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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Apontamentos para história da família e demografia histórica da Capitania do Grão-Pará (1750-1790)
    (Universidade Federal do Pará, 2008-09) CARDOSO, Alanna Souto; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300
    Na História do Brasil Colônia, a família apresentou-se como uma instituição fundamental, tendo em vista a relevância de suas funções, socioeconômicas e políticas, no decorrer desse período. Observa-se que os historiadores da família no Brasil estiveram voltados para a região sudeste, em especial a sociedade paulista, e poucos têm direcionado seus estudos para outras regiões, nitidamente aquelas onde se desenvolveram sociedades não diretamente vinculadas ao setor exportador da Colônia e as que não receberam grande contingente de migrantes estrangeiros. É sabido também que os estudos da família quando associado à demografia histórica na Capitania do Pará não conseguiram resultados mais detalhados do que a identificação de estatísticas aproximativas da distribuição de homens e mulheres de diferentes categorias étnico-sociais. É nesse sentido que esta dissertação, por meio do Recenseamento de 1778 da Capitania do Pará e da análise da trajetória da família de elite Morais Bittencourt (1750-1790), pretende delinear as elites e as hierarquias sociais na sociedade paraense.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Cruentas guerras: índios e portugueses nos sertões do Maranhão e Piauí (primeira metade do século XVIII)
    (Universidade Federal do Pará, 2011-08-19) MELO, Vanice Siqueira de; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    As capitanias do Maranhão e do Piauí foram palco de muitas guerras entre lusobrasileiros e índios na primeira metade do século XVIII. Esta dissertação trata desses conflitos que aconteceram durante a expansão portuguesa nessa região. A pesquisa procura analisar como o espaço das capitanias do Maranhão e Piauí é descrito nos relatos que tratam sobre as guerras, bem como a maneira pela qual as tropas contribuíram para alteração na paisagem da região. A dissertação reflete também sobre a composição dos espaços indígenas na paisagem colonial e as relações que os grupos indígenas mantinham entre eles e com os luso-brasileiros. Outra discussão feita pela dissertação trata da maneira pela qual as guerras faziam parte das relações de poder existentes no Estado do Maranhão e Grão-Pará e como a realização delas dependia de interesses particulares.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica populacional e atividade madeireira em uma vila da Amazônia: a vila de Moju (1730-1778)
    (Universidade Federal do Pará, 2013-03-15) BATISTA, Regina Célia Corrêa; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300
    O presente trabalho pretende se debruçar sobre as estratégias de ocupação/colonização da região de Moju no sentido de tentar compreender as práticas vivenciadas por diversos sujeitos no processo de colonização da Capitania do Pará. Neste cenário a atividade madeireira caminhou paripassu com o extrativismo, a agricultura e as demais atividades manufatureiras catalisando população e proporcionando a fixação de unidades populacionais principalmente as margens dos rios, principais vias de deslocamento de pessoas e mercadorias. Neste recorte da América Portuguesa foram se conformando unidades familiares representadas não somente por senhores de engenhos, como comumente se costuma pensar, mas, principalmente, por diversos pequenos lavradores - índios, mestiços, negros e brancos pobres – alavancando o processo de colonização do espaço.
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    Do “dinheiro da terra” ao “bom dinheiro”: moeda natural e moeda metálica na Amazônia colonial (1706-1750)
    (Universidade Federal do Pará, 2006-10-02) LIMA, Alam José da Silva; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    Esta dissertação discute a transformação do sistema monetário da Amazônia colonial, região onde a “moeda natural” era ampla e oficialmente utilizada, durante a primeira metade do século XVIII. É baseado em documentação manuscrita do acervo do Arquivo Histórico Ultramarino, bem como em documentos impressos dos Anais da Biblioteca Nacional e dos Anais do Arquivo Público do Pará. A dissertação procura explicar as razões pelas quais as moedas metálicas chegaram e circularam tão tarde na região, e as consequências do uso da “moeda natural” para a sociedade e economia da região.
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    Em outras margens do atlântico: tráfico negreiro para o estado do Maranhão e Grão-Pará (1707-1750)
    (Universidade Federal do Pará, 2009-12-11) BARBOSA, Benedito Carlos Costa; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    A presente dissertação analisa o tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Grão-Pará durante o reinado de D. João V. Baseando-se em documentos arquivistas, compreende-se que o tráfico constituiu um negócio de base triangular com forte apoio da Coroa portuguesa ao financiar e proporcionar a estrutura necessária ao comércio de almas, principalmente no período em que a região foi abalada pelas epidemias de varíola que mataram muitos indígenas. Nesse momento, os moradores e as autoridades discursavam sobre a importância do africano para o crescimento econômico da região amazônica, fato examinado nos constantes pedidos de escravos como alternativa para suprir a carência de mão-de-obra que a região vivenciava. Esta dissertação analisa também a participação desses escravos como trabalhadores dos engenhos de açúcar e aguardente, trabalhadores domésticos, construtores civis e como barbeiros-sangradores. Propõe-se que esses indivíduos, ao lado de outras categorias sociais, como mulatos, cafuzos e principalmente indígenas, em muitos momentos construíram espaços de autonomias.
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    Engenhos e engenhocas: atividade açucareira no estado do Maranhão e Grão-Pará (1706-1750)
    (Universidade Federal do Pará, 2009-03-09) CUNHA, Ana Paula Macedo; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    A atividade açucareira no Estado do Maranhão é pouco tratada pela historiografia brasileira e apresenta peculiaridades. Esta dissertação compreende uma análise da atividade açucareira no Estado do Maranhão na primeira metade do século XVIII, com a finalidade de compreender a importância do açúcar nas Capitanias do Pará e Maranhão, onde a atividade foi intensamente praticada ao longo do período colonial. Ancorado firmemente na documentação manuscrita e relatos do período, buscou-se identificar os significados do açúcar nesta região – que não eram puramente econômicos – a fim de explicar a continuidade da atividade açucareira na região em meio a problemas característicos de sua historia dentre os quais pode-se destacar a falta de escravos, ataques indígenas, inexistência de moeda metálica, entre outros.
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    Entre costas brasílicas: o tráfico interno de escravos em direitura a Amazônia, c.1778-c.1830
    (Universidade Federal do Pará, 2013-09-13) SANTOS, Diego Pereira; LAHON, Didier André Roger; http://lattes.cnpq.br/1360485249187891
    Após o final do monopólio exercido pela companhia pombalina, pensada estrategicamente para a Amazônia na segunda metade do século XVIII, emergirá um comércio interno de escravos por via marítima em direitura a estas paragens. Este tráfico de escravos passou a ser visto pelas autoridades régias como um perigo a sobrevivência de seus negócios e da agricultura. Por outro lado, não foram poucos os comerciantes e moradores da área setentrional da colônia e da província que receberam de bom grado a mão de obra africana vinda de áreas costeiras brasílicas. Nesta dissertação, a partir desse tráfico interno de escravos percebo a importância considerável deste comércio negreiro para Amazônia buscando refletir sobre os seus mecanismos de funcionamento e reprodução.
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    Entre índios e verbetes: a política linguística na Amazônia portuguesa e a produção de dicionários em língua geral por jesuítas centro-europeus (1720-1759)
    (Universidade Federal do Pará, 2017-08-22) PRUDENTE, Gabriel de Cássio Pinheiro; BARROS, Maria Cândida Drumond Mendes; http://lattes.cnpq.br/1026942131180068; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/4213810951901055
    O objetivo desta dissertação é analisar a política linguística da Companhia de Jesus e do governo português para o Estado do Grão-Pará e Maranhão e relacioná-la ao processo de produção de três dicionários em Língua Geral redigidos por jesuítas originários da Europa Central que atuaram na região amazônica no contexto das reformas pombalinas na década de 1750. Primeiramente, buscou-se compreender as diretrizes da Companhia de Jesus para a escolha e padronização de uma língua indígena no Brasil para a catequização dos índios, bem como o posicionamento dos jesuítas e do Estado português em relação à Língua Geral na Amazônia. Em seguida, foi reconstituída a trajetória de um grupo de jesuítas centro-europeus na Amazônia lusa em meados do século XVIII, cujos membros, muito provavelmente, redigiram três dicionários em Língua Geral. Por fim, utilizando o conceito de mediação cultural, os dicionários são compreendidos como produtos de um processo de negociação de sentidos, constituindo-se tanto como textos de tradução e classificação, como instrumentos de aprendizado da Língua Geral. Fora o aspecto meramente técnico ou prático, os vocabulários são analisados enquanto textos continuamente atualizados pelos autores jesuítas a partir de suas experiências adquiridas no complexo convívio com os índios no interior das missões.
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    Espíritos inquietos e orgulhosos: os frades capuchos na Amazônia Joanina (1706-1751)
    (Universidade Federal do Pará, 2009-06) CARVALHO JUNIOR, Roberto Zahluth de; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    A presente dissertação discute o estabelecimento dos frades franciscanos como um poder local, a partir das redes de influência que criaram e dos conflitos em que estes frades estavam envolvidos. Procuramos, dessa forma, compreender como se constroem as relações sociais entre os capuchos e o mundo secular, relações estas marcadas por lutas nascidas a partir de diferentes pontos de vista, principalmente no que é referente ao contato com o índio, e que permitem analisar os aspectos mais marcantes dos missionários como um núcleo de poder no Estado do Maranhão e Grão-Pará.
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    Farinha de "pau" e de "guerra": os usos da farinha de mandioca no extremo Norte (1722-1759)
    (Universidade Federal do Pará, 2011) CRUZ, Roberto Borges da; MOURÃO, Leila; http://lattes.cnpq.br/5665064793338456
    Esta dissertação analisa os usos da farinha de mandioca no Estado do Maranhão e Grão-Pará no período de 1722-1759, destacando a farinha como o alimento básico das populações indígenas, repleta de aspectos culturais e simbólicos. Igualmente, analisa como este alimento passou a adquirir importância singular entre os colonizadores portugueses, tornando-se elemento fundamental ao longo do processo de colonização da Coroa portuguesa no extremo norte, enfocando aspectos relevantes acerca da circulação e comercialização da farinha e o papel da mão de obra indígena nas esferas da produção, circulação e desse gênero.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A “gente de guerra” na Amazônia Colonial: composição e mobilização de tropas pagas na Capitania do Grão-Pará (primeira metade do século XVIII)
    (Universidade Federal do Pará, 2013-12-23) VIANA, Wania Alexandrino; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    O objetivo deste trabalho é discutir sobre o processo de militarização da capitania do Grão-Pará na primeira metade do século XVIII. Trata-se das políticas de defesa engendradas pela Coroa portuguesa para essa região. Para a análise utilizamos como objeto de estudo a tropa paga por ser esta a força militar profissional na colônia, e ainda a responsável por empreender ações de guerra e guarnição. Nesse sentido, este estudo procura desenvolver e discutir questões como: a representação das companhias pagas nas diversas correspondências entre a colônia e o reino, e a partir disso perceber o estado militar da capitania; a composição da tropa por meio da análise do recrutamento compulsório e de seus múltiplos significados para os soldados e para a região; e a mobilização dessa força de defesa através do mapeamento do destacamento de soldados e da movimentação de tropas no Grão-Pará. Trata-se ainda, da implicação dessa mobilização na família do recrutado.
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    Invisibilidade, apagamento e estereótipos de povos indígenas no espaço escolar: um diálogo com Manoela e Suzana Karipuna e suas perspectivas sobre ser indígena mulher
    (Universidade Federal do Pará, 2022-12-14) SOARES, Ana Cláudia Dutra; LINHARES, Anna Maria Alves; http://lattes.cnpq.br/3081434819616255; https://orcid.org/0000-0001-7548-9259
    Esta dissertação tem como objetivo realizar um debate referente à invisibilidade e ao apagamento histórico dos povos indígenas e das indígenas mulheres, os conceitos e preconceitos estereotipados que perpassam gerações e ainda fazem parte da realidade e do cotidiano escolar, através de um debate com as indígenas Ana Manoela Primo e Suzana Primo, dos povos Karipuna do Amapá, ressaltando-se que, levantando um debate sobre a invisibilidade histórica das indígenas mulheres, é possível trazer à tona a situação das mesmas, suas lutas, reflexões e violências ainda sofridas, assim como proporciona uma ponte com o feminismo decolonial e sua atuação na compreensão do contexto latino americano ao que se refere gênero e raça. É fato que o ambiente escolar também consiste um espaço de propagação de violências, pois ao relegar um povo e um gênero específico a clandestinidade histórica, determina a esse a construção de estereótipos sobre sua cultura e participação histórica. A pesquisa será realizada com os educandos das turmas do 9º ano do ensino da E.M.E.F. Prefeito Oton Gomes de Lima, localizado na cidade de Moju-Pa, e o trabalho visa além de realizar uma análise bibliográfica, debates com os discentes e entrevista com as indígenas mulheres para discutir suas percepções sobre a condição histórica dos povos originários do Brasil e seus respectivos gêneros.
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    As letras humanas: os povos indígenas e o ensino da língua portuguesa na Amazônia Pombalina (1751-1763)
    (Universidade Federal do Pará, 2012) CUNHA, Jonas Araújo da; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299
    Os povos indígenas que habitavam o Vale do Amazonas durante o período da colonização portuguesa foram submetidos em distintos momentos, por diferentes agentes e por variados instrumentos, a incisivos processos de aculturação visando sua inserção no mundo “civilizado”. Sendo o uso das letras humanas, compreendido pela prática da leitura e da escrita na língua portuguesa sua maior evidencia. Durante um século (1650-1750) a Companhia de Jesus destacou-se entre as ordens regulares que se estabeleceram na região como aquela que mais implantou aldeias missionárias objetivando além da catequese o ensino das letras humanas aos povos nativos. Na segunda metade do século dezoito no contexto da chamada “Era Pombalina” o Estado Luso, a partir especialmente das cartas e relatórios de Francisco Xavier de Mendonça Furtado Governador do Estado do Grão- Pará e Maranhão entre 1751 e 1759, oficializou a visão que denunciava o lamentável “estado do ensino” no Vale do Amazonas evidenciado no descaso das ordens missionárias em geral e dos jesuítas em particular, com o ensino da língua do Rei aos súditos nativos. Prova maior desta incômoda realidade era o uso massificado da chamada Língua Geral em detrimento da língua portuguesa. Em face desta realidade e considerando que o uso da língua portuguesa se constituía a “base fundamental da civilidade” conforme expressava o texto do Directório que se deve observar nas povoações dos índios do Pará e Maranhão, O Estado encampa e assume a tarefa de promover o ensino das letras humanas nas Vilas, Lugares e Povoações do Vale do Amazonas. Tarefa que o sucessor de Mendonça Furtado o Governador Manuel Bernardo de Mello e Castro (1759-1761) envidará grande esforço e particular empenho para cumprir, em face dos enormes obstáculos estruturais e conjunturais que se apresentavam. Esta dissertação tem como objetivo essencial “melhor compreender” estes eventos, perscrutando o seu processo, destacando seus percalços e refletindo sobre suas consequências para os povos indígenas que o vivenciaram.
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    Monções amazônicas: avanço e ocupação da fronteira noroeste (1683-1706)
    (Universidade Federal do Pará, 2016-05-30) POMPEU, André José Santos; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    A presente pesquisa versa sobre a ocupação e construção da fronteira noroeste da Amazônia, durante o final do século XVII e início do século XVIII. Partindo da ideia de que o noroeste amazônico se caracteriza como uma “fronteira-zona”, onde diferentes atores – índios, portugueses, espanhóis e holandeses – tiveram a oportunidade de trocar experiências sociais e culturas com a finalidade de obter a supremacia na região em destaque. Objetivando que o noroeste amazônico foi muito mais fruto das relações de poder na esfera local, como o caso das monções portuguesas e da missão jesuítica de Maynas, do que um empreendimento imperial. Levando uma experiência a partir da colônia para ser reafirmada na metrópole.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Um patrimônio em contendas: os bens jesuíticos e a magna questão dos dízimos no estado do Maranhão e Grão Pará (1650-1750)
    (Universidade Federal do Pará, 2012-02-23) NEVES NETO, Raimundo Moreira das; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952
    A presente pesquisa tem por objetivo a ponderação do patrimônio material jesuítico no Estado do Maranhão, durante a segunda metade do século XVII e primeira do XVIII. De modo específico, analisaremos três aspectos: os modos de conquista das propriedades inacianas; a maximização dessas fazendas a partir do gerenciamento direto dos padres (caso do comércio) e a relação entre a administração colonial e reinol com a Companhia no tocante ao pagamento dos dízimos dos gêneros que a Ordem cultivava em suas terras. Nesse sentido, veremos que os três pontos, sobretudo os dois últimos, foram motivos de grandes oposições por parte dos moradores da Amazônia colonial portuguesa.
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    O poder simbólico das “bugigangas”: índios e regatões na província do Pará (Século XIX)
    (Universidade Federal do Pará, 2016-06-28) MORAIS, Laura Trindade de; HENRIQUE, Márcio Couto; http://lattes.cnpq.br/9096024504515280
    Esta pesquisa busca entender como se estabeleceu a atividade troca entre comerciantes de regatão e os indígenas da província do Pará, durante a segunda metade do século XIX. Analiso essas relações em um momento em que o governo imperial buscava diversas formas de obter controle sobre os indígenas, logo a relação entre indígenas e comerciantes se estabeleceram em meio a disputas de interesses, o que em grande medida contribuiu para colocar o regatão como perversor dos indígenas e estes como enganados. Em meio a isso busca-se entender as dinâmicas de trocas entre indígenas e regatões, seus interesses, conflitos e alianças.
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    Um rio e suas gentes: ocupação e conflitos nas margens do rio Turiaçu na fronteira entre Pará e Maranhão (1790-1824)
    (Universidade Federal do Pará, 2012-08-31) SOUZA, Sueny Diana Oliveira de; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299
    Esta dissertação objetiva discutir o processo de ocupação na região do Turiaçu na fronteira entre Pará e Maranhão entre 1790 e 1824. Inicialmente este estudo recupera os esforços colonizadores da administração portuguesa de D. Francisco de Souza Coutinho, o ilustrado governador da Capitania do Pará. Com ele foram intensificadas a cessão de terras e suas formas de controle. Estradas foram abertas, localidades mudaram de lugar ou função e povos indígenas reordenados e deslocados. Legalmente, a região do Turiaçu foi ocupada por meio de doação de terras via concessão e confirmação de cartas de sesmarias ainda em meados do século XVIII. Contudo também existiram outras formas de ocupação e organizações desenvolvidas por índios, negros e homens brancos pobres. Este estudo analisa os múltiplos embates sociais, territoriais e identitários ocorridos entre as diversas populações que se concentraram na região, sobretudo nos anos finais do período colonial até a independência e adesão do Grão-Pará a ela.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Um súdito capaz no Vale Amazônico (ou Landi, esse conhecido): um outro significado da descrição das plantas e animais do Grão-Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2010-08-27) KETTLE, Wesley Oliveira; COELHO, Mauro Cezar; http://lattes.cnpq.br/7187368960757936
    Elaborada em meio às intervenções da administração portuguesa no Vale Amazônico, a Descrição de várias Plantas, Frutas, Animais, Aves, Peixes, Cobras, raízes, e outras coisas semelhantes que se acham nesta Capitania do Grão Pará, de Antonio Landi, escrita entre os anos de 1772 e 1773, tem sido vista pela historiografia como resultante dos interesses da Coroa portuguesa. Este trabalho tem por objeto de estudo tal descrição, propondo uma compreensão distinta da comumente aceita, de que a Descrição das plantas e dos animais da capitania do Grão Pará surgiu como um desdobramento lógico das políticas metropolitanas. Sendo assim, não se trata de uma formulação sugerida ou determinada pela burocracia colonial, mas de um trabalho motivado a partir das demandas coloniais. Por outro lado, esta dissertação buscou compreender as intenções próprias da condição de colono do arquiteto italiano, evitando conceber sua produção como naturalista apenas como um reflexo do pensamento científico europeu. Antes, buscando entender essa atividade como relacionada ao contexto da dinâmica colonial local. Dessa forma, este estudo procura evidenciar que as práticas e contornos próprios da sociedade do Vale Amazônico foram determinantes para a elaboração do trabalho de História Natural de Antonio Landi.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A teia de relações entre índios e missionários. A complementaridade vital entre o abastecimento e o extrativismo na dinâmica econômica da Amazônia Colonial
    (Universidade Federal do Pará, 2013-08) RAVENA, Nírvia; MARIN, Rosa Elizabeth Acevedo
    O artigo analisa o papel do abastecimento na dinâmica sócioeconômica da Amazônia no período colonial, através da descrição das relações sociais construídas entre índios e missionários nesse período. A análise apresenta a complementaridade entre o abastecimento e o extrativismo destacando as formas específicas que estas atividades assumiram na região. O artigo apresenta a domesticidade, a reciprocidade e a redistribuição como elementos chave na reprodução dos costumes indígenas no espaço dos aldeamentos. Por outro lado, demonstra também o papel que a demanda do mercado mundial pelas drogas do sertão impunha a esses grupos causando uma abrupta dizimação das populações indígenas que foram as responsáveis pela manutenção da vida na Amazônia Colonial.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Trajetória das famílias do oeste paulista que expandiram seus negócios para a Amazônia: a família Lunardelli no norte do Paraná e sul do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2012-05-28) MORENO, Ariane Angélica; SILVA, Fábio Carlos da; http://lattes.cnpq.br/3704903975084467
    Os Lunardelli possuíram empreendimentos em diversos Estados brasileiros. O objetivo do presente trabalho é descrever a atuação e contribuição da família Lunardelli para o desenvolvimento da região Norte do Paraná, que assim como outros cafeicultores em busca da afamada terra roxa atravessaram a fronteira de São Paulo para o Paraná. Geremia Lunardelli chegou a possuir empreendimentos além Brasil, no país vizinho - no Paraguai. Na década de 1960 chegaram à Amazônia, onde se instalaram na região do Araguaia. Paralelamente, procura-se destacar o processo de ocupação do território paranaense a partir do deslocamento de três frentes pioneiras: a do Paraná Tradicional, com a procura de ouro e depois o tropeirismo; a do Sudoeste, com a pequena propriedade dos imigrantes gaúchos e catarinenses; e a da Região Norte, com os paulistas e mineiros procurando expandir suas plantações de café, destaca-se nesta frente à obra da CTNP, principal articuladora dos caminhos para escoar o café paranaense
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