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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização química, avaliação da toxicidade oral aguda e da atividade antinociceptiva do extrato metanólico das folhas de Montrichardia linifera (Arruda) Schott(Universidade Federal do Pará, 2024-08) COSTA, Wellington Junior Taisho Nagahama; AMARANTE, Cristine Bastos do; http://lattes.cnpq.br/4101983776191966; https://orcid.org/0000-0002-8602-8180; BASTOS, Gilmara de Nazareth Tavares; http://lattes.cnpq.br/2487879058181806Introdução: Montrichardia linifera (Arruda) Schott é popularmente conhecida como “aninga”, “aningaçu”, “aningaíba” e “aninga-do-igapó”. As compressas e emplastros das folhas são da planta medicinal utilizados para tratar abscessos, tumores e dores causadas por ferroada de arraias. Objetivo: O estudo teve como objetivo investigar o potencial antinociceptivo do extrato metanólico das folhas de Montrichardia linifera (EMFML), bem como realizar a caracterização química e toxicidade oral aguda. Material e métodos: As folhas foram coletadas durante a estação chuvosa e o extrato metanólico foi obtido após extração em gradiente em diferentes solventes. O EMFML foi analisado por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e ressonância magnética nuclear (RMN). A avaliação do teste de toxicidade oral aguda foi utilizada para observar a presença de substâncias tóxicas. Posteriormente, foram utilizados os testes de ácido acético, placa quente e formalina para avaliar os efeitos analgésicos. Resultados: A análise do CLAE fingerprint permitiu a identificação de rutina, quercetina e epicatequina. A análise dos espectros de RMN identificou rutina e quercetina, bem como os flavonoides luteolina e crisoeriol. O EMFML não demonstrou efeitos considerados tóxicos. No teste do ácido acético, o EMFML inibiu a dor periférica em 51,46% (p < 0,05) na dose de 50 mg/kg e 75,08% (p < 0,001) na dose de 100 mg/kg. O teste da placa quente avaliou o tempo de latência dos animais, demonstrando atividade central em 30 e 60 min aumentando em 164,43% (p < 0,01) e 122,95% (p < 0,05) na dose de 50 mg/kg, e 162,62% (p < 0,01) e 136,68% (p < 0,05) na dose de 100 mg/kg. O teste da formalina avaliou o efeito antinociceptivo central e periférico do EMFML. Na fase neurogênica, redução de 35,25% (p < 0,05) na dose de 50 mg/kg e 52,30% (p < 0,01) na dose de 100 mg/kg. Na dor inflamatória, foi observada uma redução de 66,39% (p < 0,0001) e 72,15% (p < 0,0001). Conclusão: A atividade antinociceptiva corrobora com o seu uso etnofarmacológico. Este efeito analgésico está provavelmente associado aos flavonoides identificados, todos possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antinociceptivas. Além disso, o EMFML não apresentou toxicidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Composição química e efeitos antinociceptivo e antiinflamatório em roedores do óleo essencial de Peperomia serpens (Sw) Loud(Universidade Federal do Pará, 2011-06-20) PINHEIRO, Bruno Gonçalves; MAIA, José Guilherme Soares; http://lattes.cnpq.br/1034534634988402; SOUSA, Pergentino José da Cunha; http://lattes.cnpq.br/9909053957915090A Peperomia serpens (Piperaceae) é uma liana herbácea e epifíta popularmente chamada de “carrapatinho’’. Esta planta cresce na Floresta Amazônica de maneira selvagem em diferentes árvores. As folhas são usadas na medicina tradicional brasileira para dor, inflamação e asma. Neste estudo investigaram-se os efeitos do óleo essencial de P.serpens (OEPs) em roedores através de testes para dor e inflamação. A atividade antinociceptiva foi avaliada usando-se modelos nociceptivos químicos (ácido acético e formalina) e térmicos (placa quente) em camundongos, enquanto a atividade antiinflamatória foi avaliada por testes de edema de pata induzidos por carragenina (Cg) e dextrana em ratos, edema de orelha induzido por óleo de cróton, bem como migração celular, rolamento, e adesão induzida por Cg em camundongos. Além disso, a análise fitoquímica do OEPs foi realizada. A composição química do OEPs foi analisada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa. 25 constituintes, representando 89,51% do total do óleo, foram identificados. (E)-Nerolidol (38.0%), ledol (27.1%), α-humulene (11.5%), (E)-caryophyllene (4.0%) and α-eudesmol (2.7%) foram encontrados como principais constituintes. O pré-tratamento oral com o OEPs (62,5- 500mg/kg) reduziu de maneira significante o número de contorções, com um valor de DE50 de 188,8mg/kg que foi ulitizado em todos os testes. Não houve efeito no teste da placa quente mas reduziu o tempo de lambida em ambas as fases do teste de formalina, efeito que não foi significativamente alterado pela naloxona (0,4 mg/kg). OEPs impediu o desenvolvimento do edema induzido por Cg e dextrana em ratos. Em camundongos, o OEPs inibiu o edema induzido por óleo de cróton bem como a migração de leucócitos e neutrófilos, e rolamento e adesão. Estes resultados sugerem que o OEPs possui atividade antinociceptiva periférica sem interação com receptores opióides e atividade antiinflamatória em diferentes modelos de inflamação aguda.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudos farmacognósticos, fitoquímicos e biológicos de Annona glabra L. (Annonaceae)(Universidade Federal do Pará, 2016-05-12) BRÍGIDO, Heliton Patrick Cordovil; MARINHO, Moacir do Rosario Marinho; http://lattes.cnpq.br/2511998363000599; DOLABELA, Maria Fâni; http://lattes.cnpq.br/0458080121943649No presente trabalho, a Annona glabra foi submetida a estudos farmacognósticos, fitoquímicos e biológicos (atividade leishmanicida e antimicrobiana). Nos estudos farmacognósticos, utilizou-se os métodos descritos na Farmacopéia Brasileira V ed. (2010). O extrato etanólico (EE) foi obtido através de maceração descontínua do pó das cascas com etanol. Este foi submetido a fracionamento por partição líquido-líquido com hexano e metanol aquoso 10%, gerando-se as frações hexanica (FH) e metanólica (FM). A FM foi refracionada em coluna de Sephadex originando-se 46 frações, analisadas em CCD e reveladas com ácido Sulfúrico, Dragendorff e ultravioleta (360 nm) sendo reunidas em 5 grupos conforme o perfil cromatográfico. O Grupo 3 foi purificado em coluna cromatográfica em escala preparativa originando a amostra G3-1. O EE, FM, FH, Grupo 2 e G3-1 foram analisadas em CLAE-DAD. A amostra G3-1 foi submetida a análise em espectroscopia de massas e ressonância magnética nuclear (RMN). Na avaliação da atividade antimicrobiana utilizou-se os métodos da difusão em ágar (Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa) e de microdiluição (CIM). O EE e suas frações foram submetidos ao ensaio da atividade leishmanicida (Leishmania amazonensis). O pó foi classificado como pó grosso e de baixa densidade com teor de cinzas e umidade estando dentro dos parâmetros estabelecidos pela Farmacopéia Brasileira. Em CLAE-DAD, os principais picos do EE e suas frações apresentaram no espectro de UV absorbâncias com ʎ entre 240 nm a 280 nm e ʎ entre 300 nm a 400 nm sugestivos respectivamente da banda II (anel A) e banda I (anel B) de flavonóides. A estrutura química de G3-1 foi identificada como sendo o flavonóide Rutina. No teste de difusão em ágar observou-se a formação de halos do EE e FM somente nas placas de Staphylococcus aureus. No ensaio de microdiluição verificou-se que o EE e a FM apresentaram CIM>1000 μg/mL, sendo assim, consideradas inativas. No ensaio antileishmania, o EE apresentou CI50>200 μg/mL. A FM e FH também apresentaram CI50>200 μg/mL, no entanto, inibiram o crescimento das promastigotas respectivamente em 20% e 33,7%. As subtrações Grupo 2 e G3-1 apresentaram CI50>200 μg/mL, porém, na concentração de 200 μg/mL inibiram o crescimento parasitário em aproximadamente 45%. O EE, suas frações e subfrações foram inativas frente as amastigotas de L. amazonensis, no entanto, a FH nas concentrações de 250 e 125 μg/mL inibiu a infecção em 39,1% e 18,7%. Em síntese, o EE e suas frações mostraram-se inativas nos ensaios antimicrobiano e leishmanicida, porém o fracionamento contribuiu para o aumento da atividade sugerindo que substâncias ativas devam estar em baixos teores no extrato e suas frações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fitoterapia popular: uma abordagem sobre a etnotoxicologia das práticas fitoterápicas no distrito de Marudá – Marapanim/Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-11-25) OLIVEIRA, Nayana Véras Jardim de; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070Esta dissertação discute, especificamente, a proposta de uma nova abordagem, a Etnotoxicologia, para a captação e avaliação de dados relacionados aos efeitos indesejados atribuídos a utilização dos fitoterápicos e se propõe a ampliar o arcabouço teórico existente acerca de plantas medicinais, contribuir para a consolidação de uma práxis segura e embasar ações, no âmbito das políticas públicas de atenção à saúde, no que se refere a utilização de plantas como recurso terapêutico no contexto regional amazônico, promovendo assim o desenvolvimento da fitoterapia segura não apenas na área de estudo, Marudá (Marapanim – Pará), mas também para outras comunidades que desenvolvem atividades semelhantes. Neste trabalho a proposta norteadora aponta uma análise real, por uma vertente relativamente nova, que pauta a coleta de dados na percepção dos praticantes da fitoterapia, levando em consideração a realidade na qual o indivíduo está inserido. Os objetivos específicos foram: levantar dados etnotoxicológicos relacionados a pratica da fitoterapia, sistematizar as informações relacionadas as plantas medicinais mencionadas pelos grupos de entrevistados, traçar o perfil de segurança para a fitoterapia praticada em Marudá a partir da Etnotoxicologia e elaborar um VadeMecum das referidas plantas medicinais, em articulação, produções acadêmicas anteriores. As informações foram coletadas a partir de entrevistas de campo realizadas com um grupo de dez pessoas distribuídas em três grupos: enfermeiros com atuação local, erveiras do Grupo Erva Vida e usuários locais e turistas. A dissertação desponta a percepção do grupo de entrevistados sobre os riscos associados a pratica indiscriminada da fitoterapia, e de acordo com os depoimentos é possível afirmar dentre as três categorias de fitoterápicos elencadas: remédios comercializados em farmácias tradicionais, remédios comercializados no Espaço Erva Vida e plantas in natura, que apenas as plantas, e preparados associados a elas, apresentaram relatos de efeitos indesejados.Tese Acesso aberto (Open Access) Triagem de cinco espécies de plantas medicinais usadas na Amazônia através da análise de secreção de histamina(Universidade Federal do Pará, 2013-12-20) OLIVEIRA, Déborah Mara Costa de; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265A Organização Mundial de Saúde recomenda o estudo e o uso de plantas medicinais regionais, como fonte de recursos para diminuir os custos dos programas de saúde pública e ampliar o número de beneficiários, sobretudo em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Na Amazônia, a prática da fitoterapia já é parte integral da cultura tradicional, mas em muitas ocasiões existe uma profunda carência de conhecimento científico sobre o efeito dessas plantas. Portanto se torna essencial o estudo com base científica que justifique ou não a indicação dessas plantas para o tratamento ou prevenção doenças. Nesse contexto, as doenças alérgicas são a segunda maior complicação que afeta significativamente a qualidade de vida da população. Nas alergias, os mastócitos são células efetoras chaves participando através da liberação de diversos mediadores pró-inflamatórios, entre eles a histamina. A estabilização de mastócitos e, portanto a inibição da liberação de histamina seria um fator primordial na prevenção e/ou controle das alergias. Assim o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial antialérgico de 5 espécies oriundas ou adaptadas na Amazônia Connarus perrottetii var. angustifolius (Radlk) (barbatimão do pará), Fridericia chica (Bonpl.) L.G. Lohmann (pariri), Luehea speciosa Willd (açoita cavalo), Morinda citrifolia Linn (noni) e Mansoa alliacea (Lam.) A.H. Gentry (cipó d´alho) através da análise de secreção de histamina. Foi realizada a prospecção fitoquímica de extratos brutos etanólicos a 70% de cada espécie de planta (fruto, folhas e/ou casca) e avaliada a liberação de histamina de mastócitos peritoneais de rato incubados in vitro com diferentes concentrações dos extratos e/ou com agentes secretores (composto 48/80 e ionóforo A23187). O presente trabalho monstra pela primeira vez a ação inibitória dessas cinco plantas medicinais sobre a liberação de histamina. Dentre essas 5 plantas, o extrato que demonstrou um efeito mais potente foi o da casca da Connarus perrottetii var. angustifolius (Radlk). Um estudo mais aprofundado desse extrato revelou uma baixa toxicidade aguda e a ausência de genotoxicidade, o que apoiaria seu uso como planta medicinal. As frações aquosa, hexânica e de acetato de etila desse extrato também apresentaram potente efeito inibitório sobre a liberação induzida de histamina. A análise fitoquímica por cromatografia de camada delgada revelou a presença de taninos condensados, catequinas e flavonoides que poderiam ser os responsáveis por esses potentes efeitos Mediante os resultados obtidos, novas bases científicas são formadas para elucidação das informações etnofarmacológicas de plantas tradicionalmente utilizadas na região amazônica. Assim, a possibilidade de investigar alternativas terapêuticas com estes extratos, contra as afeções alérgicas ou condições em que a secreção de mastócitos seja relevante, pode favorecer sobretudo a populações de baixa renda e que habitam áreas com acesso restrito aos centros de saúde, como muitas vezes ocorre na Amazônia, mas que por outro lado tem acesso direto às plantas medicinais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso de plantas medicinais no município de Benevides/Pará: elaboração do memento fitoterápico e construção da política municipal de plantas medicinais e fitoterápicos(Universidade Federal do Pará, 2011-03-25) SOUZA, Antonio Jorge Ataide; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070O uso de plantas medicinais no Munic ípio de Benevides: Elaboração do Memento Fitoterápico e Introdução da Política de Plantas Medicinais no Município de Benevides é um trabalho, desenvolvido com o objetivo de levantar as espécies vegetais utilizadas por usuários do SUS e profissionais de saú de, integrados na Estratégia Saúde da Família do município de Benevides, com vistas à elaboração do Memento Fitoterápico do município, como primeiro passo para a institucionalização da Política Municipal de Plantas Medicinais. Para o levantamento dos dados, utilizou-se a tecnologia social Etnofarmácia, desenvolvida e aplicada em parceria com a comunidade, envolvendo a aplicação do formulário etnofarmacêutico aos usuários do SUS e profissionais de saúde, o que permitiu uma análise quanti - qualitativa dos dados. Os resultados indicaram que a utilização de plantas medicinais pela população entrevistada é uma prática intensa e se deve, em parte, à dificuldade que os usuários do sistema têm em acessar os medicamentos sintéticos prescritos nas Unidades Saúde da Família (USF) do município e ao baixo padrão de renda das famílias entrevistadas. Quanto aos profissionais de saúde, os resultados indicam sensibilidade dos mesmos ao tema e disposição para prescrição, desde que se tenha disponível capacitação, protocolo clín ico e plantas medicinais nas USF. Para compor o Memento Fitoterapêutico, foram selecionadas as espécies: Chenopodium ambrosioides, Linn. (mastruz); Eleutherine plicata, Herb (marupazinho); Mentha pulegium, Linn. (hortelãzinho); Coleus amboinicus, Lour. (boldo) e Arrabidaea chica, Velrt. (parirí), segundo os critérios de frequência de citação, perfil epidemiológico do município, interesse do Ministério da Saúde e manejo da espécie.
