Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A produção de pequenos objetos de madeira: um estudo de caso: a empresa "Móveis Souza"(Universidade Federal do Pará, 2006-02) MONTEIRO, Shirley do Socorro Magalhães; ANTONAZ, Diana; http://lattes.cnpq.br/7547028254641362A pesquisa foi organizada em torno da produção de um pequeno objeto de madeira, procurando-se acompanhar sua biografia, desde o lugar de sua criação e fabricação a empresa Móveis Souza- , onde trabalham o proprietário e um dos filhos, ambos marceneiros, e a esposa do primeiro, na administração. A criação do objeto, vista como arte pelo proprietário, e o tipo de organização da pequena empresa revelam-se condições indispensáveis na produção do pequeno objeto. Mostra-se em que circunstâncias a empresa passa a utilizar sobras de madeira e como esta decisão implica no início de um processo de ambientalização da produção, que por sua vez se constitui em um dos elementos centrais de invenção do regional. A introdução do design no estado do Pará, media a invenção de um regional paraense e amazônico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O açaí como ícone de identidade social, econômica e cultural amazônica: um estudo de caso em Igarapé-Miri(Universidade Federal do Pará, 2023-12-21) SANTOS, Cristiano Moreno Valente dos; CORDEIRO, Yvens Eli Martins; http://lattes.cnpq.br/8271393778032215; TAVARES, Francinei Bentes; http://lattes.cnpq.br/2305847447719005O açaí, um fruto oriundo da palmeira Euterpe oleracea, é um alimento fundamental na dieta das populações da região amazônica. Com sua polpa de cor intensa e sabor marcante, este fruto não apenas nutre, mas também carrega consigo uma rica tradição cultural. Sua colheita e processamento envolvem técnicas transmitidas por gerações, fazendo do açaí um elemento de identidade e pertencimento para as comunidades locais. Com isso, esse estudo foca no papel central que o açaí desempenha na construção da identidade social, econômica e cultural na Amazônia, usando o município de Igarapé-Miri e a comunidade de Santo Antônio como casos específicos. A relevância do açaí na economia local, bem como suas conexões com práticas culturais e sociais, são exploradas para compreender suas contribuições para a identidade amazônica. A pesquisa combina abordagens qualitativas e quantitativas, incluindo análise de estudos existentes, análise de paisagem, aplicação de questionários, tipologias, entrevistas, observação participativa. Em Igarapé-miri, foram feitas observações e visitas ao complexo de feiras e o mercado público municipal Miguel Tourão Pantoja para entender a comercialização e relação local da população com o fruto do açaí. Na comunidade de Santo Antônio, foram realizadas diversas atividades de coleta e análise de dados, destacando-se a aplicação de questionários às famílias locais, observação e a categorização dos sistemas de produção em três tipos distintos, baseados nas principais fontes de renda e arranjos produtivos associados ao açaí. Assim, em Igarapé-Miri, o açaí não é apenas um produto para comercialização; ele é um pilar da identidade local, um elo que conecta as gerações e perpetua tradições. Na comunidade de Santo Antônio, observa-se que o açaí é intrínseco ao cotidiano e às práticas comunitárias, sendo o vetor principal de fonte de renda, coesão social e de transmissão de conhecimentos ancestrais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agarrada nos jogos de identidade quilombola: representatividade, conflitos e resistência no Arquipélago do Marajó(Universidade Federal do Pará, 2024-11-05) SANTOS, Paulo Henrique Santos dos; ZAMPARONI, Valdemir Donizette; http://lattes.cnpq.br/9786959916347562; CARDOSO, Denise Machado; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366Este trabalho aborda a agarrada, uma luta corporal presente dentro dos Jogos de Identidade Quilombola no arquipélago do Marajó, com foco nas comunidades de Salvaterra, Pará. O trabalho explora como essa prática, além da perspectiva lúdica e de competição, atua como um espaço de reafirmação identitária, resistência simbólica e política. A agarrada, presentemente ligada no cotidiano quilombola, é analisada sob diferentes óticas, desde seu valor simbólico até as tensões e disputas narrativas sobre ela. A pesquisa investiga também os conflitos fundiários e territoriais enfrentados pelas comunidades quilombolas, relacionando-os com a prática da Agarrada, que se torna um reflexo das lutas políticas e sociais em curso. A metodologia utilizada inclui entrevistas com lideranças quilombolas, observações participantes durante os jogos e análise documental, refletindo sobre a importância da agarrada não sobre o olhar desportivo, mas como um símbolo de resistência e mobilização comunitária. O estudo conclui que a luta quilombola transcende o campo da competição física, representando uma forma de resistência contra a exclusão e o apagamento da ancestralidade das comunidades quilombolas de Salvaterra.Tese Acesso aberto (Open Access) Agrobiodiversidade Tentehar na Aldeia Olho D’Água, Maranhão: trajetórias, saberes e práticas(Universidade Federal do Pará, 2023-09-08) FELIX, Neusani Oliveira Ives; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262; https://orcid.org/0000-0002-6155-0511Nesta pesquisa abordei o tema da agrobiodiversidade entre os Tentehar da Aldeia Olho D’Água, TI Bacurizinho, estado do Maranhão. A agrobiodiversidade, no contexto desse estudo, é compreendida como a parte da biodiversidade que agrega variedades agrícolas e recursos genéticos, processos socioculturais, saberes associados às plantas, aos animais manejados e caçados para fins alimentares. Os caminhos metodológicos inseriram a observação participante, o controle de impressões, a memória coletiva, as narrativas orais, as entrevistas semiestruturadas e abertas, com 13 mulheres e 11 homens, o questionário e o caderno de campo. Essas estratégias foram fundamentais para a construção de uma etnografia atenta e alinhavada com base nas dimensões científicas, sociais e políticas para uma condução exitosa da pesquisa partindo de uma relação dialógica entre a pesquisadora e os interlocutores. Os agricultores reconhecem ou cultivam um imenso e rico conjunto de etnovariedades de plantas alimentícias de todo tipo. Nos quintais, além dos cultivares, se mantém a criação de animais, como porco, bode, galinha, angolista, pato, peru, codorna. Das matas se obtêm as caças tão importantes para a cultura alimentar dos Tentehar, dentre os quais, tatu, peba, veado catingueiro, veado mateiro, caititu, cutia, quati mundé, jacu, juriti, lambu, etc. A relação entre as práticas agrícolas, de roças e de quintais, as caças vindas das matas, e o conjunto da agrobiodiversidade se insere no debate sobre a soberania e segurança alimentar e nutricional e confere traços de singularidades na cultura alimentar Tentehar. A agrobiodiversidade se constitui o fio que entrelaça as relações do agricultor com o manejo das roças, dos quintais e com as caças, remetendo ao sentido de trajetórias, identidade e autenticidade, em que relações interespécies, regras, interdições e proibições são estabelecidas. Como guardiões da agrobiodiversidade, os agricultores Tentehar resistem com seus roçados, cultivando, multiplicando e trocando sementes com parentes e vizinhos. Nos quintais realizam experimentações com animais e plantas, e produzem mudas de cultivares que circulam entre si, em um sistema de conservação de recursos genéticos, in situ/on farm. Na prática da caça estão presentes os saberes ancestrais, as táticas empregadas para a captura dos animais, as armas, as armadilhas, as situações de convívio interespécies permeadas pela ambivalência entre matar a caça para se alimentar e o medo da represália vinda dos piwáras. Portanto, os dados da pesquisa apontam que o lugar da agrobioversidade na vida Tentehar é o lugar da resiliência e resistência, que se relaciona fortemente com a reprodução material e simbólica das famílias, assim como guarda enorme significado na manutenção dos modos de vida Tentehar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise antropológica da socialização das crianças no contexto social das famílias no trajeto do lixo no Aurá(Universidade Federal do Pará, 2006) PONTE, Vanderlúcia da Silva; ANTONAZ, Diana; http://lattes.cnpq.br/7547028254641362Este é um estudo que aborda a socialização das crianças no contexto de vida no "lixão do Aurá", sob uma perspectiva antropológica. A partir da compreensão do significado e representação do lixo, assim como de sua forma de consumo se estabelece os elos explicativos que as famílias buscam empreender para socializar as crianças. A análise do material empírico parte de restituição das trajetórias de vida das famílias que impulsionados pela extrema pobreza migraram para o estado do Pará e chegaram ao lixão. Ao se reconstituir suas redes de parentesco, se percebe a reprodução de valores e percepções nas redes de sociabilidades que permitirão às famílias inserir as crianças as diversas situações de risco, violência e trabalho, para reprodução do grupo social e sobrevivência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial dos sítios monumentais do leste da Amazônia ocidental(Universidade Federal do Pará, 2014-08-19) BARBOSA, Antonia Damasceno; SCHAAN, Denise Pahl; http://lattes.cnpq.br/9087840228167206Esse trabalho teve por objetivo analisar os recintos geométricos localizados no leste do estado do Acre, utilizando ferramentas de geoprocessamento e considerando fatores ambientais e culturais que poderiam ter influenciado nas decisões de grupos sociais quanto ao local de construção e forma desses sítios arqueológicos. Foi utilizada a abordagem da arqueologia da paisagem e o geoprocessamento como ferramenta analítica. A partir do levantamento de dados de 419 recintos geométrico no Leste do Estado do Acre, a pesquisa investigou padrões culturais relativos à morfologia e configuração, localização e orientação dos sítios, utilizando métodos estatísticos e de análise espacial. Concluiu-se que técnicas construtivas padronizadas foram utilizadas na construção dos recintos e que sua localização levava em conta proximidade de fontes de água, tipos de solo e altitude. Além disso, características morfológicas estavam associadas à tamanho e localização. A pesquisa também descobriu que a maioria dos recintos foi construída de forma a marcar os solstícios de inverno ou verão. Foram ainda feitas considerações sobre o estado de preservação dos sítios e os desafios à gestão desse patrimônio.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Antes tinha peixe e não tinha essas coisas, agora tem essas coisas e não tem peixe”: considerações sobre a atividade pesqueira artesanal na Vila dos Pescadores, Bragança – Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-09-30) SILVA, Adriana Batista Cecim da; ALENCAR, Edna Ferreira; http://lattes.cnpq.br/7555559649274791O presente estudo trata sobre a atividade pesqueira artesanal realizada na costa norte brasileira, por moradores da Vila dos Pescadores, situada na Reserva Extrativista Marinha (RESEX Mar) de Caeté-Taperaçú, no município de Bragança - Pará. A pesquisa tem como objetivo caracterizar esta atividade, identificando os tipos de pesca, as espécies alvo e os impactos que ameaçam a capacidade produtiva dos pescadores e pescadoras artesanais. Para isso, busquei identificar os principais fatores de mudança e as estratégias de continuidade da atividade, utilizando como metodologia a revisão da literatura e a pesquisa de campo com técnicas da etnografia a partir de entrevistas semiestruturadas com pescadores e pescadoras e agentes do setor público; coleta de dados secundários por meio de revisão bibliográfica e pesquisa documental, e o uso de registros fotográficos das atividades cotidianas da comunidade, do trabalho na pesca e rituais. Lúcia Helena Cunha (2013) menciona que conhecimento tradicional e modernidade estão em uma relação de complementaridade, onde ambos sofrem modificações e são ressignificados. Tal ressignificação também é apontada por Marshall Sahlins (1997). Assim, os resultados apontam que a modernização das tecnologias de pesca e a construção da Rodovia PA 458 se apresentam como os principais fatores de mudanças, estimulando a sobrepesca, que interfere, sobretudo nas pescarias realizadas no estuário e próximos a praia. Esse conjunto de fatores influencia na diminuição das safras, prejudica o uso de tecnologias tradicionais da pesca e afeta aspectos socioculturais do grupo, como a prática de partilhar o pescado no porto, denominada kial, realizada por pescadores ao retornarem da pesca – esse peixe, antes destinado somente à alimentação, agora é comercializado como alternativa de renda. As análises apontam que os impactos à pesca artesanal podem influenciar na circularidade de conhecimentos ecológicos essenciais à sustentabilidade dessa atividade quando os jovens se afastam da pesca e outras pessoas se voltam para práticas extrativas como estratégias de subsistência a fim de garantir a segurança alimentar das famílias. Algumas dessas ações permitem a continuidade e a ressignificação de conhecimentos tradicionais locais que orientam os modos de interação com o ambiente, mas outras podem afetar negativamente o ecossistema de manguezal e práticas socioculturais locais. Além disso, a criação da RESEX Marinha não impediu a sobrepesca, devido a fraca atuação do Estado na implementação de um sistema de gestão pesqueira eficiente que delimite as áreas de atuação da pesca artesanal/comercial e semi-industrial (por vezes operando de forma insustentável em áreas distantes da costa com rede apoitada e/ou de arrasto) e esteja em consonância com os interesses dos pescadores e pescadoras artesanais da comunidade, a partir de uma relação dialógica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) ‘Aqui, a cura é de verdade’: reflexões em torno da cura em São Caetano de Odivelas-PA(Universidade Federal do Pará, 2007) TRINDADE, Raida Renata Reis; MAUÉS, Raymundo Heraldo; http://lattes.cnpq.br/0915136632611666Este estudo mostra como se conforma a religião em São Caetano de Odivelas-PA, a partir do elemento que lá é definido como cura, procurando entendê-la no âmbito das práticas xamânicas. Nessa compreensão, esta cura é o espaço em que se concretizam variadas relações que partem do curador para com o pesquisador; seus adeptos; os ajudantes, referidos como serventes; familiares e dos curadores para com o mundo sobrenatural. Estas relações foram o primeiro elemento, isto é, os vínculos pessoais e sobrenaturais, que têm origem no curador, que me chamaram a atenção. O modo de construí-los e sustentá-los acabam por funcionar como um aspecto que influencia os curadores a querer se diferenciar entre si, considerando especificamente os vários discursos que constroem para tal. Dentre estas alocuções parte do título do trabalho, e que é a fala constante dos curadores que convivi, ‘aqui, a cura é de verdade’ já procura expressar o caráter das diferenciações que estes agentes procuram manifestar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Aqui... a gente não vende cerâmica, a gente vende é cultura”: um estudo da tradição ceramista e as mudanças na produção em Icoaraci – Belém – PA(Universidade Federal do Pará, 2006-10) XAVIER, Leandro Pinto; CAMPELO, Marilu Marcia; http://lattes.cnpq.br/8338592541775616Esta dissertação analisa a tradição ceramista e as mudanças na produção com base no estudo da cerâmica dos artesãos do Distrito de Icoaraci. A análise tem como ponto de partida as ações do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (SEBRAE/PA), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e dos próprios artesãos, que aplicam os conhecimentos adquiridos em cursos e eventos realizados pelas instituições. Constata-se o surgimento de novos tipos cerâmicos, que se estabelecem como tradicionais, alterando as formas de organização da produção. A partir dos dados coletados, busca-se contribuir para o entendimento do processo de modificação das criações populares da cultura material de um determinado grupo, salientando-se as ações específicas do mercado sobre os objetos cerâmicos.Tese Acesso aberto (Open Access) Arena pública, dominação e resistência em um território amazônico: o fórum de desenvolvimento sustentável das ilhas de Belém-PA (2006-2020)(Universidade Federal do Pará, 2020-11-24) LOPES, João Luiz da Silva; TEISSERENC, Maria José da Silva Aquino; http://lattes.cnpq.br/1799861202638255Neste estudo discute-se a maneira como as comunidades ribeirinhas insulares dos municípios de Belém e Acará, estado do Pará-Brasil, se mobilizaram e participaram da Arena Pública/Fórum de Desenvolvimento Sustentável das Ilhas, para reivindicar seus direitos concernentes a saúde, educação, saneamento, abastecimento de água, segurança pública, energia elétrica/solar, geração de renda e superação de sua invisibilidade. Para analisar essa problemática, adotou-se como quadro de análise a abordagem sociológica da ação coletiva de Daniel Cefaï, Veiga e Mota (2011), que privilegia as situações locais que estão na origem da constituição de arenas públicas. O estudo demandou uma abordagem qualitativa descritiva em que a coleta de informações/dados foi realizada através de conversa informal; observação participante em eventos como: reuniões, entregas de cestas básicas, brinquedos e material escolar, visitas e mutirões; pesquisa em documentos (projeto, planos, relatórios e atas de reuniões); e entrevistas abertas com atores das comunidades ribeirinhas insulares, do poder público, de instituições religiosas, ONGs e de pesquisa e extensão. Os resultados indicam que em um contexto territorial historicamente marcado por relações sociopolíticas clientelistas, é razoável considerar essa experiência de participação e mobilização como um evento importante, que se constitui como educação política, com aprendizagens significativas em direção à inclusão desse segmento subalternizado no processo de tomada de decisões referentes às políticas públicas de seu interesse. Essa mobilização se beneficiou do apoio essencial de técnicos de órgãos públicos, experts de universidades e políticos do campo progressista para encorajar a denúncia de injustiças herdadas da colonização, mantidas e atualizadas pelo sistema de dominação, com efeitos perversos impregnados no conjunto das relações com os atores do sistema de poder local – a que se chama de colonialidade. A mobilização enfrentou resistência de certa concepção que concebe as comunidades ribeirinhas insulares como atrasadas e fadadas ao desaparecimento. As estratégias dos ribeirinhos insulares contribuíram para uma politização dos desafios locais, mas foram limitadas por vários elementos, como a ausência de um aparato jurídico inovador, a desconsideração sobre a desigualdade das condições de participação, o uso de metodologias pouco adequadas, a falta de valorização do trabalho dos tradutores/mediadores, o não reconhecimento da diversidade de ontologias do sujeito, a incompreensão das diferentes cosmologias e epistemologias, fatores que funcionaram como obstáculos para que a mobilização colocasse em questão o sistema de dominação tradicional no qual se assenta o poder local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arquitetura disciplinar na Amazônia: o Educandário Dr. Nogueira de Faria – Ilha de Cotijuba(Universidade Federal do Pará, 2019-03-13) SEABRA, Amanda Carolina de Sousa; COSTA, Diogo Menezes; http://lattes.cnpq.br/3938588690473816; https://orcid.org/0000-0003-4220-8232Por mais de 30 anos a ilha de Cotijuba (Belém – PA) abrigou no mesmo espaço três diferentes instituições (colônia reformatória, educandário e presídio) que tinham como propósito a educação e recuperação do indivíduo para o convívio na sociedade no início do século XX. A arquitetura deste local é grandiosa e chama a atenção sempre que se chega a esta ilha. Esta pesquisa faz um levantamento histórico inicial de quais contextos e motivos este educandário foi criado no início da década de 1930 e o que levou o seu fechamento no final da década de 1970. A partir disso, busca compreender como a arquitetura de toda esta construção foi utilizada como mais uma forma de controle dos internos e, também, entender como a disciplina se materializou e se perpetuou por anos nesta arquitetura. Para isso, se utiliza da abordagem da arqueologia da arquitetura para atingir os objetivos, a partir de três metodologias dessa área: análise espacial, gamma e alfa. Com isso, é possível responder a pergunta principal, que é: como a disciplina se materializou na arquitetura do educandário Dr. Nogueira de Faria?Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade física dos Paleoamericanos de Lagoa Santa, Minas Gerais: análise das propriedades geométricas da secção transversal de ossos longos(Universidade Federal do Pará, 2024-12-07) DIAS, Bárbara Vieira; GLÓRIA, Pedro José Tótora da; http://lattes.cnpq.br/9111647253588398; https://orcid.org/0000-0002-6282-7826A Região de Lagoa Santa atrai a atenção de diversos pesquisadores ao redor do mundo desde o século XIX, principalmente no que diz respeito à sua extensa coleção osteológica. Desde as pesquisas realizadas por Peter Lund, o interesse por aspectos como saúde e estilo de vida dos grupos lagoa-santenses vem crescendo e resultando em análises que contribuíram com o entendimento sobre a vida de alguns dos paleoamericanos mais antigos da América do Sul. O objetivo principal do presente estudo é analisar as propriedades geométricas transversais do fêmur e úmero de uma amostra esqueletal dos Paleoamericanos de Lagoa Santa, Minas Gerais, e, a partir dessa análise, inferir os níveis de atividade física desses caçadores-coletores. Ao todo, a amostra de Lagoa Santa é composta de 52 fêmures e 44 úmeros, todos pertencentes a indivíduos adultos. Foi utilizada a tomografia computadorizada para obter imagens da estrutura interna dos ossos, sem que houvesse danos aos ossos. As análises foram realizadas por meio do programa ImageJ, e geraram dados referentes às variáveis TA, CA, Ix, Iy, Imax, Imin, Zx, Zy, Zp e J. Além disso, foram selecionados grupos de caçadores-coletores e agricultores de 11 regiões mundiais para compor uma amostra comparativa. Os resultados demonstraram que Lagoa Santa apresenta uma alta atividade dos membros inferiores, de modo semelhante aos caçadores-coletores, com os resultados para membro superior indicando alta assimetria e dimorfismo sexual. Sendo assim, os padrões de atividade física observados em Lagoa Santa se mostram alinhados aos dos caçadores-coletores, e exibem adaptações ósseas que refletem uma vida fisicamente ativa, ao mesmo tempo que o uso dos membros superiores sugere uma diferença nas atividades executadas por grupos do sexo masculino e feminino.Tese Acesso aberto (Open Access) Atravessando fronteiras: viagem rumo à saúde tradicional(Universidade Federal do Pará, 2009) NOBRE, Angélica Homobono; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048Esta tese possui como tema o estudo da saúde tradicional, traz a proposta de pesquisar os saberes e práticas dos profissionais de saúde tradicional que utilizam técnicas corporais para tratar perturbações e desconfortos restabelecendo a saúde aos atendidos. Trabalho de campo foi realizado no distrito de Icoaraci na cidade de Belém e na localidade de Chipaiá, no município de Cachoeira do Arari, o qual faz parte do arquipélago do Marajó. Apresenta como objeto de estudo a construção social da prática do profissional de saúde tradicional, como elemento mágico-simbólico e social de saúde nas regiões trabalhadas. Foram selecionados oito profissionais de saúde tradicionais, quatro em cada localidade. Por meio de observações e entrevistas abertas o estudo busca aprofundar a medida curativa conhecida como “puxação”, prática pertencente ao Sistema Tradicional de Ação para a Saúde (STAS), discutindo as concepções que dizem respeito a crenças, mitos e representações simbólicas utilizadas para a construção do saber tradicional; a forma que são realizados os ritos e como tais práticas levam à construção social do profissional de saúde tradicional; as concepções de saúde e doença na concepção do STAS; e a relação das práticas de cura com o sistema social. A análise também aborda a inter-relação dos ritos: puxação da mãe-do-corpo e puxação de barriga-cheia como exemplos de práticas singulares do STAS, sua importância na atenção à saúde da mulher e reflexo gerado no Sistema Ocidental de Ação para Saúde (SOAS).Tese Acesso aberto (Open Access) Autonomia e sustentabilidade indígena: entraves e desafios das políticas públicas indigenistas no estado do Pará entre 1988 e 2008(Universidade Federal do Pará, 2010-11-05) GONÇALVES, Rosiane Ferreira; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781352Y2Este estudo analisa a relação entre Estado e povos indígenas na Amazônia, abordando, especificamente, as políticas públicas indigenistas projetadas em nível nacional a partir de 1988 e executadas no estado do Pará. A Constituição Federal Brasileira de 1988 constitui um marco legal para a relação nova estabelecida entre o Estado e os povos indígenas, caracterizado pelo respeito e reconhecimento da diversidade étnica, lingüística, histórica e sociocultural, bem como do direito às suas terras e os recursos nelas existentes. Este estudo teve por objetivo analisar como (e se) as políticas públicas indigenistas elaboradas desde 1988 e executadas no estado do Pará garantem (ou não) a autonomia e sustentabilidade econômica, ambiental e sociocultural dos povos indígenas nelas envolvidos; foi desenvolvido tomando por base os referenciais teórico-metodológicos da Antropologia, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, com um recorte temporal de 1988 a 2008, para análise das políticas públicas indigenistas. Realizou-se, também, pesquisa de campo para coleta de experiências indígenas e indigenistas envolvendo as etnias Tembé, Asurini do Trocará, Gavião Parkatêjê e Kyikatêjê, no estado do Pará. O estudo mostrou que as políticas públicas indigenistas se encontram “pulverizadas” em diversos órgãos das esferas federal, estadual e municipal, revelando uma rede complexa de atores e serviços, que, por vezes, se justapõem sem apresentar a integração necessária. Há uma forte tendência à terceirização dos serviços indigenistas, com a introdução de empresas e ONG na sua execução. Isso tem gerado uma certa confusão aos indígenas quando da necessidade de acionarem os serviços públicos e terem a plena satisfação de seus direitos. O discurso da construção da autonomia e sustentabilidade indígena tem crescido tanto entre os setores governamentais, quanto no meio indígena, os quais têm, inclusive, apropriado-se para projetar suas perspectivas de desenvolvimento. As populações indígenas também têm ampliado sua participação nos processos decisórios envolvendo a construção e operacionalização de políticas públicas. Contudo, a efetividade de tais políticas ainda é bastante tênue. As realidades indígenas estudadas comprovam que muito ainda precisa ser feito para se garantir um desenvolvimento autônomo e sustentável para os povos indígenas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aventura espiritual: terapêutica na irmandade dos alcoólicos anônimos(Universidade Federal do Pará, 2006-03-07) PAES, Anselmo do Amaral; BELTRÃO, Jane Felipe; ttp://lattes.cnpq.br/6647582671406048Aborda a compreensão do processo terapêutico no espaço dos Alcoólicos Anônimos (AA) em Belém, Pará, chamado de “recuperação”. Este grupo se apresenta como uma “irmandade”, a qual busca acolher aqueles que considera portadores de doença de natureza física, e espiritual, o alcoolismo, oferecendo-lhes apoio para que alcançar a chamada “sobriedade “. A transição entre uma vida tida como plena de infortúnios, para o que seria uma vida feliz e útil em sua concepção, é possível pela prática de princípios de conduta considerados como espirituais, onde substituem a dependência alcoólica pela dependência ao chamado “Poder Superior”. A “recuperação” no AA diz respeito então ao percurso terapêutico ao qual são submetidos os participantes da Irmandade e nesse sentido é um processo a ser administrado por toda a vida através da participação no grupo. Quando o membro de AA afirma-se recuperado ”ou em recuperação” quer comunicar que não ingere mais bebidas alcoólicas, mas que participa da Irmandade, seguindo os preceitos como recomendado e neste sentido, é que está verdadeiramente sóbrio”. Constata-se que “se recuperar” significa mais do que não ingerir bebidas alcoólicas, pois implica em compartilhar com os demais, as categorias referentes à visão institucional sobre a realidade (saúde, trabalho, família, sexualidade, espiritualidade), assumindo o AA “como um modo de vida”.Tese Acesso aberto (Open Access) Benedictu Placere: uma campanha na Amazônia Paraense(Universidade Federal do Pará, 2008-09-10) FERNANDES, Daniel dos Santos; MOTTA-MAUÉS, Maria Angélica; http://lattes.cnpq.br/7861116876230464Este trabalho é uma análise antropológica a partir da relação autor/obra da literatura dita ficcional, levando em consideração o percurso do autor e da obra no campo social, o que poderia ser confundido com um estudo de crítica literária, de tez mais sociológica. Esta última, pode levar-nos a, por exemplo, um estudo de gêneros literários, análise do uso da linguagem literária, e suas utilizações dentro de um determinado momento sócio-histórico. No entanto, todos esses matizes não chegam a romper com a visão da literatura que parte da individualidade criadora, levando-nos a uma apreensão ingênua do texto literário. Na tentativa de irmos além destas questões, utilizamos o texto literário como mais um instrumento do qual o homem faz uso para tentar entender a sua época. Situando o texto literário a partir das características que ratificam sua escrita, em seu tempo-espaço. Assim, analisamos o percurso do autor, Benedicto Monteiro, um dos representantes da intelectualidade na Amazônia, a partir de seus textos literários "Verdevagomundo", "O minossauro", "A terceira margem" e "Aquele Um", denominados Tetralogia Amazônica. Fazendo contrapontos com seu texto autobiográfico Transtempo, e suas falas através de entrevistas entre o autor/agente-objeto de pesquisa/autor, a procura de mediações, também construídas em outros espaços sociais, que podem tomar o autor e seus textos literários, uma maneira a mais de lermos a década de 70 do século xx, momento de intensa incursão do governo militar na Amazônia, que, no texto desse escritor, é pontuado na Amazônia Paraense, Baixo-Amazonas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Bicho, cura e magia! Práticas culturais e conhecimentos tradicionais na reserva extrativista Mapuá (Ilha do Marajó, Pará): uma perspectiva etnozoológica(Universidade Federal do Pará, 2018-05-04) JACINTO, Felipe Oliveira; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262Esta dissertação apresenta um estudo de cunho etnográfico sobre o conjunto de saberes e práticas culturais dos agroextrativistas da Reserva Extrativista Mapuá, na Ilha do Marajó, estado do Pará, Brasil. O objetivo principal foi descrever e analisar os saberes acerca da medicina tradicional, com foco para os usos destinados aos recursos faunísticos locais. Observação participante e entrevistas semiestruturadas foram os principais métodos utilizados. A pesquisa documentou o uso medicinal de 59 espécies de animais, bem como de categorias distintas de atribuição da fauna medicinal, como os remédios para os males físicos, os remédios para os males espirituais e os remédios de caçador. Também discutiu-se as atribuições simbólicas da fauna, que demonstram uma cosmovisão tipicamente amazônica que figura indistintamente entre os domínios natural e cultural. Os resultados apresentam mais do que listas de ‘bichos’ e seus respectivos usos na cura local, mas um rico patrimônio biocultural que envolve a vida social, o mundo natural e a vida cosmológica regidos pelas mesmas categorias. Este empreendimento ressalta a importância de documentar os saberes dos povos da floresta a partir das estratégias de resolução de problemas de saúde com base no acesso aos animais úteis aos seres humanos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As "Bonecas" da pista no horizonte da cidadania: uma jornada no cotidiano travesti em Belém (PA)(Universidade Federal do Pará, 2003-06-06) FERREIRA, Rubens da Silva; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911O presente trabalho é um estudo sobre as travestis que vivem da prostituição nas ruas de Belém, estado do Pará. A atividade venal que lhes garante o sustento é reconhecidamente praticada nas avenidas Almirante Barroso e Assis de Vasconcelos, localizadas respectivamente nos bairros do Marco e da Campina. Essas vias públicas funcionam como dois importantes corredores de tráfego de veículos da cidade, sendo por isso ideais para o trottoir. Os dados empíricos coletados através de entrevistas e as notas de campo serviram ao propósito de conhecer a realidade em que vivem essas profissionais do sexo, o que consolida como hipótese a idéia de que seu gênero andrógino as tornam sujeitos sócio-desvalorizados com implicações diretas na sua cidadania.Uma evidência nesse sentido é a carência de políticas públicas concernentes a esse segmento social que se enquadra no conceito de homossexualidade, enquanto categoria mais genérica para aplicar o desejo e o amor entre os do mesmo sexo. Tanto ao nóvel local quanto nacional, verificam-se algumas tentativas de implementação de políticas públicas na forma de leis antidiscriminatórias que objetivam beneficiar não só aos gays, como também às lésbicas e às travestis, porém estas têm sido alvo de resistências de parlamentares contrários ao avanço da cidadania desses sujeitos. Entre outras coisas, constatou-se nessa direção que a construção da cidadania para as travestis na cidade está dependendo da atuação do Movimento Homossexual de Belém (MHB) na mobilização política por direitos, uma vez que elas não se encontram organizadas tal como ocorre em outras capitais brasileiras. Por conseguinte, entende-se que há muito a avançar nas garantias sociais e civis para que esses sujeitos andróginos, popularmente chamados de "bonecas", possam tornar-se cidadãos de direito e de fato.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Brasileiros em situação clandestina na Guiana Francesa: uma etnografia das relações e representações sociais entre migrantes(Universidade Federal do Pará, 2010-06-15) MARTINS, Rosiane Ferreira; RODRIGUES, Carmem Izabel; http://lattes.cnpq.br/5924616509771424Nesta dissertação desenvolvo um estudo com migrantes brasileiros na condição de clandestinos que buscam na Guiana Francesa oportunidades socioeconômicas. Os discursos permitem uma reflexão acerca dessa problemática, no campo das representações sociais, como também dos significados de conviver em uma sociedade pluriétnica e multicultural, onde os sujeitos sociais constroem suas identidades baseados, principalmente, no conhecimento – mas não necessariamente no reconhecimento – das diferenças. Elaboro uma etnografia sobre os movimentos dos grupos de brasileiros elencando aspectos econômicos, sociais, culturais e identitários. O objetivo é analisar as experiências dos trabalhadores indocumentados ressaltando os obstáculos enfrentados por eles, as estratégias criadas para transitar na cidade e conseguir trabalho, moradia, alimentação e etc. Tendo como suporte redes migratórias que auxiliam desde a fronteira com o Brasil na cidade de Oiapoque, passando pelo controle policial até a chegada à Caiena.Tese Acesso aberto (Open Access) A Braz é (e) quem ‘a faz’: paisagens de poder, experiências e apropriações na avenida Braz de Aguiar, em Belém (PA), Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-03-31) OLIVEIRA, Enderson Geraldo de Souza; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/1972975269922101Nesta pesquisa observo as vivências e experiências de sujeitos na avenida Braz de Aguiar, bairro de Nazaré, considerado um dos mais destinados às camadas médias de Belém do Pará, Amazônia (achei estranho isso. Talvez “um dos bairros de maior status”). Levando em conta que as paisagens são construções processuais (SANSOT, 1983; SILVEIRA, 2004; ECKERT, 2009; ECKERT e ROCHA, 2013), me atento principalmente ao estabelecimento de “paisagens de poder” (ZUKIN, 1996), que são provocadas e/ ou se coadunam às práticas dos sujeitos. Tais poderes, em especial o econômico, se expressam nos habitus (BOURDIEU, 1983), perceptíveis mediante a realização da Etnografia de Rua (ECKERT e ROCHA, 2013) e da Etnografia da Duração (ECKERT e ROCHA, 2013). Na via, os serviços eram e ainda são direcionados a uma camada financeiramente mais privilegiada da cidade, com maior poder de consumo, aquisitivo e status, algo fundamental na construção e manutenção de certa “distinção” no contexto belenense. A Braz, então, torna-se um “espaço geográfico socialmente hierarquizado” (BOURDIEU, 2007), em que o ócio (VEBLEN, 1965) parece ser mais possível de ser praticado, mas não por todos. Em conjunto, isto aponta para o stabelecimento de processos específicos de sociabilidade e sociação (SIMMEL, 1983) no mundo urbano belenense, em que é necessário discutir também a forma “aristocrática” como alguns indivíduos aderem/(re)criam tal fisionomia urbana contemporânea e como a avenida é referida e representada nas redes sociais.
