Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA"
Agora exibindo 1 - 20 de 80
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) A influência da flora na qualidade da própolis produzida por Apis Mellifera em áreas de capoeira no município de Ourém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-07-23) OLIVEIRA, Marcelo Moreira de; OLIVEIRA, Francisco Plácido Magalhães; http://lattes.cnpq.br/8620943096137004; RODRIGUES, Felipe Bittioli; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; LEÃO, Fábio; REIS, Alisson Rodrigo Souza; SILVA, José Wilson; MESQUITA, José Wilson; ROCHA, Tainá TeixeiraA composição química da própolis evidencia que esta matéria-prima é variável não apenas devido à variabilidade das fontes vegetais, mas também dependendo da espécie de abelha, iluminação, altitude e disponibilidade de alimento. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho é avaliar a composição físico-químico da própolis produzida em apiários no município de Ourém/Pa instalados em áreas de capoeira (floresta secundária). As amostras foram coletadas em 5 apiários da empresa Ouremmel, sendo localizados nas áreas denominadas de Riacho, Raspadeira, Limão, Puraquequarinha e área do Sr. Luís. As coletas foram realizadas uma vez por mês, durante 12 meses (agosto a dezembro/2023 e de janeiro a julho/2024), utilizando como coletor uma tela plástica do tipo sombrite instalada abaixo da tampa da colmeia. As análises físico-químicas e sensoriais foram avaliadas de acordo com os compostos polifenóis totais (PT), flavonóides totais (FOT) e flavanóides totais (FAT). Para análise da paisagem e cobertura do solo foram analisadas imagens de satélite das áreas do entorno dos apiários, considerando um raio de 1000m do centro de cada apiário, investigando sobre o uso da terra e realizando um levantamento botânico das espécies mais abundantes e frequentes. Os resultados demonstraram que a composição de flavonoides totais na própolis apresenta significativa variabilidade espacial e temporal, influenciada por diversos fatores ambientais, fenológicos e antrópicos. As análises realizadas nos cinco apiários evidenciaram padrões distintos, refletindo a diversidade florística e as especificidades ecológicas de cada local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acumulação de carbono e emissão de gases de efeito estufa na planície costeira de Soure, leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-04-16) SANTOS, Railson Figueiredo dos; RODRIGUES, Fernanda Costa Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1166409664890965; https://orcid.org/0000-0003-1236-7937; SAWAKUCHI, André Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3999005419444953; CUNHA, Janice Muriel; NEU, Vania; BERTASSOLI JUNIOR, Dailson José; MENEZES, Moirah Paula Machado de; BIANCALANA, Fernanda Simas Corrêa; http://lattes.cnpq.br/4027012189701116; http://lattes.cnpq.br/3604856885451502; http://lattes.cnpq.br/3985950745453599; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; http://lattes.cnpq.br/3806269055298009Os ambientes estuarinos são caracterizados por serem dinâmicos, resultante da interação fluvial e marinha, influenciados por processos hidrodinâmicos, biológicos e geomorfológicos, com atuação direta dos processos deposicionais atrelados às correntes fluviais e marés. Áreas estuarinas apresentam uma variedade de ecossistemas, incluindo manguezais. Os manguezais se destacam por seu papel ecológico, climático, além de atuarem como berçário para a biodiversidade. Os sedimentos ricos em matéria orgânica e condições para preservação da matéria orgânica nos manguezais contribuem para o acúmulo de carbono, caracterizando os manguezais como sumidouro natural de carbono azul. No entanto, impactos antrópicos ameaçam esse ecossistema, o que pode resultar na liberação de gases de efeito estufa (GEE) como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) para a atmosfera. As florestas de manguezais assumem um papel importante para a regulação climática ao capturar e armazenar o CO2 no solo, auxiliando na redução e concentração GEE na atmosfera, desempenhando um papel de grande relevância como mitigador das mudanças climáticas. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre as fácies sedimentares, a estocagem de carbono e as emissões de CO2 e CH4 na planície litorânea-estuarina localizada no município de Soure (PA). A planície costeira da área de estudo é formada por processos deposicionais de energia baixa a moderado, refletindo-se na alternância entre camadas lamosas e arenosas. Observou-se níveis de COT em até 9% acumulados nas camadas de sedimentos mais superficiais dos manguezais da área de estudo. A análise de isótopos estáveis de carbono aponta para predomínio de matéria orgânica derivada de plantas superiores (árvores e arbustos). A datação por radiocarbono das camadas lamosas ricas em matéria orgânica revela o estabelecimento desse ecossistema na porção leste do Marajó a partir do Holoceno médio há cerca de 3626 cal. A.P. Medições de fluxos de CO2 e CH4 realizados em canais de maré adjacentes aos manguezais demonstram variações significativas durante os ciclos de marés. O CO2 obteve maiores concentrações e fluxos em fases de maré baixa. Para o CH4, os fluxos foram predominantemente difusivos, especialmente na Barra Velha, enquanto para a localidade do Pesqueiro na maré alta, os fluxos totais difusivos foram superiores, além de registrarem fluxo ebulitivo, para ambos os fluxos (difusivos e ebulitivos) são indicativos de emissão de CH4 para a atmosfera. A planície costeira de Soure apresenta fácies características de ecossistemas de manguezais pelo menos desde aproximadamente 3600 anos AP, com substrato formado por intercalações de sedimentos lamosos e arenosos. A integração dos dados de isótopos estáveis de carbono, COT, datação 14C e medidas de fluxo de GEE foi de suma importância para entender o ciclo do carbono na região e sua relação com os acontecimentos passados e atuais perante as mudanças climáticas, enfatizando a necessidade de preservação e conservação desses ecossistemas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Anestesia com eugenol em Hypancistrus seideli (Siluriformes: Loricariidae): teste com exposição e reexposição(Universidade Federal do Pará, 2025-04-10) SANTOS, Mayara Fernanda Cabral da Rocha; PEREIRA, Tatiana da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; SILVA JÚNIOR, Flavio Manoel Rodrigues da; ROCHA, Juliana Delatim Simonato; AMADO, Lílian Lund; BARBAS, Luis André Luz; ANDRADE, Marcelo Moraes; http://lattes.cnpq.br/6001686006338661; http://lattes.cnpq.br/0889677472146308; http://lattes.cnpq.br/3382900147208081; http://lattes.cnpq.br/0067206681021272; http://lattes.cnpq.br/0231296279253720; https://orcid.org/0000-0002-7344-4679; https://orcid.org/0000-0002-1623-1490; https://orcid.org/0000-0001-7693-8191; https://orcid.org/0000-0002-2708-8909; https://orcid.org/0000-0002-0861-7668O presente trabalho busca determinar a concentração segura do anestésico eugenol para a anestesia de Hypancistrus seideli, peixe amazônico, endêmico do rio Xingu e de importância para o comércio ornamental, através de um protocolo alternativo que utiliza menos animais do que os testes tradicionais de LC50 e LD50. Foram analisados os efeitos anestésicos do eugenol em 64 espécimes de H. seideli. Para essa avaliação utilizamos os estágios já padronizados por Ross e Ross de 2008 adaptados para loricarideos. Os peixes foram escolhidos randomicamente e colocados individualmente em aquários, com parâmetros controlados. Foram testados 64 espécimes de H. Seideli divididos em quatro grupos, onde o grupo um e dois receberam 2 mg.L-¹ da solução anestésica em tempos diferentes. O grupo um a cada um minuto e o grupo dois a cada dois minutos. Estes mesmos peixes foram reexpostos ao eugenol três meses depois para saber se houve tolerancia reversa nos animais. O grupo três e quatros eram constituidos de peixes que numca tiveram contato com eugenol. Eles receberam as concentrações referentes as médias das concentrações encontradas no grupo um e dois, respectivamente 32,6 mg.L-¹ e 24,87 mg.L-¹, mas sem a necessidade de reexposição após três meses. Na preparação da solução, o eugenol foi diluído em etanol 70%, na proporção 1:9. Os peixes foram escolhidos randomicamente e observados simultaneamente por dois pesquisadores. Cada peixe foi testado individualmente em aquários contendo 5 L de água. O teste PERMANOVA foi realizado mostrando que não houve diferença nas doses de exposição e reexposição e que a concentração de exposição segura de anestesia para H. seideli foi de 32,6 mg.L-¹ onde 100% dos peixes chegaram a anestesia e em tempo hábil. Não houve mortalidade durante o experimento, nem após meses da realização dos testes. O protocolo utilizado neste trabalho foi efetivo e seguro para o uso de eugenol em espécimes de H. seideli.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A aplicação do hormônio 24-Epibrassinolídeo promove o desenvolvimento e crescimento de mudas de Genipa Americana L. sob diferentes níveis de sombreamento(Universidade Federal do Pará, 2024-09-20) LIMA, Gustavo Gomes; ALVES, Graciliano Galdino; http://lattes.cnpq.br/8085271321555747; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260Um dos fatores essenciais para iniciar o processo de restauração de uma área é a produção de mudas vigorosas e de tamanho adequado para sua supervivência, porém vários desafios impossibilitam a produção em grande escala, como a indisponibilidade de sementes e mudas. O objetivo deste trabalho é analisar o efeito de diferentes concentrações do hormônio 24-epibrassinolídeo associado a diferentes níveis de sombreamento no desenvolvimento das mudas de jenipapo (Genipa americana L.). Foram utilizadas mudas de jenipapo em três condições de sombreamento: sombrite de 50%, 35% e pleno sol. As mudas foram submetidas a quatro concentrações de 10, 20, 30 e 40 nM do hormônio 24-epibrassinolídeo, mantendo um tratamento controle, em um arranjo de um delineamento experimental em blocos casualizados, com quatro blocos e cinco tratamentos. Os dados foram coletados aos 30, 60, 90, 120 e 150 dias após a aplicação (DAA) dos tratamentos, com a mensuração do comprimento da planta, o diâmetro do caule e número de folhas. Para análise dos parâmetros de crescimento, foi utilizado o software R, gerando um Modelo Linear Generalizado (GLM), sendo feita análise de variância nos resultados dos parâmetros bioquímicos, com comparação de médias pelo teste de Tukey e para comparação dos dados ambientais e fisiológicos, uma análise de componentes principais (PCA). As plantas mantidas a 35% de sombreamento apresentarem efeitos positivos nos parâmetros de altura, diâmetro, número de folhas e menores concentrações do hormônio proporcionaram incremento nas variáveis de crescimento. As maiores concentrações das variáveis bioquímicas foram observadas nas condições de menores concentrações de hormônio, sob pleno sol e 50%. Estando os parâmetros ambientais diretamente ligados às respostas fisiológicas das mudas de jenipapo. O desenvolvimento e crescimento acelerado das mudas de jenipapo é possível sob determinadas condições de sombreamento, e apresentando efeitos positivos sob a ação do hormônio, o que favorece o desenvolvimento de plantas robustas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprendizado espaço-tempo no forrageamento de abelhas sem ferrão amazônicas (Apidae, Meliponini)(Universidade Federal do Pará, 2012) JESUS, Thiago Nazareno Conceição Silva de; VENTURIERI, Giorgio Cristino; http://lattes.cnpq.br/7180149611727426; CONTRERA, Felipe Andrés León; http://lattes.cnpq.br/3815182976544230Os meliponídeos são um táxon chave para a manutenção da biodiversidade por realizarem a polinização de diversas espécies. O padrão de coleta de recursos naturais é amplamente estudado e esta relacionado com a polinização, pois influencia tanto a coleta de recursos pelas abelhas quanto na fecundação cruzada das plantas. Néctar e pólen são recursos altamente disputados, tanto por outras espécies de meliponídeos quanto por outros animais. Dessa maneira, aprender a localização de um recurso, e a hora do dia que tal recurso é oferecido, é uma vantagem adaptativa importante. Nesse trabalho foi estudado se duas espécies de abelhas sem ferrão, Melipona fasciculata e Scaptotrigona postica, apresentam atividade alimentar antecipatória (AAA) como mecanismo importante para maximização da exploração de um recurso renovável. Em ambas ocorreu o fenômeno da antecipação, que deve ter evoluído para minimizar a competição com outras colônias, embora a precisão dessa antecipação varie entre as duas espécies.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As roças e o extrativismo vegetal em comunidades rurais de Parintins, Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) PIEDADE, Louise Cristine Alves; MENEZES, Moirah Paula Machado de; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; PEREIRA, Tatiana da Silva; SILVA, Marivana Borges; ROMAGNOLI, Fernanda Carneiro; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1604205059852571; http://lattes.cnpq.br/0831545262046295O trabalho investiga as práticas tradicionais de cultivo e extrativismo vegetal em duas comunidades rurais localizadas no município de Parintins, estado do Amazonas, visando compreender a relevância dessas atividades para a subsistência, segurança alimentar e renda das famílias locais, destacando a interação entre o conhecimento local e as mudanças socioambientais observadas na região. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com 42 moradores, complementadas por observação direta, passeios guiados e coleta de material botânico sempre que possível. Foram identificadas 43 espécies vegetais distribuídas em 38 gêneros e 26 famílias botânicas, com predominância das palmeiras da família Arecaceae. A mandioca (Manihot esculenta Crantz), o tucumã (Astrocaryum aculeatum G.Mey) e o açaí (Euterpe sp.) destacam-se como as espécies mais citadas, tanto pelo uso alimentar quanto pela importância econômica. Os resultados indicaram que a roça permanece como uma atividade agrícola mais significativa, sendo realizada majoritariamente em sistema familiar, sem o uso de agrotóxicos, e com forte influência dos conhecimentos transmitidos entre gerações. A produção, baseada no cultivo de mandioca, banana, cana-de-açúcar, milho e demais espécies de ciclo curto, é destinada, em grande parte, ao consumo próprio, com o excedente utilizado para a comercialização. A farinha de mandioca se revelou o principal produto comercializado, sendo fundamental para a renda familiar. O extrativismo vegetal, por sua vez, tem se tornado uma atividade secundária, com uma redução obrigatória na frequência de coleta devido a diminuição da disponibilidade de algumas espécies e alterações nos ciclos de frutificação, atribuídas a mudanças ambientais. A coleta de frutos como o tucumã, a castanha-do-pará e a bacaba ainda persistem, mas os comunitários relatando que espécies antes comuns já não são mais encontradas com a mesma facilidade. Embora ambas as atividades sejam essenciais para a subsistência das comunidades, há um evidente distanciamento das práticas tradicionais, impulsionado pela introdução de hábitos alimentares externos e pela dificuldade de escoamento da produção. Além disso, a ausência de incentivos governamentais e o acesso limitado à assistência técnica foram apontados como fatores que dificultam a manutenção dessas práticas. Concluiu-se que o manejo tradicional da roça e o extrativismo vegetal, além de garantir a subsistência e a renda familiar, desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade local e na manutenção do conhecimento tradicional associado. Diante das mudanças observadas, o estudo destaca a importância de políticas públicas que incentivem práticas agroextrativistas sustentáveis, promovam o fortalecimento das comunidades e valorizem o conhecimento que elas acumulam, garantindo, assim, a continuidade dessas práticas no contexto amazônico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos ecoepidemiológico associados à fauna flebotomínica de um fragmento florestal urbano(Universidade Federal do Pará, 2017-03-31) ROSÁRIO, Ingrid Nazaré Garcia; MÁLAGA, Sérgio Marcelo Rodríguez; http://lattes.cnpq.br/4348571126707708; SILVA, Ivoneide Maria da; http://lattes.cnpq.br/5206284058104362Os flebotomíneos são insetos vetores de diversos patógenos causadores de doenças, sendo responsáveis pela transmissão a animais e humanos de inúmeras enfermidades sendo a principal delas as leishmanioses. O presente estudo avaliou os aspectos ecoepidemiologicos da fauna flebotomínica em um fragmento florestal na área urbana no município de Belém (PA). De dezembro de 2015 a novembro de 2016 foram realizadas coletas mensais de flebotomíneos no fragmento florestal e no peridomicílio das residências próximas, com o auxilio de armadilha luminosa do tipo CDC. Coletou-se um total de 4070 flebotomíneos, com identificação de dois gêneros e 24 espécies. A espécie predominante foi Lutzomyia (Trichopygomyia) longispina (32,16%), seguida por Lutzomyia (Evandromyia) infraspinosa (21,72%). Os estimadores de riqueza indicaram que o esforço amostral foi satifastório para a área estudada. Não houve uma relação significativa entre a precipitação acumulada, a temperatura e a umidade relativa do ar quando analisada com a abundância de flebotomíneos. Quando relacionados às variáveis climáticas com a riqueza de espécies, apenas a precipitação acumulada mensal apresentou uma relação negativa sobre a riqueza de espécies capturadas. Na análise da distribuição vertical o número de espécimes de flebotomíneos capturados ao nível do solo foi significativamente maior do que na copa, onde no solo foram encontradas 21 espécies, sendo quatro delas exclusivas deste estrato e 20 espécies na copa, com três ocorrendo exclusivamente da copa. Foram encontradas quatro espécies com importância epidomiológica, sendo: Lutzomyia (Nyssomyia) flaviscutellata, Lutzomyia (Psychodopygus) ayrozai, Lutzomyia (Psychodopygus) paraensis e Lutzomyia (Nyssomyia) antunesi. As fêmeas avaliadas por PCR foram negativas para Leishmania spp. E a maioria das fêmeas ingurgitadas analisadas alimentou-se de mamíferos. O conhecimento da fauna em área de preservação sob intensa influência antrópica, pode auxiliar no entendimento da relação entre as espécies e o grau de preservação de uma área, e também no conhecimento de espécies que podem desempenhar papel efetivo na transmissão de agentes patogênicos ao homem e animais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da presença de metais pesados na água potável fornecida à população urbana de Altamira e o seu possível impacto epidemiológico sobre doenças crônicas renais(Universidade Federal do Pará, 2024-04-30) STORCH, Wesley; FAIAL, Kleber R. Freitas; http://lattes.cnpq.br/0166366420811929; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-8575-1262; PEREIRA, Adenilson Leão; http://lattes.cnpq.br/3184636120604556O rio Xingu é crucial para o abastecimento de água potável em Altamira, mas enfrenta riscos de poluição por metais pesados, especialmente mercúrio, devido à mineração ilegal e atividades da UHBM. O mercúrio pode bioacumular em humanos e estar associado ao aumento do risco de hipertensão e doenças renais. Este estudo avaliou a presença de metais pesados na água potável de Altamira e traçou o perfil epidemiológico de doenças renais crônicas (DRC) em Altamira e região do Xingu. Foram medidas as concentrações de Al, As, Cr, Cd, Pb, Fe e Hg em 24 amostras de água coletadas em julho de 2022, usando ICP/MS pelo Instituto Evandro Chagas, comparando com os limites da legislação brasileira e da OMS. Dados de mortalidade por DRC, diabetes mellitus (DM) e hipertensão arterial sistêmica (HAS) entre 2000 e 2020 foram analisados utilizando dados públicos do DATASUS. Além disso, dados de prontuários de pacientes com DRC tratados no HRPT de 2007 a 2023 também foram analisados. As concentrações de metais nas amostras de água analisadas estiveram dentro dos limites estabelecidos, exceto pelo alumínio (Al) que demonstrou-se elevado em duas amostras de água. Os dados de mortalidade obtidos do DATASUS entre 2000 e 2020 demonstraram um aumento significativo da mortalidade por HAS em Altamira (R²=0,80), enquanto a mortalidade por DRC (R²=0,30) e DM (R²=0,31) teve um impacto menor na taxa de mortalidade no período estudado. Considerando os dados dos prontuários médicos de pacientes com DRC tratados no HRPT, foi possível identificar que entre 2007 e 2023, 174 pacientes com DRC tratados no HRPT eram de Altamira, sendo 64,4% homens e 35,6% mulheres. Quanto à idade, 48,85% possuíam mais de 60 anos e 36,78% possuíam entre 41 e 60 anos. A principal comorbidade associada à DRC foi HAS (56,90%), seguida pela associação de HAS e DM (36,94%). Altamira apresentou uma prevalência média de 8,99 casos por 100 mil habitantes e uma incidência média de 10,24 casos novos por ano de DRC no período analisado. Na região do Xingu, foram identificados 403 casos de DRC, com predominância em homens (61,5%) com média de idade de 60 anos. A principal comorbidade associada à DRC foi HAS (49,88%), seguida pela associação de HAS e DM (37,47%). A prevalência média de DRC na região foi de 6,97 casos por 100 mil habitantes e uma incidência média de 23,70 casos novos por ano de DRC no período analisado. Os níveis de metais nas amostras de água analisadas estão dentro dos limites recomendados pela legislação brasileira e pela OMS. A alta prevalência de DRC em Altamira e na região do Xingu levanta preocupações sobre impactos na saúde pública. A contaminação histórica por mercúrio pode estar relacionada à alta mortalidade por HAS e à prevalência de DRC associada à HAS. Esses resultados ressaltam a necessidade de monitoramento contínuo da qualidade da água e de políticas públicas para mitigar os impactos da DRC na região.Tese Acesso aberto (Open Access) Aves da Floresta Nacional do Tapajós: composição, distribuição ecológica e efeitos da exploração madeireira de baixo impacto(Universidade Federal do Pará, 2005) HENRIQUES, Luiza Magalli Pinto; OREN, David Conway; http://lattes.cnpq.br/5451507856491990Uma comunidade de aves de sub-bosque foi estudada em floresta de terra firme na Floresta Nacional do Tapajós. Como resultado, a avifauna é caracterizada do ponto de vista ecológico e é apresentada a lista taxonômica das espécies registradas com dados sobre hábitat, microhábitat, abundância, sociabilidade intraespecífica e interespecífica e a dieta de cada espécie. Também foi investigado: 1) a contribuição das clareiras naturais para a diversidade de aves de aves de sub-bosque; 2) o efeito da exploração madeireira de baixo impacto sobre a comunidade de aves de sub-bosque com amostragens antes e depois da exploração; 3) e o efeito da exploração madeireira de baixo impacto em clareira e em sub-bosque. As análises são baseadas em dados quantitativos obtidos com o uso de redes de captura ao longo de cinco anos e desenvolvidas no nível das espécies e de guildas.Tese Acesso aberto (Open Access) As aves do estado do Maranhão: atualização do conhecimento e conservação em uma região de ecótono entre a floresta Amazônica e Cerrado(Universidade Federal do Pará, 2018-09-12) CARVALHO, Dorinny Lisboa de; SILVA, Daniel de Paiva; http://lattes.cnpq.br/1409353191899248; SANTOS, Marcos Pérsio Dantas; http://lattes.cnpq.br/7941154223198901O estado do Maranhão localiza-se entre o leste da Amazônia e o norte do Cerrado, apresentando uma grande variedade de ambientes em sua área ecotonal. Devido a esta heterogeneidade ambiental, o Maranhão possui uma das mais ricas avifauna do Brasil. Contudo toda esta riqueza também está situada entre as províncias biogeográficas mais ameaçadas do mundo. Com o intuito de contribuir para o conhecimento e conservação da avifauna nesta região, este estudo teve como principais objetivos nos seguintes capítulos: 1) a revisão e atualização da lista de espécies de aves do maranhão, buscando identificar lacunas de amostragem ainda existentes no Estado; 2) testar a efetividade do sistema de Áreas protegidas (APs) e Terras Indígenas (TIs) do Estado na proteção de espécies de aves ameaçadas e endêmicas, utilizando SDMs e; 3) avaliar os potenciais impactos das alterações climáticas na distribuição e conservação de 24 táxons de aves ameaçados que ocorrem no Estado, comparando as distribuições atuais e futuras previstas (2070) com o atual sistema de reservas, buscando identificar áreas potencialmente mais estáveis que podem servir como corredores de dispersão das espécies. No capítulo 1) registramos a ocorrência de espécies de aves, distribuídas em 88 famílias e 30 ordens. Assim, adicionamos 114 espécies novas (95 residentes, 13 migratórias e 6 vagantes) à lista reportada 27 anos para a mesma região. No capítulo 2) observamos que táxons com distribuições mais amplas são potencialmente tão protegidos quanto os táxons com distribuições menores e APs maiores são mais eficientes que APs menores. No entanto, as APs do Cerrado são na sua maioria mal alocadas. Sugerimos seis áreas prioritárias para conservação das aves presentes no Estado e destacamos a importância das TIs na conservação da biodiversidade. No capítulo 3) nossos resultados indicaram que, embora os táxons ameaçados da Amazônia e do Cerrado estejam potencialmente protegidos, em ambos os cenários, presente e futuro, a maioria dos táxons provavelmente apresentará declínios drásticos em suas populações e até mesmo a previsão de extinção global em um futuro próximo. Destacamos a possibilidade de criação de um sistema de corredores de dispersão que interliguem APs nesta região, bem como a implementação de políticas públicas para manutenção e mitigação das áreas adjacentes a esses corredores, visando a conservação da riqueza e diversidade de espécies nessa região.Tese Acesso aberto (Open Access) Avifauna do estado do Acre: composição, distribuição geográfica e conservação(Universidade Federal do Pará, 2009) SILVA, Edson Guilherme da; SILVA, José Maria Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6929517840401044O estado do Acre faz fronteiras internacionais com o Peru e a Bolívia e nacionais com os estados do Amazonas e Rondônia. O Acre está localizado nas terras baixas da Amazônia sul‐ocidental, próximo ao sopé dos Andes, dentro de uma região considerada megadiversa da Amazônia brasileira. Apesar disso, a região ainda é pouco conhecida e considerada prioritária para a realização de novos levantamentos biológicos. Com o intuito de contribuir para o conhecimento da avifauna do sudoeste amazônico, este estudo teve como principais objetivos responder as seguintes questões: (a) Quantas e quais são as espécies de aves do estado do Acre? (b) Como as espécies estão distribuídas dentro do estado do Acre? e (c) Qual o estado de conservação das espécies residentes no estado do Acre? A metodologia para responder a estas questões contemplou: (a) uma ampla revisão bibliográfica; (b) dois anos de levantamento em campo, incluindo registros e a coletas de espécimes testemunhos; (c) a confecção do mapa de distribuição de cada táxon (incluindo espécies e subespécies); (d) a distribuição dos táxons pelas três grandes regiões interfluviais do Estado (leste, central e oeste); (e) a identificação de zonas de contato e hibridização, baseada na distribuição dos táxons parapátridos dentro do Estado; (f) o cálculo da distribuição potencial dos táxons dentro do Acre, baseado na extrapolação da área ocupada por cada unidade ecológica (fitofisionomia) onde eles foram registrados; (g) o cálculo da meta de conservação de cada táxon residente no Estado e (h) uma análise de lacunas, baseada na sobreposição dos mapas de distribuição potencial de cada táxon com o das Áreas Protegidas do Estado. A análise de lacuna foi realizada tendo três diferentes cenários como referência: (a) primeiro cenário ‐ levou em consideração todas as Áreas Protegidas; (b) o segundo cenário – levou em consideração apenas as Unidades de Conservação ‐ UCs de Proteção Integral e (c) terceiro cenário – levou em consideração apenas as UCs de Proteção Integral + as de Uso Sustentável (exclusas as Terras Indígenas). A revisão bibliográfica e os levantamentos (históricos e de campo) tiveram início em agosto de 2005 e se estenderam até dezembro de 2007. Após o término da revisão bibliográfica e das expedições em campo, foram compilados 7.141 registros de aves para o todo o estado do Acre. Destes, 4. 623 são de espécimes coletados, dos quais, 2.295 (49,6%) são oriundos de coletas feitas durante a realização deste estudo. Confirmou‐se para o Acre a presença de 655 espécies biológicas, distribuídas em 73 Famílias e 23 Ordens. Como consequência direta deste estudo, cinco novas espécies foram acrescentadas à lista de aves brasileiras. Registrou‐se também, 59 espécies migratórias, das quais, 30 (50,8%) são migrantes neárticas, 11 (18,6%) foram consideradas como migrantes intratropicais e 18 (30,5%) como migrantes austrais. De todas as espécies registradas no Estado, 44 são endêmicas do centro de endemismo Inambari. Dos 556 táxons de aves florestais residentes no Acre, 72,8% (405) distribui‐se nas três sub‐regiões do Estado; 10,0% (56) foi registrado apenas na sub‐região oeste; 5,3% (30) apenas na sub‐região leste e 0,5% (03) apenas na sub‐região central. Ao menos seis pares de táxons irmãos apresentaram padrão de distribuição alopátrida e 15 conjuntos de táxons apresentaram distribuição parapátrida dentro do Estado. Foram identificadas duas zonas de contato secundário (leste/oeste) e duas possíveis zonas de hibridização (leste/oeste) dentro do Estado. As análises de lacunas mostraram que no primeiro cenário, 87,1% dos táxons atingiram 100% da meta de conservação; 12% ficaram em classes de conservação intermediárias, ou seja, em lacuna parcial de proteção e apenas 0,8% ficaram em lacuna total de proteção. No segundo cenário, apenas 0,6% dos táxons atingiram 100% da meta de conservação; 97,6% ficaram em lacuna parcial e 1,8% ficaram em lacuna total de proteção. No terceiro cenário, 73,5% dos táxons atingiram 100% da meta de conservação; 25,5% ficaram em lacuna parcial e apenas 0,8% ficaram em lacuna total de proteção. As principais conclusões obtidas a partir deste estudo foram: (a) que a riqueza avifaunística do estado do Acre é bastante expressiva, porém, o número de espécies detectadas deverá aumentar à medida que novos levantamentos forem realizados; (b) que os rios Purus e Juruá não são as barreiras físicas que determinam o padrão de distribuição da maioria das aves residentes no estado do Acre; (c) que a presença de zonas de contato secundário, não coincidentes com o curso dos dois principais rios do Estado, dá suporte a ideia de que fatores não ligados a uma barreira física devem estar atuando na manutenção do padrão de distribuição atual de alguns táxons de aves residentes no Acre; (d) que o número de espécies “desprotegidas” ou em “lacuna parcial de proteção” entre a avifauna do Acre é muito baixo quando todo o sistema de Áreas Protegidas é levado em consideração, porém este número aumenta com a exclusão das Unidades de Conservação de Uso Sustentável e das Terras Indígenas; (e) que as aves restritas às campinas e campinaranas do oeste do Acre são as únicas que se encontram em lacuna do sistema de áreas protegidas do Acre, indicando a necessidade de se criar uma ou mais Unidades de Conservação para proteger este habitat específico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Biologia reprodutiva e alimentar de Liophis reginae semilineatus (Wagler,18424) e Liophis taeniogaster jan, 1863 (Serpentes, Colubridae, Xenodontinae) da Amazônia oriental, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2007) CASTRO, Luiz Paulo Printes Albarelli de; COSTA, Maria Cristina dos Santos; http://lattes.cnpq.br/1580962389416378O presente trabalho trata de um estudo detalhado sobre a biologia reprodutiva e alimentar de Liophis reginae semilineatus e Liophis taeniogaster, de populações restritas a Amazônia Oriental, através da análise de dimorfismo sexual, maturidade sexual, ciclo reprodutivo, fecundidade, composição da dieta e relações presa-predador. As duas espécies são simpátricas, porém não foram realizadas comparações entre ambas, devido a distância filogenética (Moura-Leite, 2001), por apresentarem diferenças quanto aos recursos alimentares e microhábitats freqüentados (Cunha & Nascimento, 1993), sendo apresentadas em dois capítulos distintos, o primeiro tratando da biologia reprodutiva e alimentar de Liophis reginae semilineatus e o segundo capítulo tratando da biologia reprodutiva e alimentar de Liophis taeniogaster.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Biologia reprodutiva e hábito alimentar de Dendrophryniscus minutus (Melin, 1941)(Amphibia : Bufonidae) na Floresta Nacional de Caxiuanã, Pará(Universidade Federal do Pará, 2003-06) TRAVASSOS, Alessandra Elisa Melo; GALATTI, Ulisses; http://lattes.cnpq.br/1040132527458660Este estudo teve como objetivo examinar características da biologia reprodutiva, condição nutricional e hábito alimentar do anuro de serrapilheira por meio de indivíduos coletados na Estação Científica Ferreira Pena, Floresta Nacional de Caxiuanã no período de abril de 1997 a abril de 1998. Uma amostragem de 166 espécimes foi examinada para obtenção de medidas de comprimento rostro-cloaca, massa de corpos de gordura, diâmetro, massa e número de óvulos nas fêmeas, e volume dos testículos em machos. O hábito alimentar da espécie foi determinado através da análise dos conteúdos estomacais. A estrutura da população amostrada indicou um padrão com a predominância de indivíduos adultos, incluindo fêmeas grávidas, nos meses de chuva, e o recrutamento de juvenis no início da estação seca. Igualmente, o diâmetro e a massa de óvulos no ovário, utilizados como indicadores de estágio de desenvolvimento gonadal, foram maiores na estação chuvosa. Entre os machos, os maiores valores de volume dos testículos também apareceram em fevereiro e abril, mas não houve um padrão evidente de correlação com a precipitação. O consumo de alimento não apresentou um padrão claro de variação entre os meses e não foi correlacionado à massa do corpo de gordura. As medidas de corpos de gordura foram positivamente correlacionadas aos estágios de desenvolvimento dos óvulos em fêmeas, indicando que acúmulo de gordura e desenvolvimento gonadal podem ocorrer simultaneamente. A composição da dieta da espécie foi constituída basicamente de formigas, ácaros e cupins, invertebrados abundantes no folhiço na área de estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização anato-histoquímica e nutricional de Piper peltatum L. (Piperaceae): uma planta alimentícia não convencional ocorrente na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2024-02-29) PALHETA, Gredany Rodrigues; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/215377919730650; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-9699-8359; REIS, Alisson Rodrigo Souza; http://lattes.cnpq.br/7258026642139407; https://orcid.org/0000-0001-7182-4814As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são um grupo espécies comestíveis e medicinais não comercializadas em grande escala, incluem folhas, flores, frutos, raízes entre outras partes. Sua origem está associada aos povos tradicionais que passaram o conhecimento para familiares. Diante da diversa flora brasileira, principalmente as espécies Amazônicas, ainda há poucos relatos científicos sobre essas plantas. Portanto, é necessário aplicação de novas metodologias para identificação taxonômica, presença de substâncias e perfil nutricional das plantas comestíveis. Diante disso, o trabalho objetivou diagnosticar a produção científica das plantas alimentícias não convencionais e caracterizar anatomicamente e nutricionalmente a folha de caapeba-amazônica (Piper peltatum L.), contribuindo com conhecimento científico da flora amazônica. Para a cienciometria, utilizou-se os descritores “Plantas alimentícias não convencionais” em Google Acadêmico e “Unconventional Food Plant*” em Scopus e Web of science. Para visualização de dados foi utilizado linguagem R por pacote Bibliometrix e o software Publish or Perish. Nos cortes anatômicos da folha foram adicionados os reagentes Azul de Astra e Fucsina Básica e para histoquímica o Azul de Toluidina, Cloreto férrico, Lugol e Sudam III. A caracterização nutricional foi determinada por análises de Umidade, Atividade de Água, Ph, ATT, SST, Cinzas, Lipídeos, proteínas, carboidratos e perfil antioxidante. Nos resultados, observou-se crescimento de publicações sobre PANC e o tema tem sido publicado em revistas de com alto estrato Qualis. As palavras- chave relacionadas indicam estudos experimentais como tema motores para publicação. A caapeba-amazônica é uma espécie presente nos artigos de PANC ainda que pouco citada e estudada. As características anatomicas da folha de P. peltatum condizem com a família piperaceae. Em seu teste histoquímico observou-se presença de lipídeos, compostos fenólicos, amido e celulose. A partir dos resultados fisioquímicos observou-se ser pececível e deve ser armazenada em refrigeração. É fonte de minerais, carboidrato, lipídeo e proteína, além de ser antioxidante. É importante manter novos estudos para contribuir com o conhecimento das espécies PANC, inclusive as amazônicas, a exemplo da P. peltatum que apresenta substâncias com propriedades medicinais e alimentícias similar a outras folhosas PANC. Seu consumo depende que seja retirada a nervura central da folha, abrandada por cocção e preparação culinária similar da folha de couve. É uma alternativa alimentar e de nutrientes inclusive para indivíduos acometidos por insegurança alimentar. Seu consumo favorece a agroecologia e conservação da biodiversidade amazônica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização espermática de Parancistrus nudiventris Rapp Py-Daniel & Zuanon, 2005 (Siluriformes, Loricariidae), espécie amazônica endêmica do Rio Xingu, Pará, Brasi(Universidade Federal do Pará, 2025-03-21) LOPES, Thaís da Silva; SOUSA, Leandro Melo de; http://lattes.cnpq.br/6529610233878356; https://orcid.org/0000-0002-0793-9737A caracterização seminal é essencial para o desenvolvimento de protocolos para reprodução artificial, possibilitando um manejo de conservação ex situ de espécie. O conhecimento sobre os parâmetros seminais, é o primeiro passo para a propagação artificial pois é uma ferramenta de predição da capacidade fecundante e potencialmente aplicável em espécies endêmicas que sofrem possíveis impactos em decorrência de alterações em seu habitat natural, como o Parancistrus nudiventris. O objetivo desse trabalho é realizar a caracterização espermática de Parancistrus nudiventris selvagens. Para isso, foram analisados 22 espécimes machos capturados direto da natureza (peso ±EP; comprimento padrão ±EP), sendo os procedimentos realizados no mesmo dia. Após anestesiados com eugenol (30 mg. L-1), o sêmen foi então coletado através de massagem abdominal em sentido cefalocaudal, e o ejaculado coletado com micropipetas calibradas para 5 μL. Cada pipeta, representando uma fração do ejaculado, foi empregada para se avaliar um parâmetro espermático, sendo a primeira para se analisar a motilidade computadorizada (CASA) e as demais aliqyotas foram acondicionando em macrotubos de 1,5 mL para avaliação dos parâmetros de morfologia, morfometria e integridade de membrana. A motilidade espermática e parâmetros cinéticos foram estimadas pela captura do vídeo, , avaliando os seguintes parâmetros: MOT (%), VCL (μm s-1), VAP (μm s-1), VSL (μm s-1), STR (%), WOB (%), PROG (μm), BCF (Hz) e SPZs. A concentração espermática foi determinada através de hemocitômetro. A morfometria foi determinada através do software ImageJ para avaliação das proporções em micrômetros das estruturas espermáticas. As análises estatísticas foram realizadas usando o software R Studio, pelo teste de análise de variância ANOVA para dados paramétricos e Kruskal-Wallis para dados não paramétricos, considerando um valor de P < 0,05 para significância dos dados. Os resultados demostram que, a duração de motilidade de Parancistrus nudiventris é de 5,29 ± 2,57 minutos, com motilidade espermática em média de 82,91%, com velocidades VCL, VSL e VAP de 182,12 μm, 133,13 μm e 167, 88, respectivamente. Quanto a morfometria, o espermatozoide de P. nudiventris apresenta comprimento total em média 29,44 ± 3,06 μm, enquanto a integridade de membrana demostrou 92,56% de espermatozoides íntegros. A morfologia revelou que 34,62% dos espermatozoides avaliados possuíam alguma anomalia secundária, sendo a flagelo enrolado (15,12 ± 6,3%) anormalidade mais presente nos espermatozoides, enquanto apenas 5,17% detinham de alguma anomalia primária, sendo cabeça degenerada (2,68 ± 5,17%) a mais frequente. Neste estudo foram analisados pela primeira vez os índices espermáticos de Parancistrus nudiventris, possibilitando a caracterização da morfometrica, morfológica, integridade e parâmetros cinéticos de motilidade e aplicação em estratégias de conservação envolvendo a propagação artificial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Clima, solo e água: importância de variáveis ambientais na determinação da distribuição potencial de peixes de rios e riachos amazônicos(Universidade Federal do Pará, 2017-10-19) ALVAREZ, Facundo; MONTAG, Luciano Fogaça de Assis; http://lattes.cnpq.br/4936237097107099; GERHARD, Pedro; http://lattes.cnpq.br/5621269098705408Estimar as distribuições espaciais das espécies é um dos principais objetivos da macroecologia, ainda mais quando os esforços amostrais não conseguem atingir os conhecimentos sobre os padrões demográficos das espécies alvo. Neste sentido os modelos de distribuição de espécies (MDE) aproximam o nicho fundamental das espécies a partir da extrapolação de variáveis predictoras relacionadas com dados de presença ou presença/ausência das espécies. A bacia Amazonas-Tocantins está caracterizada por uma forte dinâmica ambiental que condiciona de forma diferencial a ictiofauna regional à diferentes escalas espaciais. Para caracterizar à percepção diferencial dos hábitats por parte das espécies os modelos foram configurados com base nas distribuições espaciais de quatro espécies de rio, Ageneiosus inermis, Acestrorhynchus falcatus, Pygocentrus nattereri e Plagioscion squamosissimus e quatro de riachos, Crenuchus spilurus, Helogenes marmoratus, Helogenes marmoratus e Trichomycterus hasemani. Os objetivos do trabalho foram: (i) Determinar qual conjunto de variáveis preditoras permitem obter melhores representações espaciais para as espécies de rios e riachos empregando MDE e, (ii) Avaliar o poder preditivo de MaxEnt para gerar MDE de rios e riachos empregando diferentes conjuntos de variáveis preditoras. Os registros espaciais que apresentaram autocorrelação espacial foram processados a partir do pacote spThin. Para caracterizar a dinâmica ambiental foram incorporados 78 variáveis divididas em três tratamentos: PCA1 (variáveis climáticas), PCA2 (variáveis climáticas, declividade e fluxo acumulado) e PCA3 (variáveis climáticas, declividade, fluxo acumulado, topográficas e edáficas). Foi empregado o software MaxEnt, configurado a partir do pacote ENMeval. Dois aspectos podem ser observados nos resultados, para espécies de rios a incorporação de variáveis hidrológicas, topográficas e edáficas permite obter representações mais precisas e restritas espacialmente do que somente empregando variáveis climáticas. E em segundo lugar, independente da complexidade dimensional do sistema, MaxEnt permite obter MDEs com alto poder preditivo tanto para espécies de rios como para espécies de riachos. No caso de espécies de rios os preditores macroscópicos (variáveis climáticas - PCA1) permitiram representar seus requisitos ambientais e suas amplas distribuições espaciais. Enquanto que, variáveis climáticas, hidrológicas, topográficas e edáficas (PCA3) atuaram como filtros ambientais restringindo as distribuições espaciais de ambas às espécies de rios e riachos. A complexidade dimensional do sistema não afeta a capacidade de representação espacial de Maxent, observando que, no caso de espécies de riachos MaxEnt mostrou maior capacidade de representação espacial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Composição da assembleia de anuros em área de manejo florestal na Amazônia oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-05-30) PEREIRA, Fabrício Otávio do Nascimento; SANTOS, Graciliano Galdino Alves dos; SERRA, Anderson Borges; http://lattes.cnpq.br/8085271321555747; http://lattes.cnpq.br/9878285735905103; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260; OLIVEIRA, Elciomar Araújo de; Gangenova, Elena; Rodrigues, Domingos de Jesus; SUÁREZ, Pablo; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/1088366040232425A redução da biodiversidade tem despertado esforços de ecólogos, conservacionistas e da sociedade em geral para entender os efeitos das atividades econômicas sobre suas perdas. Este estudo avalia o efeito do manejo florestal de impacto reduzido, atividade econômica vista como aliada a conservação da Biodiversidade, sobre a composição da assembleia de anuros e os efeitos dos ambientes criados pelo manejo e do tempo pós exploração na assembleia de anuros. Para tanto, foram analisados os efeitos do tipo de fitofisionomia, e tempo de exploração do manejo florestal. O estudo foi desenvolvido na Amazônia Paraense, na unidade de manejo da Fazenda Uberlândia, município de Portel. A coleta de dados em campo ocorreu em meados do período com maior intensidade de chuvas (fevereiro a março de 2021), com amostragem em 84 transectos lineares (25m), no mínimo 500 m distantes entre si. O tempo transcorrido desde a exploração florestal foi de um a seis anos, e de dezessete anos. Analisamos quatro tipos de ambiente, que se formaram em decorrência da exploração, pátio, estrada secundária, ramal de arraste e mata. Em cada transecto foram coletadas quatro variáveis ambientais com o intuito de descrever as características estruturais de cada um dos ambientes: altura média da serapilheira, temperatura, umidade e quantidade de luz. Primeiramente fizemos um teste de autocorrelação espacial de utilizando o índice I de Moran. Analisamos os dados a partir de uma nMDS e com os scores do primeiro eixo gerados pela nMDS, realizamos uma ANOVA vs. tipo de ambiente do manejo, também fizemos um teste de Tukey a posteriori, para exemplificar em quais ambientes estavam as diferenças significativas. Além disso, fizemos outra ANOVA para verificar diferenças significativas na riqueza de espécies entre os ambientes. Os impactos da exploração, resultaram em modificações na paisagem, transformando áreas de florestas em um mosaico de habitats modificados e ricos em poças artificias. Nossos resultados indicam que as espécies que utilizam corpos de água lóticos dominaram nos ambientes de pátio e estradas secundárias onde existe maior depósito de água. Esse processo pode ser benéfico para a assembleia no curto prazo, tendo em vista que os primeiros anos apresentam os efeitos mais significativos do manejo, mas esse resultado pode ter um efeito homogeneizador, tornando a composição da fauna que a princípio era rica em especialistas florestais, em espécies mais adaptadas a ambientes mais abertos e assim diminuindo a diversidade funcional local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Composição, ecologia e história natural das serpentes de uma região de transição Amazônia - Cerrado, Mato grosso, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2010) ABE, Pedro Santos; COSTA, Maria Cristina dos Santos; http://lattes.cnpq.br/1580962389416378Este trabalho foi feito em formato de artigo de acordo com as normas da revista Biota Neotropica, foi desenvolvido na Fazenda Tanguro, localizada em uma região de transição Amazônia - Cerrado, município de Querência/ MT, com o objetivo de estudar a composição e história natural da comunidade de serpentes encontrada na região. Foram realizadas seis expedições a área de estudo, que resultaram no registro de 203 espécimes (194 capturas), distribuídos em 34 espécies, 26 gêneros e 8 famílias. Uma Estimativa baseada na incidência de espécies raras (Jackknife 1) indicou uma riqueza total de 38 espécies na área. As espécies mais abundantes foram Caudisona durissa (N=50), Philodryas olfersii (N=15), Philodryas nattereri (N=13), Xenodon rabdocephalus (N=12), Lachesis muta (N=10) e Liophis almadensis (N=10). Uma análise de Coordenadas Principais (PCO) demonstrou que as taxocenoses se sobrepõem, revelando uma tendência para a formação de três grupos distintos: taxocenoses amazônicas, Cerrado e Mata Atlântica. A composição de espécies na fazenda Tanguro apresentou-se intermediária em relação aos agrupamentos formados por espécies Amazônicas e de Cerrado, ocorrendo espécies tanto com ampla distribuição, como endêmicas dos biomas Cerrado ou Amazônico. O padrão de utilização de habitat da taxocenose é terrícola, seguido de semi-arboricolas e fossorial. Há predominância de espécies de serpentes generalistas quanto a alimentação. Na análise de agrupamentos ecológicos, foram observados quatro grupos funcionais, mostrando que a complexidade da taxocenose é explicada tanto por fatores ecológicos como históricos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Composição, riqueza e abundância de espécies de anfíbios na região do médio rio Xingú(Universidade Federal do Pará, 2009) LIMA, Amanda André; GALATTI, Ulisses; http://lattes.cnpq.br/1040132527458660Este estudo teve como objetivo inventariar a fauna de anfíbios nos diferentes hábitats da região do Médio Rio Xingu. Para tanto, foram selecionadas seis localidades, sendo as amostragens realizadas em três incursões, entre novembro de 2007 e março de 2008, totalizando 48 dias. Foram identificados seis tipos de hábitats na região amostrada: floresta de terra-firme, floresta sazonalmente alagável (várzea), margem do rio, “pedral”, lagoa e área alterada. Para a coleta de dados foram utilizadas duas metodologias: armadilhas de interceptação e queda e procura ativa. As armadilhas foram instaladas apenas nas áreas de floresta de terra-firme, enquanto a procura ativa foi empregada em todos os tipos de hábitats identificados. As amostragens resultaram no registro de 56 espécies de anfíbios e outras oito espécies foram identificadas e registradas em estudos anteriores na área. A diversidade e riqueza de espécies foram maiores na localidade Caracol, onde predominou a floresta de terra-firme, e menor na localidade Ilha Grande, dominada por floresta sazonalmente alagável. Foram registrados nove modos reprodutivos na área de estudo, sendo todos observados na floresta de terra-firme e apenas três nos “pedrais”, o que parece refletir a baixa heterogeneidade ambiental dessa área. Para comparar as localidades estudadas foram realizadas duas análises de similaridade, uma para cada metodologia de coleta utilizada. A análise de similaridade dos dados de procura ativa apontou maior semelhança na composição das espécies entre as áreas de floresta de terra-firme do que entre os outros hábitats. A análise de agrupamento realizada entre a composição de espécies obtida nesse estudo e outros levantamentos realizados na Amazônia agrupou esta área com outra também localizada no Médio Xingu.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A comunidade de tubarões (Chondrichthyes : selachii : Galea) da formação pirabas, Neógeno da Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2005-03-10) COSTA, Sue Anne Regina Ferreira da; RICHTER, Martha; http://lattes.cnpq.br/9381228195500524; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986A comunidade de tubarões (Selachii:Galea) proveniente da Formação Pirabas pode ser considerada como uma das mais representativas e de maior diversidade entre as unidades do Neógeno da América do Sul. A presença de 8 gêneros permitiu elaborar hipóteses sobre a reconstrução da cadeia trófica envolvendo outros elementos da paleofauna de vertebrados, assim como também serviu como um indicador paleoecológico adicional que corrobora dados anteriores sobre a reconstituição dos parâmetros paleoambientais da unidade geológica. Foi realizado uma revisão taxonômica das espécies previamente conhecidos para a Formação Pirabas, cuja composição da paleocomun idade de tubarões foi a seguinte: Carcharhinus spl Carcharhinus sp2, Carcharhinus sp3, Carcharhinus priscus, Sphyma magna, Hemipristis serra, Carcharodon megalodon, Isurus sp, Ginglyrnostoma serra, Ginglymostoma obliquum. Novas coletas possibilitaram a expansão de 31 exemplares depositados em museus brasileiros para 231 novos indivíduos, incluindo material microscópico. Esta coleta serviu para aumentar o conhecimento sobre a diversidade e aspectos paleoecológicos dos grupos representados.
