Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA::ETNOLOGIA INDIGENA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arukwahaw: uma etnografia do casamento Suruí à luz da etnologia ritual(Universidade Federal do Pará, 2014-06-04) SANTOS, Bárbara Dias dos; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344A presente pesquisa analisa por meio da lente do ritual a cerimônia do casamento da etnia indígena Suruí, residente na terra indígena Sororó localizada na região sudeste do Estado do Pará nos municípios de São Geraldo do Araguaia e de Brejo Grande. Onde, através da metodologia da etnografia, com a observação do cotidiano da aldeia, dos costumes culturais, e sociais intrínsecos aos Suruí e a cerimônia do casamento. Realizei entrevistas abertas, registros fotográficos e de vídeos, afim de compreender o casamento à luz da etnologia ritual na perspectiva de Richard Schechner e nas entrelinhas da antropologia com conceitos de Adrienne Kaeppler e Gertrude Kurath. Acredito que a importância dessa pesquisa volta-se para o estudo da cultura indígena amazônica, em especial a cultura dos Suruí, reafirmando que, apesar de todo o processo de desenvolvimento e agregação cultural dessa etnia ter sido desigual, desrespeitoso e, desumano, muitas das vezes, os valores e tradições permanecem e são dignos de estudos nas mais variadas vertentes, como no caso desta pesquisa, a vertente das Artes. Além da importância do registro cultural em vias escritas, tanto para a própria sociedade Suruí, quanto para as outras sociedade indígenas e para as não-indígenas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De retirantes a aldeias urbanas: parentesco, poder e educação entre os Mundurukú das Praias do Índio e do Mangue em Itaituba - PA(Universidade Federal do Pará, 2008-04) SOUSA, Walter Lopes de; CUNHA, Manoel Alexandre Ferreira da; http://lattes.cnpq.br/3672393814496872Este trabalho é um estudo que trata de duas aldeias Mundurukú, Praia do Índio e Praia do Mangue, que estão situadas na área urbana de Itaituba – PA, Brasil. O contato entre a sociedade indígena e a sociedade nacional fez surgir muitos problemas que prejudicam a própria reprodução desse grupo social. Entretanto essas aldeias esforçam-se para resgatar sua identidade Mundurukú através do ensino de seu idioma nativo nas escolas indígenas de suas aldeias. Este estudo foi realizado durante o curso de mestrado em Antropologia, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará, de março de 2006 a março de 2008. A pesquisa foi dividida em duas partes. Uma delas foi através de pesquisas de textos específicos de antropologia em bibliotecas, livrarias e internet. A segunda parte foi no trabalho de campo em Itaituba, onde se situam as aldeias. Fui duas vezes ao campo no intervalo das aulas (“férias”) do Programa. Porém eu estive por quatro meses em campo, antes do inicio do curso de Mestrado. Ocasião onde foram entrevistados membros de doze famílias de um total de duzentas e cinqüenta e oito pessoas. O resultado da pesquisa mostrou que nestes grupos em situação urbana é possível perceber a adaptação das instituições tradicionais Mundurukú. E que a interação e contato com a sociedade nacional fez surgir uma nova ordem social. Essa nova ordem social formada, guarda tanto elementos da sociedade nacional quanto características tradicionais Mundurukú. E nesse contexto urbano verificamos que as instituições tradicionais Mundurukú, apesar de tudo, continuam marcando bem os espaços sobretudo de poder que ainda são regulados pelo parentesco, pelos clãs e pelo ‘cacicado’.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desvendando significados: contextualizando a Coleção Etnográfica Xikrín do Cateté(Universidade Federal do Pará, 2002-02-15) DOMINGUES-LOPES, Rita de Cássia; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048A dissertação tem como objeto estudar a Coleção Etnográfica Xikrín do Cateté que está sob a guarda da Reserva Técnica do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Pará. A Coleção Xikrín do Cateté é formada por 144 artefatos, coletados pelo antropólogo Protásio Frikel (1912-1974) no início da década de 60, ao realizar trabalho de campo entre os Xikrín. O grupo indígena é considerado na literatura antropológica como um sub-grupo Kayapó, falante de dialeto da língua Kayapó, da família Jê, pertencente ao tronco lingüístico macro-Jê. Vivem às margens do rio Cateté, no município de Parauapebas, na região sudeste do estado do Pará. Atualmente, habitam duas aldeias: a aldeia Cateté, com 600 pessoas e a aldeia Djudjê-kô, com 240 pessoas, distante uma da outra cerca de 18 km. A Coleção é estudada com o propósito de contextualizar os artefatos que a constituem na busca de desvendar significados e sentidos e de reconhecer potencialidades atuais de uso dos objetos. Na trilha da contextualização, utilizo a Antropologia Interpretativa e a Análise de Discurso associadas aos dados obtidos durante o trabalho de campo realizado junto ao grupo, em julho de 2000 e no período de fevereiro a abril de 2001, indo da Coleção Etnográfica às aldeias Xikrín. A Coleção foi classificada a partir de Berta Ribeiro (1988), compreendendo adornos plumários e adornos de materiais ecléticos que ornamentam o corpo Xikrín no dia-a-dia e em momentos rituais, como o Merêrêméi; há também, armas; instrumentos musicais; objetos rituais, mágicos e lúdicos; trançados e objetos utilizados na preparação de alimentos, para o conforto doméstico e o trabalho manual, observado na Reserva e nas aldeias. A produção e o uso de 60% dos artefatos observados na Coleção Etnográfica Xikrín do Cateté refletem aspectos da realidade e da identidade Xikrín apreendidas de geração a geração considerando valores e concepções que os aproximam e os distinguem dos demais grupos indígenas.Tese Acesso aberto (Open Access) Exá raú mboguatá guassú mohekauka yvy marãe‟y(Universidade Federal do Pará, 2015) MACHADO, Almires Martins; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048O presente estudo procura analisar sob as lentes da antropologia, a forma como as lideranças religiosas Mbya, cumprem os sonhos recebidos de Nhanderú Ete, iniciando a caminhada em direção a terra sem mal, a yvy marãe‟y; retornam ao local de ocupação antiga ou a indicada por Nhanderú, terra com a qual mantém laços históricos de luta. Os conflitos se intensificam com a demarcação/ampliação dos territórios ou de terra para o Guarani Mbya, como no caso do Pará, que andaram por cerca de cem anos até encontrar a terra onde exercitar o modo correto de se viver; o dissenso potencializa o etnocentrismo, a discriminação, o racismo, o estigma de ser índio, bugre, preguiçoso, alcoólatra, “raça inferior”. A pesquisa versa sobre o modo como "escolhem”, “adotam,” “retomam,” ressignificam, reterritorializam, guaranizam a terra onde pausaram a caminhada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O general e os Tapuios: linguagem, raça e mestiçagem em Couto de Magalhães (1864-1876)(Universidade Federal do Pará, 2003-12-01) HENRIQUE, Márcio Couto; MAUÉS, Raymundo Heraldo; http://lattes.cnpq.br/0915136632611666O século XIX, mais do que qualquer outra época, experimentou a gestação da maioria de nossos projetos de nação, estruturados a partir da emancipação política da nova pátria. Diversos intelectuais militaram nessa árdua tarefa de desenhar uma nova face de um Brasil com identidade própria, embora calçada sob um viso europeu. Entre esses gestores da nova identidade brasileira, um dos mais importantes foi o General José Vieira Couto de Magalhães (1837-1898), homem de Estado, político do Império e folclorista. Nesta dissertação, busco circunscrever a principal obra de Couto de Magalhães, O Selvagem (1876), nos cânones romântico e evolucionista de sua época, dentro de um projeto de "civilização" dos índios da Amazônia e o conseqüente momento de integração cultural desses povos e seus descendentes à população brasileira. Por mais que a principal justificativa da obra fosse um estudo sobre a incorporação do indígena às atividades rentáveis da economia nacional, o autor acabou por enfatizar a compreensão da língua como estratégia fundamental para atração pacífica das populações tidas então com "selvagens". Transitando entre o inventário racial e a tradução cultural dos grupos indígenas brasileiro, Couto de Magalhães buscava valorizar esse arsenal lingüístico como o mais verdadeiro e autêntico representante da nacionalidade brasileira. A análise é feita no sentido de entender quais os limites da tentativa de tradução que o autor se propôs a fazer das lendas indígenas para o mundo dos brancos, no intuito de legitimar sua escolha do índio como símbolo de nossa identidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Identidade multifacetada: a reconstrução do "ser indígena" entre os Juruna do médio Xingú(Universidade Federal do Pará, 2005-04-28) SARAIVA, Márcia Pires; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911Os Juruna habitam as terras do vale do rio Xingu, pelo que se pode comprovar, desde o século XVII. Após sucessivos contatos interétnicos, eles passaram por processos de "descaracterização" do ponto de vista cultural. Hoje, encontram-se vivendo em diferentes situações socioespaciais, desde aqueles que habitam a Terra Indígena Paquiçamba, aos que estão espalhados pelo Beiradão na Volta Grande do Xingú e aos que moram na periferia da cidade de Altamira. Recentemente, os Juruna deram início a um processo de externalização da identidade indígena, e realizam isso por meio de documentos e da oralidade acerca de sua história, de ritos e manifestações artísticas diversas, o que é objeto deste trabalho. A pesquisa revela a constituição de uma identidade multifacetada, que é impulsionada pelas diferentes realidades em que se encontram.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Inhõ Pyka Já, Inhõ Ba Já Djwy Dja Ba Ijôk Me Py o Utà além do que os olhos vêem: etnogênese, Xikrin-Mebêngôkre e a macrorregião de Marabá(Universidade Federal do Pará, 2010-03-20) MANAÇAS, Mirtes Emilia Almeida; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Partindo de considerações teóricas acerca do conceito de Etnogênese, a dissertação aborda o processo dos Xikrin de REfazer, REestruturar, REconfigurar e REelaborar suas relações políticas, sociais, culturais e econômicas em todas as áreas de sua vida, diante do encontro com o ―outro‖, desencadeando uma nova identidade individual e coletiva. Verifica-se, desde os tempos míticos aos dias atuais, que o processo histórico da relação Xikrin versus ―outro‖, pode ser percebido a partir dos traços existentes em seus corpos através da pintura e ornamentação, sendo a pintura corporal uma das ferramentas utilizadas como arma de resistência, no intuito de manter a existência de sua comunidade da melhor maneira possível, dentro de suas perspectivas de vida.Tese Acesso aberto (Open Access) Política de integração, infraestrutura e territorialidades: análise dos projetos de desenvolvimento na Pan-Amazônia e os impactos para as populações indígenas dos rios Tapajós (BR) e Putumayo (CO)(Universidade Federal do Pará, 2020-06-08) BIERI, Márcia Eloisa Lasmar; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911Este trabalho apresenta uma contribuição no debate sobre a implementação das políticas públicas de desenvolvimento com base nas ações do governo brasileiro e colombiano, num cenário onde os desdobramentos dessas ações afetam o destino dos povos indígenas, e a ideologia do desenvolvimento regional proposta pelo Estado favorece apenas aos interesses econômicos e políticos nacionais e internacionais. Uma política de desenvolvimento adversa às populações indígenas, que não têm oportunidade de participar das discussões para fazerem frente às propostas de governo, apesar de terem seus direitos garantidos pela legislação vigente tanto no Brasil quanto na Colômbia. No âmbito dessas políticas de desenvolvimento surge o aparato estatal e o exercício do poder para a construção de megaprojetos que movimentam um grande montante de capital e afetam as populações de modo irreversível, o que, como veremos, ocorreu e ocorre com as populações Munduruku e Sionas, forçados à remoção de seus territórios tradicionais, deixando para trás suas fontes históricas, seus lugares sagrados e de sobrevivência.Tese Acesso aberto (Open Access) Políticas públicas e os indígenas citadinos: estudo das políticas indigenistas de educação e saúde em Belém e Manaus (1988 a 2010)(Universidade Federal do Pará, 2011) PONTE, Laura Arlene Saré Ximenes; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911Trata das políticas públicas de educação e saúde voltadas para a população indígena residente em Belém (PA) e Manaus (AM). O período de estudo escolhido para análise compreende 1988 a 2010, visto que 1988 foi o ano que marcou, em termos constitucionais, o fim do período de exceção vivenciado no Brasil. Historicamente, o Estado português, e depois brasileiro, tomou medidas direcionadas aos indígenas, com ou sem amparo legal. Nesta tese, privilegiou-se como foco as políticas públicas voltadas à educação e à saúde indígena, no período já citado, por considerar-se que são importantes para o entendimento das ações do Estado brasileiro e, em particular, aquelas efetivadas pelos governos municipais de Belém e Manaus. A Constituição Federal de 1988 inovou com dispositivos legais que estabeleceram o respeito à diversidade dos povos indígenas e a reforma do Estado brasileiro, iniciada formalmente em 1991, modificou a sua organização burocrática no atendimento à educação e saúde indígena. A partir de uma pesquisa qualitativa e quantitativa investigou-se as ações do poder público municipal das duas capitais supracitadas, em face à descentralização inerente ao modelo que vigora atualmente, para os indígenas residentes nesses locais. As evidências sugerem na área da educação insatisfação dos indígenas quanto à qualidade do material didático/pedagógico disponibilizado nas escolas e na oferta do ensino bilíngue, e inadequação dos conteúdos programáticos; na saúde, ausência de planos, projetos e programas específicos. As populações citadinas pesquisadas apresentam semelhanças, indicando resultados desfavoráveis das ações das políticas públicas. A diferença entre os indígenas citadinos de Manaus e Belém consiste na organização e participação política, de modo mais efetivo em Manaus, o que ocasiona ações mais claras do poder público naquela cidade em relação à educação escolar e saúde indígena.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Políticas públicas para indígenas em Belém: como avaliam os beneficiários(Universidade Federal do Pará, 2024-06-03) FERNANDES, Kassya Cylene Assunção; MATHIS, Armin; http://lattes.cnpq.br/8365078023155571; https://orcid.org/0000-0002-7831-9391Desde a Constituição Federal do Brasil de 1988, e com uma série de outros marcos legais dentre os quais se destaca a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, vem se discutindo e desenvolvendo metodologias que amplifiquem a voz daqueles que seriam os beneficiados pelas políticas públicas. Entretanto, experiências nesse sentido em Belém, capital do Estado do Pará e um dos municípios com mais importância política na Amazônia, ainda são incipientes. A pesquisa propôs atualizar os estudos sobre políticas públicas para indígenas urbanos em Belém e promover uma escuta dos beneficiários sobre como avaliam a qualidade e como consideram que deveriam ser as políticas públicas que existem. Como resultados principais, os indígenas avaliam que as políticas públicas ainda precisam de maior foco nas especificidades desse público, pois não atendem as complexidades vivenciadas por descendentes de povos originários na cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sapurahái de Karuára: mitos, instrumentos musicais e canto entre os Suruí Aikewára(Universidade Federal do Pará, 2007-09-24) SILVA, Gilmar Matta da; MASTOP-LIMA, Luiza de Nazaré; http://lattes.cnpq.br/1067737666679586; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048Os conhecimentos tradicionais se ligam a processos de aprendizagem baseados na interação dos grupos humanos com o meio ambiente, envolvendo experimentação, especulação e experiência de seus membros que sistematizam um conjunto de concepções e práticas de socialização intergeracional. O estudo desenvolvido entre os Suruí Aikewára, no estado do Pará, aborda a constituição desses conhecimentos e práticas relativas ao canto ligando-o aos mitos e aos processos de construção dos instrumentos musicais, como via de entrada para o entendimento do universo cultural indígena, acionados na dança do Sapurahái e no rito Karuára.
