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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adeus Maio! Salve Junho!: narrativas e representações dos festejos juninos em Belém do Pará nos anos de 1950(Universidade Federal do Pará, 2016-01-08) GOMES, Elielton Benedito Castro; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361O presente trabalho busca analisar as narrativas e representações dos festejos juninos de Belém do Pará nos anos de 1950. Esses festejos ganharam destaques nas páginas de livros, jornais e revistas que circulavam em Belém no período em questão, onde era possível encontrar anúncios, crônicas e romances que versavam sobre esse momento festivo. As festas juninas, de grande importância para parcela significativa da sociedade belenense, contavam com a participação de diversos conjuntos musicais, grupos juninos e de aparelhos sonoros animando esses eventos realizados em diversos espaços do subúrbio e do centro da cidade. Além disso, vários eram os pontos de vistas de jornalistas e intelectuais sobre essa celebração festiva, sendo esses analisados a partir dos papeis de difusão de valores e de padrões de comportamentos propostos por eles em seus escritos. Nesse sentido, o conceito de representação, proposto pelo historiador francês Roger Chartier, permeará a dissertação em questão, no qual esse autor assinala que os discursos estão entremeados de estratégias e práticas que tendem a impor autoridade e até mesmo induzirem o outro a escolhas e que são construídos dialogicamente num jogo que inclui interesses, embates e negociações. A pesquisa apresentada contou com auxílio de fontes retiradas dos jornais O Liberal, Folha do Norte, A Província do Pará, O Estado do Pará, A Vanguarda e da Revista Amazônia, publicados na década de 1950, assim como romances memorialísticos que falam sobre a temática aqui trabalhada, na segunda metade do século XX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Da rima à raça: narrativa rap e consciência histórica na poesia de Pelé do manifesto(Universidade Federal do Pará, 2019-01-30) FERREIRA, Rafael Elias de Queiróz; COSTA, Antônio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361; https://orcid.org/0000-0002-0223-9264Considerando a educação brasileira como sendo construtora de um discurso educacional hegemônico no sentido de reproduzir estereótipos para com as populações afro-brasileiras, objetiva-se com este estudo dialogar com as poesias narrativas de Pelé do Manifesto no intento de promover reflexões em espaço escolar acerca das consciências históricas, bem como das identidades históricas que suas composições podem vir a engendrar. O trato metodológico desenvolvido por esta pesquisa enveredou pela análise das letras composições musicais do rapper, bem como em entrevistas por ele concedida, além da execução de um projeto de intervenção pedagógica que permitiu a aplicação de suas letras em espaço escolar. Desse modo, observa-se a potencialidade das composições musicais do gênero Rap, de autoria de Pelé do Manifesto, como sendo fecundas no processo de construção de identidades históricas, o que nos permite concluir que a música do gênero Rap mobiliza saberes históricos – que são resultantes de experiências de vida prática – e apresenta-se como uma linguagem didática fecunda no ensino de História, contribuindo para o despertar de uma afinidade identitária junto às populações afro-brasileiras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De Dandara a Firmina: o ensino de História do Brasil a partir de Mulheres Negras no Ensino Médio Integrado(Universidade Federal do Pará, 2020-10-05) COSTA, Rayme Tiago Rodrigues; CHARLET, Eliane Cristina Soares; http://lattes.cnpq.br/6000275052016633Uma única história tem sido contada sobre a população negra e sobre as mulheres negras no ensino de história do Brasil, uma história de invisibilidade e lugares subalternos, onde a população negra é desumanizada e as mulheres negras reduzidas a condição de mulatas, domésticas e mães pretas. Esta narrativa é resultado de um processo histórico consciente de desumanização formatado pelo ocidente na modernidade/colonialidade para gerar domínio e consolidação de poder. Nesse sentido, esta dissertação busca ser uma resposta a esse contexto, objetivando construir uma narrativa no ensino de história do Brasil a luz da trajetória de cinco mulheres negras, Dandara, Chica da Silva, Mônica, Luiza Mahin e Maria Firmina dos Reis, mobilizando suas perspectivas para entender o contexto colonial (Séc. XVI-XIX) visibilizando personagens e contextos marginalizados e apresentar a metodologia e as ideias na qual se fundamentam essa experiência, tendo o sistema web “Mulheres Negras no Ensino de História” como produto das atividades realizadas. A pesquisa ocorreu no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Pará (IFPA) da cidade de Paragominas, concomitantemente as aulas de história para a turma de Informática do segundo ano do ensino médio, no ano de 2018. Para isso, foi necessário descolonizar as formas de ver, a interseccionalidade, o gênero, e o jogo de escalas da micro-história foram utilizadas como ferramentas procedimentais, além dos conhecimentos discentes para perceber as mulheres negras do presente e do passado. A metodologia utilizada foi da aula-oficina (BARCA, 2004) onde os alunos após serem ambientados sobre os contextos, foram divididos em grupos e tiveram acesso a fontes sobre cada personagem, apresentando em forma de seminário seu contexto e biografia, as quais foram utilizadas para produzir o sistema web. Compreender o passado colonial pelas lentes de mulheres negras materializou e aproximou a história do cotidiano dos educandos, muitos realizaram uma apropriação das personagens como elementos simbólicos para a positivação da negritude, passando a observar as mulheres negras ao seu derredor e as suas problemáticas, além de uma complexificação do ser mulher e da crítica sobre a feminilidade branca.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Do sarampão as perniciozissimas bexigas”: epidemias no Grão-Pará setecentista (1748-1800)(Universidade Federal do Pará, 2017-11-14) MARTINS, Roberta Sauaia; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300Este trabalho tem por objetivo analisar as principais ações e estratégias acionadas pelas autoridades coloniais e metropolitanas voltadas aos impactos ocasionados por três epidemias específicas, grassadas na capitania do Grão-Pará, na segunda metade dos setecentos. Trata-se de um esforço em discutir como essas estratégias foram sendo gestadas e forjadas a partir do diálogo entre as esferas de poder dos dois lados do Atlântico, bem como nos contornos internos do Grão-Pará. Busca-se a compreensão não apenas das diretrizes realizadas, como também a forma como esses eventos foram narrados, bem como as convergências e tensões trilhadas no rastro das epidemias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ensino de História e Direitos Humanos: a história de gênero na perspectiva interseccional e a luta da mulher negra por direitos(Universidade Federal do Pará, 2021-12-20) FARIAS, Marilin Genezareth de Oliveira; ESTEVES, Carlos Leandro da Silva; http://lattes.cnpq.br/6758802097773377O presente trabalho objetiva discutir como os direitos humanos podem ser trabalhados no ensino de história a partir do problema de gênero pelo viés interseccional. Partimos da hipótese de que há uma cultura histórica que desconhece a importância dos direitos como parâmetro de cidadania, como também, persiste em uma “tradição patriarcal” que legitima a cultura machista. Metodologicamente, utilizaremos a teoria da história para embasar nossa pesquisa, a partir dos conceitos de consciência histórica e cultura histórica, para, assim, identificarmos o conhecimento histórico dos estudantes. O recorte temático versará sobre a questão da interseccionalidade, considerando uma abordagem pontual sobre gênero, classe e raça na perspectiva do ensino de história. Para isso, executamos oficinas temáticas sobre a luta das mulheres negras por direitos, para assim, conjuntamente aos alunos pensarmos o produto. Ao final da pesquisa, o produto pensado, em formato HQ, servirá de suporte didático para as escolas e o ensino de história, por possuir uma linguagem acessível à educação básica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A estrada para o “progresso”: política, cultura e natureza em Bragança, Pará (1970-1996)(Universidade Federal do Pará, 2015-06-12) OLIVEIRA, Marcus Vinicius Cunha; HENRIQUE, Márcio Couto; http://lattes.cnpq.br/1963995260174868Este trabalho estuda a construção da estrada Bragança-Ajuruteua, PA-458, no Pará, Brasil, no período de 1970-1996. A rodovia, que aterrou 26 km de manguezal, provocou alterações no meio ambiente e, consequentemente, à vida de vários indivíduos que vivem dos recursos naturais desse ecossistema. O trabalho tem como objetivo compreender as permanências e as mudanças provocadas pela rodovia na relação homem/natureza e as diversas interpretações dos homens sobre esse espaço por meio da análise de discursos políticos, reportagens da imprensa escrita, fotografias, literatura local, etnografia e relatos orais de mariscadores de caranguejo, sujeitos profundamente envolvidos com o manguezal. A partir disso, constatou-se que o desenvolvimento pensado pelas autoridades políticas e pela elite local, com a exploração turística da praia de Ajuruteua, foi projetado com uma visão de natureza separada da cultura, uma natureza utilitária e contemplativa que negligenciou as comunidades locais e as condições de preservação do ecossistema. Porém, mesmo diante disso, sujeitos que tiveram suas vidas impactadas pelo empreendimento “fabricaram” estratégias para se adaptar a nova realidade e usaram a rodovia a favor da sua vida cotidiana.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Imigração e ocupação na fronteira do tapajós: os japoneses em Monte Alegre – 1926-1962(Universidade Federal do Pará, 2007-05-04) ISHISU, Tatsuo; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Desde 1925, quando assumiu o comando do governo paraense, Dionísio Bentes procurou incentivar a colonização do “sertão” paraense com o objetivo de dinamizar a produção agrícola. Para efetivar o projeto, o governo esforçou-se para atrair o interesse do Japão, oferecendo gratuitamente terras para o assentamento dos imigrantes japoneses. Como resultado do acordo diplomático firmado entre partes interessadas, a partir do final de 1929, teve início o processo migratório que se estendeu até 1962, com interrupção entre 1937 e 1952. Durante quase três décadas, cerca de 1.600 famílias desembarcaram no porto paraense. A grande maioria fixou-se no Estado do Pará, formando uma significativa comunidade de imigrantes e seus descendentes. Assim, esta dissertação trata do processo que conduziu essa migração, à construção do modo de vida na Amazônia e à elaboração da identidade no novo ambiente. O enfoque principal é a colonização da cidade de Monte Alegre, no Baixo-Amazonas paraense, muito embora essa análise faça referência a outras localidades do Pará e Amazonas e também envolve um esforço para discutir tanto o processo da colonização quanto do exercício da construção da memória por parte dos imigrantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um intrépido Paraense: Veiga Cabral nos jogos políticos no Pará (1884-1905)(Universidade Federal do Pará, 2015-03-18) SILVA, Raimundo Nonato da; FARIAS, William Gaia; http://lattes.cnpq.br/2553754490715388Este trabalho analisa as disputas políticas no Pará na transição da Monarquia para a República, buscando entender as redes de “Clientelismo” que permitiram a utilização de mecanismos como a força policial, o uso de Capoeiras, de Jornais e dos partidos políticos nesses conflitos. Para alcançar este objetivo busquei refazer a trajetória política de Francisco Xavier da Veiga Cabral, por entender que sua importância neste momento de transição da Monarquia para a República foi relevante para os embates políticos no Pará. Para compreender estes mecanismos de disputas eleitorais e a relação de Veiga Cabral, o trabalho contou com a análise de um corpo documental variado, entre processos crimes, jornais, relatórios dos governos do Pará e coleção de leis do estado Pará. Partindo desta documentação e do diálogo com bibliografia, buscamos contribuir para o debate e ampliar os conhecimentos sobre o tema, assim como permitir um maior entendimento da História do Brasil e da Amazônia.Tese Acesso aberto (Open Access) O lápis endiabrado: adrelino cotta e a caricatura em Belém do Pará nos anos 20(Universidade Federal do Pará, 2018-11-29) CASTRO, Raimundo Nonato de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231A cidade de Belém, dos anos de 1920, carregava no imaginário da sua população a ideia de que a urbs era marcada por seus aspectos “modernos”. E o palco ideal para reforçar esse imaginário foi as páginas dos periódicos e semanários que circularam na capital do Pará nas primeiras décadas do século XX. Justamente neste cenário que a figura de Andrelino Cotta conseguiu construir, com as suas análises, imagens que foram capazes de questionar a maneira como a Belém “moderna” era vista diante dos diversos problemas vividos na capital paraense. Com as representações caricaturais, por exemplo, os periódicos tinham as armas capazes de conduzir as interpretações no processo de formação simbólica, criando estereótipos, os quais buscavam representar a cidade. Nos jornais e revistas construíram representações as mais diversas, como as de caráter humorísticas que eram marcadas pelos aspectos breves, concisos, trucados, rápidos e revertidos de significados, demonstrando certa familiaridade. Nesse aspecto de disputa ideológica, os intelectuais, mostraram-se atuantes no circuito editorial, em especial, os humoristas destacaram-se por construir pelo lápis a produção artística recheada de dupla interpretação.Tese Acesso aberto (Open Access) Memórias em movimento histórias de luta e resiliência: faces cabanas da identidade Amazônica(Universidade Federal do Pará, 2016-04-13) RABELO, Agnaldo Aires; MAUÉS, Raymundo Heraldo; http://lattes.cnpq.br/0915136632611666Memórias em Movimento: Histórias de Luta e Resiliência: Faces Cabanas da Identidade Amazônica é a continuidade de uma pesquisa etnográfica, realizada a partir de incursões a campo, no vale do rio Capim, no Nordeste do Estado do Pará. Espaço geográfico em que encontrei velhos das antigas, que narram histórias sobre os elementos, que para Maués (2006), nos permitem compreender a constituição de uma identidade amazônica, entre os quais a memória da Cabanagem, que se resignifica, na região com a Revolta do Capim ocorrida em 1891. Neste (re)encontro com o passado/presente, faço inicialmente uma revisão de faces distintas do movimento, base histórica para os capítulos seguintes. Estes de caráter etnográfico, constituem uma proposta de compreensão da Cabanagem e da persistência de uma condição permanente cabana, de luta e resiliência, que se faz presente, quando as ruas de Belém são tomadas pela invasão de um rio de gente no Círio de Nazaré. Condição similar a aristocracia de pé no chão (Dalcídio Jurandir 2008) e aos Alfredos dalcidianos da ilha de Santana do Arari, localizada no município de Ponta de Pedras (Marajó), selecionada para a pesquisa, entre outras razões históricas, por ter sido um ponto de resistência aos cabanos. Desta forma, este trabalho de caráter histórico-literário e etnográfico, tem como objetivo principal: compreender as faces de uma identidade amazônica, na perspectiva de Maués (2006), aproximando assim, textos e realidades etnoliterários, que apresentam similaridades, pois, para além das construções historicistas da mobilização, ou de uma Cabanagem restrita ao espaço de cidades, atualmente, cabe estudar a luta dos cabanos que estiveram embrenhados nas matas e rios da Amazônia, propondo outra versão dessa história. “Uma versão que mostre um território que, desde longa data, abrigou muitos homens e mulheres trabalhadores e que está muito distante da imagem do “inferno verde” ou do “vazio demográfico” que foi imposta a essa região com claros motivos políticos”. (Ricci 2008, p.169). Considerando-se assim a tese: de que as condições históricas de dominação política, exploração socioeconômica e de disputas pelo poder, condicionam a eclosão de revoluções populares, e fazem parte de uma estrutura de longa duração (Sahlins 2004), e especialmente, da perspectiva gadameriana de círculo hermenêutico (2002), pensada segundo os princípios de uma hermenêutica filosófica de compreensão do mundo. Estando presente nas cenas da vida amazônica (Veríssimo 2013), vivenciadas, ao longo da experiência etnográfica real e das obras etnoliterárias, que buscamos incessantemente, na ânsia de compreensão, da realidade amazônica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os motins políticos de um ilustrado liberal: história, memória e narrativa na Amazônia em fins do século XIX(Universidade Federal do Pará, 2010) LIMA, Luciano Demetrius Barbosa; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299Esta dissertação pretende analisar a obra de cinco tomos intitulada Motins Políticos ou história dos principais acontecimentos políticos na Província do Pará desde o ano de 1821 até 1835. Elaborado em finais do século XIX pelo historiador e político Domingos Antônio Raiol (Barão de Guajará), esse estudo caracteriza-se pela descrição de uma série de conflitos políticos e sociais ocorridos no Grão-Pará, entre as décadas de 1820 e 1830, transformando-se ao longo do século XX, em fonte central para a história da Cabanagem. Ademais, o livro de Raiol foi muito além de elencar fontes sobre a superficialidade dos eventos políticos e suas lideranças amazônicas. Motins Políticos apresenta através de olhares sensíveis ou racionais, inúmeras referências direcionadas à natureza e sociedade amazônica. Analisando estas concepções românticas e cientificistas, essa dissertação investiga o percurso metodológico de seu autor, seu processo de produção, bem como as inúmeras críticas impetradas a ele e a sua obra ao longo do tempo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Oficiais canoeiros, remeiros e pilotos Jacumaúbas: mão de obra indígena na Amazônia colonial portuguesa (1733-1777)(Universidade Federal do Pará, 2016-06-28) FERREIRA, Elias Abner Coelho; SOUZA JUNIOR, José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0493030136179246Na Amazônia colonial praticamente tudo girava em torno dos rios. Os rios eram os caminhos, as vias fluviais por excelência; eram eles que interligavam o sistema de vilas e lugares portugueses; eram o meio de circulação no qual as relações entre os indígenas se davam antes da colonização, e vão ser o meio onde relações entre indígenas e europeus se darão durante e após a colonização. Nesse sentido, e partindo das discussões da Nova História Indígena, esta Dissertação procura perceber como índios (oficiais canoeiros, remeiros e pilotos) estavam inseridos dentro do universo dos rios na Amazônia do século XVIII, como mão de obra para a construção de embarcações e para remar e pilotar as ditas embarcações. Dimensionar a atuação dos indígenas dentro dos três assuntos distintos retratados aqui – rios, embarcações e remeiros e pilotos –, mas que mantêm vinculo umbilical entre si, foi essencial para mostrar que na Amazônia colonial portuguesa a mão de obra indígena foi mais que um mero recurso, ou uma simples porta de escape. Foi fundamental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Olimpíada Nacional em História do Brasil: o ensino de história para além da sala de aula(Universidade Federal do Pará, 2024-11-11) NASCIMENTO, Márcio dos Santos do; CHARLET, Eliane Cristina Soares; http://lattes.cnpq.br/6000275052016633; orcid logo https://orcid.org/0009-0007-0797-4894; COSTA, Renato Pinheiro da; http://lattes.cnpq.br/0413733044020733; https://orcid.org/0000-0001-7132-0579Este trabalho investiga o Ensino de História como processo de produção de conhecimento a partir da participação de alunos na Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Busca-se compreender se a pesquisa desenvolve habilidades não apenas em sala de aula, mas também em outros espaços de aprendizagem. Criada em 2009 pela Unicamp, a ONHB tem como objetivo incentivar o estudo e a pesquisa em História do Brasil, promovendo a integração entre escolas, professores e alunos. A pesquisa foi realizada em duas escolas particulares de Belém do Pará, envolvendo alunos participantes e não participantes da ONHB. Utilizou-se questionários discursivos para investigar a percepção dos estudantes sobre o Ensino de História e a influência da competição em suas formações. A análise centrou-se em identificar como a utilização de fontes e documentos históricos estimula debates críticos e abordagens temáticas variadas, promovendo a argumentação reflexiva e o protagonismo dos alunos tanto em sala de aula quanto na competição. Ademais, buscou-se compreender como alunos não participantes percebem o valor do saber histórico e o impacto da ONHB no desenvolvimento de seus colegas. A problemática levantada parte da perspectiva de mudança de comportamento dos participantes da ONHB, questionando se as aulas de História em sala de aula limitam a capacidade crítica dos alunos. Outros questionamentos incluem: o distanciamento entre Ensino de História na Educação Básica e a pesquisa acadêmica; se as aulas de História estão defasadas, conteudistas ou menos atrativas; e qual o papel do professor em promover o protagonismo discente? Os resultados apontam que a ONHB desempenha um papel fundamental na transformação do Ensino de História no Brasil, ampliando interpretações históricas, desenvolvendo criticidade e promovendo habilidades de pesquisa nos estudantes. A competição destaca-se por estimular a investigação e a reflexão crítica sobre o passado e o presente. Em síntese, a ONHB promove uma educação participativa e significativa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O patronato das letras: cultura e política no Instituto Histórico e Geográfico do Pará (1930-1937)(Universidade Federal do Pará, 2007) FREITAS, Iza Vanessa Pedroso de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Esta dissertação discute os significados atribuídos à Interventoria de Magalhães Barata e à Amazônia pelos intelectuais vinculados ao Instituto Histórico e Geográfico do Pará no período de 1930 a 1937. As principais fontes analisadas correspondem aos volumes da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e aos artigos do Jornal Folha do Norte. A partir da produção desses intelectuais e em diálogo com a bibliografia selecionada, este estudo procura compreender como se constrói a relação entre o Instituto e o Estado e como se define a concepção de Amazônia em uma temporalidade social, na qual se estruturam o imaginário da Revolução de 1930.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os retratos dos Coudreau: índios, civilização e miscigenação através das lentes de um casal de visionários que percorreu a Amazônia em busca do “bom selvagem” (1884-1899)(Universidade Federal do Pará, 2008) SOUZA FILHO, Durval de; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936Considerando a importância da iconografia, principalmente a fotografia, para a elucidação de fatos relacionados à história da Amazônia, principalmente aqueles relativos à história dos povos indígenas, à cultura, à natureza, à história da ocupação da região, à vida das populações tradicionais, faço um exame das fotografias produzidas pelo casal Henri e Octavie Coudreau, nas suas viagens pelo interior do Pará, a serviço do governo do Estado, no período de 1883 a 1899, e aquelas produzidas unicamente por Octavie Coudreau, depois da morte do seu marido, no período de 1899 a 1903, inclusive quando estava a serviço do governo do Estado do Amazonas. Por meio de uma leitura detida e circunstanciada destes retratos, conjugada ao exame de outras fontes escritas, dentre as quais os próprios relatos dos viajantes, procuro entender aquilo que posso afirmar como sendo o maior paradoxo destes viajantes “de la Troisième République française”: a crença no ideal romântico do “bom selvagem” e a defesa intransigente de uma civilização e sua marcha inexorável, a qual, em última instância, seria responsável pela aniquilação total deste homem “primeiro e integral”. Secundariamente, o objetivo desta pesquisa é também refletir sobre o que fez o casal Coudreau se apegar a uma ideia – que depois se transformou em uma crença – de que seria possível encontrar nas matas amazônicas o “bom selvagem”. Assim, pretendemos entender até que ponto isso seria realmente uma crença ou simplesmente uma “isca” para atrair seus leitores, pois é nítida, nos relatos de Coudreau, a existência de dois discursos diferentes: um discurso romântico, este do bom selvagem, e outro claramente laudatório com relação ao progresso da região, a defesa da colonização filantrópica dos povos “primitivos” e o progresso infinito do Homem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O Vale do Tocantins e a Lei Anilzinho: a Lei dos Posseiros (1961-1981)(Universidade Federal do Pará, 2016-02-26) SILVA, Adriane dos Prazeres; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372O golpe civil- militar de 1964, trouxe uma série de problemáticas no que diz respeito à questão do conflito de terras na Amazônia, no Estado do Pará, mais especificamente no Vale do Tocantins denominação usada, pelo governo militares para designar o Médio e o Baixo Tocantins, que são as microrregiões que envolve o município de Tucuruí, que por sua vez abriga em seu território a hidrelétrica de mesmo nome (a maior usina inteiramente nacional). O período aqui analisado é de (1961-1981), portanto vinte anos, momento que houve mudanças profundas na região. A construção dessa barragem, os incentivos fiscais, as mudanças na Legislação do Estado e mais os projetos de colonização pensados pelos governos militares, desdobrou uma série de acontecimentos entre eles estava o conflito pela posse da terra, envolvendo vários sujeitos índios, seringueiros, castanheiros, posseiros, trabalhadores rurais e entidades aliadas como a FASE, a prelazia de Cametá, a congregação das Irmãs filhas da Caridade, e os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Oeiras e Baião. De acordo com a visão dos trabalhadores rurais, do lado oposto a eles estavam os órgãos do governo e seu aparato burocrático, assim como os prováveis grileiros centro- sulistas. Os trabalhadores rurais perceberam a mudança em seu modo de vida, pois notaram a entrada de outros sujeitos dentro da região que ameaçavam seu modo de vida e sua cultura, perceberem nos momentos dos conflitos que deveriam se unir e organizar-se, pois haviam cansado de perder e para isso construíram sua própria Lei a Lei Anilzinho: A lei dos Posseiros e criaram uma cultura política de resistência que durou mais de uma década na região.
