Programa de Pós-Graduação em História - PPHIST/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4187
O Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi criado em 2004, em nível de Mestrado. Em 2010, teve o seu Doutorado aprovado, cuja primeira turma iniciou em meados de 2011. O objetivo do PPHIST/UFPA é o de refletir historiograficamente sobre a diversidade social, étnica e cultural da Amazônia na sua relação com a biodiversidade local. Nesse sentido, trata-se de formar e capacitar pesquisadores e professores dentro desse campo de múltiplas realidades. Por outro lado, objetiva-se também o fomento e a criação de estudos históricos que relacionem a realidade e a historicidade da Amazônia com análises de outras dinâmicas históricas brasileiras e da Pan-Amazônia. Como primeiro Doutorado em História da região amazônica, o PPHIST/UFPA quer se consolidar como uma Pós-Graduação de referência para os demais estados da região e, inclusive, para os países que compõem a Pan-Amazônia.
Navegar
Navegando Programa de Pós-Graduação em História - PPHIST/IFCH por Institutos "Instituto de Filosofia e Ciências Humanas"
Agora exibindo 1 - 20 de 257
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Abrem-se as cortinas: arte, política e o teatro experimental na trajetória do grupo Cena Aberta em Belém (1976-1990)(Universidade Federal do Pará, 2023-09-12) COSTA, Maria Rosa Cunha da; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267Esta pesquisa se propõe a compreender o teatro experimental contemporâneo em Belém, a partir da experiência de formação do grupo Cena Aberta, durante a década de 1970 até o final dos anos 80, do século XX. Marcado pela forte expressão corporal em cena, o grupo Cena Aberta encontra-se dentro de um recorte temporal de discussões, movimentos e pressões pelo fim da ditadura. Sendo assim, buscou-se descortinar o “não dito” deste movimento cênico e perceber as relações entre o teatro e a sociedade, distanciando-se de abordagens dicotomizadas. O teatro, nesta investigação, emerge como uma arte subjetiva de representação e ressignificação da própria sociedade. A narrativa foi construída com as memórias orais, escritas e imagéticas do grupo Cena Aberta, transitando pela construção, amadurecimento e luta política desse grupo que marcou a história do teatro experimental em Belém. Para isto, buscou-se dialogar com conceitos da memória, da cultura e da arte como modos de vida em sua totalidade, além de perceber as redes e práticas coletivas dos “mundos da arte “presentes no grupo, para só assim, compreender como o Cena Aberta se configurou como um espaço de luta política da categoria do teatro experimental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Achsenmächte, Potenze dell'Asse, Sujikukoku na Amazônia: imagens, narrativas e representações da Quinta Coluna no Pará (1939-1945)(Universidade Federal do Pará, 2015-02-27) ALMEIDA, Tunai Rehm Costa de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231O presente trabalho pretende analisar as representações e significados criados sobre os chamados “quinta-colunistas”, no Pará. Este termo nasce durante a Guerra Civil espanhola, quando, naquele momento, o exército de quatro colunas lideradas pelo general Francisco Franco aproximava-se de Madri marchando contra o governo legalista de Azaña. A Quinta-Coluna se referiria a um grupo de espiões que passariam informações acerca de estratégias, organização e ações do grupo governista para o inimigo. Tal termo se disseminou pelo mundo sendo apropriado no período da Segunda Guerra Mundial designando aqueles que serviriam como espiões de Alemanha, Itália e Japão que ficaram conhecidos, naquele momento, como “Súditos do Eixo”. Estes foram constantemente alvos de hostilidades seja através das letras impressas dos jornais, como também, dos programas de rádio, dos filmes nos cinemas, da literatura ou ainda, do teatro. As fontes utilizadas para o trabalho foram principalmente os jornais Folha do Norte, Folha Vespertina, O Estado do Pará e A Vanguarda. Também foi utilizada a Legislação Federal e o Folheto de Cordel O Brasil rompeu com eles, de Zé Vicente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ações colonizadoras em descompasso: legislação, propaganda e atuação de colonos estrangeiros e nacionais nos últimos anos do império e início da república no Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-06-09) SANTOS, Francisnaldo Sousa dos; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140O presente estudo busca refletir acerca das legislações gestadas com o objetivo de orientar a criação de núcleos coloniais e, consequentemente, a introdução de colonos nacionais e estrangeiros na Região Bragantina, Nordeste do Pará, entre os anos de 1886 e 1902. Procuramos analisar não apenas as pretensões das autoridades provinciais e estaduais por trás desses ordenamentos, mas também as reações dos colonos no interior dos espaços agrícolas frente a essas legislações. Ao mesmo tempo em que esses agentes públicos objetivavam ter um controle sobre aquelas áreas rurais, seus ocupantes e a própria produção agrícola, os imigrantes buscavam a efetivação e ampliação de direitos previstos não somente nas leis, mas também nas propagandas realizadas pelas autoridades paraenses na Europa com a finalidade de atrair imigrantes. Dentro desse universo de ordenamentos, buscamos ainda perceber as diferenças entre os programas de colonização pensados entre o final do período imperial e os primeiros anos da República, nos governos de Lauro Sodré, José Paes de Carvalho e Augusto Montenegro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adeus Maio! Salve Junho!: narrativas e representações dos festejos juninos em Belém do Pará nos anos de 1950(Universidade Federal do Pará, 2016-01-08) GOMES, Elielton Benedito Castro; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361O presente trabalho busca analisar as narrativas e representações dos festejos juninos de Belém do Pará nos anos de 1950. Esses festejos ganharam destaques nas páginas de livros, jornais e revistas que circulavam em Belém no período em questão, onde era possível encontrar anúncios, crônicas e romances que versavam sobre esse momento festivo. As festas juninas, de grande importância para parcela significativa da sociedade belenense, contavam com a participação de diversos conjuntos musicais, grupos juninos e de aparelhos sonoros animando esses eventos realizados em diversos espaços do subúrbio e do centro da cidade. Além disso, vários eram os pontos de vistas de jornalistas e intelectuais sobre essa celebração festiva, sendo esses analisados a partir dos papeis de difusão de valores e de padrões de comportamentos propostos por eles em seus escritos. Nesse sentido, o conceito de representação, proposto pelo historiador francês Roger Chartier, permeará a dissertação em questão, no qual esse autor assinala que os discursos estão entremeados de estratégias e práticas que tendem a impor autoridade e até mesmo induzirem o outro a escolhas e que são construídos dialogicamente num jogo que inclui interesses, embates e negociações. A pesquisa apresentada contou com auxílio de fontes retiradas dos jornais O Liberal, Folha do Norte, A Província do Pará, O Estado do Pará, A Vanguarda e da Revista Amazônia, publicados na década de 1950, assim como romances memorialísticos que falam sobre a temática aqui trabalhada, na segunda metade do século XX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agentes da ordem e da desordem: polícia, política e sociedade no Pará de 1879 a 1904(Universidade Federal do Pará, 2015-01-05) VILHENA, Anderson Alexandre Cruz; FARIAS, William Gaia; http://lattes.cnpq.br/2553754490715388Durante os primeiros anos do regime republicano as forças armadas passavam por um processo de reestruturação institucional e de consolidação do movimento de construção de uma pretensa “classe militar”. Nesse movimento é possível perceber a construção da força pública paraense desde o Império como um projeto tacitamente definido que se coaduna com as propostas de civilidade e modernidade da época. O trabalho busca entender a polícia para além do resultado de um esforço do alto oficialato nacional em impor esta agenda a uma força local subordinada ao exército, mas como resultado de um processo histórico no qual os próprios militares paraenses eram atores e agentes. É justamente no intuito de entender esse processo de construção da força policial republicana que essa pesquisa analisa a organização da segurança no Pará, bem como os agentes que corporificaram esse projeto, e de que forma eles se relacionavam com a sociedade paraense na virada do século XIX para o XX. Entendendo as primeiras décadas de República e os levantes, reformas e problemas disciplinares dos militares paraenses nesse período como movimentos de resistências que demonstram a consciência de sua própria agência; considero que, embora incluso em um processo de fortalecimento militar e de monopolização da força, a polícia paraense precisa ser vista como partícipe ativa na criação de uma força militar organizada, bem estruturada e efetiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agostinho de Souza Moreira, comandante dos rios Guamá e Capim: trajetória de uma liderança cabana do interior da Amazônia (1829-1837)(Universidade Federal do Pará, 2024-03-14) NASCIMENTO, Wesley David Silva do; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299A presente dissertação analisa a trajetória de Agostinho de Souza Moreira, uma liderança do interior do Grão-Pará nos anos iniciais da Cabanagem (1835-1836). Através da pesquisa em torno desse sujeito, este trabalho visa abordar os desdobramentos da guerra cabana nos rios Capim e Guamá, que compreende a freguesia de São Domingos da Boa Vista e São Miguel da Cachoeira, e a vila de Ourém; além de exercer influência na vila de Bragança e no lugar de Viseu. Nessas localidades, Agostinho Moreira atuou enquanto Comandante Geral com a responsabilidade de legitimar a autoridade do governo cabano na região. Anteriormente, esse sujeito teve passagens pela Câmara Municipal, pelo Juízo Ordinário e a Guarda Nacional, que permitiu conhecer muitas pessoas, a fiscalização da produção da região, além da geografia local. Marcada historicamente pelas fugas, pela ação dos mocambos, da resistência indígena e as deserções militares, essa região conhecida como o meio do caminho entre Pará e Maranhão convulsionou em muitas lutas protagonizadas por esses povos que lutavam por melhores condições de vida e de suas liberdades, durante a década de 1820. Assim, a partir de 1836 quando a Cabanagem começa a se radicalizar para os interiores do Pará, Agostinho Moreira garantiu notoriedade por possuir o controle de uma região que detinha os gêneros necessários para uma economia de guerra que ameaçava o controle das autoridades interprovinciais que se muniram fortemente em caçada ao líder cabano. Nesse sentido, apresentaremos a região de atuação de Agostinho Moreira marcada por travessias e refúgios. E em seguida analisaremos sua trajetória em busca por um lugar no poder local até sua ascensão como líder cabano, evidenciando sua organização, suas estratégias de guerra e as suas fugas durante a repressão anticabana. Fizemos isso através da busca pelos rastros documentais que nos levassem a Agostinho Moreira encontrados em ofícios e correspondências trocadas entre autoridades, termos de vereação e notícias de jornais que circulavam no Império, utilizando a metodologia do paradigma indiciário para identificar a ação dos amocambados e indígenas no período de maior radicalidade da guerra cabana.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Além da pedra e cal: a (re)construção do Forte do Presépio (Belém do Pará, 2000-2004)(Universidade Federal do Pará, 2007-12-07) COSTA, Dayseane Ferraz da; CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; http://lattes.cnpq.br/7906172621582952Este trabalho tem por objeto de estudo a restauração do Forte do Presépio em Belém do Pará, implementada a partir de 2000, por meio do projeto Feliz Lusitânia, do Governo do Estado do Pará, e sua transformação em Museu do Forte do Presépio. Analisa-se aqui o processo de apropriação desse patrimônio histórico, assim como os conflitos, disputas e negociações em torno dele, enquanto espólio de memória. Nesse contexto constrói-se também a arguição sobre qual o papel da história e do historiador diante desse processo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As almas da terra: a violência no campo paraense(Universidade Federal do Pará, 2007-08-20) SACRAMENTO, Elias Diniz; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Durante o governo da Ditadura Militar, a Amazônia se tornou parte do projeto de prioridades para ajudar o Brasil a alcançar um desenvolvimento maior. O Pará teve nesse processo grande destaque por ser o ‘portal de entrada da região’. Assim, boa parte dos empreendimentos que foram implantados neste estado, não levava em consideração a população que habitava esta longínqua parte do Brasil, há muito esquecida pelos governos federais. Os projetos pensados eram totalmente opostos ao tipo de atividades econômicas que durante séculos se trabalhava na região pelas comunidades existentes, como dos indígenas ou dos colonos. Os projetos agroindustriais tinham como meta a apropriação de grandes quantidades de terra para alcançarem seus objetivos. Com a concessão dos representantes militares, a Amazônia sofreu profundas mudanças depois da instalação desses agros negócios, fazendo com que muitas cidades que já existiam vivessem uma fase de grandes conflitos para não permitirem que os projetos se instalassem simplesmente de acordo com a vontade desses empresários e que prejudicassem inúmeras famílias. O município de Moju vivenciou esse cenário. O processo de instalação das agroindústrias se iniciou ainda na década de 1970, mas foi na década de 1980 que os colonos viram-se ameaçados de perder suas terras para esses empreendimentos. Dessa forma, neste trabalho, analiso como se deu à entrada desses projetos, assim como a organização desses colonos e os enfrentamentos que tiveram durante todo este período e que fez com que com que este cenário se transformasse em “palco de guerra” durante vários momentos. Os documentos utilizados como dossiê, reportagem de jornais, atas de reuniões, reportagem de revistas, entrevistas de lideranças sindicais, lavradores, vitimas da violência, ajudam a entender como se deu este processo turbulento na pequena cidade, que a todo custo deveria chegar ao ‘desenvolvimento econômico’.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Apontamentos para história da família e demografia histórica da Capitania do Grão-Pará (1750-1790)(Universidade Federal do Pará, 2008-09) CARDOSO, Alanna Souto; VIEIRA JÚNIOR, Antonio Otaviano; http://lattes.cnpq.br/6764908679902300Na História do Brasil Colônia, a família apresentou-se como uma instituição fundamental, tendo em vista a relevância de suas funções, socioeconômicas e políticas, no decorrer desse período. Observa-se que os historiadores da família no Brasil estiveram voltados para a região sudeste, em especial a sociedade paulista, e poucos têm direcionado seus estudos para outras regiões, nitidamente aquelas onde se desenvolveram sociedades não diretamente vinculadas ao setor exportador da Colônia e as que não receberam grande contingente de migrantes estrangeiros. É sabido também que os estudos da família quando associado à demografia histórica na Capitania do Pará não conseguiram resultados mais detalhados do que a identificação de estatísticas aproximativas da distribuição de homens e mulheres de diferentes categorias étnico-sociais. É nesse sentido que esta dissertação, por meio do Recenseamento de 1778 da Capitania do Pará e da análise da trajetória da família de elite Morais Bittencourt (1750-1790), pretende delinear as elites e as hierarquias sociais na sociedade paraense.Tese Acesso aberto (Open Access) Aqueles que merecem a opinião pública: justiça de paz, cidadania e mobilização política nas primeiras eleições no Grão-Pará (1827-1841)(Universidade Federal do Pará, 2023-09-25) MOURA, Danielle Figuerêdo; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299Esta tese de dedica ao estudo da relação entre as primeiras eleições para os juízes de paz no Grão-Pará e a Cabanagem. Seu recorte vai de 1827, com a regulamentação do cargo de juiz de paz, até 1833, quando houve a terceira eleição para este cargo desde sua criação e que antecedeu o movimento cabano. O estudo aprofundado das correspondências entre câmaras municipais, autoridades judiciárias e presidentes de província, em especial aquelas concernentes as eleições municipais, tem comprovado que negros, indígenas e mestiços se mobilizaram em torno das eleições locais e assumiram cargos importantes na administração jurídica e civil de vilas, freguesias e lugares no Grão-Pará entre 1828 e 1834. Demonstra-se que a despeito do conjunto de leis inaugurado com a Carta de 1824 não estender muitos de seus benefícios para esta parcela da população, a realidade foi bem diversa, pois as apropriações feitas sobre os novos códigos informaram lutas cotidianas pela ampliação da cidadania. Esta tese defende, portanto, que a Cabanagem nasceu dos embates étnicos e políticos que tiveram como importante palco as eleições para a magistratura leiga. A experiência de mobilização política tanto na eleição quanto na deposição e aclamação de juízes estava em constante diálogo com um reportório de novas leis e um vocabulário constitucional e liberal, sendo, por isso, fundamental para a eclosão e diversidade de dinâmicas do movimento cabano. Por fim, demonstra-se que a discussão suscitada pela Cabanagem na Corte no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de defesa de uma ideia de “ordem” e “civilização”, contribuiu para os argumentos dos “advogados” da revisão da magistratura de paz, o que culminou com a sua reformulação nacional em 1841.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O arraial do espiritismo: a médium Anna Prado, positivistas, espíritas e católicos em Belém (1918-1923)(Universidade Federal do Pará, 2012-06-20) EVANGELISTA, Sheila Izolete Mendes; HENRIQUE, Márcio Couto; http://lattes.cnpq.br/9096024504515280Este trabalho teve como principal objetivo discutir e analisar a repercussão das atividades fenomênicas da médium Anna Prado durante os anos de 1918-1923, sua importância na popularização do Espiritismo e os acirrados debates motivados pelos fenômenos. Para fundamentar a discussão e a analise, é avaliada a bibliografia produzida sobre o espiritismo e a médium Anna Prado, os artigos jornalísticos que se ocuparam em divulgar e debater os fenômenos e a atuação da elite letrada em expor suas convicções acerca dos acontecimentos, contribuindo para a produção de mais de uma interpretação específica sobre os eventos mediúnicos.Tese Acesso aberto (Open Access) Arranjos, lei e consolidação do império: aplicação da lei das terras e apropriação das fazendas nacionais do Rio Branco (1830-1880)(Universidade Federal do Pará, 2018-09-18) SANTOS, Maria José dos; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372Esta tese investigou o processo de aplicação da Lei nº 601, de 1850, conhecida como Lei de Terras na Província do Amazonas, e seus desdobramentos na fronteira do Rio Branco. Buscou-se compreender a constituição social, política e econômica dos sujeitos que formaram o grupo dos senhores de terra desde a criação das fazendas reais e particulares, analisando, posteriormente, a criação da Comarca do Alto Amazonas, a Cabanagem e o processo de expansão das fazendas particulares após a extinção da Lei das Sesmarias. Historicamente, a região do Rio Branco passou por intensos processos de disputas territoriais e políticas que ameaçaram o domínio Português e, sucessivamente, a consolidação do Império Brasileiro naquela fronteira. As décadas de 1830 a 1870 foram marcadas por tentativas de apropriação de territórios pelo Reino Unido, conhecido como o conflito do Pirara no Rio Branco, e pela pressão dos Estados Unidos, que exigiam do Brasil a abertura para navegação e comércio no Rio Amazonas. Todos esses fatores fizeram que o Império Brasileiro despendesse dimensões diferentes das demais regiões, mais flexíveis com militares e demais sujeitos, mantendo-os como aliados para defender, colonizar e consolidar o império na fronteira do Rio Branco. Neste contexto, as terras das fazendas nacionais, que pertenciam ao Estado, foram paulatinamente incorporadas ao patrimônio particular dos militares e degredados, assim como as terras consideradas devolutas, que também eram bem públicos. A Lei de Terras não foi cumprida, uma vez que, segundo a lei, a única forma de acesso à terra era a compra; porém, foi utilizada politicamente pelo Império, para garantir o apoio da classe senhorial local. Esse processo se estendeu até a década de 1870, quando essa relação passou a ter outra dimensão, muito mais rigorosa, menos presa à elite local, e dispôs de mais cobranças, especialmente por parte da Tesouraria da Fazenda diante da apropriação de bens pertencentes ao Tesouro, como as terras das fazendas nacionais do Rio Branco, indícios claros de que o Império Brasileiro nas fronteiras da Amazônia se reconheceu, finalmente, consolidado.Tese Acesso aberto (Open Access) Arte, Belém, do abstracionismo à visualidade Amazônica (1957-1985): transições movediças e tensões globais(Universidade Federal do Pará, 2019-04-30) COSTA, Gil Vieira; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Esta pesquisa trata das artes visuais no campo artístico especializado em Belém, especialmente no período compreendido entre 1957 e 1985. Esse período marca, na cidade, o contato e a absorção de valores e práticas das correntes artísticas internacionalistas, como o abstracionismo modernista, as vanguardas pós-modernas e a chamada arte contemporânea. O modo como o campo local estabeleceu relações de abertura e fechamento a essas correntes é estudado a partir das teorias da colonialidade. Habitualmente, as décadas de 1960 e 1970 são vistas como o momento em que a arte contemporânea se estabeleceu mundialmente, por isso essa tese pode ser entendida como uma narrativa de ‘história da arte contemporânea’. Em Belém, a consolidação desse paradigma artístico foi vivenciada a partir de transições movediças – lentas, descontínuas e vacilantes – em que houve uma evidente disputa entre valores globais e práticas locais. As tensões entre ‘global’ e ‘local’, na arte produzida na cidade nesse período, condicionaram o surgimento de projetos artísticos importantes e ainda pouco conhecidos e debatidos. Para muitos desses projetos, as ideias e imagens de Amazônia eram componentes fundamentais – tema que pode acrescentar novas informações e abordagens ao debate sobre ‘arte brasileira’ naquelas décadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Assinado, Pierre Beltrand. Por Ubiratan de Aguiar (1957-2023)(Universidade Federal do Pará, 2024-01-10) PINHEIRO, Marcelo Coelho do Amaral; FONTES, Edilza Joana Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9447513031256372É a história do colunista social mais longevo do Brasil de sua época. Escrita pelo decano da imprensa paraense nas páginas dos jornais O Estado do Pará, A Província do Pará, O Liberal e Amazônia; na Rádio Clube do Pará e na Rádio Difusora; e nas tevês Marajoara, Guajará e Liberal. E agora contada a partir da trajetória do jornalista Ubiratan de Aguiar - o filho de papel passado da mãe de santo do governador do Pará tio da esposa do patrão dono do grupo de telecomunicações desde a agência de publicidade de poste e lista telefônica da Belém onde meninas são “New Faces”, garotas “Glamour Girl”, moças e rapazes entre “10 Mais Elegantes”, jovens d’ “Os Mais Cobiçados” e senhoras pontificam como “Hostess do Ano” - em pseudônimo... heterônimo... nome artístico... personagem... figura... duplo... por sessenta e cinco anos Assinado, Pierre Beltrand.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O avesso das expectativas: exploração dos recursos naturais e exclusão em Moatize, Província de Tete, Moçambique (2000 a 2015)(Universidade Federal do Pará, 2024-05-31) MATEUS, Estone Bento Mifolo; BEZARRE NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821O avanço do Capitalismo Moderno impõe novas formas de estar diante dum mercado global e concorrencial, resultante do crescimento da indústria, que demanda matéria prima de forma incessante para poder alimentar essa indústria numa linha contínua de progresso. Na senda desta corrida desenfreada pela aquisição de matéria prima, o continente africano passa a ser mais uma vez, o palco sobre o qual decorrem os jogos de interesses capitalistas, geralmente acompanhados por um silêncio ruidoso e a apatia que tem caracterizado os Governos africanos, se calhar, por essa razão, a fragilidade dos Governos africanos, do ponto de vista de fiscalização e defesa de interesses coletivos, a África tem sido o local preferencial. Neste contexto, Moçambique não fugiu à regra e, pelas jazidas de carvão existentes na bacia carbonífera de Moatize, verifica-se um crescente fluxo de grandes empresas interessadas na exploração do carvão mineral. Diante deste encontro entre duas realidades completamente diferentes, por um lado as multinacionais com larga experiência na exploração de recursos e, por outro lado um Estado, cujas instituições são fracas e sem a capacidade técnica necessária para fiscalizar empreendimentos de tamanha envergadura, aliado a uma população sem experiência nestas situações, resultando num choque de realidades, bem distintas. As empresas, aproveitando as fragilidades apresentadas, eximem-se da responsabilidade social corporativa, por outro lado, os novos ricos instrumentalizam o Estado para benefícios pessoal ou de grupo, instalando se um conflito permanente entre as populações locais reivindicando os seus direitos legítimos e, as empresas extrativistas ávidas por lucros, aplicando para o efeito princípios “maquiavélicos”, em que, os fins justificam os meios. Deste processo, resulta a exclusão nas suas variadas tipologias, desde exclusão ambiental, exclusão social e económica. O acentuado nível de exclusão social, remete ao pensamento de que o projeto poderá não ser socialmente justo e, nem ambientalmente sustentável, em razão da economia política moçambicana ser essencialmente extrativista e geradora de exclusão.Tese Acesso aberto (Open Access) Barão de Marajó: um intelectual e político entre a Amazônia e a Europa (1855-1906)(Universidade Federal do Pará, 2015-11-16) COELHO, Anna Carolina de Abreu; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420José Coelho da Gama e Abreu, o Barão de Marajó, formou-se em filosofia na Universidade de Coimbra, tornando-se respeitado no círculo intelectual português, inclusive com biografias publicadas na imprensa. Pertencia a uma família rica e com certa tradição no Pará, cujo poder aquisitivo e status foi aumentado com o seu casamento com Maria Pombo Brício. O Barão de Marajó foi um homem que soube se manter no poder ao longo de sua vida desempenhando diferentes cargos públicos durante os períodos imperial e republicano. Iniciou a carreira em 1855 como Diretor das Obras Públicas no Pará, foi presidente das Províncias do Pará e do Amazonas e Deputado; era amigo do Imperador D. Pedro II mas, isso não impediu que se tornasse o primeiro Intendente republicano da cidade de Belém, escolhido pessoalmente pelo governador Lauro Sodré. Terminou sua carreira como Senador estadual em 1906, o ano de sua morte. Divulgador dos interesses da Amazônia na Europa foi representante do Pará na Exposição Universal de Paris em 1889 e na Exposição Universal de Chicago em 1893. A despeito de meio século de vida pública, o Barão de Marajó tornou-se mais conhecido como um intelectual que escreveu obras de referência sobre a Amazônia, abordando questões de grande relevância para as definições da nacionalidade brasileira e dos interesses específicos de sua região nas obras: A Amazonia, As Regiões Amazonicas e Um Protesto. Suas viagens, publicadas na obra Do Amazonas ao Sena, Nilo, Bosphoro e Danúbio – Apontamentos de Viagem, fizeram parte de sua formação, sendo que suas reflexões a respeito de cidades europeias e orientais tornaram-se fundamentais no exercício de diferentes cargos públicos contribuindo para o remodelamento urbano da cidade de Belém na segunda metade do século XIX. Partindo dessas lembranças e esquecimentos, busca-se perceber a trajetória política e intelectual do Barão de Marajó, um sujeito emblemático para o entendimento da formação nacional na segunda metade do século XIX e início do XX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Beatriz era mais fêmea que mulher”: feminilidade e masculinidade pela imprensa de Belém (1940)(Universidade Federal do Pará, 2022-09-27) MOREIRA, Jessica Maria Pastana; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730Neste trabalho procuramos analisar os discursos sobre feminilidade e masculinidade, a partir das matérias dos jornais de Belém e outras capitais, que noticiavam e atualizavam diariamente seus leitores com informações sobre os crimes, prisão e morte da mulher chamada Beatriz da Conceição, no decorrer da década de 1940. A sociedade da época definiu espaços e comportamentos para mulheres e homens, a partir dos quais podiam estar na linha da ordem ou da desordem de acordo com valores e condutas. Assim, usando de mecanismos de controle, como diretrizes médicas e jurídicas, no intuito de manter a vigilância sobre os sujeitos e seus corpos, os discursos sobre os padrões de feminino e masculino era cotidianamente difundidos por meio dos jornais. De tamanha importância era que seguissem as normativas impostas, que os jornais de grande ou pequena tiragem: Folha Vespertina, Folha do Norte, O Estado do Pará, A Província do Pará, A Vanguarda e O Liberal, ao noticiarem as diligências sobre Beatriz, carregavam em suas narrativas, perspectivas parciais, juízos de valor em torno do que era permitido ou condenável à mulheres e homens. E nessa dinâmica discursiva sobre os padrões nos âmbitos público e privado - mulher de recato, mãe, prostituta, homem trabalhador, assassino, entre outros - a complexidade dos sujeitos nos possibilitou compreender as múltiplas feminilidades e masculinidades, considerando os marcadores sociais dos indivíduos, percorrendo ainda questões concernentes à sexualidade, crimes, honra, moral e violência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Belém entre filmes e fitas: a experiência do cinema, do cotidiano das salas às representações sociais nos anos de 1920(Universidade Federal do Pará, 2011-08-12) CARNEIRO, Eva Dayna Felix; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420; LACERDA, Franciane Gama; http://lattes.cnpq.br/1007392320101957A história social do cinema é marcada pelo hábito de frequentação. Para além do filme, elementos como infraestrutura e propaganda desempenham papel fundamental para que se crie um clima de sedução e envolvimento com as imagens visualizadas. A trajetória do cinema, entre outros caminhos, vincula-se ao espectador, ao espaço físico das salas de projeção e as sociabilidades nele elaboradas. Esta dissertação discute o cinema na cidade de Belém (Pará) nos anos de 1920. Para tanto investiga a forma como as salas de cinema interagiam com o espaço urbano daquele período. Do mesmo modo, discutem-se elementos da infraestrutura das salas tais como: acomodações, ventilação e música. Procurou-se demonstrar que o ato de assistir a um filme na capital paraense daqueles anos era apenas uma parte do ―ritual de frequentação dos cinemas, daí a preocupação em se compreender as formas de sociabilidade processadas no interior daquelas salas. Ao lado disso, faz-se uma análise do cinema atuando como mediador das representações sociais de gênero e infância.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Belém, uma história da chuva (1890 – 1920)(Universidade Federal do Pará, 2023-08-29) GOMES, Kelvyn Werik Nascimento; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299Esta dissertação tem como objetivo explorar a história da chuva na cidade de Belém, no período de 1890 a 1922, com um foco específico na influência que o fenômeno da natureza exerceu sobre determinados grupos e a cidade. Para isso, analisa-se o interesse de diferentes atores sociais pela chuva em Belém ao longo do século XIX, mas principalmente nos anos finais deste século e início do século XX. Destacam-se as observações feitas por viajantes naturalistas que estiveram na região e observaram o fenômeno da chuva, memorialistas e geógrafos, bem como o trabalho do naturalista Emílio Goeldi na coleta de dados meteorológicos explorando como o estudo da chuva se relacionou com a política e a imagem pública de Goeldi, e como esse interesse se tornou uma parte significativa da pesquisa científica na região. Esta dissertação se concentra também nas implicações práticas da chuva na vida cotidiana dos habitantes de Belém. Examinando como a chuva afetou a relação entre a população, a Intendência Municipal e a natureza, com ênfase nas tentativas de lidar com as demandas da população em relação à chuva, especialmente em termos de transformações urbanas que afetaram e afetam ainda hoje a cidade e os citadinos. Explora-se também a influência dos jornais como mediadores entre a população e o poder público em relação às questões da chuva na cidade, revelando como a mídia desempenhou um papel importante na formação da opinião pública e nas ações do governo. Por fim, esta dissertação explora a importância da chuva como um tema complexo e multifacetado na história de Belém durante o período estudado, considerando seu impacto nas esferas científicas, políticas e sociais da cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os Cadernos do Promotor: as ações do Tribunal do Santo Ofício no Maranhão e Grão-Pará (1640-1750)(Universidade Federal do Pará, 2018-06-25) CARVALHO, Leila Alves de; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/4213810951901055Esta pesquisa tem por objetivo analisar como ocorreram as ações do Tribunal do Santo Ofício na Amazônia lusa – Maranhão e Grão-Pará – num recorte temporal mais que secular, entre 1640 e 1750. O intuito é perceber as estratégias empregadas pelo Santo Ofício como forma de espraiar seu poder em um período anterior à Visitação Pombalina de 1763, dentro da realidade da colônia de vasta extensão e diversas populações. Neste contexto, buscamos identificar os agentes do Santo Ofício, assim como, as formas utilizadas para implantar o disciplinamento moral e religioso neste espaço e nesta sociedade. Nos embasamos, como fonte principal, nos manuscritos dos Cadernos do Promotor da Inquisição de Lisboa, para, através deles, detectarmos os procedimentos estabelecidos pelos agentes inquisitoriais; apontar, quantitativamente e qualitativamente quais eram as denúncias mais relevantes do ponto de vista do Tribunal; e, identificar, por qual razão algumas queixas não se tornaram processos.
