Dissertações em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia (Mestrado) - PPGSAS/ICS
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/10373
Navegar
Navegando Dissertações em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia (Mestrado) - PPGSAS/ICS por Assunto "Crianças"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Insegurança alimentar em famílias de crianças matriculadas na rede municipal de educação infantil, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2018-08-20) LEITE, Juliane Costa; GONZAGA, Irland Barroncas; http://lattes.cnpq.br/4404609403033945Estudo analítico, observacional de delineamento transversal que objetivou estimar a prevalência de Insegurança Alimentar e Nutricional entre as famílias de crianças matriculadas na rede municipal de educação infantil, Belém-PA. Como instrumentos para essa mensuração foi utilizada a Escala Brasileira de medida de Insegurança Alimentar, e, para avaliar o perfil familiar, utilizou-se formulário sociodemográfico. Procedeu-se também à avaliação antropométrica das crianças para análise do estado nutricional. Foram pesquisadas 368 famílias do município de Belém-PA, distribuídas proporcionalmente entre seis distritos administrativos, oitenta e sete escolas e seis faixas etárias, considerando um erro de 5,16%, sendo uma amostra por conveniência. Na análise estatística da associação entre indicadores sociodemográficos e insegurança alimentar, utilizou-se o teste Qui-quadrado e o teste G. Usou-se a Regressão de Poisson com variância robusta para estimar as razões de prevalência e respectivos intervalos de confiança de 95%, considerando como variável dependente a insegurança alimentar. Em todos os testes foi adotado o nível de significância (α) igual a 5%. Os programas estatísticos usados nas análises foram o BioEstat 5.3 e o SPSS 24.0. Como resultado, encontrou-se prevalência de Insegurança Alimentar e Nutricional de 85,6%, que se distribuiu, de acordo com o gradiente de severidade, em 36,4% de Insegurança Alimentar leve, 28,8% moderada e 20,4% grave. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre insegurança alimentar e renda familiar per capita, exercício de trabalho remunerado pelo entrevistado, escolaridade do chefe da família, recebimento do Bolsa Família e tipo de material empregado na construção do domicílio. No modelo de Regressão de Poisson, observou-se que a renda familiar per capita menor que meio salário mínimo e a condição de não possuir trabalho remunerado pelo entrevistado, associaram-se com a insegurança alimentar, apresentando razão de prevalência, 1,61 e 1,10, respectivamente. O estudo se apresenta como um instrumento importante na identificação do público pesquisado como um grupo de risco, no que se refere à Insegurança Alimentar e Nutricional, para o qual estratégias de intervenção e enfrentamento devem ser prioritárias e, também, favorece a criação e a análise de políticas públicas municipais de promoção de segurança alimentar e nutricional, além de permitir o reconhecimento das causas contemporâneas do problema investigado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As necessidades de cuidar do filho estomizado: na perspectiva da teoria comunicativa(Universidade Federal do Pará, 2018-08-13) FERREIRA, Sandra Regina Monteiro; SANTANA, Mary Elizabeth de; http://lattes.cnpq.br/6616236152960399; https://orcid.org/0000-0002-3629-8932As crianças podem adquirir estomas urinários ou gastrointestinais por diversas causas, logo após o nascimento ou em qualquer momento de sua vida. As causas mais frequentes são as anomalias congênitas e traumas ocorridos durante o desenvolvimento e, em sua maioria, são temporários. Estima-se que um em cada 33 bebês nasce com problemas congênitos no mundo. Objetivo: Conhecer os desafios enfrentados pelas mães para o cuidado com o filho estomizado. Método: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa tendo por suporte teórico a ação comunicativa de Habermas. O cenário do estudo foi o Serviço de Atenção à Pessoa com Estomia, situado na Unidade de Referência Especializada Presidente Vargas em Belém do Pará. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com mães de crianças estomizadas devidamente cadastradas no Serviço. A análise dos dados foi realizada utilizando-se a técnica de conteúdo de Bardin. Resultados: Foram entrevistas 12 mães, sendo que duas residem no município de Belém e as demais do interior do Estado. A faixa etária das crianças foi entre 8 meses a 8 anos, sendo a doença congênita o principal diagnóstico para a confecção da estomia e o tipo de estomia mais incidente foi a colostomia, em relação ao sexo seis crianças eram do sexo masculino e seis do feminino, tempo de estomia variou entre um mês de vida a dois anos. A faixa etária das genitoras variou entre 18 e 46 anos, quanto ao grau de escolaridade, duas possuíam ensino médio completo, uma ensino médio incompleto, cinco ensino fundamental completo e quatro ensino fundamental incompleto. Discussão: Os resultados do estudo indicaram que as mães não são orientadas adequadamente quanto aos cuidados com a estomia de seus filhos, revelando o medo e a angústia como os maiores desafios para desempenhar a troca e o manuseio dos equipamentos. coletores. A criança estomizada necessita de cuidados especializados por parte da equipe multiprofissional e principalmente do enfermeiro que é o profissional responsável pela educação em saúde, cabendo a orientação quanto aos cuidados e ensino aos pais quanto a troca do equipamento e os cuidados necessários com a pele periestomal da criança, preparando-os para o momento do retorno ao lar com a mínima condição de cuidar de seu filho. Considerações Finais: As mães vivenciam as falhas na prestação de cuidados aos filhos com estomias e revelam o medo como principal desafio na prestação de cuidados. Constatou-se como inadequada as ações educativas prestadas pelos enfermeiros as mães quando se trata de orientar os cuidados à criança estomizada, ocasionando o despreparo das mães e contribuindo para a inabilidade em realizar a assistência esperada no domicílio. Espera-se que a construção de um material educativo voltado para os cuidados à criança estomizada possa contribuir tanto com as mães quanto com os profissionais de enfermagem a fim de proporcionar uma assistência com vistas a qualidade de vida e com a reabilitação da criança portadora de estomia.
