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Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::NEUROLOGIA"

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  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Ajustes motores compensatórios após lesão isquêmica focal unilateral do trato corticoespinhal
    (Universidade Federal do Pará, 2017-06-30) CARVALHO, Walther Augusto de; BAHIA, Carlomagno Pacheco; http://lattes.cnpq.br/0910507988777644; PEREIRA JÚNIOR, Antônio; http://lattes.cnpq.br/1402289786010170
    O objetivo deste trabalho foi desenvolver um novo modelo de lesão química da medula espinhal causada por isquemia transitória focal e unilateral após microinjeção de endotelina-1 (ET1) no funículo dorsal e avaliar as alterações sensório-motoras da pata anterior de ratos (Wistar). Dos cinquenta (n = 50) animais (CEPAE/UFPA protocolo BIO0079-12), que foram treinados, trinta e três (n = 33) foram selecionados para compor os grupos controle (n = 15), sham (n = 6) e lesão (n = 12). Pelo uso de micropipeta foi injetado a profundidade de 1 mm a partir da superfície pial da medula espinhal o volume de 250 nL de solução salina (sham) ou ET-1 (lesão) próximo à artéria dorsal média da medula espinhal, no segmento cervical C4. A ET-1 provocou formação de cavidade cística amórfica de 0,421 mm2 ( 0,035 mm2 , n=3) sobre o trato corticoespinhal e substância branca suprajacente, ipsilateral ao sítio de microinjeção que pode ser medido em cortes transversais (50 m) corados pela técnica de Nissl. As funções motoras das patas anteriores foram avaliadas por testes sensório-motores específicos antes e após lesão em 3, 7 e 14 dias. Os resultados foram avaliados pelo teste estatístico ANOVA com análise post-hoc de Tukey ( = 0,05). Os resultados mostram, através do teste do manuseio do macarrão, que após a lesão ocorre um comportamento motor de compensatório onde a pata não-preferencial assume as funções da pata preferencial. O teste do “Staircase” revelou decréscimo da capacidade apreensão do objeto com a pata preferencial e o teste de extensão da pata mostrou que houve diminuição da sensibilidade.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Análise da ação do tratamento de mobilização neural em pacientes com neuropatia hansênica
    (Universidade Federal do Pará, 2014) CABRAL, André dos Santos; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054
    Historicamente a Hanseníase é uma das doenças mais incapacitantes do planeta. Sua patologia gira em torno de uma polineuropatia periférica mista de cunho infeccioso e de caráter inflamatório insidioso que envolve uma relação ecológica entre o Mycobacterium leprae e o Homem. A clínica da doença expressa tanto de sinais positivos como dor, parestesia e disestesias; como de sinais negativos tais como a perda sensório-motora e distúrbios autonômicos. Clínica semelhantemente é desenvolvida em pacientes acometidos por síndromes neurológicas compressivas periféricas. A mobilização neural tem se mostrado um recurso terapêutico manual eficaz no controle dos sintomas destas síndromes compressivas. O caráter inflamatório da neuropatia hansênica exerce uma ação compressiva e limitante da mobilidade do nervo periférico, repercutindo negativamente com parte da patologia da doença. Neste trabalho buscou-se investigar se a técnica de mobilização neural é capaz de repercutir de forma positiva na sintomatologia da neuropatia hansênica. Para tanto foi elaborado um estudo clínico, longitudinal, não randomizado, do tipo auto-controle, com uma análise experimental de caráter quantitativa, constituído de quatro momentos distintos, a avaliação, período de intervenção experimental, reavaliação 1 e reavaliação 2. Foram examinados 12 membros superiores de seis pacientes com alta de esquema poliquimioterapêutico multibacilar para forma clínica Dimorfa, que possuíam sequelas neurológicas e sintomas neurais remanescentes. Um total de 23 troncos nervosos ainda encontravam-se sintomáticos durante a avaliação, estabelecendo-se uma média de 3.8±1.8 troncos nervosos por paciente. Os sintomas mais incidentes à avaliação palpatória foram a parestesia (20) e a dor (09). Ao fim do tratamento experimental a diminuição do número de MMSS sintomáticos diminuiu significativamente. A média da intensidade da dor neuropática de todos os MMSS foi de 6.33±3.24. Aferiu-se ainda a força de preensão palmar e a sensibilidade da face palmar para comparação após a intervenção. Após 12 sessões de mobilização neural os membros superiores observou-se uma ligeira melhora da sensibilidade e da força de preensão palmar, porém ela não foi significante. Observou-se ainda a analgesia de todos os MMSS tratados com manutenção deste benefício após um mês pós-término do período de intervenção. Com esses resultados podemos concluir que o tratamento de mobilização neural demonstrou ser eficaz no controle da dor neuropática hansênica.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Aspectos clínicos e epidemiológicos da infecção pelo HTLV em usuários do Centro de Testagem e Aconselhamento do município de Santarém- Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2014) BARBOSA, Richelma de Fátima Miranda; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769
    INTRODUÇÃO: Os vírus linfotrópico humano de células T (HTLV I e II) são retrovírus que podem ocasionar manifestações neurológicas como a Paraparesia Espástica Tropical ou Mielopatia associada ao HTLV (PET/MAH). A prevalência de infecção pelo vírus é alta no Brasil (0,8 a 1,8%) principalmente na região amazônica, acometendo na sua maioria mulheres a partir dos 40 anos de idade. OBJETIVO: Determinar a prevalência da infecção por HTLV, aspectos clínicos em usuários do centro de testagem e aconselhamento do município de Santarém-Pará. MÉTODOS: Este estudo é caracterizado como transversal composto por uma amostra de 1318 pacientes do Centro de testagem e aconselhamento DST/AIDS-CTA de Santarém-Pará no período de Junho a Agosto de 2014. Foram submetidos à triagem epidemiológica baseando-se no inquérito de vulnerabilidade do ministério da saúde, e coletaram amostra de sangue para a sorologia para o HTLV. Os pacientes soro reativos ao HTLV foram encaminahdos a biologia molecular e avaliação clínica. RESULTADOS: Houve uma prevalência de 1.13% (15 casos) de infecção por HTLV na população estudada, destes houve três casos de gestantes soropositivas, oito usuários e quatro HIV positivos, com 14 casos de HTLV-I e um caso de HTLV-II. Destes, tivemos quatro sintomáticos, nove assintomáticos e um caso diagnosticado de PET/MAH. Os soropositivos ao HTLV possuem idade média de 30 anos, sexo feminino, em união estável, provenientes da zona urbana. O fator de risco relevante para a infecção por HTLV foi o número de parceiros sexuais em relação aos soropositivos. CONCLUSÃO: A prevalência da infecção pelo HLTV na população vulnerável atendida pelo CTA/STM é alta e coincide com a população geral brasileira predominando o tipo HTLV-1, com um perfil epidemiológico correspondente ao da população em geral.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação das funções neurológicas do hanseniano: a queixa clínica e os achados sensitivo-motores em membros superiores e inferiores
    (Universidade Federal do Pará, 2016) BORGES, Mariana Garcia Lisboa; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901
    Apesar de curável, a hanseníase ainda representa um relevante problema de saúde pública. Trata-se de uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae e caracterizada por acometimento dermatoneurológico, que quando não tratado adequadamente pode levar a graves incapacidades. A avaliação das funções neurológicas do paciente é de relevante importância para o diagnóstico precoce e tratamento das lesões dos nervos periféricos. Tendo em vista a quantidade de exames subjetivos presentes na avaliação neurológica do hanseniano e preocupando-se com a sua consistência em mostrar, de forma fidedigna, a situação dos pacientes, este estudo busca correlacionar as queixas clínicas apresentadas pelos hansenianos com os achados sensitivos e motores de membros superiores e inferiores. Para isso, foi realizado um estudo do tipo transversal analítico composto de duas etapas. A primeira etapa contou com 97 hansenianos, atendidos no serviço entre os anos de 2014 e 2015, neles foi aplicada a avaliação neurológica simplificada, na qual foram feitos o exame de palpação de nervos, teste de força muscular, teste de sensibilidade tátil em mãos e pés com monofilamentos de Semmes-Weinstein, além da coleta da queixa clínica. Para a segunda etapa foram selecionados aleatoriamente 14 pacientes, que foram submetidos também aos testes de sensibilidade superficial (térmica, dolorosa e tátil) no trajeto dos nervos mais comumente afetados. Para análise dos dados foram utilizados o teste de Qui-quadrado, teste G e teste t, quando pertinentes à comparação com o esperado para população ou entre grupos. Para correlação de variáveis ordinais o teste correlação de Spearman, considerando-se o nível alfa de significância igual a 0,05. Dos 97 hansenianos, 77 (79,4%) apresentaram queixas, sendo as mais comuns aquelas relacionadas às fibras sensoriais, entre elas dor e dormência foram as mais referidas. À palpação, o nervo ulnar e o tibial foram os mais acometidos e os pacientes multibacilares apresentaram maiores médias de nervos acometidos e maior dano sensitivo. O dano motor não foi muito comum entre os pacientes, mas os baixos índices de força muscular encontrados foram relacionados com estágios de dano sensitivo mais elevados, maior grau de incapacidade e maior quantidade de nervo acometida. Quando comparados quanto à ocorrência de queixa, os pacientes queixosos apresentaram estágios de dano sensitivo mais avançados, grau de incapacidade mais elevado em membros inferiores e ocorrência de dano motor com maior freqüência, porém o tipo de queixa não influenciou esses resultados. Na avaliação da sensibilidade superficial no trajeto do nervo, observou-se uma maior ocorrência de alterações sensitiva também entre os queixosos, sendo a térmica a mais afetada. Percebe-se, então, que os pacientes queixosos estão mais sensíveis aos danos sensitivo e motor, ao elevado grau de incapacidade, e à alteração de sensibilidade em trajeto de nervo. Portanto, os profissionais de saúde devem ficar atentos com este grupo de paciente, destinando maior atenção no momento da avaliação a fim de evitar as temidas incapacidades.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação de microRNAs circulantes na esquizofrenia: da desregulação epigenômica a potenciais biomarcadores
    (Universidade Federal do Pará, 2021-03) RODRIGUES, André Luiz de Souza; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099; https://orcid.org/0000-0002-4872-234X
    Introdução: A esquizofrenia é uma patologia grave e complexa que afeta cerca de 0,5-1% da população mundial, sendo de característica crônica e é reconhecida como uma das 15 principais causas de incapacidade. Para o diagnóstico clínico de esquizofrenia, existem critérios clínicos a serem avaliados, que incluem sintomas de ordem positiva e negativa. Na origem da doença, existe uma intima relação entre os estímulos ambientais e fortes evidências demonstram que estes estímulos têm a capacidade de agir nos mecanismos epigenéticos, que agem na regulação da expressão gênica. Os microRNAs (miRNA’s) são biomarcadores estáveis e potencialmente confiáveis, e alguns miRNA’s já foram previamente identificados como potenciais biomarcadores para a esquizofrenia em amostras periféricas. Objetivo: Avaliar o perfil de expressão dos miRNA’s circulantes em pacientes portadores de esquizofrenia (hsa-miR-34a, miR-449a, miR-564, miR-432, miR-548d, miR-572 e miR-652) em relação a indivíduos controles negativos para a doença. Métodos: Estudo analítico, de caso-controle, transversal, utilizando amostras previamente colhidas de pacientes diagnosticados com Esquizofrenia (N = 650) e grupo de controles (N = 924), que preencheram adequadamente os critérios de inclusão. As amostras foram analisadas após extração de RNA através de sua quantificação e técnicas de obtenção da reação da transcriptase reversa e reação em cadeia da polimerase quantitativa em tempo real. Todos os dados foram analisados por meio do programa estatístico IBM SPSS22. Resultados: Utilizando o método de coleta de sangue periférico com a intenção de encontrar possíveis biomarcadores para a esquizofrenia, foi observada uma expressão aumentada dos miRNA’s miR-34a, miR-449a, miR-564, miR-432, miR-548d, miR- 572 e miR-652 em vários cenários analisados, confrontando os grupos caso e controle, assim como variáveis dentro do grupo-caso, demonstrando potencial valor diagnóstico.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação do dano neural periférico sensitivo e motor em pacientes hansenianos, com HIV/AIDS e co-infectados Hanseníase/HIV utilizando-se a avaliação neurológica simplificada e técnicas complementares
    (Universidade Federal do Pará, 2015) ACÁCIO, José Augusto Bastos; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901
    Segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2014 o Brasil teve 24.612 novos casos de hanseníase. O número de indivíduos vivendo com o vírus HIV aumentou 11% no Brasil entre 2005 e 2013. A hanseníase e a infecção pelo HIV são duas doenças infecciosas crônicas que possuem sobreposição geográfica importante em nosso país. Por conseguinte, a co-infecção dessas duas doenças, tornou-se, também, importante no que se refere à saúde pública. No entanto, estudos recentes demonstraram que a sobreposição dessas duas doenças não altera a evolução clínica (imunológica ou histológica) das mesmas, e que a incidência de hanseníase não é aumentada em pacientes infectados pelo HIV. O Mycobacterium leprae não apresenta aumento na soroprevalência na co-infecção com o HIV, assim como a imunodepressão generalizada da aids não interfere na maneira de apresentação da hanseníase. Este estudo tem como objetivo avaliar o dano neural periférico em pacientes hansenianos, com HIV/aids e co-infectados hanseníase/HIV utilizando-se o protocolo de avaliação do Ministério da Saúde e uma avaliação complementar para verificar possíveis interferências de fatores relacionados á infecção pelo HIV na avaliação neurológica do paciente co-infectado hanseníase/HIV. Foi desenvolvido através de um estudo transversal analítico comparando três grupos: (1) com 20 pacientes portadores de hanseníase; (2) com 20 pacientes portadores de HIV/aids e (3) com 18 pacientes portadores de co-infecção hanseníase/HIV. A avaliação neurológica simplificada quando utilizada no grupo de portadores do vírus HIV e no de portadores de co-infecção hanseníase/HIV não conseguiu identificar, quando presente, o dano neural proveniente da infecção pelo vírus HIV ou do uso da TARV nos grupos em questão, pois não investiga alterações neuromusculares importantes e características das polineuropatias periféricas que acometem o paciente com HIV/aids, mas não portador de hanseníase. a avaliação complementar proposta neste estudo foi importante para detectar alterações importantes que poderiam passar despercebida nos três grupos estudados. Principalmente para portadores do vírus HIV, onde parece não haver um guia que norteie a avaliação neurológica no que se refere a comprometimentos do sistema nervoso periférico nesse grupo. O que possibilitaria detecção precoce e a consequente terapêutica que possibilitasse ações de prevenção ou tratamento para o quadro encontrado, impedindo assim, o possível agravamento e a instalação de sequelas que pudessem vir a interferir no bem estar bio-psico-social desse indivíduo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação do grau de melhora da força de preensão palmar, por meio do dinamômetro Jamar®, em pacientes em tratamento para neuríte hansênica nos membros superiores
    (Universidade Federal do Pará, 2011-11-08) FRAZÃO, Rogério Augusto Mendes; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901
    A hanseníase é uma doença que provoca grande impacto social pelas sequelas decorrentes do dano neural, gerando um contingente da população com deformidades e incapazes de realizar atividade da vida diária e laboral. Com o objetivo de avaliar o grau de melhora da força de preensão palmar (FPP), por meio do dínamômetro JAMAR®, em pacientes com neuríte hansênica sob uso de corticóide, realizou-se um estudo tipo série de casos, constituído de uma amostra obtida por conveniência de 20 pacientes portadores de neuríte hansênica aguda, atendidos e acompanhados no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará, onde a primeira aferição foi realizada no dia do diagnóstico e início do tratamento para neuríte e a segunda aferição trinta dias após a primeira avaliação. A neurite ulnar foi predominante e valores da FPP na mão não dominante apresentaram a média de 20,25 ± 13,16 kgf. e 18,50 ± 11,70 kgf. na primeira e segunda aferição respectivamente. Nos pacientes hansênicos com neuríte, a FPP apresentou-se diminuída em relação aos valores médios da população (no sexo masculino obteve 79,86% e 86% dos valores de referência, na mão dominante e não dominante respectivamente. No sexo feminino os valores 53,49% e 65,05% na mão dominante e não dominante respectivamente). Com relação à reação hansênica, observou-se que a na reação hansênica tipo I obteve-se valores de força de 27,40 ± 9,57 kgf. na mão dominante e 32,40 ± 8,21 kgf. na mão não dominante na primeira aferição. Na segunda aferição registraram-se valores médios de 30,90 ± 12,90 kgf. na mão dominante e 34,00 ± 9,29 kgf. na mão não dominante. A reação hansênica tipo II apresentou-se com valores de força de preensão palmar menores, embora não significativos (p≥0,06). Os pacientes que apresentaram melhora do quadro neurítico, expresso pela regressão da dor apresentaram aumento significativo da força de preensão palmar na mão dominante (p<0,02) Desta forma conclui-se que a FPP pode colaborar no acompanhamento de pacientes com neuríte hansênica sob uso de corticóides, porém novos estudos devem ser realizados para obtenção de informações que auxilie seu uso.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação neuropsicológica de deficits cognitivos em pessoas vivendo com HIV (PVHIV)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08) GONÇALVES, Samilly Palheta; RODRIGUES, Anderson Raiol; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    A introdução da terapia antirretroviral resultou na diminuição das infecções oportunistas associadas ao HIV, consequentemente houve diminuição da incidência da maioria das doenças neurológicas em pacientes HIV-positivos. Entretanto, alterações neurocognitivas associadas ao HIV (HAND), permanecem com uma prevalência significativa, mesmo em indivíduos em uso de antirretroviral. O presente estudo teve o objetivo de avaliar os possíveis déficits cognitivos em pacientes HIV-positivos e caracterizar o perfil clínico das manifestações neurocognitivas na região Norte do Brasil. Foram avaliados 30 pacientes HIV-positivos, atendidos no Centro de Atenção à Saúde em Doenças Infecciosas Adquiridas (CASA DIA), em Belém do Pará. Foipossível verificar um decaimento das funções neurológicas, que afetam a capacidade funcional dessas PVHIV, com destaque para o domínio cognitivo de memória e atenção, onde foi possível identificar através das AIVDs, IHDS e CANTAB.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação psicofísica da visão espacial cromática e acromática de pacientes pós-operatórios de microcirurgia vascular para aneurismas intracranianos do sistema carotídeo
    (Universidade Federal do Pará, 2017-07-01) BASTOS, Albedy Moreira; RODRIGUES, Anderson Raiol; http://lattes.cnpq.br/4030747999301402; SILVEIRA, Luiz Carlos de Lima; http://lattes.cnpq.br/9383834641490219
    Os aneurismas intracranianos saculares constituem a principal causa de hemorragia meníngea ou subaracnóidea espontânea. As complicações derivadas do surgimento de aneurismas saculares e de hemorragia meníngea, classificadas como sensoriais (acuidade e campo visual), motoras (motilidade do músculo extraocular), e perceptuais, são consideradas como bem estudadas na neurocirurgia devido à relativa semelhança entre casos. Entretanto, pouco se sabe sobre possíveis alterações perceptuais e cognitivas pós-operatórias. No presente estudo foi avaliada a sensibilidade visual de pacientes em condição pós-operatória de aneurisma intracraniano do sistema carotídeo a estímulos espaciais acromáticos e cromáticos. A sensibilidade ao contraste espacial de luminância foi medida em 11 freqüências espaciais (0.2, 0.5, 0.8, 1, 2, 4, 8, 10, 15, 20, e 30 ciclos/grau). A capacidade de discriminação de cores foi medida por uma versão do teste de Farnsworth-Munsell com 85 matizes, divididas em quatro séries apresentadas seqüencialmente, sendo uma com 22 estímulos e três com 24 estímulos. Para a medida dos limiares de discriminação de cores, foram determinadas 5 elipses de discriminação de cores de MacAdam e, para cada uma delas, foram medidos os limiares de discriminação de cores em 20 direções no espaço de cor CIE 1976, através do teste de Mollon-Reffin. As variáveis estudadas foram comparadas às normas estatísticas de controle, pareadas em idade. Os resultados mostram que, em geral, não houve perdas individuais de sensibilidade ao contraste espacial de luminância. Entretanto, perdas individuais da capacidade de discriminação de cores e alterações individuais dos limiares de discriminação de cores em todos os eixos de confusão (protanópico, deuteranópico e tritanópico) foram detectadas. Deste modo, conclui-se que a visão de cores é um parâmetro sensorial cuja medida pode ser útil na avaliação do estado pós-cirúrgico dos pacientes acometidos com aneurisma intracraniano do sistema carotídeo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Correlação entre a avaliação clínica e o padrão de resposta imunológica periférica de pacientes acometidos por Paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao Vírus linfotrópico de celulas T humanas do tipo 1 (HTLV-1)
    (Universidade Federal do Pará, 2012) DIAS, George Alberto da Silva; FUZII, Hellen Thais; http://lattes.cnpq.br/0026958665547973
    O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1) e um retrovírus endêmico em várias regiões do mundo infectando cerca de 10 a 20 milhões de pessoas. Está associado a duas principais manifestações clínicas: a leucemia/linfoma de células T do adulto (LLcTA) e a paraparesia espástica tropical/mielopatia associado ao HTLV-1 (PET/MAH). Apenas 2 a 5% dos indivíduos infectados desenvolvem doenças associadas ao vírus, enquanto a maioria permanece assintomática. A PET/MAH é a manifestação clínica associada ao vírus mais comum. É uma doença inflamatória do sistema nervoso central e o mecanismo pelo qual o HTLV-1 induz o surgimento da PET/MAH ainda não está totalmente esclarecido. Esse vírus infecta preferencialmente as células CD4+, que possuem uma participação importante na resposta imunológica. Essa interação vírus-hospedeiro pode levar a um desequilíbrio da resposta imunológica, com produção aumentada de citocinas inflamatórias. Essa alteração na produção dessas citocinas está relacionada ao desenvolvimento da PET/MAH. Tendo em vista compreender melhor a fisiopatologia da PET/MAH, este trabalho visa analisar a resposta imunológica periférica e correlacioná-la com os sintomas clínicos desenvolvidos por esses pacientes, como espasticidade e fraqueza muscular, e, consequentemente, necessidade de auxílio na marcha. No presente estudo, avaliou-se 28 pacientes infectados por HTLV-1, sendo 8 indivíduos com PET/MAH e 20 indivíduos sem PET/MAH. A expressão gênica relativa das citocinas IFN-γ, IL-4, IL-5 e IL-10 para esses pacientes foram realizadas através de PCR em tempo real. De cada paciente foi coletada amostra de sangue periférico para a separação de células linfomononucleares, para posterior extração de RNA total utilizando o reagente Trizol. Em seguida o mRNA foi submetido a transcrição reversa para obtenção do cDNA. A quantificação das citocinas foi realizada no StepOnePlus (Applied Biosystem) com o reagente SybrGreen (Applied Biosystem). O cálculo da expressão foi feita com a fórmula 2-ΔCT, onde ΔCT e CTgene – CTgene constitutivo, sendo os genes constitutivos utilizados o GAPDH e β-actina. Os pacientes também foram avaliados clinicamente para espasticidade muscular através da escala de Ashworth Modificada, além do grau de força muscular e do auxílio na marcha. Os pacientes com PET/MAH apresentaram maior expressão gênica de IFN-γ (Mediana: 2,9 x 10- 3) em relação aos pacientes sem PET/MAH (Mediana: 1,1 x 10-3), sendo o p = 0,0710. Essa expressão aumentada de IFN-γ está positivamente relacionada com espasticidade (r = 0,2795), grau de fraqueza muscular (r = 0,6580) e auxílio de marcha (r = 0,7216). Outro dado importante foi que os pacientes com PET/MAH que utilizam cadeira de rodas apresentaram maior expressão de IFN-γ quando comparados aos indivíduos com PET/MAH que não utilizam cadeira de rodas (p = 0,0371). Os pacientes infectados por HTLV-1 que desenvolvem PET/MAH apresentam aumento da resposta Th1 em relação aos pacientes que não desenvolveram PET/MAH, e esse aumento de expressão de IFN-γ está relacionado com o desenvolvimento e progressão da doença.
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