Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2854
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) integra o Instituto de Geocências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental) iniciou suas atividades em 2005 com o Mestrado Acadêmico e em 2011 com o Doutorado Acadêmico.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais - PPGCA/IG por Linha de Pesquisa "FÍSICA DO CLIMA"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise dos fluxos turbulentos de CO2 e energia, associada a percepção dos serviços ecossistêmicos em um manguezal amazônico(Universidade Federal do Pará, 2018-04-30) FREIRE, Antonio Sérgio Cunha; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Esta proposta de trabalho interdisciplinar para o doutoramento em ciências ambientais, na linha de pesquisa física do clima, investigou prioritariamente os fluxos turbulentos de CO2 e energia, na floresta de mangue no sítio experimental de Cuiarana, no município de Salinópolis, Pará, sob influência da variabilidade atmosférica local, durante o ano de 2015. Outrossim, estudou-se também, dentro desta perspectiva interdisciplinar a relação da comunidade local com a floresta do entorno da área de estudo. Para a coleta dos dados turbulentos, instalou-se uma torre micrometeorológica no mangue, com sensores de alta frequência que coletaram os dados das variáveis atmosféricas acima do dossel da floresta. Os dados meteorológicos foram coletados a partir da torre da UFRA, localizada a 400 m da torre do mangue. Para as investigações sociais, realizou-se um estudo de caso a partir da percepção dos tomadores de decisão, que ocupam cargos de liderança em diversas estruturas organizacionais no município de Salinópolis e na vila de Cuiarana, sobre a percepção dos serviços ecossistêmicos gerados pelo ecossistema de manguezal. Verificou-se que no manguezal de Cuiarana, no ano de 2015, sob efeito do ENOS, houve considerada redução de precipitação na região onde choveu apenas 63,7% do esperado climatológico. Quanto ao fluxo de calor sensível (H) e latente (LE) no manguezal, notou-se que os valores máximos para ambas variáveis foram registrados às 14 h, com pico de LE no período chuvoso e de H no período menos chuvoso. Na análise do fluxo sazonal do CO2, verificou-se que as maiores magnitudes de absorção ocorreram no período chuvoso, com pico de absorção ás 13h com -13,56 μmol.m2, enquanto que no período menos chuvoso, registrou-se pico de absorção de CO2 às 13h com -8,95 μmol.m2. Quanto a percepção da liderança local sobre os serviços ecossistêmicos gerados pelo manguezal, notou-se considerada valorização de tais bens e serviços pelos entrevistados, onde os serviços de uso direto como habitação, pesca e geração de trabalho e renda, são mencionados como fundamentais para o bem-estar da população ribeirinha. Percebeu-se a partir dos relatos de pescadores e marisqueiros que ocorre a transmissão de conhecimento intergerações no sentido de manter as práticas laborais tradicionais e conservação do manguezal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da ação da precipitação nas erosões na área urbana do município de Rondon do Pará-PA, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2017-02-24) ROSA, Amanda Gama; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884Os eventos de desastres naturais têm recebido muito destaque nos últimos anos em função da sua magnitude e intensidade, além do efeito que têm causado sobre a população. A população urbana é uma das mais afetadas, especialmente aquela que ocupa áreas impróprias dentro das cidades, como encostas, áreas baixas que sofrem inundação, áreas sem drenagem adequada, entre outras. Um dos eventos mais recorrentes em áreas urbanas e que estão em evidência no Estado do Pará são os processos erosivos. E é no contexto paraense, mais especificamente no território urbano do Município de Rondon do Pará (Mesorregião do Sudeste Paraense), que este trabalho foi desenvolvido, a fim de gerar informação acerca destes eventos para o poder público e para a população residente, que vem sofrendo com a consequência destes desastres. Para isto, foi avaliado, inicialmente, o comportamento da chuva e seus efeitos sobre as erosões na região, através da análise da Normal Provisória gerada para o local, a partir de dados dos satélites CMORPH, do Balanço Hidrológico e da análise de um estudo de caso dos eventos registrados no município. Posteriormente, através do cálculo e análise da erosividade da chuva (R) de 1999 a 2015 e com projeções para 2035, seu período de retorno e probabilidade de ocorrência, buscou-se identificar qual período do ano e em quais anos é mais provável a perda de solo por erosões. Com base na análise da distribuição e comportamento da chuva na região, foi observado, através da normal provisória, que o ano hidrológico inicia em outubro com a estação chuvosa e finaliza em setembro com o fim a estiagem, sendo o mês de março o mais chuvoso e agosto o menos chuvoso. O balanço hidrológico exibiu excedente hídrico nos meses de janeiro a abril e deficiência hídrica de junho a novembro, havendo reposição a partir de dezembro com a retomada das chuvas. Os casos de erosão apresentaram distribuição anual semelhante à distribuição da precipitação, indicando sua grande influência sobre os mesmos. A análise individual dos casos mostrou que a erosão pode ser decorrente tanto de precipitação ocorrida no dia do evento como acumulada nos cinco dias antecedentes ao evento, sendo este último caso o mais comum. Quanto à análise da erosividade, observou-se que, com base nas análises de 1999 a 2015, o valor do fator R foi 16.390 MJ mm ha-1h-1ano-1, com probabilidade de 47% de ser igualado ou superado pelo menos uma vez a cada 2,1 anos. No período de 2016 a 2035, o valor de R foi 13.038 MJ mm ha-1h-1ano-1. Entre fevereiro a abril e janeiro a abril, são prováveis as maiores perdas de solo para 1999-2015 e 2016-2035, respectivamente. A partir das análises realizadas neste trabalho, foi possível indicar quais os períodos do ano em que são esperadas maior quantidade e intensidade de eventos erosivos.Tese Acesso aberto (Open Access) Simulação da resposta hidrológica à mudanças de uso e cobertura da terra em uma bacia hidrográfica no leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2018-10-05) FERREIRA JÚNIOR, Pedro Pereira; SOLER, Luciana de Sousa; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884A perda de vegetação na Amazônia vem ocorrendo há algumas décadas e o crescimento das taxas de desflorestamento anual é perceptível. A expansão agrícola é apontada como novo agente nessa dinâmica pela derrubada da vegetação para a pecuária e implantação posterior de agricultura mecanizada. Este trabalho explorou as relações potenciais entre a variabilidade hidrológica e a organização da paisagem na Bacia Hidrográfica do Rio Uraim, no Nordeste do Pará. Os possíveis efeitos das mudanças de uso e cobertura da terra sobre a vazão foram investigados a partir da modelagem hidrológica do Soil and Water Assessment Tool (SWAT) combinada às projeções de cenários futuros gerados pelo Conversion of Land Use and its Effects at Small Region Extent (CLUE-S), ainda, avaliou-se a eficiência do SWAT em simular a vazão mensal quando alimentado por evapotranspiração (ET) do Surface Energy Balance Algorithm for Land (SEBAL). Os resultados mostraram a boa capacidade do SEBAL em estimar a ET sob diferentes usos e coberturas da terra identificados na bacia. O algoritmo apresentou superestimativas, mas boa precisão com os valores obtidos em campo, tendo maior acurácia no período menos chuvoso e quando utilizadas imagens médias de oito dias do MODIS. As simulações de vazão pelo SWAT foram melhores quando aplicadas as estimativas de ET pelo SEBAL, ratificadas pela diminuição dos erros absolutos e relativos e pela calibração eficiente dos parâmetros mais sensíveis. As modelagens foram consideradas de boa a muito boa conforme os coeficientes NSE, RSR e PBIAS encontrados. Quase todas as variáveis utilizadas na modelagem do CLUE-S foram forçantes de mudança de uso e cobertura da terra, principalmente os parâmetros biofísicos. Os cenários projetados indicam expansão agrícola para o setor noroeste da bacia e maior concentração na porção sudoeste. Até 2034, a agricultura aumentará sua área em 93,2 km2, correspondendo a 13,4% do total da bacia, o que aponta para uma redução de 34,4% na vazão da estação menos chuvosa e aumento de 38,6% na vazão da estação chuvosa. Os resultados sugerem que a mudança climática pode ter desempenhado um papel mais pronunciado no regime hidrológico do que a própria mudança no uso da terra projetada pelo CLUE-S. Pretende-se, assim, oferecer subsídios para o monitoramento ambiental, informando a respeito de intervenções necessárias, balizando as tomadas de decisão no que tange o uso sustentável dos recursos hídricos.
