Teses em Doenças Tropicais (Doutorado) - PPGDT/NMT
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3560
O Doutorado Acadêmico em Doenças Tropicais iniciou em 2007 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Navegar
Navegando Teses em Doenças Tropicais (Doutorado) - PPGDT/NMT por Programas "Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais"
Agora exibindo 1 - 10 de 66
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da ação do tratamento de mobilização neural em pacientes com neuropatia hansênica(Universidade Federal do Pará, 2014) CABRAL, André dos Santos; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054Historicamente a Hanseníase é uma das doenças mais incapacitantes do planeta. Sua patologia gira em torno de uma polineuropatia periférica mista de cunho infeccioso e de caráter inflamatório insidioso que envolve uma relação ecológica entre o Mycobacterium leprae e o Homem. A clínica da doença expressa tanto de sinais positivos como dor, parestesia e disestesias; como de sinais negativos tais como a perda sensório-motora e distúrbios autonômicos. Clínica semelhantemente é desenvolvida em pacientes acometidos por síndromes neurológicas compressivas periféricas. A mobilização neural tem se mostrado um recurso terapêutico manual eficaz no controle dos sintomas destas síndromes compressivas. O caráter inflamatório da neuropatia hansênica exerce uma ação compressiva e limitante da mobilidade do nervo periférico, repercutindo negativamente com parte da patologia da doença. Neste trabalho buscou-se investigar se a técnica de mobilização neural é capaz de repercutir de forma positiva na sintomatologia da neuropatia hansênica. Para tanto foi elaborado um estudo clínico, longitudinal, não randomizado, do tipo auto-controle, com uma análise experimental de caráter quantitativa, constituído de quatro momentos distintos, a avaliação, período de intervenção experimental, reavaliação 1 e reavaliação 2. Foram examinados 12 membros superiores de seis pacientes com alta de esquema poliquimioterapêutico multibacilar para forma clínica Dimorfa, que possuíam sequelas neurológicas e sintomas neurais remanescentes. Um total de 23 troncos nervosos ainda encontravam-se sintomáticos durante a avaliação, estabelecendo-se uma média de 3.8±1.8 troncos nervosos por paciente. Os sintomas mais incidentes à avaliação palpatória foram a parestesia (20) e a dor (09). Ao fim do tratamento experimental a diminuição do número de MMSS sintomáticos diminuiu significativamente. A média da intensidade da dor neuropática de todos os MMSS foi de 6.33±3.24. Aferiu-se ainda a força de preensão palmar e a sensibilidade da face palmar para comparação após a intervenção. Após 12 sessões de mobilização neural os membros superiores observou-se uma ligeira melhora da sensibilidade e da força de preensão palmar, porém ela não foi significante. Observou-se ainda a analgesia de todos os MMSS tratados com manutenção deste benefício após um mês pós-término do período de intervenção. Com esses resultados podemos concluir que o tratamento de mobilização neural demonstrou ser eficaz no controle da dor neuropática hansênica.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da variabilidade da frequência cardíaca em pacientes hansenianos: análise linear, simbólica e de complexidade(Universidade Federal do Pará, 2014) SANTOS, Marcio Clementino de Souza; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718Objetivo: O propósito deste estudo foi avaliar a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em pacientes com história clínica de hanseníase multibacilar, a partir de dinâmicas de análise linear e não linear. Material e Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo experimental não randomizado, com 42 voluntários de ambos os sexos, divididos em 2 grupos de 21. O 1˚ grupo (GH), com 21 portadores de hanseníase, com idade de 39,14 ± 10,58 anos e 2˚ grupo (GC), com 21 sujeitos saudáveis com idade de 36,24 ± 12,64 anos. A captação da FC foi realizada por um cardiofrequencímetro Polar RS800 CX, por um período de 15 min na posição supino e 15 min na posição sentada. A análise da VFC foi realizada pelo domínio da frequência a partir dos índices espectrais de alta frequência (AFun), baixa frequência (BFun) em unidades normalizadas e razão BF/AF. A análise não linear da VFC foi calculada pela análise simbólica (índices 0V%, 1V%, 2LV% e 2ULV%), entropia de shannon (ES) e índice de complexidade normalizado (ICN). Resultados: Na análise espectral da VFC o GH apresentou maiores valores (p<0,05) de BFun e menores valores (p<0,05) de AFun em relação ao GC, na posição supino. Ambos os grupos apresentaram maiores valores (p<0,05) de AFun e menores valores (p<0,05) de BFun na posição supino em relação a posição sentada. Não houve alteração da razão BF/AF na comparação entre os grupos e entre as posições avaliadas. Na análise simbólica o GH apresentou maiores valores (p<0,05) do índice 0V% e menores valores (p<0,05) dos índices 2LV% e 2ULV% em relação ao GC, em ambas posições avaliadas. O índice 1V% foi maior (p<0,05) no GH em relação ao GC apenas comparando a posição sentada. O GC apresentou menores valores (p<0,05) do índice 0V% e maiores valores (p<0,05) do índice 2ULV% na posição supino em relação a posição sentada. O GH apresentou maiores valores (p<0,05) do índice 2ULV% na posição supino em relação a posição sentada. Na analise de complexidade o GH apresentou menores valores (p<0,05) da ES e ICN em relação ao GC, na posição supino. Não houve diferenças entre os grupos na ES e ICN analisados na posição sentada. O GC apresentou maiores valores (p<0,05) da ES e ICN na posição supino em relação a posição sentada. Conclusão: O GH apresentou maior modulação simpática e menor modulação vagal em relação ao GC, indicando menor VFC e modulação cardíaca com baixa complexidade. Na reposta a mudança postural, os grupos apresentaram maior modulação vagal na posição supino, evidenciando maior VFC nesta condição. A análise da VFC por dinâmicas lineares e não lineares se mostrou um método sensível e promissor para investigação da disfunção autonômica em pacientes portadores de hanseníase multibacilar.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de série temporal da hanseníase no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016) PINHEIRO, Helder Henrique Costa; ARAÚJO, Marizeli Viana de Aragão; http://lattes.cnpq.br/7849256617873180; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054Objetivo: analisar uma série temporal de detecção de casos novos de Hanseníase no Estado do Pará, verificando as tendências epidemiológicas de acordo com as variáveis de observação da doença. Metodologia: delineamento observacional ecológico de série histórica de detecção de casos de Hanseníase no Estado do Pará com uso de dados secundários do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Foram calculados os coeficientes de detecção da Hanseníase geral e pelas variáveis em estudos e estimadas as tendências das séries temporais. Os dados do Estado do Pará foram comparados aos Estados do Estado do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Resultados: o coeficiente de detecção no Pará, em 2014, foi de 4,84 por 10.000 habitantes, com 32.177 casos detectados no período de 2008 a 2014, sendo estimado uma tendência de crescimento anual de -12,71%. A proporção em menores de 15 anos de idade foi de 10,4%, sendo a maior do Brasil. Maior frequência de casos Multibacilares (65,2%) na forma clínica Dimorfa (45,2%). Conclusão: a detecção de casos novos da Hanseníase é principalmente em homens adultos, de baixa escolaridade e residentes em áreas urbanas. A tendência de declínio na detecção de casos da doença é diferente da tendência estacionária no Estado do Mato Grosso. Entretanto, a tendência de casos da Hanseníase em crianças e adolescentes no Estado do Pará é estacionária.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise do dano neural em pacientes hansenianos e na coinfecção HIV/ Hanseníase através de duas coortes clínicas(Universidade Federal do Pará, 2013) BATISTA, Keila de Nazaré Madureira; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901No Brasil onde a hanseníase é endêmica e onde a infecção pelo HIV continua expandindo-se e interiorizando-se, espera-se encontrar um aumento da prevalência de indivíduos convivendo simultaneamente com hanseníase e HIV/aids, porém são poucos os relatos sobre o dano neurológico que essa sobreposição pode causar. O objetivo deste estudo foi investigar o dano neural hansenico em pacientes hansenianos coinfectados com o vírus da imunodeficiência humana, comparando com hansenianos não coinfectados no inicio do tratamento e por ocasião da alta, através de duas coortes clínicas. A amostra constou de 99 pacientes dos quais 46 possuíam coinfecção MH/HIV e 53 apenas a hanseníase, esses pacientes foram atendidos no ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical e avaliados pela Técnica Simplificada durante seis anos. Como resultado houve predominância do sexo masculino, faixa etária entre 15 e 45 anos e a procedência da Região Metropolitana de Belém. No grupo coinfecção MH/HIV houve predominância dos pacientes Paucibacilares e nestes a presença de neurite, alteração de sensibilidade, alteração motora, presença de incapacidade e de dano neural foi superior nesse que no grupo MH. Quando comparado com o grupo MH predominou pacientes Multibacilares e nestes a presença de neurite, alteração de sensibilidade, alteração motora, presença de incapacidade e de dano neural foi superior nesse que no grupo coinfectados MH/HIV. No acompanhamento dos pacientes coinfectados MH/HIV houve uma pequena redução da incapacidade e do dano neural, enquanto no acompanhamento do grupo MH a presença de incapacidade se manteve e o dano neural aumentou. A análise de sobrevivência de Kaplan-Meier identificou que nos pacientes MH houve a manutenção da chance de o paciente permanecer sem dano neural, já no grupo dos pacientes coinfectados, observou-se uma redução na chance de o paciente se manter sem dano neural ao término do tratamento. Dessa forma conclui-se que o dano neural comporta-se de maneira diferente nos dois grupos, predominando no grupo coinfectado nos pacientes paucibacilares e nos não coinfectados nos pacientes multibacilares, porém com a mesma gravidade, o que é preocupante uma vez que diagnosticar esse dano no inicio do aparecimento da hanseníase ainda é um problema para a saúde pública.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise molecular de rotavírus tipo G9 de crianças na Região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2016-10-31) GUERRA, Sylvia de Fátima dos Santos; SOARES, Luana da Silva; http://lattes.cnpq.br/0556695301015859; MASCARENHAS, Joana D'Arc Pereira; http://lattes.cnpq.br/5156164089432435O rotavírus do grupo A (RVA) é o principal agente viral associado às gastrenterites agudas, ocasionando cerca de 200 mil óbitos entre crianças menores de cinco anos de idade anualmente. Pertencem à família Reoviridae, gênero Rotavirus, possui RNA de dupla fita (dsRNA) com 11 segmentos codificando 12 proteínas, sendo seis estruturais (VPs) e seis não estruturais (NSPs). Cada proteína designa um genótipo específico de RVA, sendo a proteína VP7 responsável pelo genótipo G, existindo, atualmente, 32 variantes genéticas. O genótipo G9 emergiu em escala global na década de 90, período este anterior a introdução da vacina de RVA no Brasil em 2006, sendo continuamente detectado até os dias atuais. Este estudo objetivou descrever a frequência e a constelação genética associada ao genótipo G9 circulantes na região Norte do Brasil. Foram selecionadas 50 amostras coletadas de 1999 a 2013, sendo 45 G9P[8], 2 G9P[4] e 3 G9P[6], nas quais se procedeu a suspensão e extração do dsRNA para posterior amplificação e sequenciamento de nucleotídeos. Foi observado que no período pré-introdução da vacina a frequência de G9 alcançou frequência de 43%, enquanto que após a introdução da vacina, a maior frequência obtida foi 12,5% (2008 a 2010). A análise filogenética do gene VP7 demonstrou que todas as amostras agruparam na linhagem III de G9, observandose modificações aminoacídicas em sítios antigênicos quando comparadas às cepas vacinais. Tal fato foi observado também na análise do gene VP4-P[8], os quais agruparam na linhagem III de P[8], enquanto que VP4-P[4] agrupou na linhagem V e VP4-P[6] na linhagem I. Todas as amostras G9P[6] e G9P[4] foram associadas à constelação DS-1, genogrupo 2, enquanto que as amostras G9P[8] apresentaram a constelação Wa, genogrupo 1, com exceção de uma amostra que apresentou o gene NSP3 com perfil DS-1. As amostras G9 da região Norte analisadas associaram-se às constelações esperadas e descritas em outras partes do mundo, com exceção de uma amostra G9P[8] que apresentou uma reestruturação genética na proteína NSP3. O genótipo G9 pode ser considerado um tipo usual de RVA na região Norte e apesar de terem sido detectadas as mesmas linhagens circulantes no período antes e após a implantação da vacina, observou-se modificações em regiões antigênicas relevantes assim como reestruturação genetica, enfatizando a necessidade de contínua monitorização das variantes genéticas circulantes de RVA.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise molecular dos genes VP4, VP7 e NSP4 de rotavírus do tipo G1 circulantes em Belém e Marituba, Pará, Brasil, de 1982 a 2008(Universidade Federal do Pará, 2011) SOARES, Luana da Silva; MASCARENHAS, Joana D'Arc Pereira; http://lattes.cnpq.br/5156164089432435; LINHARES, Alexandre da Costa; http://lattes.cnpq.br/3316632173870389Os rotavírus são os principais agentes virais causadores de gastrenterite aguda e responsáveis por 36% dos casos hospitalizações entre crianças menores de cinco anos, resultando em 453.000 óbitos anualmente, principalmente em países em desenvolvimento. Pertencem à família Reoviridae, gênero Rotavirus, possui RNA de dupla fita (dsRNA) com 11 segmentos codificando 12 proteínas. O genótipo G1 se apresenta geralmente com maior frequência nas investigações epidemiológicas, circulando em várias partes do mundo sob diferentes prevalências. Este estudo teve como objetivo analisar a variabilidade genética dos genes VP4, VP7 e NSP4 dos rotavírus G1 circulantes nos municípios de Belém e Marituba, Pará, Brasil, no período de 1982 a 2008. Foram selecionadas 83 amostras previamente caracterizadas como G1 e submetidas a RT-PCR. Os espécimes foram provenientes de sete estudos realizados no IEC. Foi possível a amplificação para os três genes em estudo de 63 (75,9%) espécimes. Foram detectadas as linhagens 1 (8/63, 12,7 %), 2 (29/63, 46,0%), 3 (18/63, 28,6%) e 9 (8/63, 12,7%) para o gene VP7. Co-predominaram as sublinhagens 2E e 3A concorrendo com um total de 57,1% (36/63) das amostras. Foram observadas três substituições de aminoácidos (97 [D→E], 147 [S→N] e 218 [I→V]) no gene VP7 nas regiões antigênicas (A, B e C) nas amostras das linhagens 1, 2 e 9. Todas as amostras apresentaram a especificidade P[8] para o gene VP4 e as linhagens 2 (21/63, 33,3%) e 3 (42/63, 66,7%) foram detectadas. No gene da VP4 ocorreram duas alterações (35 [I→V] e 38 [S→G]) na região antigênica em todas as amostras analisadas. Para o gene NSP4, todas as amostras pertenceram ao tipo E1. Houve mudanças de nucleotídeos nas posições 47 (C→T) e 101 (T→C), resultando em alteração aminoacídica nos resíduos 16 (S→P) e 34 (L→P) em todas as amostras analisadas e nove espécimes demonstraram alteração no sítio de toxicidade da NSP4 (aa 131). Tal análise permitiu ampliar o conhecimento da diversidade genética e da circulação de variantes de rotavírus G1, representando o primeiro estudo da epidemiologia molecular deste genótipo no Brasil e confirmar a alta heterogeneidade que este tipo apresenta.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise proteômica da resposta ao arsênio e do exoproteoma de Chromobacterium violaceum(Universidade Federal do Pará, 2011-07-06) CIPRANDI, Alessandra; SILVA, Artur Luiz da Costa da; http://lattes.cnpq.br/7642043789034070A Chromobacterium violaceum é uma beta-proteobactéria Gram-negativa comum da microbiota tropical e um patógeno oportunista para animais e humanos. A infecção causada pela C. violaceum apresenta alta taxa de mortalidade, mas os mecanismos da patogenicidade ainda não foram caracterizados. Como outros microorganismos ambientais, essa bactéria está exposta a condições externas muito variáveis, que exigem grande adaptabilidade e sistemas de proteção eficientes. Entre esses sistemas encontra-se um operon arsRBC de resistência ao arsênio, metaloide danoso à saúde humana associado a lesões de pele, doenças neurológicas e câncer. O objetivo deste trabalho foi investigar as alterações na expressão proteica de C. violaceum ATCC 12472 na presença do arsenito e caracterizar as diversas proteínas secretadas pela bactéria. As proteínas da C. violaceum foram analisadas por eletroforese bidimensional e espectrometria de massas. A análise proteômica revelou que o arsenito induz um aumento na quantidade das proteínas envolvidas na resposta ao estresse oxidativo, reparo do DNA e metabolismo energético. Entre as proteínas secretadas, foram identificados fatores de virulência (metalopeptidases, colagenase e toxinas), transportadores, proteínas de proteção contra estresses e com potencial aplicação biotecnológica. Os resultados mostraram que a C. violaceum possui um arsenal molecular de adaptação que a torna capaz de conservar suas atividades celulares e provocar lesões em outros organismos.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos clínicos e epidemiológicos da infecção pelo HTLV em usuários do Centro de Testagem e Aconselhamento do município de Santarém- Pará(Universidade Federal do Pará, 2014) BARBOSA, Richelma de Fátima Miranda; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769INTRODUÇÃO: Os vírus linfotrópico humano de células T (HTLV I e II) são retrovírus que podem ocasionar manifestações neurológicas como a Paraparesia Espástica Tropical ou Mielopatia associada ao HTLV (PET/MAH). A prevalência de infecção pelo vírus é alta no Brasil (0,8 a 1,8%) principalmente na região amazônica, acometendo na sua maioria mulheres a partir dos 40 anos de idade. OBJETIVO: Determinar a prevalência da infecção por HTLV, aspectos clínicos em usuários do centro de testagem e aconselhamento do município de Santarém-Pará. MÉTODOS: Este estudo é caracterizado como transversal composto por uma amostra de 1318 pacientes do Centro de testagem e aconselhamento DST/AIDS-CTA de Santarém-Pará no período de Junho a Agosto de 2014. Foram submetidos à triagem epidemiológica baseando-se no inquérito de vulnerabilidade do ministério da saúde, e coletaram amostra de sangue para a sorologia para o HTLV. Os pacientes soro reativos ao HTLV foram encaminahdos a biologia molecular e avaliação clínica. RESULTADOS: Houve uma prevalência de 1.13% (15 casos) de infecção por HTLV na população estudada, destes houve três casos de gestantes soropositivas, oito usuários e quatro HIV positivos, com 14 casos de HTLV-I e um caso de HTLV-II. Destes, tivemos quatro sintomáticos, nove assintomáticos e um caso diagnosticado de PET/MAH. Os soropositivos ao HTLV possuem idade média de 30 anos, sexo feminino, em união estável, provenientes da zona urbana. O fator de risco relevante para a infecção por HTLV foi o número de parceiros sexuais em relação aos soropositivos. CONCLUSÃO: A prevalência da infecção pelo HLTV na população vulnerável atendida pelo CTA/STM é alta e coincide com a população geral brasileira predominando o tipo HTLV-1, com um perfil epidemiológico correspondente ao da população em geral.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos epidemiológicos da infecção pelo vírus da hepatite C em populações ribeirinhas do estado do Pará, na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2015-09-24) FECURY, Amanda Alves; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769O vírus da hepatite C (HCV) possui grande número de infectados e pode causar hepatocarcinoma. Seu material genético de RNA tem 6 diferentes genótipos (1, 2, 3, 4, 5 e 6) e diversos subtipos, relacionados ao prognóstico da doença e a resposta ao tratamento. A principal rota de transmissão do HCV é a via parenteral, mas a transmissão vertical e intrafamiliar também são relatadas. O uso de drogas e o compartilhamento de perfurocortantes caracterizaram-se como fatores de risco para aquisição da infecção e são vias descritas e confirmadas pela literatura. Pouco se sabe sobre a transmissão viral em comunidades isoladas ou de difícil acesso, como as populações ribeirinhas. Este estudo objetivou determinar a prevalência da infecção viral, avaliar o perfil sorológico e os genótipos circulantes pelo HCV, e traçar as características epidemiológicas, descrevendo os principais fatores de risco para aquisição da infecção pelo HCV a que diferentes comunidades ribeirinhas residentes no Estado do Pará, na Amazônia Oriental, encontram-se expostas. Os entrevistados responderam um questionário para obtenção de informações epidemiológicas e as amostras de sangue periférico foram coletadas para realização dos testes sorológicos, moleculares e genotipagem. Foram coletadas 1.277 amostras das comunidades do Entorno da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, Pacuí, Furo do Maracujá e do Nazário. Predominou a faixa etária de 18 a 37 anos, sexo feminino, casados (as), baixa escolaridade, profissão de pescador ou extrator de açaí, com até 1 salário mínimo. Respeitadas as características particulares de cada local, o consumo de álcool e tabaco variou entre as comunidades, assim como o compartilhamento de materiais perfurantes e cortantes, dos kits de manicure, realização de cirurgias, internação hospitalar, presença de IST e se existem familiares com hepatite. O Pacuí apresentou prevalência da infecção pelo HCV de 8,84%, possuindo prevalência moderada da infecção e em Tucuruí foi de 2,25%, próximo à média nacional. O genótipo 1 foi encontrado em 100% das amostras do Pacuí e 70% das amostras de Tucuruí, que possuiu os 30% restantes das amostras pertencentes ao genótipo 3, seguindo o padrão de distribuição genotípica esperado. No Furo do Maracujá e do Nazário, não foram encontradas amostras positivas. As comunidades parecem possuir individualidades que devem ser consideradas para as tomadas de medidas de saúde pública, com risco aumentado de infecção pelo uso de drogas e o compartilhamento de objetos perfurocortantes. A circulação viral possuí prevalência intermediária a moderada, com padrão de distribuição genotípico correspondente ao brasileiro. A distribuição da infecção e suas características podem variar dentro do país e até dentro das próprias regiões, dependendo da presença e da circulação viral, além dos fatores de risco a que as comunidades se encontram expostas.Tese Acesso aberto (Open Access) Associação do polimorfismo do gene humano NRAMP1 na susceptibilidade/resistência para hanseníase em áreas endêmicas do estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2011) SILVESTRE, Maria Perpétuo Socorro Amador; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054Hanseníase é um problema de saúde pública no estado do Pará e um desafio para os Programas de Controle que almejam o estabelecimento de estratégias para minimização do agravo da doença. O entendimento do mecanismo genético e imunológico para explicar a manutenção da endemia pode ser uma das alternativas para melhoria da abordagem do problema na nossa região. O gene humano de resistência natural associada à proteína macrofágica – NRAMP1 é expresso em macrógfagos e parece estar envolvido com a influência no padrão de resposta imune à infecção com Mycobcaterium leprae. Nós avaliamos associação do polimorfismo deste gene, já descrito por BUU et al, 1995 com a hanseníase “per se” e com os tipos da doença, segundo os níveis de anticorpos anti-PGL-1 na população estudada. Um total de 122 pacientes com hanseníase e 110 não doentes procedentes de municípios endêmicos do estado do Pará, foram genotipados para o polimorfismo deste gene e analisados segundo os níveis de anticorpos anti-PGL-1 desta micobactéria. Observou-se associação com a hanseníase “per se” (p=0.0087), e o polimorfismo da região 3ۥ não traduzida do gene NRAMP1 com inserção/deleção de 4 pares de bases foi fortemente associado com a forma multibacilar (p= 0.025) comparado aos contatos não cosanguíneos. Heterozigotos e portadores do alelo com a deleção (159pb) foram mais freqüentes entre os casos multibacilares do que nos paucibacilares. Os haplótipos do gene NRAMP1 parecem exercer influência importante na apresentação clínica da hanseníase, revelada também pela positividade ao antígeno PGL-1 do mycobacterium leprae.
