Artigos Científicos - NMT
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Navegando Artigos Científicos - NMT por Assunto "Amazônia brasileira"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Analysis of polymorphisms in the interleukin 18 gene promotor (-137 g/c and -607 c/a) in patients infected with hepatitis c virus from the brazilian amazon(Universidade Federal do Pará, 2015-09) SANTOS, Kemper Nunes dos; ALMEIDA, Marcella Kelly Costa de; FECURY, Amanda Alves; COSTA, Carlos Araújo da; MARTINS, Luisa CaricioArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Avaliação da contaminação mercurial mediante análise do teor de Hg total em amostras de cabelo em comunidades ribeirinhas do Tapajós, Pará, Brasil(2000-04) PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; GUIMARÃES, Geraldo de Assis; NAKANISHI, Junko; OIKAWA, Teiichi; VIEIRA, José Luiz Fernandes; QUARESMA, Manoel; CARDOSO, Bernardo da Silva; AMORAS, Walter WanderleyEste estudo avalia a contaminação mercurial em comunidades de pescadores em quatro localidades nas margens do rio Tapajós: Rainha, Barreiras, São Luís do Tapajós e Paraná-Mirim. Análises toxocológicas das amostras de cabelo foram realizadas por espectofotometria de absorção atômica. Os níveis de mercúrio total em amostras de cabelo variaram entre 2,9µg/g e 71,5µg/g. Os valores mais baixos foram encontrados na comunidade de Paraná-Mirim. Os mais elevados, em São Luís do Tapajós e Barreiras, cerca de seis a sete vezes superiores ao valor estabelecido. As diferenças entre as concentrações médias de mercúrio total nas amostras, coletadas em populações ribeirinhas, a montante e a jusante do rio Tapajós em Itaituba, não apresentaram significância estatística (p > 0,05). Conclui-se que a exposição humana ao mercúrio por ingestão de peixes contaminados constitui risco potencial para o aparecimento de sintomas e sinais da doença de Minamata, o que recomenda a manutenção de um programa de vigilância epidemiológica.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Canine visceral leishmaniasis due to Leishmania (L.) infantum chagasi in Amazonian Brazil: comparison of the parasite density from the skin, lymph node and visceral tissues between symptomatic and asymptomatic, seropositive dogs(2010-10) LIMA, Luciana Vieira Rego; CARNEIRO, Liliane Almeida; CAMPOS, Marliane Batista; CHAGAS, Eujênia Janis; LAURENTI, Márcia Dalastra; CORBETT, Carlos Eduardo Pereira; LAINSON, Ralph; SILVEIRA, Fernando TobiasA leishmaniose visceral canina (LVC) é reconhecida pelas características clínicas da doença e é altamente letal. A infecção, entretanto, pode ser totalmente assintomática em alguns cães soropositivos, o que tem levantado questão polêmica sobre a possibilidade desses animais, serem ou não uma fonte importante da infecção para o flebotomíneo, Lutzomyia longipalpis, o principal vetor da leishmaniose visceral americana (LVA). Neste estudo foram examinados 51 cães com LVC aguda, provenientes de área endêmica de LVA no Estado do Pará, Brasil, e a carga parasitária, formas amastigotas de, na pele, linfonodo poplíteo e vísceras (fígado e baço) foi comparada com a de nove cães assintomáticos soropositivos (IFAT-IgG). Fragmentos de biópsia desses tecidos obtidos post-mortem foram processados para análise através de imunohistoquímica, usando um anticorpo policlonal contra Leishmania sp. Os testes do Qui-quadrado (X2) e Mann Whitney foram usados para avaliar as médias da densidade de macrófagos infectados (p < 0,05). Os resultados mostraram que não houve diferença (p > 0,05) na densidade de macrófagos infectados da pele (10,7/mm2 x 15,5/mm2) e do linfonodo (6,3/mm2 x 8,3/mm2) entre cães assintomáticos e sintomáticos. Entretanto, a densidade de macrófagos infectados da víscera de cães sintomáticos (5,3/mm2) foi maior (p < 0,05) que a de cães assintomáticos (1,4/mm2). Estes resultados sugerem, fortemente, que cães naturalmente infectados por L. (L.) i. chagasi, assintomáticos ou sintomáticos, podem servir como fonte de infecção, principalmente, considerando-se que a densidade de macrófagos infectados da pele (10,7/mm2 x 15,5/mm2), local onde o flebotomíneo vetor Lu. longipalpis realiza a hematofagia, foi maior (p < 0,05) que as do linfonodo (6,3/mm2 x 8.3/mm2) e vísceras (1,4/mm2x 5,3/mm2).Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Clinical, epidemiological and mycological report on 65 patients from the Eastern Amazon region with chromoblastomycosis(2012-08) PIRES, Carla Andréa Avelar; XAVIER, Marília Brasil; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; MACEDO, Geraldo Mariano Moraes de; SOUSA, Bruna Ranyelle de Marinho; BRITO, Arival Cardoso deFUNDAMENTOS: A cromoblastomicose é uma infecção fúngica crônica, causada por fungos da família Dematiaceae, sendo Fonsecaea pedrosoi a mais comum, segundo vários estudos. É mais frequente em países tropicais e o estado do Pará possui grande casuística mundial. A doença é de difícil tratamento e apresenta recorrência frequente. OBJETIVOS: Descrever os aspectos epidemiológicos, micológicos e formas clínicas dos casos de cromoblastomicose procedentes do estado do Pará - Brasil. MÉTODOS: Foram realizados exames micológicos (direto, cultura e microcultivo) e observação clinicoepidemiológica em 65 pacientes do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal do Pará, atendidos no período de 2000 a 2007. Empregou-se a classificação clínica proposta por Carrión em 1950. RESULTADOS: Os pacientes eram, em sua maioria, homens (93,8%), lavradores (89,2%), faixa etária entre 45-55 anos, com predominância de lesões verruciformes (55,4%), localizadas principalmente nos membros inferiores (81,5%). A maioria dos casos pesquisados (61,5%) apresentou um longo tempo de doença, com uma média de 11 anos. O exame micológico direto foi realizado em 86,2% (n=56) dos pacientes; destes, 96,4% (n=54) apresentaram resultado positivo. Foram realizados cultura e microcultivo in vitro de 47 pacientes com exame micológico positivo e os resultados mostraram o Fonsecaea pedrosoi como único agente etiológico identificado nesta amostra. CONCLUSÃO: Este estudo mostrou o quanto a cromoblastomicose ainda compromete a qualidade de vida da população local, principalmente a de indivíduos que trabalham em lavouras, cursando com evolução crônica e sem tratamento eficaz. Observa-se a importância de dar continuidade a este estudo, o que poderá proporcionar novas contribuições clínicas ou epidemiológicas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Comparative study of human exposure to mercury in riverside communities in the Amazon region(2006-03) PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; OIKAWA, Teiichi; VIEIRA, José Luiz Fernandes; GOMES, M S V; GUIMARÃES, Geraldo de Assis; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; MÜLLER, Regina Celi Sarkis; AMORAS, Walter Wanderley; RIBEIRO, Danielle Regina Gomes; RODRIGUES, Anderson Raiol; CÔRTES, Maria Izabel Tentes; SILVEIRA, Luiz Carlos de LimaArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A comparison of molecular markers to detect Lutzomyia longipalpis naturally infected with Leishmania (Leishmania) infantum(2014-07) LIDANI, Kárita Cláudia Freitas; REASON, Iara José de Messias; ISHIKAWA, Edna Aoba YassuiArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Distribution of phlebotomine fauna (Diptera: Psychodidae) across an urban-rural gradient in an area of endemic visceral leishmaniasis in northern Brazil(2011-12) OLIVEIRA, Davi Marcos Souza de; HABIB, Elvira Maria Saraiva Chequer Bou; ISHIKAWA, Edna Aoba Yassui; SOUSA, Adelson Alcimar Almeida de; SILVA, Edilene Oliveira da; SILVA, Ivoneide Maria daArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Estudo da eficácia e tolerância do artesunato oral isolado e em associação com mefloquina, no tratamento da malária falciparum não complicada em área endêmica do Pará, Brasil(1996-06) CARDOSO, Bernardo da Silva; DOURADO, Heitor Vieira; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; CRESCENTE, Jose Angelo Barletta; AMORAS, Walter Wanderley; BAENA, Jorge; SARATY, SandraCom o objetivo de avaliar a eficácia e tolerância do artesunato no tratamento da malária falciparum não complicada em área endêmica do Estado do Pará, 153 pacientes foram randomizados e estudados em três grupos, distribuídos por esquema terapêutico (I recebeu mefloquina lOOOmg; II utilizou artesunato lOOOmg; III usou a combinação de 600mg de artesunato seguida de 500 de mefloquina). A avaliação constou de exame clínico e parasitológico diariamente nos primeiros 7 dias e semanalmente até o 35o dia do acompanhamento e de análise bioquímica e hematológica realizada antes e no 7o dia, visando o controle de ema e a identificação de possíveis efeitos associados á administração das drogas. Os grupos estudados foram homogêneos quanto ao sexo, parasitemia e presença de febre. O tempo para desaparecimento da parasitemia foi mais curto nos grupos II e III, respectivamente, cujos esquemas terapêuticos empregaram artesunato. O desaparecimento da febre foi mais rápido no grupo tratado com a combinação das drogas. Alterações clínicas e bioquímicas associadas a administração das drogas não mostraram diferenças significativas entre os grupos estudados. O desaparecimento precoce da febre e parasitemia, e a ausência de importantes efeitos indesejáveis, sugerem que artesunato administrado isoladamente ou em combinação com mefloquina constituem medidas terapêuticas capazes de contribuir para o controle da doença na região.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Exposição humana ao metilmercúrio em comunidades ribeirinhas da Região do Tapajós, Pará, Brasil(2000-06) PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; NAKANISHI, Junko; OIKAWA, Teiichi; GUIMARÃES, Geraldo de Assis; QUARESMA, Manoel; CARDOSO, Bernardo da Silva; AMORAS, Walter Wanderley; HARADA, Masazume; MAGNO, Carlos; VIEIRA, José Luiz Fernandes; XAVIER, Marília Brasil; BACELAR, Maria Denise RibeiroAvaliou-se a exposição humana ao metilmercúrio e ao mercúrio total em comunidades ribeirinhas do rio Tapajós e da região metropolitana de Belém, no Estado do Pará, Brasil, através da determinação de mercúrio total e metilmercúrio em amostras de cabelo nos anos de 1994 e 1995. Observou-se que as concentrações médias de mercúrio total variaram de 2 ± 1µg/g-1 a 20,5 ± 12,1µg/g-1, enquanto que as concentrações médias de metilmercúrio variaram de 1,4 ± 0,7µg/g-1 a 18,5 ± 11µg/g-1. Estes resultados confirmam a contaminação mercurial na região do rio Tapajós, admitem a possibilidade do aparecimento de sinais e sintomas de intoxicação mercurial e recomendam a manutenção da monitorização do mercúrio total e do metilmercúrio nas amostras de cabelo, bem como a necessidade de estudos clínico-epidemiológicos para implantação de medidas de prevenção e controle da intoxicação mercurial.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fauna anofélica da cidade de Belém, Pará, Brasil: dados atuais e retrospectivos(2006-08) SILVA, Ana de Nazaré Martins da; FRAIHA NETO, Habib; SANTOS, Carla Christiani Bastos dos; SEGURA, Maria de Nazaré de Oliveira; AMARAL, Jane Cristina de Oliveira Faria; GORAYEB, Inocêncio de Souza; LACERDA, Raimundo Nonato da Luz; SUCUPIRA, Izis Mônica Carvalho; PIMENTEL, Leôncio Nazaré; CONN, Jan E.; PÓVOA, Marinete MarinsRelato de coletas de anofelinos realizadas em Belém, Pará, Brasil, de 1995 a 2004, comparando os dados obtidos com os de levantamentos anteriores, feitos a partir da década de 1930. Nesses, vinte espécies haviam sido identificadas: Anopheles albitarsis s.l., An. aquasalis, An. argyritarsis, An. braziliensis, An. darlingi, An. eiseni, An. evansae, An. galvaoi, An. intermedius, An. kompi, An. mediopunctatus, An. nimbus, An. nuneztovari, An. oswaldoi, An. peryassui, An. punctimacula, An. shannoni, An. strodei, An. thomasi e An. triannulatus. Sete (An. argyritarsis, An. eiseni, An. galvaoi, An. kompi, An. nimbus, An. punctimacula e An. thomasi) não são agora registradas. A permanência de tantas outras espécies provavelmente decorre da preservação de áreas de mata no âmbito urbano. Duas delas são consideradas de importância vetorial (An. darlingi e An. aquasalis). Esta última continua sendo a de maior densidade nas coletas (46,26% dos adultos e 99,21% das larvas) e é a única registrada em todos os distritos administrativos. Existe, portanto, risco potencial de transmissão de malária em todo o município.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Further observations on clinical, histopathological, and immunological features of borderline disseminated cutaneous leishmaniasis caused by Leishmania (Leishmania) amazonensis(2005-08) SILVEIRA, Fernando Tobias; LAINSON, Ralph; CORBETT, Carlos Eduardo PereiraArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Manifestações neurológicas em ribeirinhos de áreas expostas ao mercúrio na Amazônia brasileira(2013-11) KHOURY, Eliana Dirce Torres; SOUZA, Givago da Silva; SILVEIRA, Luiz Carlos de Lima; COSTA, Carlos Araújo da; ARAUJO, Amelia Ayako Kamogari de; PINHEIRO, Maria da Conceição NascimentoNo presente estudo, foram avaliados comparativamente os níveis atuais de exposição ao mercúrio e as manifestações neurológicas em ribeirinhos residentes em comunidades situadas no Estado do Pará, Brasil. Participaram do estudo 78 ribeirinhos de Barreiras (bacia do rio Tapajós), 30 de São Luiz do Tapajós (bacia do rio Tapajós) e 49 do Furo do Maracujá (bacia do rio Tocantins). As concentrações de mercúrio total foram quantificadas, em cabelo, pela espectrofotometria de absorção atômica, e a avaliação neurológica foi realizada por meio de testes de rotina. As concentrações de mercúrio nas comunidades do Tapajós foram maiores que as do Tocantins (p < 0,01). A avaliação das alterações neurológicas não mostrou diferença significativa entre as comunidades das áreas expostas e controle para os resultados observados pelo exame neurológico convencional, exceto para desvio da marcha (p < 0,05). Concluiu-se que, apesar dos níveis de exposição ao mercúrio, houve uma baixa frequência de alterações somatossensoriais encontradas por meio de exames neurológicos convencionais.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Mercury toxicity in the Amazon: contrast sensitivity and color discrimination of subjects exposed to mercury(2007-03) RODRIGUES, Anderson Raiol; SOUZA, Cleidson Ronald Botelho de; BRAGA, Alexandre Melo; RODRIGUES, Paulo Sergio Silva; SILVEIRA, Antonio Tobias; DAMIN, Enira Teresinha Braghirolli; CÔRTES, Maria Izabel Tentes; CASTRO, Antonio José de Oliveira; MELLO, Guilherme Arantes; VIEIRA, José Luiz Fernandes; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; VENTURA, Dora Selma Fix; SILVEIRA, Luiz Carlos de LimaArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Papilomavírus humano associado a lesões de cérvice uterina(1999-06) CAVALCANTE, Vânia Lúcia Noronha; MELLO, Wyller Alencar de; VILLA, Luísa Lina; BRITO, Arival Cardoso de; MACEDO, Roberto Cavalleiro de; BISI, Fátima; SASSAMOTO, Kyio; MONTEIRO, Talita Antonia Furtado; LINHARES, Alexandre da CostaEstudou-se a prevalência do papilomavírus humano (HPV) em 228 mulheres portadoras de lesões em cérvice uterina, atendidas no Instituto Ofir Loiola, em Belém, Pará, no período de março de 1992 a maio de 1996. As pacientes foram submetidas à biópsia de colo uterino, sendo o material encaminhado para histopatologia e pesquisa de HPV por PCR e hibridização por dot-blot. Distribuíram-se as participantes em três grupos, conforme diagnóstico histopatológico. O grupo A constituiu-se de 155 mulheres com carcinoma epidermóide invasor ou com adenocarcinoma, o grupo B de 54 portadoras de neoplasia intra-epitelial cervical grau II ou III, e o grupo C de 19 pacientes com cervicite crônica. Observaram-se prevalências de HPV em 70,3%, 63,0% e 36,8% das mulheres dos grupamentos A, B e C, respectivamente, sendo o HPV 16 registrado em 60,4% das amostras positivas do grupo A e 54,5% daquelas do grupo B. Os tipos 16, 18 e 33 representaram 71,4% dos detectados no grupo C.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Prevalence and genotyping of hepatitis C virus in blood donors in the state of Pará, Northern Brazil(2010-02) OLIVEIRA FILHO, Aldemir Branco de; PIMENTA, Adriana do Socorro Coelho; ROJAS, Márcia de Fátima Maciel de; CHAGAS, Márcia Cristina Munhoz; CRESCENTE, Jose Angelo Barletta; CRESPO, Deborah Maia; LEMOS, José Alexandre Rodrigues deArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Prevalência de infecção genital pelo HPV em populações urbana e rural da Amazônia Oriental Brasileira(2011-04) PINTO, Denise da Silva; FUZII, Hellen Thais; QUARESMA, Juarez Antônio SimõesForam investigados a prevalência e os fatores associados à infecção genital pelo HPV em mulheres de população urbana e rural de duas regiões da Amazônia Oriental brasileira. Foi um estudo transversal com 444 mulheres submetidas ao rastreamento para câncer cervical, sendo 233 urbanas e 211 rurais, de janeiro de 2008 a março de 2010. Coletaram-se amostras da cérvice uterina para a pesquisa de DNA do HPV pela PCR. Todas responderam a um formulário epidemiológico. Análise bivariada e por regressão logística foram empregadas na investigação dos fatores associados ao HPV. A prevalência geral de HPV foi de 14,6%. Entre as populações, não houve diferença significativa, 15% urbana e 14,2% rural. O único fator de risco explorado no estudo significativamente associado ao HPV foi a situação conjugal de mulheres residentes na zona rural na faixa de 13 a 25 anos, com maior prevalência de infecção entre solteiras, separadas ou viúvas. Conclui-se que, apesar das prevalências entre as populações serem semelhantes, as estratégias preventivas a serem aplicadas seriam específicas para cada população.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Prevalência dos marcadores sorológicos dos vírus das hepatites B e D na área indígena Apyterewa, do grupo Parakanã, Pará, Brasil(2007-11) NUNES, Heloisa Marceliano; MONTEIRO, Maria Rita de Cássia Costa; SOARES, Manoel do Carmo PereiraCom o objetivo de estudar a prevalência dos vírus das hepatites B (HBV) e D (HDV), nas aldeias Apyterewa e Xingu, do grupo Parakanã, e avaliar o impacto da vacinação contra a hepatite B, iniciada nessas aldeias em 1995, foram coletadas, em 2004, 258 amostras de soro para análise dos marcadores sorológicos das hepatites B e D, por técnicas imunoenzimáticas; cujos resultados revelaram padrão de endemicidade moderada com prevalência total de infecção pelo HBV de 55,7%, com 5,4% de portadores do vírus, na aldeia Apyterewa, e de 49,5%, com 1,1% de portadores, na Xingu; 31,4% de anti-HBs+ como marcador isolado nas duas aldeias, e não foi detectada sorologia positiva para o HDV entre portadores do HBV. Caracterizamos, em base laboratorial, a presença de portadores crônicos do HBV, ausência de portadores do HDV e emergência de perfil vacinal entre os susceptíveis, confirmando a efetividade e a necessidade de manter a vacinação, principalmente no primeiro ano de vida, e, ainda, a necessidade de desenvolver vigilância epidemiológica efetiva para detecção precoce da infecção pelo HDV, entre os portadores do HBV.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Susceptibility of Anopheles aquasalis and An. darlingi to Plasmodium vivax VK210 and VK247(2006-08) SILVA, Ana de Nazaré Martins da; SANTOS, Carla Christiani Bastos dos; LACERDA, Raimundo Nonato da Luz; MACHADO, Ricardo Luiz Dantas; PÓVOA, Marinete MarinsArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Susceptibility of Cebus apella monkey (Primates: Cebidae) to experimental Leishmania (L.) infantum chagasi-infection(2011-02) CARNEIRO, Liliane Almeida; SILVEIRA, Fernando Tobias; CAMPOS, Marliane Batista; BRÍGIDO, Maria do Carmo de Oliveira; CORBETT, Carlos Eduardo Pereira; LAURENTI, Márcia DalastraNa Amazônia Brasileira, o macaco Cebus apella (Primata: Cebidae) tem sido associado com o ciclo enzoótico da Leishmania (V.) shawi, um parasito dermotrópico causador da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA). Ele tem sido também empregado com sucesso como modelo experimental para estudo da leishmaniose tegumentar. Neste trabalho, foi investigada sua susceptibilidade à infecção experimental por Leishmania (L.) infantum chagasi, o agente etiológico da Leishmaniose Visceral Americana (LVA). Foram usados dez espécimes de C. apella oito adultos e dois jovens, quatro machos e seis fêmeas, todos nascidos e criados em cativeiro. Dois protocolos de infecção experimental foram feitos: i) seis macacos foram inoculados por via intradérmica (ID), na base da cauda com 2x106 formas promastigotas em fase estacionária de crescimento; ii) outros quatro macacos foram inoculados com 3x107 formas amastigotas de infecção visceral de hamsteres por duas vias diferentes: a) dois por via intravenosa (IV) e, b) outros dois pela via intraperitoneal (IP). A avaliação da infecção incluiu parâmetros: clínico: exame físico do abdômen, peso e temperatura corporal; b) parasitológico: aspirado de medula óssea por agulha para procura de amastigotas (esfregaço corado por Giemsa) e formas promastigotas (meio de cultura); c) imunológico: Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) e, resposta de hipersensibilidade tardia (DTH). Nos seis macacos inoculados ID (formas promastigotas) todos os parâmetros de avaliação da infecção foram negativos durante o período de 12 meses. Entre os quatro macacos inoculados com formas amastigotas, dois inoculados IV mostraram parasitos na medula óssea do primeiro ao sexto mês p.i. e em seguida houve a resolução da infecção, no entanto os outros dois inoculados IP foram totalmente negativos. Esses quatro macacos apresentaram resposta específica de anticorpo IgG desde o terceiro mês p.i. (IP: 1/80 e IV: 1/320) até o décimo segundo mês (IP: 1/160 e IV: 1/5120). A conversão DTH ocorreu em apenas um macaco inoculado IV com uma forte reação na pele (30 mm). Considerando esses resultados, nós não recomendamos o uso do macaco C. apella como modelo animal para estudo da LVA.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Susceptibility of peritoneal macrophage from different species of neotropical primates to Ex vivo Leishmania (L.) infantum chagasi-infection(2012-04) CARNEIRO, Liliane Almeida; LAURENTI, Márcia Dalastra; CAMPOS, Marliane Batista; GOMES, Claudia Maria de Castro; CORBETT, Carlos Eduardo Pereira; SILVEIRA, Fernando TobiasEste estudo examinou a susceptibilidade do macrófago peritoneal (PM) dos primatas neotropicais: Callithrix jacchus, Callithrix penicillata, Saimiri sciureus, Aotus azarae infulatus e Callimico goeldii para a infecção ex vivo por Leishmania (L.) infantum chagasi, o agente etiológico da leishmaniose visceral americana (LVA), como método de triagem para avaliar o potencial desses primatas como modelo de estudo da LVA. A susceptibilidade do PM para a infecção foi investigada através do índice de infecção do PM (PMI) a intervalos de 24, 72 horas e, ainda, pela média dessas taxas (FPMI), assim como, pelas respostas do TNF-α, IL-2 (ELISA de captura) e óxido nítrico (NO) (método de Griess). Às 24hs da infecção experimental, o PMI do primata A. azarae infulatus (128) foi maior que aqueles de C. penicillata (83), C. goeldii (78), S. sciureus (77) e C. jacchus (55). Às 72hs, houve uma redução significativa do PMI de quatro primatas: A. azarae infulatus (128/37), C. penicillata (83/38), S. sciureus (77/38) e C. jacchus (55/12), com exceção de C. goeldii (78/54). O FPMI dos primatas A. azarae infulatus (82.5) e C. goeldii (66) foi maior que do primata C. jacchus (33.5), porém, não foi maior que dos primatas C. penicillata (60.5) e S. sciureus (57.5). A resposta do TNF-α foi mais regular nos quatro primatas que reduziram o PMI no intervalo de 24-72hs: C. jacchus (145/122 pg/µL), C. penicillata (154/130 pg/µL), S. sciureus (164/104 pg/µL) e A. azarae infulatus (154/104 pg/µL), com exceção de C. goeldii (38/83 pg/µL). A resposta de IL-12 foi, principalmente, marcante nos primatas A. azarae infulatus e C. goeldii, os quais apresentaram as maiores taxas do FPMI, e a resposta do NO foi maior no primata C. goeldii, em especial no intervalo de 72hs. Estes achados sugerem, fortemente, que estes primatas neotropicais parecem ter desenvolvido mecanismos resistentes de resposta imune inata capaz de controlar o crescimento intracelular da infecção por L. (L.) i. chagasi no macrófago, o que não encoraja o uso destes primatas como modelo de estudo da LVA.
