Dissertações em Linguística Aplicada (Mestrado) - PPGLA/UNICAMP
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Navegando Dissertações em Linguística Aplicada (Mestrado) - PPGLA/UNICAMP por Programas "Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada – PPGLA/UNICAMP"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A fonologia segmental e aspectos morfossintáticos da língua Makurap (Tupi)(Universidade Estadual de Campinas, 1992-01-27) BRAGA, Alzerinda de Oliveira; ABAURRE, Maria Bernadete Marques; http://lattes.cnpq.br/4074898371818323O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma análise fonética, fonológica e morfofonológica da língua falada pelo povo Makurap ( Tupi ) que vive no Posto Indígena Guaporé - antigo Ricardo Franco -, no município de Guajará Mirim em Rondônia. No primeiro capítulo apresentamos os sons da língua makurap e sua classificação. No segundo capítulo apresentamos os fonemas, sua classificação edistribuição dos alofones. No terceiro capítulo falamos de alguns processos fonológicos que ocorrem em juntura de morfemas e/ou palavras. As informações sobre o P.I. Guaporé, população e situação linguística, são dadas na introdução assim como informações sobre os dados, o trabalho de campo, a natureza desta Dissertação e o modelo teórico escolhido.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O gesto de recontar histórias: gêneros discursivos e produção escolar escrita(Universidade Estadual de Campinas, 1999-12-20) SANTOS, Sandoval Nonato Gomes; FIAD, Raquel Salek; http://lattes.cnpq.br/0128308087978829É proposta deste trabalho caracterizar os modos de relação dialógica que escreventes-alunos estabelecem com a linguagem em um evento particular de produção escolar da escrita- o evento "Recontando histórias". Essa caracterização é constituída pelo recurso que fazemos ao conceito de gênero discursivo, tal como abordado na reflexão bakhtiniana. Considerando, na esteira de Bakhtin, que, ao enunciarmos, estamos inseridos em gêneros discursivos que adquirem uma certa estabilidade em diferentes esferas da atividade humana, nossa tarefa, neste estudo, consiste, portanto, em compreender os modos de circulação dialógica dos escreventes pelos gêneros que adquirem um funcionamento particular na ocasião em que tais escreventes recontam histórias. Para tanto, nosso primeiro movimento consiste em estabelecer uma conceituação de gênero discursivo segundo uma perspectiva enunciativo-discursiva, o que permite que o tomemos como modo de organização do acontecimento enunciativo, plasmado em formas mais ou menos estáveis de enunciados. Em seguida, procedemos à caracterização do que denominamos evento "Recontando histórias" e dos gestos enunciativos de que se constitui, o que nos leva a uma decisão metodológica importante: dentre os gestos enunciativos constitutivos desse evento, centramos nosso interesse em dois: a) o atribuído ao professor, quando conta a história e quando tenta estabelecer o direcionamento que a atividade de recontar deve tomar - gesto organizado no gênero "instruções para a atividade de produção escrita" - e b) o gesto de recontar dos alunos, ocasião em que circulam tanto pelo gênero "instruções" quanto pelos gêneros, no caso particular deste nosso estudo, "contos de fadas" e "lendas". Finalmente, passamos à análise de um conjunto de trinta textos escritos por alunos de segunda série do ensino fundamental do Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) - Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA) - durante dois períodos letivos - 1995 e 1996. Apreender os gestos enunciativos indiciados nesses textos foi possível graças a um modo particular de abordar tais textos, definido nos limites do que tem sido denominado de paradigma indiciário. O método indiciário determinou não somente um modo particular de encarar as pistas lingüísticas, como também um modo de compreender a constituição do sujeito que reconta histórias. A análise dos textos nos permitiu confmnar a suposição de que não há razões para se postular uma delimitação absoluta entre os gêneros. O caráter de mistura que deles é constitutivo, além de trazer implicações em termos didáticopedagógicos, coloca questões relevantes do ponto de vista teórico-metodológico: não há como se crer na possibilidade de linearização absoluta, por meio de uma análise que se pretenda "objetiva", da heterogeneidade constitutiva dos enunciados da escrita infantil. Tanto o gesto de recontar dos alunos quanto o gesto teórico que o busca apreender podem ser tomados, portanto, como gestos interpretativos por excelência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A paráfrase: uma atividade argumentativa(Universidade Estadual de Campinas, 2001-12-05) RIBEIRO, Nilsa Brito; KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; http://lattes.cnpq.br/9851642920435372O presente trabalho, ocupando-se de textos orais produzidos no interior da universidade, estabelece como objeto de estudo os mecanismos parafrásticos, considerados como atividades de reformulação textual que atuam decisivamente como estratégias argumentativas no fazer textual. Compreendendo que a ação argumentativa é resultado de um trabalho da interação entre os interlocutores, defende-se a posição de que os mecanismos parafrásticos, ao retomarem um jádito, não cumprem apenas a função de fixar sentidos. Nesse movimento, abrem-se sentidos, permitindo que o texto avance para uma dada direção, movido pela orientação argumentativa. Por essa via de compreensão, prevalece a defesa de que o processo de formulação textual não decorre da simples justaposição de enunciados. Os propósitos que movem os interlocutores é que determinam as escolhas de formulação e reformulação. É porque o locutor espera uma contrapalavra do outro, como defende Bakhtin, que ele decide reformular enunciados de um jeito e não de outro, orientando o interlocutor para as conclusões desejadas. Assim sendo, a organização textual não é gratuita, mas motivada por um querer-dizer, na visão bakhtiniana do termo. O falante tem um propósito a atingir, e seu discurso é planejado na interlocução, de maneira que os recursos expressivos se organizam coesivamente em direção a esse propósito. Assim defendemos que a paráfrase é uma atividade argumentativa.
