Programa de Pós-Graduação em Geografia - UNESP
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Geografia - UNESP por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA::GEOGRAFIA REGIONAL::TEORIA DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Grandes objetos na Amazônia: das velhas lógicas hegemônicas às novas centralidades insurgentes, os impactos da Hidrelétrica de Belo Monte às escalas da vida(Universidade Estadual Paulista, 2017-08-25) PADINHA, Marcel Ribeiro; WHITACKER, Arthur Magon; http://lattes.cnpq.br/9260024751979241Esta tese analisou os impactos socioespaciais às escalas da vida das pessoas atingidas, por um “grandes projeto”, a UHE Belo Monte, construída no rio Xingu, Amazônia brasileira. Estes “grandes objetos” promovem a re(des)estruturação dos territórios onde são implantados, causando fortes impactos as espacialidades existentes e historicamente constituídas de ribeirinhos, camponeses, indígenas, bem como de moradores da periferia da cidade de Altamira – Pará – Amazônia. Analisamos então a força “espoliadora” destes grandes empreendimentos sobre as populações “subalternizadas”, a partir de uma proposição teórica de base escalar, que envolve considerar o espaço como “polimorfo”. Espaço-espacialidade, a técnica e a escala foram usados como instrumentais metodológicos para a realização da leitura de nossa realidade empírica. Os impactos à escala da vida das pessoas “desterritorializadas” seja na mobilidade seja na imobilidade se fazem sentir, tendo em vista à condição espacial de pertencimento, apropriação e identificação que diferentes sujeitos exercem junto a seus territórios e lugares. Não obstante, como respostas a esse processo espoliador, são verificados uma série de estratégias de luta e resistência em relação a projetos de cunho “desenvolvimentistas”. Apesar da condução da obra com mãos de ferro, por parte do Estado brasileiro, constituiu-se forte oposição ao projeto UHE Belo Monte. Movimentos Sociais de distintas escalas de atuação, de diferentes locais no planeta, juntaram-se aos impactados de Altamira e região, constituindo, assim, um grande campo de enfrentamento contra a concepção “biopolítica” aplicada pelo governo brasileiro e pelo capital nacional e internacional. Esse enfrentamento feito a partir dos pobres do campo e da cidade e pelas populações tradicionais, sob a liderança dos movimentos sociais (“Movimento Xingu Vivo Para Sempre”, “Movimento de Mulheres”) de Altamira e região, somados a importante atuação do Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Estado do Pará e a atuação de ONGs (como Instituto Socioambiental), lutou e luta para garantir que a territorialidade e lugaridade dos sujeitos socioespacialmente atingidos, pelo conjunto de obras e ações que deram origem a UHE Belo Monte possa, de alguma forma, ser compensada. Uma intensa e duradoura luta social se travou/trava na região do Xingu para que os efeitos des(re)estruturadores deste “grande projeto” possam ser (de alguma maneira) compensados. Essa luta dos sujeitos hegemonizados/subalternizados a qual chamou-se “centralidades insurgentes”, que se estabeleceu entre sujeitos de poder político e econômico (acentuadamente) assimétrico e desigual, estando o Estado brasileiro e o Capital de um lado e, estando do outro os socioespacialmente atingidos e sua rede de proteção, gerou profundos conflitos de natureza espacial. Em que pese as importantes conquistas dos movimentos sociais e dos atingidos, a força do “estado de exceção” usado para implantar UHE Belo Monte pelo Governo Brasileiro, em pleno período democrático, promoveu impactos à escala da vida das pessoas que são imensurável e irreparável. Implicando a necessidade de proposição e de investimentos em outras e novas formas (fontes) de geração de energia no Brasil e na Amazônia como caminho para superação deste quadro de espoliações, que é produto do “ajuste espacial” do capitalismo.Tese Acesso aberto (Open Access) Território e desenvolvimento: análise da produção de açaí na região Tocantina (PA)(Universidade Estadual Paulista, 2017-08-14) CORRÊA, Rosivanderson Baia; HESPANHOL, Antonio Nivaldo; http://lattes.cnpq.br/6472166033420989O presente trabalho tem como objetivo principal investigar e analisar a produção do açaí (euterpe olerácea martius) na região tocantina no estado do Pará, em particular os municípios de Cametá, Igarapé-Mirí e Oeiras do Pará pertencentes à Microrregião Geográfica de Cametá , por serem estes grandes produtores de açaí. Tendo este produto experimentado nos últimos anos uma grande expansão/aceitação no mercado externo regional, nacional e global. O recorte temporal selecionado se estende de 1990 até os dias atuais, por ser este o momento em que o açaí-fruto, em forma de polpa, começa a ser comercializado fora da região, além do consumo interno na Amazônia. Dessa forma surgem novos produtos a partir da polpa do açaí como o sorvete de açaí, mix, energéticos, refrigerantes etc. As principais problemáticas investigaram quais têm sido as vantagens para as comunidades ribeirinhas que produzem açaí, com a expansão do circuito espacial da produção para os mercados nacional e internacional? Quais têm sido as metamorfoses impressas no território que indiquem mudanças? Quais medidas podem ser adotadas para fomentar o desenvolvimento que beneficie não apenas os comerciantes e as agroindústrias, mas também os produtores de açaí e as comunidades locais? Realizamos a investigação utilizando a pesquisa bibliográfica, a pesquisa de Campo e a pesquisa documental e os resultados apontam que existe perspectiva de desenvolvimento a partir a produção de açaí se aliada a outras atividades, como a pesca e a cultura de outros produtos.
