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    Conflitos socioambientais e governança em unidades de conservação: o caso da Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP)
    (Universidade Federal do Pará, 2016-08-25) COSTA, Euryandro Ribeiro; ROCHA, Gilberto de Miranda; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749; VASCONCELLOS SOBRINHO, Mário; http://lattes.cnpq.br/7843288526039148
    A criação de Unidades de Conservação tornou-se uma estratégia governamental para garantir a preservação e conservação dos recursos naturais e enfrentar as principais questões ambientais. Entretanto, a concepção e implementação dessas áreas tem evidenciado tensões e conflitos socioambientais em decorrência dos interesses, individuais ou coletivos, dos diversos atores sociais que estão envolvidos com o território em questão. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo contextualizar e compreender os conflitos socioambientais decorrentes da ocupação humana ou atividades impactantes dentro dos limites territoriais da Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP) e entorno com o intuito de contribuir no processo de governança na gestão da Unidade de Conservação. Para atingir este objetivo tornou-se necessário reconstruir e analisar a concepção histórica para criação, gestão e implementação da Unidade, além de, identificar os atores sociais, mapear e caracterizar os conflitos e trazer ao debate a dinâmica dos processos de governança que atuam sobre a UC. A metodologia foi baseada no estudo de caso referente à Floresta Estadual do Amapá, uma Unidade de Uso Sustentável criada pela Lei Estadual no 1.208/2006 e envolve aproximadamente 2,3 milhões de hectares e 10 municípios do Estado do Amapá. Os resultados da pesquisa apresentam o histórico de criação desta Unidade de Conservação que foi criada pelo poder público estadual em terras de domínio da União e com o objetivo principal de ordenar e desenvolver o setor florestal no Amapá. A pesquisa também expõe o processo de implementação da Unidade com destaque para o seu Plano de Manejo, construído de forma participativa paralelamente a constituição do seu Conselho Gestor. A partir da reorganização do território amapaense com a criação e implementação da FLOTA/AP identifica-se e relaciona os atores e principais conflitos socioambientais emergentes, com destaque para os conflitos relacionados a apropriação do território que envolvem ordenamento territorial e regularização fundiária e, também, conflitos relacionados ao uso dos recursos naturais. Também constata-se no estudo que o processo de governança para gestão da UC vem ocorrendo por meio dos seus instrumentos de gestão, Plano de Manejo e Conselho Gestor, mas também, através de outros espaços democráticos de gestão e parcerias. A gestão da Floresta Estadual do Amapá tem buscado nos processos participativos e espaços democráticos, fomentar estratégias e determinações que possibilitem a mitigação e regulação dos seus conflitos socioambientais garantindo o modelo de conservação e desenvolvimento econômico almejado desde a sua concepção.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Os desafios para a gestão das reservas extrativistas marinhas da Amazônia: estudo de caso Reserva Extrativista Maracanã/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-28) MARÇAL, Alessandro Silva; MORAES, Sérgio Cardoso de; http://lattes.cnpq.br/4568311568729454; ROCHA, Gilberto de Miranda; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749
    A zona costeira brasileira representa uma das maiores unidades territoriais nacional e, ainda, abriga uma das mais importantes reservas de recursos naturais do país. Para a promoção do desenvolvimento sustentável nesta região, o Brasil vem buscando, nas últimas décadas, cumprir com os acordos internacionais, e ainda, integrar as políticas públicas que incidem neste território, tendo instituído na escala nacional diversos colegiados para a promoção do diálogo entre organizações públicas e sociedade civil, para orientar tanto o cumprimento destes acordos, quanto a integração da ação pública. Esta estratégia se refletiu na criação na Zona Costeira Amazônica (ZCA) da maior faixa de manguezais protegidos do mundo, composta, entre outras, por 17 (dezessete) Reservas Extrativistas Marinhas (RESEX MAR), cuja consolidação, além de ter significativa importância social, é essencial para o cumprimento dos compromissos internacionais, assim como para a conservação de zonas úmidas reconhecidas internacionalmente como prioritárias para conservação como Sítios RAMSAR. Para orientar a consolidação destas unidades de conservação, foram instituídos seus Conselhos Deliberativos. Contudo, apesar de ser reconhecida a relevância socioambiental destas RESEX MAR, não há consenso no meio acadêmico em relação à efetividade destas frente aos processos antrópicos que vêm sendo promovidos nesta região, especialmente pelo aumento populacional, crescimento urbano desordenado, degradação das bacias hidrográficas e expansão da indústria pesqueira, que sem o devido planejamento têm colaborado para tornar a população tradicional destas RESEX MAR mais dependentes de auxílios estatais, assim como para o agravamento dos conflitos socioambientais nestes territórios. Assim, visando contribuir com esta discussão, e ainda com a consolidação das RESEX MAR da ZCA, propomos o estudo de caso da Reserva Extrativista Maracanã, que além de ser uma das primeiras RESEX MAR criadas na região, é a única do litoral paraense que recebe apoio financeiro do programa ARPA há mais de 08 (oito) anos, o que lhe conferiu maiores possibilidades de desenvolver ações para sua consolidação. Com base nesta, desenvolvemos a construção do presente estudo nos valendo de aprendizados pessoais desenvolvidos no âmbito da ZCA, experiências profissionais vivenciadas há mais de 04 (anos) atuando como analista ambiental do ICMBio na gestão da RESEX Maracanã, pesquisas documentais e análises com auxílio de Sistema de Informação Geográfica (SIG), sendo que as informações produzidas foram submetidas à análise teórica, por meio de pesquisa bibliográfica fundamentada na dialética. Por meio desta metodologia, percebemos as principais ameaças aos objetivos de criação desta RESEX MAR, e ainda avaliamos a governança das ações públicas em prol da consolidação desta RESEX MAR a nível nacional e de CONDEL, obtendo assim subsídios que tanto contribuíram para propor medidas para o aprimoramento desta governança, quanto corroboraram a hipótese que as ameaças aos objetivos de criação das RESEX MAR da ZCA podem ser superados por meio do aprimoramento da governança na escala local e global.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A Experiência espacial de pessoas que usam crack e/ou similares no Centro Histórico de Belém: territorialidade e lugaridade no espaço
    (Universidade Federal do Pará, 2021-01-01) DIAS, Alan Pereira; MERCÊS, Simaia do Socorro Sales das; http://lattes.cnpq.br/8905447990410938
    O uso de crack e/ou similares tem evidenciado novos desdobramentos na problemática das drogas, devido a sua grande visibilidade em espaços públicos de diversas metrópoles brasileiras. O presente trabalho tem por objetivo compreender o sentido da microterritorialidade de pessoas que usam crack e/ou similares no espaço público do Centro Histórico de Belém (CHB), visando compor uma apresentação dos sujeitos envolvidos na constituição das cenas de uso da droga, uma descrição de suas formas de sociabilidade, assim como dos afetos e tensões em torno de suas práticas, as tipificações e imagens que configuram lugaridades e territorialidades, a partir de um estudo de caso com inspirações oriundas da fenomenologia existencial e etnografia, envolvendo diversos procedimentos: revisão bibliográfica, trabalhos de campo, compondo notas em diário, e entrevistas em profundidade. Ao longo da pesquisa identificamos que os sujeitos que integram as cenas de uso de crack e/ou similares no espaço público estão imersos em contextos de vulnerabilidade e desfiliação, onde o uso problemático de tais substâncias e tensões familiares catalisam impulsos para a rua, uma evasão do lar. Diante de tais circunstâncias, suas lugaridades são caracterizadas por um embaralhamento de imagens topofílicas e topofóbicas, agregando a euforia fugaz da droga, com um ressentimento em torno de seu uso. Já a microterritorialidade se evidencia a partir do encontro entre sujeitos que estabelecem usos prejudiciais da droga, em processo de ¿exílio¿, ou em plena situação de rua, visando compor espaços onde possam estabelecer suas práticas, convergências intersubjetivas, com o emprego de sistemas de tipificação limitados. Assim, a pessoa que faz uso de crack e/ou similares apresenta uma peculiaridade espacial em sua desfiliação, visto que não só se descolam de suas realidades familiares, sociais e econômicas, há um desmembramento de seu próprio espaço existencial.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Formas espaciais recentes da urbanização na Amazônia: a dinâmica socioespacial do município de Castanhal em face do processo de dispersão metropolitana de Belém
    (Universidade Federal do Pará, 2012) ALVES, Cyntia Santos Daltro; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837
    A dinâmica metropolitana que caracteriza o atual contexto amazônico acarreta a conformação de novos arranjos espaciais urbanos, que necessitam ser considerados a partir de uma leitura dialética da realidade. No caso belenense, percebe-se que essa metrópole apresenta um caráter disperso, ao mesmo tempo em que se desconcentra, amplia-se ao criar novos vetores de expansão para além de sua área oficialmente considerada metropolitana. Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo analisar a dinâmica socioespacial do Município de Castanhal em face do processo de dispersão metropolitana de Belém, haja vista a notória articulação existente entre ambos. Com o intuito de alcançar esse objetivo três variáveis foram consideradas para efeito de análise: a produção de espaços de moradia, a produção industrial e a acesso a serviços básicos. Para tanto, utilizou-se como instrumental teórico-metodológico o método de interpretação baseado no materialismo histórico-dialético, onde as relações de produção são analisadas como produto sociohistórico. Sendo assim, o processo de metropolização e de dispersão urbana devem ser compreendidos a partir do movimento dialético das práticas espaciais da sociedade. Com relação ao instrumental técnico-empírico, ressalta-se que a natureza da presente pesquisa está pautada em uma perspectiva qualitativa e quantitativa. Na perspectiva quantitativa algumas técnicas foram empregadas a saber: a quantificação da expansão urbana de Castanhal a partir de uma análise das imagens de satélite dos anos de 1984, 1994 e 2008, utilizando o software de geoprocessamento ARCGIS 9.3, bem como a construção de gráficos, tabelas e quadros a partir da sistematização de dados obtidos junto a órgãos oficiais, a exemplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, buscando identificar estaticamente a intensidade das relações entre a Região Metropolitana de Belém (RMB) e Castanhal. Quanto à natureza qualitativa, utilizou-se técnicas como levantamento e análise bibliográfica, levantamento e análise documental e realização de entrevistas semiestruturadas com representantes das principais indústrias e distribuidoras de Castanhal, com intuito de analisar a produção industrial desse Município e sua relação com o processo de dispersão metropolitana de Belém. A partir dos dados levantados e analisados constatou-se que as práticas espaciais urbanas existentes no Município de Castanhal, voltadas aos espaços de assentamentos residenciais e industriais e serviços, promovem uma relação de interdependência com a RMB. Infere-se que tal relação seja fruto de uma nova configuração metropolitana, com base em uma dinâmica de fluxos que aponta para a existência de uma unidade urbana mais ampliada, fragmentada, dispersa e descontínua. Ratifica-se, portanto, a necessidade de se estudar o fenômeno metropolitano para além de sua forma institucionalizada, mas confirma a importância de se compreender o processo de urbanização, que imprime a determinadosespaços características consideradas metropolitanas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O lugar e a comunidade na Ilha de Cotijuba - PA
    (Universidade Federal do Pará, 2010) MELO, Odimar do Carmo; ROCHA, Gilberto de Miranda; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749
    Este trabalho analisa como as atividades socioeconômicas cotidianas se desenvolvem no âmbito do espaço vivido e do uso dado ao território pelos ilhéus, objetivando identificar as interrelações sociais desenvolvidas no interior da ilha de Cotijuba e entender como elas influenciam na construção e na reconstrução do lugar. Para que tal análise se realize de forma satisfatória realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o conceito de lugar e comunidade, debate feito por geógrafos e sociólogos. Neste trabalho pretende-se usar o conceito de lugar proposto por Carlos (1996), a qual entende que o lugar pode ser definido simplesmente como um subespaço em que se desenvolve a vida em todas as suas dimensões, ou seja, o lugar é a base da reprodução da vida e pode ser analisado pela tríade habitante-identidade-lugar. No decorrer das análises sobre Cotijuba, discute-se o processo histórico de ocupação da Ilha, desde o momento em que a mesma foi ocupada para nela ser construído um espaço para o beneficiamento de arroz (área da Fazendinha na comunidade do Poção), até sua inserção no contexto do movimento cabano, quando esta serviu de base militar para o exército colonial até a inauguração, o funcionamento e a decadência da Colônia Reformatória de Cotijuba (CRC). Discute-se também as relações e os fluxos estabelecidos existentes entre a ilha e o continente, antes e depois de 1994 quando ocorreu a implantação da linha fluvial pela Prefeitura Municipal de Belém. Este fato influenciou significativamente o processo de ocupação e povoamento da ilha, processo que está intimamente relacionando com a história de Cotijuba, e acima de tudo, com a reconfiguração territorial do lugar, ou seja, com a construção do lugar na ilha de Cotijuba pelos ilhéus. Durante a pesquisa foi feito um esforço no sentido de descrever e analisar a infraestrutura existente na ilha. Infraestrutura produzida por atores locais, públicos e privados, atores que influenciam na dinâmica de vida dos ilhéus, ou seja, influenciam nos costumes e hábitos cotidianos dos indivíduos, nas interrelações entre os mesmos dentro do grupo comunitário e destes com a natureza. Já na sua fase final esta pesquisa tem a intenção de analisar a forma de organização das comunidades que atuam na ilha, levando em consideração o uso dado ao território por tais atores e também seus desdobramentos nos recursos naturais. Considerando o exposto até aqui, o objetivo principal deste trabalho consiste em fazer um estudo que leve em consideração uma análise sobre a comunidade e a construção do lugar na ilha de Cotijuba (PA), buscando entender como as atividades, as representações e as interrelações cotidianas desta comunidade podem ser entendidas como condições para a construção do lugar.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    As metamorfoses do trabalho e no espaço a partir da dendeicultura em Tomé-Açu (Pa): estudo de caso na Vila Forquilha
    (Universidade Federal do Pará, 2016-05-10) CARVALHO, Ana Cláudia Alves de; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273
    O presente trabalho teve por objetivo analisar as metamorfoses no espaço de Tomé-açu, utilizando a vila Forquilha como estudo de caso, a partir da introdução da dendeicultura na região. Buscamos ressaltar as metamorfoses no lugar tendo como foco a ressignificação do trabalho enquanto elo de ligação entre o homem e a natureza, ao observarmos as mudanças ocorridas em seu contexto geral na vila Forquilha, compreendemos que se há mudança no trabalho, há mudanças nas relações entre o homem e a natureza. Para entendermos melhor a configuração espacial e a dinâmica social da vila faz-se necessário compreender a natureza do trabalho antes da chegada das empresas; dessa forma, é caracterizado em um primeiro momento a situação geográfica que se estabelecia antes da instalação da Biopalma e da Galp, tendo como foco as relações de produção camponesa, onde no lugar predominava o trabalho como um meio para se obter dinheiro para a compra das demais mercadorias necessárias à sua existência. Em seguida apresentamos as políticas públicas e programas que possibilitaram a instalação das empresas e por fim caracterizamos essa nova situação geográfica, destacando como as relações de trabalho se metamorfoseiam na vila Forquilha, a partir da chegada da dendeicultura em Tomé-açu, e como isso ecoa nas demais dimensões da vida cotidiana dos moradores da vila. Os resultados revelam novas formas de trabalho, a presença do trabalho assalariado, a expansão do setor de comércio e serviços fundando novas oportunidades de emprego e uma diminuição no trabalho produtivo camponês o que transforma o camponês em um assalariado rural. O sistema de parceria existente entre a empresa e o agricultor familiar observado no circuito do capital comercial; e o capital financeiro estabelecendo-se na presença do arrendamento, venda de terras as empresas de dendeicultura, garantem a vila Forquilha uma nova dinâmica social.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Modelagem de uso da terra na bacia hidrográfica do rio Marapanim no nordeste do estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2018-12-19) SANTOS, Lucyana Barros; LOPES, Luís Otávio do Canto; http://lattes.cnpq.br/1013147545099173; FENZL, Norbert; http://lattes.cnpq.br/6834981018643186
    Analisar a dinâmica do desmatamento, a partir dos usos da terra, auxiliar o entendimento dos processos atuais e refletir acerca do futuro. Para tanto, o objeto de estudo foi a bacia hidrográfica do Rio Marapanim, localizada na região Nordeste do estado do Pará, que se constitui em uma das fronteiras de colonização agrícola mais antiga da Amazônia, e que teve um processo de ocupação desordenada que culminou com forte pressão sobre sua cobertura vegetal. O intenso uso da terra descaracterizou a paisagem natural advinda da aceleração econômica contribuindo para a transformação de florestas e de ecossistemas naturais em áreas alteradas, comprometendo assim os recursos naturais. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, cujo estudo de mapeamento do uso e ocupação da terra na bacia hidrográfica, permitiu, por meio de parâmetros estatísticos, o acompanhamento das alterações naturais ou introduzidas pelo homem. Atualmente a região passa por uma alteração em sua dinâmica de uso da terra frente à uma nova fronteira agro energética através da introdução e expansão do dendê, que emerge como uma caminho para conter o crescimento da soja e da pecuária. Foi realizada análise das transformações da paisagem por meio de técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e modelagem dinâmica. Foram construídos modelos dinâmicos através da utilização do arcabouço de modelagem LuccME, desenvolvido pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e colaboradores a fim de representar computacionalmente as mudanças de uso da terra e seus fatores determinantes. Foram feitas simulações para o período de 2008-2017. Os resultados revelam que 80% da área da bacia foi desmatada e que os poucos remanescentes presentes na área da bacia estão sendo convertidas às atividades de agricultura e pecuária. Para além desse grave quadro de supressão vegetal, a fragmentação da floresta ocasiona fragmentação de habitat e perda de biodiversidade. Para reversão desse quadro, recomenda-se como alternativa a articulação de políticas públicas eficientes, estruturadas e contínuas e ações ligadas à estruturação proposto nos planos diretores dos municípios, à gestão integrada, à formação de cadeia produtiva que garanta o uso sustentável dos recursos naturais, ao incentivo da criação de UCs, posto que esta possui apenas duas, ambas de uso sustentável. As políticas públicas permitiriam a conservação e proteção dos remanescentes florestais, e contribuiriam com a melhora do quadro ambiental na região da bacia hidrográfica do Rio Marapanim (PA).
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Novas estratégias produtivas na Amazônia: estudo sobre os produtores agropecuários familiares no sudoeste paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2014) HERRERA, José Antônio; RAMOS, Pedro; SILVA, João Ulisses Barata da
    A Amazônia é integrada à economia nacional de modo que o capital se aproveita das assimetrias das trocas não leais e desiguais. A exploração dos recursos passa ser mais intensa, degradando o meio ambiente e agravando os problemas sociais. A imposição do capital nas relações estabelecidas, apesar de transformar a produção agropecuária familiar, não a eliminou, e essa apresenta distintas formas de produção e diferentes relações sociais. Partindo dessa premissa, buscou-se compreender as estratégias de produção que constituem a produção agropecuária familiar no Sudoeste Paraense. O estudo foi realizado em três municípios: Pacajá, área de Colonização Antiga; Anapu, área de PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável); e Senador José Porfírio, a área de Projeto de Assentamento Convencional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Foram acompanhadas cento e cinquenta (150) famílias durante o ciclo agropecuário 2007-2008. Como procedimentos metodológicos, foram utilizados parâmetros qualitativos (observação in loco) e quantitativos (análise estatística), podendo elucidar um mosaico (trajetórias, perspectivas e tendências) que compõem a unidade de diversidade da produção agropecuária familiar que resulta das distintas bases materiais que as famílias dispõem para estabelecerem seus projetos a médio e longo prazo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O papel das trajetórias sociais na construção do território nas frentes pioneiras da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2010-03-29) AMÉRICO, Maria do Carmo da Silva; COSTA, Francisco de Assis; http://lattes.cnpq.br/1820238947667908; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490
    Investiga-se diferentes trajetórias de agentes que desenvolvem conjuntos de atividades convergentes para a pecuária bovina de corte na região sudeste do Pará, especificamente no município de São Félix do Xingu, uma nova frente pioneira na Amazônia e uma das zonas de maior índice de desmatamento. Articula-se conceitos de espaço geográfico e território às noções de paradigmas e trajetórias tecnológicas para abordagem multidisciplinar da realidade amazônica, com a mobilização de diversas ferramentas científicas, com destaque para a geografia, economia e antropologia. Para alcançar este objetivo, desenvolveu-se uma metodologia de levantamento e análise de dados chamada de Análise de Coerências Sucessivas com vistas à realização de etnografias de agentes camponeses e patronais para compreender a relação entre as trajetórias que desenvolvem esses agentes e a dinâmica do território. Verifica-se que a relação entre essas duas categorias de agentes é sistêmica, não só na divisão do trabalho quanto na geopolítica de uso do território.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Vulnerabilidade e percepção de risco na planície tecnogênica em Abaetetuba-Pa: subsídios ao planejamento urbano e a gestão ambiental
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) RIBEIRO, Érika Renata Farias; SOLER, Pedro Aníbal Beatón; http://lattes.cnpq.br/1168205500524159; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852
    A cidade de Abaetetuba, localizada no Nordeste do estado do Pará, teve seu crescimento às margens do rio Maratauíra onde se estabeleceram os bairros: Centro, São João, São José e Algodoal. Porém, uma significativa área desses bairros encontra-se a uma planície de inundação fluvial que ao longo dos anos foi descaracterizada, resultando na formação de uma planície tecnogênica, marcada por eventos de inundação e colapso, os quais ocasionam prejuízos à população. Nesse sentido, analisou-se a vulnerabilidade da população que vive nesses bairros, tendo como ênfase a percepção de risco enquanto capacidade de resposta no aspecto intangível. Este elemento foi priorizado porque se constatou que mesmo após o desastre, ocorrido em 2014 no bairro São João, a população permanece no local, fazendo-se necessário analisar o motivo da ocupação desses espaços. O procedimento metodológico para identificar a ameaça à inundação baseou-se na proposta de Silva Junior (2010) com base em entrevistas, Modelo Digital de Elevação, Trabalho de campo e análise participativa. Em relação ao colapso no solo teve-se como base o relatório da Companhia de Pesquisa Recursos Minerais que identificou o risco de enchente e movimento de massa no bairro São João. Para metodologia de vulnerabilidade adaptou-se a proposta de Szlafsztein (2015) sendo realizada a construção de um índice de Vulnerabilidade às Ameaças Ambientais na Amazônia pela Percepção, onde se analisou a vulnerabilidade social e a capacidade de resposta a partir da percepção das pessoas frente às ameaças destacadas, resultando no mapa de vulnerabilidade com ênfase na percepção. Nos resultados alcançados o bairro Centro apresentou Moderada vulnerabilidade a partir do Índice de Unidade de resposta pela Percepção. O que contribuiu para este resultado foi o fato de a população considerar que não existem riscos no local, devido à boa infraestrutura da área. A justificativa de permanência no local acontece devido à importância desta parte da cidade para a o desenvolvimento de atividades comerciais. Os demais bairros apresentaram baixa vulnerabilidade em reação a este índice, apresentando percepção diante das ameaças que se fazem presentes, porém observou-se que a população permanece nesses locais. Isso ocorre por conta de relações de identidade estabelecidas no espaço seja por questões familiares, de vizinhança ou pelo significado da paisagem representada pelo rio, como acontece nos bairros Algodoal e São João. Portanto trata-se de uma exposição voluntária ao risco. No São José isso acontece por aspectos econômicos devido à proximidade com o centro comercial, simbolizado pelo “beiradão”. Portanto, nesse caso considera-se que o risco é aceito, em virtude das particularidades dos sujeitos envolvidos. A partir desses resultados, pôde-se fazer uma discussão sobre o planejamento e gestão ambiental na cidade de Abaetetuba propondo um ordenamento territorial que considere a criação de Zonas Especiais de Interesse Social; Áreas de Preservação Permanente; novas formas de usos para locais em risco e ações de intervenções para redução de perdas diante de possíveis desastres. Considera-se que os resultados alcançados são importantes para subsidiar a gestão ambiental e planejamento urbano sustentável e participativo na cidade de Abaetetuba.
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