visem a instalar e fortalecer comportamentos de colaboração e de participação ativa no tratamento nessa população.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise por ressonância magnética funcional das áreas corticais e subcorticais da função de deglutição(Universidade Federal do Pará, 2023-09-19) LEÃO, Rômulo Evandro Brito de; SILVA ARAÚJO, Francisca Canindé Rosário da; http://lattes.cnpq.br/4617494416829591; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; TEIXEIRA, Cláudio Eduardo Corrêa; SOUZA, Givago da Silva; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/7448998858430931; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; https://orcid.org/0000-0003-4889-9265; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Embora o ato de deglutir possa ser considerado uma ação voluntária de transferência do alimento da cavidade oral para o estômago, essa função do corpo humano pode ser iniciada muito antes da apresentação do alimento e requer extensa atividade do cérebro que permite que o processo de deglutição ocorra de maneira coordenada, segura, eficaz, prazerosa e possibilita o indivíduo se comportar em nível social garantindo interação com o meio e manutenção do próprio corpo. Entretanto, os mecanismos neurológicos da deglutição ainda não são totalmente claros e requerem investigação para melhor definição de seu padrão de normalidade e entendimento de suas alterações mediante distúrbios que possam acometer o Sistema Nervoso Central (SNC). Então, este trabalho tem por objetivo analisar as áreas corticais e subcorticais ativadas durante a função de deglutição. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, de caráter observacional, transversal e descritivo, com amostra por conveniência (não-probabilística) do tipo contínua. Fizeram parte deste estudo o total de 9 homens hígidos, com mínimo de 3 horas de jejum, submetidos a Ressonância Magnética Funcional (RMF) de 1 Tesla com sequencias axiais de T2 Flair, 3D Bravo e sequências ecoplanares BOLD para avaliação funcional de deglutição. Cada participante era solicitado a realizar múltiplas deglutições de saliva com um estímulo gustativa na boca (bala de menta) durante o tempo de 1 minuto com intervalo de 1 minuto (relação 1:1). Durante análise dos exames foram identificadas o total de 13 áreas cerebrais ativadas durante a deglutição, sendo o Tálamo, Cerebelo, Córtex Motor Primário, Córtex Somato Sensorial, Córtex Cingulado Anterior, Córtex Occipito Parietal Inferior, Córtex Frontal Inferior, Córtex Temporal Superior, Córtex Frontal Medial, Córtex Parietal Superior, Núcleo Ambíguo, Núcleo Salivar Inferior e Córtex Insular. A área do Córtex Motor Primário, onde é caracterizado o Homúnculo Motor, foi a única área comum em ativação entre todos os voluntários da pesquisa (100%), seguido do Córtex Frontal Medial esquerdo (77,78%), Córtex Occipito Parietal Inferior esquerdo (77,78%) e Cerebelo do lado esquerdo (77,78%). Já a menor frequência de áreas que não foram ativadas na amostra desta pesquisa foram o Córtex Frontal Medial (11,11%) e Córtex Frontal Inferior (11,11%). Embora seja observado áreas comuns de ativação no cérebro na amostra deste estudo, não é possível dizer que o sistema nervoso central se comporta da mesma maneira para a mesma tarefa de deglutir. Assim, a natureza distribuída dessa rede neurológica da deglutição ajuda a explicar por que tantas condições neurológicas repercutem em disfagia, sendo, então, esses achados de grande relevância clínica, pois ao entender as áreas corticais para determinada função é possível compreender melhor como a natureza de distribuição da rede neurológica da deglutição os efeitos sinaptogênicos que pacientes com lesões neurológicas desenvolvem no processo de reabilitação de deglutição quando essa dificuldade se encontra prejudicada. A deglutição envolve uma rede de distribuição de áreas neural muito ampla, ainda pouco compreendia e possível de ser maior do que se supõe.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um análogo experimental de uma prática cultural: efeitos de um produto agregado contingente, mas não contíguo, sobre uma contigência de reforçamento entrelaçada(Universidade Federal do Pará, 2010-04) LOPES, Eduardo Barbosa; TOURINHO, Emmanuel Zagury; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592De acordo com o modo causal de seleção por consequências proposto por Skinner, o comportamento humano é o produto de processos seletivos em três níveis: filogênese, ontogênese e cultura. Investigações empíricas que se ocupem do terceiro nível apenas começam a ser realizadas na análise do comportamento. No campo teórico, Glenn introduziu o conceito de Metacontingência para enfocar relações funcionais entre contingências de reforçamento entrelaçadas e um produto agregado que seleciona o próprio entrelaçamento. Um trabalho pioneiro na reprodução em laboratório de uma metacontingência foi produzido por Vichi, a partir da adaptação de um método usado em estudos experimentais na sociologia. O estudo de Vichi sugere que o entrelaçamento dos comportamentos das pessoas de um pequeno grupo pôde ser modificado por produtos agregados que estes entrelaçamentos produziam, caracterizando uma Metacontingência. O presente trabalho consistiu de uma replicação do estudo de Vichi, com o objetivo de verificar se contingências comportamentais entrelaçadas podem de fato ser selecionadas e mantidas por um produto agregado contingente aos comportamentos dos membros de um pequeno grupo em uma microcultura de laboratório. Participaram da pesquisa oito alunos universitários, divididos em dois grupos de quatro, que realizaram uma tarefa em grupo. A tarefa consistiu em resolver um problema, escolhendo uma linha de uma matriz de 8 colunas por 8 fileiras, com sinais positivos e negativos. Os participantes escolhiam as linhas e o experimentador escolhia as colunas. Um sinal positivo na interseção das duas escolhas resultava em ganho para o grupo; um sinal negativo, em perda. A escolha da coluna pelo experimentador não foi aleatória, mas contingente ao modo de distribuição (igualitária ou desigual) dos ganhos pelo grupo na tentativa imediatamente anterior. Na condição experimental A, o acerto era contingente a distribuições igualitárias, já na condição experimental B, o acerto era contingente a distribuições desiguais. Os resultados mostram que o grupo 1 acertou 43% das jogadas (dividiu os recursos de acordo com a condição experimental que estava em vigor) e o grupo 2 acertou 19% das jogadas. Os resultados indicam que o fato do procedimento utilizar consequências (acertos ou erros) contingentes, porém não contíguas ao entrelaçamento do grupo, dificultou a seleção de tal entrelaçamento. Entretanto, contingências de reforçamento entrelaçadas foram selecionadas por seus produtos agregados sob controle de variáveis não controladas no experimento. Caracteriza-se este fenômeno enquanto um análogo experimental de uma metacontingência. Discute-se o procedimento utilizado, possíveis aprimoramentos deste e a complexidade da tarefa experimental, além, também, de discutir alguns padrões de regras supersticiosas que emergiram durante o experimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aplicação de tentativas discretas por cuidadores para o ensino de habilidades verbais a crianças diagnosticadas com autismo(Universidade Federal do Pará, 2015-08-25) SILVA, Álvaro Júnior Melo e; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024Os casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) são caracterizados por déficits persistentes na comunicação e interação social em múltiplos contextos. O diagnóstico de TEA também inclui presença de padrões de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Considerando a necessidade de intervenção e a escassez de profissionais qualificados para intervenção a crianças com autismo, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da aplicação de programas de ensino por pais/cuidadores (VI) sobre o desempenho das crianças (VD) nos mesmos programas. Participaram do estudo três crianças com diagnóstico de autismo e seus respectivos cuidadores. Através de um delineamento de sondas múltiplas, a VI foi inserida seletivamente em cada um dos programas de ensino. Os cuidadores conduziram a intervenção em casa e tiveram seus desempenhos e das crianças avaliados por meio de sessões realizadas na sala do Projeto Aprende/UFPA. O desempenho nos programas foi acompanhado a cada sessão. Foram selecionados dois ou mais programas para cada criança. O desempenho do Participante 1 atingiu critério de precisão nos programas “Tato de Ações”, “Mando com Autoclítico” e “Intraverbal de Informações Pessoais” após 7, 13, 19 sessões, respectivamente. O Participantes 2 precisou de 24 a 48 sessões e o Participante 3 de 5 a 38 sessões para atingir precisão de desempenho nos programas para eles selecionados. A partir dos dados, pode-se concluir que a intervenção via cuidador, orientada por um analista do comportamento, pode ser efetiva e apropriada ao contexto sócio-econômico brasileiro, que carece de programas governamentais e de profissionais qualificados para conduzir uma intervenção direta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre sintomas de desconforto psicológico em idosos brasileiros e fatores sócio demográficos durante a pandemia da COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2021-08-04) GRANHEN, Yana Wanzeller; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051O contexto de pandemia mundial da COVID-19 emergiu a vulnerabilidade do público idoso a partir das consequências psicológicas sob análise da perspectiva Life Span, a qual compreende a trajetória desenvolvimental de forma contínua, contextual, multidimensional e multidirecional em relação as influências genético-biológicas e socioculturais. O estudo objetivou investigar a associação entre os fatores sócio demográficos e os sintomas de desconforto psicológico em idosos durante o contexto de pandemia da COVID-19. A pesquisa possui caráter exploratório e foi realizada com uma amostra de 289 idosos brasileiros, com idade superior a 60 anos, recrutados a partir da técnica da bola de neve, por meio virtual (redes sociais e e-mail). Os resultados obtidos indicaram uma amostra majoritariamente feminina, com escolaridade variando entre 13 a 18 anos, religião cristão-católica, coabitando com membros adultos, renda familiar maior que 1.200 reais e ocupação do tipo aposentadoria. Os sintomas de desconforto psicológico mais frequentes foram inquietação, insônia, tensão muscular e vontade de chorar por parte do gênero masculino, renda familiar entre 900 e 1.200 reais, tamanho da moradia menor que 50 m²; por outro lado, não houve relação significativa entre religião, estrutura familiar e número de pessoas por família. Conclui-se que houve uma significativa associação entre fatores sócio demográficos e psicológicos, o que indica que os idosos focalizam em estratégias de enfrentamento do tipo emocional, sendo os sintomas de ansiedade os mais proeminentes o que sugere uma percepção sobre a perda de controle acerca do futuro e vulnerabilidade física frente a um contexto estressor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autoeficácia e resiliência de idosos: estudo transversal no envelhecimento(Universidade Federal do Pará, 2019-02-01) FARO, Lidiane Colares de; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; SILVA, Simone Souza da Costa; CARVALHO, Paula Danielle Palheta; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; http://lattes.cnpq.br/7146153074492605A presente dissertação, com base nos pressupostos do paradigma life span que considera o desenvolvimento humano e sua inter-relação com a trajetória de vida das pessoas, tendo em vista a crescente necessidade de se investigar o envelhecimento saudável e fatores protetivos da qualidade de vida e bem-estar geral da população idosa, objetivou-se verificar a autoeficácia e resiliência de idosos longevos. O estudo desenvolveu-se no Município de Macapá, calculou-se uma amostra representativa e investigou-se as características associadas aos índices de autoeficácia e resiliência. A amostra foi aleatória simples, não probabilística, por método snowball. Participaram do estudo 383 idosos de 60 a 101 anos de idade. Utilizou-se o MEEM como parâmetro de inclusão dos participantes, os demais instrumentos utilizados foram CD-RISC-10, GSES e questionário de caracterização criado para a finalidade desse estudo. Realizou-se a descrição dos participantes, análise fatorial, análise discriminante e ANOVA. Obteve-se diferenças associadas aos grupos etários de 80 anos ou mais, os quais apresentaram índices mais baixos, tanto nas escalas de resiliência quanto de autoeficácia. Pessoas que indicaram sintomas de depressão também estiveram associadas aos índices mais baixos nos dois aspectos investigados. Os resultados de resiliência e autoeficácia demonstraram correspondência. Verificou-se a necessidade de novas investigações acerca dos influentes para a redução dos índices de resiliência e autoeficácia em pessoas com 80 anos ou mais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de uma organização pública de Justiça Restaurativa a partir da Análise de Sistemas Comportamentais(Universidade Federal do Pará, 2023-11-06) REIS e SILVA, Alyson Lívio; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; http://lattes.cnpq.br/1327787867439433; TOURINHO, Emmanuel Zagury; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592; ALO, Raquel Moreira; LUCA, Gabriel Gomes de; http://lattes.cnpq.br/2954130231499994; http://lattes.cnpq.br/6002306792202838; https://orcid.org/0000-0002-2538-3031A Justiça Restaurativa corresponde a um conjunto de ações, programas e práticas que pretende estruturar de forma menos burocrática e mais autônoma o processo de resolução de conflitos. Tal prática favoreceria o convívio comunitário entre as partes e ofereceria consequências aos serviços de justiça, associadas a economia de recursos e de tempo, bem como evitaria sobrecarga de trabalho de servidores. Esse modelo atua de maneira a envolver todos os que possuem interesse naquele conflito, buscando a reparação do dano causado à vítima, a responsabilização ativa do ofensor e a identificação de condições antecedentes ou consequentes que possam forjar tais episódios de conflito dentro de uma comunidade. No Brasil, a Justiça Restaurativa foi instituída no ambiente jurídico pela Resolução No. 225 do Conselho Nacional de Justiça, como parte da Política Nacional de Justiça Restaurativa. O presente trabalho teve como objetivo principal analisar uma organização pública que atua no âmbito das práticas restaurativas, de acordo com perspectiva da Análise de Sistemas Comportamentais (Behavior Systems Analysis; BSA). Para tanto, foram combinadas ferramentas de análise e modelos de intervenção da BSA com revisão de literatura para analisar as práticas organizacionais. A partir dos resultados alguns problemas foram apontados, como a falta de operacionalização dos critérios de monitoramento por parte das agências de controle do Poder Judiciário e a ausência de feedbacks acerca do serviço (tanto por parte de quem recebe, quanto de quem tem interesse que o serviço seja entregue). Recomendações foram feitas ao fim do trabalho, como a implementação de bancos de dados e informações acerca dos serviços produzidos pela organização, como estratégia para aumentar o sucesso organizacional desse órgão e contribuir com a implementação da política pública.Dissertação Acesso aberto (Open Access) B. F. Skinner e o uso do controle aversivo: um estudo histórico-conceitual(Universidade Federal do Pará, 2012-03-12) MARTINS, Tatiana Evandro Monteiro; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/5360949596306254; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463B.F. Skinner (1904-1990) é frequentemente citado como apresentando um posicionamento contrário ao uso de controle aversivo. Entretanto, em determinados momentos, o autor apresentaria uma postura mais flexível quanto ao uso deste tipo de controle comportamental, aceitando sua utilização em determinados contextos. O presente trabalho teve como objetivo identificar e analisar em quais momentos Skinner prescreve ou adverte o uso do controle aversivo. Um estudo histórico-conceitual foi feito, no qual oito obras (Skinner 1938/1991; 1948/1975; 1953/1989; 1968/1972; 1969/1980; 1971; 1974/2006; 1989) foram analisadas conforme as categorias: 1) a definição de controle aversivo e conceitos envolvidos; 2) os aspectos positivos do controle aversivo e prescrições; e 3) os aspectos negativos do controle aversivo e proibições. Não foi possível encontrar uma definição específica de controle aversivo, constatou-se que em determinados momentos Skinner justifica o uso deste tipo de controle, mas não o prescreve genericamente.
