Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais - PPGDT/NMT
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3558
O Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais (PPGDT) integra o Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará (UFPA), realizando atividades de ensino, pesquisa e extensão e atuando na formação de docentes-pesquisadores para o estudo e o ensino das doenças tropicais e das patologias regionais no estado do Pará e na Amazônia.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais - PPGDT/NMT por Agência de fomento "CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise das manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos ao mercúrio na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2016-02-19) COSTA JUNIOR, José Maria Farah; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Introdução: A investigação dos impactos clinico-neurológicos associada aos níveis de exposição ao mercúrio em populações expostas são necessários na Amazônia. Objetivo: Analisar as manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos pela dieta nos municípios de Itaituba/PA e Acará/PA. Método: Foram coletadas amostras de cabelo para a determinação de Hg total, obtenção de dados demográficos e sintomatológicos emocionais (depressão, ansiedade e insônia) e motores (parestesia, fraqueza muscular, desequilíbrio ao andar, tremor, dor nos membros e disartria). Resultados: Houve uma prevalência do sexo feminino em ambos os municípios, assim como uma frequência maior de mulheres em idade reprodutiva. A concentração mediana de mercúrio total (HgT) em Itaituba foi significativamente superior (p<0,0001) que em Acará. As manifestações emocionais foram identificadas em 26 (26,5%) participantes de Itaituba e em 24 (52,2%) em Acará. Com relação às queixas motoras especificas, em Itaituba ocorreram em 63 (64,3%) voluntários, com dor nos membros (36,7%), a parestesia (32,6%) e a fraqueza muscular (27,5%) as mais referidas. No Acará, 33 (71,7%) participantes apresentaram manifestações motoras com o maior número queixando de parestesia (54,3%), dor nos membros (52,2%) e tremor (34,8%). As concentrações médias de HgT naqueles com manifestações emocionais, com manifestações motoras e com manifestações emocionais e motoras estiveram acima do considerado tolerável (6μg/g) pela Organização Mundial de Saúde em Itaituba. Conclusão: Os resultados revelaram a influência dos níveis de exposição sobre as manifestações emocionais e motoras. A monitorização com a aplicação de testes convencionais qualitativos e/ou quantitativos específicos são necessários para melhor suporte e controle dos casos, assim como também a investigação de outros sinais clínicos.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de série temporal da hanseníase no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016) PINHEIRO, Helder Henrique Costa; ARAÚJO, Marizeli Viana de Aragão; http://lattes.cnpq.br/7849256617873180; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054Objetivo: analisar uma série temporal de detecção de casos novos de Hanseníase no Estado do Pará, verificando as tendências epidemiológicas de acordo com as variáveis de observação da doença. Metodologia: delineamento observacional ecológico de série histórica de detecção de casos de Hanseníase no Estado do Pará com uso de dados secundários do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Foram calculados os coeficientes de detecção da Hanseníase geral e pelas variáveis em estudos e estimadas as tendências das séries temporais. Os dados do Estado do Pará foram comparados aos Estados do Estado do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Resultados: o coeficiente de detecção no Pará, em 2014, foi de 4,84 por 10.000 habitantes, com 32.177 casos detectados no período de 2008 a 2014, sendo estimado uma tendência de crescimento anual de -12,71%. A proporção em menores de 15 anos de idade foi de 10,4%, sendo a maior do Brasil. Maior frequência de casos Multibacilares (65,2%) na forma clínica Dimorfa (45,2%). Conclusão: a detecção de casos novos da Hanseníase é principalmente em homens adultos, de baixa escolaridade e residentes em áreas urbanas. A tendência de declínio na detecção de casos da doença é diferente da tendência estacionária no Estado do Mato Grosso. Entretanto, a tendência de casos da Hanseníase em crianças e adolescentes no Estado do Pará é estacionária.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise molecular de rotavírus tipo G9 de crianças na Região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2016-10-31) GUERRA, Sylvia de Fátima dos Santos; SOARES, Luana da Silva; http://lattes.cnpq.br/0556695301015859; MASCARENHAS, Joana D'Arc Pereira; http://lattes.cnpq.br/5156164089432435O rotavírus do grupo A (RVA) é o principal agente viral associado às gastrenterites agudas, ocasionando cerca de 200 mil óbitos entre crianças menores de cinco anos de idade anualmente. Pertencem à família Reoviridae, gênero Rotavirus, possui RNA de dupla fita (dsRNA) com 11 segmentos codificando 12 proteínas, sendo seis estruturais (VPs) e seis não estruturais (NSPs). Cada proteína designa um genótipo específico de RVA, sendo a proteína VP7 responsável pelo genótipo G, existindo, atualmente, 32 variantes genéticas. O genótipo G9 emergiu em escala global na década de 90, período este anterior a introdução da vacina de RVA no Brasil em 2006, sendo continuamente detectado até os dias atuais. Este estudo objetivou descrever a frequência e a constelação genética associada ao genótipo G9 circulantes na região Norte do Brasil. Foram selecionadas 50 amostras coletadas de 1999 a 2013, sendo 45 G9P[8], 2 G9P[4] e 3 G9P[6], nas quais se procedeu a suspensão e extração do dsRNA para posterior amplificação e sequenciamento de nucleotídeos. Foi observado que no período pré-introdução da vacina a frequência de G9 alcançou frequência de 43%, enquanto que após a introdução da vacina, a maior frequência obtida foi 12,5% (2008 a 2010). A análise filogenética do gene VP7 demonstrou que todas as amostras agruparam na linhagem III de G9, observandose modificações aminoacídicas em sítios antigênicos quando comparadas às cepas vacinais. Tal fato foi observado também na análise do gene VP4-P[8], os quais agruparam na linhagem III de P[8], enquanto que VP4-P[4] agrupou na linhagem V e VP4-P[6] na linhagem I. Todas as amostras G9P[6] e G9P[4] foram associadas à constelação DS-1, genogrupo 2, enquanto que as amostras G9P[8] apresentaram a constelação Wa, genogrupo 1, com exceção de uma amostra que apresentou o gene NSP3 com perfil DS-1. As amostras G9 da região Norte analisadas associaram-se às constelações esperadas e descritas em outras partes do mundo, com exceção de uma amostra G9P[8] que apresentou uma reestruturação genética na proteína NSP3. O genótipo G9 pode ser considerado um tipo usual de RVA na região Norte e apesar de terem sido detectadas as mesmas linhagens circulantes no período antes e após a implantação da vacina, observou-se modificações em regiões antigênicas relevantes assim como reestruturação genetica, enfatizando a necessidade de contínua monitorização das variantes genéticas circulantes de RVA.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise proteômica da resposta ao arsênio e do exoproteoma de Chromobacterium violaceum(Universidade Federal do Pará, 2011-07-06) CIPRANDI, Alessandra; SILVA, Artur Luiz da Costa da; http://lattes.cnpq.br/7642043789034070A Chromobacterium violaceum é uma beta-proteobactéria Gram-negativa comum da microbiota tropical e um patógeno oportunista para animais e humanos. A infecção causada pela C. violaceum apresenta alta taxa de mortalidade, mas os mecanismos da patogenicidade ainda não foram caracterizados. Como outros microorganismos ambientais, essa bactéria está exposta a condições externas muito variáveis, que exigem grande adaptabilidade e sistemas de proteção eficientes. Entre esses sistemas encontra-se um operon arsRBC de resistência ao arsênio, metaloide danoso à saúde humana associado a lesões de pele, doenças neurológicas e câncer. O objetivo deste trabalho foi investigar as alterações na expressão proteica de C. violaceum ATCC 12472 na presença do arsenito e caracterizar as diversas proteínas secretadas pela bactéria. As proteínas da C. violaceum foram analisadas por eletroforese bidimensional e espectrometria de massas. A análise proteômica revelou que o arsenito induz um aumento na quantidade das proteínas envolvidas na resposta ao estresse oxidativo, reparo do DNA e metabolismo energético. Entre as proteínas secretadas, foram identificados fatores de virulência (metalopeptidases, colagenase e toxinas), transportadores, proteínas de proteção contra estresses e com potencial aplicação biotecnológica. Os resultados mostraram que a C. violaceum possui um arsenal molecular de adaptação que a torna capaz de conservar suas atividades celulares e provocar lesões em outros organismos.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos epidemiológicos da infecção pelo vírus da hepatite C em populações ribeirinhas do estado do Pará, na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2015-09-24) FECURY, Amanda Alves; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769O vírus da hepatite C (HCV) possui grande número de infectados e pode causar hepatocarcinoma. Seu material genético de RNA tem 6 diferentes genótipos (1, 2, 3, 4, 5 e 6) e diversos subtipos, relacionados ao prognóstico da doença e a resposta ao tratamento. A principal rota de transmissão do HCV é a via parenteral, mas a transmissão vertical e intrafamiliar também são relatadas. O uso de drogas e o compartilhamento de perfurocortantes caracterizaram-se como fatores de risco para aquisição da infecção e são vias descritas e confirmadas pela literatura. Pouco se sabe sobre a transmissão viral em comunidades isoladas ou de difícil acesso, como as populações ribeirinhas. Este estudo objetivou determinar a prevalência da infecção viral, avaliar o perfil sorológico e os genótipos circulantes pelo HCV, e traçar as características epidemiológicas, descrevendo os principais fatores de risco para aquisição da infecção pelo HCV a que diferentes comunidades ribeirinhas residentes no Estado do Pará, na Amazônia Oriental, encontram-se expostas. Os entrevistados responderam um questionário para obtenção de informações epidemiológicas e as amostras de sangue periférico foram coletadas para realização dos testes sorológicos, moleculares e genotipagem. Foram coletadas 1.277 amostras das comunidades do Entorno da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, Pacuí, Furo do Maracujá e do Nazário. Predominou a faixa etária de 18 a 37 anos, sexo feminino, casados (as), baixa escolaridade, profissão de pescador ou extrator de açaí, com até 1 salário mínimo. Respeitadas as características particulares de cada local, o consumo de álcool e tabaco variou entre as comunidades, assim como o compartilhamento de materiais perfurantes e cortantes, dos kits de manicure, realização de cirurgias, internação hospitalar, presença de IST e se existem familiares com hepatite. O Pacuí apresentou prevalência da infecção pelo HCV de 8,84%, possuindo prevalência moderada da infecção e em Tucuruí foi de 2,25%, próximo à média nacional. O genótipo 1 foi encontrado em 100% das amostras do Pacuí e 70% das amostras de Tucuruí, que possuiu os 30% restantes das amostras pertencentes ao genótipo 3, seguindo o padrão de distribuição genotípica esperado. No Furo do Maracujá e do Nazário, não foram encontradas amostras positivas. As comunidades parecem possuir individualidades que devem ser consideradas para as tomadas de medidas de saúde pública, com risco aumentado de infecção pelo uso de drogas e o compartilhamento de objetos perfurocortantes. A circulação viral possuí prevalência intermediária a moderada, com padrão de distribuição genotípico correspondente ao brasileiro. A distribuição da infecção e suas características podem variar dentro do país e até dentro das próprias regiões, dependendo da presença e da circulação viral, além dos fatores de risco a que as comunidades se encontram expostas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade antiplasmodial e modelagem molecular de novas chalconas e derivados(Universidade Federal do Pará, 2008) PEREIRA, Glaécia Aparecida do Nascimento; RIBEIRO, Cláudio Tadeu Daniel; http://lattes.cnpq.br/0814854098256062; NASCIMENTO, José Luiz Martins do; http://lattes.cnpq.br/7216249286784978A malária é uma infecção causada pelo Plasmodium sp. e pode ser grave, se não tratada precocemente. Ela acomete importante fração da humanidade e tem profundo impacto sanitário mundial. Estima-se que 3,3 bilhões de pessoas estejam expostas ao risco de transmissão. Um dos problemas inerentes à infecção é o progressivo aumento da resistência do parasito aos antimaláricos. Nesse contexto, fazem-se necessários estudos para o desenvolvimento de novas alternativas quimioterápicas. Muitas substâncias têm atividade antiplasmodial comprovada, como as chalconas. Entretanto, as propriedades fisico-químicas dessas moléculas, que são importantes para suas ações biológicas, não estão bem estabelecidas. Neste trabalho, foi realizada a modelagem molecular e avaliada a atividade antiplasmodial de duas chalconas (HBR1 e LH2) e quatro derivados de chalconas (GH3, IV4, LCH1 e LCH3). Para isso, foram determinadas: as concentrações inibitórias em 50% do crescimento do P. falciparum in vitro e as propriedades físico-químicas das substâncias, como HOMO, LUMO, potencial eletrostático, C log P, energia de hidratação, polarizabilidade e volume molecular, através de cálculos virtuais. Os resultados dos valores calculados foram correlacionados com a atividade biológica, a fim de se identificar parâmetros químicos que possam influenciar a ação antiplasmodial. As concentrações inibitórias em 50% do crescimento do P. falciparum variaram de 0,2 a 1,7 μM, sendo que estes valores foram menores do que os descritos na literatura. O estudo da correlação entre as atividades biológicas e as propriedades fisico-químicas mostraram parâmetros determinantes de atividade biológica, como LUMO, potencial eletrostático, C log P e energia de hidratação, que podem auxiliar na seleção de moléculas mais ativas contra o P. falciparum. Assim, essas propriedades moleculares podem ser utilizadas no planejamento racional de novas chalconas e/ou derivados com atividade antiplasmodial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação in vitro dos efeitos de miltefosina, orizalina e TC95 no crescimento de Entamoeba histolytica(Universidade Federal do Pará, 2011) ALVARENGA, Betânia Mara; BATISTA, Evander de Jesus Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2206444845201080A amebíase caracteriza-se como uma doença crônica, não inflamatória, afebril que envolve a parede do intestino grosso podendo invadir a mucosa intestinal e se disseminar para outros órgãos, principalmente o fígado. A infecção por Entamoeba histolytica é tratada pelo metronidazol, mas este apresenta efeitos colaterais, por isso buscam-se medicamentos mais eficazes e que não tragam nenhum efeito adverso ao paciente. Além disso, o teste de novos fármacos pode revelar importantes particularidades do parasito, tais como a descoberta de vias metabólicas ou mesmo possíveis diferenças em sua estrutura. No presente trabalho foi testado o efeito amebicida do metronidazol, da dinitroanilina orizalina, uma droga inibidora de microtúbulos, da aquilfosfocolina miltefosina, que inibe a síntese de fosfolipídios de membrana, e da droga hibrida TC95, que apresenta os grupos funcionais dinitroanilina e alquilfosfocolina. Realizou-se cultura com trofozoítos do protozoário, onde as drogas e o controle com os diluentes foram adicionados após 7 horas de cultivo. Foi feita a contagem dos trofozoítos viáveis após período de 12 horas da adição das drogas e do controle em intervalos de 12 a 60 horas. Após análise das curvas de crescimento, detectou-se que o TC95 foi a droga mais efetiva dos três tratamentos, a miltefosina obteve pouca inibição e a orizalina não foi efetiva. Isso se deve a maior suscetibilidade do parasito a danos de membrana, com pouca efetividade da inibição dos microtúbulos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características epidemiológicas relativas à doença dental e infecção por Helicobacter pylori na cavidade oral de estudantes em Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2009) MATOS, Gyselly de Cássia Bastos de; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7253864056606024A infecção pela Helicobacter pylori é uma das mais comuns em humanos e apesar de possuir tropismo pelo estômago, pode ser encontrada na cavidade oral, mantendo uma relação comensal com o hospedeiro, enquanto a cárie dental também é uma doença infecciosa e resulta do metabolismo da placa bacteriana. Ambas as infecções apresentam alta prevalência em países em desenvolvimento, pois estas populações estão mais expostas a fatores ambientais de risco, e normalmente são adquiridas durante a infância. A prevalência destas infecções foi investigada na cavidade oral de escolares assintomáticos para doenças gástricas, provenientes de uma população de Belém-Pa, relacionando-se a alguns parâmetros de higiene e saúde bucal, condição socioeconômica e fatores de susceptibilidade genética como os grupos sanguíneos ABO e Lewis. Foram investigados 104 indivíduos, com idade média de 17 anos. De todos os participantes foram coletadas amostras de saliva e placa dental. A saliva foi coletada para identificação do estado secretor ABO e Lewis e estimação dos parâmetros salivares, e ambas, saliva e placa dental, foram coletadas para analise molecular dos genes 16S RNAr da H. pylori e FUT2. A H. pylori foi detectada em 79,8% dos escolares, com freqüência de 66,35% na placa dental e 58,65% na saliva. A prevalência de cárie foi de 82,8% na população estudada. A avaliação clínica da saúde bucal mostrou que o CPO-D médio encontrado foi de 3,53. Observou-se que a experiência de cárie tende a aumentar à medida que acresce a idade e que a infecção por H. pylori foi maior na primeira infância. O grau de instrução e o número de visitas ao dentista mostraram diferenças significantes em relação a presença de H. pylori. A distribuição fenotípica dos grupos sanguíneos ABO e Lewis não mostrou diferenças significantes entre indivíduos infectados e não-infectados, que expliquem haver maior susceptibilidade genética para infecção por H. pylori e cárie dental. No conjunto desta analise as elevadas freqüências encontradas denotam a necessidade de cuidados e tratamento das doenças dentais, como a cárie e sugere-se que a H. pylori na cavidade oral pode contribuir para a infecção e re-infecção do estômago após tratamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização das infecções por norovírus nas hospitalizações pediátricas por gastrenterite na cidade de Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-04-20) SIQUEIRA, Jones Anderson Monteiro; GABBAY, Yvone Benchimol; http://lattes.cnpq.br/1579859438466504O Norovirus (NoVs), pertencente a família Caliciviridae, ocasiona quadro de gastrenterite aguda (GEA) em pessoas de todas as faixas etárias. Sua relevância como causa de surtos já está confirmada, os quais ocorrem principalmente em locais fechados. Sua transmissão é, sobretudo, pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água/alimentos contaminados e contato pessoa-a-pessoa. A doença em geral se manifesta de forma súbita, caracterizada por diarreia, vômito, náusea e cólica abdominal. O objetivo deste estudo foi demonstrar a importância dos NoVs como patógenos associados às internações de crianças com quadro de GEA em Belém, Pará. A coleta dos espécimes fecais ocorreu de maio/2008 a abril/2011, sendo examinados somente aqueles com resultados negativos para rotavírus. Para a detecção dos NoVs foi utilizado o ensaio imunoenzimático (EIA) e a reação em cadeia mediada pela enzima polimerase e precedida de transcrição reversa (RT-PCR). As amostras com resultado positivo no EIA e negativo na RT-PCR foram submetidas a semi-nested RT-PCR, e aquelas que permaneceram negativas foram testadas pela PCR em tempo real. Foram analisadas 483 amostras, sendo observada uma positividade de 35,4% (171/483). Adotando-se a RT-PCR como o método de referência, o EIA apresentou sensibilidade de 85,9% e especificidade de 93,4%, com excelente reprodutibilidade entre ambas (Kappa= 0.8, p<0.0001). As 22 amostras positivas apenas por EIA foram testadas pela semi-nested RT-PCR e PCR em tempo real, sendo observada positividade de 63,6% (14/22) e 75% (6/8), respectivamente. O sequenciamento nucleotídico parcial da região da ORF1 demonstrou a circulação dos genótipos GII.4d (80,8%-42/52), GII.7 (7,7%-4/52) e GII.b (11,5%-6/52). Foi realizado o sequenciamento de 64,3% (9/14) das amostras positivas somente pela semi-nested RT-PCR, também correspondente a ORF1, sendo 55,6% (5/9) classificadas como GII.4d e 44,4% (4/9) como GII.b. Das 6 amostras classificadas como GII.b, cinco foram caracterizadas como GII.3 quando sequenciadas com iniciadores específicos da região do capsídeo viral, sugerindo a possibilidade de se tratarem de amostras recombinantes. Foi observada maior taxa de infecção nas crianças menores de 2 anos de idade (90,1%-154/171) e os principais sintomas observados foram vômito (95,8%-137/143) e desidratação (94,4%-118/125), considerando que a diarreia foi critério de inclusão. A maioria das crianças infectadas apresentou mais de 9 dias de diarreia (41,2%), 4 evacuações diárias (43,9%) e mais de 5 episódios de vômito (90%) no período de internação. Com relação à sazonalidade, foram observados três picos de positividade, em setembro e outubro de 2008 (63,6%); e em fevereiro de 2010 (62,1%), não sendo notada nenhuma correlação com os parâmetros climáticos de pluviosidade, umidade e temperatura. Com este estudo, demonstrou-se a importância dos NoVs como enteropatógenos virais associados à GEA em crianças hospitalizadas em Belém, indicando a necessidade de uma vigilância ativa, a fim de evitar maior morbidade e possível mortalidade ocasionada por esse vírus na população infantil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização de espécies de Leishmania isoladas de Flebotomíneos sp. de três ecótopos da Serra dos Carajás, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2008) DIAS JUNIOR, Manoel Guacelis de Sena; ISHIKAWA, Edna Aoba Yassui; http://lattes.cnpq.br/3074963539505872A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença infecciosa, sendo uma zoonose de alta freqüência, endêmica na região Amazônica, transmitidas por flebotomíneos dos gêneros Psychodopygus e Lutzomyia. A Serra dos Carajás, situada no Sudeste do Pará, é amplamente explorada por empresas extrativistas e como resultado, concerniu-se que a LTA transformar-se-ia em um dos principais perigos de saúde para os trabalhadores, devido à prática de desmatamento e a construção de estradas de acesso e escoamento do minério. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a infecção natural por Leishmania em flebotomíneos da região da Serra dos Carajás através da técnica PCR. As capturas de flebotomíneos foram realizadas em três diferentes ecótopos, Parque Zoobotânico de Quarentena, APA do Gelado e Tapirapé-Aquirí, com auxílio de armadilhas de luz tipo CDC e Shannon, durante o período noturno a partir do crepúsculo vespertino. Os flebotomíneos capturados foram identificados de acordo com Young & Duncan, 1994 e congelados em N2. Foram congelados 5.947 flebotomíneos, com 3.495 fêmeas, dentre estas, 550 espécimes foram testadas. Foi realizada as extrações de DNA das amostras utilizando-se SDS e KOAc e precipitação com etanol 96%. Foi realizada a PCR, amplificando-se a região do gene do mini-exon com os iniciadores S1629 (5’GGGAATTCAATAWAGTACAGAAACTG3’) e S1630 (5’GGGAAGCTTCTGTACTWTATTGGTA 3’). O DNA de Leishmania foi detectado em 36 (6,5%) flebotomíneos, sendo 34 do subgênero Viannia detectados em 30 Psychodopygus wellcomei/complexus, três Lutzomyia whitmani e um Lutzomyia shawi. Duas infecções por Leishmania amazonensis foram detectados em Psychodopygus wellcomei/complexus. Tapirapé – Aquirí, APA do Gelado e Parque Zoobotânico de Quarentena apresentaram altas taxas de infecção natural em flebotomíneos 6,54 %, 5,96 % e 7,92%, respectivamente. Psychodopygus wellcomei/complexus ainda apresenta destacado papel de vetor de Leishmania causadoras de LTA na região em questão. Estudos sobre o poder vetorial das espécies Lu. whitmani e Lu. shawi infectados naturalmente por Leishmania na Serra dos Carajás devem ser intensificados, verificando se essas espécies podem estar atuando no ciclo de transmissão da LTA na Serra dos Carajás. Estudos que melhor esclareçam a variação da prevalência de diferentes espécies de flebotomíneos e o conhecimento das taxas de infecção também devem ser intensificadas na região da Serra dos Carajás.Tese Acesso aberto (Open Access) Caracterização dos genótipos do vírus da hepatite b em pacientes atendidos no programa de hepatites virais do núcleo de medicina tropical – UFPA, Belém - Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-05-27) ALMEIDA, Marcella Kelly Costa de; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769O vírus da hepatite B pertence ao gênero Orthohepdnavirus e a família Hepadnaviridae, compreendendo um vírus de DNA, hepatotrópico capaz de infectar mamíferos. Classificados em 10 genótipos (A-J) diferentes e muitos subgenótipos, estudos sugerem que eles podem influenciar na gravidade da doença, na resposta ao tratamento e na resposta vacinal. Os genótipos e subgenótipos do VHB tem uma distribuição variada, sendo alguns restritos a determinadas regiões geográficas, enquanto outros mostram uma distribuição mundial. É encontrada nas diversas regiões do Brasil com prevalência dos genótipos A, D e F. Este estudo teve como objetivo identificar os genótipos e subgenótipos do vírus da hepatite B entre os pacientes atendidos no Núcleo de Medicina Tropical - UFPA, na cidade de Belém, estado do Pará, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2015. De um total de 1274 pacientes atendidos no NMT-UFPA dentro do período, foram selecionadas para o estudo 222 pacientes, de ambos os sexos, com sorologia reagente para os marcadores HBsAg e/ou anti-HBc total. As amostras foram submetidas a testes de biologia molecular, PCR “in House” e PCR multiplex para detecção do DNA viral e genotipagem, e posteriormente ao sequenciamento, para a confirmação e determinação dos subgenótipos virais. Em 65 das 222 amostras foi detectada a presença do DNA do VHB, sendo identificada a presença dos genótipos A (46/65), com predominância os subgenótipos A1(36/48) seguido do subgenótipo A2 (10/46), e genótipo F (17/65) sendo detectado apenas o subgenótipo F2 (17/17) circulando nesta população. A média de idade entre os paciente foi de 38 anos, com predominância do sexo masculino, sendo a maioria dos pacientes naturais do estado do Pará. Alguns fatores de risco foram identificados entre a população estudada, sendo a não utilização de preservativo durante as relações sexuais o mais predominante. Ao se comparar a presença do DNA viral com a sorologia para o marcador HBsAg, fica evidenciado um quadro que sugerem a presença de hepatite oculta entre os pacientes atendidos. Os resultados encontrados nesta pesquisa estão de acordo com o que é relatado em outros estudos no Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização epidemiológica, genotípica e fenotípica da criptococose em uma unidade de referência no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012) FURTADO, Karen Cristini Yumi Ogawa; ISHIKAWA, Edna Aoba Yassui; http://lattes.cnpq.br/3074963539505872; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539A criptococose é uma infecção fúngica causada por uma levedura encapsulada do gênero Cryptococcus que afeta tanto humanos quanto animais, sendo considerada como uma infecção oportunista normalmente associada à imunodepressão. Trata-se de uma das infecções fúngicas humanas de significativa morbidade e mortalidade tanto em indivíduos imunocomprometidos quanto em imunocompetentes, e manifesta-se principalmente sob a forma de meningoencefalite. O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização epidemiológica, genotípica e fenotípica da criptococose em uma unidade de referência no estado do Pará. A população alvo foi composta pelos pacientes atendidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto/UFPA, de janeiro de 2010 a dezembro de 2011 com diagnóstico de criptococose confirmado laboratorialmente. Os dados pessoais, clínicos e laboratoriais foram coletados a partir da revisão dos prontuários do arquivo médico do HUJBB e os isolados foram identificados e caracterizados morfológica e bioquimicamente. O tipo sexuado e o genótipo foram identificados através de PCR utilizando iniciadores específicos. No período de janeiro de 2010 a dezembro de 2011 foram identificados 59 casos de criptococose. A maioria dos pacientes eram homens (36/59, 61%), com idade entre 5 a 70 anos, média de 30,8 anos. A faixa etária que predominou foi de 34 a 43 anos (39% dos casos). Os principais sinais e sintomas apresentados por eles foram cefaleia (85,5%), vômito (80%) e febre (76,4%). Todas as crianças (6/6) eram HIV negativas, tendo como agente causador o C. gattii (31,6%); já em adultos 71,1% das infecções eram causadas por C. neoformans, sendo a maioria HIV positivo. Os casos de óbito e de recidivas foram mais elevados entre os pacientes infectados por C. neoformans e a presença de sequelas foi mais frequente entre os pacientes infectados por C. gattii. Todos os isolados eram MAT α e houve a predominância de dois tipos moleculares: VNI (64,4%) e VGII (35,6%). Este estudo reforça que o estado do Pará é endêmico para a infecção por Cryptococcus spp., cuja forma de apresentação clinica principal, a meningoencefalite determina elevadas taxas de morbi-mortalidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização fenotípica de isolados de Cryptococcus gattii(Universidade Federal do Pará, 2005-02-25) MAGALHÃES, Mioni Thieli Figueiredo; MAGALHÃES, Luiz Marconi Fortes; http://lattes.cnpq.br/6032076996211936; LAZÉRA, Márcia dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7911244508417625Cryptococcus neoformans foi descrito como patógeno humano em 1894. Desde então, estudos abrangendo aspectos da biologia, taxonomia, ecologia e epidemiologia do fungo , vêm se desenvolvendo com significante importância para a medicina e para o meio ambiente. O fungo foi recentemente classificado em duas espécies distintas, C. neoformans (sorotipo A, D e AD) e C. gattii (sorotipos B e C), cada uma com características morfológicas e genéticas bem definidas, assim como seus aspectos ecológicos e epidemiológicos. C. neoformans acomete principalmente indivíduos imunocomprometidos, especialmente aqueles infectados pelo HIV, enquanto C. gattii infecta principalmente indivíduos imunocompetentes, atingindo todas as faixas etárias. Os fatores principais que determinam a patogênese da criptococose são relacionados com a situação de defesa do hospedeiro, o tamanho do inóculo e a virulência da cepa, sendo este último determinado por quatro características principais: a cápsula polissacarídica, a produção de melanina, a diferença de tipos sexuados (MAT e MATa) e a termotolerância. O fungo possui ciclo de vida transitório entre formas leveduriformes haplóides e formas filamentosas dicarióticas. A reprodução sexuada envolve mistura de material genético de parentais que formam progênies contendo características genéticas de ambos. A forma sexuada pode ocorrer através de um processo conhecido como frutificação haplóide. As espécies são heterotálicas, com dois tipos sexuados MAT e MATa. Estudos de caracterização fenotípica, incluindo a identificação da espécie, sorotipo e tipo sexuado tem grande relevância para a condução de estudos mais aprofundados devido ao estreito relacionamento entre seus aspectos ecológicos variáveis e seu ciclo de desenvolvimento e multiplicação, especialmente para o Norte e Nordeste do Brasil, onde o sorotipo B destaca-se como principal agente de meningite fúngica em hospedeiros normais. Este trabalho utilizou a técnica do CGB para a análise metabólica (identificação da espécie), onde 28 cepas apresentaram resultado positivo, caracterizando C. gattii e duas apresentaram resultado negativo, caracterizando C. neoformans . Os resultados de sorotipagem, realizados através de teste de aglutinação revelaram 28 cepas do sorotipo B e duas do sorotipo A. A determinação do tipo sexuado foi realizada através de técnica de PCR e todas as amostras eram MAT.Tese Acesso aberto (Open Access) Caracterização genética de micobactérias não tuberculosas isoladas de espécimes clínicos pulmonares no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-11-29) COSTA, Ana Roberta Fusco da; LIMA, Karla Valéria Batista; http://lattes.cnpq.br/9795461154139260Nos últimos anos tem sido observado um aumento de relatos de infecções causadas por micobactérias não tuberculosas (MNT). No entanto, dados sobre frequência e espécies envolvidas em infecções pulmonares no Brasil são limitados, principalmente em estados da Região Norte do Brasil. O conhecimento das espécies de MNT associadas às infecções pulmonares tem importância clínica e epidemiológica, sendo as técnicas moleculares ferramentas capazes de oferecer um diagnóstico espécie-específico, o qual é necessário para a instituição de terapia adequada. O presente trabalho descreve a diversidade de MNT isoladas de espécimes pulmonares encaminhados ao Instituto Evandro Chagas entre 1999 e 2011 para pesquisa de micobactérias. As MNT foram inicialmente caracterizadas por PCR-restriction analysis (PRA-hsp65) e reidentificadas por sequenciamento dos genes RNAr 16S, hsp65, rpoB e região ITS1. De acordo com os achados, o método de PRA-hsp65 mostrou-se uma ferramenta prática para identificação MNT, permitindo a distinção de uma grande variedade de espécies de forma rápida, simples e barata, em comparação com o sequenciamento. Além disso, como sugerido no presente estudo, de acordo com a diversidade de espécies local, este método pode ser passível de modificações para proporcionar maior poder discriminatório. Para isolados do complexo Mycobacterium avium (MAC), a aplicação da análise de sequência do gene rpoB não se mostrou como alternativa adequada para discriminação de isolados do Estado do Pará, gerando resultados discrepantes com baixa resolução taxonômica. Um espectro particular de MNT foi associado aos casos de infecção pulmonar na região, representado principalmente por espécies dos complexos M. chelonae-M. abscessus (M. abscessus, M. massiliense e M. bolletii), M. avium (M. avium, M. intracellulare e M. colombiense) e M. simiae (M. simiae e taxa não nomeados). Dentre esse último, duas potenciais espécies foram detectadas, M. paraensis sp. nov. e M. amazoniensis sp. nov., sendo propostas como novos membros do complexo M. simiae. Entre os indivíduos afetados, as principais características encontradas foram sexo feminino, a idade superior a 50 anos, etnia parda e história de infecção prévia por tuberculose. Embora este estudo não demonstre a real magnitude de infecções pulmonares por MNT no Estado do Pará, ele descreve a diversidade de espécies e claramente retrata a importância desse grupo na região, chegando a representar 13,5% dos isolamentos micobacterianos em um laboratório de referência. Conjuntamente a esse achado, a identificação de casos de MNT em indivíduos presuntivamente diagnosticados com TB, indica a necessidade de confirmação bacteriológica, especialmente nos casos de resistência primária ao esquema básico da tuberculose.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização molecular de cepas do vírus respiratório sincicial isoladas de casos de infecção respiratória aguda na cidade de Belém, Pará, Brasil nos anos de 2000 a 2006(Universidade Federal do Pará, 2006-07-03) SANTOS, Mirleide Cordeiro dos; MELLO, Wyller Alencar de; http://lattes.cnpq.br/1784167608719139; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539As doenças do trato respiratório são as principais queixas nos serviços de atendimento médico, sendo as infecções respiratórias agudas (IRA) as manifestações mais comuns, principalmente em crianças menores de cinco anos de idade. Em países em desenvolvimento as IRA constituem um sério problema de saúde pública. Em todo mundo estima-se que ocorram cerca de dois milhões de mortes devido as IRA a cada ano. Dentre os agentes causais das mesmas, destaca-se o Vírus Respiratório Sincicial (VRS), especialmente por causar doença grave em crianças menores de dois anos. Com o objetivo de gerar dados sobre a epidemiologia molecular deste vírus, foram analisadas amostras colhidas de pacientes com IRA no período de 2000 a 2006 na cidade de Belém, Pará. Foram utilizados testes de imunofluorescência indireta (IFI) para caracterização antigênica dos vírus isolados e RT-PCR para os genes codificadores das proteínas G e F, que foram em seguida parcialmente seqüenciados. Dentro do período estudado, 153 amostras positivas para VRS foram detectadas. A faixa etária de 0-4 anos foi a que concentrou maior número de casos (n=138; 90,19%). Em relação ao perfil sazonal, o pico de atividade do VRS ocorreu nos primeiros seis meses do ano, estando associado principalmente ao período de troca da estação chuvosa para um período de menor pluviosidade. Houve co-circulação dos subgrupos A e B nos anos de 2001 e 2003. Em 2000, 2005 e 2006 somente o subgrupo A circulou. Entretanto no ano de 2004 foi registrada a ocorrência somente do subgrupo B. Dentro do período estudado, genótipos distintos da proteína G do subgrupo A (GA2 e GA5) e do subgrupo B (SAB1 e SAB3) foram detectados, indicando o primeiro relato da circulação do genótipo SAB1 na América do Sul. Em 2004, um cluster diferenciado dos demais genótipos circulantes foi encontrado, sendo este denominado BRB1. A análise do gene codificador da proteína F permitiu a identificação de mutações na sequência nucleotídica resultando em trocas na cadeia aminoacídica da mesma. Este estudo representa o primeiro relato sobre dados da epidemiologia molecular do Vírus Respiratório Sincicial na região Norte do Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização morfológica e antigênica do vírus Juruaçá, isolado de morcego no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2006) ARAÚJO, Tais Pinheiro de; VASCONCELOS, Pedro Fernando da Costa; http://lattes.cnpq.br/0973550817356564O vírus Juruaçá (AN 401933) foi isolado a partir de um lote de vísceras de um morcego capturado na região de Porto Trombetas, município de Oriximiná, Estado do Pará, em 1982, sendo considerado um vírus não grupado/ não classificado. O objetivo deste trabalho foi classificar o vírus Juruaçá em um táxon viral, baseando-se nas suas propriedades morfológicas, físico-químicas, antigênicas e moleculares, bem como descrever as alterações anatomo-patológicas associadas à infecção experimental. Camundongos recém-nascidos mostraram suscetibilidade à infecção pelo vírus Juruaçá por inoculação i.c., iniciando os sintomas com quatro dias p.i. e culminando com morte dos animais oito dias p.i.. O vírus não é sensível à ação do DCA e consegue aglutinar hemácias de ganso em pH 5,75. Pelos testes de IH e FC, o vírus não se relaciona com nenhum arbovírus ou outros vírus de vertebrados conhecidos testados, reagindo apenas com o seu soro homólogo. O vírus não causa ECP em linhagens de células Vero e C6/36, e IFI destas células também foi negativa. Entretanto, o vírus Juruaçá replica em cultivo primário de células do SNC de camundongo (astrócitos e microglias), confirmada por IFI com dupla marcação. Cultivos de neurônios não se mostraram susceptíveis à infecção pelo vírus Juruaçá, porém a presença do antígeno viral nestas células foi confirmada por imunohistoquímica. A microscopia eletrônica de transmissão revelou a presença de partículas esféricas, com um diâmetro médio de 23-30nm. Alterações anatomo-patológicas foram observadas principalmente no SNC de camundongos infectados experimentalmente com o vírus Juruaçá. O resultado do RT-PCR sugere que o vírus Juruaçá pode ser um novo vírus pertencente à família Picornaviridae, gênero Enterovirus.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização sorológica e detecção molecular do HTLV em amostras de pacientes com distúrbios neurológicos no Estado do Pará, Brasil (1996-2005)(Universidade Federal do Pará, 2006-07-07) LIMA, Telma Vitorina Ribeiro; LINHARES, Alexandre da Costa; http://lattes.cnpq.br/3316632173870389O vírus linfotrópico de células de T humanas tipo 1 (HTLV-1) é reconhecido como agente etiológico da paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-1 (PET/MAH). Quadro clínico muito similar a este vem sendo crescentemente associado ao HTLV-2, cuja patogenicidade ainda requer maiores esclarecimentos. Este inquérito epidemiológico transversal objetivou determinar a prevalência do HTLV entre indivíduos com distúrbios neurológicos e esclarecer, por métodos de biologia molecular, os casos de sorologia inconclusiva. O presente estudo envolveu pacientes residentes no Estado do Pará e/ou internados em instituições de saúde esse Estado, e que tenham sido encaminhados à Seção de Virologia (SEVIR) do Instituto Evandro Chagas (IEC) por médicos locais, entre janeiro de 1996 e dezembro 2005, com vistas à pesquisa de anticorpos específicos para HTLV-1/2. Dessa população foram selecionados 353 pacientes, com idades entre 9 meses e 79 anos, que apresentassem pelo menos um sinal ou sintoma do Complexo de Marsh(1996), bem como sorologia positiva para os testes de triagem e confirmatório de EIE específico para HTLV-1/2. A prevalência geral de anticorpos específicos para HTLV por EIE foi de 8,8% (31/353), com taxas de 10,6% (19/179) e 6,9% (12/174) nos sexos feminino e masculino, respectivamente. Entre os pacientes positivos para HTLV-1/2 por EIE, verificou-se que, tomadas em conjunto, as manifestações de paresia (n = 8), parestesia (n = 5) e paraplegia (n = 3) ocorreram em 48,4% (15/31) dos casos. Dos 31 pacientes positivos para HTLV por EIE, 25 puderam ser submetidos ao WB para definição do tipo viral, encontrando: 80% (20/25) de HTLV- 1, 12% (3/25), HTLV-2, uma infecção mista (4%) e um perfil indeterminado (4%). Destes 25 indivíduos, apenas 14 puderam ser re-localizados para coleta de nova amostra visando-s à análise molecular. Verificou-se que 78,6% das amostras tipadas por WB revelaram amplificação da região TAX pró-viral pela nested-PCR e foram confirmadas quanto à tipagem pela pesquisa da região POL por PCR em tempo real, denotando especificidade e sensibilidade satisfatórias do método de WB empregado no estudo. A amostra definida como infecção mista por WB foi amplificada para região TAX, porém a PCR em tempo real confirmou infecção apenas pelo HTLV-1. O paciente com perfil indeterminado e uma das amostras tipadas como HTLV-2 por WB foram amplificadas pela nested-PCR, porém a PCR em tempo real não detectou genoma pró-viral de HTLV-1, nem do -2 em quaisquer das duas amostras. Uma paciente, portadora de quadro de mialgia e parestesia crural com duração de aproximadamente 7 anos se apresentou positiva para HTLV-2 por WB e PCR em tempo real, caracterizando um quadro compatível com mielopatia associada a esse tipo. Registraram-se indícios de transmissão vertical em dois casos distintos: um paciente cuja mãe apresentou anticorpos para HTLV-1 por WB e duas irmãs com diagnóstico de HTLV-1 por WB e PCR em tempo real. Os resultados deste trabalho evidenciam a necessidade de análises mais profundas acerca da epidemiologia molecular dos tipos e subtipos do HTLV, bem como avaliações clínicas mais rigorosas do ponto de vista neurológico, visando a melhor caracterizar a associação do vírus à condição mórbida designada mielopatia crônica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Correlação entre a avaliação clínica e o padrão de resposta imunológica periférica de pacientes acometidos por Paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao Vírus linfotrópico de celulas T humanas do tipo 1 (HTLV-1)(Universidade Federal do Pará, 2012) DIAS, George Alberto da Silva; FUZII, Hellen Thais; http://lattes.cnpq.br/0026958665547973O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1) e um retrovírus endêmico em várias regiões do mundo infectando cerca de 10 a 20 milhões de pessoas. Está associado a duas principais manifestações clínicas: a leucemia/linfoma de células T do adulto (LLcTA) e a paraparesia espástica tropical/mielopatia associado ao HTLV-1 (PET/MAH). Apenas 2 a 5% dos indivíduos infectados desenvolvem doenças associadas ao vírus, enquanto a maioria permanece assintomática. A PET/MAH é a manifestação clínica associada ao vírus mais comum. É uma doença inflamatória do sistema nervoso central e o mecanismo pelo qual o HTLV-1 induz o surgimento da PET/MAH ainda não está totalmente esclarecido. Esse vírus infecta preferencialmente as células CD4+, que possuem uma participação importante na resposta imunológica. Essa interação vírus-hospedeiro pode levar a um desequilíbrio da resposta imunológica, com produção aumentada de citocinas inflamatórias. Essa alteração na produção dessas citocinas está relacionada ao desenvolvimento da PET/MAH. Tendo em vista compreender melhor a fisiopatologia da PET/MAH, este trabalho visa analisar a resposta imunológica periférica e correlacioná-la com os sintomas clínicos desenvolvidos por esses pacientes, como espasticidade e fraqueza muscular, e, consequentemente, necessidade de auxílio na marcha. No presente estudo, avaliou-se 28 pacientes infectados por HTLV-1, sendo 8 indivíduos com PET/MAH e 20 indivíduos sem PET/MAH. A expressão gênica relativa das citocinas IFN-γ, IL-4, IL-5 e IL-10 para esses pacientes foram realizadas através de PCR em tempo real. De cada paciente foi coletada amostra de sangue periférico para a separação de células linfomononucleares, para posterior extração de RNA total utilizando o reagente Trizol. Em seguida o mRNA foi submetido a transcrição reversa para obtenção do cDNA. A quantificação das citocinas foi realizada no StepOnePlus (Applied Biosystem) com o reagente SybrGreen (Applied Biosystem). O cálculo da expressão foi feita com a fórmula 2-ΔCT, onde ΔCT e CTgene – CTgene constitutivo, sendo os genes constitutivos utilizados o GAPDH e β-actina. Os pacientes também foram avaliados clinicamente para espasticidade muscular através da escala de Ashworth Modificada, além do grau de força muscular e do auxílio na marcha. Os pacientes com PET/MAH apresentaram maior expressão gênica de IFN-γ (Mediana: 2,9 x 10- 3) em relação aos pacientes sem PET/MAH (Mediana: 1,1 x 10-3), sendo o p = 0,0710. Essa expressão aumentada de IFN-γ está positivamente relacionada com espasticidade (r = 0,2795), grau de fraqueza muscular (r = 0,6580) e auxílio de marcha (r = 0,7216). Outro dado importante foi que os pacientes com PET/MAH que utilizam cadeira de rodas apresentaram maior expressão de IFN-γ quando comparados aos indivíduos com PET/MAH que não utilizam cadeira de rodas (p = 0,0371). Os pacientes infectados por HTLV-1 que desenvolvem PET/MAH apresentam aumento da resposta Th1 em relação aos pacientes que não desenvolveram PET/MAH, e esse aumento de expressão de IFN-γ está relacionado com o desenvolvimento e progressão da doença.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dano neural em Hanseníase: estudo transversal sob uma perspectiva clínica e imunológica(Universidade Federal do Pará, 2008) BATISTA, Keila de Nazaré Madureira; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901A hanseníase constitui causa freqüente de acometimento de nervos periféricos, em nosso meio. O objetivo desse estudo foi avaliar o dano neural em pacientes hansênicos através da avaliação simplificada das funções neurais e complicações, eletroneuromiografia e correlacionar com dosagem sanguínea de anti-NGF e variáveis clínicas da doença. Neste trabalho fez-se avaliação simplificada e dosagem de títulos de anti-NGF em 46 pacientes e eletroneuromiografia de 12 pacientes, todos esses pacientes pertenciam ao serviço de dermatologia do ambulatório de epidemiologia de dermatologia do Núcleo de Medicina Tropical/UFPA. O trabalho demonstrou que ao avaliarmos o dano neural pela avaliação simplificada, eletroneuromiografia e dosagem de anti-NGF, ocorre predominância do dano neural nas variáveis: sexo masculino, a idade de 15 a 45 anos, pólo lepromatoso, tempo de tratamento superior a 2 anos e presença de reação; A presença de dano neural foi observada em 78% dos pacientes, com algum grau de incapacidade, na forma multibacilar, com neurite e reação. Na relação da avaliação por técnica simplificada com a eletroneuromiografia houve fraca concordância e ausência de discordância. Títulos de anti-NGF estava presente em todas as formas clínicas, significante nos MB, pouco maiores em pacientes com neurite e menores em pacientes com reação. Não houve significância dos títulos de anti-NGF entre pacientes com dano neural e os sem dano, alteração motora os paucibacilares apresentavam média maior que os multibacilares, e na alteração sensitiva os títulos se mostraram maiores em pacientes multibacilares em relação ao paucibacilar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Detecção da Helicobacter pylori através da técnica de reação em cadeia da polimerase em amostras fecais de crianças da cidade de Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2007-03-14) GUIMARÃES, Vanessa de Souza; SILVA, Artur Luiz da Costa da; http://lattes.cnpq.br/7642043789034070A infecção pela Helicobacter pylori é uma das mais comuns em humanos, admite-se que é adquirida na infância e que é uma das principais causas de gastrite e úlcera gástrica na vida adulta. Entre os vários métodos de diagnósticos da infecção pela H. pylori, a reação e cadeia da polimerase (PCR) tem mostrado alta sensibilidade para a detecção desta bactéria em amostras gástricas, orais fecais. Com o objetivo de padronizar a técnica de PCR para detectar a presença da H. pylori nas fezes e comparar com o método de diagnóstico sorológico, utilizou-se uma amostra de 79 crianças provenientes de um estudo soroepidemiológico realizado em Belém-Pará, no ano de 2003. O DNA total foi extraído das fezes através de um protocolo padronizado neste estudo baseado na associação dos métodos de fervura em resina quelante e digestão por proteinase, seguido por fenol-clorofórmio. Para a amplificação do DNA utilizou-se iniciadores para o gene 16S rRNA para o gênero Helicobacter e para detecção específica da H. pylori utilizou-se iniciadores para trecho do gene ureA. O fragmento foi visualizado em gel de agarose 2% corado com brometo de etídio. A presença da H. pylori foi verificada em 69,62% (55/79) dos pacientes. A análise comparativa entre o ensaio sorológico e a PCR ureA, revelou que a técnica molecular apresenta um melhor desempenho no diagnóstico de H. pylori em fezes (p = 0,0246). A aplicação da técnica da PCR em amostras fecais de crianças, por ser um procedimento não invasivo e altamente eficiente pode ser utilizada para detecção da infecção pela H. pylori tanto na rotina laboratorial como em pesquisas de interesse epidemiológico.
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