Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO::ANALISE NUTRICIONAL DE POPULACAO"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação antropométrica e a concentração plasmática de dapsona em pacientes com hanseníase na cidade de Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2011-08-31) MOURA, Fernanda Maria Lima; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098A hanseníase é um grave problema de saúde publica no Estado do Pará, com altas taxas de incidência e prevalência. O presente estudo objetivou avaliar o estado nutricional de pacientes portadores de hanseníase multibacilar relacionando-os as concentrações plasmáticas de dapsona. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal realizado com 29 indivíduos de ambos os sexos com hanseníase do tipo multibacilar atendidos no Ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará. Foram avaliados indicadores sociodemográficos, antropométricos, concentração plasmática da dapsona e uso de prednisona. Avaliou-se o estado nutricional pelo índice de massa corporal e percentual de gordura corpórea. A determinação plasmática da dapsona foi realizada através da cromatografia liquida de alta eficiência. Os demais dados foram obtidos por meio de um formulário de entrevista, semi-estruturado respondidos pelos pacientes. Os resultados apontaram que a maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade média de 41,73 (±13,14) anos e residência no município de Belém (58,6%). Viviam em situação social desfavorável, com renda familiar de até um salário mínimo (65,6%) e baixa escolaridade, até o ensino fundamental (51,7%). O estado nutricional, segundo o índice de massa corporal, indicou que 48,3% dos pacientes eram eutróficos, entretanto 51,6% apresentavam excesso de peso, destes 13,8% eram obesos. Em relação ao percentual de gordura corporal, 48,3% eram obesos. Observou-se que 37,9% dos pacientes já apresentaram reação hansênica, com predominância da reação tipo 1 (RR) e 34,5% utilizavam prednisona. Dos pacientes em uso de prednisona, 60,0% estavam com excesso de peso e 50,0% com obesidade, segundo o índice de massa corporal e percentual de gordura corporal, respectivamente, entretanto sem significância estatística (p>0,05), quando comparado com os que não usavam. A concentração plasmática média de dapsona nos pacientes foi de 0,56 μg/mL. Em relação ao índice de massa corporal, verificou-se que a medida que aumentava o peso do paciente reduzia a concentração plasmática de dapsona, pacientes eutróficos, pré-obesos e obesos apresentaram concentrações plasmáticas de 0,56 μg/mL, 0,54 μg/mL e 0,44 μg/mL, respectivamente. Considerado o percentual de gordura corporal, observou-se que a concentração plasmática média de dapsona foi de 0,54 μg/mL em eutróficos e obesos. Não foi observada diferença estatística significativa entre concentração plasmática de dapsona e estado nutricional (p>0,05). Conclusão: O estado nutricional não interferiu na concentração plasmática da dapsona, independente do parâmetro nutricional utilizado, índice de massa corporal ou percentual de gordura corpórea. Assim como o uso de prednisona não foi relacionado ao ganho de peso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estado nutricional de populações expostas ao mercúrio: estudo observacional de coorte nas regiões do rio Tapajós e Tucuruí(Universidade Federal do Pará, 2017-06-19) MACHADO, Camila Lorena Rodrigues; LÓPEZ, Maria Elena Crespo; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265As comunidades ribeirinhas da Amazônia são populações vulneráveis expostas a fatores que dificilmente são encontrados nas populações do resto do país (desde a biodisponibilidade da riqueza natural Amazônica até o isolamento geográfico). Entretanto, pouco se sabe sobre as características antropométricas e hábitos alimentares dessas comunidades. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo do estado nutricional e do consumo alimentar de comunidades ribeirinhas das regiões do rio Tapajós e Tucuruí através da análise de parâmetros antropométricos (Índice de massa corpórea, circunferência da cintura, razão cintura-quadril e circunferência do pescoço), bem como análise do perfil alimentar. Foram incluídos neste estudo 234 indivíduos adultos (143 do Tapajós e 91 de Tucuruí). Os resultados mostraram que 77% e 65% da população do Tapajós e de Tucuruí, respectivamente, apresentam 2 ou mais parâmetros antropométricos alterados, mostrando a predominância de pré-obesidade e obesidade nestas populações. As mulheres apresentaram riscos maiores de desenvolver doenças relacionadas à obesidade. Nos hábitos alimentares, tiveram destaque o consumo de frutas tanto na região do Tapajós (87,3%) como na região de Tucuruí (89%), bem como o consumo de peixes (Tapajós 97,9% e Tucuruí 95,6%) e farinha (Tapajós 86,6% e Tucuruí 86,8%). Verificamos também que as populações apresentam hábitos alimentares saudáveis, porém, consomem determinados alimentos que estariam influenciando no estado nutricional atual, assim como o modo de preparo. É de extrema importância estudos que envolvam as populações ribeirinhas, visto que estudos que incluem essas populações são escassos, sendo necessárias medidas educativas e de saúde pública para conscientizar a melhora dos hábitos alimentares e a importância da prática de atividade física para evitar os problemas relacionados à saúde.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estado nutricional na malária: influência nos aspectos clínicos e laboratoriais de pacientes naturalmente infectados por Plasmodium vivax(Universidade Federal do Pará, 2015-11-10) MONTE, Carlos Rodrigo Souza do; VENTURA, Ana Maria Revorêdo da Silva; http://lattes.cnpq.br/0682511755329264; LIBONATI, Rosana Maria Feio; http://lattes.cnpq.br/3818175484709618A malária é considerada pela Organização Mundial de Saúde um problema global de saúde pública. No Brasil, a maioria dos casos ocorre por P. vivax. Esse estudo objetivou avaliar a influência da obesidade nos marcadores inflamatórios, bioquímicos, hematológicos, parasitológicos e manifestações sintomatológicas em pacientes com malária vivax. Participaram 78 pacientes (37 eutróficos, 25 sobrepeso e 14 obesos) com diagnóstico de malária por P. vivax de população residente de área hiperendêmica no Estado do Pará. O estado nutricional não apresentou influência na carga parasitária nesta população infectada por P. vivax, embora tenha sido observada tendência a parasitemia mais elevadas nos obesos. A frequência das manifestações clínicas, tais como calafrio, cefaleia, tríade malárica (febre, calafrio e cefaleia), mialgia, tosse e diarreia e o escore clínico, foram mais altos nos obesos em comparação aos eutróficos. Pacientes obesos apresentaram elevado nível de leucócitos totais, neutrófilos, monócitos, triglicérides, colesterol total, VLDL, AST e ALT em comparação aos eutróficos. Os níveis séricos das citocinas moduladoras da inflamação TNF-α e IL-10 não diferiram entre os grupos nutricionais, entretanto houve uma correlação negativa entre o TNF-α e a circunferência abdominal. O nível sérico de citocinas moduladoras da inflamação (TNF-α e IL-10) influenciaram a parasitemia, perfil hematológico, perfil bioquímico e o escore clínico de indivíduos naturalmente infectados por P. vivax. O estado nutricional influenciou a resposta imune na infecção pelo P. vivax, sendo um importante determinante de risco neste estudo. Embasado nessas considerações, outras pesquisas são necessárias para o melhor entendimento da doença nesse contexto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perda de sensibilidade ao contraste espacial de luminância em sujeitos com história clínica de hipovitaminose B1(Universidade Federal do Pará, 2012) LOBATO, Jaisane Santos Melo; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718A vitamina B1 atua diretamente no metabolismo energético, portanto sua deficiência leva a inúmeros prejuízos ao sistema nervoso, inclusive a na visão que é um sentido muito importante e fundamental na qualidade de vida dos seres humanos. Estudos têm mostrado que a estimativa da sensibilidade ao contraste de luminância espacial é um bom marcador biológico de avaliação da visão e do próprio sistema nervoso. O presente estudo objetivou comparar a sensibilidade ao contraste espacial de luminância de pacientes com histórico de hipovitaminose B1 com os sujeitos saudáveis residentes nos municípios de Imperatriz e João Lisboa do estado do Maranhão no período de 2006 à 2009. Trata-se de um estudo transversal, analítico, caso controle. Participaram deste estudo 18 pacientes com histórico de hipovitaminose B1, sendo 13 do sexo masculino e 5 do sexo feminino, com idade média de 33,77 ± 9,33 anos, dos quais foram avaliados 35 olhos. O grupo controle avaliado foi composto por 80 olhos de 40 pessoas saudáveis de ambos os sexos com idade média 33,25 ± 9,3 anos, os quais têm estilo de vida semelhante aos sujeitos com história clínica de hipovitaminose B1. Para avaliação da sensibilidade ao contraste dos sujeitos em estudo foi utilizado um monitor de tubo de raios catódicos de 21” cuja tela do mesmo apresentava as dimensões de 6,0x5,0 graus de ângulo visual. Foi ainda realizada avaliação nutricional de todos os sujeitos envolvidos na pesquisa, além dos testes de acuidade visual e fundo de olho. Houve diferença estatística entre os valores de sensibilidade ao contraste do grupo controle e do grupo dos sujeitos com histórico de hipovitamonise B1, principalmente nas frequências 4, 10, 15 e 20 cpg (ANOVA de duas via, α = 0,05, com teste post-hoc de Tukey). Quanto ao estado nutricional dos sujeitos que tiveram hipovitaminose B1, a maioria apresentou uma alteração no seu estado de eutrofia, principalmente no que se refere ao risco nutricional para o desenvolvimento de hipovitaminoses. Os dados obtidos indicam que existe uma relação importante de interferência do estado nutricional nas condições de saúde da função visual. Foi evidenciada ainda a relação entre queixas clínicas com a perda da acuidade visual e com a redução da sensibilidade ao contraste. Os principais achados indicam a necessidade de realizar ações que evitem que essa condição de hipovitaminose B1 venha a fazer mais vítimas, uma vez que pode levar a lesões neuronais irreversíveis.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perfil nutricional (antropométrico e bioquímico) de crianças atendidas no programa de fibrose cística a nível ambulatorial em um hospital universitário de Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2015-09-01) LOPES, Maura Fabíola de Lima; MOTA, Elenise da Silva; http://lattes.cnpq.br/4382324582378715; MIRANDA, Rozinéia de Nazaré Alberto; http://lattes.cnpq.br/2659930831433743A manutenção de um estado nutricional adequado é fundamental para um bom prognóstico na Fibrose Cística (FC). A subnutrição crônica com retardo no ganho de peso e no crescimento é um problema conhecido em pacientes com fibrose cística. O ganho de peso inadequado é causado por um balanço energético negativo resultante da doença respiratória crônica, má absorção de nutrientes e aumento metabólico. Dependendo da evolução e gravidade do estado nutricional, diversas propostas de intervenção são feitas. Hoje, a atenção à nutrição é considerada como prioridade na atenção ao paciente fibrocístico. Manter um estado nutricional adequado é um aspecto decisivo no tratamento de pacientes com FC. Um dos objetivos da avaliação nutricional é a detecção precoce daquelas crianças que se encontram em situação de risco nutricional. A evolução da dieta de uma criança pode prevenir a alteração de seu estado nutricional e bioquímica muito antes que se achem sinais clínicos evidentes de deficiência. Quatro tipos de intervenções nutricionais podem ser programados em pacientes com FC: mudanças comportamentais, terapia oral, nutrição enteral e nutrição parenteral. O presente trabalho tem como objetivo Descrever o perfil nutricional de crianças atendidas no programa de fibrose cística em um hospital universitário de Belém- PA. Realizou-se um estudo transversal retrospectivo, com crianças de ambos os gêneros e com idade de 1 a 10 anos, que apresentam diagnóstico confirmado de fibrose cística que foram inscritos no Programa de FC do HUJBB/UFPA. A coleta de dados ocorreu no período de quatro meses (setembro de 2014 a Dezembro de 2014). Esses dados coletados foram referentes ao período de: 2012 a 2013 de todos os prontuários de crianças pertencentes ao programa de FC. Para determinação do estado nutricional utilizou-se parâmetros antropométricos. As medidas antropométricas coletadas do prontuário foram o peso e a estatura, e a combinação dessas duas medidas foi expressa através dos indicadores e analisadas de acordo com a idade e com o sexo. Desse modo os indicadores do estado nutricional foram peso/idade (P/I), estatura/idade (E/I), que foram analisados com base nas tabelas das curvas da OMS (2006), para menores de 5 anos e curvas da OMS (2007), para crianças de 5 a 19 anos, além do escore- Z para ambos. OS indicadores bioquímicos foram: glicose, colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos, ferro sérico, TGO, TGP e pesquisa de gordura fecal. A amostra avaliada foi composta de 54 indivíduos com média de idade 76,67±26,44 meses. De acordo com os resultados observou-se uma distribuição de 67% de crianças do sexo masculino e que 51,88% dos pacientes apresentavam diagnóstico de eutrofia e estatura adequada, segundo peso/idade e estatura/idade, respectivamente. Porém, não foi estatisticamente significativo quando se comparou os dois índices antropométricos, de acordo com o qui-quadrado, isto é, não há dependência entre elas. Segundo naturalidade dos pacientes portadores de fibrose cística verificou-se que, a cidade de Belém, a capital tem o maior número de indivíduos com a doença, representando 70,37% do total. O uso de suplementação enteral de pacientes portadores de fibrose cística avaliados em hospital de referência verifica-se que, 92,59% dos pacientes fazem uso de suplementação; estatisticamente significativa (p-valor < 0,01). As variáveis bioquímicas não houve dependências significativas entre elas. Porém, os valores de glicose, TGO, TGP, colesterol total, HDL-c, LDL-c e triglicerídeos se mantiveram dentro dos padrões normais. Verifica-se que 96,30% dos pacientes apresentaram quadro de infecção, sendo que as respiratórias foram mais evidentes. Além disso, 77,78% fazem uso de reposição enzimática. Dentre os pacientes avaliados, 72,22% tiveram história de internação hospitalar e 11,11% apresentaram dificuldade de se alimentar. O teste de gordura fecal foi positivo para 57,40% dos casos, mas não foi estatisticamente significativo à caracterização da amostra segundo ferro sérico nota-se que, 75,92% apresentaram normalidade; enquanto que, 24,08% tiveram resultados abaixo dos padrões de referência, caracterizando uma depleção férrica; com dependência estatística 8 significativa entre a variável analisada (p valor <0,01). Observou-se que os pacientes encontram-se eutróficos e com exames bioquímicos dentro dos padrões de normalidades devido à adesão ao tratamento, ao uso de enzimas, a boa alimentação com adição de suplementação enteral quando necessária.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Segurança alimentar em comunidades quilombolas: estudo comparativo de Santo Antonio (Concórdia do Pará) e Cacau (Colares, Pará)(Universidade Federal do Pará, 2006-06-26) MENDES, Patrícia Miranda; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Nesta pesquisa apresentam-se as noções de segurança alimentar, soberania e a dinâmica de grupos quilombolas através da análise e discussão da dieta alimentar e suas transformações nas comunidades do Cacau e Santo Antônio a partir do estudo dos meios de aquisição, relações sociais e influência na saúde das populações. O sistema de alimentação das localidades passa por um processo de mudança ocasionado, sobretudo pelo esgotamento dos recursos da natureza associado ao crescimento populacional e à pressão externa sobre os territórios fazendo com que se demande por mais recursos financeiros para a sua aquisição, o que contribui de maneira negativa na dieta, além de ocasionar mudanças nos hábitos alimentares. O efeito da alimentação na dieta dos grupos sociais é demonstrado através de uma avaliação nutricional realizada entre os membros das famílias (adultos, adolescentes e crianças). Assim se faz uma comparação entre os resultados da pesquisa nas duas comunidades de maneira que se observem as diferenças e as singularidades em relação à segurança alimentar e nutricional.
