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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Desenvolvimento colonial em abelhas nativas sem ferrão Amazônicas (Apidae: Meliponini): tamanho populacional, nutrição e alocação fenotípica
    (Universidade Federal do Pará, 2019-11) LEÃO, Kamila Leão; MENEZES, Cristiano; http://lattes.cnpq.br/9845970576214577; CONTRERA, Felipe Andrés Léon; http://lattes.cnpq.br/0888006271965925; https://orcid.org/0000-0002-7078-5048
    Os meliponíneos ou abelhas sem ferrão compreendem um diverso e abundante grupo de abelhas eusociais, que vivem em colônias perenes e apresentam uma ampla variação quanto às características comportamentais. O objetivo geral desta tese é entender alguns padrões populacionais e de desenvolvimento das espécies de abelhas sem ferrão amazônicas. Na Seção I, avaliamos o tamanho da população em abelhas sem ferrão com o objetivo de determinar o tamanho da colônia de cinco espécies de abelhas sem ferrão amazônicas e entender como outras características da colônia se relacionam com o tamanho da população. Encontramos uma população adulta de 1.046,00 em Melipona flavolineata Friese, 1900, 592,75 em Melipona fasciculata, Smith, 1854, 7.404,00 em Scaptotrigona aff. postica (Latreille, 1807), 2.425,33 em Frieseomelitta longipes (Smith, 1854) e 404,75 em Plebeia minima (Gribodo, 1893). A atividade externa foi a variável que melhor explicou o tamanho da população. Na Seção II investigamos a longevidade de operárias de abelhas sem ferrão alimentadas com dieta à base de soja. Nosso objetivo foi comparar o efeito de uma dieta semiartificial à base de soja versus uma dieta natural sobre a longevidade de operárias adultas de duas espécies de abelhas sem ferrão (Melipona flavolineata Friese, 1900 e Scaptotrigona aff. postica (Latreille, 1807)). Encontramos uma maior longevidade nas operárias que consumiram apenas pólen em comparação com aquelas que consumiram a dieta à base de soja para as duas espécies estudadas. Por fim, Na Seção III avaliamos a alocação fenotípica nas abelhas sem ferrão. Nesse trabalho investigamos a alocação fenotípica como resposta a variações climáticas e ambientais, usando como modelo de estudo a abelha sem ferrão Melipona fasciculata Smith, 1854. Nossos resultados revelam que a alocação fenotípica em M. fasciculata está fortemente associada à variação climática (estação) e não a qualidade do ambiente (local). A produção de rainhas virgens foi influenciada pela estação e o ano (sendo maior na estação seca), mas não pelo local. A produção de machos foi explicada pelas variáveis estação e local e a estação e o ano de coleta exerceram influência sobre a porcentagem de operárias produzidas, apresentando diferença entre anos. Acreditamos que esta tese contribui para o maior entendimento da história natural das abelhas sem ferrão e para o fortalecimento da meliponicultura na região amazônica.
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