Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::RECURSOS FLORESTAIS E ENGENHARIA FLORESTAL::SILVICULTURA::FLORESTAMENTO E REFLORESTAMENTO"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Descaracterização de barragens de rejeito de bauxita: como a indução da sucessão ecológica pode atuar na melhoria do substrato na fase inicial de descaracterização(Universidade Federal do Pará, 2023-06-26) NEVES, Mayra de Nazaré Barral das; GAMA, Marcos André Piedade; http://lattes.cnpq.br/3991808809325751; ISHIHARA, Júnior Hiroyuki; http://lattes.cnpq.br/3498874642887006; https://orcid.org/0000-0002-0081-7913O processo de descaracterização de barragens de rejeitos é atualmente uma das principais preocupações relacionadas à gestão de barragens de rejeitos no setor de mineração, o que pode ser notado pelas mudanças recentes em normas internacionais e legislações federais sobre o tema. Aplicar a revegetação como técnica de descaracterização de barragens de rejeito é um grande desafio, principalmente porque o teor de matéria orgânica no substrato é muito baixo ou inexistente. Neste contexto, este experimento foi conduzido em três tratamentos que tiveram a finalidade de demonstrar o desempenho da indução da sucessão ecológica em três ambientes em substrato de rejeito de bauxita com condições diferentes de adubação verde e adição de matéria orgânica. No tratamento T3 (testemunho) ocorreu o plantio de mudas arbóreas sobre o rejeito; no tratamento T2 além do plantio de arbóreas foi inclusa adubação verde com leguminosas de cobertura; e no tratamento T1, além das mudas arbóreas e leguminosas de cobertura foi adicionada matéria orgânica de fonte externa. Para análise do processo de sucessão induzido foram avaliados parâmetros de qualidade físico-química do solo, de desenvolvimento da vegetação implantada e de produção de biomassa. Os resultados da análise física do solo não indicaram diferença significativa entre os tratamentos para DS, PT e estabilidade. Na análise de fertilidade, os 3 tratamentos apresentaram valores similares de pH, m% e V%, havendo exceções na camada 0-5 cm. O tratamento T1 se destacou quanto ao teor de MO e valores de CTC. Para os tratamentos T2 e T3 foram observados valores similares de CTC. Em T2 observou-se aumento de MO entre as coletas de 6 e 12 meses após a implantação do experimento. O maior valor de produção de biomassa de Crotalaria spectabilis Röth foi obtida em T1, porém, os valores obtidos para Canavalia ensiformis (L.) DC. não apresentaram diferença significativa entre T1 e T2. Os resultados de serrapilheira refletiram a pré- disponibilidade de MO no tratamento, com diferença significativa entre T3, T2 e T1. Em T1 obteve-se a maior taxa de mortalidade (Tm) para Hymenaea courbaril L., e não houve diferença significativa de Tm para as demais espécies entre os tratamentos. Os melhores resultados de ingresso de espécies arbustivas e arbóreas foram observados em T2. Não houve diferença significativa entre os valores de IP e IMA para os tratamentos para todas as espécies, com exceção para os dados de IP de diâmetro do colo de Inga edulis Mart., que foram maiores em T1. Ao longo do experimento, a maioria das mudas apresentou de 50 a 100% de folhas maduras e somente Bixa orellana L. e Clitoria fairchildiana R.A.Howard chegaram a florescer. A indução do processo de sucessão ecológica através dos tratamentos aplicados neste experimento foi efetiva para a introdução de fatores biológicos no substrato, a melhoria de atributos químicos na camada superficial e o povoamento de espécies arbóreas na fase inicial de descaracterização de barragens de rejeito de bauxita cujo uso futuro planejado seja o reflorestamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estoques e fluxos de carbono em plantações florestais jovens de Acacia mangium e Schizolobium parahyba var. Amazonicum na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2010) FREITAS, Jorge Fernando Barros de; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543Plantações florestais são consideradas como alternativas de uso da terra para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, devido ao potencial de sequestro de carbono em espécies arbóreas. No entanto, há poucas informações sobre estoques e fluxos de carbono em espécies comumente usadas em plantações florestais, sobretudo na Amazônia. O objetivo deste estudo foi determinar o estoque de carbono na fitomassa e o efluxo de dióxido de carbono do solo em plantios de Acacia mangium Willd e Schizolobium parahyba var. amazonicum em diferentes espaçamentos. O estudo foi conduzido em Dom Eliseu, Pará, cujo clima apresenta temperatura média anual em torno de 25 ºC e precipitação anual de 2250 a 2500 mm; o solo predominante é Latossolo amarelo distrófico típico A moderado textura muito argilosa. Neste estudo foram selecionadas duas espécies (A. mangium e S. parahyba) em dois espaçamentos (4,0 m x 2,0 m e 4,0 m x 3,0 m), com duas repetições, totalizando 4 tratamentos e 8 parcelas, estudadas por um período de um ano, dos 2,5 aos 3,5 anos de idade. As parcelas mediram 48 m x 60 m. Mediram-se altura total, diâmetro à altura do peito, fluxo de CO2 do solo, e estimou-se o estoque de carbono na fitomassa acima do nível do solo. O efluxo de CO2 do solo nos plantios de A. mangium tiveram uma média global de 5,61 ± 1,30 Mg C ha-1 ano-1, e, em S. parahyba, a média global foi 7,07 ± 1,50 Mg C ha-1 ano-1. O acúmulo anual de carbono na fitomassa acima do solo nos plantios de A. mangium foi 16,41 ± 1,16 e 14,03 ± 0,82 Mg C ha-1 ano-1, no 4,0 x 2,0 m e 4,0 x 3,0 m, respectivamente. Em S. parahyba o acúmulo anual global foi 8,93 ± 1,87 Mg C ha-1 ano-1. O plantio de A. mangium acumulou mais carbono na fitomassa acima do solo em relação a S. parahyba, com efluxos anuais de CO2 menores em relação ao plantio de S. parahyba em ambos espaçamentos. Dessa forma, plantios de A. mangium, no espaçamento 4,0 x 2,0 m, são recomendados para projetos de sequestro de carbono. Entre os espaçamentos de plantio testados para S. parahyba, 4,0 x 3,0 m seria recomendado devido a mesma eficiência no sequestro de carbono em relação a 4,0 x 2,0 m, porém com menor requerimento de mudas. A continuidade no monitoramento nessas plantações florestais é fundamental para que conclusões mais definitivas sejam feitas a respeito da dinâmica do carbono.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fixação biológica de nitrogênio em florestas secundárias e florestas primárias queimadas na Amazônia Centro-Oriental(Universidade Federal do Pará, 2018-02-28) NASCIMENTO, Rodrigo Oliveira do; BARLOW, Jos; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904Entender os mecanismos que influenciam na capacidade de regeneração das florestas tropicais é altamente relevante no contexto atual de grande perda e degradação dos ecossistemas. Espécies da família Fabaceae apresentam resiliência após distúrbios, através do mecanismo simbiótico de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), importante para a manutenção de ciclos biogeoquímicos dos ecossistemas. O objetivo deste trabalho foi investigar o papel da fixação biológica de nitrogênio na regeneração natural de florestas secundárias e florestas primárias queimadas em uma região centro-oriental da Amazônia. Para isso, foram estudados 15 transectos (0,25ha cada) que englobavam três classes florestais: florestas secundárias (>17,5 anos), florestas primárias queimadas recentemente (17 meses) e florestas primárias intactas. Foram selecionados e avaliados todos os indivíduos da família Fabaceae (DAP>10cm) com potencial de nodulação indicado na literatura ocorrentes nos transectos. Amostras de solo foram coletadas para a checagem da presença de nódulos ativos e a nodulação foi estimada em nível individual, de espécie, classe florestal e ecossistêmico. Foram avaliados o carbono total e nitrogênio total no solo. Um modelo GLM foi utilizado para testar quais as principais variáveis preditoras que explicam o incremento de massa nodular, entre conteúdo de carbono e nitrogênio nos solos e variáveis dendométricas (diâmetro do caule, área de dossel das plantas e massa de raízes). Dos 133 indivíduos estudados, foram detectados 43 (32%) com nódulos ativos. Isto representou 18 espécies e 9 gêneros da família Fabaceae. O gênero Inga foi o que apresentou maior frequência de nodulação, com a espécie Inga pilosula como a maior massa de nódulos e (6,14 g.m-2). Uma variação intraespecífica de massa nodular também foi notada. As florestas secundárias apresentaram probabilidade de nodulação de três a cinco vezes superior às outras classes florestais. Além disso, a massa total de nódulos foi maior em florestas secundárias (9.37 g.m2) em comparação à florestas queimadas (6.54 g.m2) e florestas intactas (3.05 g.m2). Não foi possível encontrar evidências fortes de que houve uma contribuição importante da fixação biológica de nitrogênio nas florestas queimadas. A principal variável explicativa para a massa de nódulos foi o carbono total no solo. Junto com o carbono, outras variáveis também foram selecionadas como preditoras da massa de nódulos: o nitrogênio total no solo, diâmetro à altura do peito (DAP) e área de dossel. Os resultados sugerem a contribuição da fixação biológica de nitrogênio na regeneração de florestas na região de Santarém, fundamentalmente nas florestas secundárias e na existência potencial de entradas de nitrogênio no ecossistema através da fixação biológica. Os resultados do presente estudo são importantes para aumentar o entendimento dos mecanismos que dirigem a recuperação das florestas na Amazônia aos distúrbios.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Identificação de áreas preferenciais para uso de espécies florestais potenciais em sistemas agroflorestais no Arco Verde Paraense(Universidade Federal do Pará, 2012-08-31) ANDRADE, Daniele Bonente Melo de; BRIENZA JÚNIOR, Silvio; http://lattes.cnpq.br/1750852376922258O desmatamento é um processo evidente na Amazônia oriundo da ação antrópica predatória dos recursos naturais. A extração madeireira e a agropecuária são as principais atividades que tem promovido a destruição da floresta no Arco do desmatamento. Entretanto, o reflorestamento tem sido o foco de políticas públicas que o Governo tem desenvolvido por meio do Programa Arco Verde. No Pará este projeto está sendo aplicado em 16 municípios que integram as áreas críticas de desmatamento devido às pressões antrópicas exercidas. Nesse contexto, os sistemas agroflorestais tem sido uma das alternativas para reflorestamento dessas áreas. Neste trabalho objetivou-se a identificação de áreas preferenciais para plantio de 15 espécies florestais potenciais para uso em sistema agroflorestais. A partir do mapeamento da ocorrência das espécies florestais selecionadas, e do cruzamento de dados geográficos de tipologia climática e deficiência hídrica, identificou-se 24 zonas bioclimáticas no Arco Verde paraense. Os resultados para o plantio das espécies florestais em áreas preferenciais foram: J. copaia, T. serratifolia e B. excelsa são potenciais para serem plantadas em 100% do Arco Verde Paraense; C. pentandra, H. courbaril, S. morototoni e T. vulgaris são indicadas para serem plantadas em 98% da área alvo; C. odorata, C. goeldiana, D. odorata, S. macrophylla são indicadas para serem inseridas em 75% do Arco Verde paraense; C. guianensis, S. parahyba var. amazonicum, B. guianensis e V. maxima em 60% da área estudada. Em suma, é necessário se intensificar estudos em espécies florestais que são indicadas para as áreas preferenciais mais abrangentes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Recuperação natural da diversidade de espécies de plantas em florestas secundárias na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2017-03-30) TAURINO, Tássia Cristina da Conceição Barros; FERREIRA, Joice Nunes; lattes.cnpq.br/1679725851734904As florestas secundárias vêm aumentando nas regiões tropicais e somente na Amazônia ocupam 23% das áreas desflorestadas. Estas florestas são repositórios da biodiversidade, desempenham serviços ecossistêmicos importantes, além de contribuírem para os meios de vida de populações locais. A regeneração natural é importante no âmbito das estratégias de recuperação da vegetação nativa do Brasil, incluindo o Código Florestal, o Plano Nacional da Recuperação da Vegetação Nativa (PLANAVEG) e os compromissos internacionais de restauração florestal assumidos pelo país. O presente estudo objetivou descrever a recuperação natural da diversidade de espécies de plantas em florestas secundárias de diferentes idades no Sudeste do Pará, Amazônia Oriental. Foi utilizado um banco de dados de características estruturais e florísticas, coletadas em 2014 e 2015, para 20 fragmentos de florestas secundárias nos municípios de Marabá, Parauapebas, Eldorado dos Carajás e Canaã dos Carajás. A amostragem da vegetação seguiu a metodologia aplicada pela Rede Amazônia Sustentável. Em cada fragmento florestal, foi delimitado um transecto de 10 x 250 m ou de 20 x 125 m (0,25 ha), subdividido em 25 parcelas de 10 x 10 m, onde foi realizada a amostragem do estrato superior (DAP ≥ 10 cm). O estrato inferior (DAP < 10 cm) foi amostrado em cinco subparcelas de 5 x 20 m aninhadas no transecto. Os parâmetros fitossociológicos foram calculados no Programa Fitopac 2.1. Avaliou-se o padrão de dominância através do ranqueamento das espécies. Realizou-se avaliação da similaridade entre os transectos utilizando-se de ordenação por escalonamento multidimensional não métrico no Programa PCORd 5.15. Foram comparados os parâmetros fitossociológicos entre duas classes de idade por meio da Anova no Programa Past 3.02. Efetuou-se Análise de Espécies Indicadoras (IndVal) para cada classe utilizando o Programa R. Foram encontradas 282 espécies, 61 famílias e 5509 indivíduos nos 20 transectos de estudo. A recuperação natural da diversidade de espécies ocorre de forma rápida nos primeiros 10 anos de sucessão ecológica. Mas a trajetória da recuperação não foi linear e sim marcada por uma estabilização dos parâmetros de estrutura e diversidade entre 10 e 20 anos. A diversidade de espécies foi correlacionada com a área basal, embora a relação também não seja linear. A regeneração não foi acompanhada por convergência da composição florística entre sítios com idade semelhante. Entretanto, a similaridade na composição de espécies foi maior entre os sítios mais próximos, sugerindo autocorrelação espacial resultante dos processos bióticos ou ambientais. As florestas estudadas foram separadas em duas classes de idade com algumas espécies, principalmente da família Fabaceae, indicando os sítios em regeneração mais avançada. A recuperação da diversidade de plantas nos primeiros 20 anos de sucessão fornece evidência para alta resiliência das florestas na região de estudo. O conhecimento gerado neste trabalho sobre o potencial de regeneração natural das florestas no Sudeste do Pará é importante para direcionar as estratégias de manejo e conservação em curso na Amazônia.
