Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM::ENFERMAGEM OBSTETRICA"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Bacterial vaginosis in pregnant adolescents: proinflammatory cytokine and bacterial sialidase profile: cross-sectional study(Universidade Federal do Pará, 2015-12) FERREIRA, Carolina Sanitá Tafner; MARCONI, Camila; PARADA, Cristina Maria Garcia de Lima; DUARTE, Marli Teresinha Cassamassimo; GONÇALVES, Ana Paula Oliveira; RUDGE, Marilza Vieira Cunha; SILVA, Márcia Guimarães daA vaginose bacteriana é uma condição, comum em gestantes, que aumenta a susceptibilidade a infecções sexualmente transmissíveis (IST). Considerando que adolescentes são desproporcionalmente afetadas por IST, o objetivo deste estudo foi avaliar os níveis cervicovaginais de interleucina (IL)-1 beta, IL-6, IL-8 e sialidases bacterianas em gestantes adolescentes com vaginose bacteriana. DESENHO DO ESTUDO E LOCAL: Estudo transversal em Unidade de Referência Materno Infantil (UREMIA), Belém, Pará, Brasil. MÉTODOS: Amostras vaginais das 168 gestantes adolescentes incluídas foram testadas para tricomoníase e candidíase e a microbiota vaginal foi classificada em normal, intermediária e vaginose bacteriana, segundo os critérios de Nugent (1991). Infecções cervicais por Chlamydia trachomatis eNeisseria gonorrhoeae também foram avaliadas. Os níveis de citocinas e sialidades foram quantificados, respectivamente, por método imunoenzimático e pela conversão do MUAN nos lavados cervicovaginais. Foram excluídas 48 (28,6%) adolescentes positivas para alguma das infecções investigadas. As 120 gestantes remanescentes foram agrupadas de acordo com o padrão de flora vaginal em: normal (n = 68) e vaginose bacteriana (n = 52). Níveis de citocinas e sialidases foram comparados pelo teste de Mann-Whitney, P < 0,05. RESULTADOS: As gestantes adolescentes com vaginose bacteriana entre os grupos apresentaram níveis aumentados de IL-1 beta, IL-6 and IL-8 (P < 0,05). Sialidases foram exclusivamente detectadas em 35 (67,2%) adolescentes com vaginose bacteriana. CONCLUSÕES: Não apenas a IL-1 beta e as sialidases estão aumentadas em gestantes adolescentes com vaginose bacteriana, mas também IL-6 e IL-8, indicando resposta inflamatória mais pronunciada dessa alteração de microbiota nesta população, potencializando a vulnerabilidade à aquisição de IST.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Conhecimento de enfermeiros da atenção primária à saúde sobre síndromes hipertensivas específicas da gestação(Universidade Federal do Pará, 2020-08-27) SIQUEIRA, Lorena Saavedra; TAVARES, Roseneide dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2302813977671086; https://orcid.org/0000-0003-4556-2683A Síndrome Hipertensiva Específica da Gestação (SHEG) é caracterizada por manifestações clínicas como hipertensão e proteinúria, sintomatologia que se manifesta a partir da 20ª semana de gestação, é considerada a primeira causa de morte materna no Brasil. Nesse contexto, através da inclusão de procedimentos preventivos e curativos e da promoção da saúde, o pré-natal pode ser considerado um fator de proteção para a saúde da gestante. O enfermeiro é o profissional da área da saúde mais habilitado para identificar, e realizar o primeiro atendimento e o encaminhamento para o pré-natal de gestantes de alto risco caso haja necessidade. A assistência de enfermagem praticada pelo enfermeiro é permeada por diversos conhecimentos e competências que tem forte influência no cuidado durante o ciclo gravídico puerperal. É fundamental conhecer e entender a gestação e suas complicações para medidas sejam tomadas em tempo oportuno visando proteger a saúde da mãe e do feto. Deste modo, objetivou-se desvelar o conhecimento de enfermeiros que atendem pré-natal em unidades básicas de saúde sobre as Síndromes Hipertensivas Específicas da Gestação no município de Belém, estado do Pará. Realizou-se uma pesquisa de campo com uma abordagem qualitativa descritiva nos oito Distritos Administrativos de Belém, participaram quinze enfermeiros que atendem pré-natal na atenção primária à saúde, a coleta foi feita através de uma entrevista que foi gravada, a análise de dados foi realizada através da Análise do Conteúdo de Bardin, e para auxiliar no processamento foi empregado como ferramenta o software IRAMUTEQ que traz rigor estatístico às pesquisas qualitativas realizadas de acordo com o método de Reinert, que utiliza a Classificação Hierárquica Descendente. Nos resultados emergiram quatro categorias e três subcategorias. Categoria 1 “Principais aspectos sobre a SHEG” com subcategorias 1 e 2, respectivamente, “ Conhecimentos dos enfermeiros do pré-natal sobre a SHEG e suas manifestações clínicas”, “Medidas preventivas para redução das complicações desencadeadas pela SHEG durante pré-natal na atenção primária”, categoria 2 “ Acompanhamento pré-natal na atenção primária de gestantes com SHEG”, com subcategoria 1 “Fatores associados ao encaminhamento de gestantes com SHEG para Urgências e Emergências Obstétricas”, Categoria 3 “Assistência do enfermeiro frente à gestante com diagnóstico de SHEG” e Categoria 4 “Conhecimento dos enfermeiros sobre fatores nutricionais na gestação e a relação com a SHEG “. Os enfermeiros que atuam no pré-natal possuem conhecimento sobre a SHEG, todavia apresentam dificuldades em sua classificação, descrevendo a patologia de maneira mais genérica. Além disso, alguns sinais clínicos como edema são descritos como critério de diagnóstico, apesar da literatura demonstrar o oposto. Outro fator relevante diz respeito a prevenção da SHEG, onde os enfermeiros descrevem os hábitos saudáveis como fatores protetores, que segundo a evidências apenas previnem complicações que esta patologia causa, além disso, dentro do manejo, foi descrita uma forte tendência ao encaminhamento para o pré-natal de alto risco e urgências obstétricas, todavia não há uma referencia ao retorno desta mulher a sua unidade de origem para compartilhamento do pré-natal como orientam os protocolos de saúde da mulher. Concluímos que a maioria dos participantes estava há muito tempo sem capacitações sobre o pré-natal o que pode ter relação com a desatualização sobre mudanças nos protocolos e condutas inadequadas. Através da investigação entendemos a necessidade de aprimoramento profissional dos enfermeiros sobre a SHEG, e que a criação e utilização de protocolos de cuidados pautados nas evidências científicas mais atuais sendo abordados na prática clínica do enfermeiro são de extrema importância para nortear o processo de tomada de decisão e garantir a prestação de uma assistência de qualidade e segura. Neste contexto, podemos dizer que os enfermeiros possuem conhecimento sobre a SHEG, todavia existem muitas lacunas ainda no que se refere a classificação adequada da patologia, o manejo clínico dentro da atenção primária demonstra diferença nos procedimentos adotados apesar da existência de protocolos nacionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Covid-19 em parturiente e seus neonatos: estudo de caso controle em uma maternidade de referência na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2022-10-25) BARROS, Sirley Costa de; PARENTE, Andressa Tavares; http://lattes.cnpq.br/2584253687792237; https://orcid.org/0000-0001-9364-4574; ARAÚJO, Eliete da Cunha; http://lattes.cnpq.br/5906453187927460A pandemia da Covid-19 e sua rápida disseminação global teve grandes repercussões na área da saúde, devido ao seu alto potencial de transmissibilidade. As gestantes em qualquer idade gestacional e mulheres no período puerperal pertencem ao grupo de risco. Objetivo: Conhecer a evolução clínica da Covid-19 na parturiente e seus neonatos. Metodologia: Realizou-se um estudo epidemiológico observacional, retrospectivo do tipo caso controle, que comparou 48 parturientes com Covid-19 e seus respectivos neonatos (grupo caso) e 98 parturientes saudáveis seus respectivos neonatos(controle), internados na Santa Casa de Misericórdia do Pará. Foram incluídos prontuários de parturientes diagnosticadas com Covid-19, no período do estudo, e parturientes sem Covid-19, ambas de qualquer idade, de todos os tipos de parto, com ou sem alterações ao exame físico, internadas no hospital no período de abril de 2020 a junho de 2021, no total de 292 participantes (parturientes e neonatos). Os dados foram coletados em prontuários, nos meses de agosto de 2021 a maio de 2022, e analisados pelo programa Bioestat 5.3. Foi considerado estatisticamente significativo p<0.05. Resultados: a média de idade entre as parturientes do grupo caso (n=48) e a do grupo controle (n=98) foram 27.7 e 28.5 anos, respectivamente. A estatística analítica e cálculo do Odds Ration (OR) foram estatisticamente significantes e maiores em parturientes com Covid19 para as seguintes variáveis, respectivamente: parto cesárea (p < 0.0001/ OR= 6.1), trabalho de parto prematuro (p < 0.0001/ OR= 20.2), tempo de internação superior a 48 horas (p < 0.0001/ OR= 3.6), temperatura corporal alterada (p= 0.0038/ OR=7.5) e frequência respiratória alterada (p < 0.0001/ OR= 9.6) foram estatisticamente significantes e maiores parturientes com Covid-19 em comparação às parturientes do grupo controle. As repercussões sobre os recém-nascidos de mãe com Covid-19 estatisticamente significantes foram: menor percentual de aleitamento materno (p < 0.0001/ OR= 33.7), tempo de internação superior a 48 horas (p < 0.0015/ OR= 3.9) e encaminhamento a unidade neonatal (p < 0.0015/ OR= 24,3). O desfecho óbito (fetal+neonatal) tiveram 5 (10,4%) ocorrências no grupo caso. Conclusão: a evolução clínica e os desfechos diferenciam-se entre parturientes positivas para Covid-19 e parturientes saudáveis, com repercussões importantes sobre os recém-nascidos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Parto domiciliar planejado no contexto amazônico: escolha e direito das mulheres(Universidade Federal do Pará, 2022-07-01) REIS, Laena Costa dos; RODRIGUES, Diego Pereira; http://lattes.cnpq.br/8470989067617455; https://orcid.org/0000-0001-8383-7663Trata-se de estudo sob a ótica da escolha e do direito das mulheres sobre o parto domiciliar planejado, considerando que essa opção vem ganhando espaço no cenário nacional e internacional, enquanto alternativa ao modelo obstétrico vigente, hegemonicamente tecnocrático, mostrando o direito quanto à escolha da forma e do local do parto. Objetivo geral: compreender os fatores para a escolha das mulheres pelo parto domiciliar planejado na região metropolitana do estado do Pará; objetivos específicos: identificar como ocorre o processo de escolha das mulheres para o parto domiciliar planejado; analisar as informações que as mulheres obtêm para subsidiar a escolha pelo parto domiciliar planejado; desvelar como o cuidado da enfermagem obstétrica propicia a garantia para escolha pelo parto domiciliar planejado. Estudo descritivo, exploratório, na modalidade do tipo estudo de caso, sob abordagem qualitativa, em que as participantes do estudo foram 20 mulheres que tiveram parto domiciliar planejado, na região metropolitana do estado do Pará, com a equipe de enfermagem obstétrica Naiá Parto Domiciliar. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo, em que emergiram três categorias, respectivamente: 1) Apoio às mulheres para escolha pelo parto domiciliar planejado, caracterizada pela importância da rede de apoio feminina nessa escolha; 2) Empoderamento da mulher como fator para escolha pelo parto domiciliar planejado, com destaque para informação que garante o domínio da decisão e autonomia no cenário de parto; 3) Obstáculos para garantia de escolha do parto domiciliar planejado, demostrando que escassez de equipes especializadas, fatores financeiros, carência de apoio social e familiar e dificuldade de acesso do SUS desvelam-se como principais obstáculos enfrentados no processo de escolha pelo parto domiciliar planejado. Assim, compreender que a escolha das mulheres pelo parto domiciliar planejado na região metropolitana do estado do Pará acontece na busca pela valorização e validação da força feminina, possibilidade subsidiada pela atuação das profissionais da equipe de enfermeiras obstétricas, ao apoiarem e fundamentaram as mulheres frente ao direito a elas concedido. Portanto, discorrer sobre parto domiciliar planejado é debater sobre saúde pública, temática necessária para o desenvolvimento de mais pesquisas para preenchimento de lacunas sobre o tema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepção dos preceptores da residência em enfermagem obstétrica sobre o processo ensino aprendizagem à luz da teoria de Edgar Morin(Universidade Federal do Pará, 2022-08-19) AMARAL, Elannira Sozinho; CARNEIRO, Márcia Simão; http://lattes.cnpq.br/3702559186954581; https://orcid.org/0000-0001-7732-1310O objeto deste estudo é a percepção dos preceptores da residência em enfermagem obstétrica sobre o processo ensino aprendizagem à luz da teoria de Edgar Morin. A residência é um curso de pós-graduação lato sensu em que o ensino se efetiva na formação prática nos serviços de saúde. O preceptor é o profissional atuante nos serviços de saúde que se responsabiliza pela formação prática do residente. Questão norteadora: Qual a percepção dos preceptores da residência em enfermagem obstétrica sobre o processo ensino aprendizagem? Objetivo geral: Analisar a percepção dos preceptores da residência em enfermagem obstétrica sobre o processo ensino aprendizagem a luz da teoria de Edgar Morin. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa. A pesquisa tem como cenário o Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Universidade Federal do Pará. Os participantes do estudo foram 16 preceptores. Critérios de inclusão: Ser especialista em Enfermagem Obstétrica; ter experiência de dois anos na área obstétrica; atuar como preceptor por no mínimo dois anos. Critérios de exclusão: Preceptores ausentes por motivo de férias ou licença. A coleta dos dados ocorreu por meio de uma entrevista semiestruturada no período de maio de 2022. As entrevistas foram gravadas em áudio através de aparelho eletrônico (celular) com duração em média de 14 minutos, posteriormente foram transcritas na íntegra, analisadas e interpretadas utilizando-se da técnica metodológica de análise de conteúdo, proposta por Bardin (2016), para auxiliar no tratamento dos resultados foi utilizado o software IRAMUTEQ. Utilizou-se como referencial teórico o Edgar Morin. Resultados: Perfil sociodemográfico: a média da idade foi de 44 anos; 87,5% (14) eram do sexo feminino; 37,5% (06) declararam-se solteiros; 50% (08) casados e 12,5% (02) em união estável. Todos graduaram em universidades públicas; 68,8 (11) fizeram pós-graduação lato sensu com carga horária de 360 h e 31,2% (05) na modalidade residência; 12,5% (02) possuíam mestrado. Utilizou-se três análises geradas pelo IRAMUTEQ. Para análise usou-se as técnicas nuvem de palavras e a análise de similitude e Classificação Hierárquica Descendente (CHD). Observa-se 6 classes separadas em 4 categorias, intituladas Processo ensino aprendizagem; Desafios para efetivação do processo ensino aprendizagem; O ensino voltado para o cuidado integral; A importância da residência para efetivação do processo ensino aprendizagem. Conclusão: O estudo revelou a importância do preceptor para o processo ensino aprendizagem na modalidade residência. Evidenciou-se que o ensino é voltado para técnicas, procedimentos baseados em protocolos institucionais. Como desafios destacou-se a ausência de um planejamento pedagógico; distanciamento da universidade e a instituição hospitalar; falta preparo pedagógico dos preceptores bem como incentivos para exercer a preceptoria; a existência de disputa pelo cenário de ensino e acúmulo de tarefas que comprometem o ensino eficiente para os residentes. Destaca-se a necessidade de um ensino voltado para o pensamento complexo de Morin que articula, o ensino que vise o multidimensional, transdisplinar que favoreça a autocrítica e a reflexão com objetivo de modificar realidades.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os significados entre residentes de enfermagem obstétrica sobre o processo de ensino-aprendizagem no campo de prática assistencial(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) MOURA, Letícia Diogo de Oliveira; PEREIRA, Audrey Vidal; http://lattes.cnpq.br/2510148795147954; https://orcid.org/0000-0002-6570-9016; RODRIGUES, Diego Pereira; http://lattes.cnpq.br/8470989067617455; https://orcid.org/0000-0001-8383-7663O processo de ensino-aprendizagem em enfermagem obstétrica busca contemplar recomendações técnicas que contribuam de forma significativa para a transformação do cenário da assistência. A compreensão da importância do processo de ensino-aprendizagem na qualificação de novos profissionais é parte da transformação deste cenário. Objeto de estudo: os significados entre os residentes sobre o processo de ensino-aprendizagem nos cenários de prática do programa de Residência de Enfermagem Obstétrica. Questão norteadora: Quais os significados entre os residentes sobre o processo de ensino-aprendizagem exercido no cenário de prática de enfermagem obstétrica? Objetivo geral: analisar os significados entre os residentes sobre o processo de ensino-aprendizagem no cenário de prática da residência em enfermagem obstétrica. Objetivos específicos: descrever o processo de ensino-aprendizagem vivenciado com os residentes de enfermagem obstétrica; discutir os possíveis obstáculos no cenário de prática que impactam no processo de ensino-aprendizagem. Metodologia: estudo de abordagem qualitativa do tipo estudo de caso. A pesquisa foi realizada no programa de residência de enfermagem obstétrica do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará. Os participantes da pesquisa foram vinte e dois residentes do 1º e 2º ano do programa, que obedeceu ao recrutamento intencional e aplicação dos seguintes critérios de inclusão: estar regularmente matriculados como residentes; ter passado pelo menos 1 mês no nível de UBS, hospitalar e da gestão. Como critérios de exclusão foi estabelecido: residentes de licença maternidade ou por doença; residentes que desistiram do programa. A coleta de dados foi por meio de quatro grupos focais com ambas as turmas, tendo três grupos com seis residentes e um grupo com 4 residentes, obtendo duas recusas de participação. Os grupos obtiveram dois encontros presenciais e média de 120 minutos. Ainda foi utilizado o mapa conceitual sobre pontos positivos e negativos da residência. Foi utilizada a gravação de áudio cuja transcrição foi realizada na íntegra. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética de Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará, conforme o nº 5.443.574/2022. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo na modalidade temática com apoio na organização do software ATLAS.ti 22.7, com a realização dos seguintes códigos: Preceptoria; o residente R2; acolhimento da residência; o curso da residência em enfermagem obstétrica. Os resultados mostraram que o processo de ensino-aprendizagem pode ser um elo facilitador e integrador com a preceptoria, sendo muitos referenciais profissionais com foco de formação de novos enfermeiros obstétricos de qualidade. Além disso, este trabalho evidenciou a necessidade de repensar processo de trabalho nos cenários de prática, com as instituições parceiras e do trabalho do enfermeiro-preceptor, com o trabalho inter-profissional de agregação de novos conhecimentos e oportunidades de trocas para essa construção, tanto de preceptores, residentes quanto de distintos profissionais no campo de trabalho. Mostrou, também, a ampliação de investimento na preceptoria como alicerce para garantir uma melhor formação. Conclui-se que este estudo atingiu os seus objetivos iniciais, dando elucidação aos significados dos residentes em enfermagem obstétrica sobre o processo de ensino aprendizagem e forneceu subsídios para que futuras mudanças sejam pensadas e realizadas na formação de novos profissionais obstetras.
