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Navegando por CNPq "CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A história do Makunaima e a história do Timbó: um estudo das relações entre humanos e outros-que-humanos
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-25) BARRETO, Mêrivania Rocha; LEAL, Izabela Guimarães Guerra; http://lattes.cnpq.br/2507019514021007; TRUSEN, Sylvia Maria; ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de; SIMAS, Mônica Muniz de Souza; CARVALHO, Fábio Almeida de; http://lattes.cnpq.br/1704721088122823; http://lattes.cnpq.br/9511564560016368; http://lattes.cnpq.br/; http://lattes.cnpq.br/9997225424532634; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-2037-905X; https://orcid.org/
    É impossível negar que o pensamento ocidental, eurocêntrico, o dito civilizado, quase sempre predominou como o correto, o aceitável, na maioria das vezes sem abrir possiblidades para que outros saberes, como o dos indígenas, por exemplo, também pudessem ser levados em consideração, especialmente quando se trata da relação que estes mantêm com os seres da natureza em geral. Diante disso, esta pesquisa de doutoramento se desenvolve a partir da hipótese de que as narrativas Panton Pia’ a História do Timbó e Panton Pia’ a História do Makunaima ilustram bem a maneira como os povos indígenas se relacionam com os outros-que-humanos, como os animais e plantas, assim como com a natureza de modo geral, demonstrando que todos os seres que habitam o universo estão interligados a um único ser, a Mãe Terra. Nesse sentido, proporemos uma discussão acerca das epistemologias indígenas para entender como se dão as relações dos humanos com os outros-que-humanos nas narrativas Panton Pia’ a História do Timbó e Panton Pia’ a História do Makunaima. As duas narrativas que servirão como corpus para esta pesquisa foram coletadas pelo projeto “Panton Pia’: Narrativa oral indígena, registro e análise” no circum-Roraima, território transnacional ao redor do Monte Roraima, onde habitam os povos Macuxi, Wapichana, Taurepang, Ye’kuana, Wai-wai, Ingarikó, entre outros. Para tanto, temos como objetivos específicos falar sobre as narrativas indígenas; discutir as transformações metamórficas ocorridas nas narrativas Panton Pia’ a história do Timbó e Panton Pia’ a história do Makunaima que mostram as relações entre os humanos e outros-que-humanos; mostrar a importância das metamorfoses presentes na narrativa A história do Makunaima para a construção das paisagens que compõe o circum Roraima; bem como ressaltar a importância dos elementos que constituem a paisagem do circum-Roriama como acionadores da memória do narrador indígena Clemente Flores. A pesquisa será de cunho investigativo bibliográfico e interpretativo no âmbito interdisciplinar, envolvendo estudos da literatura em geral e da literatura indígena, da filosofia, antropologia, biologia, entre outros, e será baseada nos estudos de Viveiros de Castro (1996-2008-2011), Paul Zumthor (1993-1997), Maria Inês de Almeida e Sônia Queiroz (2004), Michel Collot (2012), Lúcia Sá (2012-2017), Graça Graúna (2013), Fábio Carvalho (2017), Devair Fiorotti e Clemente Flores (2019), Emanuele Coccia (2020), entre outros.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    À procura de Mário Faustino tradutor
    (Universidade Federal do Pará, 2014-03-31) VERÍSSIMO, Thiago André dos Santos; LEAL, Izabela Guimarães Guerra; http://lattes.cnpq.br/2507019514021007
    As décadas de 1940 e 1950 são significativas quanto ao processo de difusão cultural nos jornais brasileiros, com destaque para atuações de escritores, poetas e literatos nos diversos periódicos dessa época, o que fez do jornal um ambiente moderno e criativo em prol da cultura e da literatura. Em Belém, nesse período, há dois jornais que contribuem para o movimento cultural na cidade paraense, por meio dos respectivos suplementos literários: Arte Literatura, da Folha do Norte e Arte e Literatura, de A Província do Pará. Nesse ambiente, Mário Faustino inicia a vida literária publicando crônicas em jornais e, sobretudo, atua como tradutor de poesia. Com apenas 16 anos, Faustino começa a traduzir um grande rol de escritores da literatura internacional, do espanhol, francês e inglês. Este trabalho de análise pretende mapear o percurso de formação de Mário Faustino enquanto tradutor, a partir de seus primeiros poemas traduzidos. Para tanto, abordaremos a noção de tradução vinculada como processo de formação e desdobramento crítico.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A Trajetória de Franz Keller-Leuzinger e a circulação e recepção de Vom Amazonas und Madeira
    (Universidade Federal do Pará, 2025-08-25) COSTA, Alex Santana; AUGUSTI, Valéria; http://lattes.cnpq.br/6970953321235328; SMITH JÚNIOR, Francisco Pereira; SANJAD, Nelson Rodrigues; ROCHA, Hélio Rodrigues da; NENEVÉ, Miguel; http://lattes.cnpq.br/4369023473293807; http://lattes.cnpq.br/9110037947248805; http://lattes.cnpq.br/5420606386720546; http://lattes.cnpq.br/5600512410423908; https://orcid.org/0000-0002-6336-9249; https://orcid.org/0000-0002-6372-1185; https://orcid.org/0000-0001-7086-9594; https://orcid.org/0000-0002-9792-1134
    Esta tese vislumbra analisar, a partir da perspectiva teórico-crítica de escritores do pós-colonialismo e do decolonialismo, tais como Bhabha (2010), Cesaire (2010), Fanon (1961; 1963), Memmi (2007), Mannoni (1964), Said (1990; 2011), Quijano (2009) e outros, as representações simbólicas tecidas pelo engenheiro e desenhista alemão Franz Keller-Leuzinger a respeito dos povos indígenas de múltiplas regiões do Império do Brasil, com predomínio de grupos amazônicos do Vale do rio Madeira. Para tanto, investigamos, com base nos pressupostos teóricos de Bourdieu (1996; 001), a trajetória profissional do autor, visando a compreender sua inserção no ontexto brasileiro e estrangeiro, mapeando as instituições nas quais atuou e os grupos sociais com os quais se relacionou. Ademais, com o aporte de teóricos da istória do livro e da leitura, como Roger Chartier (1998, 2003 e 2006), Michel de Certeau (1998) e Robert Darnton (1990), investigou-se como se deu a circulação de Vom Amazonas und Madeira nos mercados editoriais brasileiro e estrangeiro, bem como sua recepção crítica dentro e fora do Brasil, ao longo do século XIX. No que concerne à circulação do referido relato de viagem, os resultados demonstram que sua divulgação ocorreu não apenas enquanto obra completa, no formato códex, mas também de maneira fragmentada, por meio da publicação de ilustrações e excertos em periódicos e livros nacionais e estrangeiros como Jornal do Commercio (1874), Revista Illustração Brasileira (1876), O Vulgarisador (1877), Le Tour du Monde (1874), Revue des Deux Mondes (1875), Globus (1874; 1875; 1879; 1885), Petermanns (1874), Zeitschrift Für Ethnologie (1875) e The Academy (1875). Quanto história editorial, a primeira edição da obra circulou freneticamente pelos grandes centros culturais e industriais da época, ganhando quatro edições em inglês no intervalo de um ano após sua publicação em língua alemã. Os resultados da pesquisa indicam ainda a ausência de reimpressões da obra de Keller ao longo do século XX. Entretanto, no século XXI, registrou-se o maior número de publicações de edições impressas, sendo quatro delas em língua alemã, sete em inglês e apenas uma em língua portuguesa. No tocante à recepção crítica, a obra foi interpretada de maneira distinta a depender do contexto. No Brasil, foi vista como símbolo de progresso nacional, ao passo que, na Europa, sob uma ótica etnográfica e expansionista. Por sua vez, nos Estados Unidos, a obra foi lida com viés pragmático. Foi destacado ainda o valor estético de suas gravuras e a relevância das informações técnicas, embora também tenha enfrentado críticas relativas à sua estrutura narrativa e às traduções, vindo a ser posteriormente analisada pela historiografia como produto do colonialismo oitocentista. Com relação aos povos indígenas, a análise traz à tona a dicotomia presente no discurso de Keller, que, embora reconheça a diversidade étnica esociolinguística dessas populações, reafirma concepções estereotipadas a seu respeito.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O aconselhamento linguageiro como forma de intervenção e formação docente
    (Universidade Federal do Pará, 2014-06-24) NONATO, Rejane Santos; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312
    Essa pesquisa visa encontrar maneiras de melhorar a formação em serviço de professores de inglês que atuam na rede pública de ensino no interior do Estado do Pará. Para tanto, utilizo o aconselhamento linguageiro (AL) que é uma forma de suporte de língua que, por meio de conversas, visa promover o aprendizado autodirecionado (GARDNER; MILLER, 1999; MOZZON-McPHERSON, 2007; RILEY, 1997; VIEIRA, 2007). Para realizá-la apóiome nos estudos de Vygotsky (1984), que versa sobre o desenvolvimento humano e a construção do saber; Benson (2001), que trata do processo de autonomização; e Mozzon- McPherson (2001), que discorre sobre o aconselhamento linguageiro. A metodologia de pesquisa adotada enquadra-se no método de pesquisa qualitativa uma vez que se trata de uma pesquisa-ação. A sequência de procedimentos apoiou-se no projeto coordenado por Magno e Silva (2013), no qual primeiramente, analisou-se a experiência pessoal de aprendizagem de LE do aconselhado e identificou-se uma área de preocupação pessoal; em seguida, planejou-se pró-ativamente, visando a área de preocupação pessoal; o terceiro passo foi exercer uma intervenção monitorada; por fim, como última etapa, se deu a avaliação e o replanejamento. Para a realização dessa pesquisa utilizou-se como instrumentos de coleta de dados narrativas de aprendizagem, questionário de análise de necessidades e relatórios de sessões de aconselhamento. Posteriormente, os dados obtidos por meio desses instrumentos foram sistematizados e analisados à luz da teoria levantada. Os resultados apresentados evidenciam que o AL pode ajudar na formação de professores em exercício favorecendo o desenvolvimento da autonomia desses profissionais, uma vez que o período de aconselhamento permitiu que os professores-aconselhados refletissem sobre seus conhecimentos de língua, suas crenças, dificuldades e estratégias para superar essas dificuldades, levando esses professores a realizarem ações em busca de seu aperfeiçoamento linguístico e profissional.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ana Maria Machado em sala de aula: leitura literária e formação do leitor
    (Universidade Federal do Pará, 2015-08-30) VIANA, Maria Helena da Silva; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840
    Este trabalho se propõe a apresentar uma proposta metodológica para a leitura de duas obras (Quem perde ganha e O Cavaleiro do Sonho: As aventuras e desventuras de Dom Quixote de La Mancha) da escritora brasileira Ana Maria Machado, destinadas ao público infantojuvenil com o intuito de incentivar o letramento literário e a formação do leitor em uma escola pública do município de Ananindeua, no estado do Pará. Considera-se, assim, a leitura literária como um direito de todos (Queirós, 2014) e o texto literário sendo o núcleo da disciplina de Português por ser manifestação por excelência de memória, do funcionamento e da criatividade da língua portuguesa (Silva, 1988). O ensino de literatura na escola pública é alvo de críticas e tem contribuído timidamente para formar leitores proficientes, uma vez que o processo de escolarização vem ocorrendo de forma inadequada e o desafio do professor é encontrar o equilíbrio entre os interesses da fruição pessoal e as necessidades de escolarização do literário (Cosson, 2014). É necessário, então, que se repense o problema para que o texto literário não seja apenas objeto de nomenclaturas, banalidades gramaticais e análises superficiais (Soares, 2011), mas um instrumento capaz de suscitar reflexões e contribuições relevantes para a vida dos alunos. O trabalho está organizado em três capítulos: o primeiro discorre sobre o ensino de literatura e a formação do leitor, o segundo aborda o universo literário de Ana Maria Machado e o terceiro traz a proposta de intervenção pedagógica. Pretende-se, dessa forma, que a escola promova a inserção da literatura infantojuvenil e do clássico em seu cotidiano de modo a contribuir para que a leitura do texto literário seja atividade significativa e prazerosa para os alunos do ensino fundamental e que, assim, favoreça a formação de leitores na escola pública.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A biblioteca vermelha de Raimundo Jinkings: uma história de livros
    (Universidade Federal do Pará, 2011-10-03) PINTO JÚNIOR, Antonio Carlos Pimentel; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840
    A história do livro e de leitores no Brasil ocupa a atenção de inúmeras pesquisas em todo o território nacional, cujos interesses abrangem os registros desde o Brasil Colônia até os nossos dias. Com essa perspectiva, este trabalho propõe um mergulho na biblioteca particular de Raimundo Jinkings, jornalista, dirigente sindical, militante comunista e livreiro, personagem de destaque na história política do Pará ao longo de quatro décadas, a partir dos anos 50. A pesquisa pretende contribuir para os estudos sobre a história do livro no Pará, à luz de pressupostos teóricos. Também vai identificar os rastros das leituras de um homem na sua vida como ativista político, comparando textos e apontando elementos que tornam indissociáveis o leitor e seus livros.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A constituição do dado em escritos sobre a prática de ensino de língua: análise discursiva de relatórios e artigos
    (Universidade Federal do Pará, 2016-12) FAIRCHILD, Thomas Massao
    Apresentamos resultados parciais de um projeto de pesquisa em que vimos discutindo o papel da escrita na formação de professores. A premissa geral é a de que escrever sobre a aula pode ser um trabalho pelo qual o professor produz, para si e para outros, dados que permitem levar adiante, por meio de uma atividade posterior, a reflexão e os posicionamentos assumidos por ele no próprio momento da aula. Neste artigo, focamos a exposição de dois aspectos dessa pesquisa: a análise de tipo "polifônico", centrada no deslindamento das "vozes" que compõem o discurso escrito sobre a aula, baseada nas ideias de O. Ducrot; e o questionamento sobre o que a configuração do enunciado pode dizer acerca do "sujeito empírico" responsável por ele, afastando-nos de Ducrot em favor de Bakhtin. Os dados discutidos aqui representam dois universos: textos escritos por estudantes cursando disciplinas de prática em cursos de Letras e artigos acadêmicos sobre o ensino de língua publicados em periódicos da área. Apontamos três problemas comuns a ambas as esferas: a) o uso de termos "vicários" em substituição ao registro de informações concretas; b) a inserção de discursos citados como enunciados a que se responde e não como dados que se analisam; c) conclusões sobre o ensino que não se vinculam aos dados ou análises apresentadas. Sintetizamos os resultados das análises afirmando que, quando se trata de discutir o que se passa na sala de aula, mesmo quando se escutam as "vozes" que emanam desse espaço, não se lhes confere um estatuto claro de dado, dando-se aos discursos citados tratamentos diversos e fazendo com que o discurso resultante seja inconsistente enquanto análise da aula.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Das películas às páginas: o indígenas (en)cena
    (Universidade Federal do Pará, 2021-02-26) CRUZ, Nathália da Costa; LEAL, Izabela Guimarães Guerra; http://lattes.cnpq.br/2507019514021007; FARES, Josebel Akel; NUNES, Paulo Jorge Martins; NASCIMENTO, Maria de Fátima do; CHAGAS, Angela Fabiola Alves; http://lattes.cnpq.br/1177199217893227; http://lattes.cnpq.br/4987306548638650; http://lattes.cnpq.br/6007359856182459; http://lattes.cnpq.br/2172763060506928; https://orcid.org/0000-0003-2384-0582; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0002-4925-1711
    A Coleção Um Dia na Aldeia, realização do projeto Vídeo nas Aldeias em parceria com a extinta editora Cosac Naify e patrocínio da Petrobras, é composta por seis livros-adaptações feitos a partir de seis documentários filmados nas comunidades indígenas no Brasil – Wajãpi, do Amapá; Ikpeng, no Parque Indígena do Xingu, ao norte do Mato Grosso; Panará, da divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso, Kisêdjê, também no Parque Indígena do Xingu; Ashaninka, na Amazônia peruana, no Acre; e Mbya-Guarani, no Rio Grande do Sul. Destarte, esta tese objetiva investigar as aproximações e dissonâncias entre os processos de criação das diferentes versões midiáticas em tela – os filmes (produzidos por cineastas indígenas ou com a colaboração dos oficineiros do projeto nas aldeias) e os livros ilustrados (produzidos por não indígenas) – de modo a compreender as questões relacionadas às adaptações desses filmes para a literatura. Para tal empreitada, o texto foi dividido em cinco seções principais, que tratam desde a origem do projeto Vídeo nas Aldeias aos meandros da criação da Coleção Um Dia na Aldeia. As análises intentam explicitar e informar o que embasa cada uma dessas histórias. O que a Coleção Um Dia na Aldeia revela sobre a perspectiva do pensamento indígena? Quem são as adaptadoras e ilustradoras e quais as suas relações com os povos indígenas? Por que as adaptações são direcionadas ao público infantil e juvenil? Como as adaptadoras conciliam as imagens dos indígenas dos vídeos para os livros? Quando as obras foram publicadas e por quais meios e editoras? Em que contexto surgem as adaptações de filmes indígenas para a literatura? Cada adaptação traz consigo não somente um conteúdo estético, mas também um complexo e singular conteúdo identitário e cultural. As obras da Coleção Um Dia na Aldeia, ao trazerem os indígenas como protagonistas das histórias, desde as películas dos filmes às páginas dos livros, oferecem uma abertura para se pensar tanto o processo adaptativo, quanto o literário, neste maravilhoso intercâmbio de signos, mídias e culturas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Do desenho à pintura: o visualismo na escrita de Clarice Lispector
    (Universidade Federal do Pará, 2016-02-25) ARAUJO, Elisama Fernandes; GUIMARÃES, Mayara Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/6834076554286321
    Esta pesquisa objetiva traçar um diálogo interastístico entre desenho, pintura e escrita, tendo como recorte o visualismo presente em Água Viva e Um Sopro De Vida de Clarice Lispector. Para embasar esta pesquisa, convocamos os estudos do filósofo Georges Didi-Huberman por meio de seus livros O que vemos, o que nos olha e Sobrevivência dos vaga-lumes e os estudos de Gerd Bornheim a fim de fazer uma “revisão histórica” do ato de ver, e de Maurice Blanchot, no intuito de situar a questão da importância do olhar e do vazio que se abrem em decorrência disso, pois esse processo funciona como o propulsor das imagens presentes na narrativa clariciana. Nos apropriamos ainda dos estudos de Sônia Roncador com o propósito de discorrer sobre um efeito de deflação que ocorre nos textos claricianos da década de setenta, e, para isso, citamos Roland Barthes uma vez que o termo “deflação” aparece em seus ensaios críticos sobre as pinturas e desenhos do artista plástico norte-americano Cy Twombly. Michel Foucault e Walter Benjamin entram no diálogo a fim de discorrermos sobre a transformação que ocorreu na passagem da era clássica para a era moderna e quais implicações esse processo trouxe para a linguagem, no contexto da obra de Clarice Lispector. Também se faz presente nessa dissertação o estudo de Carlos Mendes de Sousa sobre a obra de Clarice Lispector, que renova a fortuna crítica clariciana, com o objetivo de dissertar em torno do tema sobre o visualismo e seus desdobramentos na relação entre palavra e imagem. Utilizaremos ainda o conceito de devir de Gilles Deleuze e Félix Guattari, para entendermos em que sentido o texto literário é uma composição que aponta para a escrita como devir e como a palavra em Água viva “devém-imagem”.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Do sertão a backlands: tradução e recepção de Guimarães Rosa em 1963
    (Universidade Federal do Pará, 2014-02-05) SILVA, Suellen Cordovil da; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278
    Esta dissertação tem como objetivo geral investigar a recepção crítica americana de Grande sertão: veredas (1956), logo após a publicação desta, em 1963, e ler as opções tradutórias da primeira tradução de Harriet de Onís (1869-1968) e de James Taylor (1892-1982), e em seguida trechos da segunda tradução americana mais recente, Grand sertão: veredas (2013), de Felipe W. Martinez. Como método utilizado para analisar a recepção crítica americana, destacam-se os estudos hermenêuticos literários de Hans Robert Jauss (1921-1997). Dessa forma, prioriza-se uma discussão com a tradução americana de Grande sertão: veredas, pois pontuam-se alguns trechos da tradução americana que servirão como objeto de análise da tradução, tendo como critério para as escolhas dos trechos relativos ao sertão (backlands), e ao encontro de Riobaldo e Diadorim em O-de-janeiro. Os parâmetros analisados na primeira tradução serão: a perda da poeticidade, os apagamentos, a alternância de nomes e palavras e alguns neologismos. Após a comparações a partir dos parâmetros entre Grande sertão: veredas e The devil to pay in the backlands, visa-se constatar o distanciamento do projeto dos tradutores e do projeto poético de João Guimarães Rosa. Com isso, embasamo-nos nos estudos de tradução de Antoine Berman (1942-1991), Lawrence Venuti (1953) e André Lefevere (1945-1996). Berman considera que a tradução é uma relação, um diálogo e uma abertura para o estrangeiro. Além dos parâmetros que comprovam uma tradução americana etnocêntrica, utilizam-se alguns recortes de periódicos cedidos pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB) num total de 10 textos sobre Guimarães Rosa. Esses recortes de jornais foram escritos em 1963. Por fim, nesta dissertação abordará sobre os posicionamentos dos jornalistas americanos diante da publicação da tradução rosiana de 1963 e a recepção crítica atual da tradução americana segundo Perrone (2000), Armstrong (2001), e Krause (2013).
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ele não compreende nossos costumes: literatura, colonização e memória na Trilogia africana, de Chinua Achebe
    (Universidade Federal do Pará, 2023-12-21) CHAGAS, Alessandra Santos; GUIMARÃES, Mayara Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/6834076554286321
    Chinua Achebe é considerado um dos escritores de maior destaque no cenário literário africano moderno e que possui grande relevância na contemporaneidade, em função de seu projeto político-literário que une história e literatura para a escrita de uma ficção feita a partir das perspectivas e das experiências africanas como contraponto aos discursos, às imagens e às literaturas coloniais. Dessa forma, esta dissertação se propõe a investigar de que maneira a Trilogia africana, escrita por Achebe entre os anos de 1958 e 1964, contribuiu para o estabelecimento de uma nova forma de representação do passado e das experiências tradicionais partindo da perspectiva daqueles que foram colocados à margem da história e dos discursos coloniais. Além disso, buscaremos examinar como a colonização, com práticas de invisibilização e sujeição, provocou transformações sociais, culturais, religiosas e identitárias para a etnia Igbo. Para isso, tomamos como aporte teórico trabalhos como Pollak (1989; 1992), Quayson (2000), Benjamin (1987), Said (2011), Bhabha (2011), Noa (2015), os quais englobam a teoria pós-colonial e os estudos de memória, e também trabalhos críticos do próprio Achebe (1988; 2000; 2012a; 2012b). Com isso, observou-se que o fazer literário de Chinua Achebe, alinhado às demandas político-sociais da Nigéria, buscou representar não só as experiências Igbo anteriores à colonização como forma de resgatar e celebrar as memórias tradicionais, mas também as transformações culturais, religiosas, linguísticas e identitárias advindas da colonização.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Entre jornais, livrarias e gabinetes de leitura: a circulação dos romances-folhetins camilianos no Pará oitocentista
    (Universidade Federal do Pará, 2016-06-17) PAIVA, Cláudia Gizelle Teles; SALES, Germana Maria Araújo; ttp://lattes.cnpq.br/8723885160615840
    Camilo Castelo Branco foi um escritor de intensa produção literária, durante o século XIX produziu diversas obras que atendiam aos anseios de um público vasto, constituído não apenas de leitores portugueses, mas brasileiros, incluindo os paraenses. No Pará, os romances camilianos estiveram presentes tanto nas páginas dos jornais, nas colunas Folhetim e Venda quanto em formato livro, em espaços destinados à leitura, como as bibliotecas e os gabinetes de leitura. Observei a esse respeito, que as obras Mistérios de Lisboa (1854) e Coisas Espantosas (1862), circularam em Belém, nos dois suportes supracitados: em jornais, no periódico Diário do Gram-Pará, e em livros, na biblioteca do Grêmio Literário Português. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo trazer à baila a circulação destes romances no Pará do século XIX, para assim confirmar que as obras camilianas, alcançaram notoriedade também em terras brasileiras. Além disso, pretendo demonstrar que as obras do autor lusitano, consideradas apenas reproduções do romance-folhetim francês, apresentavam, apesar do reconhecido traço folhetinesco, atributos próprios de quem as criou, o que denota a predominância de um estilo sobre uma forma.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Escrituras indígenas de autoria de mulheres Potiguara (Brasil) e Mapuche (Chile)
    (Universidade Federal do Pará, 2022-02-11) ALENCAR, Larissa Fontinele de; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira; http://lattes.cnpq.br/3707451019100958; https://orcid.org/0000-0003-1575-5679
    Nesta tese proponho um estudo no âmbito da literatura de resistência sobre as escrituras de autoria de mulheres dos povos originários Potiguara (Brasil) e Mapuche (Chile). Para tanto, esta pesquisa está configurada como uma grande tessitura, formada por fios e linhas teóricometodológicas em que as epistemologias de base se apoiam, inicialmente, no exercício de escovar a esteira da história a contrapelo para, assim, trançar, fio por fio, a trama literária (re)feita por mulheres indígenas. A priori, entendo que as literaturas de autoria indígena são literaturas de resistência, e que o corpo-território literário indígena, em meio e em conexão com a natureza, faz-se nas palavras em riste, bem como mantém-se firme em seus propósitos e ideologias próprias, mesmo com todas as imposições e subjugações engendradas pelo discurso hegemônico perpetuado pelo colonizador. É necessário frisar, também, que a literatura de resistência é um campo da teoria literária que estuda as literaturas que emergem em contextos de autoritarismo, estados de exceção, situações de barbárie, assim como em situações de traumas ou, ainda, que tematizam tais condições sócio-históricas e psicológicas. Sendo assim, esta subárea da literatura, configura-se como potencializadora da existência através da resistência, formando, desse modo, uma fratura poética de “rexistência”. Nesse sentido, considero que as escrituras de mulheres Potiguara e Mapuche são desenvolvidas por meio de palavras que transcendem a resistência sob a ótica tanto de gênero quanto de identidade étnica. Esta perspectiva é marcante no corpus literário desta pesquisa, e faz que o escopo da tese se dê pela expressão do corpo fraturado da mulher indígena, o qual, por isso mesmo, em resistência, tensiona, através da sua produção literária, a memória, a ancestralidade, as questões de gênero, a identidade étnica e as relações subjetivas e coletivas com o trauma colonial. Nessa perspectiva, o corpora literário desta investigação é composto por escrituras das autoras do povo Potiguara: Eliane Potiguara, Graça Graúna e Sulami Katy; do povo Mapuche foram selecionadas escrituras compostas pelas autoras: Graciela Huinao, Faumelisa Manquepillán e Daniela Catrileo. Ressalto, contudo, que, no decorrer da tese, também são feitas referências a uma significativa produção escrita de outras escritoras, inclusive, pertencentes a outros grupos étnicos. Assim sendo, esta pesquisa, de teor bibliográfico-qualitativo, foi desenvolvida a partir de uma abordagem analítico-descritiva e a partir das leituras interpretativas das escrituras literárias em questão. Para tanto, ao realizar a análise do corpora literário, busquei engendrar recortes que alinhavam a compressão dos aspectos poéticos das obras das escritoras indígenas na perspectiva de uma escrevivência ancestral, na construção de poéticas das identidades de gênero e identidades étnicas, além de uma perspectiva do olhar indígena sobre os traumas coloniais provocados pelo estado genocidário. E, por fim, lançando um olhar mais integral sobre esta pesquisa, considero que uma das contribuições mais significativas desta tese está na junção da literatura de resistência com as literaturas indígenas, posto que se agrega a esse campo uma narrativa outra, de fonte decolonial, que atravessa corpos e textos que foram, durante muito tempo, excluídos dos estudos literários.
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    Expressividade oral e fluência em leitura: monitoramento e diagnóstico de cinco escolas estaduais de Belém do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2015-05-08) SAUAIA VANSILER, Nair Daiane de Souza; PICANÇO, Gessiane Lobato; http://lattes.cnpq.br/8504849027565119
    A leitura expressiva é uma maneira de o leitor demonstrar os significados apreendidos do texto. Com efeito, a expressividade na leitura oral pode não só distinguir entre leitores mais e menos habilidosos, mas também pode ser usada para monitorar a compreensão. É possível verificar, com base em elementos prosódicos, a forma como os alunos empregam o conhecimento linguístico na leitura. Leitores fluentes incorporam características prosódicas da língua falada (acentuação, variações de altura de voz, entonação, fraseado e pausas) durante a leitura, fazendo-a soar o mais natural possível. Neste trabalho assume-se as concepções do modelo interativo compensatório, por aceitarmos que o processo automático da decodificação propicia a aceleração do processo de identificação de palavras no texto. Esta pesquisa mostra a avaliação de três dimensões prosódicas: entonação e ênfase, fraseado e ritmo, na leitura realizada por alunos do 2º ano do Ensino Médio de cinco escolas públicas de Belém, Estado do Pará. Esta pesquisa é subdividida em duas etapas, em cada os alunos leram por um minuto trechos de três textos. Na primeira foram analisados 54 alunos das cinco escolas participantes, que totalizaram juntos 162 amostras de leitura oral. Na segunda etapa realizada no final do ano letivo de 2013 foram analisadas as leituras de 44 alunos de três dos quatro textos lidos nessa segunda visita, em quatro escolas. Na segunda etapa os alunos de duas das escolas participantes leram um texto a mais com sinais prosódicos mais elevados, 20 alunos participaram. O CBM (DENO, 1985) ofereceu método eficaz para a realização da capturação das leituras dos alunos. A análise quantitativa das amostras de leitura foi realizada com base nos parâmetros de expressividade oral de uma escala multidimensional adaptada para esta pesquisa a partir das propostas de Fountas e Pinnell (2006), Rasinski (2004) e Zuttell & Rasinski (1991). Cremos que leitores que apresentaram alguma dificuldade na leitura oral expressiva podem ter carências nos elementos de apoio às habilidades de compreensão de leitura propostos por Wren (2002), assim como estejam relacionadas com algum déficit no cálculo sintático. A dificuldade em reconhecer automaticamente as palavras também se caracteriza em uma dessas deficiências. Ao final apresentamos algumas propostas de intervenção direcionada para desempenhos mais satisfatórios de leitora oral expressiva.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fabiola: a subversão, a moralização e a virtude recompensada
    (Universidade Federal do Pará, 2017-02-23) PINHEIRO, Márcia do Socorro da Silva; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840
    Embora tenha conseguido sua maior projeção no século XIX, o gênero romance já se destacava no horizonte literário europeu do século XVIII e apresentava grandes transformações. Dessa forma, o romance se firmou em meio a mudanças sociais, políticas e econômicas. Este estudo objetiva analisar o romance Fabiola, publicado em 1865, no formato folhetim no periódico A Estrella do Norte (1863-1869), folha católica que publicou suas notícias sob os auspícios de Dom Macedo Costa (1830-1891). Para efetuarmos o objetivo deste trabalho, trataremos sobre a ascensão e consolidação do gênero no primeiro capítulo, fazendo uma espécie de contraponto entre a leitura de Fabiola e outros romances que tiveram destaque durante o século XVIII e XIX. Demonstraremos também, no segundo capítulo, como foi no século XIX a recepção do romance em terras paraenses, sobretudo a partir da ótica do editor do periódico, Dom Macedo Costa. No terceiro capítulo, analisaremos as personagens femininas do romance econferir como essas categorias se manifestaram na obra. O contexto histórico no qual esse romance foi publicado, será também descrito, assim buscamos determinar sua influência, no que envolve a escolha de tal publicação pelos editores do periódico religioso paraense.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fanfictions na Internet - um clique na construção do leitor-autor
    (Universidade Federal do Pará, 2011-05-31) REIS, Fabíola do Socorro Figueiredo dos; CHAVES, Lília Silvestre; http://lattes.cnpq.br/4273510661737259
    Esta dissertação trata do fenômeno da autoria na internet, tendo como foco de estudo do leitor-autor, mais especificamente, de um autor que foi uma vez leitor de uma história original e que assume a função de continuar a história (do ponto em que a deixou seu primeiro criador) ou de modificá-la de forma a agradar a si mesmo e/ou a outros leitores eventuais. Conforme uma vez afirmou Roland Barthes (2004), o escritor sempre será um imitador de escritos anteriores à sua época, mas nunca original. A partir de análises de trechos das histórias, suas notas de autoria e interação com outros leitores através dos comentários, essas criações de fãs-autores (como são chamados nessa pesquisa os autores que se dedicam à escrita desse tipo de história), estuda-se a modificação do conceito de autoria na atualidade, pois muitas vezes o autor perde seu posto ao manter contato com alguma forma de tecnologia da informação – e agora lida com gêneros chamados híbridos: textos que não são puros, que não possuem uma característica apenas para poderem ser definidos pelos manuais comuns. Desta forma é difícil definir o que é, afinal, o autor na era dos gêneros digitais. Num momento em que a cada dia as pessoas do mundo inteiro aumentam seu número de horas navegando, os gêneros digitais representam uma nova relação entre ser humano e instrumento semiótico, com diversos aspectos a serem observados.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ficção e sociedade em Guimarães Rosa: interpretação dos contos “A volta do marido pródigo” e “Minha gente”
    (Universidade Federal do Pará, 2011-05-11) MAUÉS, Brenda de Sena; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278
    O presente trabalho tem como base teórico-metodológica a Estética da Recepção, corrente de teoria literária surgida no final da década de 1960 em oposição aos dogmas marxistas e formalistas, na medida em que eles ignoram o papel do leitor enquanto principal destinatário da obra literária. A pesquisa está centrada em uma abordagem hermenêutica e embasada em uma leitura que relaciona a literatura e a sociedade, tendo em vista que é possível encontrar ecos de ideais humanistas dentro da obra como um todo, mas, principalmente, dentro dos contos que serviram de corpus para este estudo. Desse modo, seguindo o viés metodológico postulado por Jauss (1921-1997), no qual o sentido da obra deve ser buscado dentro de uma constituição dialética entre o próprio texto e o leitor, este trabalho traça um exame dos contos “A volta do marido pródigo” e “Minha gente” de Sagarana, sobretudo no que concerne aos vínculos temático-formais e à análise da construção dos personagens dos contos mencionados. Nestas narrativas, é possível identificar lides políticas e amorosas que se desenvolvem paralelamente ao longo da trama, em linhas gerais, é retratada a forma do exercício da política partidária e das relações familiares no Brasil do início do século passado, cada conto molda essas temáticas à sua própria maneira, um de forma mais cômica, privilegiando os aspectos políticos e sociais, outro enfatizando as relações familiares. Em “A volta do marido pródigo”, depara-se com um protagonista de evidente procedência folclórica, dentro de uma narrativa que dialoga com a parábola do filho pródigo e com a fábula esópica do cágado e do sapo. Em “Minha gente” encontra-se uma história em que é estabelecida uma relação entre a vida dos personagens e o jogo de xadrez. Embora guardem diferenças significativas entre si, as narrativas que aqui nos servem de corpus possuem muitos aspectos em comum. Este trabalho levou em consideração estudos já consolidados acerca de Sagarana como o é o de Álvaro Lins em Mortos de sobrecasaca, bem como outros, mais recentes, de pesquisadores como Luiz Roncari (O Brasil de Rosa: o amor e o poder), Gilca Seidinger (Guimarães Rosa ou a paixão de contar: narrativas de Sagarana), Nildo Benedetti (Sagarana: o Brasil de Guimarães Rosa) e Sílvio Holanda (Rapsódia Sertaneja: leituras de Sagarana).
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Formação do leitor nos diálogos com as práticas socioculturais no Ensino Fundamental : cotação de histórias e mediação de leitura
    (Universidade Federal do Pará, 2021-05-28) SILVA, Márcia Fabrina Oliveira; RODRIGUES, Isabel Cristina França dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0226549641470972
    A presente investigação está relacionada à formação do leitor pautada nas narrativas que envolvem as práticas socioculturais de comunidades situadas em Concórdia do Pará. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa exploratória amparada na valorização da contação de histórias e da mediação de leitura, com uma turma do 7º ano do Ensino Fundamental, no ano de 2019. O objetivo consistia em analisar de que maneira tais práxis potencializavam a formação leitora dos alunos, tendo como base as narrativas das comunidades e as já recorrentes na literatura infantojuvenil. O estudo, enquanto análise qualitativa, está apoiado em Thiollent (2011), uma vez que propõe a aplicação de práticas interventivas. Quanto à fundamentação teórica, aos conceitos de leitura e leitor, assim como ao trabalho com a literatura em sala de aula, o mesmo se respalda em Menegassi (2010), Iser (1996), Jauss (1994), Chartier (1998), Todorov (2009), Colomer (2007) e Petit (2009). No que diz respeito à contação de histórias, oralidade e práticas socioculturais, há estudos apoiados em Busatto (2012, 2013), Zumthor (1993, 2014) e Freire (1981, 1989, 2013). Há ainda em Bakhtin (1997), Bakhtin e Volóchinov (1997) reflexões alicerçadas na perspectiva dialógica da linguagem. As etapas da pesquisa desdobraram-se em: contação de histórias e leitura de obras literárias; socialização das experiências de leitura e escuta; visita ao Ateliê Cravo & Canela/socialização da visita e narração de histórias e causos oriundos das comunidades e bairros nos quais residem os alunos. Os dados resultantes indicam que os discentes apresentam um nível de compreensão literal em se tratando de leitura, evidências questionadas e contra-argumentadas por autores provenientes da Estética da Recepção. Além do mais, o estudo revelou que a leitura e escuta de histórias mostram-se agradáveis aos discentes no que tange à ficção e ao enredo, o que permite afirmar que as práticas de contação de histórias próprias de suas localidades, contribuem para o seu desenvolvimento enquanto leitores, uma vez que evidenciam saberes provenientes de sua realidade, promovem a produção de sentidos, a autonomia e ampliam sua bagagem cultural. Desse modo, a partir dos resultados obtidos, formulou-se um Produto Educacional apoiado na prática de atividades relacionadas às experiências de leitura do texto literário, na interação autor-texto-leitor e, assentadas ainda, em ações que potencializem o desenvolvimento do aluno-leitor, como a contação de histórias e mediação de leitura.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Glossário da área de pedagogia para LSB: um estudo socioterminológico
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) MOTA, Carina da Silva; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006; https://orcid.org/0000-0001-9250-8917; LIMA, Alcides Fernandes de; CHAGAS, Angela Fabiola Alves; SANTOS, Patrícia Tuxi dos; http://lattes.cnpq.br/2565242209879834; http://lattes.cnpq.br/2172763060506928; http://lattes.cnpq.br/8079466991155659; https://orcid.org/0009-0002-9250-1613; https://orcid.org/0000-0002-4925-1711; https://orcid.org/0000-0002-0210-5303
    Esta pesquisa de tese de doutorado se insere na linha de pesquisa dos estudos linguísticos e é desenvolvida junto ao grupo de pesquisa GeoLinTerm – Projeto Geossociolinguística e Socioterminologia. Desenvolveu-se um glossário em Língua de Sinais Brasileira (LSB) na área de especialidade da Pedagogia. Embora inúmeros Surdos escolham cursar essa licenciatura, não existe nenhum dicionário, glossário e/ou sinalário da especialidade Pedagogia disponível para comunidade Surda. Objetiva-se saber quais terminologias têm sido convencionadas em Língua Brasileira de Sinais com conceitos do curso de Pedagogia e as registrar em um dicionário para consulta e compreensão de acadêmicos surdos, intérpretes de Libras e professores ouvintes e surdos. Foi realizado um estudo bibliográfico a partir de Faulstich (2003), Quadros (2004), Faria-Nascimento (2009), Castro Júnior (2014), Costa (2012) e Oliveira (2015) para respaldar o estudo no âmbito linguístico, particularmente na convencionalização da construção de morfemas que expressem adequadamente a terminologia da categoria curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Os dados coletados são norteados pela metodologia da Socioterminologia, que é uma área da ciência terminológica, cujo cerne busca reorganizar uma tipologia para a classificação de variantes em categorias técnicas e científicas, com duas concorrentes, quais sejam, a variante formal terminológica e a variante formal de registro Faulstich (1995). Traça-se, então, um mapeamento nacional das 05 regiões brasileiras para catalogar e registrar os sinais-termo convencionados por Pedagogos, acadêmicos Surdos do curso e Intérpretes de Língua de Sinais. Com a catalogação, foi construído um glossário Socioterminológico com 114 termos da Pedagogia emLíngua de Sinais, disponibilizado em Software de celular Android à Comunidade Surda.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Guimarães Rosa e Martin Heidegger: duas visões sobre o Nazismo
    (Universidade Federal do Pará, 2014-01-14) SILVA, Leonardo Castro da; SOUZA JÚNIOR, Nelson; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278
    No ano de 1970 houve a publicação da obra póstuma Ave, palavra de Guimarães Rosa (1908-1967) que reúne alguns textos do autor, desta coletânea de textos se faz a escolha das crônicas “O mau humor de Wotan”, “A velha” e “A senhora dos segredos”, que giram em torno do contexto do Nazismo alemão e expõem uma posição contraria ao Nacional Socialismo. Num primeiro momento o trabalho busca mostrar como Benedito Nunes (1929-2011) se guiou por uma tendência interpretativa concebida por comentadores heideggerianos antes das obras completas [Gesamtausgabe] (2001), tal tendência postula que não há na Filosofia de Martin Heidegger (1889-1976) um vínculo entre o pensamento político e o filosófico. O passo seguinte expõe a noção heideggeriana em Ser e Verdade (2001) em que o filósofo alemão propõe uma fundamentação ideológica para o Nazismo, sendo favorável a este com certas ressalvas. Assim, mostra-se como as obras completas expõem argumentos que apontam uma limitação em relação aos comentadores que produziram antes de sua publicação sobre a Política e a Filosofia em Heidegger. No subcapítulo sobre O local da diferença (2005), trata-se do trauma e do testemunho como conceitos centrais que o autor coloca para teorizar as Literaturas do século XX nos contextos de guerra e de regimes autoritários. Após, faz-se uma leitura crítica com base na premissa do pensamento político filosófico em Heidegger nas crônicas rosianas, pois estas expõem imagens do período da Alemanha nazista que o escritor mineiro esteve como diplomata. A segunda crítica das crônicas de guerra será feita com base nos conceitos de trauma e de testemunho formulados por Seligmann-Silva (1964), pois, as obras rosianas tratadas demonstram o teor de autoritarismo do partido nazista. Por fim, será feita uma definição do conceito de recepção de Hans Robert Jauss (1921-1997) para em seguida discutir os autores que fizeram a recepção críticas das crônicas rosianas.
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