Navegando por Linha de Pesquisa "TEORIAS DA LINGUAGEM E ENSINO"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O apagamento do rótico em posição de coda silábica na escrita escolar(Universidade Federal do Pará, 2021-12-16) NATIVIDADE, Demiany Cristina Cursino; OLIVEIRA, Demerval da Hora; http://lattes.cnpq.br/9406653724224547Este trabalho investiga o apagamento do R em posição de coda no final de palavras em textos de alunos do 6º ano do ensino fundamental de uma escola pública no município de Ananindeua. À luz da Sociolinguística Variacionista, procedeu-se a uma análise de cunho variacionista em textos do gênero conto, produzidos em contexto de sala de aula, com o objetivo de observar o uso (ou não), por parte dos alunos, do R em final de palavras e a interferência da fala na ocorrência desse fenômeno. A análise dos grupos linguísticos e extralinguísticos visa à identificação dos fatores que efetivamente favorecem a ocorrência do fenômeno em estudo, de modo a servir de informação para a elaboração de uma proposta didático-pedagógica de intervenção como propósito de auxiliar o professor e possibilitar ao aluno a ampliação de sua competência comunicativa e repertório linguístico sobre o tema em questão. Os textos foram coletados em sala de aula após a leitura e discussão de um conto que serviu de base para a produção dos alunos. Realizou-se uma análise quantitativa dos dados provenientes dos textos dos alunos por meio do programa de regra variável GoldVarb X que mostrou significativa influência de fatores como sexo, extensão do vocábulo e o tipo da vogal que antecede o rótico para a ocorrência do fenômeno. Com base nos resultados obtidos e nas reflexões sobre ensino de Língua Portuguesa, elaborou-se uma proposta de intervenção com o objetivo de oferecer a professores e alunos uma alternativa de estudo do objeto em análise que fizesse o aluno a refletir e operar sobre a linguagem, fazendo uso mais consciente das regras do uso do R em final de palavras em situações de maior ou menor monitoramento, segundo as intenções e propósitos comunicativos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A consciência socioideológica e a produção valorada do discurso : uma proposta pedagógica para o 9º ano com o gênero discursivo carta aberta(Universidade Federal do Pará, 2021-06-28) SANTOS, Iris Letiere da Silva; OHUSCHI, Márcia Cristina Greco; http://lattes.cnpq.br/3038449011739174A presente pesquisa consiste na elaboração de um Projeto Pedagógico de Leitura e Escrita com o gênero discursivo carta aberta, voltado a alunos do 9º ano, para o desenvolvimento da consciência socioideológica e a produção valorada do discurso. À luz da Linguística Aplicada e vinculada ao Projeto Pedagógico de Pesquisa O ensino da Língua Portuguesa por meio da concepção sociológica e valorativa da língua(gem), da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus de Castanhal, a investigação fundamenta-se na concepção dialógica de língua e linguagem, a partir de sua abordagem sociológica e valorativa, e no Interacionismo, bases teóricas sustentadas nos estudos do Círculo de Bakhtin (VOLÓCHINOV, 2017 [1929]; BAKHTIN, 2011 [1979], dentre outros). Ao buscar responder de que forma é possível sistematizar atividades que contribuam para que o aluno evidencie a consciência socioideológica e a produção valorada do discurso em suas produções textuais do gênero discursivo carta aberta, a investigação levanta a hipótese de que o Projeto de Leitura e Escrita, elaborado a partir da abordagem sociológica e valorativa da linguagem, auxilia os alunos do 9º ano a evidenciarem, na produção textual do gênero discursivo carta aberta, aspectos sociais, históricos e ideológicos, e a apresentarem marcas de discurso valorativo. A pesquisa caracteriza-se como qualitativo-interpretativa, de caráter propositivo e natureza aplicada, e tem como objetivo geral propor um Projeto Pedagógico de Leitura e Escrita para o 9º ano, com o gênero discursivo carta aberta, com o intuito de contribuir para a constituição da consciência socioideológica e a produção valorada do discurso dos alunos. Como objetivos específicos, propõe-se: a) compreender como os aspectos sociais e ideológicos podem ser contemplados no interior do Projeto de Leitura e Escrita; b) verificar como a questão valorativa precisa ser contemplada no Projeto de Leitura e Escrita, de forma a contribuir para a produção textual da carta aberta, com vistas à persuasão do interlocutor e o alcance da finalidade discursiva da carta aberta. Com intuito de buscar responder ao questionamento desta pesquisa, procedeu-se a uma atividade diagnóstica com o gênero discursivo carta aberta para verificação do conhecimento dos alunos sobre o gênero, e, principalmente, se havia indícios de consciência socioideológica e produção valorada do discurso em suas produções. A análise diagnóstica apontou alguns indícios de posicionamento axiológico na escrita, pouco conhecimento dos alunos sobre o gênero e problemas relacionados à articulação do texto e à norma culta da língua em sua modalidade escrita. Diante desses resultados, tendo como referência a metodologia de Lopes-Rossi (2008), foi elaborado um Projeto Pedagógico de Leitura e Escrita com o gênero discursivo carta aberta, voltado ao 9º ano, com o objetivo de contribuir para a constituição da consciência socioideológica e a produção valorada do discurso dos alunos. Para tanto, foram desenvolvidas atividades de leitura voltadas para a reflexão sobre as relações sociais, históricas e ideológicas do contexto de produção do texto explorado no projeto, bem como foram elaboradas perguntas sobre o conteúdo temático, compreensão e interpretação, de estilo e construção composicional. O Projeto gerou um produto educacional, em formato de e-book, a ser disponibilizado na plataforma educapes.capes.gov.br, como material de apoio a professores de Língua Portuguesa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Construção de glossário como mediação da escrita de alunos do campo(Universidade Federal do Pará, 2019-08-29) BORGES, Helena do Socorro Damasceno Palheta; LIMA, Alcides Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/2565242209879834O presente trabalho trata das dificuldades de leitura e escrita de textos de alunos da Escola do Campo. O objetivo geral da pesquisa consiste em descrever os principais problemas de escrita dos alunos e construir uma proposta didático-pedagógica para se enfrentar essa realidade. Como se sabe, as atividades de leitura e escrita envolvem processos sociocognitivos complexos e exigem domínios de habilidades (igualmente complexas) que se adquirem e se desenvolvem por meio de práticas linguísticas que favoreçam a conceptualização e a verbalização do mundo. Tais práticas linguísticas envolvem, por exemplo, a observação e a reflexão sobre as coisas do mundo, a produção de texto (oral e escrito), a reescrita e a reelaboração discursiva, a sintetização e o desenvolvimento de tópicos temáticos, a reflexão metalinguística. Neste presente trabalho, portanto, apresentamos uma proposta de intervenção, embasada (dentre outros) na Pesquisa-ação (cf. THIOLLENT, 2008) e na Sociolinguística Educacional (cf. BORTONI-RICARDO, 2004, 2008, 2014), que usa como estratégia a elaboração de um glossário especializado dos termos das atividades agrícolas da Escola do Campo. A pesquisa e a intervenção foram desenvolvidas juntamente com os alunos do sexto/sétimo ano, na Escola Municipal Agrícola de Barcarena-PA, e compreendem as seguintes etapas metodológicas: (i) Observação diagnóstica; (ii) Identificação e análise dos problemas de escrita; (iii) Apresentação dos resultados; (iv) Processo de produção de textos a partir do gênero verbete; (v) Elaboração de fichas catalográficas; (vi) Coleta e seleção dos dados; e (vii) Organização de um glossário ilustrado contendo 301 termos das atividades agrícolas da Escola, o qual foi a culminância da proposta de intervenção e que servirá como material didático na escola.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Da tradição oral ao texto escrito: trabalho com a escrita em sala de aula(Universidade Federal do Pará, 2023-09-28) GONÇALVES, Roseli Ferreira da Costa; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039Neste trabalho, discutimos uma experiência de apropriação da escrita nas aulas de Língua Portuguesa por alunos de uma turma de 5.º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Rotary, situada na cidade de Belém, no bairro da Condor. A pesquisa teve como ponto de partida múltiplas atividades de escrita e reescrita de textos baseadas no estudo de lendas. Partimos de uma pergunta essencial: “Como as marcas do trabalho do sujeito com a linguagem se manifestam, principalmente no processo de apropriação da ‘lenda’ por meio da escrita?”. Nosso objetivo geral consistiu em descrever marcas de um sujeito que trabalha com e sobre a linguagem ao apropriar-se de “lendas” por meio da escrita. Para a consecução deste, propusemos como objetivos específicos: a) estabelecer uma avaliação diagnóstica ampla das habilidades de escrita dos alunos nos momentos iniciais; b)identificar marcas que indiciem o trabalho do sujeito para apropriar-se de conhecimentos linguísticos, em diferentes níveis, dentro de atividades escolares de ensino de escrita; c)identificar marcas de uma apropriação “criativa” das lendas pelos alunos, por meio de suas produções escritas; d) discutir as possibilidades de desenvolvimento de um ensino de língua centrado no trabalho do sujeito com e sobre a linguagem no contexto das atuais práticas de ensino e de pesquisa sobre o ensino. O enfoque teórico pautou-se em autores adotam a perspectiva interacionista, entre eles: Volóchinov([1979] 2018) e o círculo de Bakhtin, Geraldi(2011, 2013,2015 e 2019), Franchi (1995), Gancho(2006). A metodologia de nosso trabalho, consistiu em uma Pesquisa-ação por apresentar seus princípios fundamentais, segundo Thiollent e Colette (2014) — contrato, participação, mudanças, discurso e ação. Tivemos como enfoque uma pesquisa descritivo-qualitativa de caráter diagnóstico, pela qual realizamos um trabalho de observação, investigação e reflexão do produto de nossa própria prática docente. Em sala de aula realizamos múltiplas atividades pautadas nos eixos da escrita e da reescrita textual, seguindo a concepção de Geraldi (2011) de escrita como trabalho. Mostramos com a nossa experiência que o processo de apropriação da escrita de texto pelo aluno se dá por meio da interação, prática e reflexão. A escrita do sujeito constitui-se de vozes, as quais ecoam nas escolhas de palavras, expressões e forma de pensar o mundo, evidenciando a constituição de processos de escrita que consintam aos alunos constituírem-se como autoresDissertação Acesso aberto (Open Access) Desafios e estratégias para o desenvolvimento da fluência leitora: um estudo com alunos do Ensino Fundamental maior(Universidade Federal do Pará, 2026-04-02) FERREIRA, Railson Silva,; LIMA, Alcides Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/2565242209879834; https://orcid.org/0009-0002-9250-1613; FERNANDES, Marcela Moura Torres Paim; CUNHA, Marcos André Dantas da; OLIVEIRA, Marilucia Barros de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7491110175871163; http://lattes.cnpq.br/0195316299643772; http://lattes.cnpq.br/9728768970430501Esta pesquisa tem como objetivo analisar os níveis de fluência em leitura oral de alunos do Ensino Fundamental Maior (do 6º e do 9º ano) de uma escola pública ribeirinha do município de Curralinho, no estado do Pará, bem como identificar fatores escolares e extraescolares que interferem no desenvolvimento dessa competência e propor estratégias pedagógicas de intervenção. Fundamentada em concepções sociointeracionistas de linguagem e leitura, ancoradas na Linguística Textual de Koch e Elias (2011), no dialogismo de Bakhtin/Volóchinov (2006) e nos estudos sobre fluência leitora de LaBerge e Samuels (1974), Kuhn e Stahl (2003) e Machado (2018), a investigação compreende a fluência como a união de três fatores fundamentais: velocidade, precisão e prosódia, intimamente relacionados à compreensão textual. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualiquantitativa, de natureza aplicada, desenvolvida por meio da pesquisa-ação. Os dados foram coletados a partir de testes de leitura em voz alta, questionário socioeconômico e observações sistemáticas, permitindo a classificação dos níveis de fluência leitora dos alunos (alto, médio e baixo). Os resultados evidenciam que uma parcela significativa dos estudantes apresenta dificuldades acentuadas na decodificação automática e na expressividade da leitura, o que compromete a compreensão textual; isso se evidencia especialmente em contextos marcados por restrições socioeconômicas, escassez de materiais de leitura, reduzida prática leitora fora da escola e longos tempos de deslocamento no transporte escolar. Em contrapartida, observou-se melhor desempenho entre alunos que mantêm práticas regulares de leitura em espaços extraescolares, como grupos de estudos vinculados a instituições religiosas da comunidade. A partir desses achados, é apresentada uma proposta de intervenção pedagógica voltada ao fortalecimento da fluência em leitura oral, considerando as especificidades do contexto ribeirinho. Conclui-se que o desenvolvimento sistemático da fluência leitora nos anos finais do Ensino Fundamental constitui condição essencial para a melhoria da compreensão textual e do desempenho escolar, exigindo ações pedagógicas intencionais e contextualizadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A dinâmica discursiva no jornal escolar: a negociação de vozes em práticas de uso real da língua(Universidade Federal do Pará, 2018-11-09) GOMES, Sacha Emmanuelle de Sousa; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039Nesta pesquisa, a partir de uma intervenção de pesquisa que visou o ensino de escrita para um jornal escolar, analisamos 11 textos jornalísticos escritos por alunos do 9º ano de uma escola estadual. Isso aconteceu depois de termos observado que as críticas que os discentes faziam em relação à escola não tinham espaço nos textos que escreviam nas aulas. Como forma de atender a esses dizeres não ouvidos, vimos a necessidade de investigar como os alunos, ao escreverem para o jornal escolar pensavam as experiências escolares e como incorporavam a palavra do outro, como a dos entrevistados, em seus textos. Pautamo-nos pela seguinte pergunta de pesquisa: como o aluno ao planejar e organizar as ideias, pesquisas e entrevistas, elabora construções textuais que incluem sua voz e a voz do outro no texto do jornal escolar? Tivemos como objetivo geral criar por meio de um jornal escolar um espaço para que o aluno use a palavra em práticas de uso reais da língua. Buscamos nos objetivos específicos: i) “Devolver a palavra” ao aluno tal como na expressão de Geraldi, para quem o texto deve ser construído com base em uma escrita real na qual o leitor do texto não seja apenas o professor, ii) Discutir como os alunos constroem pontos de vista sobre as situações vividas no espaço escolar e iii) Ensinar estratégias de gerenciamento de vozes tendo como base a intenção a ser alcançada, iv) Analisar os mecanismos linguísticos utilizados para a introdução da palavra do outro e negociação de vozes surgidas a partir do ensino do gerenciamento das vozes presentes no texto por intermédio de uma proposta de intervenção. Esta é uma pesquisa-ação que compreende uma perspectiva social da escola e outra que é a perspectiva discursiva da linguagem. Para a construção da primeira tomamos como base os teóricos Soares (2017), Geraldi (1993) e Apple (1995). Para a segunda, baseamo-nos nos teóricos Pêcheux (2014), Maingueneau (2014) e Authier-Révuz (2004). A metodologia de nossa intervenção incluiu a criação de um jornal escolar chamado “Jornal Tipití”, a instauração de práticas de escrita de textos para esse jornal, como a leitura e reescrita contínuas, às vezes em caráter voluntário. Em sala de aula, realizamos atividades voltadas para o ensino das formas de inclusão das palavras do outro no discurso que partiram da leitura de um texto, dando conta das interferências reais surgidas a partir dele. Os resultados mostraram que o texto escrito para o jornal escolar provocou diversas polêmicas na escola e a compreensão da inserção da voz do outro no texto contribuiu para um ensino e aprendizagem de escrita mais reflexivos no que diz respeito à intenção do texto escrito no Ensino Fundamental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Educação literária: desvendando o texto literário no 7º ano do Ensino Fundamental a partir da formação de círculo de leitura em comunidade de leitores(Universidade Federal do Pará, 2018-03-28) SOUSA, Andrea Farias; FARIA JÚNIOR, Fernando Maués de; http://lattes.cnpq.br/8640178343507222O presente trabalho visa discutir a formação de leitores através da experiência literária em Círculos de Leitura com alunos do 7º ano de uma escola pública municipal de São Luís do Maranhão, por meio de uma proposta de intervenção pedagógica. O objetivo é identificar de que forma referida prática possibilita a formação de leitores literários inseridos em uma comunidade leitora na qual a escolha, leitura, discussão e análise do texto literário desenvolvem-se sob a mediação do professor a partir da socialização de impressões, percepções, conexões com outros textos e com a vida. A partir da compreensão de leitura como prática cultural a ser internalizada e historicizada (BOURDIEU, 1996; CHARTIER, 1998), o referencial teórico respalda-se na perspectiva social de leitura com enfoque na teoria de Comunidade de Leitores desenvolvida por Stanley Fish (1995), Roger Chartier (1999), Maria de Lourdes Dionísio (2000), e de círculos de leitura proposta por Eliana Yunes (1999, 2009), Harwey Daniels (2004), Rildo Cosson (2014) e Luzia de Maria (2016). Evidenciam-se ainda concepções e procedimentos metodológicos de leitura literária propostos por Umberto Eco (2001), Antônio Candido (2004), Marisa Lajolo (1993, 2004), Regina Zilberman (1988, 1989, 2008), Luiz Percival Brito (2015), Renata Junqueira de Souza e Cyntia Girotto (2011) Trata-se de uma pesquisa do tipo observação-participante, de natureza qualitativa, descritiva e intervencionista. A coleta de dados foi extraída da análise das práticas leitoras no Círculo de Leitura, além de questionários aplicados como avaliação preliminar e exploratória. Resultados das análises permitem concluir que, apesar dos discursos que reforçam a rejeição de adolescentes pela literatura, os textos literários são provocadores de uma experiência leitora prazerosa quando compartilhada comunidades leitoras. Registra-se que a leitura literária em círculo leva os leitores a pensar coletivamente os sentidos dos textos a partir de suas próprias experiências de vida, de forma que a literatura sai da esfera estritamente fantástica para discutir fatos da vida real: violência, amizade, fidelidade, ganância, assim discutidos na obra Os assassinatos da Rua Morgue, de Edgar Alan Poe. Ao final da pesquisa é possível perceber uma mudança de visão dos alunos e de afinidades em relação à concepção de Leitura e Literatura. Por isso, pode-se afirmar que uma experiência leitora literária livre, partilhada coletivamente em Círculos de Leitura e firmada em um projeto de educação literária, é capaz de provocar uma atitude de politização e sensibilização necessárias à construção de ações de transformação coletiva.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O ensino da gramática por entrada de sentido: caracterização de seres/eventos em português(Universidade Federal do Pará, 2020-12-11) CAVALCANTE, Márcia do Socorro Botelho; ABDON, Iaci de Nazaré Silva; lattes.cnpq.br/2212976917586395Este trabalho insere-se na área de Linguagens e Letramento do Mestrado Profissional em Letras (PROLETRAS) da Universidade Federal do Pará, e tem como tema um estudo teórico-prático sobre a caracterização dos seres e eventos em língua portuguesa pela entrada de sentido. Problematiza-se que a maioria dos alunos da escola contexto da pesquisa mostra insegurança em como identificar características de seres e eventos expressas num texto, considerando-se que, além dos adjetivos, outras formas linguísticas se relacionam com a categoria de sentido de que se trata neste trabalho. A partir do fenômeno levantado, à luz dos pressupostos teórico-analíticos da Semiolinguística, com base em estudos de Travaglia (2011) e Charaudeau (2015), além de contribuições de estudiosos como Bakhtin(1992[1929], Geraldi (2003[1997], 2012[1984]), Zanini (1999), Neves (2018), North & Santaella (2017), tem-se como objetivo geral elaborar um Produto Educacional sobre o ensino de gramática por entrada de sentido, a partir do enfoque metodológico de Lopes-Rossi (2002; 2008), e contribuições de Menegassi (2010; 2018) e Ohuschi (2018; 2019) e Ritter (2010), para ser desenvolvido em turmas dos 9ºanos do Ensino Fundamental. Para tanto, foram objetivos norteadores (i) investigar qual o conhecimento prévio dos alunos sujeitos da pesquisa quanto ao processo de caracterização; (ii) examinar a contribuição de gramáticas acerca do estudo sobre caracterização (adjetivação), o que poderá servir de parâmetro para o presente trabalho; (iii) relacionar a concepção teórica construída pela Gramática dos Sentidos com a prática escolar no ensino de gramática em língua portuguesa. Procedeu se, como opção metodológica, a uma pesquisa participante, de cunho predominantemente descritivo qualitativo no tratamento dos dados levantados, pelos quais se buscou ter indícios do conhecimento dos sujeitos da pesquisa quanto ao processo de caracterização e das formas disponíveis na língua portuguesa. Os instrumentos utilizados para a pesquisa diagnóstica constituíram se de técnicas de observação e de registros para a constituição de um corpus a partir do qual se confirmou que, embora os alunos demonstrem competência para caracterizar, não têm o domínio suficiente de que existe uma diversidade de formas da língua para expressar categorias de sentido, o que justifica investir se no ensino de gramática com entrada pelos sentidos. De posse dos resultados, formulou se o Produto Educacional Texto, Gramática e Produção de Sentidos, cujas atividades propostas estão distribuídas por módulos didáticos –– de leitura, de análise linguística, de produção textual e de divulgação ao público –– e que tem como produto final, a produção escrita de uma coletânea de relatos pessoais, preferencialmente, para ser feita por alunos dos 9º anos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Experiências lexicológicas em sala de aula: construindo glossários com alunos do ensino fundamental(Universidade Federal do Pará, 2018-02-21) SILVA, João Batista Poça da; LIMA, Alcides Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/2565242209879834As ciências do léxico são ramos da Linguística cujas contribuições são pouco exploradas em atividades letivas no ensino fundamental. Partindo-se desse pressuposto, busca-se constatar que os atos de conceituar e definir, corporificados por meio do gênero discursivo verbete, podem promover a capacidade comunicativa dos alunos e contribuir para o aprimoramento de leitura e escrita. Esses atos, porém, encontram pouco espaço nas aulas, enquanto o dicionário, a enciclopédia e o glossário, quando usados, têm seu alcance interdisciplinar praticamente anulado, porque seu usuário é quase sempre considerado como mero consulente, ou seja, como alguém que apenas consulta publicações voltadas para o verbete, ao passo que não se valoriza nele a habilidade de conceptualizar (recortar cultural e linguisticamente a realidade). Assim, pergunta-se de que modo o estudo de aspectos lexicais da língua pode contribuir para que o aluno organize e domine melhor os conceitos estudados nas diversas disciplinas curriculares, o que leva ao objetivo geral do presente trabalho, que consiste em formular, propor, aplicar e avaliar práticas relacionadas ao trabalho com o léxico comum e especializado em sala de aula, numa perspectiva interdisciplinar. Desse objetivo principal, derivam outros, entre os quais: descrever e analisar o modo como os livros didáticos de algumas disciplinas abordam o verbete; mediar a familiarização dos alunos com os diversos gêneros lexicográficos; instrumentalizar os alunos para elaborar verbetes e glossários; elaborar uma proposta de material didático norteado pela elaboração de verbete como recurso para a prática reflexiva da conceptualização. As principais hipóteses testadas por meio da pesquisa postulam que os atos de conceituar, definir e registrar por escrito ajudam a organizar as ideias e a melhorar o desempenho do aluno nas diversas disciplinas; além disso, que é mínima ou inexistente, nos espaços letivos e materiais, a relevância dada ao aspecto lexical da língua; que os diversos gêneros lexicográficos são subutilizados como fonte de aprofundamento de conteúdos; que o léxico é rico recurso de aproximação interdisciplinar; que o verbete é gênero discursivo apropriado para mediar atividades sobre o léxico, a gramática e aspectos textuais-discursivos; e que conceito e definição, devidamente diferenciados, contribuem para o aluno melhor estabelecer estratégias de estudo. O aporte teórico da pesquisa se apoia nos estudos de Biderman (2001), sobre as ciências do léxico; de Barbosa (2001) e Finnato (2002) acerca da conceptualização e da definição; de Pontes (2009), Carvalho e Bagno (2011) e Ilari (2015), em torno da Lexicografia e seus subcampos teórico, prático, pedagógico e educacional; de Antunes (2012), sobre léxico e discurso em contexto de ensino-aprendizagem; de Barros (2004) e Lima (2010), sobre Terminologia e Terminografia; e de Dionisio (2010), acerca do gênero discursivo verbete. No percurso metodológico, optou-se pela pesquisa participante para intermediar a observação do trabalho com o léxico numa turma de sexto ano do ensino fundamental, em quatro disciplinas, a saber, História, Ciências, Matemática e Língua Portuguesa. Duas fontes geraram dados que passaram por análise qualitativa: livros didáticos utilizados nas aulas das respectivas disciplinas e questionários semiestruturados aplicados junto aos professores e alunos da turma atingida. A partir das análises, reflexões e cotejos realizados, foi elaborada e aplicada uma proposta de intervenção com atividades de conceptualização que culminam na elaboração de glossários pelos próprios alunos. O estudo e a aplicação da proposta levaram à constatação de que atividades com conceitos e definições mediadas pelo gênero verbete são importante recurso de organização e expressão de conhecimentos e seus resultados positivos abarcam diversas disciplinas curriculares. Constatou-se também que o leque de possibilidades criativas propicia uma abordagem agradável e produtiva do léxico em sala de aula. O resultado prático do trabalho consiste num caderno de atividades didático-pedagógicas disponibilizado às escolas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Filigranas da memória: a construção de narrativas de histórias de vida na EJA(Universidade Federal do Pará, 2018-02-23) MONTEIRO, Tânia Carla da Silva; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039A presente pesquisa foi realizada em duas turmas da EJA de uma escola da rede estadual localizada na periferia de Belém e trata da produção de narrativas de memórias pelos alunos. O enfoque teórico baseia-se no embricamento entre memória e consciência, de acordo com o embasamento fornecido pelas obras Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico da linguagem, de Mikhail M. Bakhtin/Voloshínov (2014), e Memória e sociedade: lembranças de velhos, de Ecléa Bosi (1994). Na obra de Bakhtin/Voloshínov, buscamos os conceitos de signo e consciência, e na de Bosi, o conceito de memória. Buscamos mostrar que essas noções se articulam à medida que, ao se reconstruir a memória, se procede à construção de discursos que refletem e refratam a realidade da sociedade na qual está inserido o sujeito. A questão norteadora é: Como ensinar escrita por meio de narrativas de memórias de alunos da EJA? O objetivo geral é contribuir para o aperfeiçoamento da escrita desses alunos, a fim de superar a resistência em relação a essa modalidade de produção de textos, levando-os a aprimorarem suas habilidades em relação ao uso da língua portuguesa. Como objetivos específicos, pretendemos: a) diagnosticar as dificuldades existentes na produção de textos; b) superar a resistência dos alunos em relação à narração dos fatos de sua vida na construção de suas memórias; c) desenvolver habilidades de reescrita para melhorar seus textos no que diz respeito à estrutura narrativa e ao conteúdo e d) discutir a situação paradoxal em que esses alunos se encontram, estando ao mesmo tempo incluídos e excluídos na sociedade. A metodologia adotada consistiu na realização de uma pesquisa-ação aplicada em dois momentos. Na primeira, a pesquisa-piloto, trabalhamos com: escrita, orientação individualizada, gravação de áudios das memórias e reescrita. Os resultados da pesquisa-piloto serviram para aperfeiçoar a pesquisa final. Na segunda, a pesquisa final, trabalhamos com: escrita, estudo da estrutura narrativa, leitura literária, gravação de áudio, correção textual-interativa e reescrita. Como resultado final, constatamos que é possível ensinar escrita por meio de narrativas de histórias de vida, uma vez que, ao se narrar, ao mesmo tempo em que reconstitui as filigranas de sua memória, o aluno aprimora suas habilidades linguísticas e reflete sobre si e sobre o outro, revendo as ideologias que formam sua consciência e seu espaço na sociedade.
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