Dissertações em Educação e Cultura (Mestrado) - PPGEDUC/Tocantins/Cametá
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/11415
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Navegando Dissertações em Educação e Cultura (Mestrado) - PPGEDUC/Tocantins/Cametá por Linha de Pesquisa "POLÍTICAS E SOCIEDADES"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Capoeira: sobrevivência e resistência na sociedade do capital(Universidade Federal do Pará, 2023-08-14) SILVA, Francisco Márcio Costa da; SILVA, Élido Santiago da; http://lattes.cnpq.br/3584642268601018; https://orcid.org/0000-0003-2545-0860O presente estudo traz no seu escopo apontamentos que delineiam as configurações da Capoeira na atualidade e suas funções na conjuntura social cotidiana. Partindo do princípio de que a Capoeira é uma prática originada na diáspora, como forma de se contrapor a um sistema opressor (ABIB, 2004), e foi consolidada no Brasil ainda no período escravagista (Rego, 1968), a mesma ainda se mantém e possui abrangência nacional e internacional, fazendo-se presente em mais de 150 países nos cinco continentes segundo o último levantamento do IPHAN (2014). Assim, o problema da presente pesquisa é entender como uma prática secular oriunda da época da escravização mantém-se frente ao sistema vigente (o capitalista), que segundo Mészáros (2005), transforma tudo em mercadoria. Nessa busca foram utilizadas como referências deste trabalho: Marx (2007, 2008, 2011, 2013), Mészáros (2005, 2015), Antunes (2009), Vasquez (2011) dentre outros, que forneceram subsídios para compreender como funciona o sistema supracitado. No que tange a Capoeira, foram utilizados os trabalhos de Rego (1968), Brito e Granada (2021), Khol (2014), Araújo (2006, 2008), Campos (2001, 2009), Falcão (2004, 2011), Abib (2004) dentre outros, que delineiam as condições e demais aspectos que Capoeira vivenciou enquanto prática desportiva e cultural, (re)existindo ao tempo e as mudanças estruturais impulsionadas pelo capitalismo. Com o objetivo de entender como a Capoeira mantém-se até a atualidade e quais suas interfaces, foi buscado no âmbito nacional e internacional, pessoas capoeiristas que estão na prática há no mínimo 10 anos e lhes foi-lhes indagado acerca da maneira como a Capoeira faz-se presente em seus respectivos ambientes. Como resultado, verificou-se que houveram inúmeras mudanças nessa prática desde os primórdios, mas foi sua capacidade de se metamorfosear que a permitiu adaptar-se as demandas sociais transformando-se em uma prática plural. Entretanto, foi apontada sua condição enquanto mercadoria como preponderante, sendo esse caminho que garantiu outras possibilidades de sobrevivência frente ao sistema capitalista, sendo o trabalho (tanto no seu sentido formativo quanto no laboral, de subsistência) o pavimento que viabilizou sua longevidade e permanência até a atualidade, ratificando a condição embrionária da Capoeira enquanto resistências as mais diversas situações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O SISPAE e a qualidade do ensino: diagnóstico das escolas públicas de ensino Médio no município de Breves-PA a partir da análise de indicadores educacionais (2011 a 2020)(Universidade Federal do Pará, 2022-11-30) MARTINS, Edilene Santos de Farias; ALVES, João Paulo da Conceição; http://lattes.cnpq.br/8550073679337988; https://orcid.org/0000-0002-9549-3906O presente texto aborda sobre a qualidade educacional auferida pelas avaliações em larga escala, especificamente o Sistema Paraense de Avaliação Educacional - SisPAE, a partir de sua implantação. Essa política pública foi concretizada pelo Programa de Melhorias da Qualidade e Expansão da Cobertura da Educação Básica no Estado do Pará, através de ações elaboradas pelo movimento Pacto pela educação do Pará, que utiliza o SisPAE como instrumento de regulação e controle da qualidade da educação básica paraense. Dessa forma, a pesquisa pretende analisar o diagnóstico de qualidade do ensino médio na rede estadual do município de Breves-Marajó, a partir do SisPAE, no período de 2011 a 2020. Assim, buscamos: a) conhecer os elementos que estão sendo considerados nas políticas públicas de promoção de qualidade educacional no Brasil considerando a reorganização do sistema educacional após anos de 1990; b) compreender o processo de implantação do SisPAE no Estado do Pará e as relações com as políticas de caráter neoliberal de contexto global e c) identificar, no recorte temporal de dez anos (2011-2020), se a implementação do SisPAE, obteve resultados pretendidos para as escolas públicas da região de Breves, haja vista a sua relevância destacada nas metas estabelecidas nos planos definidos para educação e a forte influência dos organismos multilaterais. Adotou-se, como procedimento metodológico, a pesquisa documental em fontes diversas sobre indicadores econômicos, sociais e educacionais, relatórios e contratos, regulamentos disponíveis em sites, órgãos oficiais do Estado e de Organizações Internacionais. Foi utilizado como método, a análise de conteúdo nos dados coletados através da abordagem qualitativa. Após as análises, verificou-se a limitação do Sistema de avaliação paraense em relação à qualidade educacional no período analisado. Observa-se que essa política, pautada em testes padronizados, converge com as orientações de organismos internacionais, ao utilizar instrumentos gerencialista na promoção de uma qualidade educacional. Ao legitimar o indicador como termômetro de qualidade educacional, sendo esse o uso de desempenho do aluno, revelam um caráter reducionista da educação, pois exclui fatores intra e extra-escolares importantes. No entanto, mesmo a análise apontando a ineficiência da educação pública no município, pelos baixos resultados do SisPAE, forma pela qual o mercado utiliza para consolidar o pensamento hegemônico sobre a educação pública, os indicadores de fluxo, condições de acesso e fatores socioeconômico, revelam que a desigualdade social da região é a variável de maior relevância nos resultados negativos na avaliação em larga escala, e não simplesmente a escola, professor e aluno.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Trabalho, saberes e práticas de pesca das mulheres ribeirinhas da ilha Saracá, Limoeiro do Ajuru (PA): resistência das pescadoras artesanais(Universidade Federal do Pará, 2022-12-27) GONZAGA, Raimunda Moraes Silva; RODRIGUES, Doriedson do Socorro; http://lattes.cnpq.br/1127076028303549; https://orcid.org/0000-0002-5120-2484O presente trabalho aborda saberes político-identitários construídos durante o processo de formação da Associação das Mulheres Trabalhadoras na Aquicultura e Agricultura da Ilha de Saracá (AMAIS), Limoeiro do Ajuru (PA). Esta pesquisa teve por objetivo analisar os saberes político-identitários das mulheres pescadoras e agricultoras no desenvolvimento de suas atividades laborais e organizativas, a partir da AMAIS. Toma-se como norte metodológico o Materialismo Histórico-Dialético, com uma abordagem qualitativa, com uso de entrevista semiestruturada, seguindo a análise de conteúdo para compreender as narrativas das informantes, a partir de suas experiências de trabalho. Como base teórica, os trabalhos de Marx (2013), Marx e Engels (2007), Rodrigues (2012), Martins (2017), Barra (2019), Furtado, (2017), Raffestin (1993), Pereira (2014), Lerner (2019), Davis (2016), Toledo (2008), dentre outros. O problema da investigação foi se constituindo nas vivências de pescadora, nas experiências acadêmicas, nos diálogos com a comunidade e nas lutas sociais. Para tanto, a pesquisa revelou em um primeiro momento que, antes mesmo de a AMAIS existir, as mulheres que a formaram já possuíam saberes relacionados às suas vivências e às suas práticas de trabalho. Contudo, no desempenho das suas funções de trabalhadoras, desenvolvidas a partir da associação, essas mulheres construíram saberes político-identitários que ressignificaram suas lutas em sua comunidade. Esses saberes foram identificados como saberes político-identitários de autonomia, pois dizem respeito ao poder de decisão própria dessa mulheres no seu trabalho sem que houvesse a interferência ou coerção externa de terceiros, o que se demonstrou um princípio de liberdade e de independência. Saber político-identitário de consciência de classe que se apresenta como uma consciência e organização coletiva de grupos minoritários em prol de uma classe. O saber político-identitário de conhecimento de causa que está relacionado ao conhecimento adquirido por meio de experiências e observação vivenciadas no cotidiano e que lhes levaram a ter uma boa base teórica sobre seus direitos de pescadoras. Identificou-se também na pesquisa que a mulheres sempre tiveram importante papel na defesa do meio ambiente, fato constatado ainda em manifestos e reivindicações em favor da Amazônia, elaborados pelas mulheres pescadoras da AMAIS. Por fim, constatou-se que, mesmo em meio à inatividade da AMAIS, os saberes que foram construídos no decorrer dos seus processos de afirmação ainda permanecem vivos, auxiliando-as nas causas sociais da região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Universidade território indígena: política de acesso e permanência para estudantes indígenas na UFPA(Universidade Federal do Pará, 2023-10-31) FERREIRA, Darlene Branches; MAGALHÂES, Benedita Alcidema Coelho dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7484794171047694; https://orcid.org/0000-0001-7536-5184; SILVA, Gilmar Pereira da; http://lattes.cnpq.br/7624395840820523; https://orcid.org/0000-0001-9814-9089Esta investigação discute a Política de Ação Afirmativa com recorte na política de acesso e permanência implementada pela Universidade Federal do Pará para estudantes indígenas. A pesquisa tem como objetivo geral analisar a efetividade da política de Permanência para estudantes indígenas na UFPA, e como objetivos específicos, identificar os principais fatores de sucesso e evasão acadêmica entre os estudantes indígenas; conhecer as estratégias de ação da universidade para garantir a permanência dos estudantes indígenas e identificar as ações realizadas pela Associação de Povos Indígenas Estudantes na UFPA (APYEUFPA). É uma pesquisa de tipo explicativa, com abordagem quanti/qualitativa, sendo utilizada para a coleta de dados as técnicas de documentação e entrevista semi-estruturada, aplicadas presencialmente. A pesquisa foi realizada na Universidade Federal do Pará- Campus Belém, e teve como universo estudantes indígenas ingressantes no período de 2019 a 2021, e profissionais da gestão da política de permanência na instituição. Trabalhou-se com uma amostra de 08 sujeitos, destes 06 indígenas e 02 gestores. Foram aplicadas oito entrevistas semi-estruturadas (duas na fase exploratória e seis na segunda fase), com perguntas abertas e fechadas, estruturadas em dois tópicos: Identificação e Universidade. Foi utilizada a análise de conteúdo como ferramenta de análise e discussão dos dados. Acesso e vivências na Universidade; Desafios para a permanência de estudantes indígenas na UFPA e, Implementação da Política: atuação da SAEST E APYEUFPA, foram os tópicos discutidos, obtendo os seguintes resultados: houve avanços importantes na política de acesso, expressa principalmente na construção coletiva do edital do PSE-IQ; no entanto é preciso avançar em aspectos como número de vagas ofertadas; sobre o significado do ingresso na universidade, os estudantes indígenas reconhecem-se inseridos numa coletividade, por isso as necessidades dos seus territórios são a principal motivação para continuarem no curso; além disso o ingresso dos povos indígenas na universidade é o resgate de um direito negado historicamente. Os principais desafios postos aos estudantes indígenas referem-se a: dificuldade de acompanhamento dos conteúdos das disciplinas; práticas racistas na instituição; falta de recursos financeiros para a manutenção material. O acesso aos auxílios e serviços disponibilizados pela instituição é considerado um dos maiores desafios, provocado principalmente pelas questões burocráticas. A APYEUFPA é a principal ferramenta de luta dos estudantes indígenas na UFPA. Conclui-se, que a política de permanência é discutida a partir da política de assistência, principalmente do acesso aos auxílios financeiros. A sobrevivência material é a principal demanda dos estudantes indígenas. Cabe à Universidade a implementação de ações mais incisivas de enfrentamento ao racismo na instituição. Identificou-se ainda que os seguidos cortes de investimentos na área da educação impactaram a política de assistência nas universidades. O ingresso dos povos indígenas ao ensino superior fortalece as lutas nos territórios, bem como provoca a universidade a repensar suas práticas excludentes e classistas, configurando assim a universidade em um território em disputa e em construção.
