Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
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Navegando Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP por Programas "Programa de Pós-Graduação em História – PPGHIS/UNICAMP"
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Tese Acesso aberto (Open Access) A Hidra e os pântanos: quilombos e mocambos no Brasil (sécs. XVII-XIX)(Universidade Estadual de Campinas, 1997-03-19) GOMES, Flávio dos Santos; SLENES, Robert Wayne Andrew; http://lattes.cnpq.br/3081285853679184Em todas as áreas das Américas Negras onde se estabeleceram grupos de escravos fugidos, destaca-se a maneira como se forjaram políticas de alianças entre os fugitivos com outros setores da sociedade envolvente. Assim foi também no Brasil, em todas as regiões escravistas onde quilombolas procuraram se organizar econômica e socialmente em grupos e comunidades. Tentavam manter a todo custo sua autonomia e ao mesmo tempo agenciavam estratégias de resistência junto a indígenas, taberneiros, fazendeiros, lavradores, até autoridades coloniais e principalmente aqueles que permaneciam escravos. A partir de tais estratégias e experiências -- permeadas de contradições e conflitos -- os fugitivos determinaram os sentidos de suas vidas como sujeitos de sua própria história. Nesta tese analisamos as experiências históricas dos quilombolas na Amazônia Colonial, no Maranhão e comparativamente outras áreas coloniais brasileiras, destacando como eles estavam articulados sócio-economicamente a sociedade envolvente mas também representavam uma ameaça para ela.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Histórias de brancos: memória, historiografia dos índios Manao do rio Negro (século XVIII-XX)(Universidade Estadual de Campinas, 1997-12-05) GUZMÁN, Décio Marco Antônio de Alencar; MONTEIRO, John Manuel; http://lattes.cnpq.br/7136468219742921Na primeira parte do estudo será narrado o processo de destruição dos Manao pelos portugueses, com a derrubada do bloqueio montado por estes índios, juntamente com diferentes grupos indígenas aliados de outras etnias. Volto às fontes do século XVIII, já conhecidas dos historiadores, para retirar dali os elementos selecionados pela memória portuguesa desta guerra, e que se instruíram historicamente como os marcos fundadores da colonização no rio Negro, segundo a visão da historiografia tradicional sobre o processo de formação da capitania do rio Negro. Ao mesmo tempo, tento estabelecer um diálogo com o historiador David Sweet, que mais reuniu documentos e melhor narrou este conflito entre os índios e os europeus12. Neste exercício de retorno às fontes, são apresentadas as temáticas da escravidão indígena e da presença dos padres carmelitas que auxiliavam as tropas de resgates portugueses neste trabalho de escravização dos índios. O objetivo de toda esta primeira parte do trabalho é recuperar os momentos e o contexto em que se foi calcando, pouco a pouco, esta imagem, levando em consideração as fontes de origem colonial e a principal narrativa histórica sobre ela. Na medida em que se desenvolvem os momentos dessa narrativa, destaco os principais eixos de ligação entre elas, através da delimitação de alguns temas que considero fundamentais para a compreensão da história e da historiografia sobre os Manao: as características do potencial econômico para a colonização; o cacau; os Manao; a guerra colonial contra os Manao; as características da guerra indígena; a escravidão dos índios. O capítulo II narra os encontros entre os Manao e as diversas expedições européias pelo Amazonas a partir de 1621. A linha de argumentação recai sempre no comércio de objetos de ouro, noticiadas pelos índios e reproduzidas nas crônicas de viagem de Walter Raleigh, e outros que vieram após ele: comércio de objetos de ouro e escravização de índios par outras sociedades indígenas aparecem como características fundamentais das relações interétnicas explicitadas pelos cronistas. Este interesse, sem qualquer dúvida, era a tônica de grande parte das descrições européias pioneiras da "terra incógnita". O Capítulo III tem por finalidade explicitar as influências ideológicas na produção do conhecimento histórico do Estado do Amazonas, sobre o conflito dos portugueses contra os índios Manao. Nesta parte do trabalho, desenvolvo diretamente a crítica e a contextualização das representações historiográficas produzidas pelos intelectuais amazonenses nos anos 30 e 40 sobre os personagens e o episódio do conflito colonial. Intenta-se demonstrar a importância da guerra entre os Manao e os portugueses, como um episódio que marca o processo de construção intelectual e historiográfico de uma identidade para o homem amazônico, atrelada ao passado heroicizado dos índios que lutaram contra os portugueses no período colonial. Tenta-se apresentar um perfil dos grupos de intelectuais do Estado do Amazonas, principais responsáveis pela cristalização da imagem dos índios Manao, a partir da década de trinta do século XX, assim como os contextos político, econômico e social em que foram produzidas as interpretações historiográficas. Recorremos, por isso, à historiografia amazonense do início do século, para demonstrar a utilização e construção de um fato histórico, transformado em mito político, a serviço da produção de uma identidade regional pelas elites intelectuais e políticas do Estado do Amazonas.Tese Acesso aberto (Open Access) Memórias do "Velho" intendente: Antônio Lemos - 1869-1973(Universidade Estadual de Campinas, 1998-11-05) SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; CHALHOUB, Sidney; http://lattes.cnpq.br/7738861749701123Quero justificar, inicialmente, a temporalidade escolhida para discutir a construção da memória de Antonio Lemos. Ao contrário de uma escolha arbitrária, ela guarda o significado da "chegada". Por duas vezes, Lemos chegou a Belém. Num primeiro momento, em 1869, de maneira silenciosa e anônima, na condição de um simples escrevente da Armada Brasileira. Em 1973, pela segunda vez, Lemos chegava à cidade, agora como um mito consolidado. A urna que encerrava silenciosamente os restos mortais do "Velho" intendente, era recebida ruidosamente por uma multidão que esperava o momento da celebração da volta daquele que, mesmo "em pó", personificava um pedaço da história da cidade. No entremeio dessa cronologia, estruturei o trabalho como se segue. No primeiro capítulo da tese serão discutidas as biografias contemporâneas a Antonio Lemos produzidas nos anos de 1904 e 1913, e o ponto de intersecção entre elas, procurando entender o jogo que se estabeleceu na fixação de uma dada memória. Desse modo, não é somente a carreira política que buscarei nessas memórias, mas também as discussões que se estabeleceram sobre a vida privada, a condição social e as relações pessoais que permearam a vida do intendente. O segundo capitulo focaliza as medidas administrativas tomadas por Antonio Lemos durante os 14 anos de seu governo. Procuro recuperar o discurso legitimados de suas ações, as festas patrocinadas pela sua administração, a filantropia por ele exercitada, a proteção dispensada aos artistas e literatos e a preocupação em deixar nos escritos o testemunho de sua intervenção na cidade. Através dos Relatórios da Intendência (7 volumes), do Livro de Detalhes, das Atas do Conselho Municipal, dos Ofícios recebidos e expedidos pela Intendência, de jornais e revistas da época, entrevejo a possibilidade de alcançar o resultado desse embate que se travou entre as imagens produzidas e as manipuladas pelos diferentes grupos sociais da cidade de Belém. Explorando esse corpos documental, verifico a produção de um modelo de personagem ideal, a percepção de seu jogo na construção de imagens que deveriam ser absorvidas pela população e como essas camadas populares construíram a(s) imagem(s) do biografado. O terceiro capitulo tem por finalidade a procura de indícios que apontem para a permanência da memória do intendente, mesmo após os acontecimentos que resultaram em sua expulsão de Belém. Recorro a jornais a partir da década de 20, para demonstrar que após a expulsão de Antonio Lemos, o débâcle da borracha gerou um decréscimo na atividade econômica da região, vindo a refletir na cidade de Belém. Nesse momento, quando a cidade não tem mais o vigor econômico e urbano da administração lemista, críticos da administração pública utilizam-se da imprensa para expressar um "canto de saudade" pelo "Velho" Lemos. A figura de Lemos transformada em um mito político tornou-se mais forte a partir da década de 70, com a elaboração da biografia de autoria de Carlos Rocque, Antônio Lemos e sua época, encomendada pelo prefeito municipal, buscando recuperar uma memória que sempre esteve a serviço das elites intelectuais e políticas do Estado. O livro de Carlos Rocque marcava a transferência dos restos mortais do intendente para o vestíbulo do Palácio Antonio Lemos. O caminho percorrido por Carlos Rocque incorpora, em grande medida, a imagem pública de Antonio Lemos que foi pautada na memória construída pelo próprio intendente e pelos grupos que o cercavam, dando corpo ao que conhecemos como memória oficial.
