Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios, Identidades e Educação - PPGCITE/Abaetetuba
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios, Identidades e Educação - PPGCITE/Abaetetuba por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O açaí como ícone de identidade social, econômica e cultural amazônica: um estudo de caso em Igarapé-Miri(Universidade Federal do Pará, 2023-12-21) SANTOS, Cristiano Moreno Valente dos; CORDEIRO, Yvens Eli Martins; http://lattes.cnpq.br/8271393778032215; TAVARES, Francinei Bentes; http://lattes.cnpq.br/2305847447719005O açaí, um fruto oriundo da palmeira Euterpe oleracea, é um alimento fundamental na dieta das populações da região amazônica. Com sua polpa de cor intensa e sabor marcante, este fruto não apenas nutre, mas também carrega consigo uma rica tradição cultural. Sua colheita e processamento envolvem técnicas transmitidas por gerações, fazendo do açaí um elemento de identidade e pertencimento para as comunidades locais. Com isso, esse estudo foca no papel central que o açaí desempenha na construção da identidade social, econômica e cultural na Amazônia, usando o município de Igarapé-Miri e a comunidade de Santo Antônio como casos específicos. A relevância do açaí na economia local, bem como suas conexões com práticas culturais e sociais, são exploradas para compreender suas contribuições para a identidade amazônica. A pesquisa combina abordagens qualitativas e quantitativas, incluindo análise de estudos existentes, análise de paisagem, aplicação de questionários, tipologias, entrevistas, observação participativa. Em Igarapé-miri, foram feitas observações e visitas ao complexo de feiras e o mercado público municipal Miguel Tourão Pantoja para entender a comercialização e relação local da população com o fruto do açaí. Na comunidade de Santo Antônio, foram realizadas diversas atividades de coleta e análise de dados, destacando-se a aplicação de questionários às famílias locais, observação e a categorização dos sistemas de produção em três tipos distintos, baseados nas principais fontes de renda e arranjos produtivos associados ao açaí. Assim, em Igarapé-Miri, o açaí não é apenas um produto para comercialização; ele é um pilar da identidade local, um elo que conecta as gerações e perpetua tradições. Na comunidade de Santo Antônio, observa-se que o açaí é intrínseco ao cotidiano e às práticas comunitárias, sendo o vetor principal de fonte de renda, coesão social e de transmissão de conhecimentos ancestrais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Carnaval, cultura e cidade: um estudo sobre o bloco carnavalesco “As Virgienses” de Vigia de Nazaré – Pará(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) BRAZ, Antonio Genivan Nunes; CRUZ, Fernando Manuel Rocha da; http://lattes.cnpq.br/1048087637452959; https://orcid.org/0000-0002-1254-5601; CHAGAS, Kadydja Karla Nascimento; LOBATO, Vívian da Silva; http://lattes.cnpq.br/2409854653619871; http://lattes.cnpq.br/8153247121237657; https://orcid.org/0000-0002-1563-3682Este estudo visa compreender a relevância do bloco carnavalesco “As Virgienses”, no contexto do carnaval paraense, enquanto prática sociocultural urbana e refletir sobre suas implicações para uma relevante identidade cultural de Vigia de Nazaré (PA), em meio à Modernidade. O Carnaval, como uma das expressões mais marcantes da cultura popular de Vigia de Nazaré e do estado do Pará, reflete processos históricos e dinâmicas sociais que transcendem sua dimensão festiva. Em 2025, ao completar 40 anos de existência, “As Virgienses” ilustram uma trajetória marcada por transformações que dialogam com os conceitos de identidade, cultura e cidade, dentre outros, na pós-modernidade. O estudo sobre este bloco carnavalesco nos possibilita uma compreensão da cidade, ao dialogar na dimensão da pós-modernidade, enquanto epicentro da vida econômica do município, vetor de transformação, estilo de vida, cidade espetáculo, espaço de produção e reprodução cultural, de inclusão e fenômeno social de desenvolvimento da sociedade pós-moderna. O bloco não é apenas um espaço de celebração, mas também um fenômeno que integra a vida econômica do município, conectando estilos de vida e consolidando Vigia como um palco de produção e reprodução cultural, inclusão social e desenvolvimento. Embora “As Virgienses” preservem tradições enraizadas, sua constante transformação evidencia uma adaptação às demandas contemporâneas. Reunindo brincantes de Vigia e de municípios vizinhos a este, o bloco se caracteriza pela diversidade cultural, promovendo uma interação entre o local e o global. Essa manifestação não apenas reforça a identidade coletiva da cidade, mas também dinamiza a economia local por meio de processos criativos e de representatividade social. Do ponto de vista metodológico, o estudo segue uma abordagem qualitativa e etnográfica, onde assumimos o papel de observador participante. A coleta de dados, além da fotografia e do diário de campo, incluiu entrevistas semiestruturadas com oito brincantes do bloco, cujas respostas foram transcritas pelo software Transcribe Me e analisadas a partir da análise de conteúdo, com base em Bardin (2016). O embasamento teórico fundamenta-se em autores clássicos, internacionais, nacionais e regionais, entre os quais, Hall (2005), Harvey (2016), Geertz (2008), Canclini (2008), Yúdice (2006), Cruz (2011, 2014, 2018, 2021.a, 2021.b, 2023, 2024), Silva (2015; 2019), Da Matta (,1978,1997), Giddens (2002), Wirth (1967), Simmel (1967), Rémy e Voyé (1992), Sánchez (2001), Sarraf-Pacheco et al (2015), dentre outros. Essas referências nos conduziram a uma análise acerca da articulação entre identidade, cultura e cidade, na pós-modernidade, contribuindo para a compreensão do papel do bloco como fenômeno sociocultural e identitário da cidade ribeirinha da Amazônia paraense – Vigia de Nazaré. Este estudo conclui que o bloco “As Virgienses” é uma relevante identidade cultural de Vigia de Nazaré, na pós-modernidade. Concebida como uma identidade fragmentada, plural e sujeita a constantes reconstruções, evidencia a compressão espaço-tempo em meio à tensão entre o global e o local. Enquanto espaço de liberdade e expressão performática construída e reconstruída, o carnaval de Vigia de Nazaré analisado a partir da abordagem contemporânea, é reconhecido por sua dimensão interpretativa, híbrida e econômica da cultura.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Representações sociais sobre a pajé Becuú – a guardiã dos saberes ancestrais da aldeia Anambé, em Moju/PA: memória, identidade e cultura(Universidade Federal do Pará, 2024-11-19) LIMA, Natália do Socorro; CRUZ, Fernando Manuel Rocha da; http://lattes.cnpq.br/1048087637452959; https://orcid.org/0000-0002-1254-5601; CHAGAS, Kadydja Karla Nascimento; ARAÚJO, Gracineia dos Santos; RODRIGUES, Eliana Teles; http://lattes.cnpq.br/2409854653619871; http://lattes.cnpq.br/7421183915733725; http://lattes.cnpq.br/8360730445815109; https://orcid.org/0000-0002-1563-3682; https://orcid.org/0000-0001-5697-4443; https://orcid.org/0000-0001-6717-3174Esta investigação se propôs a fazer reflexões sobre memórias, culturas e representações identitárias do povo Anambé, uma sociedade indígena estabelecida na região do Baixo Tocantins paraense. Seu ponto de partida foi a rede imaginária sobre a Pajé Becuú, uma pajé ancestral que foi depositária dos saberes tradicionais dos Anambé. O objetivo geral da pesquisa é analisar as narrativas orais sobre a Pajé Becuú, tendo em conta as interferências do construto histórico nas tramas que constituem as complexidades culturais e identitárias dos Anambé. Ela se justifica por propiciar uma melhor compreensão sobre as complexidades identitárias expressas nas práticas sociais e culturais do povo originário Anambé. A metodologia tem natureza qualitativa e tem por base a pesquisa documental e bibliográfica complementada por entrevistas semiestruturadas como instrumento de coleta de dados. Em termos de conclusão, verificamos que a memória é um instrumento fundamental para a construção da identidade e da consciência de um grupo social, independentemente de como está registrada. Sem ela é impossível fazer uma análise crítica sobre a cultura de um povo, o que poderia ocasionar o esquecimento e apagamento de sua etnia e seus conhecimentos. Por meio da pajé Becuú, foi possível demonstrar que memórias e narrativas identitárias podem atuar como instrumentos transformadores, tanto no fortalecimento do senso de pertencimento cultural quanto na busca por novos espaços de poder. Acresce que o povo Anambé se comprova resistente e resiliente em quanto à sua identidade cultural, atuando como elemento de resistência ao apagamento da sua cultura e à opressão do homem branco.
