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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atos performativos de uma Bufonaria Matuta: Arte, cura e ancestralidade em Belém do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) NUNES, Ana Carolina Marceliano; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414; https://orcid.org/0000-0001-8277-5210O presente trabalho é fruto da pesquisa “Atos performativos de uma bufonaria matuta - Arte, Cura e Ancestralidade em Belém do Pará”, dissertação de mestrado do Programa de Pós-graduação em Artes da UFPA, 2023. A pesquisa investigou o processo de criação voltado à bufonaria e ao teatro de rua, que vem sendo desenvolvido desde 2015, com o foco no cruzamento de saberes que esta criação cênica tem articulado ao longo dos anos, propondo a reflexão teórico-poética a partir de atos performativos de cura da bufonaria matuta. A escrita traz à tona as seguintes questões: É possível por meio da arte reconectar saberes apagados pelo tempo? De que forma saberes característicos da Amazônia paraense podem resistir ao projeto colonial? Poderá a arte ser um canal de reconexão com a ancestralidade e resgate de memórias? Como atos performativos de cura através do humor podem fazer frente às estruturas hegemônicas de poder, que causam o adoecimento das populações e sua marginalização? Norteada pela cosmovisão contracolonial (Santos, Krenak) a pesquisa trabalha com a encruzilhada epistemológica (Martins) que converge três caminhos principais: arte, cura e ancestralidade; por meio da bufonaria (Bosque; Brondani; Freire; Marques;) e dos atos de cura (Almeida e Lima; Jung; Miranda; Souza), a oralitura de um corpo-encruzilhada-fêmea faz emergir subjetivações de origem cabocla da Amazônia paraense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Bubuiologia: pensando dibubuísmo como estética e metodologia em uma prática teatral(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) ANDERSON, Andreh Sampaio; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692Este trabalho tem como objetivo principal a análise do processo de pesquisa que gerou o espetáculo “Ó”, baseado no texto dramatúrgico Oxigênio (Кислород), de Ivan Vyrypaev (1974 -), e no filme homônimo. Durante o processo, o conceito amazônida de dibubuísmo, cunhado por João de Jesus Paes Loureiro, é expandido, modificado e utilizado como metodologia teatral e pilar estético, permeando decisões dramatúrgicas, trajetos de atuação, escolhas sonoplásticas, decisões de iluminação e todo o tônus da direção cênica. Atravessadas por tal dibubuísmo, rotinas de ensaios, desafios de produção, estratégias de encenação e opções estéticas são descritas e expostas como ferramentas para entender, não apenas a obra russa, mas como o próprio conceito de dibubuísmo poderia vir a ser explorado para além da cena, como metodologia de pesquisa acadêmica. Ambiciona-se aqui entender suas qualidades, respeitando todas as especificidades inerentes à bubuia, suas virtudes e seus defeitos, procurando imaginar situações onde um artista-pesquisador seria melhor servido por uma abordagem dibubuísta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cadê a outra? Cantos cênicos de um corpo duplo(Universidade Federal do Pará, 2023-08-06) LINHARES, Amanda de Mendonça; SOUZA, Iara Regina da Silva; http://lattes.cnpq.br/7853301997403243A presente pesquisa intitulada “Cadê a outra?” cantos cênicos de um corpo duplo, traz como tema as trajetórias pessoais da intérprete-criadora desta obra descobrindo a existência de sua irmã gêmea que não nasceu, pois por ela, foi engolida. O fenômeno conhecido como fetus in fetu pela medicina, torna-se um elemento secundário nessa obra, dando espaço à imaginação e invenção, ancorada em uma saga: devoradora e devorada. Essa escrita é feita de forma cartográfica, que em um rizoma, desdobra-se entre dois motes disparadores, sem início ou fechamento: as frases “cadê a outra?” e “só tem uma”, ditas pela mãe das gêmeas em seus descobrimentos sobre a perda. Perpassando por esses fatos entrelaçados, tal como um jogo ao falar de pares, porém escrito de forma ímpar, esse memorial poético resulta em uma apresentação cênica performática, conversando com os principais autores de base Gilles Deleuze, Félix Guattari e Lewis Carroll, sendo este último inspiração criativa visual para a criadora.Tese Acesso aberto (Open Access) Cartografia do Teatro : Contexto, políticas e poéticas do teatro de grupo em Macapá(Universidade Federal do Pará, 2023-09-24) MATOS, Bruno Sérvulo da Silva; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Esta pesquisa derivou a construção de uma tese dividida em quatro partes ou quatro atos. A princípio, a feitura da composição do arquivo sobre grupos teatrais, induziu-me para o método cartográfico e, possivelmente, ao etnográfico. Para início dos estudos, foi necessário conhecer e escrever sobre o panorama do teatro amapaense, com a finalidade de lançar um olhar crítico e sócio-político-cultural sobre os cenários do teatro no Amapá. Observei que havia uma quantidade enorme de material sobre teatro em geral, mas sobre grupos teatrais do Amapá nenhuma ou poucas referências. Comecei por referências bibliográficas: Elderson, MELO. Teatro de Grupo: Trajetória e prática do teatro acriano 1970 a 2010. 2006. Samantha Agustin, COHEN. Teatro de grupo: Trajetória e relações. Impressões de uma visitante., 2010. Um autor específico é, constantemente, utilizado por quaisquer pesquisas, no que diz respeito às atividades teatrais amapaenses, o professor pesquisador, Romualdo Palhano, da Universidade Federal do Amapá. Esse autor serviu como suporte bibliográfico principal, para uma pesquisa que até então, estava no luscofusco, pois, apesar de saber que havia trabalhos teatrais no Estado do Amapá, eu os desconhecia. Assim, decidi mudar o foco principal do trabalho e me dedicar a um objeto: os grupos de teatro do Amapá. Ou seja, a pesquisa deixou de ser exclusivamente bibliográfica e passou a ser in loco. A cartografia é uma ciência que, tradicionalmente, refere-se à habilidade de elaborar mapas, cartas e outras formas de representar e descrever, detalhadamente, ou expressar objetos, fenômenos físicos e socioeconômicos. É, também, uma demarcação, ou territorialização; uma determinação de espaços com a finalidade de orientação e de conhecimento a respeito dessas mesmas porções espaciais. Amparado por essas características, deixei que a pesquisa seguisse seu processo, explorando cada parte que se sobressaía, seus desdobramentos, porém, com o cuidado de não perder de vista o objetivo principal: registrar, quantificar, qualificar, quando for preciso, sem esquecer seu caráter ibertário. Percebi que minha pesquisa também possuía um caráter etnográfico. Afinal, a etnografia é um método das ciências sociais, mas não apenas, principalmente da antropologia, em que o principal foco é um estudo das culturas e o comportamento de determinados grupos sociais. No primeiro ato, faço um breve panorama histórico das atividades de cunho teatral desenvolvidas no Estado do Amapá. Passeio pela cronologia mais ou menos fiel de imagens selecionadas que contam como o teatro, seja com o primeiro prédio ou nas primeiras atividades teatrais, vem sendo apreciada, vivenciada, constituída no Estado. No segundo ato, piso o terreno movediço, por assim dizer, das políticas públicas de incentivo às artes cênicas. De todos os atos, este é aquele ao qual dediquei cuidado especial, por tocar em questões conflituosas, por dialogar com temas caros às instituições públicas governamentais e não governamentais, e por descortinar situações visíveis, porém mudas, caladas por uma opressão conveniente. O terceiro ato é dedicado aos espaços teatrais ou aos lugares de teatro. A cidade de Macapá possui poucos espaços institucionais, constituídos como lugar de teatro, o que leva muitos grupos teatrais a buscarem alternativas para o desenvolvimento de suas atividades. Destaco, com essa evidência, que não apenas os lugares de teatro são necessariamente espaços teatrais. Surgem outros territórios, ditos aqui como alternativos. O quarto ato, eu considero a alma do projeto de pesquisa. É nele que dedico e concentro esforços para construir uma espécie de narrativa, que expresse todos os anseios, alegrias, lutas dos grupos teatrais para fazerem arte, para se fazerem existir, em um lugar em que a valorização artística é tão incipiente. A cada conversa, a cada descrição dos grupos e suas atividades, era o descortinar de um perfil apaixonante. Independentemente, das farsas e dos disfarces, dos dissonantes discursos, das máscaras e maquiagens, busquei descrever e reverberar vozes que gritam, choram, lamentam, suplicam para se fazerem ouvir, mas também riem e trazem e sentem felicidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A casa da atriz: uma cartografia desassossegada das sociabilidades de um coletivo teatral em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2015-06-26) PORTO, Luciana de Andrade Moreira; LIMA, Wladilene de Sousa; http://lattes.cnpq.br/4769018199137074A Casa da Atriz: uma Cartografia Desassossegada das Sociabilidades de um Coletivo Teatral em Belém do Pará assume como princípio criador arriscar-se por caminhos bifurcados, que a investigação das convivialidades deste coletivo teatral, exige. A pesquisadora sabe que para desbravar caminhos iniciais de uma cartografia precisa criar um território existencial entre as jornadas anteriores e o presente, para compreender a necessidade ou não, da existência da casa-útero. Tem como fundo da investigação, outras casas-sedes aqui reconhecidas como geografias interiores onde moradores e abrigos se confundem, convergindo memórias, sentimentos e poéticas. Como objeto, sensações dicotômicas existentes e habitantes em ambas as estruturas (viajante e casa). No meio dos caminhos, no entre, a escolha da pesquisadora é ser cartógrafa da alma e dos desassossegos, andarilha e moradora. Ao se lançar no caminho do pensamento poético, descobre nos traços dos passos deixados no asfalto fervente outros pés, então, sabe-se acompanhada por outros caminhantes em livros: Gaston Bachelard dizendo do bem mais precioso, o ter e o ser casa; Fernando Pessoa poetizando que os descaminhos desassossegados existentes nos planos das ideias e a vida não passam de um ensaio do poder vir a ser; Lewis Carroll e Alice como seres que arriscam o novo, o tempo todo; Hilda Hilst ardendo os desejos e Ítalo Calvino, presente nas linhas do imaginário, que retrata e reconhece através da fábula, o próprio habitat. Assumindo o erro e o inacabado como parte dos caminhos percorridos, ela precipita uma nova jornada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Casarão do boneco: experiência de um corpo relacional em um território existencial(Universidade Federal do Pará, 2018-06-22) NASCIMENTO, Paulo Ricardo do; LIMA, Wladilene de Sousa; http://lattes.cnpq.br/4769018199137074Nesta dissertação, escrevi sobre um casarão antigo que é sede de um grupo de teatro com bonecos e espaço compartilhado de trabalho coletivo de 37 artistas/produtores de cenas diversas, recebedor de fluxos de público para experiências estéticas em comum. São pontos de vistas, lugares de onde se olha. Paisagem e sujeito se confundem em plataformas entrecruzadas em frequente comunicação. De dentro do Casarão do Boneco, em qualquer uma das plataformas, percebi que estamos diante de uma peculiaridade, uma nuance no âmbito relacional, entre os habitantes, seus espaços, as diversas linguagens artísticas, o público e a cidade. Há uma intensa habitação, que provoca movimentos com/n’o Casarão do Boneco, que rearranja a realidade ante a potência para as maneiras de se relacionar. O Casarão parece apresentar suas próprias qualidades, componentes absorvidos nos meios que se sobrepõem, que o diferenciam sob diversos aspectos e nas linhas de fuga, juntos se dimensionam a um devir-expressivo territorializante. A jardinagem praticada pela lógica da floresta, baseada na manutenção da vida pela diversidade e abundância de recursos próprios, é a metáfora para os cultivos da sua compreensão. Seguimos algumas pistas do método cartográfico de Gilles Deleuze e Félix Guattari e o seu pensamento rizomático. Vislumbramos os vários lugares que definem e que tornam o Casarão um lugar único, um corpo único sendo definido pelas relações estabelecidas entre três blocos de força: seus habitantes, seus espaços, seus movimentos. Um corpo, como Deleuze observa o corpo definido por Espinoza (2002), composto por uma infinidade de partículas, que se elabora das relações entre velocidades e lentidões, repousos e movimentos dessas partículas. Não é definido como forma, mas como força interativa. Um corpo composto por outros corpos, tal a ideia cosmogônica da pessoa marubo, ou mesmo animado tal ao boneco que vira personagem pela manipulação de tantos atores. Um corpo tramado em mapas.Tese Acesso aberto (Open Access) O Cineteatro territorial de Macapá e a criação de uma política cultural janarista(Universidade Federal do Pará, 2023-06-26) FERREIRA, Frederico de Carvalho; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971A presente pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará, sob a orientação da Profa. Dra. Bene Martins, realizou estudo sobre contextos sócio-político-culturais engendrados a partir da instauração do Território Federal do Amapá (TFA), com foco no Cineteatro Territorial de Macapá, entre os anos de 1944 e 1949. A pesquisa, intitulada: O Cineteatro Territorial de Macapá e a Criação de uma Política Cultural Janarista. Os objetivos são os de evidenciar e de refletir sobre a criação de uma política cultural, disseminada pelo Governador Capitão Janary Gentil Nunes e suas possíveis influências no processo de formação identitária amapaense. Esta pesquisa justifica-se pela insuficiência de trabalhos que contemplem o tema e pela necessidade de abordagens mais aprofundadas sobre as memórias artística, cultural e teatral amapaense e seus contextos sociais e políticos, que podem ter influenciado na sua formação identitária e cultural, além de contribuir, como aporte teórico e crítico para pesquisas futuras, possibilitando, com isso, condições para o crescimento do Teatro no/do Norte e no/do Brasil. O ponto central do estudo é o movimento artístico e cultural oportunizado (ou não) pelo Cineteatro Territorial de Macapá, espaço oficial de difusão política e cultural do TFA. No processo de construção desta pesquisa, conforme objetivos propostos, é investigada a formação do TFA, desde sua fragmentação do estado do Pará (1943); a escolha da capital territorial e o Jornal Amapá, como fonte documental; a inauguração do Cineteatro Territorial de Macapá (1944) e suas atividades político-culturais; a criação de uma política cultural janarista e o possível diálogo com o movimento cultural amapaense. O estudo alia-se à linha de pesquisa: Memórias, histórias e educação em artes, do Programa de pós-graduação em artes (PPGARTES-UFPA). As metodologias de apoio são as do campo artístico-cultural, estudos culturais, em diálogo com outras referências, a partir de uma análise qualitativa das fontes. Inicialmente com leitura sistemática das bibliografias sobre política cultural, contextos teatral e audiovisual estabelecidos entre 1944 e 1949. Os materiais consultados são de filmes, espetáculos, artistas e companhias teatrais registrados em MacapáAP. Caracteriza-se como pesquisa documental, por priorizar o levantamento e análise das fontes que possibilitem a interpretação dos órgãos e documentos oficiais, como o Jornal Amapá e Relatório de Atividades do Governo do Território Federal do Amapá.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Com a cara lavada e a mala nas costas: memórias e identidades na trajetória do Usina Comteporânea do Teatro (1989-2011)(Universidade Federal do Pará, 2012-06-28) ANDRADE, Valéria Frota de; AMORIM, Ana Karine Jansen de; http://lattes.cnpq.br/5875820201443540; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267Esta dissertação aborda a trajetória do grupo Usina Contemporânea de Teatro, criado em Belém do Pará em 1989, e que até hoje ainda desponta como um dos mais atuantes da cena teatral paraense. Com origem no movimento político estudantil, o grupo ocupou as ruas e centros comunitários, agregando, posteriormente, outras linhas de trabalho, como o teatro de animação e o teatro multimídia, em um contínuo processo de coautoria. A partir dos depoimentos de alguns dos seus fundadores, e dos mais diversos documentos impressos e imagéticos, a pesquisa explora a memória como possibilidade de reconstituir e atualizar vivências passadas, traduzindo aspectos de identidade do grupo sob a perspectiva metodológica da História Oral e da Análise de Documentos Escritos e Visuais. Tópicos da teoria do teatro são utilizados na abordagem dos espetáculos, e os conceitos de estrutura de sentimentos, de Raymond Williams, e de convívio teatral, de Jorge Dubatti, dão suporte à compreensão de que o Usina tem sua existência baseada em uma teia de relações de afetos, tensões e superações, configurando-se como um coletivo no qual os vínculos pessoais estiveram sempre na raiz dos processos criativos.Tese Acesso aberto (Open Access) COM QUANTOS NARIZES SE FAZ UMA PALHAÇA BEIJA FLOR? O desvelar dos modos de ser e de existir de Aurora Augusta.(Universidade Federal do Pará, 2024-09-17) CORRÊA, Suani Trindade; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Esta pesquisa de doutoramento em Artes se insere no campo epistemológico da Comicidade, especialmente da Palhaçaria, esgarçando os modos de ser e de existir de minha persona palhacesca – Aurora Augusta, no intuito de desvelar sua ânima palhacesca, isto é, seus estados, temperaturas, características. Ao esgarçar o olhar sobre Aurora Augusta, lanço-me em um escarafunchamento da dualidade existente entre mim, a atriz, e ela, palhaça. Ao mergulhar nessa pesquisa, sou lançada em um campo de investigação que me faz pensar na seguinte questão: que persona é essa que eu trago comigo, que é o próprio espelho de mim, mas que reflete diferente? Hipoteticamente inquieta, vislumbro que nas fricções existentes neste emaranhado atriz-palhaça, Aurora Augusta mantém seus próprios traços, uma ânima própria, seja em cena ou fora dela. Mas Aurora é um ente, uma persona que já nasceu comigo, herança familiar ou foi/vem sendo construída ao longo dos meus processos artísticos? No desfiar da pesquisa que se apresenta movente e afetiva, clownverso com vários estudos teóricos, artísticos e literários, numa bricolagem de saberes epistêmicos, mas principalmente da Palhaçaria: Marton Maués (20212; 2004), Romana Melo (2016), Alessandra Nogueira (2009), Alana Lima (2019), Marcelo Colavitto (2016), Alice Viveiros de Castro (2005), Andréa Flores (2020; 2019), Ana Elvira Wuo (2016), Rodrigo Robleño (2015), Ricardo Puccetti (2009), Renato Ferracini (2003) Wládia Correia (2020); da atuação cênica do Ator: Eugenio Barba (1994); da Ontologia do ser: David Lapoujade (2017), Jung (2002; 1984), Greganich (2010), Pedro Cesarino (2008); e da criação poética: Manoel de Barros (2018, 2022, 2023). Em termos metodológicos, lanço-me a trabalhar na dimensão da Bricolagem, procedimento cujo produto gerado mostra, de alguma forma, um pouco do que é o artista, a maneira como se comunica com o mundo, expondo seu universo, seu imaginário e sua capacidade de articular discursos distintos (Denzin e Lincoln, 2006). E ainda no desfiar da pesquisa, ancoro-me nas discussões de Sylvie Fortin (2009) ao tratar das contribuições da Autoetnografia para a pesquisa na prática artística. Aciono essa metodologia por enveredar pelo processo de composição e criação de Aurora Augusta, que vai incidir na minha prática artística. Logo, irei bricolar e autoetnografar meus procedimentos artísticos (junto com os Palhaços Trovadores), os escritos de poetas e literatos que fazem parte de minhas leituras e prazeres, as conversas com os parceiros de cena e de palhaçaria da cidade, além de escarafunchar os diários (impressos e virtuais) com as discussões de e sobre a minha palhaça, os álbuns de fotografias e relatos de família, amigos. Ao desvelar os modos de existência dessa palhaça chamada Aurora Augusta, que atua na Amazônia Paraense, deixo e comungo a contribuição que minha pesquisa de doutoramento trará para o campo das Artes, principalmente da Palhaçaria, principalmente no movimento da Palhaçaria e Comicidade feitas por mulheres palhaças que estão cada vez mais intenso. Portanto, esgarçar e desfiar as pesquisas sobre nossas palhaças é de extrema importância, política e historicamente falando.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpa-Trans em (A)fronteiras: uma cartografia poética para afrontar a normatividade(Universidade Federal do Pará, 2025-11-27) BARROS, Isabella Valentina Conceição; SARÉ, Larissa Latif Plácido; http://lattes.cnpq.br/3313460196086035; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; AMORIM, Ana Karine Jansen de; FERREIRA, Helena Carla Gonçalo; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414; http://lattes.cnpq.br/5875820201443540Este trabalho vem transcrever as texturas de uma corpa transviada em um processo poético como atriz e performer, para isso, abordo como a personagem do monólogo “Mulher de Juan” me atravessou e contribuiu para o meu devir-mulher-trans, tornando a potência política de um corpo que ocupa espaços, sendo um deles o da educação, espaço que muitas vezes não está preparado para nos receber e acaba se tornando um lugar de exclusão e violência para nós. O entremeio deste trabalho será o nascimento, vou cartografar a infância de onde vim e quem são os meus ancestrais que também contribuíram nesse meu devir, tudo de forma a despatologizar o sentido (cis)temático que oprime nossos corpos, corpas e corpes. É cortar, tirar os pedaços, desconfigurar a normativa. Trago como questionamento o teatro enquanto ferramenta de transformação e cura, e como isso colabora nessa luta social trans/travesti como afirmação do direito de ser quem somos. Convoco Judith Butler (2016), Paul Preciado (2022), Dodi Leal (2021), entre outros autores, para embasamento e para tornar esta escrita mais potente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpo em trânsito: a poética do teatro do movimento da Companhia Atores Contemporâneos(Universidade Federal do Pará, 2014-06-09) SILVA, Jaime Barradas da; SAPUCAHY, Ana Flávia Mendes; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776Este estudo trata do corpo em trânsito na poética do Teatro do Movimento, em que se problematiza: Como se presentificam, nos documentos de processo de criação artística, as relações operativas do corpo na poética da Cia. Atores Contemporâneos posto que se denomine como Teatro do Movimento? Adota-se um trânsito entre métodos aplicando uma abordagem qualitativa com estudo de caso e utilização da crítica genética, análise de conteúdo e indução analítica, fundamentando-se nos parâmetros da fenomenologia para: Investigar nos documentos de processo de criação artística, a presentificação das relações operativas do corpo na poética do Teatro do Movimento da Cia. Atores Contemporâneos; Identificar elementos contínuos na trajetividade cênica da Cia. Atores Contemporâneos que caracterizem a poética do Teatro do Movimento; Identificar os princípios formativos do Teatro do Movimento da Cia. Atores Contemporâneos nos seus documentos de processo de criação; Analisar as proposições formais e referenciais nos documentos de processo de criação da Cia. Os resultados apontam que aquela relação se dá a partir de 3 princípios formativos: desconstrução, collage e estranhamento, resultantes, de um corpo que opera por meio do drama, da dança e da performance, e resultando num corpo em trânsito como atractor na poética do Teatro do Movimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpo Universo: uma poética das constelações compositivas como estudo e reflexão do corpo na atuação teatral(Universidade Federal do Pará, 2019-06-27) PARAGUASSU, Renan Delmontt Souza; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692A pesquisa Corpo universo: uma poética das constelações compositivas como estudo e reflexão do corpo na atuação teatral objetiva compreender o que se passa no meu/eu corpo do durante o momento da atuação. Para tanto, lanço-me como artista-pesquisador, compreendendo a atuação como um fenômeno vivido pelo ator durante o seus trabalhos criativos, ocorridos dentro ou fora de cena. A busca por esta compreensão me levou a mergulhar nas memórias e experiências artísticas vivenciadas por mim enquanto ator, além de me levar a observar, em termos de sensação equivalente, o que se passa com as pessoas com quem trabalho e outros atuantes a quem tenho assistido. A esteira investigativa se faz fundamentada, teórico-metodologicamente, na Fenomenologia, ciência que investiga a experiência da consciência desde seu nível básico, o sensível, até o mais elaborado, a consciência de si. Acolho, como principais autores deste campo de conhecimento, o alemão Georg Hegel (1770-1831) e o francês Gaston Bachelard (1884-1972), devido a seu interesse pela tomada de consciência frente ao fenômeno da criação e atuação cênica imerso no campo poético artístico, o francês Merleau-Ponty (1908-1961) para refletir sobre o espaço presente do meu/eu corpo e sua significação cênica a partir da relação com os outros corpos atores/espectadores, o filósofo e sociólogo francês Henri-Pierre Jeudy (1945-) para a discussão do corpo como objeto ou suporte artístico. Nos processos criativos, a professora brasileira Sonia Rangel (1948-) me ajuda a compreender o processo como fonte de (re) criação e fomentador de diversas dobras na criação, tendo a memória como propulsora de revisitações. No estudo sobre o trabalho a arte do ator, o ator, pedagogo e diretor russo Constantin Stanislavski (1968-1936), o ator russo Richard Boleslavski (1989-1967) e o diretor e ator Eugenio Kusnet (1898-1975) contribuem para a discussão onde técnica e sensibilidade, consciente e inconsciente andam junto durante a atuação, o diretor italiano Eugenio Barba (1995) para os processos e princípios que regem a influência da cultura e do cotidiano no qual o ator está inserido, o diretor polonês Jerzy Grotowski (1933-1999) e o ator brasileiro Carlos Simioni (1958-) para o entendimento da importância do treinamento como preparação contínua do corpo e como alicerce da criação. Como premissa fenomenológica dominante, privilegiei uma metodologia aportada no fenômeno da pesquisa, que possibilita a construção e reflexão da obra poética a partir das múltiplas vivências internas, dando relevância ao material provido pela experiência da consciência frente às práticas e trajetórias nos espetáculos, articulando com o treinamento psicofísico contínuo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpos Gordos em Cena: encontros embriagados na construção de uma personagem Rodriguiana(Universidade Federal do Pará, 2015-06-30) OLIVEIRA, Marluce Souza de; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Esta dissertação apresenta fragmentos de histórias de vida de duas mulheres de teatro. Esse encontro acontece em momentos decisivos de nossas vidas, uma artista veterana como referência, Wlad Lima, e eu, Marluce Oliveira, aprendiz do ofício de ser atriz. No primeiro ato, registro minhas memórias traduzidas em cenas cotidianas e artísticas. No segundo ato, descrevo o encontro de duas mulheres gordas, com semelhantes vivências; destaco a poética da atriz veterana e o seu envolvimento profissional, os espaços onde ambas trabalharam, dividiram e (des) construíram sonhos, as semelhanças identificadas que foram desenvolvidas no lado afetivo, familiar e profissional ao longo dos anos. Esse encontro foi determinante para a poética emergente da pesquisadora, como atriz iniciante - este estudo, denominado Encontro Embriagado. No terceiro ato, desenvolvo um estudo do espetáculo O Homem Que Chora Por Um Olho Só, adaptação do texto Os Sete Gatinhos, do dramaturgo Nelson Rodrigues. Este trabalho repercutiu fortemente em nossas vidas, uma como encenadora, a outra como atriz. O estudo visa também compreender especificidades e correlações do encontro poético entre nós. Encontros e convergências no âmbito familiar, a vida amorosa, os trabalhos registrados em fragmentos de história de vida de cada uma que compreendem esse encontro. Metodologicamente, a pesquisa foi efetivada sob o enfoque da etnometodologia, a partir de entrevistas abertas, análise de documentos, memória individual, e referenciais necessários. Amparada pelos referenciais dos autores François Dosse, Michel Maffesoli, Ecléa Bosi, e a obra da encenadora pesquisada: Dramaturgia Pessoal do Ator, dissertação de mestrado. Na pesquisa revisitei memórias e registros de um espetáculo fundamental em nossas trajetórias de vida.Tese Acesso aberto (Open Access) Cosmogonias amorosas: aberturas do caderno de encenadora n’A casa da atriz(Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) PORTO, Luciana de Andrade Moreira; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Cosmogonias Amorosas: aberturas do caderno de encenadora n’A Casa da Atriz é uma cartografia afetiva e luminosa sobre o processo de descoberta de uma encenadora na casa-teatro. Pensada como um desmanche, como nominou Rosane Preciosa em Rumores discretos da Subjetividade, são composições que arriscam a se desarticular completamente. Tentativas de construções do processo criativo através de imagens e exercícios induzidos com Eugênio Barba em Queimar a Casa: Origens de um diretor são vozes múltiplas que se compõem e se esgotam. Há mudanças de tempos verbais, confusões, histórias e sonhos. Assumindo a fala de Barba quando diz que no meio do processo criativo há uma ferida e somando à voz de Jorge Dubatti em O teatro dos mortos quando diz que precisamos reconhecer nossas falhas para falhar melhor, nos coloca (no sentido de ciência e construção de sentido) em posição mais humana e verdadeira com o objeto da matéria do que escrevo: a humanidade da carne, do pensamento, do errôneo afastamento das falhas que por vezes me tornaram apenas um autômato da cena. A tese é um acordo de humanidade que faltava, de doutorar-se em época pandêmica, dos riscos que corremos e do privilégio de continuar pensando. Mesmo que de outras formas. Eliana Bertolucci em Psicologia do Sagrado e Zulma Reyo em Alquimia interior são faíscas na escuridão, para tomar consciência do processo criativo, há que dar luz, iluminar lugares ainda não conhecidos, se aproximar daquilo que não se sabe falar ao certo. Um risco concebido em três fases: Mistérios Gozosos que cria através do prazer o método de captura da escrita; Cosmos devém dos outros que habitam comigo, trocas de presença, ensaios sobre o universo da encenadora no momento de criação e Conjunções Lunares são as formas de constelar na essência como diz Hilda Hilst em Sete cantos do poeta para o anjo, implica a presença e afetação do outro na sua poética, no pensamento. Assombros.Tese Acesso aberto (Open Access) Da rosa salta gafanhoto: trânsitos entre kata pessoal e poesia corpórea(Universidade Federal do Pará, 2023-01-20) PINHEIRO, Silvia do Socorro Luz; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414; https://orcid.org/0000-0001-8277-5210; MENDES, Ana Flávia de Mello; SOUZA, Iara Regina da Costa; SANTOS, Adriana Maria Cruz dos; SANTOS, Mayrla Andrade Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776; https://orcid.org/0000-0002-4807-0775Esta é uma tese memorial que foi dividida em cinco livros, que tem como espaço de pesquisa o processo de criação da obra cênica Da Rosa salta Gafanhoto, assumindo-a como poética e metodologia da pesquisa, que transita pela dimensão feminina da Samurai, Gueixa e Criança Luz inerente à pesquisadora e suas relações com as poéticas corpóreas de cada uma delas. A pesquisa declara ser o gafanhoto que salta da rosa e assume como corpo da pesquisa esse salto que ele dá e se metamorfoseia nas três figuras femininas que aparecem na tese, as quais são fantasmas que orbitam à pesquisadora, ou fendas por onde o processo de criação se espalha. A poética e método investigativo usado na pesquisa, perpassa no processo de perceber a metamorfose da palha que ao secar e começar a morrer, se torna flexível, se enrola em flor para depois saltar em forma de gafanhoto. Alguma coisa que se desenrola, mas, primeiro ela seca e vai em direção à morte, seria uma metodologia da morte? Do perecimento? Uma poética do perecimento, um método poético de trabalho, mas, o que é isso? Um método de flexibilidade poética, onde contém o treinamento Kata pessoal, os três mascaramentos. Apresento como suporte teórico o conceito de pesquisa performativa que abraça essas proposições para os estudos práticos realizados e para a construção da escrita que emana das práticas da sala de trabalho. A pesquisa performativa aqui é entendida conforme os preceitos de Brad Haseman (2015). O condutor da pesquisa é essa metodologia poética flexível – Da Rosa salta gafanhoto -, onde a artista-marcial apresenta o conceito de autocriação, por assegurar que enquanto gera a obra vivencia muitos devaneios, indagações lugares vazios da artista marcial e afinamentos de coerência diante do mundo que a cerca e a si mesma, passando a autocriarse, sendo assim um processo de criação da obra e autocriação de si diante das diferenças de si.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De "O Avarento" de Molière a "O Mão de vaca" dos Palhaços Trovadores: o texto teatral em processo(Universidade Federal do Pará, 2011-06-17) CORRÊA, Suani Trindade; CHAVES, Lília Silvestre; http://lattes.cnpq.br/4273510661737259A presente pesquisa apresenta uma leitura e um estudo de O avarento do dramaturgo francês Molière, na montagem teatral O mão de vaca, concebida pelo grupo Palhaços Trovadores, com doze anos de atuação na cidade de Belém do Pará. Para isso, parte-se primeiro de um panorama da época de Molière e da sociedade para a qual escreveu suas comédias, focalizando, em seguida na dissertação, os caminhos pelos quais passou o grupo de palhaços na adaptação e montagem da peça de Molière, cuja proposta de realização fundamentou-se nos princípios do Processo Colaborativo, um novo modo de criação que se instaurou no Brasil, por volta dos anos 1990. Esse tipo de processo “surge da necessidade de um novo contrato entre os criadores na busca da horizontalidade nas relações criativas” (PAVIS, 2007, p.253). Assim, a montagem do grupo seguiu, em ensaios fechados, abertos e veiculados no ciberespaço, permitindo o diálogo mais estreito entre atores, diretor e público/internautas, tornando a montagem uma criação pública e coletiva. É importante ressaltar que os Palhaços Trovadores procuraram fazer um trabalho de adaptação do texto a partir das suas próprias necessidades, na busca de inovação e manutenção de suas pesquisas com a linguagem do palhaço e dos folguedos populares.Dissertação Acesso aberto (Open Access) ESCRITA DE TEXTOS TEATRAIS : Material didático em Ambiente Online sob uma perspectiva BIPOC(Universidade Federal do Pará, 2024-08-09) ROCHA, Danilo José Assunção da; BRITO, Márcia Mariana Bittencourt; http://lattes.cnpq.br/3710898379776654O presente trabalho tem como objetivo central desenvolver material didático para um curso online que introduz a escrita de textos teatrais para indivíduos BIPOC - acrônimo em inglês que se refere a pessoas negras, indígenas e de cor. Ao compreendermos a linguagem como um produto social e histórico, um veículo para representações ideológicas em que a materialização se manifesta através do discurso (FIORIN, 1990), esta dissertação aborda o estudo da Dramaturgia e se propõe a investigar o tema como parte do fenômeno do teatro dramático (MAGALDI, 1994) e suas possibilidades frente à veiculação de discursos. Fundamentada nas interseções entre Arte, Educação e Tecnologias Digitais, a pesquisa-ação (THIOLLENT, 2011) de metodologia híbrida combina pesquisa bibliográfica sobre teatro como gênero textual, educação online (KENSKI, 2012), e esign (KENSKI, 2012; PAWAN, 2012) para criar o material didático-dramatúrgico em espaço digital (ØSTERN, 2021). A elaboração desse material, com elementos-chave e estratégias de ensino para introduzir a escrita de dramaturgia teatral em ambiente de aprendizagem aberto, busca promover o acesso ao conhecimento mencionado e democratizar a criação artística, além de contribuir com perspectivas relacionadas ao uso de ferramentas tecnológicas na escrita.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fazendo a pele no auto do círio: processos criativos da maquiagem da comissão de frente(Universidade Federal do Pará, 2019-06-27) VASCONCELOS, Iam Nascimento; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199Esta pesquisa busca compreender os processos criativos da maquiagem da Comissão de Frente revelados na espetacularidade deste fenômeno cênico de dimensões singulares como cortejo dramático, a partir do olhar de artista-pesquisador-participante do Auto do Círio. Fundamentado teórico-metodologicamente na Etnocenologia, enquanto Etnociência das Artes e formas de espetáculo, acolhemos como principais autores deste campo de conhecimento, Armindo Bião (2008), Jean-Marie Pradier (1995) para a abordagem de espetacularidade; teatralidade; matrizes culturais; matrizes estéticas e Michel Maffesoli para Comunidades Emocionais. No estudo do imaginário, Paes Loureiro (2010) em sua proposição de Conversão Semiótica como chave conceitual para a compreensão da poética da cultura amazônica. Para o enfoque dos Processos Criativos, Sônia Rangel (2015) e Philip Hallawell (2010). Como premissa etnocenológica dominante, privilegiamos nos procedimentos metodológicos as múltiplas vivências internas no fenômeno da pesquisa, dando relevância à sabedoria dos praticantes e suas trajetórias no espetáculo, por meio de registros fotográficos, vídeos do processo criativo de auto maquiagem e coreográfico, além de entrevistas semiestruturadas. Esses registros audiovisuais compõem um documentário intitulado Auto Etnodocumentário, indissociado desta reflexão, contribuindo, enquanto maquiador, para a construção de conhecimento que brota da complexidade e riqueza das práticas espetaculares de rua na Amazônia contemporânea.Tese Acesso aberto (Open Access) FENOMENOLOGIA TEATRAL: Da Crise ao Despertar de um Artista-Pesquisador(Universidade Federal do Pará, 2025-07-04) PARAGUASSU, Renan Delmontt Souza; MENDES, Ana Flavia de Melo; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776A presente tese investiga a articulação entre experiência fenomenológica e metodologia poética na pesquisa em artes, a partir da perspectiva do pesquisador-artista. Inspirando-se na estrutura narrativa da Divina Comédia, o trabalho propõe uma travessia simbólica por territórios afetivos e conceituais que representam os principais desafios metodológicos enfrentados durante a criação artística. A problemática central reside na busca por uma metodologia em artes que reconheça e valorize a subjetividade, a poética e a complexidade da experiência vivida. Para isso, adota-se uma abordagem metodológica fenomenológica encarnada, que entrelaça escrita poética, análise crítica e experiências performativas. Cada capítulo simboliza a superação de um “pecado” — metáforas dos entraves enfrentados no percurso criativo — e propõe deslocamentos conceituais progressivos, culminando na formulação de sete conceitos originais: Nutrição Cênica, Economia Generosa da Cena, Desarme Cênico, Dramaturgia Flutuante, Desejo Criador, Atuação como estado de ser e Atuação Coletiva. Os resultados evidenciam que a integração entre fenomenologia teatral e escrita poética não apenas gera uma metodologia singular, como também permite a emergência de uma consciência criadora expandida. Conclui-se que a pesquisa em artes pode constituir-se como prática estética e epistemológica, e que o método, ao invés de ser uma fórmula fixa, pode assumir forma viva, relacional e aberta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Grupo de teatro Palha: trajetória e identidade teatral(Universidade Federal do Pará, 2015-06-26) FURTADO, Paulo Roberto Santana; COSTA, Luizan Pinheiro da; http://lattes.cnpq.br/5390750292706184Estudo da trajetória do Grupo de Teatro Palha ao longo de seus 34 anos de história (1980 a 2014), abordando sua produção artística, atividades culturais e inserção no panorama do teatro paraense. A pesquisa objetivou entender os desafios do Grupo, que se originou com jovens integrantes na e da periferia de Belém, procurando traduzir o movimento teatral paraense durante os seus trinta e quatro anos de construção de uma identidade teatral. As produções do grupo têm como referência a teoria do dramaturgo e diretor alemão Bertolt Brecht, no intuito de levar a realidade para a cena teatral. Utilizou-se como fonte de pesquisa, material do grupo, como: programas, recortes de jornal, fotografias, vídeos, críticas, textos, roteiros e depoimento de seus integrantes e fundadores.
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