Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia - PPGBIOTEC/ICB
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O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBIOTEC) é um programa do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O PPGBIOTEC fornece a base teórica para o desenvolvimento de projetos em duas áreas de concentração e quatro linhas de pesquisa, definidas de acordo com a competência e experiência de orientação dos docentes do programa: Área de Bioprospecção: linhas de pesquisa: (i) química orgânica de biomoléculas e metabolômica; e (ii) genômica, transcriptômica, proteômica e bioinformática de microrganismos e plantas (Bactéria, Archaea e Eukarya). Área de Biotecnologia Aplicada: linhas de pesquisa: (i) saúde humana e veterinária; e (ii) produção de insumos e processos industriais.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia - PPGBIOTEC/ICB por Agência de fomento "CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação do potencial biotecnológico de compostos isolados de Swietenia macrophylla no tratamento de câncer(Universidade Federal do Pará, 2015-11-30) BARRETO, Leilane de Holanda; MONTENEGRO, Raquel Carvalho; http://lattes.cnpq.br/0043828437326839Swietenia macrophylla (mogno) é uma espécie de planta amplamente conhecida pelo seu potencial terapêutico. Os principais constituintes de extratos isolados de partes dessa planta são estruturas conhecidas como limonoides. Os limonoides também apresentam várias atividades biológicas, dentre elas, ação antitumoral. O objetivo desse trabalho foi avaliar o potencial antitumoral do extrato e de limonoide obtido de folhas de S. macrophylla em linhagens tumorais. A avaliação da citotoxicidade frente a 5 linhagens tumorais e uma normal, revelou que o extrato teve ação citotóxica em linhagens de câncer coloretal (HCT-116 e HT-29), já os limonoides foram citotóxicos para câncer colorretal (HCT-116) e melanoma (SKMEL-19). Diante desses resultados, foram selecionados o limonoide L3 e a linhagem HCT-116 para avaliação do mecanismo de ação, assim como a linhagem HT-29, que possui o gene TP53 mutado para comparação do possível mecanismo de ação do composto, haja vista que foi menos sensível a L3. Além disso, L3 se mostrou mais seletiva para células tumorais. Nenhum dos compostos causou hemólise em eritrócitos de camundongos. Para avaliação da ação antiproliferativa de L3, foi realizado o ensaio clonogênico, onde nas duas linhagens houve significativa redução de colônias, no entanto essa redução foi mais expressiva em HCT-116. O composto L3 também causou morte por apoptose de maneira dose-dependente nas linhagens, onde o número de células em processo de apoptose foi maior na HCT-116. Para avaliação de dano ao DNA, foi realizado o ensaio do cometa, o qual demonstrou que L3 causa dano no DNA das duas linhagens, com índice de dano maior na HCT-116. A avaliação da distribuição de células pelo ciclo celular após tratamento com L3 mostrou que houve bloqueio do ciclo na fase G2/M, principalmente na HCT-116 (45% das células). A partir desses dados, foi realizado um estudo de genes implicados nessa fase do ciclo, a partir da análise de suas expressões por PCR-RT. O gene ATM, o qual é ativado mediante a danos no DNA, ativa o CHK-2 que por sua vez fosforila p53. p53 pode ativar a transcrição de p21, o qual desencadeia parado ciclo celular, ou ativar vias de morte celular. Neste trabalho, foi verificado aumento da expressão dos genes ATM, CHK-2, TP53, ARF de maneira dose dependente nas duas linhagens, sendo essa expressão foi maior em células da linhagem HCT-116. A expressão de p21 foi aumentada em HCT-116, ao passo que em HT-29 diminuiu, isso se deve ao fato que HT-29 possuir o gene TP53 mutante, logo sua proteína não funciona corretamente. Quanto a via da apoptose, foi avaliado o gene da caspase-3 e o gene antiapoptótico BCL-2. Houve aumento na expressão de caspase-3, principalmente em HCT-116, e diminuição de BCL-2. Esses resultados sugerem que L3 possa estar causando danos ao DNA das células, desencadeando uma via de sinalização celular dependente de p53. Para avaliação da toxicidade do extrato de S. macrophylla, foi realizado o teste de toxicologia aguda em camundongos, onde o extrato não causou nenhuma alteração nos parâmetros fisiológicos dos animais. Assim como, o teste de claustogenicidade (micronúcleo) também mostrou que o extrato não é mutagênico em células da medula óssea de camundongos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ocorrência de inibidores de glicosidases em cianobactérias e microalgas dos estados do Amapá e Tocantins(Universidade Federal do Pará, 2015-08-13) SILVA, Vivian Cassia Oliveira da; XAVIER, Luciana Pereira; http://lattes.cnpq.br/6207860145204571As cianobactérias apresentam-se como uma nova fonte de metabólitos secundários para produção de bioprodutos em diversos setores industriais, sendo utilizadas, principalmente, devido ao seu fácil cultivo, com utilização de poucas fontes nutricionais, assim como uma grande produção de biomassa. Ainda não se tem muitos relatos na literatura de cianobactérias amazônicas, assim como de seus metabólitos e seu uso em bioprodutos. Glicosidases são enzimas de extrema importância como alvos para desenvolvimento de fármacos que são utilizados para o tratamento de diversas patologias assim como seus inibidores. O presente trabalho teve como objetivo identificar em 24 amostras de cianobactérias e microalgas provenientes dos estados do Tocantins e do Amapá, os isolados que produzem esses inibidores, assim como extrair, fracionar e identificar os mesmos. Inicialmente, o teste de detecção em placa de petri, com o substrato esculina, para inibidores de glicosidase foi padronizado, bem como a metodologia de extração. Como resultado observou-se atividade inibitória de glicosidase em extrato bruto e na fração metanólica de quatro culturas (Synechococcus sp, Monoraphydium, P29 e Limnotrix sp), não foi detectada atividade inibitória nas frações aquosas de nenhuma cultura. Duas frações metanólicas que apresentaram atividade foram selecionadas para a realização de ensaio de potencial inibitório frente α–glicosidase com o substrato p-nitrofenil α-D-glicopiranosídeo e β–glicosidase com o substrato p-nitrofenil β-D-glicopiranosídeo, onde ambas amostras apresentaram maior porcentagem de inibição para α-glicosidase em relação a β-glicosidase.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Potencial de produção de antimicrobianos a partir de bactérias isoladas do açaí (Euterpe oleracea)(Universidade Federal do Pará, 2015-08-17) SALLES, Marina Ludmila Oliveira Conor; SANTOS, Agenor Valadares; http://lattes.cnpq.br/9530734927662735O açaí é o fruto de uma palmeira amplamente distribuída na região amazônica e possui uma alta carga microbiana que favorece o processo de fermentação do fruto. Desconhecem-se estudos específicos que investiguem a produção de substâncias antimicrobianas de interesse biotecnológico a partir de micro-organismos presentes no fruto açaí, o que pode resultar no aumento do valor agregado ao fruto. Desde que a segurança alimentar se tornou cada vez mais uma preocupação internacional, a aplicação de bacteriocinas, que visam patógenos alimentares sem efeitos adversos tóxicos, tem recebido grande atenção. O objetivo deste trabalho é isolar as bactérias do açaí, identificar a atividade antimicrobiana das bactérias isoladas, e caracterizar os extratos destas bactérias quanto à estabilidade e ao espectro de ação. Os frutos selecionados foram coletados na Ilha do Combú e em Abaetetuba, no estado do Pará, Brasil. Estes seguiram para assepsia e despolpamento, e as diluições foram inoculadas em ágar MRS e isoladas para análise. O antagonismo in vitro foi realizado com as técnicas de spot-on-the lawn e de difusão em poços contra três bactérias reveladoras: Corinebacterium sp, Listeria monocytogenes e Bacillus cereus. Estes extratos foram caracterizados de acordo com estabilidade térmica (121°C/15 minutos), sensibilidade à enzima tripsina e neutralização do pH. Das trinta e nove bactérias isoladas, foi possível observar atividade antagonista em dezenove delas. Destas, foi possível observar que doze apresentaram atividade antagonista extracelular. Quatro extratos apresentaram sensibilidade à tripsina, indicando que estas podem ser bacteriocinas. Os extratos neutralizados não apresentaram nenhuma atividade, o que indica uma melhor atividade dos extratos em pH ácido. A maioria dos extratos apresentou atividade depois de autoclavagem, o que pode ser um indicativo de que os extratos possuem bacteriocinas que pertencem às classes I e II. Este trabalho mostra que bactérias isoladas de açaí possuem potencial para a produção de substâncias antimicrobianas.
