Navegando por Linha de Pesquisa "Processos comportamentais complexos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autores de Violência Doméstica entre Parceiros Íntimos: Características Biopsicossociais a Partir dos Casos Notificados entre 2018 e 2022(Universidade Federal do Pará, 2025-12-12) RIBEIRO, Adriana Almeida de Azevedo; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; https://lattes.cnpq.br/7613198431695463; https://orcid.org/0000-0001-9550-409X; VALE, Kamilly Souza do; SOARES, Pedro Felipe dos Reis; http://lattes.cnpq.br/9384106567155237; http://lattes.cnpq.br/6486322487647409; https://orcid.org/0000-0002-7031-2240; http://orcid.org/0000-0002-7154-908XA violência contra a mulher configura-se como um grave problema de saúde pública, manifestando-se predominantemente no ambiente doméstico e em relações de afeto, resultando em danos físicos, sexuais e psicológicos. Apesar do aumento expressivo de casos no Brasil, com o estado do Pará ocupando a 8ª posição entre os mais violentos do país, a literatura ainda apresenta lacunas quanto às características dos agressores. Diante desse cenário, o presente estudo objetivou traçar o perfil biopsicossocial dos autores de violência doméstica entre parceiros íntimos, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2018 e 2022. Os resultados indicaram que os autores no Pará são majoritariamente homens adultos, cujas ações estão inseridas em um contexto patriarcal que naturaliza desigualdades de gênero. Observou-se a predominância das violências física e psicológica, frequentemente associadas ao consumo de álcool como fator potencializador da agressividade. Conclui-se que, embora o foco acadêmico recaia majoritariamente sobre as vítimas, a compreensão detalhada do perfil e das práticas dos autores é um passo fundamental para o rompimento do ciclo de violência, fornecendo subsídios essenciais para a elaboração de políticas públicas preventivas e educativas mais eficazes no cenário regional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica entre aspectos da vida sexual e satisfação relacional em mulheres com Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) SANTOS, Lídia Silveira dos; BURTI, Juliana Schulze; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; NATIVIDADE, Jean Carlos; VARELLA, Marco Antônio Corrêa; VALENTOVA, Jaroslava Varella; http://lattes.cnpq.br/9542120311882103; http://lattes.cnpq.br/8829511200588111; http://lattes.cnpq.br/7200084634468815Seres humanos geralmente investem muito tempo, esforço e recursos em seus relacionamentos amorosos na tentativa de mantê-los ou protegê-los contra ameaças. A ampla gama de atividades envolvidas nesses processos é denominada comportamentos ou estratégias de manutenção do relacionamento. O sexo, principal característica distintiva entre relacionamentos amorosos e outros tipos de vínculos íntimos, é uma dessas estratégias. Por meio da intimidade física, o sexo favorece o vínculo emocional entre os parceiros, influencia positivamente a satisfação relacional e, assim, contribui para a manutenção dos laços amorosos. Contudo, entre indivíduos que enfrentam dificuldades relacionadas à vida sexual, o sexo passa a demandar adaptações ou até o apoio de outras estratégias capazes de promover a intimidade. Nesta pesquisa, investigamos se aspectos da vida sexual (frequência de diferentes práticas sexuais, níveis de satisfação sexual e função sexual) parecem influenciar os relacionamentos (níveis de vínculo emocional e satisfação relacional) de um grupo de mulheres com a síndrome de MayerRokitansky-Küster-Hauser (n = 34), uma condição congênita caracterizada pela ausência parcial ou completa do útero e da vagina, em comparação com um grupo controle (n = 80). Foram incluídas mulheres entre 18 e 64 anos de idade, em relacionamentos amorosos de no mínimo seis meses, e que responderam adequadamente aos questionários. Os principais resultados indicaram que, apesar de níveis semelhantes de satisfação sexual e relacional entre os grupos, nas mulheres com a síndrome, a satisfação com o relacionamento não esteve associada à satisfação sexual, mas sim ao vínculo emocional com a parceria. Esses achados corroboram estudos anteriores que sugerem que pessoas que enfrentam desafios na vida sexual tendem a recorrer a comportamentos que reforcem o vínculo emocional (como demonstrações de afeto e proximidade física) como alternativa para preservar a intimidade física e manter a satisfação relacional.
