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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A ciência do governar: positivismo, evolucionismo e natureza em Lauro Sodré(Universidade Federal do Pará, 2006) COELHO, Alan Watrin; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231A polêmica jornalística que, em 1881, envolveu o então 2º Tenente Lauro Sodré, o bispo D. Macedo Costa e o jornal católico A Boa Nova, ocorreu num momento em que já estavam presentes na sociedade brasileira os fatores da desagregação do Império. O que se pretendeu, com este trabalho, foi estudar o confronto como representação discursiva de um choque de ideias nos quadros sociais e intelectuais do Brasil do final do Oitocentos: com o primeiro, a ciência e o progresso, instrumentos apontados como fundamentais para a república; com o segundo, a fé e a religião, instrumentos essenciais para a monarquia. De acordo com a perspectiva filosófico-histórica do positivismo, essas questões fundamentavam o processo de evolução social do Homem, inclusive politicamente entendida. Note-se, igualmente, que na obra máxima da teoria evolucionista, On the origin of species by means of natural selection (1859) de Darwin, o movimento histórico se subordina decididamente às leis naturais e se insere no processo mais amplo da evolução do universo. A evolução é considerada, efetivamente, não como um simples movimento, mas como melhoramento, um progresso. Aos olhos positivistas de Lauro Sodré, a ideia de uma monarquia atrelada à sobrevivência da origem divina do poder aparecia como uma digna representação dos estados não-epistemológicos da humanidade, o metafísico e o teológico; já a república surgia como a única forma de governo “compatível com a dignidade humana”. Projetada esta polêmica sobre as realidades mentais do próprio tempo, tem-se, em última análise, a revelação de um dos componentes da natureza e das formas que assumiu a problemática relação entre pensamento filosófico e objeto político dominante no movimento de ideias no Brasil ao final do século XIX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Civilizar a nação pela instrução pública: formação de professores e ensino primário no Pará (1891-1909)(Universidade Federal do Pará, 2015-08-07) COSTA, Edivando da Silva; LACERDA, Franciane Gama; http://lattes.cnpq.br/1007392320101957O presente trabalho discute a formação de professores para o ensino primário no Pará, durante os anos iniciais do regime republicano. Nesse contexto, a educação, de acordo com as autoridades políticas e intelectuais republicanos, seria um dos mecanismos para a construção de uma sociedade que se pretendia: moderna e civilizada. Analisa-se, assim, a formação de professores e professoras, os sujeitos sociais que seriam os responsáveis pela formação dos futuros cidadãos da pátria, bem como um pouco do trabalho docente nas escolas primárias. Tem-se como foco de pesquisa a educação recebida na Escola Normal de Belém do Pará, visando à formação de professores e, igualmente, a formação que estes deveriam repassar nas escolas para seus alunos. Compreendemos que se trata de um processo em que estavam presentes formações diferenciadas bem como resistências e conflitos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Do ponto de vista da caserna: memórias do cotidiano e experiências de militares da aeronáutica em Belém durante o regime militar (1964-1985)(Universidade Federal do Pará, 2011-12-19) SANTOS, Carlos Eduardo dos Santos e; PETIT PEÑARROCHA, Pedro; http://lattes.cnpq.br/1981202733448583; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361Este estudo discute as percepções da população belenense sobre o período do Regime Militar de 1964, centrando a análise no segmento militar: Militares Graduados da Aeronáutica. Buscamos compreender a vivência destes no cotidiano da capital paraense no período de 1964-1985. Tal se manifesta para além da política e da economia, retratando aspectos da sociedade relativos ao trabalho, ao lazer e à vida privada, na qual as diferentes realidades e instâncias são vivenciadas e adquirem variados sentidos e significados no dia-a-dia. Temos o intuito de compreender os sentidos atribuídos pelos militares a suas atividades diárias, seja no âmbito institucional, seja no meio civil. Utilizamos para esta percepção a documentação (registros fotográficos, jornais internos, cartazes) do Primeiro Comando Aéreo Regional sediado em Belém (I COMAR), além de entrevistas sistematizadas de militares e seus familiares. Essas duas esferas – Civil-Militar – são cruzadas enfocando suas vivências no âmbito civil e podem ter uma relação direta ou indireta com as esferas políticas, econômicas e sociais do Regime Militar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Em águas e lendas da Amazônia: os outros brasis de Waldemar Henrique e Mário de Andrade (1922-1937)(Universidade Federal do Pará, 2009) DIAS, Robert Madeiro; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Mário de Andrade e Waldemar Henrique são conceituados artistas brasileiros. O primeiro como intelectual de renomada importância dentro do movimento modernista, da agitada Semana de 1922 às inúmeras pesquisas e estudos sobre música e folclore. Foi um intelectual formador de uma inteligência do pensamento nacional. Waldemar Henrique foi o autor de uma gigantesca obra musical, suas primeiras composições remontam a ―Olhos verdes‖, de 1922, no Rio de Janeiro recebendo a denominação de ―Valsinha do Marajó‖, e ―Minha Terra‖, de 1923. Na década de trinta o seu trabalho ampliou-se tematicamente estendendo-se a motivos de folclore negro, a danças dramáticas regionais, a canções e lendas da Amazônia. Seus estudos de música assim confluíram com o folclore e seu nome constantemente é lembrado pela associação que perdura entre seu trabalho artístico e a Amazônia. Este estudo fundamenta-se na ―noção de experiência‖ da Amazônia, nestes dois intelectuais, em um momento de suas obras em que este lugar conflui pelo conjunto de lendas que dá suporte e constrói a narrativa de Macunaíma, em Mário de Andrade, e pela série musical inspirada no universo lendário amazônico de Waldemar Henrique. Um, nascido e criado nesses matos e rios, nos dá conta de um olhar nativo, o outro, um viajante a conhecer coisas novas e a perceber, como afirma, ―outros brasis‖. Semelhanças e diferenças de suas abordagens movem-nos a conclusões sobre a própria Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Em nome de Deus, amém!: mulheres, escravos, famílias e heranças através dos testamentos em Belém do Grão-Pará na primeira metade do século XIX(Universidade Federal do Pará, 2008) PASTANA, Andréa da Silva; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300A presente dissertação pretende investigar as estratégias de mulheres, escravos, ex-escravos e homens livres, percebendo a configuração da manutenção de seu patrimônio e a administração de seu lar, a partir do viés da distribuição de bens na cidade Belém do Grão-Pará, na primeira metade do século XIX. Assim, perceber, através dos testamentos do período de 1800-1850, os espaços, papéis e encargos das mulheres e escravos na transmissão de bens. As mulheres que assumiam a manutenção do lar desempenhavam funções culturalmente masculinas e, sozinhas, passavam a prover o lar na parte econômica e educacional de suas famílias. Outro enfoque de análise refere-se à presença dos cativos nos testamentos, o que é imprescindível para esboçar um panorama do valor econômico e social dos escravos. Também, é importante compreender as diversas utilizações dos escravos para os senhores no ato da confecção do testamento. Desta forma, se procura elucidar quais critérios eram utilizados para a descrição dos bens (escravos), abordando as concessões de liberdade feitas através dos testamentos. Faz-se relevante abordar a dinâmica que envolveu homens e mulheres durante o fazer de seus testamentos. Este estudo possibilita reverberar sobre o cotidiano dos moradores da cidade de Belém do Grão-Pará e suas últimas disposições durante o ato de testar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A engenharia da história: natureza, geografia e historiografia na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2009) MORAES, Tarcisio Cardoso; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Do final do século XIX até durante as primeiras décadas do século XX, os engenheiros estiveram entre os principais nomes da produção da historiografia paraense. Esta dissertação tem como objetivo examinar a conformação de uma tradição historiográfica marcada pelo diálogo estreito com o pensamento geográfico. A proximidade entre história e geografia foi articulada tanto entorno de uma percepção datada a respeito da função social que cabia a cada uma delas, quanto entorno de um projeto político pensado para a Amazônia. Em busca de redefinir, agora sob o olhar republicano, as bases da identidade regional, cabia à história rever e reaver o passado amazônico inserindo a região numa longa tradição marcada pelo desenvolvimento progressivo da civilização. Já à geografia cumpria estabelecer as bases do conhecimento espacial necessário à identidade local, e fundamental à ação do Estado. Tomo como objeto os engenheiros João de Palma Muniz, Henrique Santa Rosa e Ignácio Baptista de Moura. Entre produção historiográfica, celebrações de efemérides cívicas e a fundação de instituições, o projeto político desses três engenheiros fez parte de um movimento mais amplo da intelectualidade paraense. Em outras palavras, os engenheiros-historiadores foram parte especial de um amplo exercício de compreensão da construção da identidade da região amazônica a partir da ótica do poder do Estado-Nação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Esculápios tropicais: a institucionalização da medicina no Pará, 1889-1919(Universidade Federal do Pará, 2008) RODRIGUES, Silvio Ferreira; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Esta dissertação insere-se dentro de uma proposta que pretende recompor a história social da medicina no Pará sob uma nova perspectiva. Analisar a construção do poder e prestígio da medicina científica e dos médicos na sociedade paraense da virada do século XIX para o século XX é o principal objetivo deste trabalho. A intenção é mostrar que, longe de gozar de uma hegemonia no universo da cura e dispor de um poder imanente capaz de modelar a sociedade da época, os médicos ainda enfrentavam enormes dificuldade para legitimar sua ciência entre as mais diversas categorias sociais. Enquanto as autoridades republicanas, em nome da “Civilização” nos trópicos, seguiam com sua política de higienização do espaço urbano e combate às epidemias, a população paraense persistia na busca de alívio de suas mazelas nas tradicionais artes de curar. No entanto, se a medicina popular constitui-se em um dos maiores empecilhos para a afirmação dos médicos acadêmicos como senhores da cura, a desunião, a falta de ética e consenso no interior da classe médica não deixaram de ser alguns dos fatores marcantes do descrédito que pairava sobre a figura dos representantes da medicina oficial em plena República brasileira. Para enfrentar tantos problemas, os médicos, pouco a pouco, procuram superar suas diferenças e criaram regras e laços de solidariedade capazes de uni-los em torno de objetivos em comum, consolidando uma identidade de grupo que fortaleceu sua corporação e lutou pelo prestígio e poder que eles tanto almejavam.Tese Acesso aberto (Open Access) Filhos da princesa do sertão: representações da masculinidade na imprensa em Caxias/MA durante a primeira república(Universidade Federal do Pará, 2018-05-18) RIBEIRO, Jakson dos Santos; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730O presente trabalho buscou problematizar as representações acerca da masculinidade na cidade de Caxias/MA, a luz da imprensa no contexto da Primeira República. Nesse ínterim, os jornais, divulgavam através de notícias sobre violência, moda, propagandas de remédios e alcoolismo as diversas performances masculinas que circulavam em Caxias. As representações masculinas eram assim construídas, compreendidas e classificadas entre o ideal e a desordem em vista das suas práticas. Para discutir essas questões trabalhei com categorias como gênero e masculinidades abastadas e masculinidades dos segmentos populares, como uma maneira encontrada para compreender através da imprensa, a composição das representações dos comportamentos dos homens que eram exaltados e, os que deveriam ser coibidos no bojo das relações sociais marcadas pela classe social e pela cor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As formas de morar na Belém da Belle-époque (1870-1910)(Universidade Federal do Pará, 2008) SOARES, Karol Gillet; COELHO, Geraldo Mártires; http://lattes.cnpq.br/5007416707293009Em meados do século XIX, a capital do Pará começava a sentir as primeiras transformações urbanas decorrentes da riqueza da borracha. A partir do período de expansão da economia gomífera em 1870, esta conjuntura permitiu as intervenções e melhorias seguidas pelos ideais de modernidade, progresso e civilização, introduzidos pelo Poder Público na construção de uma Belém moderna, período que se estende até o final do ciclo, aproximadamente em 1910. Ao evocar-se a arquitetura do período a ser trabalhado, no senso comum, trata-se de se evidenciar o grande legado do ciclo da borracha, espelhada num processo ambientado em riquezas e oportunidades em que as casas passaram a ser construídas com uma arquitetura importada européia, tornando-se o próprio símbolo dessa modernidade. Mas, também, foram construídas casas que ameaçavam o projeto de modernização urbana criada para a nova Belém, e, por isso, tornou-se necessário a criação de algumas regras e medidas que impedissem ou retirassem as casas não-condizentes do núcleo central, forçando esses moradores a construir em áreas mais periféricas de Belém. Assim, podemos perceber que esta nova conjuntura permitiu a construção de novas e diferentes formas de morar, onde os recursos do morador seriam mais evidentes no partido arquitetônico de suas casas - das casas burguesas a populares. E entre esses dois extremos, encontravam-se as diversas formas de morar na Belém da belle-époque. Por este motivo, a casa torna-se um documento importante pelo qual poderemos compreender a influência de todos os fatores externos (econômicos, sociais, técnicos, culturais, políticas públicas, artísticos, espaciais, entre outros) em sua construção. O grande desafio, portanto, desta dissertação, é revelar a diversidade habitacional construída nas diferentes formas de morar durante o período em questão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Matutos” ou astutos? Oligarquia e coronelismo no Pará republicano (1897-1909)(Universidade Federal do Pará, 2008) CUNHA, Marly Solange Carvalho da; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420A presente dissertação discute as disputas políticas entre os seguidores dos dois líderes políticos paraenses, no início da República, Antonio Lemos e Lauro Sodré, denominados “lemistas” e ‘’lauristas”, respectivamente. Tem como foco o período em que o grupo liderado por Antonio Lemos conseguiu estabelecer seu domínio oligárquico e busca-se compreender o processo de estabelecimento dessa oligarquia por meio das alianças estabelecidas entre Lemos e os intendentes interioranos, os quais enfrentaram forte oposição não apenas na arena político-partidária, mas também em contendas marcada por forte conteúdo simbólico.Tese Acesso aberto (Open Access) Memórias do "Velho" intendente: Antônio Lemos - 1869-1973(Universidade Estadual de Campinas, 1998-11-05) SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; CHALHOUB, Sidney; http://lattes.cnpq.br/7738861749701123Quero justificar, inicialmente, a temporalidade escolhida para discutir a construção da memória de Antonio Lemos. Ao contrário de uma escolha arbitrária, ela guarda o significado da "chegada". Por duas vezes, Lemos chegou a Belém. Num primeiro momento, em 1869, de maneira silenciosa e anônima, na condição de um simples escrevente da Armada Brasileira. Em 1973, pela segunda vez, Lemos chegava à cidade, agora como um mito consolidado. A urna que encerrava silenciosamente os restos mortais do "Velho" intendente, era recebida ruidosamente por uma multidão que esperava o momento da celebração da volta daquele que, mesmo "em pó", personificava um pedaço da história da cidade. No entremeio dessa cronologia, estruturei o trabalho como se segue. No primeiro capítulo da tese serão discutidas as biografias contemporâneas a Antonio Lemos produzidas nos anos de 1904 e 1913, e o ponto de intersecção entre elas, procurando entender o jogo que se estabeleceu na fixação de uma dada memória. Desse modo, não é somente a carreira política que buscarei nessas memórias, mas também as discussões que se estabeleceram sobre a vida privada, a condição social e as relações pessoais que permearam a vida do intendente. O segundo capitulo focaliza as medidas administrativas tomadas por Antonio Lemos durante os 14 anos de seu governo. Procuro recuperar o discurso legitimados de suas ações, as festas patrocinadas pela sua administração, a filantropia por ele exercitada, a proteção dispensada aos artistas e literatos e a preocupação em deixar nos escritos o testemunho de sua intervenção na cidade. Através dos Relatórios da Intendência (7 volumes), do Livro de Detalhes, das Atas do Conselho Municipal, dos Ofícios recebidos e expedidos pela Intendência, de jornais e revistas da época, entrevejo a possibilidade de alcançar o resultado desse embate que se travou entre as imagens produzidas e as manipuladas pelos diferentes grupos sociais da cidade de Belém. Explorando esse corpos documental, verifico a produção de um modelo de personagem ideal, a percepção de seu jogo na construção de imagens que deveriam ser absorvidas pela população e como essas camadas populares construíram a(s) imagem(s) do biografado. O terceiro capitulo tem por finalidade a procura de indícios que apontem para a permanência da memória do intendente, mesmo após os acontecimentos que resultaram em sua expulsão de Belém. Recorro a jornais a partir da década de 20, para demonstrar que após a expulsão de Antonio Lemos, o débâcle da borracha gerou um decréscimo na atividade econômica da região, vindo a refletir na cidade de Belém. Nesse momento, quando a cidade não tem mais o vigor econômico e urbano da administração lemista, críticos da administração pública utilizam-se da imprensa para expressar um "canto de saudade" pelo "Velho" Lemos. A figura de Lemos transformada em um mito político tornou-se mais forte a partir da década de 70, com a elaboração da biografia de autoria de Carlos Rocque, Antônio Lemos e sua época, encomendada pelo prefeito municipal, buscando recuperar uma memória que sempre esteve a serviço das elites intelectuais e políticas do Estado. O livro de Carlos Rocque marcava a transferência dos restos mortais do intendente para o vestíbulo do Palácio Antonio Lemos. O caminho percorrido por Carlos Rocque incorpora, em grande medida, a imagem pública de Antonio Lemos que foi pautada na memória construída pelo próprio intendente e pelos grupos que o cercavam, dando corpo ao que conhecemos como memória oficial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Modernidade e integração na Amazônia: "intelligentsia" e "broadcasting" no entre guerras, 1923 -1937(Universidade Federal do Pará, 2011) OLIVEIRA, Érito Vânio Bastos de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Modernidade e integração na região chamada Amazônia, vez ou outra, sempre ouvimos na mídia, nos meios intelectuais, entre políticos das mais variadas tendências, do Norte e de outras regiões do país, e surgem questionamentos sobre qual o melhor caminho para a Amazônia. Projetos e ideologias foram criados, normalmente girando em torno das possibilidades de modernidade e integração para a região, há muito considerada reserva de lendas e minérios, o reino da floresta e da "planície", espaço isolado, distante, verdadeiro "vazio" de "éden tropical" ou "inferno verde". Desde os embates na Colônia e no Império sobre integrar ou separar do poder central até aos grandes projetos nos anos de 1970, a intelligentsia local e os meios de comunicação manifestaram ponto de vistas e assumiram, em muitos casos, posicionamentos políticos, principalmente a partir dos séculos XIX e XX. Tentei entrar um pouco nesse debate, reportando-me às primeiras décadas do século XX, e encontrando nesse passado, personagens que espelham os novos atores do presente: os intelectuais e o meio de comunicação mais moderno do entre guerras, ao lado do cinema, o rádio.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O mundo binoquiano: narrativas, mulheres e modernidades em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2010) NEVES, Maira Wanderley; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Este trabalho se debruça sobre o jornal O Binóculo, que circulou em Belém no final do século XIX, a partir de 1897. Com narrativa construída em torno de personagens do demi-monde belenense, O Bínóculo tece em suas páginas uma sociedade binoquiana que circula pela urbe, problematizando questões especificas daquela sociedade, submersa nos ideais de modernidade e progresso e vivendo sob o signo da Belle- Époque. Nesse sentido, O Binóculo desenvolve íntimo dialogo com a imprensa “critica e noticiosa” da época e suas representações urbanas e sociais. Assim, só é possível compreender como este jornal se tornou possível em Belém, em fins do século XIX, se compreendermos também os signos discursivos que formavam a cidade bellepoquiana.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Negritando o ensino de História: abordagens e reflexões sobre a presença negra na Primeira República(Universidade Federal do Pará, 2024-02-20) TEÓFILO, Diego Souza; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659; https://orcid.org/0000-0002-0145-5379Passados 20 anos da aprovação e a regulamentação da Lei 10639/03, ainda é necessário discutir, refletir e reconhecer a importância da temática das relações étnico-raciais na escola. Nesse sentido, neste trabalho refletimos sobre a importância da legislação; as intervenções e formulações do movimento negro para a educação brasileira; o papel da nova Base Nacional Comum Curricular – BNCC; a importância do ensino de história como campo em transformação, aberto à reinvenção teórica e às novas abordagens. Ademais, observamos e analisamos as percepções existentes dos/as estudantes sobre as relações étnico-raciais na escola e na sociedade, dialogamos sobre a presença negra na primeira república no âmbito nacional e local, observando os impactos do período na vida desta população. Por fim, analisamos o manual didático utilizado pela turma pesquisada e abordamos a educomunicação como um campo de intervenção no ensino de história, dialogando também como uma possibilidade de repensar e construir um novo ambiente escolar com foco no desenvolvimento intelectual e na autonomia do alunado, trabalhando a produção de jornal mural. A presente proposta foi desenvolvida na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cidade de Emaús, fundada na década de 1980 pelo ao Movimento República de Emaús – MRE, localizada no bairro do Bengui na cidade de Belém/PA. Para fins metodológicos, foram adotados os seguintes procedimentos: levantamento de dados consideradas fontes primárias junto ao MRE, inclusive do Projeto Político Pedagógico – PPP da escola; aplicação de questionário em formato aberto com discente; e desenvolvimento de pesquisa participante junto ao grupo de estudantes do 9º ano do ensino fundamental, por serem sujeitos do processo, além de ter havido o desejo de conhecermos melhor o público com o qual trabalhamos. Tendo como objetivo discutir a construção de novas abordagens acerca da presença negra no ensino de história durante a primeira república no Brasil, como questão problema investigou-se a forma como a presença da população negra no início do período republicano brasileiro, a partir dos manuais didáticos e de outros materiais de apoio utilizados em sala de aula.Tese Acesso aberto (Open Access) Relações conjugais e amorosas em Vigia, Pará: códigos, crime e poder (1890-1945)(Universidade Federal do Pará, 2016-04-12) NASCIMENTO, José Renato Carneiro do; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730Os processos crimes de ferimentos e defloramentos são nossas fontes principais para compreendermos como homens e mulheres manejavam códigos e representações conjugais e amorosas em suas práticas cotidianas entre os anos de 1890 a 1945 na cidade de Vigia/PA. Buscamos compreender como se atualizavam os discursos dessas práticas relacionadas aos afetos nos termos das negociações e violências. Falamos das apropriações e usos de representações e códigos de lavradores, lavradoras, domésticas, pescadores, juristas, delegados, “artistas” e articulistas de jornais que viveram no município. Neste sentido, defendemos a tese de que, para além das dicotomias, compreendemos as narrativas em torno dos relacionamentos situando imagens das práticas masculinas e femininas socialmente consideradas legítimas e ilícitas ativadas no ambiente policial e judicial ao tratarem de suas experiências no cotidiano. Entre as casas, roças, igarapés, quintais e ruas da cidade, os protagonistas dessas narrativas apresentavam múltiplos discursos, tramas e manobras em torno de questões como masculinidade, feminilidade, amor, casamento, namoro, honra, intimidade e moradia. As diversas vozes e situações não viriam à tona sem que fizéssemos análises e comparações de dentro e de fora de cada processo criminal no sentido de atingirmos percursos entre a micro e a macro análise. Os jornais nos possibilitaram a ouvir os discursos oficiais e da Igreja a respeito do feminino e masculino; as mensagens de governo nos deram rastros de aspectos jurídicos e econômicos da cidade; os dados sobre a população retirados dos recenseamentos e dos registros civis e paroquiais de casamento permitiram uma visualização de tendências nos relacionamentos como idade e filiação. Vigia não teve uma modernização ou transformação urbana acentuada que influenciasse decisivamente as mudanças de comportamento, bem como os relacionamentos, os modos de sobrevivência e as moradias, mas nem por isso as mulheres e os homens dessa cidade deixaram de viver e expressar sentimentos experimentados pelos moradores das grandes cidades consideradas lugares de propagação de “bons e maus” costumes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A república paraense em festa (1890-1911)(Universidade Federal do Pará, 2008) MOURA, Daniella de Almeida; FARIAS, William Gaia; http://lattes.cnpq.br/2553754490715388A proposta desta dissertação é discutir a formação do poder simbólico da República Paraense nos seus primeiros anos (1890-1911), observando eventos como a mudança dos nomes de algumas ruas em homenagem ao novo regime, assim como a formulação do calendário republicano, com destaque para os festejos republicanos de 15 e 16 de novembro, datas da Proclamação da República e sua Aclamação no Pará, com o objetivo de analisar seus significados, organização e, principalmente, o entendimento da idéia de fortalecer as práticas do novo governo perante a sociedade. Além dessas festas, destacam-se nessa abordagem os banquetes, reuniões políticas promovidas pela elite da época. Essa pesquisa apresentou-se como possibilidade a ser trabalhada, uma vez que partindo de outro enfoque, serão discutidas as idéias, os personagens, os discursos, as intrigas e as alianças que estiveram presentes nesse período político marcante da história regional e nacional a partir dessas comemorações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sobre o brilhante efeito: história e narrativa visual na Amazônia em Antônio Parreiras (1905 – 1908)(Universidade Federal do Pará, 2012) CASTRO, Raimundo Nonato de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231A tela A Conquista do Amazonas de Antônio Parreiras procura representar o domínio lusitano sobre os povos amazônicos, demonstrando a soberania do branco, fato este essencial para o início da república brasileira. Neste caso, o quadro é uma tentativa de reviver as grandes conquistas lusitanas, utilizando-se de uma analogia, como se a implantação Republicana ganhasse uma dimensão grandiosa, característica das conquistas europeias do período colonial. Portanto, ter um fato passado, capaz de gerar uma unidade, era considerado essencial à formação de uma nação. Sendo caracterizada como um princípio espiritual; considerada sagrada e baseada em um passado heroico. Neste caso, a nação era uma solidariedade em larga escala, constituída da percepção dos sacrifícios feitos no passado. O artista desempenhou um papel fundamental, buscando as origens da existência da nação, imaginando-a, de modo a apresentá-la aos cidadãos, confrontando-os, mesmo nos locais mais distantes da nação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vamos à vacina?: doenças, saúde e práticas médico-sanitárias em Belém (1904 a 1911)(Universidade Federal do Pará, 2006-04-28) AMARAL, Alexandre Souza; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420Desde o final do século XIX e, até, o início do século XX, Belém na fala do intendente Antonio Lemos era conhecida como a “necrópole” paraense. Doenças e epidemias estavam no centro do debate das práticas médico-sanitárias. O higienismo de médicos tornou se discurso recorrente de intervenção no espaço cotidiano dos moradores, onde as campanhas de profilaxias foram alçadas enquanto responsáveis pela cura da cidade. As ações propostas por esculápios cientistas geraram tensões entre moradores e autoridades públicas diante a aliança do saber médico e o poder público, sobre a qual me propus analisar para explicar o dia-a-dia das medidas coercitivas, no intuito de entender essa aliança. Analisando artigos na imprensa, literatos, jornalistas, políticos, relatos médicos, mensagens de governo, relatórios, fotografias e charges foi possível acompanhar os significados atribuídos pelos contemporâneos em relação as epidemias da varíola, tuberculose e febre amarela, por exemplo, por parte dos saberes médico-sanitários. A belle époque em Belém deixou de ser nessa dissertação um cristal historiográfico, diante as adversidade do viver de sujeitos anônimos. Belém tornou-se um laboratório de experiências, os médicos propunham curá-la para alcançar o tão propalado desenvolvimento econômico ou progresso. A consolidação dessa aliança coube à responsabilidade do renomado sanitarista Oswaldo Cruz, que desembarcou, em 1910, na capital paraense para combater a febre amarela, com carta branca do governador João Coelho. Por outro lado, a cura da cidade ou “necrópole” paraense teve significados mais amplos, destacando-se o sepultamento do mal amarílico, como também, concomitantemente, o sepultamento da oligarquia do coronel Antonio Lemos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vida material: entre casas e objetos, Belém 1920-1945(Universidade Federal do Pará, 2009) GOMES, Elane Cristina Rodrigues; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300A vida material na cidade de Belém é o palco da análise deste trabalho ao buscar compreender as relações sociais, econômicas e culturais através do universo das casas e objetos das famílias abastadas entre 1920-1945. As mudanças e permanências na forma de morar se fazia presente no discurso do poder público que paulatinamente com o discurso pautado na higiene buscou inserir práticas no cotidiano que interferiram nos interiores das residências e nas ações dos seus moradores. Pretendemos acompanhar os moradores no interior de suas residências, observando a chegada de objetos e hábitos que estavam pautados no conceito de civilização divulgada pelo Estado republicano. Assim nos propomos a observar as notícias da economia paraense e seu crescimento no setor da produção de móveis e os sujeitos que estavam atrelados ao consumo destes objetos, conhecendo os lugares de venda e compra de utensílios domésticos e suas formas de divulgação. Tentamos analisar a uso social dos objetos nos cômodos das residências e as transformações que estes provocaram entre seus usuários ao apresentarem vínculos entre vida material e práticas culturais.
