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Navegando por CNPq "CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA::TEORIA E ANALISE LINGUISTICA"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A arte de narrar: da constituição das estórias e dos saberes dos narradores da Amazônia paraense
    (Universidade Estadual de Campinas, 2000-12-13) BENTES, Anna Christina; ALKMIM, Tânia Maria; http://lattes.cnpq.br/8437404856512094; KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; http://lattes.cnpq.br/9851642920435372
    Esta tese postula que os narradores da Amazônia paraense constróem dois modos distintos de configurar a tradição oral narrativa: um primeiro modo. denominado conto popular, caracterizado pelo fato de o narrador, ao enunciar o que enuncia, privilegiar uma das dimensões do fazer-tradição, a saber, a dimensão da repetição, da estabilidade; um segundo modo, denominado estória oral, caracterizado pelo fato de o narrador, ao enunciar o que enuncia, privilegiar a outra dimensão da tradicionalidade, a saber, a dimensão da diferença, da instabilidade. Estas formas de configuração das narrativas são analisadas considerando a situação enunciativa em que foram produzidas, as funções que desempenham no grupo social em que circulam e as estratégias textuais e enunciativo-discursivas operadas pelos narradores na elaboração de suas estórias. No capítulo 1 deste trabalho, a natureza oral das narrativas é discutida a partir de alguns pressupostos que concebem uma relação não-mecanicista entre oral e escrito; apresenta-se, também, uma visão geral de como as narrativas evidenciam o espetáculo da tradição oral. No capítulo 2, alguns conceitos de narrativa são explorados. Em um primeiro momento, são abordadas perspectivas que enxergam o fenômeno da narrativa como um fenômeno estruturado e com características perenes. Em um segundo momento, são apresentadas as duas perspectivas sobre o fenômeno da narratividade que fundamentam o trabalho e que compartilham dos pressupostos de que (i) o ato de narrar apresenta uma necessária reflexividade sobre o dizer, sendo esta reflexividade fundamental para a constituição do enunciado narrativo e de que (i i) a narrativa apresenta um "esquematismo", no dizer de Ricoeur ou uma "trajetória", no dizer de Toolan, responsável pela manutenção da ordem dos paradigmas narrativos, como também pela possibilidade de rupturas desta ordem. No capítulo 3, descreve-se a situação enunciativa na qual as narrativas são produzidas, postulando-se que o acordo estabelecido entre os interlocutores é de natureza ficcional, o que regula tanto os lugares destes interlocutores como as configurações textuais resultantes. No capítulo 4, antes de apresentar o corpus da tese, descrevem-se brevemente as características gerais do programa de pesquisa wo Imaginário nas Formas Narrativas Orais Populares da Amazônia Paraense", de são retiradas as narrativas que são objeto deste estudo. Em seguida, apresentasse o corpus desta tese, constituído de 30 narrativas, retiradas das três publicações, Belém conta .... , Abaetetuba conta .... , Santarém conta .... . No capítulo cinco, descrevem-se as duas configurações narrativas postuladas. O conto popular caracteriza-se por apresentar um enredo fixo, publicamente partilhado, por apresentar estratégias de referenciação que procuram apagar as instâncias discursivas nas quais as narrativas são produzidas, por ser estruturado pela "dupla conflito/resolução", pela necessária inserção das seqüências no domínio do maravilhoso e por um distanciamento do narrador em relação ao seu dizer. A estória oral, por outro lado, constitui-se em uma reelaboração da tradição e, por isso mesmo, não apresenta um enredo fixo, o que possibilita a emergência de um "tecer da intriga" mais livre do caráter formulaico da tradição. As estratégias de referenciação presentes nesta configuração narrativa são variadas, sendo que não há necessidade de se construir um apagamento das instâncias discursivas nas quais as narrativas são produzidas. Além disso, não há, necessariamente, a presença da categoria "resolução", como ocorre nos contos populares. O distanciamento do narrador em relação ao que é narrado é minimizado pelo fato de (i) as estórias poderem serem enunciadas em 1• pessoa, (ii) o narrador ser capaz de conhecer os processos internos das personagens e (iii), nas narrativas em f pessoa, o narrador revelar uma atitude de dúvida em relação aos acontecimentos por ele protagonizados. Este último fator aponta para a não necessária inscrição das estórias no domínio do maravilhoso.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A contribuição da anáfora encapsuladora para a organização da informação em dissertações produzidas por alunos do 3º ano do ensino médio de Santarém
    (Universidade Federal do Pará, 2006-11-29) CORDEIRO, Maria Audirene de Souza; TOSCANO, Maria Eulália Sobral; http://lattes.cnpq.br/7725724776869425
    Este trabalho apresenta o resultado de um estudo sobre a contribuição da anáfora encapsuladora para a organização da informação em dissertações. Para essa pesquisa foram utilizados 60 textos produzidos por alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Dom Amando. A base teórica assenta-se nos estudos de Koch (1997, 2001, 2004, 2005), Val (1999, 2003), Marcuschi (2001, 2002), Ilari (1992, 2001, 2005), Cavalcante (2001, 2003), Souza (2003), Mondada (2003), Apothéloz (2003), Apothéloz e Chanet (2003), Conte (2003) e Francis (2003). A análise dos textos mostra que, apesar de a anáfora encapsuladora ser uma estratégia de referenciação importante para garantir a remissão e a sumarização de porções textuais antecedentes, ela foi usada em apenas 15 das 60 dissertações que compõem o corpus. Nesses textos, identifico o contexto formal em que as anáforas encapsuladoras foram usadas, analiso como elas contribuem para a organização das seqüências argumentativas que compõem a dissertação e mostro como o uso inadequado dessa estratégia pode prejudicar o processo argumentativo. Os resultados comprovam que se trata realmente de uma estratégia fundamental para a organização das seqüências argumentativas, porque, ao sumarizar porções textuais antecedentes, esse tipo particular de anáfora permite ao produtor do texto: a) trabalhar com diferentes argumentos e relacioná-los entre si sem repetir seqüências já mencionadas; b) conduzir a linha argumentativa de tal forma que o leitor seja convencido da validade do juízo de valor defendido no texto e c) sinalizar mudanças na seqüência argumentativa, indicando que o autor do texto está passando de um estágio argumentativo para outro. Além disso, dependendo do nome escolhido para compor a anáfora encapsuladora, pode-se perceber como o produtor avalia e quer que o leitor interprete as seqüências anteriores às quais a anáfora encapsuladora faz remissão. Essas conclusões indicam que é necessário dar mais visibilidade ao funcionamento da anáfora encapsuladora nas aulas de Língua Portuguesa e/ou de Produção de Textos, porque o domínio dessa estratégia permite a construção de seqüências argumentativas lógicas e possibilita que o produtor de textos organize de forma mais produtiva o processo argumentativo em dissertações.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O ensino da gramática por entrada de sentido: caracterização de seres/eventos em português
    (Universidade Federal do Pará, 2020-12-11) CAVALCANTE, Márcia do Socorro Botelho; ABDON, Iaci de Nazaré Silva; lattes.cnpq.br/2212976917586395
    Este trabalho insere-se na área de Linguagens e Letramento do Mestrado Profissional em Letras (PROLETRAS) da Universidade Federal do Pará, e tem como tema um estudo teórico-prático sobre a caracterização dos seres e eventos em língua portuguesa pela entrada de sentido. Problematiza-se que a maioria dos alunos da escola contexto da pesquisa mostra insegurança em como identificar características de seres e eventos expressas num texto, considerando-se que, além dos adjetivos, outras formas linguísticas se relacionam com a categoria de sentido de que se trata neste trabalho. A partir do fenômeno levantado, à luz dos pressupostos teórico-analíticos da Semiolinguística, com base em estudos de Travaglia (2011) e Charaudeau (2015), além de contribuições de estudiosos como Bakhtin(1992[1929], Geraldi (2003[1997], 2012[1984]), Zanini (1999), Neves (2018), North & Santaella (2017), tem-se como objetivo geral elaborar um Produto Educacional sobre o ensino de gramática por entrada de sentido, a partir do enfoque metodológico de Lopes-Rossi (2002; 2008), e contribuições de Menegassi (2010; 2018) e Ohuschi (2018; 2019) e Ritter (2010), para ser desenvolvido em turmas dos 9ºanos do Ensino Fundamental. Para tanto, foram objetivos norteadores (i) investigar qual o conhecimento prévio dos alunos sujeitos da pesquisa quanto ao processo de caracterização; (ii) examinar a contribuição de gramáticas acerca do estudo sobre caracterização (adjetivação), o que poderá servir de parâmetro para o presente trabalho; (iii) relacionar a concepção teórica construída pela Gramática dos Sentidos com a prática escolar no ensino de gramática em língua portuguesa. Procedeu se, como opção metodológica, a uma pesquisa participante, de cunho predominantemente descritivo qualitativo no tratamento dos dados levantados, pelos quais se buscou ter indícios do conhecimento dos sujeitos da pesquisa quanto ao processo de caracterização e das formas disponíveis na língua portuguesa. Os instrumentos utilizados para a pesquisa diagnóstica constituíram se de técnicas de observação e de registros para a constituição de um corpus a partir do qual se confirmou que, embora os alunos demonstrem competência para caracterizar, não têm o domínio suficiente de que existe uma diversidade de formas da língua para expressar categorias de sentido, o que justifica investir se no ensino de gramática com entrada pelos sentidos. De posse dos resultados, formulou se o Produto Educacional Texto, Gramática e Produção de Sentidos, cujas atividades propostas estão distribuídas por módulos didáticos –– de leitura, de análise linguística, de produção textual e de divulgação ao público –– e que tem como produto final, a produção escrita de uma coletânea de relatos pessoais, preferencialmente, para ser feita por alunos dos 9º anos.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Entrecruzamento de gêneros discursivos na universidade: esferas do político, do científico e do ensino
    (Universidade Estadual de Campinas, 2005) RIBEIRO, Nilsa Brito; GERALDI, João Wanderley; http://lattes.cnpq.br/0942600232344834
    Este trabalho tem como propósito analisar o funcionamento discursivo de alguns gêneros em circulação na Instituição Universitária, orientado pela compreensão de que, na medida em que a universidade amplia as suas atividades para atender a demandas que lhe são endereçadas multiplicam-se também os gêneros discursivos que funcionam como a contraparte das atividades sócio-históricas desta instituição. Para compreendermos o funcionamento de discursos que a universidade coloca em movimento e que a colocam em movimento partiremos de análises de alguns gêneros produzidos por três esferas discursivas identificadas como esferas político-administrativas, científica e de ensino. No interior da esfera político-administrativa, optamos pela análise dos gêneros debate político e reunião; na esfera científica, o gênero comunicação em eventos; na esfera de ensino, a aula. Sentidos depreendidos nos discursos em circulação nessas três esferas sugerem que é na imbricação dos gêneros discursivos que se pode depreender o que há de comum entre eles. A análise do entrecruzamento de gêneros nos revela que os diferentes gêneros com suas especificidades se deixam perpassar pelo gênero complexo que é a aula; no imbricamento de gêneros identificaram-se marcas lingüísticas e discursivas que nos permitiram destacar a forte presença do tom professoral próprio do discurso de sala de aula, o que possibilita dizer que ecos do discurso de sala de aula se espraiam pelos demais gêneros discursivos. Essa constatação nos leva a admitir que: i) o ensino ainda é a atividade que caracteriza a instituição universitária; ii) as relações assimétricas marcadas nas distintas situações de interação, na universidade, possuem uma forte relação com a detenção do conhecimento, daí porque qualquer atividade que a universidade se propõe a desenvolver é marcada pela relação hierárquica vinculada a um tipo de saber.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Estudo do léxico da língua Apurinã uma proposta de macro e microestrura para o dicionário Apurinã
    (Universidade Federal do Pará, 2020-02-28) PADOVANI, Bruna Fernanda Soares de Lima; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231; https://orcid.org/0000-0002-7460-8620
    Esta tese tem por objetivo descrever e analisar o léxico da língua Apurinã (Aruák), como subsídio para a elaboração de um dicionário geral bilíngue bidirecional Apurinã- Português/Português-Apurinã. Apurinã é uma etnia indígena e uma língua minoritária falada, principalmente, em comunidades espalhadas às margens de vários afluentes do rio Purus, no Sul do Estado do Amazonas. Este trabalho procurou articular objetivos acadêmicos e sociais, em que, de um lado, temos a descrição e a análise do sistema lexical da língua Apurinã e, do outro, a documentação abrangente dessa língua com o intuito de assegurar o seu registro escrito, auxiliando o povo Apurinã nas iniciativas de ensino-aprendizagem e alfabetização da sua língua nativa. Cabe ressaltar que, no caso de Apurinã e de outras línguas indígenas brasileiras, a importância deste último aspecto se avoluma, uma vez que as línguas indígenas se encontram em risco de extinção. Para tanto, esta tese foi organizada em dois volumes. O primeiro volume é composto por quatro partes que, por sua vez, são constituídas por sete capítulos. O segundo volume apresenta o dicionário Apurinã, produto desta tese. Na primeira parte do primeiro volume, intitulada Considerações Iniciais, apresentamos no primeiro capítulo algumas características gerais da língua, cultura, e território Apurinã, bem como o contexto da pesquisa; no segundo capítulo apresentamos os aportes teóricos necessários para a construção desse trabalho; no terceiro capítulo discutimos acerca da construção e organização do corpus utilizado nessa pesquisa. Na segunda parte, denominada Estrutura do Léxico do Apurinã, apresentamos no quarto capítulo uma visão geral dos aspectos fonético-fonológico do Apurinã, onde mostramos o quadro de vogais e consoantes da língua, pontuando as variações que ocorrem em alguns segmentos, discutimos ainda sobre as distintas propostas da ortografia da língua; no quinto capítulo focamos nas categorias lexicais abertas da língua Apurinã, iniciando pela descrição dos nomes, suas subcategorias, discutindo sobre os processos de inovação lexical, variação linguística e o fenômeno do duplo vocabulário; em seguida, tratamos dos verbos e suas subcategorias. No sexto capítulo, tratamos das categorias lexicais fechadas, são elas: pronomes, demonstrativos, palavras interrogativas, partículas e morfemas flutuantes, procuramos descrever suas principais características e funções, bem como a forma como elas foram registradas no material lexicográfico. Na terceira parte, Dicionário Apurinã, constituída apenas pelo sétimo capítulo, debatemos sobre o modo como o dicionário foi organizado e as decisões tomadas em relação à proposta de macro e microestrutura. A quarta parte desta tese, Considerações Finais, é composta pelas conclusões, onde fazemos um apanhado geral do trabalho e dos possíveis desdobramentos que podem ser explorados a partir do dicionário, como, por exemplo, uma versão eletrônica do dicionário, dicionários pedagógicos, glossários de campos específicos da cultura Apurinã e cartilhas temáticas; os apêndices que são formados por pequenos textos coletados exclusivamente para esta pesquisa e os questionários. Finalmente, no segundo volume apresenta-se a proposta do dicionário geral para língua Apurinã.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Estudo geossociolinguístico do léxico do Portuguê falado em áreas indígenas de língua Tupi-guarani nos estados do Pará e do Maranhão Tomo I
    (Universidade Federal do Pará, 2018-08-27) COSTA, Eliane Oliveira da; MEJRI, Salah; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006
    Por muito tempo a Dialetologia caracterizou-se por sustentar a preocupação exclusivamente com o aspecto diatópico da variação linguística. No entanto, a configuração atual das sociedades modernas fez com que ela aceitasse a importância dos fatores sociolinguísticos e das relações de contato linguístico para a compreensão dos fenômenos linguísticos, passando, a partir desse momento, a considerar outras dimensões em que uma língua natural pode diversificar-se. A presente tese insere-se nessa perspectiva geossociolinguística e/ou pluridimensional e procurou investigar a variação lexical do português falado em áreas indígenas de língua Tupí-Guaraní nos estados do Pará e Maranhão à luz da Dialetologia Pluridimensional e Relacional proposta por Radtke e Thun (1999), Thun (1998, 2000, 2010, 2017), que conjuga a dimensão horizontal (diatópica) à dimensão vertical (diastrática) e dos estudos de Cardoso (2010), Cardoso e Mota (2016) Razky (1998, 2010), Elizaincín (2010), Calvet (2002), Romaine (1996), Chambers e Trudgill (1998), Trudgill (1999) e Berruto (2010). Foram investigadas quatro terras indígenas, a saber: Trocará (etnia Asuriní do Tocantins/PA), Nova Jacundá (etnia Guaraní Mbyá/PA), Sororó (etnia Suruí Aikewára/PA) e Cana Brava (etnia Guajajára/MA), que representam a dimensão diatópica deste estudo. Em cada uma dessas comunidades indígenas buscou-se entrevistar dez colaboradores, considerando-se as dimensões diageracional (5 a 10 anos – Faixa etária C, 18 a 37 anos – Faixa etária A, 47 a 75 anos – Faixa etária B), diagenérica (masculino e feminino) e diastrática (não escolarizados ou escolarizados até a 8ª série (9º ano) e escolarizados a partir do 1º ano do ensino médio). Além das dimensões supracitadas, foi considerada a dimensão dialingual (referente ao contato entre duas ou mais línguas numa comunidade linguística), que é amplamente contemplada pelas seguintes relações de contato linguístico: português/Asuriní do Tocantins, português/Guaraní Mbyá, português/Suruí Aikewára e português/Guajajára. A coleta de dados foi realizada in loco por meio da aplicação do Questionário Semântico-Lexical (QSL) do projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB). Além disso, observou-se a situação de bilinguismo nas comunidades investigadas, com o auxílio do Questionário Sociolinguístico (QS). Os resultados, de modo geral, mostram que o léxico do português falado nas terras indígenas analisadas reflete um contínuo, tanto na área indígena considerada quanto em relação a áreas não indígenas onde as comunidades étnicas estão localizadas. Quando ao bilinguismo, a dimensão diageracional (faixa etária B) é decisiva para a manutenção das línguas indígenas nas comunidades linguísticas investigadas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A fonologia segmental e aspectos morfossintáticos da língua Makurap (Tupi)
    (Universidade Estadual de Campinas, 1992-01-27) BRAGA, Alzerinda de Oliveira; ABAURRE, Maria Bernadete Marques; http://lattes.cnpq.br/4074898371818323
    O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma análise fonética, fonológica e morfofonológica da língua falada pelo povo Makurap ( Tupi ) que vive no Posto Indígena Guaporé - antigo Ricardo Franco -, no município de Guajará Mirim em Rondônia. No primeiro capítulo apresentamos os sons da língua makurap e sua classificação. No segundo capítulo apresentamos os fonemas, sua classificação edistribuição dos alofones. No terceiro capítulo falamos de alguns processos fonológicos que ocorrem em juntura de morfemas e/ou palavras. As informações sobre o P.I. Guaporé, população e situação linguística, são dadas na introdução assim como informações sobre os dados, o trabalho de campo, a natureza desta Dissertação e o modelo teórico escolhido.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Gamificação e escrita: experiência de aprendizagem gamificada para produção textual
    (Universidade Federal do Pará, 2021-04-15) BARBOSA, Rita de Cassia Damasceno; RODRIGUES, Isabel Cristina França dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0226549641470972
    O presente trabalho propõe realizar, à luz da Linguística Aplicada, um estudo teórico-propositivo sobre a manifestação responsiva ativa na produção textual de alunos do 9º ano do ensino fundamental, a partir do trabalho com os gêneros discursivos artigo de opinião e comentário na interface argumentativa, por meio de atividades que empregam a gamificação como proposta pedagógica, por este recurso fazer parte da vida em sociedade e meio pelo qual os alunos se inserem como sujeitos nas diversas práticas sociais das quais participam, sejam elas em ambiente escolar, familiar ou em ambiente digital. Para efetivá-lo, partiu-se da seguinte problemática: Como as atividades elaboradas com base em mecânicas de jogos, gamificação, podem contribuir para a manifestação responsiva ativa discente na produção de gêneros discursivos? Para responder a esse questionamento, foi elaborado um conjunto de atividades para a produção textual de gêneros argumentativos, adaptado do projeto de leitura e escrita de gêneros discursivos de Lopes-Rossi (2008), composto por atividades organizadas com mecânicas de jogos – gamificação, que buscou confirmar/negar duas hipóteses: a) atividades gamificadas, por terem como finalidade o engajamento e a motivação para a solução de problemas, colaboram para a manifestação da responsividade ativa dos alunos do 9º ano na produção textual dos gêneros artigo de opinião e comentário; b) os alunos manifestam responsividade ativa durante as atividades que envolvem a reescrita dos textos. Definimos como objetivo principal verificar a manifestação responsiva ativa discente na produção textual dos gêneros discursivos artigo de opinião e comentário, a partir de uma proposta de atividades elaboradas com mecânicas de jogos, a gamificação e, como objetivos específicos: a) averiguar se as atividades gamificadas, as quais envolvem agência dos discentes na construção dos conhecimentos, colaboram para uma ação responsiva ativa dos alunos na produção textual; b) verificar a manifestação responsiva ativa na produção inicial dos gêneros discursivos artigo de opinião e comentário nas atividades diagnósticas. Para fundamentação teórica, baseamo-nos nos princípios do pensamento do Círculo de Bakhtin sobre a natureza dialógica da linguagem e a responsividade, bem como em teóricos e pesquisadores que desenvolvem trabalhos relacionados à produção textual em sala de aula nessa perspectiva, como Geraldi (1996), Sercundes (2004), Fiad e Mayrink-Sabinson (2019) e Menegassi (2016); os estudos sobre multiletramentos de Street (2013, 2014), Kleiman (1995), Soares (2006), Rojo e Moura (2012) e Rojo e Barbosa (2015), Alves (2015) e Paula (2016) sobre gamificação como prática pedagógica. A investigação se caracteriza como uma pesquisa qualitativa, com base no interpretativismo, de caráter propositivo e de natureza aplicada, em que os resultados iniciais obtidos a partir da análise diagnóstica demonstraram que os alunos manifestam posição ativamente responsiva em relação ao entendimento da proposta de produção, ao atendimento à finalidade do gênero e ao conteúdo temático na produção textual dos gêneros discursivos artigo de opinião e comentário de leitor. Tais resultados foram tomados como base para a elaboração de atividades de um produto educacional com o objetivo de contribuir para manifestação responsiva ativa discente na produção textual, em formato de caderno de atividade pedagógica, direcionado a docentes de Língua Portuguesa.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O gesto de recontar histórias: gêneros discursivos e produção escolar escrita
    (Universidade Estadual de Campinas, 1999-12-20) SANTOS, Sandoval Nonato Gomes; FIAD, Raquel Salek; http://lattes.cnpq.br/0128308087978829
    É proposta deste trabalho caracterizar os modos de relação dialógica que escreventes-alunos estabelecem com a linguagem em um evento particular de produção escolar da escrita- o evento "Recontando histórias". Essa caracterização é constituída pelo recurso que fazemos ao conceito de gênero discursivo, tal como abordado na reflexão bakhtiniana. Considerando, na esteira de Bakhtin, que, ao enunciarmos, estamos inseridos em gêneros discursivos que adquirem uma certa estabilidade em diferentes esferas da atividade humana, nossa tarefa, neste estudo, consiste, portanto, em compreender os modos de circulação dialógica dos escreventes pelos gêneros que adquirem um funcionamento particular na ocasião em que tais escreventes recontam histórias. Para tanto, nosso primeiro movimento consiste em estabelecer uma conceituação de gênero discursivo segundo uma perspectiva enunciativo-discursiva, o que permite que o tomemos como modo de organização do acontecimento enunciativo, plasmado em formas mais ou menos estáveis de enunciados. Em seguida, procedemos à caracterização do que denominamos evento "Recontando histórias" e dos gestos enunciativos de que se constitui, o que nos leva a uma decisão metodológica importante: dentre os gestos enunciativos constitutivos desse evento, centramos nosso interesse em dois: a) o atribuído ao professor, quando conta a história e quando tenta estabelecer o direcionamento que a atividade de recontar deve tomar - gesto organizado no gênero "instruções para a atividade de produção escrita" - e b) o gesto de recontar dos alunos, ocasião em que circulam tanto pelo gênero "instruções" quanto pelos gêneros, no caso particular deste nosso estudo, "contos de fadas" e "lendas". Finalmente, passamos à análise de um conjunto de trinta textos escritos por alunos de segunda série do ensino fundamental do Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) - Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA) - durante dois períodos letivos - 1995 e 1996. Apreender os gestos enunciativos indiciados nesses textos foi possível graças a um modo particular de abordar tais textos, definido nos limites do que tem sido denominado de paradigma indiciário. O método indiciário determinou não somente um modo particular de encarar as pistas lingüísticas, como também um modo de compreender a constituição do sujeito que reconta histórias. A análise dos textos nos permitiu confmnar a suposição de que não há razões para se postular uma delimitação absoluta entre os gêneros. O caráter de mistura que deles é constitutivo, além de trazer implicações em termos didáticopedagógicos, coloca questões relevantes do ponto de vista teórico-metodológico: não há como se crer na possibilidade de linearização absoluta, por meio de uma análise que se pretenda "objetiva", da heterogeneidade constitutiva dos enunciados da escrita infantil. Tanto o gesto de recontar dos alunos quanto o gesto teórico que o busca apreender podem ser tomados, portanto, como gestos interpretativos por excelência.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    O governo da língua na cabanagem: (des)encontros coloniais na Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2021-05-12) LAVAREDA, Welton Diego Carmim; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863
    A presente tese de doutoramento tem o objetivo geral de analisar como as diferentes estratégias de governamentalidade estabelecidas pelo dispositivo colonial, durante o período da Cabanagem, favoreceram a instauração de um patrimônio linguístico europeu na Amazônia mergulhado em uma série de conflitos, sobretudo, linguísticos. A partir de séries arquivistas catalogadas no Arquivo Público do Pará, nos Arquivos Públicos dos Municípios de Cametá-PA e de Vigia de Nazaré-PA, no Foreing Office (de Londres) e na obra “Motins Políticos ou história dos principais acontecimentos políticos na Província do Pará desde o ano de 1821 até 1835” (1970), esta pesquisa também propõe, especificamente, mapear as movências históricas e as práticas linguísticas vivenciadas à época da colonização (as quais serviram de base para as análises) e identificar quais tensões discursivas são legitimadas, pelo dispositivo colonial, para a manutenção de um governo da língua favorecedor de um movimento de gerenciamento linguístico europeu na Província Cabana completamente em chamas (1835-1840). Para o referencial teórico-metodológico, optamos por diálogos interdisciplinares que pudessem remeter à experiência histórica, adotando como base analítica principal a perspectiva arqueogenealógica dos estudos discursivos de Michel Foucault (1964; 2009; 2008, 2010a; 2010b; 2010c; 2011; 2016a; 2016b). Com o intuito de compreendermos o processo de lusitanização e as emergências históricas das políticas linguísticas relacionadas ao Período Colonial, recorremos à Rosa Virgínia Mattos e Silva (2004), Cristine Severo (2013; 2014; 2016) & Sinfree Makoni (2015) e a Bessa Freire (2011). Ao mobilizarmos a dimensão de necropolítica linguística e o conceito de língua na modernidade recente, seguimos como norteadores os estudos e a operacionalização conceitual que vem sendo desenvolvida pelo GEDAI-CNPq (LAVAREDA & NEVES, 2018; 2019; 2020; OLIVEIRA, 2018; NEVES-CORRÊA, 2018; LISBÔA, 2019). Ao assumirmos como referência a definição de colonialidade do poder advinda dos estudos decoloniais, impulsionada por Aníbal Quijano (1999; 2005), e adotarmos a constituição do idioma pelo viés modernidade e colonialidade como projetos mutuamente constitutivos (MIGNOLO, 2020; MARTÍN-BARBERO, 2009; 2014; WALSH, 2019), movimentamos as discussões sobre o dispositivo colonial propostas por Ivânia Neves (2009; 2015; 2020), a fim de pensar as tecnologias de poder ainda bastante atuantes nos processos de produção das subjetividades das sociedades amazônicas e dos discursos que circulam sobre elas. As pesquisas sobre o movimento cabano de Magda Ricci (2001; 2016) e os estudos sobre o negro nas lutas sociais e na composição étnica do Pará e sobre a Cabanagem, estes realizados por Vicente Salles (1992; 2005; 2015), do mesmo modo, compõem a arquitetura teórica global dos debates propostos. Ratifica-se, por fim, que a “invenção” de um governo da língua portuguesa no cenário cabano intensificou a transposição de gêneros discursivos variados para as condições de emergência dos povos ditos colonizados na Amazônia brasileira e, em um mesmo gesto, potencializou o surgimento de metacategorias que foram tomadas como discursos de verdade até a história do presente.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A heterogeneidade linguístico-cultural em turmas de português língua estrangeira: o impacto na produção escrita
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-28) SALES, Hellen Margareth Pompeu de; CUNHA, José Carlos Chaves da; http://lattes.cnpq.br/3117544056791050
    Neste estudo, discutimos e analisamos textos escritos de estudantes oriundos de diversos países, participantes do Programa de Estudante Convênio Graduação (PEC G)1, do curso de Português para Estrangeiros, da Universidade Federal do Pará (UFPA), que se submeteram ao exame que possibilita a obtenção do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe Bras), nos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. O objetivo é averiguar o impacto da heterogeneidade linguístico cultural do aluno e da turma no ensino aprendizagem da Produção Escrita (PE) em Português Língua Estrangeira (PLE). Trata se, sobretudo, de uma pesquisa ação apoiada no procedimento de biografia linguageira. A nossa base teórica está assentada em estudos sobre Plurilinguismo, Pluriculturalismo, Interculturalidade (ABDALLAH PRETCEILLE, 2003/2010; BLANCHET, 1998/2014; CONSELHO DA EUROPA, 2001/2010; COSTE, 2001; 2010...), Competências (CONSELHO DA EUROPA, 2001/2010; HYMES, 1984...), entre outros, associados ao Interacionismo Sociodiscursivo ISD (BRONCKART, 2003/2017; DOLZ, 2004/ 2016; SCHNEUWLY, 2004/2014; BULEA, 2010/2012...). Para constituir nossos dados realizamos oficinas de Produção Escrita (direcionadas ao público alvo) que nos renderam diversos textos escritos pelos aprendentes. São textos que chamamos de ―reais‖ (relato de experiência/biografia linguageira, borrões/rascunhos) ou de ―simulados‖2 (tarefas de produção escrita de gêneros textuais diversos). Todo esse material nos permitiu não apenas identificar a influência de línguas culturas nos textos escritos em português pelos aprendentes, como também verificar atitudes, comportamentos... que ora ajudavam, ora prejudicavam o processo de Produção escrita em Português. A análise de nossos dados: 1) indica que vários textos escritos pelos aprendentes apresentam ―desvios‖ que estudos, apenas sobre textualidade, não dão conta de explicar satisfatoriamente, pois têm relação com a história de aprendizagem, com a atitude que o aluno assumiu ao aprender português etc. Trata se de fenômenos que, muitas vezes, não são percebidos pelo professor (nem pelo aluno) em sala de aula, mas que impactam o processo de ensino aprendizagem; 2) confirma a necessidade de se aprofundar o estudo do impacto da heterogeneidade linguístico cultural dos alunos e da turma oriundo de suas culturas educativas, de suas trajetórias de aprendizagem de línguas culturas... para se entender melhor suas dificuldades de produção escrita em PLE e poder assim otimizar o processo de ensino aprendizagem.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Idas e vindas da escrita: construção coletiva de procedimentos de avaliação da produção textual para os anos finais do Ensino Fundamental
    (Universidade Federal do Pará, 2020-06-18) CARDOSO, Natália Moraes; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039
    Neste trabalho, discutimos uma experiência de ensino da escrita pautada na organização coletiva do trabalho pelos professores da área de Língua Portuguesa da Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimunda da Silva Barros, situada na periferia da cidade de Cametá, nordeste do Pará. A pesquisa teve início com a avaliação e re(construção) de um projeto de escrita previamente existente na escola, pensada a partir das análises dos resultados do projeto e dos textos produzidos pelos alunos. Propusemos, no ano letivo de 2019, algumas alterações e/ou modificações no projeto baseando-nos em nosso objetivo geral, que consistiu em desenvolver uma proposta de ensino da escrita para os anos finais do ensino fundamental que permitisse ao corpo docente de Língua Portuguesa da instituição produzir sua própria avaliação do desempenho dos alunos, com vistas à elaboração de um projeto de formação do aluno leitor e escritor. Para a consecução deste, propusemos como objetivos específicos: a) criar espaços de trabalho coletivo na escola, envolvendo o corpo docente de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental, por meio da proposição de um grupo de trabalho sobre escrita; b) avaliar coletivamente os resultados do projeto “A redação em exame” do ano de 2018; c) tornar a escola e a sala de aula de língua materna espaço de exercício cotidiano da escrita pela proposição e execução de um projeto de escrita coletivamente construído pelos docentes de Língua Portuguesa; d) criar formas de avaliação e acompanhamento do desenvolvimento da escrita dos alunos que possam ser compartilhadas pela escola, de modo a favorecer a continuidade do trabalho. O enfoque teórico que nos ajudou a pensar essas ações pautou-se em duas “frentes”. Na primeira, de modo geral relacionada à área da educação, valemo-nos dos estudos de Michael Apple (1989; 1995); Jorge Larrosa (2002) e Maurice Tardif e Claude Lessard, (2005), que discutem a relação entre as práticas docentes e os conhecimentos que sustentam o trabalho docente. Na segunda, no âmbito da linguagem, contamos com as contribuições de Mikhail Bakhtin e Valentín Volochinov ([1979] 1997), Eglê Franchi (1986), Lucy Mccormick Calkins (1989), Magda Soares (1992), Cláudia Riolfi et al. (2008), Sírio Possenti (2009), e, de modo especial, com as obras de João Wanderley Geraldi (1984; 1997; 2015), as quais nos ofereceram a oportunidade de pensar o ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa numa perspectiva interacionista, considerando as próprias práticas escolares como espaço social de trocas, de resistências e de transformações. A metodologia de nosso trabalho consistiu em uma pesquisa-ação crítica, nos termos de Ghedin e Franco (2008), cuja natureza se constitui de uma pesquisa descritivo-qualitativa de caráter diagnóstico, pela qual realizamos um trabalho de observação, investigação e reflexão do produto de nossa própria prática docente. Em sala de aula, realizamos atividades diversas pautando-nos nos três pilares do ensino de língua materna que, segundo Geraldi (1984), são: leitura, produção textual e análise linguística. De modo geral, essas atividades tiveram como objetivo levar os alunos a produzir textos de bases narrativo-descritiva e expositivo-argumentativa. Os resultados apontam em duas direções: a primeira refere-se à possibilidade de se efetivar na escola espaços de discussão nos quais a coletivização do trabalho aponte caminhos para soluções de problemas enfrentados na sala de aula. Já no que se refere aos alunos, mostramos com nossa experiência no chão da sala de aula que é possível nas aulas de língua materna propiciar a construção de processos de escrita que permitam aos alunos constituírem-se como autores.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Investigando desvozeamento vocálico no português brasileiro (PB) : análise acústica e perceptual das vogais altas pretônicas
    (Universidade Federal do Pará, 2019-06-26) FAGUNDES, Giselda da Rocha; MEIRELES, Alexsandro Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9913871449747690; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577
    O desvozeamento, segundo Gordon (1998), ocorre em praticamente todas as línguas do mundo por ele estudadas, incluindo o Português Brasileiro, sendo as vogais altas mais suscetíveis à ocorrência do fenômeno que Gordon também associa ao ambiente adjacente surdo e a atonicidade. Segundo Meneses (2012, 2016) o desvozeamento está relacionado à redução da magnitude do gesto vocálico, provocada pelo curto tempo de articulação, permitindo que haja sobreposição dos gestos consonantais sobre os vocálicos. Assim sendo, esta Tese de doutoramento investiga o fenômeno do desvozeamento das vogais altas pretônicas no português brasileiro (PB), tanto do ponto de vista acústico como do perceptual, por meio da aplicação da teoria da Fonologia Gestual, levando em consideração os contextos fonéticos que mais favorecem esse fenômeno. Para a análise acústica foram coletadas um total de 1.440 frases veículo. Já para a percepção foram coletados 8.208 dados referentes à identificação e gradiência que, entre outras conclusões, convergem com os resultados de Meneses (2012, 2016) e de Hasegawa (1999), ou seja, que as vogais desvozeadas ocorrem sem prejuízo da percepção dessas mesmas vogais, que, assim como o desvozeamento, varia de indivíduo para indivíduo; e Gordon (1998), pois os fatores articulatórios e aerodinâmicos, que induzem o desvozeamento, estão em conflito com os fatores perceptivos, que advogam contra o desvozeamento, uma vez que, perceptualmente, não há uma distinção clara entre vogal vozeada e desvozeada, mas uma gradiência entre os extremos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A paráfrase: uma atividade argumentativa
    (Universidade Estadual de Campinas, 2001-12-05) RIBEIRO, Nilsa Brito; KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; http://lattes.cnpq.br/9851642920435372
    O presente trabalho, ocupando-se de textos orais produzidos no interior da universidade, estabelece como objeto de estudo os mecanismos parafrásticos, considerados como atividades de reformulação textual que atuam decisivamente como estratégias argumentativas no fazer textual. Compreendendo que a ação argumentativa é resultado de um trabalho da interação entre os interlocutores, defende-se a posição de que os mecanismos parafrásticos, ao retomarem um jádito, não cumprem apenas a função de fixar sentidos. Nesse movimento, abrem-se sentidos, permitindo que o texto avance para uma dada direção, movido pela orientação argumentativa. Por essa via de compreensão, prevalece a defesa de que o processo de formulação textual não decorre da simples justaposição de enunciados. Os propósitos que movem os interlocutores é que determinam as escolhas de formulação e reformulação. É porque o locutor espera uma contrapalavra do outro, como defende Bakhtin, que ele decide reformular enunciados de um jeito e não de outro, orientando o interlocutor para as conclusões desejadas. Assim sendo, a organização textual não é gratuita, mas motivada por um querer-dizer, na visão bakhtiniana do termo. O falante tem um propósito a atingir, e seu discurso é planejado na interlocução, de maneira que os recursos expressivos se organizam coesivamente em direção a esse propósito. Assim defendemos que a paráfrase é uma atividade argumentativa.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A prática da intertextualidade na formação de leitores e produtores de texto proficientes
    (Universidade Federal do Pará, 2020-07-28) LIMA, Josué Pereira de; ABDON, Iaci de Nazaré Silva; http://lattes.cnpq.br/2212976917586395
    Esta pesquisa tem como tema a intertextualidade na formação de leitores e produtores de texto proficientes, e apresenta como foco esse fenômeno como fator relevante para o processamento do texto na leitura e na escrita. Problematiza-se o fato de que, embora haja estudos, experiências e pesquisas que mostram novas metodologias para desenvolver um trabalho com leitura e escrita, que valorize o aluno como o principal agente do processo comunicativo e torne-o competente nas suas práticas sociais, há, decerto, ainda uma parte de estudantes que não tem domínio suficiente de recursos textuais-discursivos. Um desses recursos que poderia favorecer a capacidade de leitura e escrita seria a prática da intertextualidade em sala de aula, pois é crucial fazer os alunos perceberem que os textos que eles leem não surgiram isoladamente, mas que mantêm uma relação com outros já existentes. E é nesse sentido que se apresenta esta pesquisa, cujo objetivo geral é desenvolver o conhecimento de alunos de 8º/9º ano sobre o fator intertextualidade, no processamento do texto tanto na leitura quanto na escrita. Para o presente estudo, inicialmente foi feita uma revisão bibliográfica para identificar as teorias que abordam a intertextualidade, discutindo sua natureza, suas tipificações, sua importância e relevância, bem como focalizou-se a intertextualidade como objeto de atividades nas aulas de língua portuguesa com a intenção de esclarecer qual realmente é a função que ela pode cumprir na prática de leitura e produção de texto. Para isso, foram considerados os estudos de vários autores, como Abaurre e Pontara (1999), Val (2000), Bakthin (2003), Soares (2004), Fiorin (2006), Koch & Elias (2006), Bazerman (2007), Marcuschi (2009), Koch, Bentes & Cavalcante (2012), Antunes (2017). Em termos metodológicos, este trabalho desenvolveu-se por meio da pesquisa-ação, pois, a partir da constatação de um problema recorrente em duas turmas de oitavo ano, da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Piauí, a qual passou a ser alvo de investigação/observação, pensou-se logo em ações, no contexto do ensino da leitura e escrita, que pudessem confrontar o problema encontrado naquelas turmas, mas, para isso, contou-se com a ação conjunta dos participantes envolvidos para uma possível transformação daquela realidade em que estes se encontravam. A abordagem dos dados desta pesquisa é de natureza quali-quanti, uma vez que foi feito um levantamento de dados objetivamente quantificados e procurou-se interpretá-los; ao mesmo tempo, foram feitas propostas de atividades envolvendo a intertextualidade, com vistas a favorecer os sujeitos envolvidos uma reflexão no ato de ler e escrever dentro e fora da sala de aula. Os resultados obtidos pela aplicação da proposta didática, em que se considerou o recurso da intertextualidade como objeto de atividades nas práticas de leitura e produção textual, foram satisfatórios e animador, pois alguns alunos que apresentavam imensa dificuldade nas práticas de ler e escrever, passaram a ter menos dificuldade em relacionar, compreender, interpretar e produzir textos. Este trabalho proporcionou uma experiência enriquecedora e mostrou que, com a utilização consciente do recurso da intertextualidade em sala de aula, é possível contribuir para a formação de bons leitores e bons escritores.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Práticas discursivas sobre a violência contra os corpos em 13 reasons why: o livro e a série
    (Universidade Federal do Pará, 2019-12-04) CALLISAYA, Patricia Beba Bautista; PESSOA, Fátima Cristina da Costa; http://lattes.cnpq.br/4011084861970140
    A presente dissertação tem como principal objetivo analisar os sentidos constituídos sobre a violência contra os corpos nos enunciados em 13 Reasons Why de Jay Asher e sua adaptação. Ao estudar as práticas discursivas ao redor do tema da violência, poderá enxergar-se como estão sendo constituídos os sentidos em ambas narrativas. Para dar cumprimento ao objetivo principal, dever-se-á seguir um percurso, o qual começará dando a conhecer os referentes teóricos destacados no plano histórico e no plano da teoria discursiva, para poder delimitar os sentidos constituídos nos discursos. Esses referentes teóricos irão acompanhados com os conceitos sobre o tema da violência e sobre o tema da cultura industrializada, mesmos que contribuirão à análise dos sentidos constituídos. A análise que é feita ao longo desse trabalho mostra pontos de convergência, mas também pontos de divergência no que tem a ver com o tema da violência nas produções na mídia na atualidade (produtos industrializados). Ao encontrar-se com esses pontos, poder-se-á enxergar como estão sendo tratados os temas do bullying e do suicídio, e, ao ver esse tratamento, pode-se ver o tipo de produção que envolve a ambas narrativas. Este trabalho de pesquisa abre a porta para novas perspectivas de pesquisa, já que os temas que são colocados em confronto são de preocupação na atualidade.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Propagandas de violência simbólico-regional contra a mulher: discurso e identidade na escola
    (Universidade Federal do Pará, 2019-04) NERY, Tatiara Ferranti; CUNHA, Marcos André Dantas da; http://lattes.cnpq.br/0195316299643772
    O presente estudo discorre acerca dos discursos produzidos por alunos do Ensino Fundamental da Escola Municipal Tia Erica Strasser, em Moju - PA, a partir da realização de atividades de escrita e leitura de campanhas publicitárias oficiais sobre violência física a simbólico-regional contra a mulher, a exemplo do escalpelamento, comum na Amazônia paraense. Portanto, ao estabelecer a relação entre propaganda, violência, identidade, gênero, discurso e ensino, o objetivo principal da pesquisa é ampliar a visão crítica do estudante a respeito da temática e incentivar o protagonismo estudantil no que concerne às mudanças das relações sociais de cunho violento e discriminatório. Com base nos pressupostos da Análise do Discurso de linha francesa, mais especificamente nas concepções de Foucault (2008) e Pêcheux (2002), e nos preceitos teóricos sobre identidade, difundidos por Hall (2002) e Bauman (2005), pretende-se, mais especificamente: 1) refletir de que maneira o sujeito aluno posiciona-se diante da temática feminina e da violência simbólico-regional e de gênero; 2) analisar como os estudantes constroem sentidos e inscrevem suas identidades sociais e culturais acerca da problemática do gênero a partir das leituras de campanhas publicitárias oficiais sobre o combate à violência contra a mulher; e 3) compreender quais as leituras dos estudantes a respeito do discurso dos anúncios publicitários, de modo a refletir se há identificação, aceitação, reafirmação, desconstrução ou ainda inscrição de suas identidades nesses discursos. Segundo Foucault (1969), o discurso é um conjunto de enunciados que pertencem a uma mesma formação discursiva. Desse modo, analisar a formação discursiva consiste em verificar as relações de sentido daquilo que se diz com outros dizeres, assim como as delimitações discursivas que as circunscrevem. Nesse sentido, esta pesquisa é importante para subsidiar de forma mais eficaz os alunos no processo de compreensão e produção de campanhas publicitárias, construindo nos discentes leitores um olhar mais crítico da realidade e o combate à violência contra a mulher. Por fim, a partir da análise em curso de uma proposta de intervenção desenvolvida na escola, verificou-se que muitos discursos que enfatizavam a mulher como sujeito inferior ao homem e como personagem feminino violentado, feito para servir o outro e sem liberdade para a tomada de decisões podem ser desconstruídos. Assim, notou-se ainda que as atividades com as propagandas despertaram nos estudantes um olhar mais crítico e reflexivo com relação às suas ações e as de outrem, tornando-se sobretudo agentes ativos na desconstrução de desigualdades e discriminações que marginalizam e oprimem o gênero feminino e que são historicamente reproduzidas contra a mulher.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Zeus ou a menina e os óculos, de Maria Lúcia Medeiros: contribuições para o letramento literário no Ensino Fundamental
    (Universidade Federal do Pará, 2020-04-29) SILVA, Adenilza Nunes Soares da; NASCIMENTO, Maria de Fatima do; http://lattes.cnpq.br/6007359856182459
    O presente trabalho, intitulado “Zeus ou a menina e os óculos, de Maria Lúcia Medeiros: contribuições para o letramento literário no Ensino Fundamental”, é resultado de reflexões acerca do ensino da leitura literária no ambiente escolar e tem por finalidade o desenvolvimento de leitura de literatura, bem como a análise dos resultados das atividades em sala de aula, por meio de uma proposta direcionada a alunos do 7º ano do Ensino Fundamental Anos Finais, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Externato Santo Antonio Maria Zaccaria, localizada no município de São Miguel do Guamá-PA. Para tanto, foi escolhido o livro de contos Zeus ou a menina e os óculos (1988) da escritora paraense Maria Lúcia Medeiros. Por meio de uma metodologia composta por quatro módulos (motivação, introdução, leitura e interpretação), baseada na obra de Cosson (2009), foi possível garantir a participação ativa dos alunos nas discussões relacionadas a leituras de quatro contos da obra escolhida. Das mediações feitas em sala de aula, obtivemos como resultado comentários orais e produção escrita feitos pelos alunos, que se identificaram com o conteúdo narrado chegando assim à interpretação. As discussões teóricas atreladas a essa proposta do PROFLETRAS envolvem a formação de leitura literária e letramento literário de professor e aluno, as quais servirão de reflexões sobre a prática docente. Diante disso, a argumentação traz os estudos de AZEVEDO (1986), ZILBERMAN (1991), LAJOLO (1996), CANDIDO (2011) e COSSON (2014), entre outros, a fim de contribuir para que as atividades com a leitura de textos literários auxiliem o professor na formação de leitores.
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