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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização vocal de pacientes portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)
    (Universidade Federal do Pará, 2017-10-18) FREITAS, Milena Silva de; SILVA FILHO, Manoel da; http://lattes.cnpq.br/2032152778116209
    O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica caracterizada por dano tecidual progressivo. Nas últimas décadas os novos tratamentos aumentaram muito a vida útil dos pacientes com LES. Isso cria uma alta demanda para identificar os sintomas gerais associados ao LES e desenvolver terapias que melhorem sua qualidade de vida sob cuidados crônicos. Nós hipotetizamos que os pacientes com LES deveriam apresentar sintomas disfônicos. Dado que os distúrbios da voz podem reduzir a qualidade de vida, a identificação de uma potencial disfonia relacionada ao LES pode ser relevante para a avaliação e o manejo desta doença. Medimos os parâmetros vocais GRBAS em pacientes com LES e no grupo controle. Os pacientes com LES também preencheram um questionário relatando déficits vocais percebidos. Os pacientes com LES tiveram uma intensidade vocal significativamente menor e uma HNR ruim, bem como aumento dos valores de jitter e shimmer. Todos os parâmetros subjetivos da escala GRBAS foram significativamente anormais em pacientes com LES. Além disso, a grande maioria dos pacientes com LES (29/36) relatou pelo menos um déficit vocal percebido, com déficits mais prevalentes sendo fadiga vocal (19/36) e rouquidão (17/36). Os déficits de voz auto relatados foram altamente correlacionados com os scores de GRBAS alterados. Além disso, os scores de danos nos tecidos nos diferentes sistemas de órgãos correlacionaram-se com os sintomas disfônicos, sugerindo que algumas características da disfonia relacionada ao LES se devem a danos nos tecidos. Nossos resultados mostram que uma grande fração de pacientes com LES sofre de disfonia perceptível e pode se beneficiar da terapia de voz para melhorar a qualidade de vida.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Comportamento vocal de gatos domésticos frente a um ambiente novo e a separação do humano cuidador
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03-31) BATISTA, Juliana dos Santos; MARTINS, Fernanda Peixoto; http://lattes.cnpq.br/7685131954462928; SILVA, Maria Luisa da; http://lattes.cnpq.br/2101884291102108; https://orcid.org/0000-0002-8949-5622; OLIVIO, Paula Verzola; ALBUQUERQUE, Natalia de Souza; http://lattes.cnpq.br/4486133073818389; http://lattes.cnpq.br/3483776374778585; https://orcid.org/0000-0002-9327-1779
    O gato doméstico é mais vocal que seus ancestrais selvagens e muitas das suas vocalizações são emitidas na interação com humanos. O estudo do comportamento vocal permite obter informações sobre o estado emocional, necessidades e interações sociais do indivíduo. O objetivo deste trabalho é descrever a expressão vocal de gatos domésticos na presença e na ausência de seu tutor no contexto do Teste da Base Segura. Foram consideradas as vocalizações de 37 gatos que participaram dos testes, realizados da seguinte forma: Fase 1 (F1; 2 minutos com o tutor na sala), Fase 2 (F2; 2 minutos sem o tutor) e Fase 3 (F3; 2 minutos, retorno do tutor). As vocalizações foram gravadas através de um microfone junto à coleira e foram analisadas quanto aos seus parâmetros acústicos. Foram analisadas 790 vocalizações, sendo que 254 (32%) foram emitidas na F1, 382 (48%) na F2, e 154 (20%) na F3. Dos 37 gatos, 24% não vocalizou em nenhuma das fases, 19% vocalizaram em 1 fase, 19% vocalizaram em 2, e 38% deles vocalizaram nas 3 fases. Dos parâmetros acústicos analisados apenas a duração foi significativamente maior na F2, e o intervalo entre chamados foi significativamente menor nesta fase, sugerindo que ela foi a mais estressante. Foi observada uma grande variação individual do comportamento vocal dos gatos neste contexto. A análise acústica das vocalizações mostrou-se uma ferramenta valiosa como indicador geral de estresse nos animais.
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