Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2345
O Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Sendo referência na Pós-Graduação em Geografia na Amazônia, o Programa tem por meta configurar-se no Centro de Excelência em Geografia da Amazônia, com ênfase na análise dos agentes, processos, e conflitos nas diferentes escalas. Este é o objetivo científico e institucional estratégico do curso de mestrado, por meio do qual se amplia inserção social e regional na Panamazônia permitindo-nos estreitar intercâmbios na pesquisa e formação de pesquisadores em temas amazônicos com outros centros afins para este estudo na região.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO/IFCH por Assunto "Abaetetuba (PA)"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmicas territoriais de comunidades rurais extrativistas amazônicas(Universidade Federal do Pará, 2014) PÓLEN, Ricardo Reis; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273O presente trabalho realiza uma análise de duas comunidades rurais extrativistas do município de Abaetetuba, na região do Baixo Tocantins, a partir de suas estratégias de produção, que têm sua base econômica voltada principalmente para o extrativismo do açaí, onde a comunidade Campompema possui vínculos com cooperativismo e a comunidade do Capim tem sua produção marcada por estratégias individualistas de produção e comercialização. Para tal feito trabalhamos a caracterização do camponês típico da região amazônica, que é o ribeirinho, e suas estratégias de produção e reprodução social e de sua territorialidade. O objetivo desta análise foi comprovar que estratégias de ação coletivas, principalmente o cooperativismo, é um elemento que pode ser trabalhado com no intuito de garantir melhores condições de vida para os ribeirinhos e mercados para seus produtos regionais, principalmente o açaí, que nas últimas décadas tornou-se produto de elevado valor comercial nos mercados interno e externo, sem perder o vínculo com a terra e fortalecendo sua territorialidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Gênero de vida ribeirinho na Amazônia: reprodução socioespacial na região das ilhas de Abaetetuba - PA(Universidade Federal do Pará, 2013-07-02) FERREIRA, Luzivan dos Santos Gonçalves; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273O objetivo desta dissertação é analisar a reprodução socioespacial dos ribeirinhos da região das ilhas de Abaetetuba, com base em seu gênero de vida, frente às recentes transformações ocorridas nas últimas três décadas na região, advindas do processo de modernização e inserção da Amazônia na lógica do capitalismo global. A noção de gênero de vida foi cunhada na geografia clássica por autores como Herder e La Blache e corresponde, genericamente, a um conjunto de práticas materiais e imateriais pelas quais um grupo é capaz de utilizar os recursos de seu meio físico para a sua reprodução socioespacial. Apesar de ter uma grande importância epistemológica para a geografia, essa noção foi renegada ao esquecimento em função de preconceitos arbitrários. Partimos do pressuposto de que a noção de gênero de vida pode ser trabalhada com comunidades rurais do mundo subdesenvolvido, como é o caso dos ribeirinhos da Amazônia, possibilitando o entendimento dos processos pelos quais os ribeirinhos se reproduzem espacialmente. Nessa região, a relação entre a sociedade e o ambiente sempre se constituiu no elemento principal no processo de produção do espaço. Essa relação com o ambiente contribuiu para o desenvolvimento de um gênero de vida peculiar dos ribeirinhos da Amazônia. No entanto, a região amazônica vem passando nos últimos anos por transformações que são políticas, econômicas, sociais e geográficas e que envolvem o município de Abaetetuba e sua região das ilhas e estão ligadas diretamente a um processo de inserção total da Amazônia em uma lógica capitalista de produção aos moldes do chamado mundo globalizado. Nesse sentido, o gênero de vida ribeirinho tem sido alvo constante das transformações advindas deste processo. Portanto, há nessa discussão uma importante variável concernente à relação existente entre as atuais transformações sociais em curso na região e a reprodução socioespacial dos ribeirinhos da região das ilhas de Abaetetuba, principalmente no que concerne ao seu gênero de vida. Observamos, então, que existe uma relação dialética entre a reprodução socioespacial dos ribeirinhos de Abaetetuba, que se materializa em um lugar por intermédio de seu gênero de vida, e as formas de produção social e espacial, ligadas a lógica do capitalismo global. Essa relação, entretanto, não é somente de submissão e/ou destrutiva, mas também de resistência e de reprodução do gênero de vida dos ribeirinhos da região das ilhas de Abaetetuba.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Gestão ambiental e planejamento urbano em Abaetetuba: uma análise a partir das concepções e ações do poder público local(Universidade Federal do Pará, 2007) ALVES, Cledson Nahum; OLIVEIRA, Janete Marília Gentil Coimbra de; http://lattes.cnpq.br/5569740569229032O presente trabalho discutirá a gestão ambiental e o planejamento urbano enquanto instrumentos da política pública municipal, através das concepções e ações que envolvem os órgãos e agentes sociais na dinâmica sócio-ambiental no espaço urbano de Abaetetuba. Analisando as atuações da administração municipal no que concernem as atividades desenvolvidas pela SESMAB e SEMOB, no período de 2004-2006, tentará esclarecer as visíveis e inegáveis contradições na paisagem urbana do Município, principalmente no que tange a qualidade do meio ambiente (o qual implica na qualidade de vida das pessoas) e a ausência de mecanismos mais específicos para desenvolver a proteção do meio ambiente e a inclusão social nos fóruns de decisão. Considerando o enorme potencial legislativo e jurídico brasileiro, esta pesquisa vai tentar mostrar que a falta de mobilidade político-administrativa municipal, mesmo com o recém criado Plano Diretor Municipal (Out./2006) ainda compromete os padrões ambientais urbanos, devido, entre outros, a desarticulação entre as secretarias municipais, o caráter físico-territorial das políticas urbanas e o centralismo do investimento público em áreas já servidas de infra-estrutura.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vulnerabilidade e percepção de risco na planície tecnogênica em Abaetetuba-Pa: subsídios ao planejamento urbano e a gestão ambiental(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) RIBEIRO, Érika Renata Farias; SOLER, Pedro Aníbal Beatón; http://lattes.cnpq.br/1168205500524159; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852A cidade de Abaetetuba, localizada no Nordeste do estado do Pará, teve seu crescimento às margens do rio Maratauíra onde se estabeleceram os bairros: Centro, São João, São José e Algodoal. Porém, uma significativa área desses bairros encontra-se a uma planície de inundação fluvial que ao longo dos anos foi descaracterizada, resultando na formação de uma planície tecnogênica, marcada por eventos de inundação e colapso, os quais ocasionam prejuízos à população. Nesse sentido, analisou-se a vulnerabilidade da população que vive nesses bairros, tendo como ênfase a percepção de risco enquanto capacidade de resposta no aspecto intangível. Este elemento foi priorizado porque se constatou que mesmo após o desastre, ocorrido em 2014 no bairro São João, a população permanece no local, fazendo-se necessário analisar o motivo da ocupação desses espaços. O procedimento metodológico para identificar a ameaça à inundação baseou-se na proposta de Silva Junior (2010) com base em entrevistas, Modelo Digital de Elevação, Trabalho de campo e análise participativa. Em relação ao colapso no solo teve-se como base o relatório da Companhia de Pesquisa Recursos Minerais que identificou o risco de enchente e movimento de massa no bairro São João. Para metodologia de vulnerabilidade adaptou-se a proposta de Szlafsztein (2015) sendo realizada a construção de um índice de Vulnerabilidade às Ameaças Ambientais na Amazônia pela Percepção, onde se analisou a vulnerabilidade social e a capacidade de resposta a partir da percepção das pessoas frente às ameaças destacadas, resultando no mapa de vulnerabilidade com ênfase na percepção. Nos resultados alcançados o bairro Centro apresentou Moderada vulnerabilidade a partir do Índice de Unidade de resposta pela Percepção. O que contribuiu para este resultado foi o fato de a população considerar que não existem riscos no local, devido à boa infraestrutura da área. A justificativa de permanência no local acontece devido à importância desta parte da cidade para a o desenvolvimento de atividades comerciais. Os demais bairros apresentaram baixa vulnerabilidade em reação a este índice, apresentando percepção diante das ameaças que se fazem presentes, porém observou-se que a população permanece nesses locais. Isso ocorre por conta de relações de identidade estabelecidas no espaço seja por questões familiares, de vizinhança ou pelo significado da paisagem representada pelo rio, como acontece nos bairros Algodoal e São João. Portanto trata-se de uma exposição voluntária ao risco. No São José isso acontece por aspectos econômicos devido à proximidade com o centro comercial, simbolizado pelo “beiradão”. Portanto, nesse caso considera-se que o risco é aceito, em virtude das particularidades dos sujeitos envolvidos. A partir desses resultados, pôde-se fazer uma discussão sobre o planejamento e gestão ambiental na cidade de Abaetetuba propondo um ordenamento territorial que considere a criação de Zonas Especiais de Interesse Social; Áreas de Preservação Permanente; novas formas de usos para locais em risco e ações de intervenções para redução de perdas diante de possíveis desastres. Considera-se que os resultados alcançados são importantes para subsidiar a gestão ambiental e planejamento urbano sustentável e participativo na cidade de Abaetetuba.
