Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acidentes ofídicos ocorridos no município de Santarém (PA) no período de 2000-2009(Universidade Federal do Pará, 2012) SINIMBÚ, Valter Pinheiro; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718Investiga-se o perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos e os fatores de risco associados à sua incidência em residentes do município de Santarém (PA) ocorridos na década de 2000-2009. Aborda o trabalho com uma metodologia descritivoanalítica, observacional e retrospectiva, utilizando um banco de dados devidamente codificado, disponibilizado pelo Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde. No período considerado, ocorreram 2.283 casos, perfazendo uma incidência anual variando entre 70 a 105 casos / 100.000 habitantes com uma letalidade de 0,66%. Os acidentes predominaram em habitantes da zona rural (87%), nos meses chuvosos da Amazônia (janeiro a junho), em pacientes do sexo masculino (79%) na faixa etária de 20-29 anos. A quase totalidade dos casos foi atendida no Pronto-Socorro do município (88%) situado na zona urbana. A maioria dos pacientes (56%) chegou à Unidade de Saúde após 6 horas da ocorrência do acidente em decorrência de dificuldades no acesso por fatores geográficos e do transporte fluvial. Foram classificados quanto à gravidade em leves (38%), moderadas (55%) e graves (6%). Devido à frequência das espécies de ofídios na região, os acidentes botrópicos representaram a maioria com 70,9%, seguidos dos acidentes laquéticos (11,3%) bem mais frequentes nas matas amazônicas, dos crotálicos (2,1%) e dos raros elapídicos (0,2%); em 15,3% a espécie não foi identificada. Em 91% desses pacientes foi instituída a soroterapia. Não foi possível determinar a ocupação desses pacientes, nem seu nível de escolaridade, devido à ausência de preenchimento dos formulários de notificação do caso. Os membros inferiores foram as regiões predominantemente atingida (82%), o que chama a atenção para a adoção de medidas preventivas simples, mas eficazes. Mesmo diante da alta incidência de casos (das maiores do Brasil), das dificuldades de acesso dos pacientes a um pronto e eficaz atendimento (aumentando a morbimortalidade), e da pouca importância dada pelos profissionais de saúde no que se refere ao preenchimento das informações necessárias a uma melhor avaliação e proteção dos moradores dessa região, observou-se que esses acidentes, apesar de endêmicos na maior parte do mundo, notadamente das zonas tropicais, continua sendo, segundo conceito da OMS, um problema negligenciado (pelos pacientes, pelos profissionais e pela sociedade). Há necessidade de mais pesquisas, mais publicidade e mais conscientização.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adolescentes rurais: comportamentos de risco para doenças crônicas não transmissíveis em um município do interior do estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-03-15) OLIVEIRA, Victor Vieira de; ARAÚJO, Marília de Souza; http://lattes.cnpq.br/9371703949781020Estudos recentes vêm demonstrando a transição epidemiológica e aumento da ocorrência das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), principalmente entre os adolescentes dos países menos desenvolvidos residentes em áreas mais pobres, pois embora se reconheça que estas doenças sejam mais comumente percebidas em indivíduos em idade adulta, suas manifestações são resultantes da interação de fatores de risco adquiridos ainda em idade precoce. Diante disso, buscou-se identificar os determinantes de risco para DCNT em adolescentes da zona rural de um município do nordeste do Estado do Pará, assim como apresentar os fatores de risco para DCNT por meio das seguintes variáveis: atividade física, uso de tabaco, consumo de álcool, Índice de Massa Corporal, circunferência da cintura e pressão arterial. Além disso, buscou-se identificar as possíveis associações entre estas variáveis com as condições sociodemográficas, socioeconômicas e com os marcadores comportamentais e alimentares. Realizou-se um estudo epidemiológico transversal, observacional, em amostra representativa de estudantes de ambos os sexos, com idade compreendida entre 15 e 19 anos, matriculados no ensino médio regular de seis escolas públicas da zona rural do município de Ipixuna do Pará. Os dados foram obtidos através de questionário e de avaliação clínica, sendo analisados por meio de análise explanatória e de regressão logística univariada e múltipla, considerando nível de significância de 5% (p< 0,05) e intervalo de confiança (IC) de 95%. A amostra foi composta em sua maioria por indivíduos do sexo feminino, com idade média de 17 anos, insuficientemente ativos, que já experimentaram álcool e tabaco, pertencentes às camadas socialmente mais vulneráveis e que se alimentavam com dietas pobres em fibras e ricas em gorduras e açúcar. O sedentarismo se relacionou significativamente com o sexo feminino, enquanto que o risco de pressão arterial alterada e experimentação do tabaco relacionaram-se significativamente com o sexo masculino. As condições socioeconômicas demonstraram influenciar principalmente no aumento da pressão arterial, experimentação do tabaco e elevação da circunferência da cintura, enquanto que a maior idade demonstrou ser um fator de proteção para a obesidade abdominal. Do mesmo modo, o consumo e experimentação de álcool e tabaco demonstraram ter seu uso combinados, assim como a presença de obesidade abdominal com o excesso de peso. A alimentação inadequada, por sua vez, associou-se ao maior risco do adolescente ser insuficientemente ativo. Assim, este estudo evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes que objetivem a conscientização da necessidade de um estilo de vida mais saudável entre os adolescentes de áreas rurais.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de série temporal da hanseníase no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016) PINHEIRO, Helder Henrique Costa; ARAÚJO, Marizeli Viana de Aragão; http://lattes.cnpq.br/7849256617873180; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054Objetivo: analisar uma série temporal de detecção de casos novos de Hanseníase no Estado do Pará, verificando as tendências epidemiológicas de acordo com as variáveis de observação da doença. Metodologia: delineamento observacional ecológico de série histórica de detecção de casos de Hanseníase no Estado do Pará com uso de dados secundários do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Foram calculados os coeficientes de detecção da Hanseníase geral e pelas variáveis em estudos e estimadas as tendências das séries temporais. Os dados do Estado do Pará foram comparados aos Estados do Estado do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Resultados: o coeficiente de detecção no Pará, em 2014, foi de 4,84 por 10.000 habitantes, com 32.177 casos detectados no período de 2008 a 2014, sendo estimado uma tendência de crescimento anual de -12,71%. A proporção em menores de 15 anos de idade foi de 10,4%, sendo a maior do Brasil. Maior frequência de casos Multibacilares (65,2%) na forma clínica Dimorfa (45,2%). Conclusão: a detecção de casos novos da Hanseníase é principalmente em homens adultos, de baixa escolaridade e residentes em áreas urbanas. A tendência de declínio na detecção de casos da doença é diferente da tendência estacionária no Estado do Mato Grosso. Entretanto, a tendência de casos da Hanseníase em crianças e adolescentes no Estado do Pará é estacionária.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise epidemiológica e caracterização parcial do gene F dos Metapneumovirus Humano detectados a partir de casos de infecção respiratória aguda na Região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2012-10-30) FERREIRA, Luís Edilson de Azevedo; MELLO, Wyller Alencar de; http://lattes.cnpq.br/1784167608719139; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539As doenças do trato respiratório são as principais queixas nos serviços de atendimento médico, sendo as infecções respiratórias agudas (IRA) as manifestações mais comuns, principalmente em crianças menores de cinco anos de idade. Em países em desenvolvimento, as IRA constituem um sério problema de saúde pública. Em todo mundo estima-se que ocorram cerca de 2 milhões de mortes devido as IRA a cada ano. Dentre os agentes causais de IRA, destaca-se o Metapneumovírus Humano (HMPV), especialmente por causar doença grave em crianças menores de 5 anos. Com o objetivo de gerar dados sobre a epidemiologia molecular deste vírus, foram analisadas amostras colhidas de pacientes com IRA no período de Janeiro de 2009 a Dezembro de 2011 oriundas da Região Norte (Pará, Amazonas, Acre, Amapá e Roraima). Foi utilizado a técnica de RT-PCR em Tempo Real (qRT-PCR) para a detecção do vírus através da amplificação do gene N e RT-PCR para o gene codificador da proteína F, que foi em seguida parcialmente sequenciado. Dentro do período de estudo, foram testadas 2966 amostras, das quais 129 positivas para HMPV. A faixa etária de 0-4 anos foi a que concentrou maior número de casos (n=84; 65,89%) em toda a região Norte. Na identificação viral, constatou-se a co-circulação dos subgrupos A2 e B2 durante os três anos do estudo. Os subgrupos A1 e B1 não circularam na região durante o período estudado. Este estudo representa o primeiro relato sobre dados da epidemiologia molecular do Metapneumovírus Humano na região Norte do Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial das condições ecoepidemiológicas para estabelecimento da Esquistossomose mansonica em duas áreas do Distrito de Mosqueiro, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2012) PEREIRA, Alba Lúcia Ribeiro Raithy; GONÇALVES, Nelson Veiga; http://lattes.cnpq.br/8811269146444725; BICHARA, Cléa Nazaré Carneiro; http://lattes.cnpq.br/2161704040280760A dinâmica do processo de endemização da esquistossomose mansonica é multifatorial, o que algumas vezes retarda o seu processo de instalação, mas também dificulta a vigilância epidemiológica de seu controle. As geotecnologias tem trazido contribuições à saúde pública gerando mapas temáticos que facilitam a compreensão da dinâmica populacional no uso do espaço, sua inter-relação com os recursos hídricos e o processo de adoecimento. A proposta foi identificar por análise espacial os fatores ecoepidemiológicos relacionados a endemização da esquistossomose mansonica. Realizou-se um estudo descritivo em duas áreas de cobertura da estratégia saúde da familia, Carananduba e Furo das Marinhas, no Distrito de Mosqueiro, Belém-PA, entre 2010 e 2012, utilizando técnicas de geoprocessamento como: Sensoriamento Remoto e Sistema de Informação Geográfica, através das ferramentas ERDAS 8.3.1. e ENVI 4.5 para classificação das imagens de satélite das variáveis solo, cobertura vegetal e hidrografia; o Sistema de Posicionamento Global para georreferenciamento da área de estudo e captura dos pontos de coleta dos criadouros; e o ArcGis 9.3.1 para manipulação e tratamento dos Banco de Dados Geográficos e aplicação do estimador de Kernel para idenficação das áreas de risco sobre imagens de satélite de alta resolução e bases cartográficas. Foram analisados dados ecológicos e ambientais através de técnicas de geoprocessamento. As ferramentas geotecnológicas geraram mapas temáticos da abrangência da Estratégia Saúde da Família e das rotas de trabalho, da classificação ambiental, da localização dos criadouros gerando sete pontos de aglomerados de Kernel que identificaram as áreas de risco de transmissão do agravo em 3 bairros na área do Carananduba. Esta área apresenta-se com características de antropização decorrente da ocupação humana desordenada e com assoreamento das coleções hidricas. A área do Furo das Marinhas ainda mantém mata primitiva e coleções hidricas de grandes volumes, não sendo encontrado o Biomphalaria. Nas duas áreas estudadas é deficiente a estrutura de saneamento básico e ainda não há foco de transmissão ativa de esquistossomose mansonica. Entretanto, é grande a vulnerabilidade para esta ocorrência em curto espaço de tempo em Carananduba. As geotecologias aplicadas proporcionaram um Sistema de Informação Geográfica que viabilizou o diagnóstico de risco epidemiológico de processo de endemização da esquistossomose mansonica em mais uma localidade no Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise multivariada de características clínicas de PET/MAH e níveis de expressão gênica e derivação de modelos de predição diagnóstica em pacientes infectados com o HTLV-1(Universidade Federal do Pará, 2017) VIRGOLINO, Rodrigo Rodrigues; RODRIGUES, Anderson Raiol; http://lattes.cnpq.br/4030747999301402A Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia associada ao Vírus Linfotrópico de Células T Humanas Tipo 1 (PET/MAH) é uma condição debilitante causada pela inflamação do tecido nervoso medular, por ação do HTLV-1. Neste trabalho objetivou-se avaliar a classificação de indivíduos infectados pelo vírus e propor um modelo de predição clínica para a ocorrência de PET/MAH. Foi utilizado um banco de dados composto de 63 indivíduos infectados, sendo 23 com diagnóstico de PET/MAH pelos critérios da OMS, e variáveis preditoras funcionais (variáveis ordinais), níveis de expressão gênica (variáveis contínuas) e a variável demográfica sexo. Em um primeiro momento uma técnica de análise de componentes principais mista foi empregada, seguida de análise de conglomerados hierárquica, para investigar a associação dos indivíduos em grupos, de forma não supervisionada, e comparar com a classificação definida pelos profissionais clínicos. Em um segundo momento, foram derivados modelos de predição diagnóstica com base em regressão logística binária penalizada, a qual é adequada nos contextos de tamanho amostral reduzido. A análise não supervisionada mostrou que os pacientes se organizavam em três grupos, sendo um grupo de pacientes com PET/MAH, um grupo de pacientes sem PET/MAH e um grupo intermediário, que comporta indivíduos com e sem a doença. Na modelagem estatística foram derivados dois modelos, um com critério de penalização 0,032 e outro com critério 0,1, mais extremo, sendo ambos avaliados por validação interna usando validação cruzada de 10 vezes. As variáveis que compuseram os modelos finais foram: grau de alteração na marcha, escore de Tinetti, tônus do músculo adutor direito e esquerdo e tônus do tríceps sural esquerdo. O uso de métodos estatísticos de predição pode ser útil como ferramenta de apoio à decisão diagnóstica de PET/MAH, especialmente em contextos de recursos limitados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Apoptose de células inflamatórias e evolução clínica do Eritema Nodoso Hansênico: ensaio com Azatioprina(Universidade Federal do Pará, 2008) OLIVEIRA, Miguel Saraty de; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901A hanseníase é uma doença crônica infecto-contagiosa, atingindo preferencialmente pele e nervos periféricos, interrompida por surtos reacionais, classificados como Tipo I ou reação reversa e a reação tipo II ou eritema nodoso hansênico, geralmente acompanhadas de neurite. Talidomida e prednisona são amplamente utilizadas no tratamento do ENH, mas nem sempre são plenamente eficazes, sendo necessária a investigação de outras medicações imunossupressoras para controle da reação. O fenômeno de apoptose de células inflamatórias ocorre na hanseníase e no ENH, havendo, porém poucos estudos correlacionando o fenômeno com melhora ou piora clínica do estado reacional. Este estudo objetiva descrever a ocorrência de apoptose de células inflamatórias e evolução clínica do eritema nodoso hansênico antes, durante e após o uso de azatioprina para tratamento do ENH. Os resultados obtidos com 07 pacientes incluídos no estudo evidenciam que a azatioprina é droga imunossupresora eficaz no tratamento de casos de ENH de difícil manejo. Esta pode induzir a remissão do ENH, assim como favorecer a diminuição da dose de corticoesteróides. O fenômeno de apoptose pôde ser documentado utilizando a imunomarcação com caspase 3 em todos os casos. Não houve variação considerada significativa entre o número de células evidenciadas com caspase 3 antes e após o tratamento com azatioprina.Não houve correlação considerada significativa entre o número de células evidenciadas com caspase 3 antes e após o tratamento com azatioprina e a melhora clínica apresentada pelos pacientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos clínicos e epidemiológicos da infecção genital pelo Papilomavírus humano (HPV) em adolescentes da região metropolitana de Belém(Universidade Federal do Pará, 2012-05-10) CAMPOS, Ana Carla Araújo; FUZII, Hellen Thais; http://lattes.cnpq.br/0026958665547973A adolescência é um período de vida da mulher marcado por transformações biológicas e psicológicas que influenciam intensamente sua saúde futura. Essas mulheres são mais suscetíveis às DST. A infecção pelo HPV é uma das DST mais frequentes, sendo importante avaliar a sua prevalência, devido sua ligação com o câncer uterino. Este estudo avaliou a prevalência da infecção genital por HPV na população adolescente do sexo feminino em Belém. Estes dados foram correlacionados com fatores sócio demográficos, comportamentais e reprodutivos. Foi realizado um estudo transversal entre agosto de 2009 e agosto de 2011, com 134 mulheres entre 13 e 19 anos que procuraram a Unidade Materno-Infantil e Adolescente de Belém para exame de rastreamento do câncer do colo do útero. As pacientes selecionadas responderam a um questionário sobre os dados sócio demográficos, comportamentais e reprodutivos. Foi realizada coleta de material cervicovaginal para citologia convencional e escovado cervical para detecção de DNA-HPV por técnica da reação em cadeia de polimerase (PCR). A associação da infecção por HPV e fatores de risco selecionados foi avaliada por meio do teste do Qui-quadrado (χ2) e/ou exato de Fisher, todos com um nível alfa de significância de 0,05. A infecção genital pelo Papillomavirus humano apresentou a prevalência de 22%, sendo o HPV 58 o mais prevalente com 31% e o HPV 11 o menos comum com 3,4%. Entre as adolescentes 51,7% apresentaram infecção por outros tipos de HPV não incluídos na vacina quadrivalente (6, 11, 16 e 18), e 76,2% apresentavam infecção por pelo menos um tipo de HPV do grupo de alto risco. Foram encontradas alterações citológicas em 6,2% dos esfregaços cervicais. Os fatores de risco associados à infecção genital por HPV encontrados neste estudo foram escolaridade superior a oito anos, coitarca com idade maior que 14 anos, uso de anticoncepcional oral por mais de um ano, uso atual de anticoncepcional oral, gravidez com 14 anos ou menos e achado citológico anormal. Este estudo evidenciou o predomínio de HPV de alto risco não imunoprevenível nas amostras cervicais, demonstrando a necessidade de novas políticas de prevenção primária e secundária, que envolvam as adolescentes através de discussão e orientação motivando-as a participar ativamente na promoção da própria saúde.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos clínicos e epidemiológicos da infecção pelo HTLV em usuários do Centro de Testagem e Aconselhamento do município de Santarém- Pará(Universidade Federal do Pará, 2014) BARBOSA, Richelma de Fátima Miranda; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769INTRODUÇÃO: Os vírus linfotrópico humano de células T (HTLV I e II) são retrovírus que podem ocasionar manifestações neurológicas como a Paraparesia Espástica Tropical ou Mielopatia associada ao HTLV (PET/MAH). A prevalência de infecção pelo vírus é alta no Brasil (0,8 a 1,8%) principalmente na região amazônica, acometendo na sua maioria mulheres a partir dos 40 anos de idade. OBJETIVO: Determinar a prevalência da infecção por HTLV, aspectos clínicos em usuários do centro de testagem e aconselhamento do município de Santarém-Pará. MÉTODOS: Este estudo é caracterizado como transversal composto por uma amostra de 1318 pacientes do Centro de testagem e aconselhamento DST/AIDS-CTA de Santarém-Pará no período de Junho a Agosto de 2014. Foram submetidos à triagem epidemiológica baseando-se no inquérito de vulnerabilidade do ministério da saúde, e coletaram amostra de sangue para a sorologia para o HTLV. Os pacientes soro reativos ao HTLV foram encaminahdos a biologia molecular e avaliação clínica. RESULTADOS: Houve uma prevalência de 1.13% (15 casos) de infecção por HTLV na população estudada, destes houve três casos de gestantes soropositivas, oito usuários e quatro HIV positivos, com 14 casos de HTLV-I e um caso de HTLV-II. Destes, tivemos quatro sintomáticos, nove assintomáticos e um caso diagnosticado de PET/MAH. Os soropositivos ao HTLV possuem idade média de 30 anos, sexo feminino, em união estável, provenientes da zona urbana. O fator de risco relevante para a infecção por HTLV foi o número de parceiros sexuais em relação aos soropositivos. CONCLUSÃO: A prevalência da infecção pelo HLTV na população vulnerável atendida pelo CTA/STM é alta e coincide com a população geral brasileira predominando o tipo HTLV-1, com um perfil epidemiológico correspondente ao da população em geral.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos clínicos, epidemiológicos, microbiológicos e terapêuticos da candidemia nosocomial em unidades neonatal e pediátrica em um hospital geral em Belém/ Pará(Universidade Federal do Pará, 2006-06-13) PAES, Andréa Luzia Vaz; LEÃO, Raimundo Nonato Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/2956764853618778; SOUZA, Rita Catarina Medeiros deAs infecções fúngicas têm emergido como responsáveis por infecções nosocomiais, particularmente quando associadas com co-morbidades como prematuridade, doenças hematológicas, permanência hospitalar por mais de 15 dias, entre outras. Com a finalidade de avaliar a ocorrência de candidemia em pacientes da neonatologia e da pediatria internados em hospital público em Belém do Pará, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP), foi realizado um estudo retrospectivo tendo como base de investigação todas as culturas realizadas no hospital de janeiro de 1999 a dezembro de 2004. De um total de 2.622 culturas, apenas cinco com isolamento para C. albicans, de pacientes da pediatria e neonatologia. Vale ressaltar que não foi identificada nenhuma outra espécie de Candida. As crianças tinham entre 0 e 9 meses, e todas foram submetidas a procedimentos cirúrgicos. Ocorreram outras infecções hospitalares concomitantes às candidemias. Entre os sinais e sintomas apresentados no momento da colheita da hemocultura observamos que taquipnéia e febre foram os mais freqüentes. Anemia e leucocitose foram os achados laboratoriais predominantes. Alguns fatores de risco para o desenvolvimento de candidemia foram identificados como antibioticoterapia, cirurgias, transfusão de sangue, e uso de bloqueador de H2, cateter venoso central, sonda oro-gástrica. Dentre os antimicrobianos utilizados observamos que antibióticos de amplo espectro, como ceftazidima, imipenem, vancomicina, foram utilizados na maioria dos casos (4/5). O tempo médio de permanência hospitalar foi de 55 dias, e três pacientes permaneceram internados na UTI. Este trabalho reflete um isolamento baixo de Candida sp em crianças internadas na FSCMP, sugerindo uma melhoria nos testes empregados para culturas de fungos.
