Programa de Pós-Graduação em História - PPHIST/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4187
O Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi criado em 2004, em nível de Mestrado. Em 2010, teve o seu Doutorado aprovado, cuja primeira turma iniciou em meados de 2011. O objetivo do PPHIST/UFPA é o de refletir historiograficamente sobre a diversidade social, étnica e cultural da Amazônia na sua relação com a biodiversidade local. Nesse sentido, trata-se de formar e capacitar pesquisadores e professores dentro desse campo de múltiplas realidades. Por outro lado, objetiva-se também o fomento e a criação de estudos históricos que relacionem a realidade e a historicidade da Amazônia com análises de outras dinâmicas históricas brasileiras e da Pan-Amazônia. Como primeiro Doutorado em História da região amazônica, o PPHIST/UFPA quer se consolidar como uma Pós-Graduação de referência para os demais estados da região e, inclusive, para os países que compõem a Pan-Amazônia.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em História - PPHIST/IFCH por Área de Concentração "HISTÓRIA SOCIAL DA AMAZÔNIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Abrem-se as cortinas: arte, política e o teatro experimental na trajetória do grupo Cena Aberta em Belém (1976-1990)(Universidade Federal do Pará, 2023-09-12) COSTA, Maria Rosa Cunha da; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267Esta pesquisa se propõe a compreender o teatro experimental contemporâneo em Belém, a partir da experiência de formação do grupo Cena Aberta, durante a década de 1970 até o final dos anos 80, do século XX. Marcado pela forte expressão corporal em cena, o grupo Cena Aberta encontra-se dentro de um recorte temporal de discussões, movimentos e pressões pelo fim da ditadura. Sendo assim, buscou-se descortinar o “não dito” deste movimento cênico e perceber as relações entre o teatro e a sociedade, distanciando-se de abordagens dicotomizadas. O teatro, nesta investigação, emerge como uma arte subjetiva de representação e ressignificação da própria sociedade. A narrativa foi construída com as memórias orais, escritas e imagéticas do grupo Cena Aberta, transitando pela construção, amadurecimento e luta política desse grupo que marcou a história do teatro experimental em Belém. Para isto, buscou-se dialogar com conceitos da memória, da cultura e da arte como modos de vida em sua totalidade, além de perceber as redes e práticas coletivas dos “mundos da arte “presentes no grupo, para só assim, compreender como o Cena Aberta se configurou como um espaço de luta política da categoria do teatro experimental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agentes da ordem e da desordem: polícia, política e sociedade no Pará de 1879 a 1904(Universidade Federal do Pará, 2015-01-05) VILHENA, Anderson Alexandre Cruz; FARIAS, William Gaia; http://lattes.cnpq.br/2553754490715388Durante os primeiros anos do regime republicano as forças armadas passavam por um processo de reestruturação institucional e de consolidação do movimento de construção de uma pretensa “classe militar”. Nesse movimento é possível perceber a construção da força pública paraense desde o Império como um projeto tacitamente definido que se coaduna com as propostas de civilidade e modernidade da época. O trabalho busca entender a polícia para além do resultado de um esforço do alto oficialato nacional em impor esta agenda a uma força local subordinada ao exército, mas como resultado de um processo histórico no qual os próprios militares paraenses eram atores e agentes. É justamente no intuito de entender esse processo de construção da força policial republicana que essa pesquisa analisa a organização da segurança no Pará, bem como os agentes que corporificaram esse projeto, e de que forma eles se relacionavam com a sociedade paraense na virada do século XIX para o XX. Entendendo as primeiras décadas de República e os levantes, reformas e problemas disciplinares dos militares paraenses nesse período como movimentos de resistências que demonstram a consciência de sua própria agência; considero que, embora incluso em um processo de fortalecimento militar e de monopolização da força, a polícia paraense precisa ser vista como partícipe ativa na criação de uma força militar organizada, bem estruturada e efetiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agostinho de Souza Moreira, comandante dos rios Guamá e Capim: trajetória de uma liderança cabana do interior da Amazônia (1829-1837)(Universidade Federal do Pará, 2024-03-14) NASCIMENTO, Wesley David Silva do; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299A presente dissertação analisa a trajetória de Agostinho de Souza Moreira, uma liderança do interior do Grão-Pará nos anos iniciais da Cabanagem (1835-1836). Através da pesquisa em torno desse sujeito, este trabalho visa abordar os desdobramentos da guerra cabana nos rios Capim e Guamá, que compreende a freguesia de São Domingos da Boa Vista e São Miguel da Cachoeira, e a vila de Ourém; além de exercer influência na vila de Bragança e no lugar de Viseu. Nessas localidades, Agostinho Moreira atuou enquanto Comandante Geral com a responsabilidade de legitimar a autoridade do governo cabano na região. Anteriormente, esse sujeito teve passagens pela Câmara Municipal, pelo Juízo Ordinário e a Guarda Nacional, que permitiu conhecer muitas pessoas, a fiscalização da produção da região, além da geografia local. Marcada historicamente pelas fugas, pela ação dos mocambos, da resistência indígena e as deserções militares, essa região conhecida como o meio do caminho entre Pará e Maranhão convulsionou em muitas lutas protagonizadas por esses povos que lutavam por melhores condições de vida e de suas liberdades, durante a década de 1820. Assim, a partir de 1836 quando a Cabanagem começa a se radicalizar para os interiores do Pará, Agostinho Moreira garantiu notoriedade por possuir o controle de uma região que detinha os gêneros necessários para uma economia de guerra que ameaçava o controle das autoridades interprovinciais que se muniram fortemente em caçada ao líder cabano. Nesse sentido, apresentaremos a região de atuação de Agostinho Moreira marcada por travessias e refúgios. E em seguida analisaremos sua trajetória em busca por um lugar no poder local até sua ascensão como líder cabano, evidenciando sua organização, suas estratégias de guerra e as suas fugas durante a repressão anticabana. Fizemos isso através da busca pelos rastros documentais que nos levassem a Agostinho Moreira encontrados em ofícios e correspondências trocadas entre autoridades, termos de vereação e notícias de jornais que circulavam no Império, utilizando a metodologia do paradigma indiciário para identificar a ação dos amocambados e indígenas no período de maior radicalidade da guerra cabana.Tese Acesso aberto (Open Access) Aqueles que merecem a opinião pública: justiça de paz, cidadania e mobilização política nas primeiras eleições no Grão-Pará (1827-1841)(Universidade Federal do Pará, 2023-09-25) MOURA, Danielle Figuerêdo; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299Esta tese de dedica ao estudo da relação entre as primeiras eleições para os juízes de paz no Grão-Pará e a Cabanagem. Seu recorte vai de 1827, com a regulamentação do cargo de juiz de paz, até 1833, quando houve a terceira eleição para este cargo desde sua criação e que antecedeu o movimento cabano. O estudo aprofundado das correspondências entre câmaras municipais, autoridades judiciárias e presidentes de província, em especial aquelas concernentes as eleições municipais, tem comprovado que negros, indígenas e mestiços se mobilizaram em torno das eleições locais e assumiram cargos importantes na administração jurídica e civil de vilas, freguesias e lugares no Grão-Pará entre 1828 e 1834. Demonstra-se que a despeito do conjunto de leis inaugurado com a Carta de 1824 não estender muitos de seus benefícios para esta parcela da população, a realidade foi bem diversa, pois as apropriações feitas sobre os novos códigos informaram lutas cotidianas pela ampliação da cidadania. Esta tese defende, portanto, que a Cabanagem nasceu dos embates étnicos e políticos que tiveram como importante palco as eleições para a magistratura leiga. A experiência de mobilização política tanto na eleição quanto na deposição e aclamação de juízes estava em constante diálogo com um reportório de novas leis e um vocabulário constitucional e liberal, sendo, por isso, fundamental para a eclosão e diversidade de dinâmicas do movimento cabano. Por fim, demonstra-se que a discussão suscitada pela Cabanagem na Corte no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de defesa de uma ideia de “ordem” e “civilização”, contribuiu para os argumentos dos “advogados” da revisão da magistratura de paz, o que culminou com a sua reformulação nacional em 1841.Tese Acesso aberto (Open Access) Arranjos, lei e consolidação do império: aplicação da lei das terras e apropriação das fazendas nacionais do Rio Branco (1830-1880)(Universidade Federal do Pará, 2018-09-18) SANTOS, Maria José dos; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta tese investigou o processo de aplicação da Lei nº 601, de 1850, conhecida como Lei de Terras na Província do Amazonas, e seus desdobramentos na fronteira do Rio Branco. Buscou-se compreender a constituição social, política e econômica dos sujeitos que formaram o grupo dos senhores de terra desde a criação das fazendas reais e particulares, analisando, posteriormente, a criação da Comarca do Alto Amazonas, a Cabanagem e o processo de expansão das fazendas particulares após a extinção da Lei das Sesmarias. Historicamente, a região do Rio Branco passou por intensos processos de disputas territoriais e políticas que ameaçaram o domínio Português e, sucessivamente, a consolidação do Império Brasileiro naquela fronteira. As décadas de 1830 a 1870 foram marcadas por tentativas de apropriação de territórios pelo Reino Unido, conhecido como o conflito do Pirara no Rio Branco, e pela pressão dos Estados Unidos, que exigiam do Brasil a abertura para navegação e comércio no Rio Amazonas. Todos esses fatores fizeram que o Império Brasileiro despendesse dimensões diferentes das demais regiões, mais flexíveis com militares e demais sujeitos, mantendo-os como aliados para defender, colonizar e consolidar o império na fronteira do Rio Branco. Neste contexto, as terras das fazendas nacionais, que pertenciam ao Estado, foram paulatinamente incorporadas ao patrimônio particular dos militares e degredados, assim como as terras consideradas devolutas, que também eram bem públicos. A Lei de Terras não foi cumprida, uma vez que, segundo a lei, a única forma de acesso à terra era a compra; porém, foi utilizada politicamente pelo Império, para garantir o apoio da classe senhorial local. Esse processo se estendeu até a década de 1870, quando essa relação passou a ter outra dimensão, muito mais rigorosa, menos presa à elite local, e dispôs de mais cobranças, especialmente por parte da Tesouraria da Fazenda diante da apropriação de bens pertencentes ao Tesouro, como as terras das fazendas nacionais do Rio Branco, indícios claros de que o Império Brasileiro nas fronteiras da Amazônia se reconheceu, finalmente, consolidado.Tese Acesso aberto (Open Access) Arte, Belém, do abstracionismo à visualidade Amazônica (1957-1985): transições movediças e tensões globais(Universidade Federal do Pará, 2019-04-30) COSTA, Gil Vieira; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Esta pesquisa trata das artes visuais no campo artístico especializado em Belém, especialmente no período compreendido entre 1957 e 1985. Esse período marca, na cidade, o contato e a absorção de valores e práticas das correntes artísticas internacionalistas, como o abstracionismo modernista, as vanguardas pós-modernas e a chamada arte contemporânea. O modo como o campo local estabeleceu relações de abertura e fechamento a essas correntes é estudado a partir das teorias da colonialidade. Habitualmente, as décadas de 1960 e 1970 são vistas como o momento em que a arte contemporânea se estabeleceu mundialmente, por isso essa tese pode ser entendida como uma narrativa de ‘história da arte contemporânea’. Em Belém, a consolidação desse paradigma artístico foi vivenciada a partir de transições movediças – lentas, descontínuas e vacilantes – em que houve uma evidente disputa entre valores globais e práticas locais. As tensões entre ‘global’ e ‘local’, na arte produzida na cidade nesse período, condicionaram o surgimento de projetos artísticos importantes e ainda pouco conhecidos e debatidos. Para muitos desses projetos, as ideias e imagens de Amazônia eram componentes fundamentais – tema que pode acrescentar novas informações e abordagens ao debate sobre ‘arte brasileira’ naquelas décadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Assinado, Pierre Beltrand. Por Ubiratan de Aguiar (1957-2023)(Universidade Federal do Pará, 2024-01-10) PINHEIRO, Marcelo Coelho do Amaral; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372É a história do colunista social mais longevo do Brasil de sua época. Escrita pelo decano da imprensa paraense nas páginas dos jornais O Estado do Pará, A Província do Pará, O Liberal e Amazônia; na Rádio Clube do Pará e na Rádio Difusora; e nas tevês Marajoara, Guajará e Liberal. E agora contada a partir da trajetória do jornalista Ubiratan de Aguiar - o filho de papel passado da mãe de santo do governador do Pará tio da esposa do patrão dono do grupo de telecomunicações desde a agência de publicidade de poste e lista telefônica da Belém onde meninas são “New Faces”, garotas “Glamour Girl”, moças e rapazes entre “10 Mais Elegantes”, jovens d’ “Os Mais Cobiçados” e senhoras pontificam como “Hostess do Ano” - em pseudônimo... heterônimo... nome artístico... personagem... figura... duplo... por sessenta e cinco anos Assinado, Pierre Beltrand.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O avesso das expectativas: exploração dos recursos naturais e exclusão em Moatize, Província de Tete, Moçambique (2000 a 2015)(Universidade Federal do Pará, 2024-05-31) MATEUS, Estone Bento Mifolo; BEZARRE NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821O avanço do Capitalismo Moderno impõe novas formas de estar diante dum mercado global e concorrencial, resultante do crescimento da indústria, que demanda matéria prima de forma incessante para poder alimentar essa indústria numa linha contínua de progresso. Na senda desta corrida desenfreada pela aquisição de matéria prima, o continente africano passa a ser mais uma vez, o palco sobre o qual decorrem os jogos de interesses capitalistas, geralmente acompanhados por um silêncio ruidoso e a apatia que tem caracterizado os Governos africanos, se calhar, por essa razão, a fragilidade dos Governos africanos, do ponto de vista de fiscalização e defesa de interesses coletivos, a África tem sido o local preferencial. Neste contexto, Moçambique não fugiu à regra e, pelas jazidas de carvão existentes na bacia carbonífera de Moatize, verifica-se um crescente fluxo de grandes empresas interessadas na exploração do carvão mineral. Diante deste encontro entre duas realidades completamente diferentes, por um lado as multinacionais com larga experiência na exploração de recursos e, por outro lado um Estado, cujas instituições são fracas e sem a capacidade técnica necessária para fiscalizar empreendimentos de tamanha envergadura, aliado a uma população sem experiência nestas situações, resultando num choque de realidades, bem distintas. As empresas, aproveitando as fragilidades apresentadas, eximem-se da responsabilidade social corporativa, por outro lado, os novos ricos instrumentalizam o Estado para benefícios pessoal ou de grupo, instalando se um conflito permanente entre as populações locais reivindicando os seus direitos legítimos e, as empresas extrativistas ávidas por lucros, aplicando para o efeito princípios “maquiavélicos”, em que, os fins justificam os meios. Deste processo, resulta a exclusão nas suas variadas tipologias, desde exclusão ambiental, exclusão social e económica. O acentuado nível de exclusão social, remete ao pensamento de que o projeto poderá não ser socialmente justo e, nem ambientalmente sustentável, em razão da economia política moçambicana ser essencialmente extrativista e geradora de exclusão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Beatriz era mais fêmea que mulher”: feminilidade e masculinidade pela imprensa de Belém (1940)(Universidade Federal do Pará, 2022-09-27) MOREIRA, Jessica Maria Pastana; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730Neste trabalho procuramos analisar os discursos sobre feminilidade e masculinidade, a partir das matérias dos jornais de Belém e outras capitais, que noticiavam e atualizavam diariamente seus leitores com informações sobre os crimes, prisão e morte da mulher chamada Beatriz da Conceição, no decorrer da década de 1940. A sociedade da época definiu espaços e comportamentos para mulheres e homens, a partir dos quais podiam estar na linha da ordem ou da desordem de acordo com valores e condutas. Assim, usando de mecanismos de controle, como diretrizes médicas e jurídicas, no intuito de manter a vigilância sobre os sujeitos e seus corpos, os discursos sobre os padrões de feminino e masculino era cotidianamente difundidos por meio dos jornais. De tamanha importância era que seguissem as normativas impostas, que os jornais de grande ou pequena tiragem: Folha Vespertina, Folha do Norte, O Estado do Pará, A Província do Pará, A Vanguarda e O Liberal, ao noticiarem as diligências sobre Beatriz, carregavam em suas narrativas, perspectivas parciais, juízos de valor em torno do que era permitido ou condenável à mulheres e homens. E nessa dinâmica discursiva sobre os padrões nos âmbitos público e privado - mulher de recato, mãe, prostituta, homem trabalhador, assassino, entre outros - a complexidade dos sujeitos nos possibilitou compreender as múltiplas feminilidades e masculinidades, considerando os marcadores sociais dos indivíduos, percorrendo ainda questões concernentes à sexualidade, crimes, honra, moral e violência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Belém, uma história da chuva (1890 – 1920)(Universidade Federal do Pará, 2023-08-29) GOMES, Kelvyn Werik Nascimento; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299Esta dissertação tem como objetivo explorar a história da chuva na cidade de Belém, no período de 1890 a 1922, com um foco específico na influência que o fenômeno da natureza exerceu sobre determinados grupos e a cidade. Para isso, analisa-se o interesse de diferentes atores sociais pela chuva em Belém ao longo do século XIX, mas principalmente nos anos finais deste século e início do século XX. Destacam-se as observações feitas por viajantes naturalistas que estiveram na região e observaram o fenômeno da chuva, memorialistas e geógrafos, bem como o trabalho do naturalista Emílio Goeldi na coleta de dados meteorológicos explorando como o estudo da chuva se relacionou com a política e a imagem pública de Goeldi, e como esse interesse se tornou uma parte significativa da pesquisa científica na região. Esta dissertação se concentra também nas implicações práticas da chuva na vida cotidiana dos habitantes de Belém. Examinando como a chuva afetou a relação entre a população, a Intendência Municipal e a natureza, com ênfase nas tentativas de lidar com as demandas da população em relação à chuva, especialmente em termos de transformações urbanas que afetaram e afetam ainda hoje a cidade e os citadinos. Explora-se também a influência dos jornais como mediadores entre a população e o poder público em relação às questões da chuva na cidade, revelando como a mídia desempenhou um papel importante na formação da opinião pública e nas ações do governo. Por fim, esta dissertação explora a importância da chuva como um tema complexo e multifacetado na história de Belém durante o período estudado, considerando seu impacto nas esferas científicas, políticas e sociais da cidade.
