Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2345
O Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Sendo referência na Pós-Graduação em Geografia na Amazônia, o Programa tem por meta configurar-se no Centro de Excelência em Geografia da Amazônia, com ênfase na análise dos agentes, processos, e conflitos nas diferentes escalas. Este é o objetivo científico e institucional estratégico do curso de mestrado, por meio do qual se amplia inserção social e regional na Panamazônia permitindo-nos estreitar intercâmbios na pesquisa e formação de pesquisadores em temas amazônicos com outros centros afins para este estudo na região.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH por Agência de fomento "CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da paisagem na bacia hidrográfica do rio Mocajuba, Nordeste paraense, a partir do modelo teórico GTP(Universidade Federal do Pará, 2016-03-29) TELES, Geise Corrêa; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609O presente estudo objetivou compreender a dinâmica de uso e o manejo dos recursos naturais na bacia hidrográfica do Mocajuba, localizada na microrregião do Salgado Paraense, a partir da apreensão da paisagem proposta pelo modelo teórico-metodológico GTP. Algo importante na compreensão dessa relação é entender de que paisagem se está falando, e dos processos que engendram sua construção. A base de construção da análise apresentada é o modelo teórico GTP, proposto por Bertrand e Bertrand (2009), esse modelo teórico faz uma relação entre os conceitos de geossistema, território e paisagem, e a partir dessa relação é possível perceber como se constroem as diferentes paisagens. Nas palavras de Bertrand e Bertrand (2009. p. 197) “a paisagem nasce quando um olhar percorre um território”. O que significa dizer que ela é resultante da apreensão das construções territoriais, circunscritas no geossistema, ou seja, a paisagem é construída a partir da percepção que os moradores da área estudada têm sobre o seu espaço de vivência, mas esse espaço possui uma base material, (geossistema) e é estruturado a partir de processos socioeconômicos (território) na construção dessas paisagens. Para alcançar os objetivos propostos foram traçados procedimentos metodológicos, como a revisão teórica bibliográfica sobre o tema e a área estudada, o levantamento das características do meio físico da bacia hidrográfica, a análise socioeconômica, feita a partir do levantamento de dados sobre as atividades produtivas, o mapeamento de uso da terra, e entrevistas semidirigidas, acompanhadas de registros fotográficos para representar as paisagens destacadas pelos entrevistados. No levantamento de informações sobre os componentes do geossistema, destaca-se o mapeamento da cobertura vegetal e dos usos da terra, que inferem informações importantes sobre as condições dos elementos naturais. No levantamento de informações sobre os componentes do território destacam-se os conflitos identificados pelo uso e apropriação desses recursos, que estão ligados as principais atividades econômicas que alicerçam a economia local, a pesca, agricultura, coleta de moluscos e crustáceos. As paisagens apontadas pelos entrevistados indicaram o sentimento de pertencimento, suas perspectivas de mudança e necessidades de melhorias no ambiente onde vivem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM), planejamento e gestão urbanos na Amazônia: a multifinalidade dos modelos de CTM de Belém e do Ministério das Cidades(Universidade Federal do Pará, 2014) ARAÚJO, Fernando Alves de; SILVA, Christian Nunes da; http://lattes.cnpq.br/4284396736118279O contexto de complexidade, desigualdade e injustiça do espaço urbano capitalista nos remonta a necessidade de um planejamento e uma gestão deste espaço que considere estas variáveis como intrínsecas a esse modelo de sociedade, porém sem aceitá-los ou defendê-los, tendo como objetivo final o desenvolvimento urbano entendido enquanto promoção de qualidade de vida, justiça social e autonomia para todos aqueles que produzem, reproduzem e vivem o espaço urbano. Essa prática planejadora e gestora deve ser apreendida como uma pesquisa social aplicada, interdisciplinar, que contemple uma participação popular efetiva, assim como utilize os seus diversos instrumentos de forma a apreciar os objetivos de forma satisfatória. Entre esses instrumentos temos o Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM), que apesar de não ser uma ideia nova, tendo sua gênese datada de milênios atrás, sendo os modelos atuais muito próximos daqueles produzidos na Europa já no século XIX, o Brasil só contou com uma “legislação” específica voltada para o CTM a partir do final da primeira década do século XXI, sob uma portaria do Ministério das Cidades que trouxe recomendações genéricas acerca da estrutura e metodologia de implantação de um modelo de cadastro. Enquanto que no contexto local, em Belém do Pará, a produção de cadastros remonta da década de 1970, tendo como o mais atual aquele produzido em 2000, chamado de Cadastro Técnico Multifinalitário. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo analisar, com certa comparação, os modelos de cadastros do Ministério das Cidades, proposto na sua portaria nº 511/09, e da prefeitura de Belém - chamado de Cadastro Técnico Multifinalitário, com foco na questão da multifinalidade, esta considerada a partir da possibilidade do uso do CTM em todas as esferas do planejamento e gestão urbanos, principalmente àquelas não diretamente ligadas às esferas fiscal e tributária, já que estas últimas constituem historicamente a preocupação inicial do cadastro, configurando, assim, sua finalidade primeira. O trabalho foi produzido a partir do uso de técnica de consulta bibliográfica em obras de autores que discutem principalmente os conceitos de espaço, território, espaço urbano, ordenamento territorial, planejamento e gestão urbanos com coleta e análise de dados secundários, realizada através de pesquisa documental em textos oficiais do Ministério das Cidades, que envolvem o seu modelo de CTM, tais como a portaria 511/09, e relatórios de execução e planilhas do cadastro de Belém, fornecidas pelo seu órgão gestor, culminando com técnica de entrevista semiestruturada com técnicos dos órgãos competentes à sua produção e gestão, como a CODEM e a SEFIN.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desigualdade socioespacial e produção da moradia: uma análise a partir da cidade de Tucuruí, Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-10-18) SALGADO, Valeria Suanne Pereira; RODRIGUES, Jovenildo Cardoso; http://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168No ano de 2020, a discussão a respeito da habitação e do direito a moradia ganha força no contexto de pandemia mundial, frente as necessidades de isolamento social, as quais atingem de diversas formas os diferentes grupos sociais ao longo do globo, evidenciando as desigualdades socioespaciais que perpassam a sociedade, pautada no modo de produção capitalista e traduzidas em desigualdades no acesso a moradia. No âmbito regional, é valido destacar que a cidade e o urbano na Amazônia, em meio ao século XXI, vêm passando por profundas transformações, associadas a determinações inerentes à reprodução do capital no espaço urbano-regional, ao avanço de novos agentes econômicos, à urbanização extensiva do território, permeada por elementos que têm contribuído para a produção das desigualdades socioespaciais. Em meio a interpretação desses processos, é imprescindível considerar que a participação do Estado na produção de uma ‘urbanização do território’ e sua influência na constituição da atual rede urbana amazônica. Em escala local, destaca-se a cidade de Tucuruí Pará, que passou por um elevado crescimento demográfico a partir do período de construção da UHT e se apresenta como fértil campo de estudo, levando em consideração as particularidades e diversidades do espaço urbano brasileiro e amazônico. Dessa maneira, esta pesquisa está assentada na premissa de que a produção da moradia dentro do âmbito da produção do espaço urbano constitui um enfoque e indicador para se capturar as dinâmicas, formas e processos de Desigualdades Socioespaciais. Nesse sentido, a presente dissertação objetiva mostrar de que forma a questão da habitação e do direito à moradia se espacializam na cidade de Tucuruí, principalmente no período dos anos 2000 á 2020. E referente ao período citado, é necessário destacar que este constitui-se um ’recorte’ e como tal faz parte de um ‘todo’ histórico-geográfico, o qual não pode ser estudado de maneira isolada e estanque. O recorte auxilia no desenvolvimento da pesquisa e a formulação de sua problemática, a fim de possibilitar um enfoque mais claro dos processos a serem desvelados, tomando como método norteador o materialismo histórico e dialético e sua perspectiva frente a realidade. O cenário pandêmico inviabilizou a pesquisa de campo, dessa forma a busca de dados primários realizou-se por meio de entrevistas semiestruturadas, aplicação de questionários, de maneira remota, tanto por telefone quanto por meio de plataformas, como aplicativos de mensagem instantânea e e-mail, juntamente com a utilização de ferramentas como Google Earth Pro, ArcGis 10.1, QGIS. 2.18.20 para a elaboração de produtos cartográficos e tratamento dos dados coletados, como a finalidade de demonstrar a materialidades da distribuição e acessibilidade de bens e serviços, para se capturar as condições de injustiça espacial, bem como as DS presentes na atualidade do espaço urbano de Tucuruí.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo da migração internacional na Amazônia brasileira a partir da análise dos dados de espacialidade e seletividade dos censos de 2000 e 2010(Universidade Federal do Pará, 2012) LIRA, Jonatha Rodrigo de Oliveira; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852A migração internacional tornou-se um tema de grande importância no cenário mundial tanto para os países de destino quanto para os países de origem. Na Amazônia ainda existe certa falta de interesse com a questão. No entanto, já existem alguns trabalhos específicos de cada país amazônico sobre o assunto. Porém as informações tratam estudos de caso sem levar em consideração a análise de toda a região. Isto se dá entre outros motivos pela falta de um banco de dados sobre migrações para a Amazônia. Entretanto os censos demográficos tornam-se importantes instrumentos de análise. Com base nos censos demográficos brasileiros de 2000 e 2010 que se busca questionar a dinâmica migratória recente para a Amazônia brasileira a fim de dar prosseguimento a uma série de discussões sobre as mudanças de origem, a distribuição espacial e o perfil desse novo migrante. Em um primeiro momento cria-se uma breve revisão teórica sobre a migração internacional, posteriormente discute-se a história da migração internacional na Amazônia brasileira e logo após analisam-se os dados dos dois últimos censos demográficos brasileiros sobre a migração internacional Num segundo momento analisa-se a distribuição espacial da migração de brasileiros retornados a Amazônia brasileira com intuito de fazer uma comparação entre os municípios que evidenciam essa dinâmica tanto para estrangeiros quanto para brasileiros. Essa espacialização retrata o processo histórico de ocupação e urbanização da Amazônia e também a porosidade da fronteira. Assim como o perfil migratório dá indícios de ser resultante do crescimento econômico da exploração de recursos naturais na Amazônia. Contudo, diante da complexidade do tema migração, é necessário integrar conhecimentos para a análise do processo migratório que ultrapassem os limites dos paradigmas clássicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fronteiras de papel: uma análise da perspectiva metropolitana em planos diretores da Região Metropolitana de Belém(Universidade Federal do Pará, 2010) SANTOS, Tiago Veloso dos; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837Na atualidade do processo de urbanização no Brasil, a questão metropolitana emerge como fundamental para o entendimento da urbanização da sociedade e do território nacional. A importância das metrópoles revela uma face importante da dinâmica sócio-espacial brasileira: a concentração da malha urbana em pouco mais de uma dezena de epicentros nacionais e regionais. Diante desta realidade, um dos temas mais complexos no âmbito das metrópoles é a gestão metropolitana, e tal debate permeia boa parte das discussões sobre o tema, sejam elas de ordem econômica, social, urbanística ou jurídica. Considerando-se a estrutura institucional da Constituição de 1988, os mecanismos e instrumentos de regulação urbana em nível nacional afirmam o município como base territorial das políticas urbanas, refletindo-se no estabelecimento do Plano Diretor como instrumento de política urbana obrigatório em âmbito municipal. Tal opção das políticas de planejamento e gestão acaba se traduzindo em conflito direto com a realidade urbana brasileira, visto que as metrópoles constituem vetor essencial da expansão da malha urbana. Com base nessas premissas, aprofunda-se o tema do planejamento metropolitano a partir da análise dos planos diretores de municípios que compõem uma das metrópoles brasileiras, a Região Metropolitana de Belém. A análise do planejamento metropolitano a partir dos planos diretores urbanos municipais revela de que forma o processo de metropolização se faz presente quando da elaboração e gestão de planos de desenvolvimento urbano, através dos planos diretores municipais. Além disso, identifica-se as perspectivas de desenvolvimento urbano, que se encontram explícita ou implicitamente nos planos diretores, e os princípios que norteiam essas perspectivas, bem como os elementos participativos no âmbito do planejamento metropolitano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geografia da mandioca na Amazônia paraense: meio geográfico, modo de vida e a cultura da farinha no meio rural do município de Bragança (PA)(Universidade Federal do Pará, 2020-05-26) BRITO, Jakeline Almeida; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273Esta pesquisa tem como propósito relacionar três noções - meio geográfico, modo de vida, e cultura da farinha. Como proposta de análise buscamos compreender a cultura da farinha de mandioca na Amazônia paraense ligada ao modo de vida do homem amazônico através de processos, de formas em um contexto histórico. Dada às singularidades dos saberes estarem impregnadas em um produto que representa as geograficidades do lugar, em sucessões e coexistências nos meios geográficos das dinâmicas de vida das relações culturais e econômicas do município. A partir de uma situação empírica vista em Bragança, a cultura da farinha de mandioca vislumbra o processo de produção, e reprodução das comunidades rurais produtoras da farinha, sua inserção no mercado em diferentes meios. E nas hipóteses pode-se verificar uma relação intrínseca entre modo de vida e meio geográfico, sendo a farinha de mandioca o elo dessa relação. A princípio, tal relação salta da ação simbólica para uma apropriação da cultura europeia, fazendo do produto um hábito alimentar na colônia, tornando-se mais tarde um alimento que se consumia em vários territórios brasileiro apresentando um circuito de produção, comercialização e consumo que se baseava em aspectos locais. Atualmente, o processo de produção e comercialização da farinha de Bragança, dá-se por pequenos produtores das áreas rurais, bem como de outros municípios da região bragantina. Nosso recorte empírico restringe-se a oito comunidades nas áreas rurais em Bragança, no estudo realizado, foi possível observar que ao passar dos anos novas tecnologias vão incrementando o modo de vida dessas comunidades cuja lógica se configura nas estratégias de reprodução de vida desses pequenos agricultores no caso aqui de associações e cooperativas locais. Atestamos que existe pouca mudança impressa no espaço no modo de produção da farinha de mandioca no meio geográfico atual, mesmo com certo aporte de inovação tecnológica, como a eletricidade, os maquinários diversos nos últimos anos, porém, tem gerado poucos benefícios para as comunidades rurais que produzem a farinha, pois não são todos que dispõem de recursos financeiros para terem tais aparatos em suas propriedades. Outra questão, seria a agregação de valor ao produto esse se dá externamente aos lugares onde a produção é realizada. É necessário dizer que esse valor ultrapassa o fator econômico, pois a notoriedade do saber fazer da farinha é fator tradicional que precisa ser parte primordial nos debates.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Habitação produzindo espaço urbano na reprodução de conjuntos habitacionais: experiências e tendências na região metropolitana de Belém(Universidade Federal do Pará, 2014-05-23) SILVA, Marlon Lima da; OLIVEIRA, Janete Marília Gentil Coimbra de; http://lattes.cnpq.br/5569740569229032O trabalho discute a produção do espaço urbano, extraindo dos conjuntos habitacionais os elementos centrais de análise. Parte-se da política do Banco Nacional de Habitação (BNH) chegando até o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), o que representa cinco décadas de materializações expressas nos conjuntos habitacionais da Região Metropolitana de Belém (RMB). Para fins didáticos, os indicadores analíticos foram subdivididos em dois grupos: os que revelam a produção do espaço urbano na escala metropolitana e os que a revelam na escala local. Dentre os primeiros, ressaltam-se a localização dos conjuntos e os agentes responsáveis pela sua produção. Na escala local, os indicadores são representados pela forma arquitetônica original e suas dinâmicas internas, considerando, também, os usos no interior dos conjuntos. A metodologia utilizada incorporou o levantamento bibliográfico sobre a temática, ressaltando, sobretudo, a produção do espaço urbano nos aglomerados metropolitanos e as políticas habitacionais do BNH ao PMCMV. Foram elaborados mapas temáticos, revelando as materializações das políticas habitacionais e as práticas espaciais dos diferentes agentes. Trabalhos de campo foram desenvolvidos no interior dos conjuntos, identificando o padrão arquitetônico original, suas dinâmicas e seus usos, além da realização do levantamento fotográfico. Desde a década de 1960, a mancha urbana da RMB vem crescendo de forma acelerada, num contexto em que a construção de conjuntos habitacionais tem assumido destaque. As políticas habitacionais do BNH ao PMCMV vêm se materializando em localizações específicas na RMB, com ritmos e intensidades que expressam a lógica conflituosa da produção do espaço urbano na escala metropolitana. Os agentes elegem as localizações de acordo com o poder aquisitivo das demandas, estendendo muitas vezes o tecido urbano para áreas rurais, numa lógica em que as acessibilidades são diretamente proporcionais ao poder de compra dos mutuários. A forma original dos conjuntos, suas dinâmicas internas e seus usos têm revelado uma série de conflitos e contradições na escala local. Esses conflitos vêm se expressando nas modificações das unidades habitacionais padronizadas, no nível de infra-estrutura e na diversificação dos usos presentes no interior dos conjuntos. Na síntese entre as materializações nas escalas metropolitana e local, o espaço urbano expressa sua dinâmica conflituosa, a partir dos conjuntos habitacionais, revelando experiências e tendências na RMB.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Modelagem ambiental na floresta nacional do Jamanxim-PA: proposta de cenário futuro(Universidade Federal do Pará, 2022-02-21) GAMA, Luana Helena Oliveira Monteiro; ALMEIDA, Arlete Silva de; http://lattes.cnpq.br/1511094180664778As áreas protegidas foram criadas essencialmente para a conservação da fauna e flora. Analisar suas dinâmicas socioambientais torna-se um desafio, e ao mesmo colabora para a compreensão da paisagem. O presente estudo tem como objetivo modelar cenários futuros a partir de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento na Floresta Nacional (FLONA) do Jamanxim-PA, com base na classificação de uso da terra dos anos de 2013 e 2020. Analisar as variáveis independentes por meio da Inteligência Artificial. Aplicar o modelo do DINAMICA EGO usando o método de transição para simular trajetórias de desmatamento até 2030, baseado nas variáveis dependentes (cobertura e uso da terra 2013 e 2020) e variáveis independentes (altimetria, declividade, distância às estradas, distância à assentamentos e distância à hidrografia. Os altos índices de desmatamento nos limites das unidades de conservação, acarretam grandes perdas ambientais ao longo do tempo. Segundo o INPE, o estado do Pará apresentou a maior perda florestal dos estados da Amazônia brasileira em 2019, um total de 3.862 km2, com uma taxa de aumento de 41% quando comparado a 2018. Através do modelo matemático é possível analisar “Onde” será desmatado; “Quando” será desmatado e quais as taxas de desmatamento; e “Como”, qual será a representação espacial das novas áreas de modificações, ou seja, como será o processo de desmatamento. Com base na dinâmica cobertura e uso da terra e dos elementos que compõem a paisagem, como por exemplo, as variáveis independentes, é possível realizar projeções futuras de desmatamento na FLONA do Jamanxim. Aborda-se teorias de autores representativos de diferentes correntes da Geografia, para conceituar espaço, paisagem e modelagem dinâmica. Na Geografia Física, parte-se dos conceitos de Bertrand. Para a Geografia Quantitativa tomou-se como base Waldo Tobler. A discussão da Geografia Crítica está baseada nos trabalhos de Milton Santos. E Soares-Filho para a modelagem dinâmica espacial. A metodologia foi dividida em três fases principais: 1- Processamento das imagens de satélite, utilizando-se o método de classificação supervisionada através do algoritmo de Máxima Verossimilhança; 2- Processamento das variáveis independentes; 3- Etapa considerada principal do estudo, que consiste na modelagem espacial no DINAMICA EGO. Como resultado da análise de cobertura e uso da terra, observou-se que houve redução de área de 112,51 km² (0,87%) de floresta primária, e aumento da classe mosaico de ocupações (desmatamento) com área de 393,53 km², equivalente a 3% de área desmatada. As principais atividades observadas foram: exploração florestal e mineração. Nota-se ainda, um padrão de desmatamento classificado como geométrico e regular, com atividades econômicas, como a agricultura, e principalmente monoculturas de grão e pecuária de média a larga escala, e estágio intermediário de ocupação. As variáveis independentes assumem o modelo GTP de Bertrand, para observar a dinâmica da paisagem. Observou-se que 0,28% da floresta primária foi convertida para desmatamento. Ou seja, de 2013 a 2020 o desmatamento está ocorrendo a uma taxa líquida de 28% ao ano. E há alta probabilidade de transição de floresta primária para mosaico de ocupações, e de exploração florestal para mosaico de ocupações ao norte e ao sul da FLONA do Jamanxim, áreas estas, que podem estar associadas a implantação de estradas (BR-163), e aos projetos de assentamentos PDS Brasília e Projeto Vale do Jamanxim, que consequentemente podem causar impacto à resiliência da paisagem. Com base na modelagem e análise de cenários futuros, verifica-se que pode haver perda de 198,79 km² (1,52%) de floresta primária, e aumento considerável de desmatamento de 155,20 km² até 2030. O mapeamento deste estudo, pode apoiar ações das políticas públicas, por meio da análise de impactos de leis e identificação de áreas prioritárias para ação governamental na FLONA do Jamanxim. Com base na modelagem espacial, em conjunto com os planos de comando, controle e monitoramento, é possível orientar o desenvolvimento socioambiental, econômico e cultural nesta UC, para manutenção e conservação dos bens naturais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Processos de patrimonialização e turistificação na produção do espaço do bairro Cidade Velha, Belém, PA(Universidade Federal do Pará, 2012-09-28) CASTRO, Cleber Augusto Trindade; TAVARES, Maria Goretti da Costa; http://lattes.cnpq.br/7796891525258446A patrimonialização e a turistificação, enquanto processos socioespaciais, têm contribuído significativamente para a produção do espaço urbano, por meio dos conflitos entre interesses exógenos às áreas, e as dinâmicas sociais locais, de modo especial nos Centros Históricos urbanos. Nesse contexto, este estudo foi norteado, de modo geral, por questionamentos sobre como os processos de patrimonialização e turistificação tem contribuído, recentemente, para a produção do espaço no bairro Cidade Velha, em Belém-PA. De maneira mais específica pergunta-se: a) Quais são os agentes dos processos de patrimonialização e de turistificação do bairro Cidade Velha, Belém-PA? b) Que estratégias de apropriação e uso do espaço são adotadas por esses agentes? A pesquisa permite compreender as consequências das políticas para o patrimônio cultural e para o desenvolvimento do turismo nos aspectos materiais e nas relações sociais e simbólicas no bairro estudado. Além disso, o trabalho permite evidenciar a diversidade de agentes e de estratégias socioespaciais contraditoriamente presentes nesses processos. Para o desenvolvimento do estudo, com abordagem qualitativa, foram realizados levantamentos e análises em bibliografias que forneceram subsídios teóricos e conceituais para o desenvolvimento da pesquisa. Realizamos trabalho de campo, participando de reuniões dos moradores do bairro, bem como entrevistas semiestruturadas com agentes representantes dos grupos sociais apontados pelo aporte teórico da pesquisa, considerando também as observações em campo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Produção forçada de um novo espaço para viver: o caso do Reassentamento Rural Coletivo km 27 – RRC, em Vitória do Xingu/Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) ARCANJO, Nathany Melo Machado; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024O crescimento econômico do Brasil está fortemente baseado na exploração dos recursos naturais, especialmente na região amazônica. No entanto, essa exploração altera as dinâmicas socioespaciais das comunidades locais. O aumento da demanda por energia, impulsionado pelo discurso político de desenvolvimento do país, tem levado à implementação de grandes projetos hidrelétricos na Amazônia paraense. Um exemplo é a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHEBM) construída na Volta Grande do Xingu, que resultou no deslocamento compulsório de várias famílias que viviam nas áreas atingidas pela materialização desse grande objeto técnico, acarretando deformações nos modos de vida tradicionais dos sujeitos ribeirinhos, descaracterizando suas origens e, obrigatoriamente, transformando-os em indivíduos citadinos ou em agricultores/trabalhadores rurais, aqueles que antes eram reconhecidos como famílias ribeirinhas, dada a condição do espaço em que viviam e suas relações direta com o rio, agora são caracterizados como famílias reassentadas, ainda sobre a condição do espaço que os transfiguram para reassentados do Reassentamento Rural Coletivo. Tendo em vista estas transformações dadas na região, objetivou-se em pesquisa compreender a produção do espaço do Reassentamento Rural Coletivo do km 27, situado em Vitória do Xingu, Pará (RRC). Esse reassentamento é concebido por agentes externos com o propósito de oferecer condições equivalentes ou superiores às que as famílias tinham antes da construção da Usina Hidrelétrica. Para o levantamento dos dados primários foram realizadas entrevistas semiestruturadas tanto com as famílias reassentadas como as famílias moradoras do Reassentamento nos anos de 2017, 2018, 2019, 2021 e 2022, permitindo compreender a produção do espaço do RRC, bem como a apreensão da realidade das famílias realocadas, além da inserção em campo, foram analisados os documentos oficiais da Norte Energia, como os relatórios consolidados entre outros, referentes ao objeto de estudo. Verificou-se que as famílias deslocadas, obrigatoriamente, procuram estabelecer novos modos de produção, novas estratégias e novas dinâmicas socioespaciais no novo espaço, tentando a adaptação àquilo que os agentes externos impuseram como auxílio de reprodução para suas novas condições de vida.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A ribeira & a orla: espacialidades e territorialidades urbanas ribeirinhas em uma cidade amazônica em transformação(Universidade Federal do Pará, 2013) LIMA, Michel de Melo; ALVES, Glória da Anunciação; http://lattes.cnpq.br/2061386575093025; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837Tendo por base a teoria do espaço socialmente produzido, as reflexões deste trabalho vão ao encontro do tema referente à relação cidade-rio na Amazônia, a partir de um estudo de caso: a orla fluvial da cidade de Marabá. O objetivo é analisar a produção social do espaço e os conflitos de territorialidade existentes em face da dinâmica recente da Amazônia, levando em conta as especificidades locais da relação/interação econômica, política e simbólica dos diferentes agentes com o rio. Para tanto, utilizou-se como instrumental teórico-metodológico o materialismo histórico e dialético, e os seguintes procedimentos metodológicos de pesquisa: a) revisão bibliográfica de temas pertinentes ao desenvolvimento do trabalho, relacionados à geografia urbana e à geografia da Amazônia, e assentados na teoria do espaço socialmente produzido; b) levantamento bibliográfico de caráter histórico-geográfico sobre a orla e a cidade de Marabá; c) levantamento de dados primários, secundários e de fontes documentais da área de estudo; d) observação sistemática de campo sobre a interação cidade-rio em Marabá, com inventário (identificação, comparação e análise de elementos) da paisagem urbana e de suas dinâmicas espaciais, temporais e territoriais; e) levantamentos através da aplicação de formulários com base na relação cidade-rio na orla; f) realização de entrevistas individuais gravadas com questões semiestruturadas com os principais agentes (representantes do poder público, moradores, grandes empresas, comerciantes etc.) existentes na orla fluvial da Marabá. A partir dos dados levantados e analisados, constatou-se, mesmo diante dos processos modernizantes pelos quais passa a cidade, a permanência, de forma residual, do modo de vida ribeirinho na orla fluvial de Marabá. Por outro lado, essa permanência se dá através de uma relação conflituosa com os agentes/grupos que têm na orla um referencial predominantemente econômico, como o Estado, os comerciantes locais e regionais, as grandes empresas, os proprietários fundiários e os promotores imobiliários. Tal contexto ratifica a importância de atentar para as especificidades de como se desenvolve a vida nas “ribeiras” amazônicas, o que significa entender, também, a forma complexa, diversificada e desigual com a qual se desenvolve as relações existentes entre a cidade, espaço complexo, contraditório, obra por excelência, e o rio, elemento que define ritmos, signos, saberes e dinâmicas sócioespaciais urbanas no contexto regional.
