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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adesão ao tratamento anti-retroviral por cuidadores de crianças e adolescentes soropositivos de uma Unidade de Saúde do Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2007-02) BRANCO, Caroline Mota; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723O tema da adesão ao tratamento tem recebido muita atenção dentro da Psicologia da Saúde nos últimos anos. Estudos nessa área revelam que os pacientes que não aderem ao tratamento podem não se beneficiar dos ganhos trazidos pela intervenção terapêutica. A literatura sobre adesão ao tratamento anti-retroviral revela que é o cuidador que geralmente assume a responsabilidade pelo gerenciamento do tratamento de crianças e adolescentes soropositivos. O objetivo principal do presente estudo foi descrever o padrão de adesão ao tratamento de cuidadores de crianças e adolescentes soropositivos que vivem no Estado do Pará, identificando as variáveis que interferem na adesão. Buscou-se, ainda, revelar os tipos de estratégias de enfrentamento utilizadas para lidar com as condições adversas trazidas pela soropositividade. Para tanto, realizou-se um estudo descritivo, de corte transversal, com 30 cuidadores, matriculados na Unidade de Referência Materno-Infantil e Adolescente do Estado do Pará (UREMIA), utilizando como instrumentos de coleta de dados, junto aos cuidadores, um roteiro de entrevista que investigava aspectos sociodemográficos, clínicos e psicossociais das crianças e adolescentes e a Escala Modos de Enfrentamento de Problemas (EMEP). Em relação à adesão pelos cuidadores, observou-se que algumas condições facilitaram o seguimento do tratamento. Essas condições estiveram relacionadas a variáveis de organização familiar (como o número de pessoas que moravam na residência), à história de interrupção do tratamento e ao auto-relato dos cuidadores sobre o padrão de desempenho a ser emitido mediante o sucesso (ou insucesso) da adesão. A influência dessas variáveis demonstrou a influência do controle do comportamento mediante regras, pois os cuidadores emitiram o desempenho classificado como adesão para evitar entrar em contato com as conseqüências aversivas do não seguimento do tratamento. Em relação às estratégias de enfrentamento, foi demonstrada maior média para o Fator 3, demonstrando a ênfase no uso de estratégias focalizadas em práticas religiosas e/ou pensamentos fantasiosos. Este trabalho propôs que os cuidadores da amostra lidaram com o problema da soropositividade de maneira a esquivar-se de pensar no problema do modo como ele realmente se constituiu diante dos mesmos, utilizando pensamentos religiosos ou mágicos para continuar lidando com a rotina diária de enfrentamento das questões que envolviam a condição de soropositividade da criança e/ou do adolescente. A partir dos dados encontrados, indica-se a realização de estudos que investiguem questões relacionadas ao papel exercido por contingências sociais sobre o comportamento dos cuidadores de crianças e adolescentes que vivem no Pará, bem como a investigação sobre aspectos relacionados à revelação do diagnóstico.Tese Acesso aberto (Open Access) Adesão ao tratamento da malária: um estudo em comunidades do entorno da Usina Hidrelétrica de Tucuruí - Pará(Universidade Federal do Pará, 2008) ROCHA, Maria de Nazaré Almeida; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723Malária, doença infecciosa causada pelo protozoário Plasmodium, transmitida ao homem pela picada de mosquito fêmea do gênero Anopheles, atualmente põe em risco 40% da população mundial. No Brasil, ocorre sobretudo na Região Amazônica, onde estão concentrados 99,7% dos casos. Nas comunidades localizadas no entorno do lago de Tucuruí, a ocorrência de malária é elevada e os moradores não contam com serviços eficientes que proporcionem profilaxia e terapia adequados. Esta pesquisa teve a finalidade de analisar a ocorrência de comportamentos de adesão ao tratamento medicamentoso e de prevenção da malária em indivíduos residentes em comunidades do entorno da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, Estado do Pará, por meio da comparação de três condições de intervenção: Rotina (n=10), Monitoramento (n=9) e Informação com monitoramento (n=10). Para avaliar quantitativamente os efeitos da intervenção, os comportamentos adotados nas três condições foram comparados por testes não-paramétricos (Qui-Quadrado e teste Binomial). A adesão ao tratamento nas condições Rotina e Monitoramento foi inexpressiva, enquanto, na condição Informação com monitoramento após a intervenção, 80% dos participantes apresentaram relatos de adesão ao tratamento significativamente superior, evidenciando eficácia da intervenção. Quanto ao conhecimento da malária na condição Informação com monitoramento, a intervenção promoveu aumento no nível de conhecimento dos participantes sobre a malária. A análise da mudança no repertório comportamental foi realizada em treze itens. Foram alcançados resultados mais expressivos na condição Informação com monitoramento; em nove itens foi observada mudança significativa de atitude dos participantes. A comparação entre as condições Monitoramento e Informação com monitoramento apresentou diferença significativa em oito itens: usar mosquiteiro, notificar o agente de saúde, manter cortadas ou podadas as árvores, não tomar banho no rio em horários de risco, usar roupa adequada para adentrar à mata, usar roupa adequada para pescar, não ficar no relento e usar repelentes como andiroba ou similares. Em síntese, conclui-se que a intervenção Informação com monitoramento foi eficaz para melhorar a adesão ao tratamento da malária e o nível de conhecimento sobre a doença.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da competição entre os efeitos de consequências imediatas e efeitos de justificativas sobre o seguimento de regras(Universidade Federal do Pará, 2016-03-18) FARIAS, Andréa Fonseca; ALBUQUERQUE, Luiz Carlos de; http://lattes.cnpq.br/5261537967195189O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos de regras com justificativas adicionais do Tipo 1 (relatos a respeito de eventuais consequências do seguimento de regras) e do Tipo 2 (relatos a respeito de eventual aprovação, ou não, do seguimento de regra) sobre a manutenção do seguimento de regras, após a mudança nas contingências programadas, quando esse comportamento passa a produzir perda de reforçador (pontos trocáveis por dinheiro). Para tanto, 44 participantes foram expostos a um procedimento de escolha de acordo com o modelo. A tarefa era apontar para cada um dos três estímulos de comparação em sequência. Cada estímulo de comparação apresentava apenas uma dimensão - cor (C), espessura (E) ou forma (F) - em comum com o estímulo modelo e diferia nas demais. O experimento era constituído de seis condições. Cada condição era composta de quatro fases. As Fases 1 e 3 eram iniciadas com a apresentação de uma regra correspondente às contingências programadas e o início das Fases 2 e 4 era marcado pela mudança, não sinalizada, em tais contingências. As Fases 1 e 3 diferiam apenas quanto às justificativas apresentadas para o seguimento das instruções. A manutenção do seguimento de instrução evitava a perda do reforço programado nas Fases 1 e 3 e produzia tal perda nas Fases 2 e 4. De forma geral, os resultados mostraram que regras com justificativas podem alterar a probabilidade de o comportamento por ela especificado vir a ocorrer no futuro. Discuti-se o papel do controle por regras na explicação do comportamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da investigação dos determinantes do comportamento homossexual humano(Universidade Federal do Pará, 2005-07-21) MENEZES, Aline Beckmann de Castro; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463O debate sobre os determinantes do comportamento perdura desde a Antiguidade, sendo usualmente estruturado dicotomicamente. A tendência atual de compreensão de determinação comportamental direciona-se para o interacionismo, analisando as influências genéticas, biológicas e ambientais sobre o produto final. Várias pesquisas empíricas têm sido conduzidas para identificar a quais fatores se deve a emissão de um comportamento específico. Em virtude da impossibilidade de estudar por completo os determinantes do comportamento humano, optou-se pelo recorte de um padrão específico o comportamento homossexual. Desde a antiguidade até a atualidade, os determinantes do comportamento homossexual têm sido alvo de debates. Além disso, este é um tema relacionado a um número expressivo de indivíduos na população e possui implicações sociais importantes a partir dos achados científicos na área. O presente trabalho objetivou analisar quais as evidências empíricas existentes acerca da determinação do comportamento homossexual, a partir de três etapas gerais: (1) a evolução histórica do debate sobre a determinação do comportamento, destacando as principais metodologias empregadas nessa trajetória; (2) apresentação e discussão das principais linhas de pesquisa sobre determinação do comportamento homossexual, enfatizando a análise crítica dos dados obtidos; (3) discussão das implicações das pesquisas apresentadas e possíveis encaminhamentos empíricos. Foi realizado um amplo levantamento bibliográfico, com ênfase em trabalhos empíricos abordando os determinantes do comportamento homossexual. Foram identificadas seis linhas de pesquisa principais, categorizadas como: medidas hormonais, efeitos hormonais, genética, funcionamento cerebral, modelos animais e efeitos ambientais. A metodologia e os resultados de cada pesquisa apresentada foram analisados. A partir da análise realizada, pôde-se discutir as influências políticas na pesquisa científica, as implicações éticas da divulgação dos resultados e organizar os dados existentes em uma proposta de compreensão do fenômeno. Espera-se contribuir para uma descrição do panorama geral do estudo dos determinantes do comportamento homossexual bem como para uma postura crítica frente às metodologias utilizadas e as conclusões veiculadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do comportamento de crianças seus acompanhantes e auxiliares de enfermagem durante a punção venosa em sessão de quimioterapia ambulatorial(Universidade Federal do Pará, 2007-03-29) LEMOS, Isabela Porpino; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723A punção venosa para a administração de quimioterapia é um dos procedimentos invasivos mais comuns no tratamento do câncer em crianças. É frequente que nessa situação o paciente apresente reações comportamentais e fisiológicas condicionadas de dor e/ou ansiedade, como choro, gritos e rigidez muscular, as quais são denominadas de distresse comportamental. A literatura aponta que os comportamentos apresentados pelos adultos (acompanhante e auxiliar de enfermagem) durante o procedimento invasivo podem desencadear na criança comportamentos indicativos de distresse comportamental ou, então, comportamentos de colaboração; no entanto, não especifica de forma clara que comportamentos são esses. Considerando a carência de estudos que abordem essa temática, a presente pesquisa propôs-se a caracterizar o repertório comportamental exibido por pacientes pediátricos com câncer, por seus acompanhantes e pelos auxiliares de enfermagem durante um procedimento invasivo de punção venosa para administração de quimioterapia em ambulatório. A amostra incluiu catorze pacientes pediátricos com diagnóstico de câncer, com idade entre 4 e 12 anos, que estavam em quimioterapia em ambulatório no Hospital Ofir Loyola (PA) há menos de um ano, bem como seus respectivos acompanhantes e auxiliares de enfermagem. A coleta de dados foi realizada através da observação direta do comportamento dos participantes, da aplicação do Inventário de Ansiedade de Beck (IAB), de uma Escala Facial e de uma entrevista semi-estruturada. Os comportamentos típicos emitidos pelos acompanhantes, pelos pacientes e auxiliares de enfermagem foram definidos operacionalmente, categorizados e agrupados em classes. Os resultados mostraram que os pacientes pré-escolares e escolares não apresentaram um padrão de comportamentos diferenciado durante o procedimento invasivo, porém as interações que os acompanhantes desenvolveram com os mesmos nesse contexto variaram conforme a faixa etária da criança, com acompanhantes de crianças mais novas tendo um maior número de interações com o paciente do que acompanhantes de crianças mais velhas. Observou-se, também, que os comportamentos apresentados pelos acompanhantes e auxiliares de enfermagem durante o procedimento invasivo constituíram uma contingência ambiental que ajudou a manter comportamentos concorrentes no repertório comportamental do paciente, bem como contribuíam para a ocorrência de comportamentos não concorrentes no paciente. O nível de ansiedade apresentado pelo acompanhante no IAB não mostrou correspondência com o nível de distresse exibido pelo paciente durante a punção venosa, assim como o auto-relato de dor do paciente não correspondeu com o distresse observado nele nesse momento e com o relato do acompanhante sobre a dor sentida pelo paciente durante a punção venosa. Sendo assim, os resultados da atual pesquisa sugerem a importância de se realizar estudos que investiguem o efeito do treinamento de acompanhantes e auxiliares de enfermagem em técnicas cognitivas e comportamentais de manejo do distresse sobre o repertório apresentado pelo paciente da oncologia pediátrica durante a punção venosa para a administração de quimioterapia, tendo em vista a relevância clínica do planejamento de intervenções psicológicas sistemáticas que visem a instalar e fortalecer comportamentos de colaboração e de participação ativa no tratamento nessa população.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise por ressonância magnética funcional das áreas corticais e subcorticais da função de deglutição(Universidade Federal do Pará, 2023-09-19) LEÃO, Rômulo Evandro Brito de; SILVA ARAÚJO, Francisca Canindé Rosário da; http://lattes.cnpq.br/4617494416829591; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; TEIXEIRA, Cláudio Eduardo Corrêa; SOUZA, Givago da Silva; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/7448998858430931; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; https://orcid.org/0000-0003-4889-9265; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Embora o ato de deglutir possa ser considerado uma ação voluntária de transferência do alimento da cavidade oral para o estômago, essa função do corpo humano pode ser iniciada muito antes da apresentação do alimento e requer extensa atividade do cérebro que permite que o processo de deglutição ocorra de maneira coordenada, segura, eficaz, prazerosa e possibilita o indivíduo se comportar em nível social garantindo interação com o meio e manutenção do próprio corpo. Entretanto, os mecanismos neurológicos da deglutição ainda não são totalmente claros e requerem investigação para melhor definição de seu padrão de normalidade e entendimento de suas alterações mediante distúrbios que possam acometer o Sistema Nervoso Central (SNC). Então, este trabalho tem por objetivo analisar as áreas corticais e subcorticais ativadas durante a função de deglutição. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, de caráter observacional, transversal e descritivo, com amostra por conveniência (não-probabilística) do tipo contínua. Fizeram parte deste estudo o total de 9 homens hígidos, com mínimo de 3 horas de jejum, submetidos a Ressonância Magnética Funcional (RMF) de 1 Tesla com sequencias axiais de T2 Flair, 3D Bravo e sequências ecoplanares BOLD para avaliação funcional de deglutição. Cada participante era solicitado a realizar múltiplas deglutições de saliva com um estímulo gustativa na boca (bala de menta) durante o tempo de 1 minuto com intervalo de 1 minuto (relação 1:1). Durante análise dos exames foram identificadas o total de 13 áreas cerebrais ativadas durante a deglutição, sendo o Tálamo, Cerebelo, Córtex Motor Primário, Córtex Somato Sensorial, Córtex Cingulado Anterior, Córtex Occipito Parietal Inferior, Córtex Frontal Inferior, Córtex Temporal Superior, Córtex Frontal Medial, Córtex Parietal Superior, Núcleo Ambíguo, Núcleo Salivar Inferior e Córtex Insular. A área do Córtex Motor Primário, onde é caracterizado o Homúnculo Motor, foi a única área comum em ativação entre todos os voluntários da pesquisa (100%), seguido do Córtex Frontal Medial esquerdo (77,78%), Córtex Occipito Parietal Inferior esquerdo (77,78%) e Cerebelo do lado esquerdo (77,78%). Já a menor frequência de áreas que não foram ativadas na amostra desta pesquisa foram o Córtex Frontal Medial (11,11%) e Córtex Frontal Inferior (11,11%). Embora seja observado áreas comuns de ativação no cérebro na amostra deste estudo, não é possível dizer que o sistema nervoso central se comporta da mesma maneira para a mesma tarefa de deglutir. Assim, a natureza distribuída dessa rede neurológica da deglutição ajuda a explicar por que tantas condições neurológicas repercutem em disfagia, sendo, então, esses achados de grande relevância clínica, pois ao entender as áreas corticais para determinada função é possível compreender melhor como a natureza de distribuição da rede neurológica da deglutição os efeitos sinaptogênicos que pacientes com lesões neurológicas desenvolvem no processo de reabilitação de deglutição quando essa dificuldade se encontra prejudicada. A deglutição envolve uma rede de distribuição de áreas neural muito ampla, ainda pouco compreendia e possível de ser maior do que se supõe.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um análogo experimental de uma prática cultural: efeitos de um produto agregado contingente, mas não contíguo, sobre uma contigência de reforçamento entrelaçada(Universidade Federal do Pará, 2010-04) LOPES, Eduardo Barbosa; TOURINHO, Emmanuel Zagury; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592De acordo com o modo causal de seleção por consequências proposto por Skinner, o comportamento humano é o produto de processos seletivos em três níveis: filogênese, ontogênese e cultura. Investigações empíricas que se ocupem do terceiro nível apenas começam a ser realizadas na análise do comportamento. No campo teórico, Glenn introduziu o conceito de Metacontingência para enfocar relações funcionais entre contingências de reforçamento entrelaçadas e um produto agregado que seleciona o próprio entrelaçamento. Um trabalho pioneiro na reprodução em laboratório de uma metacontingência foi produzido por Vichi, a partir da adaptação de um método usado em estudos experimentais na sociologia. O estudo de Vichi sugere que o entrelaçamento dos comportamentos das pessoas de um pequeno grupo pôde ser modificado por produtos agregados que estes entrelaçamentos produziam, caracterizando uma Metacontingência. O presente trabalho consistiu de uma replicação do estudo de Vichi, com o objetivo de verificar se contingências comportamentais entrelaçadas podem de fato ser selecionadas e mantidas por um produto agregado contingente aos comportamentos dos membros de um pequeno grupo em uma microcultura de laboratório. Participaram da pesquisa oito alunos universitários, divididos em dois grupos de quatro, que realizaram uma tarefa em grupo. A tarefa consistiu em resolver um problema, escolhendo uma linha de uma matriz de 8 colunas por 8 fileiras, com sinais positivos e negativos. Os participantes escolhiam as linhas e o experimentador escolhia as colunas. Um sinal positivo na interseção das duas escolhas resultava em ganho para o grupo; um sinal negativo, em perda. A escolha da coluna pelo experimentador não foi aleatória, mas contingente ao modo de distribuição (igualitária ou desigual) dos ganhos pelo grupo na tentativa imediatamente anterior. Na condição experimental A, o acerto era contingente a distribuições igualitárias, já na condição experimental B, o acerto era contingente a distribuições desiguais. Os resultados mostram que o grupo 1 acertou 43% das jogadas (dividiu os recursos de acordo com a condição experimental que estava em vigor) e o grupo 2 acertou 19% das jogadas. Os resultados indicam que o fato do procedimento utilizar consequências (acertos ou erros) contingentes, porém não contíguas ao entrelaçamento do grupo, dificultou a seleção de tal entrelaçamento. Entretanto, contingências de reforçamento entrelaçadas foram selecionadas por seus produtos agregados sob controle de variáveis não controladas no experimento. Caracteriza-se este fenômeno enquanto um análogo experimental de uma metacontingência. Discute-se o procedimento utilizado, possíveis aprimoramentos deste e a complexidade da tarefa experimental, além, também, de discutir alguns padrões de regras supersticiosas que emergiram durante o experimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aplicação de tentativas discretas por cuidadores para o ensino de habilidades verbais a crianças diagnosticadas com autismo(Universidade Federal do Pará, 2015-08-25) SILVA, Álvaro Júnior Melo e; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024Os casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) são caracterizados por déficits persistentes na comunicação e interação social em múltiplos contextos. O diagnóstico de TEA também inclui presença de padrões de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Considerando a necessidade de intervenção e a escassez de profissionais qualificados para intervenção a crianças com autismo, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da aplicação de programas de ensino por pais/cuidadores (VI) sobre o desempenho das crianças (VD) nos mesmos programas. Participaram do estudo três crianças com diagnóstico de autismo e seus respectivos cuidadores. Através de um delineamento de sondas múltiplas, a VI foi inserida seletivamente em cada um dos programas de ensino. Os cuidadores conduziram a intervenção em casa e tiveram seus desempenhos e das crianças avaliados por meio de sessões realizadas na sala do Projeto Aprende/UFPA. O desempenho nos programas foi acompanhado a cada sessão. Foram selecionados dois ou mais programas para cada criança. O desempenho do Participante 1 atingiu critério de precisão nos programas “Tato de Ações”, “Mando com Autoclítico” e “Intraverbal de Informações Pessoais” após 7, 13, 19 sessões, respectivamente. O Participantes 2 precisou de 24 a 48 sessões e o Participante 3 de 5 a 38 sessões para atingir precisão de desempenho nos programas para eles selecionados. A partir dos dados, pode-se concluir que a intervenção via cuidador, orientada por um analista do comportamento, pode ser efetiva e apropriada ao contexto sócio-econômico brasileiro, que carece de programas governamentais e de profissionais qualificados para conduzir uma intervenção direta.Tese Acesso aberto (Open Access) Aplicação de um programa de ensino de leitura e construção de sentenças para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2016-09-28) PAIXÃO, Glenda Miranda da; ASSIS, Grauben José Alves de; http://lattes.cnpq.br/0722706223558223O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e em outros comportamentos da criança. Essas alterações podem restringir o desenvolvimento de classes de estímulos equivalentes, podendo dificultar o desenvolvimento de repertórios como os de leitura e escrita. Para prevenir ou remediar dificuldades no desenvolvimento desses repertórios, estudos da análise do comportamento têm aplicado o procedimento de Constructed Response Matching to Sample (CRMTS), no qual é exigida a resposta do emparelhamento com o modelo a partir da seleção de estímulos que o compõe. Utilizando este procedimento, uma série de três estudos foi realizado com três crianças com diagnóstico de TEA, nos quais foram gradualmente ensinadas a construção de palavras e sentenças com dois a cinco componentes e testadas as leituras com compreensão e textual, assim como a construção de novas sentenças. Os estímulos utilizados foram visuais e auditivos e as respostas de observação e seleção se davam a partir do toque na tela do computador. Duas crianças demonstraram leitura textual e com compreensão, além da construção generalizada de sentenças de três e cinco termos, demonstrando manutenção do repertório após quinze e trinta dias. Uma criança demonstrou leitura textual e com compreensão, além de construção generalizada de sentenças com dois termos. Um quarto participante foi exposto ao procedimento de ensino, sendo este aplicado pela mãe, demonstrando leitura textual e com compreensão, além de construção generalizada de sentenças com cinco termos, também demonstrando manutenção. Os dados apontam que houve formação de classes de equivalência e de classes ordinais, com manutenção destes repertórios mesmo após um período sem exposição às tarefas por crianças diagnosticadas com TEA.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Aquisição de repertório intraverbal via instrução baseada em equivalência em crianças com TEA(Sociedade Brasileira de Psicologia, 2018-09) SILVA, Álvaro Júnior Melo e; KEUFFER, Sara Ingrid Cruz; OLIVEIRA, Juliana Sequeira Cesar de; BARROS, Romariz da SilvaNos estudos aqui apresentados, investigou-se a contribuição da equivalência estímulos para a emergência de relações intraverbais. O Estudo 1 avaliou a emergência de intraverbal via instrução baseada em equivalência (EBI) em duas crianças com autismo. Após o ensino de relações de ouvinte (AB) e tacto (BC), verificou-se a emergência de relações intraverbais (AC e CA). Um participante apresentou a emergência imediata das relações AC e o outro apresentou um padrão de desempenho compatível com emergência atrasada. Com base nestes dados, o Estudo 2 avaliou o efeito da presença de EBI na aquisição de relações intraverbais. As crianças do Estudo 1 participaram do Estudo 2. Após o ensino de relações de ouvinte (AB) e tacto (BC), foram treinadas relações intraverbais consistentes (A1C1, A2C2, por exemplo) e inconsistentes (A3C4, A4C3) com classes de equivalência. Para Lúcia houve a aquisição apenas das relações intraverbais consistentes. Para Lucas não houve diferença significativa na aquisição de ambos os tipos de relação no treino AC e houve uma ligeira diferença na aquisição das relações CA. A partir dos dados de Lúcia, principalmente, pode-se concluir que EBI favorece a aquisição de novas relações. Os dados dos estudos além comprovar, podem incentivar a aplicação de equivalência de estímulos.
