Teses em Neurociências e Biologia Celular (Doutorado) - PPGNBC/ICB
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2390
O Doutorado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Biologia Celular (PPGNBC) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Teses em Neurociências e Biologia Celular (Doutorado) - PPGNBC/ICB por Área de Concentração "BIOLOGIA CELULAR"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de patógenos orais entre indivíduos portadores de câncer gástrico e indivíduos sem câncer(Universidade Federal do Pará, 2021-06) OLIVEIRA, Gyselle Ribeiro de Carvalho; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099; https://orcid.org/0000-0002-4872-234XO câncer gástrico é o quarto câncer mais comum e o segundo maior em mortalidade no mundo. Fatores ambientais e de estilo de vida, contribuem para a malignidade da doença incluindo tabagismo, consumo excessivo de sal e conservas, baixa ingestão de vitamina C e legumes, esses fatores de risco só poderiam explicar menos de 60% de incidência do câncer gástrico. A associação de perda dentária, má higiene bucal com risco aumentado de câncer gástrico foi relatado em vários estudos epidemiológicos com diversas populações. A investigação de patógenos orais específicos relacionados ao câncer gástrico pode ajudar a identificar os mecanismos subjacentes e gerar conhecimento que poderão levar a melhora clínica, tratamento e intervenções. O objetivo do estudo foi comparar quantitativamente (qPCR) a associação entre patógenos orais em pacientes portadores de câncer gástrico (GC) e pacientes com ausência de câncer (AC), em hospital na cidade de Belém-PA. Participaram da pesquisa 192 pacientes de ambos os grupos, pareados metodologicamente em idade, etnia e sexo. Dentre as bactérias estudadas tivemos as consideradas cariogênicas: S. mutans e S. sobriuns, e as peridontopatogênicas: A. actinomycetemcomitans; T. denticola; T.Forsythia e P. gingivalis. Os resultados sugerem uma associação quantitativa diferente na presença de patógenos orais entre indivíduos sem câncer e pacientes com câncer gástrico. Conforme observado, não se pode afirmar que as bactérias presentes na cavidade oral aumentem o risco de câncer gástrico ou sejam fatores agravantes da doença. Porém, vale ressaltar que, por fazer parte do aparelho digestivo, a falta de cuidados com a cavidade oralpode prejudicar o tratamento de pacientes com câncer gástrico.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise transcriptômica das linhagens celulares B103 e C6 expostas à ação do metilmercúrio(Universidade Federal do Pará, 2023-04) BONFIM, Laís Teixeira; FERREIRA, Wallax Augusto Silva Ferreira; OLIVEIRA, Edivaldo Herculano Correa de; http://lattes.cnpq.br/009400771470765; https://orcid.org/0000-0001-6315-3352A intensificação das atividades antrópicas tem produzido uma alta taxa de poluição ambiental principalmente em corpos hídricos, onde a contaminação por metais se tornou objeto de grande importância, devido à incapacidade desses ambientes em suportar tal poluição. O mercúrio (Hg) é um metal pesado de ocorrência natural, que pode ser utilizado na fabricação de elementos domésticos como lâmpadas fluorescentes, fungicidas e germicidas. A entrada do Hg na cadeia alimentar ocorre pela metilação dos íons Hg2+ em MeHg. Após a metilação, o mercúrio é considerado altamente tóxico para o ser humano, e entre os principais órgãos alvo dessa intoxicação podemos citar o cérebro, uma vez que o MeHg atravessa facilmente a barreira hematoencefálica, podendo acumular-se em diferentes áreas cerebrais. Sabe-se que, uma vez no SNC, o MeHg pode causar extensos danos celulares, como dano ao DNA, estresse oxidaivo, neuroinflamação e morte celular tanto em neurônios quando em células da glia. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi analisar as alterações transcriptômicas das linhagens celulares B103 e C6, células derivadas de neuroblastoma e glioma de Rattus norvegicus, expostas à ação do metilmercúrio. Para isso, foi utilizada a técnica de microarray de expressão afim avaliar o perfil global de expressão genica após 24 h de exposição ao MeHg. Nossos resultados demonstraram que o MeHg induz alterações significativas na expressão genica das duas linhagens celulares estudadas, sendo estas alterações mais proeminentes na linhagem C6, na qual observou-se uma maior quantidade de genes diferencialmente expressos. Entre os genes que mais se destacaram após a exposição das células B103 ao MeHg destacaram-se os genes Cdc42se2 (log2 FC -4.055713), Dcx (log2 FC 3.618981) e 4930449C09Rik (log2 FC 3.5129156) para a concentração de 0,1 μM. Já para a exposição de 2,8 μM, os genes com maior FC foram Crem (log2 FC -4.027875), Otoa (log2 FC 3.501512) e Dcx (log2 FC 3.423433). Além dos genes acima citados, destacaram-se os genes Trim14, Gm14169, Gm30871, Otoa e Dcx por serem compartilhados entre os dois grupos expostos. Quanto a linhagem C6, destacaram-se dez transcritos com FC maior que 3 (Aldh1l2, Dac1, Rps4l, Zbtb46, 6430573p05Rik, Tcf12, Awat2, Muc3, Dclre1b, Slc38a6). No tratamento de 6,3 μM, apenas três genes foram alterados mais de 3 vezes (Rps4l, Ankdr44 e 2610318N02Rik). Vale ressaltar que três genes foram compartilhados entre os tratamentos (Rps4l, Lamb 3 e Gm 41386).Tese Acesso aberto (Open Access) Atividade neuroprotetora do treinamento físico moderado contra os danos morfofuncionais cerebelares causados pelo consumo de etanol de forma intensa e episódica (Binge drinking) em ratos(Universidade Federal do Pará, 2019-09) VIEIRA, Kátia Lamarão; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468; https://orcid.org/0000-0003-1486-4013O etanol (EtOH) é uma droga psicotrópica, depressora do sistema nervoso central (SNC), porém bastante incentivada e consumida pela sociedade brasileira, como também em grande parte do mundo, refletindo em um problema de saúde pública. Nas últimas décadas, adolescentes têm exercido uma prática bastante comum, que é o binge-drinking. O consumo nocivo do EtOH promove além de alteração biopsicossocial, o desequilíbrio homeostático que causa a neurodegeneração e perda de função com desordens motoras. Em contrapartida, a prática do treinamento físico moderado (TFm) tem sido recomendada para a manutenção da saúde física e mental, como também prevenção ou minimização do desenvolvimento de algumas doenças devido a atividade motora induzir mudanças plásticas e dinâmicas no SNC, de forma favorecer a neurogênense, sinaptogênese e a angiogênese, além de contribuir para a modulação sináptica. Tendo em vista os benefícios do TFm, foram investigados os efeitos neuroprotetores sobre os parâmetros motores, teciduais e bioquímicos no cerebelo de ratos expostos ao EtOH no padrão binge, da adolescência a fase adulta. Para isso, foram utilizados 40 ratos Wistar machos com 30 dias de vida, e divididos em quatro grupos, sendo o controle, com animais sedentários e tratados com H2O destilada; o treinado, composto por animais exercitados e tratados com H2O destilada; o EtOH, formado por animais sedentários e tratados com doses de 3 g/kg/dia de EtOH, 20% (p/v); e o Treinado + EtOH, com animais exercitados e tratados com doses de 3 g/kg/dia de EtOH, 20% (p/v). O protocolo de TFm foi realizado em uma esteira para roedores durante 5 dias, por 4 semanas e as doses do EtOH no padrão binge, foram administradas por gavagem intragástrica nas mesmas semanas do TFm. Após o término desse período, os animais foram submetidos aos testes comportamentais de campo aberto e beam walking. Em seguida, eutanasiados para a coleta do cerebelo, avaliando a imunohistoquimica a partir dos os níveis da capacidade antioxidante equivalente ao trolox (TEAC), da glutationa reduzida (GSH), nitrito e peroxidação lipídica (LPO); como também, a morfologia das células de Purkinje (CsP), a fração de área imunomarcada por anti-sinaptofisina (SYP), e anti-proteína básica de mielina (MBP). De acordo com o resultado, o EtOH causou acentuado estresse oxidativo e danos motores, porém a execução do TFm realizado paralelamente ao tratamento com EtOH promoveu efeitos neuroprotetores no cerebelo dos ratos, entre eles, a modulação da bioquímica oxidativa pela restauração dos níveis de GSH, redução dos níveis de LPO e aumento do TEAC, como também, evitou perda neuronal, danos às vesículas sinápticas (SYP) e componentes mielínicos (MBP). Portanto, o TFm pode ser considerado como uma estratégia terapêutica significante para aquisição da homeostase redox, evitando assim o desequilíbrio oxidativo, como também, danos teciduais e funcionais no cerebelo de ratos tratados por EtOH no padrão binge.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação do efeito da fração lipídica extraída de Agaricus brasiliensis antioxidante e imunomoduladora in vitro e em modelo de sepse letal em murino(Universidade Federal do Pará, 2021-01) LIMA, Kely Campos Navegantes; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/0000-0002-3328-5650A sepse é definida como uma disfunção orgânica potencialmente fatal causada por uma resposta imune desregulada do hospedeiro à uma infecção. Durante a sepse ocorre a desregulação da resposta do hospedeiro com a liberação excessiva de mediadores pró- inflamatórios, geração de espécies reativas com depleção das defesas antioxidantes e dano celular. Com isso o paciente desenvolve disfunção orgânica. Nesse contexto, nosso grupo propõem que a Fração lipídica de A.brasiliensis (FLAb) como uma possível terapia da sepse considerando sua atividade imunomoduladora e antioxidante sistêmica do em modelo de sepse murino. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade da FLAb isolada in vitro e avaliar o efeito do tratamento com FLAb isolada ou associada ao antibiótico ertapenem (F-ERTA) nos parâmetros da coagulação, antioxidante e imunomodulador no modelo de sepse letal em murino. Para isso, a FLAb foi fornecido gentilmente pela Dr. Herta Dalla-Santa da UNICENTRO. No presente estudo foi avaliado a capacidade antioxidante de diferentes concentrações de FLAb (1,25 e 5 μg/mL) e em linhagem de macrófagos RAW 264.7- Luc foi avaliado a citotoxicidade, capacidade fagocítica, óxido nítrico, atividade da NF-κB e citocinas TNF-α e IL-6. Em modelo de sepse CLP em Mus musculus de linhagem swiss foi avaliado a sobrevida por 7 dias dos grupos CLP+Sal (0,9%), CLP+FLAb (0,2mg/Kg), CLP+F- erta (0,2mg/Kg; 30mg/Kg). Para avaliação dos parâmetros na coagulação, antioxidante e imunomodulador, os camundongos foram tratados por 6 ou 24h após CLP. In vitro, a FLAb mostro atividade antioxidante e anti-inflamatória em ambas concentrações. In vivo, o animais CLP+Sal vieram a óbito dentro dentro de no máximo 48 horas enquanto os grupos tratados com FLAb e F-Erta sobreviveram os 7 dias. Durante esse período foi avaliado parâmetros clínicos destes animais, os animais sépticos tratados com salina apresentaram piloereção, com nível de consciência pouco ativo e na maior parte do tempo apresentaram-se parados na gaiola, alguns destes apresentaram secreção ocular. Além disso, os animais tratados com salina apresentaram perda de peso significativa, redução no consumo de água e ração resultando no óbito. Os grupos FLAb e F-ERTA apresentaram-se ativos, com a aparência normal, com respiração e batimentos cardíacos normais além de consumirem água e ração dentro do normal. No sítio inflamatório, cavidade peritoneal o tratamento com a FLAb apresentou efeito anti-inflamatório, diminuiu as espécies reativas de oxigênio (ERO) e aumentou a atividade antioxidante GSH e protegeu do dano celular, mantendo o recrutamento de neutrófilos e os níveis de óxido nítrico (NO), reduzindo a carga bacteriana. Nos parâmetros da coagulação (plaquetograma, tp e ttpa), o tratamento com a FLAb e F-Erta eliminou a carga bacteriana protegeu os animais do dano tecidual. No fígado, 6 horas após CLP o tratamento com a FLAb e F-ERTA foi observado nos parâmetros bioquímicos efeito protetor, além disso, apresentou atividade imunomoduladora, antimicrobiana e antioxidante evitando o dano hepático. Nos parâmetros avaliados no coração, o tratamento com a FLAb e F-ERTA após CLP protegeu os animais do dano cardíaco através da atividade imunomoduladora, antimicrobiana e antioxidante. Nesse sentido, a FLAb isolada mostrou ser promissora como tratamento e/ou coadjuvante na sepse além de evitar a disfunção orgânica dos animais sépticos.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação in vivo do potencial efeito protetor da prolactina contra danos causados pelo metilmercúrio(Universidade Federal do Pará, 2022-04) CUNHA, Lorena Araújo da; ROCHA, Carlos Alberto Machado da; http://lattes.cnpq.br/5789536737681588; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099; https://orcid.org/0000-0002-4872-234XMetais biodegradáveis, como o mercúrio, acumulam-se nos organismos vivos ao longo de suas vidas (bioacumulação) e também nas teias tróficas (biomagnificação), podendo atingir altas concentrações em humanos. A contaminação de humanos por mercúrio encontrado na água potável e nos alimentos pode ser comum, principalmente em comunidades ribeirinhas que dependem do pescado como principal fonte de proteína. Estudos in vitro, com linhagens celulares humanas expostas aos metilmercúrio mostraram que a prolactina possui propriedades citoprotetoras contra efeitos citotóxicos e mutagênicos deste metal, podendo atuar como fator co-mitogênico e inibidor de apoptose. O presente estudo investigou, in vivo, o potencial protetor da prolactina contra os efeitos tóxicos do metilmercúrio em mamíferos, utilizando o camundongo (Mus musculus) como modelo. Biomarcadores de genotoxicidade (ensaio cometa e teste do micronúcleo) e de estresse oxidativo (peroxidação lipídica e atividade das enzimas CAT e SOD), juntamente com análises histológicas (em amostras de tecidos hepático, renal e encefálico) e bioquímicas (parâmetros renais e hepáticos e dosagem de Hg e PRL no sangue), foram utilizados para verificar o potencial protetor da prolactina em camundongos expostos ao metilmercúrio. Foi observada, de maneira mais expressiva, uma redução nas alterações dos parâmetros bioquímicos renais e hepáticos e dos efeitos mutagênicos na presença da prolactina, em comparação com os efeitos isolados do metal. Quando a prolactina foi usada junto com o metal, também foi observado uma diminuição dos danos histológicos e um aumento da atividade da enzima SOD. Os resultados do estudo indicam que a prolactina possui efeitos protetores contra impactos tóxicos do metilmercúrio.Tese Acesso aberto (Open Access) A base molecular das adaptações visuais nos genes das opsinas de Anableps anableps e Phreatobius cisternarum através da análise de transcriptoma(Universidade Federal do Pará, 2019-03-14) MARILUZ, Bertha Ruth Zelada; SCHNEIDER, Patrícia Neiva Coelho; http://lattes.cnpq.br/9584217233879031Embora os olhos de vertebrados compartilhem a mesma organização geral, muitas espécies desenvolveram especializações que melhoram sua percepção visual do ambiente. Essas especializações são frequentemente refletidas em uma variedade de adaptações visuais que envolvem mudanças na sensibilidade visual, que por sua vez podem ser moduladas pela variação no número de fotorreceptores, pela alteração dos pigmentos visuais ou pela combinação de ambos os mecanismos. No caso das mudanças adaptativas nos pigmentos, estes podem ocorrer devido a diferenças estruturais, no padrão de expressão e no tamanho do repertório dos genes da família das opsinas. No entanto, muito pouco se sabe sobre mudanças adaptativas em pigmentos para ambientes aquáticos com luminosidade diferente. Esta investigação tem por finalidade avaliar a base molecular das adaptações visuais nos genes das opsinas de Anableps anableps e Phreatobius cisternarum, espécies de ambientes de luminosidade diferentes, a primeira de um ambiente de superfície e a segunda de um habitat subterrâneo, através da análise de transcriptoma. Esta investigação compreende dois capítulos. O primeiro capítulo aborda o estudo da espécie Anableps anableps. Combinamos as análises de RNA-Seq e hibridização in situ do tecido do olho desta espécie para entender as adaptações visuais ao ambiente aéreo-aquático. O RNA-Seq do olho exibiu um repertório de 20 genes de opsinas não visuais, o que reflete a heterogeneidade ambiental na qual a espécie vive. Assim mesmo, as análises comparativas nas sequências codificantes da proteína das opsinas permitiram a identificação de seis opsinas apresentando os típicos motivos de aminoácidos do tipo C e nove do Grupo 4, conservadas entre si. Estudos por hibridização in situ na retina mostraram expressão assimétrica destas opsinas não visuais nos diferentes estágios, assim como durante o desenvolvimento ocular da espécie. O segundo capítulo apresenta o estudo da espécie Phreatobius cisternarum. Combinamos análises histológicas, moleculares e de RNA-Seq para entender as adaptações visuais e sensoriais ao ambiente de lençol freático de P. cisternarum. O RNA-Seq da cabeça de P. cisternarum revelou repertório de onze genes de opsinas, 3 opsinas visuais e 8 opsinas não visuais. Duas opsinas visuais, rh1e lws, apresentaram substituições de aminoácidos que potencialmente contribuíram para o deslocamento vermelho e azul, respectivamente. Nossa análise histológica mostrou a presença de retina rudimentar e a análise de RNA-Seq identificou a expressão de 38 genes de cristalino e 51 genes relacionados ao epitélio pigmentado da retina (RPE), indicando que os olhos reduzidos de P. cisternarum retiveram algumas estruturas do cristalino. A expressão extraretiniana de opn4m3 está possivelmente associada à regulação do relógio periférico. Além disso, a presença de potenciais pseudogenes de opsinas seria regulada por uma pequena retina exposta a um ambiente de baixa luminosidade. Os capítulos introduzem e fornecem uma visão geral da investigação de substituições de aminoácidos de opsinas, alterações nos padrões de expressão e no tamanho do repertório de opsinas (duplicação e pseudogeneização), e como eles poderiam contribuir na mudança da sensibilidade espectral e finalmente na adaptação visual das espécies A. anableps e P. cisternarum a seu ambiente peculiar. O presente estudo fornece a primeira evidência para o entendimento da base molecular adaptativa nos genes das opsinas a ambientes subterrâneos e aéreo-aquático, nas espécies P. cisternarum e A. anableps.Tese Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de sucção disfuncional em lactentes com anquiloglossia(Universidade Federal do Pará, 2023-11) CUNHA, Bruna Mendes Lourenço; SILVA FILHO, Manoel da; http://lattes.cnpq.br/2032152778116209Introdução: O aleitamento materno é amplamente recomendado como alimentação exclusiva até os 6 meses de idade e prolongada até os dois anos ou mais. Seus benefícios são inúmeros e comprovados, entre eles estão a melhora do sistema imunológico, a alimentação rica em nutrientes e o desenvolvimento craniofacial a partir do movimento de sucção. No entanto, não são todos os bebês que conseguem mamar no seio materno em decorrência de algumas dificuldades, com a anquiloglossia. Conhecida como língua presa, ela pode restringir os movimentos da língua, dificultando a amamentação e, em alguns casos, sendo responsável pelo desmame precoce. Objetivo: Comparar a sucção infantil em lactentes com e sem anquiloglossia usando um sensor de pressão controlado por microprocessador acoplado a uma chupeta. Métodos: Cinquenta e cinco lactentes de 0 a 2 meses de idade foram submetidos ao exame clínico de anquiloglossia, em seguida foi oferecido uma chupeta de silicone conectada ao dispositivo de aquisição de pressão e a atividade de sucção foi registrada. Assim, obtivemos dados sobre a frequência de sucções dentro de uma eclosão, a duração média da sucção, a duração da eclosão, o número de sucções por eclosão, a amplitude máxima das sucções por eclosão e o intervalo entre eclosões. O teste t não pareado foi utilizado para comparações entre os grupos. Resultados: A principal diferença dos recém- nascidos com anquiloglossia em relação aos do grupo controle é que eles realizam eclosões mais longas durante a atividade de sucção. Conclusão: A duração mais longa das eclosões é provavelmente uma estratégia compensatória e pode estar por trás da dor relatada pelas mães durante a amamentação. Portanto, propomos um método para quantificar objetivamente alguns parâmetros da sucção infantil e demonstramos seu uso para auxiliar na avaliação da anquiloglossia.Tese Acesso aberto (Open Access) Estudo sobre o crescimento do tambaqui (Colossoma macropomom) submetido à dieta suplementada com camu camu (Myrciaria dubia) em água corrente e aquecida(Universidade Federal do Pará, 2018-09) CANTO, Miguel Angelo de Oliveira; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/9601463988942971; DINIZ, Domingos Luiz Wanderley Picanço; http://lattes.cnpq.br/9601463988942971Este estudo investigou o crescimento do tambaqui (Colossoma macropomum) (Cm), um teleósteo caracídeo endêmico da região amazônica, em laboratório. Peixes juvenis foram submetidos à simulação das condições naturais de alimentação, clima e água corrente, correspondentes aos períodos de cheia e seca do ciclo hidrológico Amazônico. Na cheia sua alimentação é predominante de frutos e sementes, o ambiente é ameno (28±2°C) e a correnteza é maior (0,2 a 0,3 m/s). Na seca, a alimentação é à base de proteína animal, não há correnteza e a média da temperatura se eleva (34±2°C). Por conseguinte, o alvo deste estudo foi investigar os efeitos da Myrciaria dubia (Md) no crescimento do Cm nas simulações de seca ou cheia, no que tange a temperatura amena (28º C) ou aquecida (34ºC), água parada ou corrente (0,2 ou 0,3m/s), e dieta com maior (45%) ou menor (32%) teor de proteína bruta (PB). Para tal, juvenis de Cm foram aclimatados (70 ou 126 dias) em tanques de (310 ou 1000 litros) de acordo com o protocolo experimental. Protocolo I: dieta com oferta diária fracionada (3x/dia) e suplementada com Md; proteína bruta a (45 ou 32%); água corrente (0,2 m/s) ou parada a 28 ou 34ºC; análise do conteúdo muscular de IGF-1 e lipídeos totais. protocolo II: oferta única ou fracionada (3x/dia); água parado ou corrente (0,3 m/s), intercalada, (12 horas) ou contínua; quantificação da massa de gordura cavitária. Os resultados estão apresentados em média mais ou menos erro padrão da média e comparada por ANOVA mais pós-teste Bonferrone. Teste de correlação para peso, comprimento ou gordura cavitária versus água corrente; nas condições de oferta única ou fracionada foi realizada para verificar inter-relações entre os fenômenos estudados. Uma potencialização da expansão da massa corporal mais não do comprimento ocorreu pela dieta Suplementada com Md na condição água parada e aquecida. Em contraste similar potencialização ocorreu para água corrente e aquecida na dieta 45% PB. Por sua vez menor performance de crescimento (peso e comprimento) foi observada no grupo submetido a dieta 32% PB. A água corrente igualmente potencializou o acumulo de gordura cavitária e muscular de lipídeos totais, sugerindo que o esforço natatório demanda acumulo de energia potencial possivelmente relacionado à preservação do anabolismo proteico, desde que não foi alterado o conteúdo de proteínas no tecido muscular. Por outro lado a oferta única diária de alimento não foi suficiente para manter a performance de crescimento resultante ao nado sustentado (água corrente). Já na oferta fracionada o grupo submetido a água corrente continua apresentou a melhor performance, sugerindo que o nado sustentado em água corrente pode ser um fator determinante para o crescimento do Cm se lhe for ofertada dieta com alto teor proteico, ao considerarmos o ambiente aquecido como o mais favorável. Finalmente, o conteúdo aumentado de IGF-1 no musculo confirma participação deste fator de crescimento como via final de regulação humoral da hipertrofia muscular. Hipertrofia esta resultante ao aumento do esforço natatório, e, surpreendentemente, em resposta a dieta suplementada por Md.Tese Acesso aberto (Open Access) Expressão gênica durante o desenvolvimento ocular e regulação de assimetria de opsinas na espécie Anableps anableps, peixe de quatro olhos(Universidade Federal do Pará, 2022-11) SOUSA, Daniele Salgado de; SCHNEIDER, Patrícia Neiva Coelho; http://lattes.cnpq.br/9584217233879031O desenvolvimento ocular é um processo complexo orquestrado por vários eventos que incluem: especificação, morfogênese e diferenciação celular. Todos esses processos de desenvolvimento e funcionamento do olho são extremamente conservados entre as espécies de vertebrados viventes, entretanto, por vezes são observadas adaptações interessantes, como em peixes do gênero Anableps. Ao contrário da maioria dos peixes, que usam os olhos para a exploração de um mundo submerso, em Anableps anableps (Anablepidae: Cyprinodontiformes), o olho é adaptado para a percepção simultânea de um mundo acima e abaixo d’água. Essas adaptações excepcionais incluem: córneas e pupilas duplicadas, bem como retina especializada contendo regiões associadas à visão aérea e aquática simultânea, e que expressam genes de modo assimétrico. Recentemente, por análise transcriptômica dos olhos em desenvolvimento de A. anableps, 20 genes de opsinas não visuais foram identificados sendo assimetricamente expressos entre estágios pré e pós duplicação de córneas e pupilas. Desse modo, aqui, analisamos por hibridização in situ a expressão de uma opsina biestável (Parapinopsin) e uma neuropsina (Opn5) em larvas de A. anableps. Nossos dados mostraram que o padrão de expressão gênico destas opsinas é simétrico entre a retina dorsal e ventral, respectivamente, havendo expressão nas camadas CNE, CNI e CCG. Investigamos também a expressão de três genes de melanopsinas não visuais (opn4x1, opn4x2, opn4m3), uma opsina de tecido múltiplo teleósteo (tmt1b), e duas opsinas visuais (lws e rh2-1) nas retinas dorsal e ventral de A. anableps, logo após alterarmos as condições fóticas em que os peixes juvenis se encontravam. Mostramos que na transição de um ambiente de alta turbidez para um de água límpida, as opsinas alteram seus padrões de expressão gênica. Adicionalmente, por imunofluorescência, desvendamos a expressão de Lamin A/C, proteínas que fazem parte do desenvolvimento ocular em A. anableps e que são expressas de forma similar a de outros organismos em desenvolvimento, assim como em indivíduos adultos. Portanto, acreditamos que as informações aqui descritas elucidam muitos aspectos dos mecanismos moleculares por trás do desenvolvimento e da plasticidade adaptativa dos olhos de A. anableps.Tese Acesso aberto (Open Access) O extrato aquoso de Coriandrum sativum L. promove neuroproteção contra alterações motoras e danos oxidativos na progênie de ratas expostas ao metilmercúrio(Universidade Federal do Pará, 2020-01) RODRIGUES, Keuri Eleutério; PRADO, Alejandro Ferraz do; http://lattes.cnpq.br/7016475842644161; NASCIMENTO, José Luiz Martins do; http://lattes.cnpq.br/7216249286784978; https://orcid.org/0000-0003-3647-9124Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do extrato aquoso de Coriandrum sativum (EACS) na progênie de ratas expostas ao metilmercúrio (MeHg). A presença de compostos bioativos e a capacidade antioxidante da EACS foram avaliadas. Foram avaliados os níveis totais de mercúrio no pelo da progênie, parâmetros comportamentais motores e estresse oxidativo no cerebelo. A análise dos compostos bioativos revelou quantidades significativas de polifenóis, flavonóides e antocianinas, além de uma variedade de minerais. Um teste DPPH mostrou que a EACS tinha importante atividade antioxidante. O grupo MeHg + EACS apresentou atividade locomotora espontânea significativamente melhor, força de preensão palmar, equilíbrio e coordenação motora nos testes comportamentais comparados ao grupo MeHg, bem como nos parâmetros do estresse oxidativo, com resultados semelhantes aos do grupo controle. O grupo MeHg + EACS também reduziu significativamente os níveis de mercúrio em comparação ao grupo MeHg. Com base nos testes comportamentais, que detectaram grandes melhorias locomotoras, de equilíbrio e de coordenação, além de uma redução no estresse oxidativo, concluímos que a EACS apresentou resultados funcionais positivos na progênie de ratos expostos ao MeHg.Tese Acesso aberto (Open Access) A infecção por Plasmodium berghei (ANKA) induz um quadro de encefalopatia hepática em modelo murino de malária não complicada(Universidade Federal do Pará, 2024-02) KAUFFMANN, Nayara; SILVA, Anderson Manoel Herculano Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/8407177208423247; https://orcid.org/0000-0003-4022-8096; OLIVEIRA, Karen Renata Herculano Matos; http://lattes.cnpq.br/3032008039259369Introdução. A disfunção hepatocelular associada ao quadro de malária tem como principais alterações a insuficiência hepática, hepatoesplenomegalia e aumento das enzimas hepáticas. Diversos estudam já elucidaram que tais alterações hepáticas podem ser ocasionadas pelo aumento dos níveis amônia, que consequentemente pode levar à disfunção no sistema nervoso central (SNC), ocasionando um quadro de encefalopatia hepática, culminando em aumento da resposta inflamatória, edema cerebral, desregulação de neurotransmissores e alterações cognitivas e locomotoras. No entanto, pouco se sabe sobre o quadro da encefalopatia na malária não complicada, o que justifica os estudos voltados para elucidar tais mecanismos envolvidos nesse processo. Objetivo. Caracterizar as possíveis alterações no sistema nervoso central a partir de uma lesão hepática induzida pela infecção por Plasmodium berghei ANKA em modelo murino de malária não complicada. Metodologia. Para isso foram utilizados camundongos da linhagem Balb-c (20-25g) entre 45-54 dias pós-natal (CEUA nº 2229290317), inoculados com ~106 de eritrócitos parasitados via intraperitoneal. O delineamento experimental foi divido em duas partes: Primeiramente foram caracterizadas a curva de sobrevivência, parasitemia, massa corpórea, sinais clínicos, alterações hepáticas e histológicas, neuroquímica, presença de edema cerebral, extravasamento vascular, resposta inflamatória, alterações comportamentais e quantificação dos níveis de amônia nos grupos controle e PbA. Posteriormente, foi realizado um tratamento com lactulose para verificar se as alterações encontradas nos experimentos anteriores eram em decorrência do aumento dos níveis de amônia no cérebro dos animais. Para isso os grupos foram divididos em: grupo controle, lactulose 3mg/kg, PbA e PbA+lactulose 3mg/kg, no qual foi avaliado a curva de sobrevivência, parasitemia e atividade locomotora pelo protocolo SHIRPA. Os resultados foram expressos como média+desvio padrão. Foi realizado o ANOVA (uma via), pós teste Tukey, considerando como significativo p<0,05. Resultados. Os dados demonstraram que o grupo PbA apresentou alterações nas funções hepáticas como aumento dos níveis de AST e ALP, BT e BD, alterações morfológicas como a hepatoesplenomegalia, além das alterações histológicas evidenciar infiltrado inflamatório, deposição do pigmento malárico e hiperplasia das células de Kupffer, demonstrando dessa forma um quadro de falência hepática. Após caracterizar a lesão hepática, buscou-se entender se essas alterações poderiam gerar um comprometimento no SNC, o qual observamos um comprometimento cognitivo e motor, além de alterações nos níveis dos neurotransmissores GABA e glutamato, acompanhado com aumento da resposta inflamatória, edema cerebral e disfunção na barreira hematoencefálica. Uma vez demonstrado a falência hepática e, consequentemente, a presença de alterações cognitiva e comportamentais, buscou-se avaliar os níveis de amônia no cérebro dos animais controle e PbA na fase inicial da infecção. Nesse sentido, a quantificação dos níveis de amônia, evidenciou um aumento no 10º d.p.i., no tecido cerebral quando comparado com o grupo controle, em que os níveis estavam dentro do esperado em relação a atividade locomotora, ao realizar o protocolo SHIRPA no grupo infectado e tratado com lactulose, foi possivel observar que o grupo PbA apresentou alterações no comportamento motor, quando comparado com o grupo controle. Em contrapartida, o grupo PbA+Lactulose 3mg/kg apresentou uma atenuação das alterações cognitivas e comportamentais, evidenciando que a terapia com lacutolose consegue atenuar o quadro cognitivo quanto ao comportamento motor, força e tônus muscular, reflexo e função sensorial. Conclusão. A falência hepática ocasiona um quadro de encefalopatia hepática em modelo murino de malária não complicada, o qual culmina para alterações no sistema nervoso central pelo aumento dos níveis de amônia no cérebro e ao realizar o sequestro da amônia com o auxilio do tratamento com lactulose na dose de 3mg/kg, esta consegue atenuar os danos neurológicos dos animais com malária não complicada, demonstrando que as alterações comportamentais são provenientes de um quadro de encefalopatia hepática, ocasionada pelo aumento dos níveis de amônia no córtex dos animais infectados.Tese Acesso aberto (Open Access) O papel da biologia molecular no diagnóstico, epidemiologia molecular e perfil de sensibilidade de cepas de M. leprae em região endêmica da Amazônia Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-10) BOUTH, Raquel Carvalho; SILVA, Moises Batista da; http://lattes.cnpq.br/5525661855611118; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/2310734509396125A hanseníase é uma doença crônica, incapacitante e de difícil diagnóstico, principalmente nas formas clínicas não clássicas. O objetivo deste estudo foi identificar o marcador laboratorial que apresente maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico, conhecer geneticamente as cepas de M. leprae circulantes no Estado do Pará e avaliar a realidade da droga-resistência na região. Para isso, uma equipe multiprofissional avaliou 833 indivíduos em diferentes estratégias na URE Dr. Marcello Candia, e em 14 municípios do Pará. Todos os indivíduos foram avaliados clinicamente, e coletadas amostras biológicas para análise comparativa dos resultados de baciloscopia de raspado intradérmico, detecção molecular do bacilo pela pesquisa da região RLEP por qPCR em lóbulos auriculares, titulação de anticorpos IgM Anti-PGL-I, e biópsia de pele em quem tinha lesão para exame histopatológico, detecção de RLEP, e sequenciamento do genoma completo do M. leprae. Foram clinicamente diagnosticados 351 casos, divididos nos grupos com manifestação clínica clássica e não clássica, e casos assintomáticos e 482 contatos saudáveis. A análise comparativa dos resultados demonstrou que a detecção molecular de RLEP em lóbulo auricular apresentou maior sensibilidade e especificidade e concordância com o diagnóstico clínico (72,5, 70,4 e Kappa= 0,42 respectivamente), seguida da detecção em biópsia de pele (sensibilidade= 65,8%), sorologia Anti-PGL-I com 61,2% (52,2 de especificidade), baciloscopia (41,7%) e histopatologia (25,0%). Na associação do RLEP com a sorologia, houve o aumento da correlação com a clínica (Kappa= 0,55). Na avaliação do perfil de cepas circulantes, o perfil mais frequente foi o perfil 4N (52/66- 78,8%), seguido do subtipo 4P (4/66- 6,1%), 3I (9/66- 13,6%), e 1D (1/66- 1,5%). Na análise das regiões de droga-resistência, obtivemos 3/101 (3%) de mutação conferindo droga-resistência a dapsona, gene folP1. 1/40 (2,5%) conferindo resistência às quinolonas, em gyrB. A cepa resistente em gyrB, apresentava também mutação em folP1, e nos genes fadD9, ribD, pks4 e nth, considerada hipermutante. Nossos achados direcionam o exame de detecção molecular de RLEP por qPCR associado à sorologia Anti-PGL-I como boas ferramentas para diagnóstico laboratorial da hanseníase, e que as cepas do tipo 4, originárias da África, são o tipo mais frequentes na Amazônia e que existem cepas circulantes com resistência às medicações do esquema de poliquimioterapia atual e às drogas alternativas.Tese Acesso aberto (Open Access) Significado da expressão de p16INK4A e da perda de heterozigosidade do gene PTEN no carcinoma epidermóide bucal relacionado ao papilomavírus humano(Universidade Federal do Pará, 2023-06) KATO, Valdenira de Jesus Oliveira; ALCÂNTARA, Diego Di Felipe Ávila; http://lattes.cnpq.br/1794240697748468; https://orcid.org/0000-0001-5045-2265; BURBANO, Rommel Mario Rodríguez; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099; https://orcid.org/0000-0002-4872-234XOs genes p16 e PTEN fazem parte da família dos genes supressores de tumor comumente associados à inativação de uma variedade de cânceres humanos. A perda de sua expressão tem sido estudada mundialmente no Carcinoma Epidermóide Bucal (CEB). Neste estudo, avaliou-se a hipótese de que p16 coopera com PTEN inativo durante a patogênese do CEB, especialmente na agressividade e proliferação do tumor. Para tanto, utilizou-se 119 amostras de CEB nas quais foram avaliadas a relação entre a infecção por HPV, a expressão de p16 e mutações em PTEN através das técnicas de imunohistoquímica (IHC), western blot e imunofluorescência e sequenciamento. Os resultados deste estudo demonstraram que PTEN possui alta positividade em pacientes com tumor de tamanho mais avançado (p <0,01) e metástase linfonodal (p = 0,02). A análise estatística evidenciou que a expressão de p16 foi fortemente associada à presença de HPV (p <0,0001), mas que sua expressão aberrante não está relacionada com PTEN alterado (p=0.52). Observou-se também que 60% das amostras em estágio IV (estágio avançado do tumor) estavam estatisticamente associadas a presença de mutação. Conclui-se que PTEN e p16 são genes supressores que controlam a progressão tumoral. No estudo atual, PTEN demonstrou maior reatividade em estágios avançados da doença (superior a sete vezes). O p16 foi fortemente associado ao HPV, mas não demonstrou associação significativa com nenhum fator clínico-patológico analisado. Ambas as proteínas apresentam grande importância no prognóstico dos pacientes. Foi demonstrado que a presença viral diminui a agressividade do tumor. Lesões em estágios avançados apresentam menor sobrevida, além disso, a presença de mutação foi mais comumente observada em estágios avançados da doença. Observou-se que pacientes fumantes com ausência de p16 estão significativamente associados a uma taxa de sobrevida duas vezes menor.
