Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia - PPGCOM/ILC
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4452
O Programa de Pós-graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) é vinculado ao Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e iniciou suas atividades no ano de 2010, com a implantação do seu curso de mestrado, autorizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). Sua proposta geral é promover a análise dos fenômenos comunicacionais em sua relação com as práticas culturais e sociais contemporâneas e em suas peculiaridades na Amazônia, aprofundando o conhecimento profissional e acadêmico e possibilitando a formação de pesquisadores na área da Comunicação.
Navegar
Navegando Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia - PPGCOM/ILC por Linha de Pesquisa "MÍDIA E CULTURA NA AMAZÔNIA"
Agora exibindo 1 - 4 de 4
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) O indígena notícia na Tv Liberal: corpos de memórias coletivas(Universidade Federal do Pará, 2015-11-24) SENA, Arcângela Auxiliadora Guedes de; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863Esta dissertação analisa a presença indígena no telejornalismo da TV Liberal, emissora com sede em Belém, capital do Pará, afiliada à Rede Globo de Televisão, que se constitui como uma das maiores audiências do País. Analisaremos quatro materialidades, três (03) reportagens e uma (01) vinheta institucional da emissora, veiculados entre abril de 2012 e dezembro de 2014. Esse período foi recortado a partir de três acontecimentos bastante significativos para os povos indígenas que vivem no estado do Pará: a realização das edições dos Jogos Indígenas no Estado, os trabalhos envolvendo a construção de Belo Monte e o conflito entre Tembé e colonos na Terra Indígena Alto Rio Guamá. Desde o início da programação televisiva, no Brasil, em 1950, os telejornais começaram a se constituir como um significativo formador de opinião entre os brasileiros. No entanto, não são homogêneos,pois estão intrinsicamente associados aos grupos políticos ou/e econômicos a que estão ligados. A televisão, na condição de um significante dispositivo de produção de identidades,ou seja, um instrumento de controle do poder e de controle da circulação dos saberes, trabalha de maneira a ordenar os discursos, a partir de diferentes perspectivas e o telejornalismo está vinculado à ideia de tradução da realidade, ele representa a não ficção. Analisaremos o telejornalismo da TV Liberal tomando como perspectiva a descrição dentro do universo multifacetado e complexo da Amazônia. Procuraremos observar suas práticas discursivas,seus movimentos de regularidades e dispersões e as redes de memórias dos sujeitos históricos que colocam em circulação os discursos comprometidos com o sistema colonial e suas atualizações. Tomaremos o corpo indígena, apresentado nos jornais da TV Liberal, como objeto central de nossa análise. Para isso, vamos considerar o corpo indígena como principal enunciado visual das reportagens e os processos de intericonicidade que estabelecem (COURTINE, 2011). Serão também delineadores de nosso percurso analítico os conceitos de história descontínua e acontecimento, formulados por Foucault (2014). Este corpo indígena, como notícia, apresentado nas telas de TV, está imbricado com as condições de possibilidades históricas de quem produziu os telejornais e procura forjar uma “realidade” sobre os povos indígenas em uma materialidade audiovisual associado à verdade de uma história regular, que silencia os saberes ou quando aparecem, recorrentemente retomam memórias estabelecidas a partir do discurso colonial, ainda no século XVI, que se insurgiram através da literatura ou de iconografia de viagens cheias de desdobramentos morais e filosóficos, em diferentes materialidades como cartas, relatórios internos ou descrições de uma figura ideal para a sociedade àquela época. Nas pesquisas com telejornais locais, o funcionamento discursivo,muito recorrentemente atualiza esta memória colonial sobre os indígenas. Desejamos, portanto, com esse trabalho participar do debate acadêmico sobre telejornalismo, uma vez que o estudo do gênero, numa perspectiva Amazônica ainda é algo pouco explorado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Não é só futebol: uma análise dos laços de afetos que envolvem os torcedores do Clube do Remo(Universidade Federal do Pará, 2017-03-24) FREITAS, Aline Meriane do Carmo de; CASTRO, Fábio Fonseca de; http://lattes.cnpq.br/5700042332015787Nesta dissertação proponho uma etnografia da intersubjetividade, isto é, uma análise dos processos socioculturais comunicativos com o objetivo de compreender a sensibilidade e produção de sentidos “sensíveis” que envolvem os torcedores do time de futebol Clube do Remo, a partir de uma dimensão afetiva e coletiva. O amor, a alegria, a dor, a excitação, a raiva e, em alguns momentos, a decepção são alguns dos sentimentos partilhados, afetivamente, pela torcida e fundamentais para a compreensão dos processos de socialidade que os envolvem. Apoiada em uma etnografia densa (GEERTZ, 1989) verifiquei a relação existente entre intersubjetividades e socialidades enquanto prática social do viver coletivamente a emoção. Esta metodologia permitiu maior liberdade entre a pesquisadora e os interlocutores em virtude de possibilitar a vivência, observação e interação. A própria percepção a um olhar, um gesto, um sorriso ajudou na compreensão pretendida e, assim, tudo se tornou relevante durante a pesquisa. A escolha de fazer uma etnografia utilizando como objeto de estudo a torcida do Clube do Remo, com foco na barra brava Camisa 33, ocorreu por motivos singulares. A barra tem como premissa não ter a burocracia das organizadas, possui forte presença na internet e acompanha o Remo em qualquer modalidade que ele estiver participando, inclusive, no esporte amador. Por meio da etnografia foi possível estabelecer uma relação direta com marcadores sociais da diferença e perceber que a torcida é caracterizada por ser classe média, boa parte dos integrantes, são jovens e universitários. Neste sentido, para analisar as relações que o futebol evoca durante os jogos e, para além deles, utilizei a fenomenologia proposta por Alfred Schutz (1967) e que possibilitou a categorização das tipificações engendradas pelos torcedores visando compreender experiências vivenciadas, por eles, em sua quotidianeidade e, portanto, práticas sociais que refletem a dimensão comunicacional do processo intersubjetivo, com foco na dimensão sensível da interação social. Dessa maneira, verifiquei de que modo o afeto, o gosto, o ethos e a empatia são tipificados e se fazem presentes na vida social quotidiana da torcida remista. Para fazê-lo, dialogo com um referencial teórico-metodológico com foco na perspectiva da intersubjetividade no qual utilizo conceitos de Alfred Schutz, Arlei Damo, Gilberto Velho, Michel Maffesoli e Roberto DaMatta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Pioneiros e duendes: desenvolvimento e integração da Amazônia a partir dos filmes documentários de Jean Manzon(Universidade Federal do Pará, 2018-04-03) SANTOS, Rodrigo Wallace Cordeiro dos; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863Do final dos anos de 1940 até os dias atuais, a Amazônia brasileira recebeu várias ações do governo federal que, entre outras razões, possuem o objetivo de trazer progresso e desenvolvimento para a região. O ponto de partida desta pesquisa é a construção da estrada Belém-Brasília no final dos anos 1950, inserida num grande plano de desenvolvimento nacional, o Plano de Metas do governo do presidente Juscelino Kubitscheck. Durante o período de construção da estrada, havia uma legislação que incentivava a produção de pequenos documentários no país. O cineasta francês Jean Manzon foi um dos principais realizadores desses documentários de propaganda e sempre esteve muito próximo aos núcleos de poder do país. Aqui vamos analisar duas de suas produções sobre a construção da Belém- Brasília, Amazônia vai ao encontro de Brasília (1958) e Coluna Norte (1960) e procurar visibilizar os povos indígenas que viviam nesta região. Estes filmes são carregados de discursos sobre a Amazônia caracterizada pelo exotismo, ufanismo e ainda pela ausência de populações indígenas e outros povos. A partir dos estudos do discurso, tomando como referência as formulações de Michel Foucault e de Rosário Gregolin e de autores interessados em discussões decoloniais como Ivânia Neves e Aníbal Quijano, analisaremos quais as condições de possibilidades históricas que permitiriam que alguns discursos sobre a Amazônia fossem visibilizados e outros silenciados nestes filmes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A presença indígena nos grafites de Belém: entre fraturas e resistências(Universidade Federal do Pará, 2017-04-05) SILVA, Camille Nascimento da; NEVES, Ivânia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2648132192179863A motivação para esta dissertação é o silenciamento das sociedades indígenas. Seja na mídia televisiva, imprensa ou na internet, os discursos produzidos sobre estas sociedades são carregados de estereótipos, dando a elas o lugar do incivilizado, do estranho, do diferente da sociedade ocidental. Começamos a pesquisa a partir da observação do aumento do número de grafites na cidade de Belém nos últimos dez anos, mais precisamente com a figura indígena. Observamos também o deslocamento desta materialiade discursiva, o grafite, para outros espaços além da rua, como as galerias de arte e a internet. Nossa pesquisa busca analisar a construção dos discursos e enunciados sobre as sociedades indígenas nesta intervenção urbana. Como suporte teórico, optamos por aliar ao nosso objeto de estudo o método teórico da Análise do Discurso de vertente Francesa, com conceitos como discurso, enunciado, recorrências e dispersões, propostos por Michel Foucault, Jean-Jaqcques Courtine e Rosário Gregolin. Além disso, outros teóricos que tomam a cidade como seu objeto de pesquisa se fizeram presente em nossa análise, a saber, Massimo Canevacci e Lucrécia D’Aléssio Ferrara, que consideram a cidade como meio comunicativo. Utilizamos também a análise de Walter Mignolo sobre a enunciação fraturada decorrente do processo de colonização.
