Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - PPGCF/ICS
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O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) vinculado ao Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresenta um auto-impacto de inserção regional uma vez que se trata do único PPGCF na Região Norte pelo grande potencial de utilização da biodiversidade na região amazônica. Além de favorecer a fixação e atração de profissionais qualificados na área de Ciências Farmacêuticas na Região Amazônica.
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acetilbergenina: obtenção e avaliação das atividades antinociceptiva e anti-inflamatória(Universidade Federal do Pará, 2010-01-22) BORGES, Jaqueline Cibene Moreira; SOUSA, Pergentino José da Cunha; http://lattes.cnpq.br/9909053957915090; SANTOS, Lourivaldo da Silva; http://lattes.cnpq.br/3232898465948962Endopleura uchi (Huber) Cuatrec. (Humiriaceae), uma planta da Amazônia brasileira, comumente conhecida como “uxi” é utilizada na medicina popular para o tratamento de diversas patologias, como artrite. Bergenina, um dos constituintes químicos das cascas do caule de E. uchi, tem várias atividades biológicas, incluindo antiinflamatória e antinociceptiva. Visando a obtenção de um derivado mais potente que a bergenina decidiu-se acetilar esta substância. Acetilbergenina foi testada em modelos de nocicepção e de inflamação. Bergenina foi isolada a partir do fracionamento por cromatografia por via úmida do extrato aquoso das cascas do caule de E. uchi e acetilbergenina a partir da acetilação da bergenina. As substâncias foram identificadas com base na análise espectral de RMN 1H, RMN 13C, DEPT e COSY, e comparação com dados da literatura. Nos modelos de nocicepção foram realizados os testes de contorção abdominal, placa quente e formalina. Enquanto que nos modelos de inflamação foram realizados os testesdermatite induzida pelo óleo de cróton, edema de pata induzido por carragenina e dextrana e peritonite induzida por carragenina. Além disso, para avaliar o potencialulcerogênico de acetilbergenina foi utilizado o modelo de úlcera gástrica induzida por estresse. No teste de contorção abdominal induzida por ácido acético 0,6%, acetilbergenina nas doses de 1, 5, 10, 15 e 25 mg/kg bloqueou o número de contorções abdominais em 28,2%, 52,7%, 61,1%, 68,3% e 95,0%, respectivamente, e de maneira dose-dependente quando comparada ao grupo controle. DE50 calculada foi de 6,8 mg/kg. No teste da placa quente (55 ºC), acetilbergenina (6,8 mg/kg) não induziu alterações no tempo de latência quando comparada ao grupo controle. No teste da formalina, acetilbergenina (6,8 mg/kg) inibiu em 88,3% o estímulo álgico na 2ª fase (inflamatória) quando comparada ao grupo controle. Além disso, a naloxona reverteu o efeito de acetilbergenina nessa 2ª fase do teste. Na dermatite induzida por óleo de cróton, acetilbergenina (6,8 mg/kg) provocou efeito inibitório de 75,60% em relação ao grupo controle. No edema de pata induzido por carragenina, acetilbergenina (6,8 mg/kg) foi capaz de reduzir o desenvolvimento do edema da 2ª à 5ª hora em comparação ao grupo controle. No edema de pata induzido por dextrana, acetilbergenina (6,8 mg/kg) reduziu o edema em todos os tempos. Na peritonite induzida por carragenina, acetilbergenina (6,8 mg/kg) bloqueou em 70% o número de neutrófilos quando comparada ao grupo controle. No ensaio de úlcera gástrica, acetilbergenina bloqueou em 78,55% a geração de lesões gástricas por estresse quando comparada ao grupo indometacina. Os resultados sugerem que acetilbergenina apresenta atividade antinociceptiva e atividade antiinflamatória, provavelmente, de origem periférica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade anticolinesterásica dos óleos essenciais e componentes majoritários de Piper spp e Aniba canelilla e docagem molecular do 1-nitro-2-feniletano(Universidade Federal do Pará, 2013-05-28) SILVA, Nayla Nunes dos Santos; ANDRADE, Eloisa Helena de Aguiar; http://lattes.cnpq.br/3827055876022373; MAIA, José Guilherme Soares; http://lattes.cnpq.br/1034534634988402Atualmente, a Doença de Alzheimer (DA) é considerada um dos grandes problemas de saúde pública em todo o mundo e uma das principais complicações da patologia é o déficit de atividade dos neurônios colinérgicos, fato esse, que pode ser revertido e/ou atenuado elevando os níveis do neurotransmissor acetilcolina (ACh). A maneira mais eficaz de aumentar a quantidade de acetilcolina disponível é a inibição da enzima acetilcolinesterase (AChE). Na busca por novos inibidores colinesterásicos de origem natural, cinco óleos essenciais da região amazônica e seus componentes majoritários foram investigados utilizando o ensaio de inibição da AChE por bioautografia direta. Os óleos e componentes majoritários foram: Aniba canelilla (1-nitro-2-feniletano), Piper aduncum (dilapiol), P. callosum (safrol), P. divaricatum (metileugenol) e P. marginatum (safrol+3,4-metilenodioxipropiofenona). Os óleos de A.canelilla e P. aduncum apresentaram halo de inibição enzimática nas quantidades de 0,01 ng e 1ng, respectivamente. O óleo de P.marginatum apresentou fraca atividade (~100 ng) e os óleos de P. callosum e P. divaricatum foram inativos. Dentre os constituintes majoritários que apresentaram atividade estão os fenilpropanóides 1-nitro-2-feniletano isolado do óleo de A.canelilla, safrol e elemicina, isolados do óleo de P. callosum, que inibiram a AChE nas quantidades de 0,01, 1000 e 1000 ng, respectivamente. Os resultados indicam que o óleo de A. canelilla e 1-nitro-2-feniletano inibem a AChE nas mesmas proporções do padrão fisostigmina. O estudo de docagem molecular complementou os resultados experimentais e demonstrou que o grupo nitro do 1-nitro-2-feniletano forma ligação do tipo ponte de hidrogênio com o grupo hidroxila do resíduo de serina catalítica da molécula de AChE, sugerindo que o caráter eletronegativo do 1-nitro-2-feniletano pode ser responsável por esta forte interação química.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade antifúngica da nimesulida isolada ou em associação com a terbinafina contra fungos dermatófitos e seu provável mecanismo de ação in vitro(Universidade Federal do Pará, 2015) MATOS, Rafaelle Fonseca de; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390Os fungos dermatófitos tem apresentado resistência aos agentes antifúngicos atuais como a Terbinafina, e isso tem levado a estudo de novos compostos como alternativa terapêutica. Neste sentido, este estudo avaliou a ação do anti-inflamatório não esteroidal (AINE) Nimesulida isolada e combinada com a Terbinafina frente a fungos dermatófitos, a dependência de Prostaglandinas nesse mecanismo de ação e o efeito da Nimesulida na produção de urease e viabilidade fúngica. Os testes foram baseados na CLSI, clinical and laboratory standards institute – método de referência para teste de microdiluição em caldo para sensibilidade antifúngica frente a fungos filamentosos (Norma M38-A). Para os isolados clínicos das espécies Trichophyton mentagrophytes, Trichophyton rubrum, Epidermophyton floccosum e Microsporum canis, a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração fungicida mínima (CFM) variou na faixa >400 μg/mL - >0,112 μg/mL. Porém, os resultados mostraram que a concentração 0,002 μg/mL da Nimesulida foi capaz de inibir o crescimento de T. mentagrophytes ATCC 9533 e a concentração de 0,008 μg/mL foi fungicida para a mesma cepa. Os mesmos valores foram encontrados para a Terbinafina nesta cepa. A inibição do crescimento fúngico pela Nimesulida foi revertida com aplicação de Prostaglandina E2 exógena (PGE2). O teste de urease mostrou que T. mentagrophytes ATCC 9533 produz a enzima, porém não houve inibição da viabilidade fúngica. Já na associação Nimesulida/Terbinafina a inibição se deu na proporção 9:1, ou seja, 0.0002 μg/mL de Terbinafina e 0,0018 μg/mL de Nimesulida inibiu o crescimento fúngico porém esse resultado foi indiferente frente ao Índice de Inibição Fracionária. Nimesulida demonstrou ação antifúngica frente a dermatófitos em concentrações baixas, porém outros estudos devem ser realizados com auxílio da modelagem molecular para melhorar a especificidade do composto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação antifungica, farmacognóstica e toxicológica sazonal de Petiveria alliacea L. (Phytolaccaceae)(Universidade Federal do Pará, 2012-12-20) OLIVEIRA, Fábio Rodrigues de; GONÇALVES, Ana Cristina Baetas; http://lattes.cnpq.br/6886126078022769; ANDRADE, Marcieni Ataíde de; http://lattes.cnpq.br/8514584872100128O estudo das plantas medicinais desperta grande interesse científico, principalmente devido às mesmas serem consideradas fontes potenciais de moléculas bioativas com estrutura diferenciada e mecanismo de ação inovador. A importância de pesquisas voltadas para a descoberta e produção de novos fitoterápicos deve-se a grande contribuição que estes vêm apresentando diante de diversas patologias. A espécie Petiveria alliacea é uma planta medicinal utilizada amplamente pela população da região amazônica e destaca-se por apresentar diversas alegações de uso e ainda algumas classes de metabólitos com comprovadas ações terapêuticas. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar os parâmetros farmacognósticos sazonais da espécie, o potencial antifúngico dos extratos produzidos em diferentes períodos de coleta sobre espécies de Aspergillus e a toxicidade dos mesmos in vitro e in vivo. Na avaliação farmacognóstica sazonal de P. alliacea, utilizando métodos descritos na Farmacopéia Brasileira, os resultados demonstraram parâmetros reprodutíveis para o controle de qualidade da droga vegetal, não havendo diferença na presença dos constituintes químicos do pó e do extrato hidroalcoólico, sendo observada a presença de saponinas, acúcares e alcaloides em toda a planta e nos extratos da raiz apenas sesquiterpenolactonas e depsídeos/depsidonas. Os resultados do método da microdiluição realizadas com extratos das raízes de dois períodos, evidenciaram fraca atividade antifúngica in vitro, porém não foi observado nenhum efeito dos extratos das partes aéreas. A atividade citotóxica, avaliada pelo método colorimétrico MTT, demonstrou que o extrato hidroalcóolico da raiz dos dois períodos não reduz a viabilidade celular em nenhuma das concentrações testadas. Também não foram detectados sinais de toxicidade aguda do extrato na dose de 5000mg/kg em camundongos. Estes dados são considerados relevantes e o estudo em questão evidenciou que P. alliacea é uma espécie medicinal promissora, porém investigações mais detalhadas são necessárias para que sejam confirmadas suas várias alegações de uso e para que a planta seja utilizada no desenvolvimento de um novo agente fitoterápico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da atividade dos extratos hidroetanólico de Chenopodium ambrosioides L. e de Eucalyptus alba Reinw ex Blume, frente a cepas de Mycobacterium sp(Universidade Federal do Pará, 2014-10) VALÉRIO, Erika da Silva; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070; TEIXEIRA, Francisco Martins; http://lattes.cnpq.br/7648303522085382Chenopodium ambrosioides e Eucalyptus alba são espéciesutilizadas na medicina popular para o tratamento da tuberculose e expectoração. O presente trabalho teve o objetivo de determinar os parâmetros físico-químicos e microbiológicos, definir o perfil fitoquímico e avaliar as atividades antimicobacteriana, citotóxica, imunomodulatória e toxicológica in vivo dos extratos e frações. Na avaliação físico-química e microbiológica dos extratos de C. ambrosioides e de E. alba, foram encontrados parâmetros em conformidade com a literatura específica para plantas medicinais. A prospecção fitoquímica dos extratos revelou a presença de saponinas, esteroides, triterpenoides, fenóis e taninos, o extrato de C. ambrosioides apresentou também proteínas e aminoácidos, enquanto o extrato de E. alba foi positivo para ácidos orgânicos e lactonas. Os resultados do método da microdiluição em caldo e da microdiluição utilizando Alamar Blue evidenciaram moderadas atividades frente à Mycobacterium fortuitum do extrato de E. alba e da fração acetato de etila (FAcE) de E. alba; a fração clorofórmica (FCl) de C. ambrosioides e a FAcE de E. alba foram moderadamente ativas frente à Mycobacterium tuberculosis. A atividade citotóxica, avaliada pelo método do MTT, demonstrou que os extratos não reduziram a viabilidade celular nas concentrações testadas. No ensaio de imunomodulação, o extrato de E.alba apresentou potencial efeito anti-inflamatório, pelos métodos do inibição da produção de NO e TNFα. Não foram detectados sinais de toxicidade oral aguda dos extratos na dose de 2500 mg/kg em camundongos. Estes resultados sugerem o potencial antimicobacteriano da FAcE de E. alba e imunomodulador do extrato de E. alba, e podem servir como subsídio para estudos futuros com vista no isolamentode compostos ativos e elucidação de seus mecanismos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concentrações plasmáticas de primaquina e metemoglobinemia em pacientes com malária por Plasmodium vivax(Universidade Federal do Pará, 2010) FERREIRA, Michelli Erica Souza; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098A malária vivax é uma doença que a cerca de 40% da população mundial, utiliza-se no tratamento desta, cloroquina (150 mg) e primaquina (15 mg). Esta é uma 8- aminoquinolina com ação esquizonticida tecidual. Dentre seus efeitos adversos se destaca a capacidade de oxidar a hemoglobina, de maneira dose dependente, que é agravada nos indivíduos com deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase. Ao se considerar a ausência de estudos referentes aos teores de metemoglobina e sua correlação com as concentrações plasmáticas de primaquina nos pacientes com malária vivax, justifica-se a realização deste estudo empregando-se como ferramentas a monitorização das concentrações sanguíneas de primaquina e sua correlação com os teores de metemoglobina. Neste sentido, foi realizado seguimento clínico-laboratorial de 20 pacientes com malária vivax antes (D0) e após três (D3), sete (D7) e quatorze (D14) dias iniciado o tratamento, bem como a validação do método para determinação de primaquina por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). A metemoglobinemia foi avaliada pela técnica de Hegesh et al. (1970) e a glicose-6-fosfato desidrogenase pelo teste colorimétrico de Brewer et al. (1962). A metodologia validada demonstrou parâmetros aplicáveis à determinação de primaquina, cujos teores médios em D3, D7 e D14 foram de 227±106 ng/mL, 191±97 ng/mL e 160±128ng/mL. Não foram obervadas diferenças significativas nas concentrações do fármaco quanto ao sexo dos pacientes participantes e nos diversos dias do estudo. Os teores médios de metemoglobina em D0, D3, D7 e D14 foram de 1,15±0,9%, 4,1±2%, 5,7±2% e 3±1,4%, respectivamente. Foi observado aumento no teor de metemoglobina após administração do fármaco, sem diferença quanto ao sexo. Não foi observada correlação significativa entre os teores de metemoglobina e as concentrações plasmáticas de primaquina em ambos os sexos. Os coeficientes de correlação de Pearson para os sexos masculino e feminino foram 0.8296 e 0.8137, respectivamente. Foi observada deficiência da expressão da enzima glicose-6- fosfato desidrogenase em seis pacientes do sexo masculino sem diferenças entre os teores de metemoglobina e das concentrações plasmáticas de Primaquina, quando comparados com pacientes com expressão normal da enzima.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concentrações plasmáticas de rifampicina em pacientes com tuberculose pulmonar(Universidade Federal do Pará, 2017-12-01) BELEZA, Breno Kristoffer Uchôa; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098A tuberculose é uma doença infectocontagiosa considerada ainda um importante problema de saúde pública mundial. O Brasil é um dos 22 países do mundo responsáveis por 80% dos casos da doença, e as maiores taxas de incidência são observadas nas regiões norte, sudeste e nordeste. O esquema de tratamento padrão é composto por rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. O desfecho clinico está associado as concentrações sanguíneas destes fármacos após uso de doses terapêuticas, entretanto, apesar da elevada ocorrência da doença do Brasil, as concentrações destes fármacos não foram avaliadas nestes pacientes, que é relevante principalmente para rifampicina, dada a elevada variabilidade de concentrações em fluídos biológicos após terapêuticas. Portanto, realizou-se estudo prospectivo de casos objetivando determinar as concentrações de rifampicina por cromatografia líquida de alta eficiência em pacientes com tuberculose ativa tratados na cidade de Belém. Foram incluídos no estudo 50 pacientes, entretanto, houve perda de seguimento clínico laboratorial de 20 pacientes (40%), cujo principal motivo foi o abandono de tratamento. Os aspectos sociais e demográficos dos demais aponta maior ocorrência da doença no sexo masculino, baixa escolaridade, residentes na região metropolitana de Belém e na faixa etária produtiva. As concentrações de rifampicina nas duas fases de tratamento variaram de 0,6μg/ml a 0,73μg/ml. Não houve diferença significativa nas concentrações sanguíneas do fármaco entre as fases de tratamento, contudo os níveis de rifampicina foram significativamente superiores em mulheres.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento e caracterização tecnológica de micropartículas de arrabidaea chica (h & B) B. Verl. obtidas por spray dryer(Universidade Federal do Pará, 2012-08) SAMPAIO, Rita de Cássia Almeida; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070; SILVA JÚNIOR, José Otávio Carréra; http://lattes.cnpq.br/4437885351749994O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento tecnológico de formas farmacêuticas particuladas obtidas a partir de solução extrativa (tintura) de partes aéreas de Arrabidea chica (pariri), empregando-se a secagem por spray drying. Investigou-se a influencia de adjuvantes tecnológicos (maltodextrina e goma arábica, isoladas e em associação) no desempenho da secagem e nas propriedades dos produtos secos. A tintura de A. chica foi concentrada em evaporador rotativo obtendo-se o extrato concentrado (EC) o qual foi adicionado dos adjuvantes tecnológicos e submetidos a secagem em spray drying. O processo de secagem foi avaliado através da determinação da recuperação de produto e eficiência térmica. As micropartículas (ES) foram avaliadas quanto a umidade residual; atividade de água; diâmetro médio das partículas; densidade bruta, densidade de compactação e índices de fluidez, perfil térmico e espectroscópico por IV. O monitoramento químico foi realizado por espectrofotometria UV-vis, utilizando como marcador químico os flavonoides (Ft), polifenois (Pt) e taninos totais (Tt) presentes na A. chica. A atividade antioxidante do produto foi avaliada pelo método DPPH e quimioluminescência. O teor de umidade nas ES teve seus valores na faixa de 2,77 a 4,69% estando dentro do especificado. Os valores de atividade de água ficaram abaixo de 0.2, que e favorável a estabilidade físico-química e microbiológica. O percentual de degradação dos marcadores químicos nas ES em relação ao EC ficou na faixa de 24 a 46% para Ft, de 48 a 56% para Pt, e de 53 a 72% para Tt, que pode estar associada a degradação térmica e oxidação dos compostos. Na analise por CCD, a tintura, o EC e os ES apresentaram os padrões luteolina e canferol mostrando que o processo de secagem não causou a perda destes compostos. A distribuição granulométrica mostra que os ES apresentaram diâmetro médio em torno de 10 μm sendo que as partículas apresentaram morfologia esférica e algumas com superfície rugosa. Através da determinação dos índices de fluidez e de acomodação dos pós obteve-se resultados característicos de pós com baixa fluidez e características de compressibilidade. A atividade antioxidante dos ES apresentou valores entre 32,17 a 44,53 μg/mL. Na analise colorimétrica, os parâmetros comprovaram a coloração vermelha-amarelada. A recuperação de produto ficou na faixa de 60 a 65% e os valores de eficiência térmica ficaram entre 36 % e 39%. As analises de espectroscopia na região do infravermelho e analises térmicas se mostraram ferramentas importantes na caracterização físico-química e controle de qualidade dos sistemas micropartículados obtidos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da dapsona na geração de estresse oxidativo em pacientes com hanseníase em uso de poliquimioterapia(Universidade Federal do Pará, 2011) SCHALCHER, Taysa Ribeiro; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390O processo inflamatório decorrente da infecção por Mycobacterium leprae e a administração de fármacos com propriedades oxidativas, como a dapsona, são fatores de riscos ao estresse oxidativo ocasionado em pacientes com hanseníase. Este trabalho visa determinar as concentrações plasmáticas de dapsona em pacientes com hanseníase em uso de poliquimioterapia (PQT), correlacionando ao desenvolvimento do estresse oxidativo. Para o estudo, foram selecionados indivíduos saudáveis e pacientes com hanseníase, acompanhados antes (D0) e após a terceira dose supervisionada de PQT (D3). As concentrações plasmáticas de dapsona dos pacientes sob tratamento foram mesuradas por cromatografia liquida de alta eficiência. A avaliação do estresse oxidativo foi realizada através da determinação de metemoglobina (MetHb) e das concentrações de glutationa reduzida (GSH), óxido nítrico (NO), malondialdeído (MDA), capacidade antioxidante total (TEAC) e avaliação das atividades das enzimas catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e da presença de corpúsculo de Heinz em esfregaços sanguíneos. No período de estudo foram obtidas 23 amostras de pacientes com hanseníase D0, 13 pacientes em D3 e 20 de indivíduos saudáveis e sem a doença. As alterações no pacientes antes do tratamento estavam associadas ao aumento de NO (D0=18.91± 2.39; controle= 6.86±1.79mM) e a redução significativa na enzima SOD (D0=69.88±12.26;controle= 138.42±14.99nmol/mL). Com relação aos pacientes sob tratamento, a concentração de dapsona no plasma foi 0.552± 0.037 μg/mL e as principais alterações observadas foram o aumento significativo no percentual de MetHb (D3= 3.29±0.74;controle=0.66±0.051%) e presença de corpúsculo de Heinz. Nos pacientes em tratamento também se observou aumento nos níveis de GSH (7.01±1.09μg/mL) quando comparados ao controle (3.33±1.09g/mL) e diminuição da atividade de CAT (D3= 10.29± 2.02; controle= 19.52±2.48 U/g de proteínas). Os níveis de MDA antes e durante o PQT não mostraram alteração, enquanto os níveis de TEAC aumentaram significativamente neste pacientes (D0=2.90 ± 0.42; D3=3.04±0.52; controle= 1.42±0.18μmol/mL). Estes dados sugerem que a PQT é a principal responsável pelo desenvolvimento de estresse oxidativo, através da geração de danos oxidativos identificados pela presença de corpúsculo de Heinz e aumento no percentual de MetHb.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do antioxidante tempol nas alterações bioquímicas e estruturais induzidas pela metaloproteinase de matriz 2 no coração(Universidade Federal do Pará, 2020-09-11) GONÇALVES, Pricila Rodrigues; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650; PRADO, Alejandro Ferraz do; http://lattes.cnpq.br/7016475842644161; https://orcid.org/ 0000-0001-7495-9837A expressão da MMP-2 é elevada em muitas patologias cardiovasculares como infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca, onde a remodelação do tecido e as respostas inflamatórias são perturbadas. Alterações na homeostase da MEC podem levar à disfunção cardíaca. Às MMPs mais analisadas em relação à disfunção cardíaca são a MMP-2 e MMP-9. Já foi demonstrado que inibidores de ERO, como antioxidantes, reduzem a expressão de MMP-2 em tecido vascular. Sendo assim antioxidantes com o Tempol tem grande potencial para atuar nesses mecanismos. Diante disso avaliamos a atividade e a pureza da rhMMP-2 pelo método de zimograma e SDS-PAGE corado pela prata. Os animais foram divididos em 4 grupos de tratamento. O grupo 1: recebeu salina a 0,9%; grupo 2: Tempol 18 mg/kg/v.o; grupo 3: MMP-2 150 ng/kg/i.p; grupo 4: Tempol 18 mg/kg/v.o + MMP-2 150 ng/kg/i.p; durante 4 semanas. Ao final do tratamento o coração foi coletado para quantificação de colágeno, quantificação das ERO por microscopia de fluorescência e imunofluorescência para TNFα e TGF-β. Após as analises, nossos resultados mostraram que a rhMMP-2 estava pura e ativa e que não houve diferença na média de peso dos animais (P>0,05). Já no grupo tratado com rhMMP-2 e Tempol, houve diminuição na razão peso coração/peso corporal, comparados ao grupo controle (P<0.05). O Tempol foi capaz de diminuir o colágeno no coração dos animais tratados com rhMMP-2. Vimos também a rhMMP-2 aumentou ERO no coração, o que foi impedido pelo Tempol. A rhMMP 2 também levou ao aumento de TNF-α e TGF-β no coração, no entanto o TGF-β foi reduzido pelo Tempol. Em conclusão, a infusão de rhMMP-2 aumentou as ERO cardíacas, que pode levar ao estresse oxidativo, com consequente aumento de TNF-α e TGF-β, podendo acarretar em um coração com perfil pró-fibrótico e inflamatório. No entanto, o Tempol foi capaz de reduzir o colágeno intersticial, inibir o aumento de ERRO, TNF-α, TGF-β e de aumentar catalase no coração.Tendo, o Tempol, potencial para inibir fatores que levam ao estresse oxidativo, inflamação e fibrose cardíaca.
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